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Gana e Etiópia visitam o Piaui para aprender experiências de saneamento

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Uma comitiva de representantes do governo e ministro de Estado de Gana, Etiópia e Indonésia desembarca nesta segunda-feira(25) em Teresina, acompanhados de membros da equipe do Banco Mundial, para conhecer mais de perto o Programa Lagoas do Norte, apontado como referência em ações de melhoria dos recursos hídricos. 

A ideia da visita é conhecer o funcionamento da iniciativa aplicada em Teresina e adquirir conhecimento para adotar medidas semelhantes nos seus respectivos países no gerenciamento de recursos hídricos. Os visitantes conheceram diversas áreas da Zona Norte da capital e assistiram a uma apresentação sobre o histórico e detalhes da implantação do Programa.

Gana, Etiópia e Indonésia tem problemas semelhantes com inundações e com urbanização em áreas de baixa renda. Então o Banco Mundial sugeriu esse compartilhamento de experiências. Teresina é um exemplo de bom trabalho, com um bom projeto que está sendo implantado há muito tempo e é muito exitoso. Nós consideramos que seria um bom modelo para a África e para a Indonésia

A apresentação será feita pelo prefeito Firmino Filho no auditório do Hotel Metropolitan, a partir das 11 horas.25c1110573425a241934f31415cd5d3a

Na comitiva de quase 40 pessoas estarão presentes autoridades dos seus respectivos governos, como o Ministro de Desenvolvimento Urbano e Habitação da Etiópia, Hailu Meskellie; e o Ministro do Trabalho e Habitação de Gana, Samuel Akyea, acompanhado de outro representante ministerial do país, Joseph Adda, Ministro de Saneamento e Recursos Hídricos.

Atualmente em sua segunda etapa, o Programa Lagoas do Norte tem mostrado resultados expressivos nas áreas de drenagem e saneamento na Zona Norte de Teresina. 

Em sua primeira fase, levou saneamento há mais de 25 mil pessoas, reassentou 500 famílias que viviam em situação de risco e construiu o Parque Lagoas do Norte, que fornece drenagem adequada para a região além de servir como lazer e fonte de renda para a comunidade.

a comitiva foi levada a pontos que ainda não sofreram intervenção do PLN, como a Lagoa do Mazerine, no bairro Nova Brasília, e a Lagoa da Piçarreira, no bairro São Joaquim. Os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer a geografia e a situação socioeconômica da região in loco, inclusive conversando com moradores.

Após a visita na Zona Norte, a comitiva retornou ao hotel para assistir a apresentações de detalhes do PLN. O prefeito Firmino Filho falou sobre a implantação e os principais desafios até a execução da Fase I e o início da Fase II, que está em andamento atualmente. Na sequência falaram o especialista em drenagem e consultor do Banco Mundial, Carlos Tucci, que apresentou questões técnicas do projeto executado em Teresina, e o ex-secretário de planejamento e consultor para políticas públicas da prefeitura, Washington Bonfim, que demonstrou resultados alcançados até o momento com o programa.

 O prefeito destacou que o programa não se restringe apenas às obras, mas também a medidas educativas, de conscientização ambiental e de melhoria ambiental e de governança nas comunidades da região.

“Nosso objetivo é colocar na região Norte sistemas de drenagem, sanear as águas daquela região, qualificar a paisagem e melhorar as condições de emprego e renda das pessoas da comunidade. Por ser um projeto inovador e um dos poucos do terceiro mundo que tem mostrado resultados objetivos, o Lagoas do Norte é alvo de apresentação para outros países em situação análoga a do Brasil”, afirma.

“Temos três delegações presentes e bastante interessadas desde a idealização do programa até a efetivação, mostrando o que deu certo, como funcionou e quais foram as dificuldades até se chegar a requalificação entregue hoje para a população que mora na área. São países que tem um histórico de dificuldades urbanísticas e a ideia deles é replicar o que fazemos aqui”, completa Márcio Sampaio, diretor geral do PLN.

O Programa Lagoas do Norte

O PLN vem mostrando resultados expressivos em Teresina desde o início da sua implementação. Apenas na primeira fase do Programa, cerca de 25.000 pessoas tiveram acesso a saneamento básico, 500 famílias que viviam em situação de risco foram reassentadas e foi construído o Parque Lagoas do Norte, que além de auxiliar na drenagem das águas fluviais na região, representa um ponto de lazer e fonte de renda para as comunidades do entorno.

Atualmente o Programa está em sua segunda fase, com maior investimento e previsão de intervenção em uma área quatro vezes maior. As obras serão executadas com investimento de 88 milhões de dólares do Banco Mundial e contrapartida do mesmo valor pela Prefeitura de Teresina, totalizando 176 milhões de dólares investidos na região, pouco mais de 500 milhões de reais na cotação atual.

“É um programa de requalificação da área, não só de urbanização. Tem requalificação ambiental, melhorando a qualidade da água e a arborização da região, e também melhorando a questão econômica, trazendo a população para condições melhores de habitação”, explica Márcio. 

 

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África precisa de US$ 14 bilhões/ano para abastecimento de água.

Representantes do Conselho Ministerial da Água da África se reuniram na cidade de Entebbe, na Uganda, em 18 e 19 de janeiro, para destacar temas importantes para o continente e que deverão ser levados ao 8º Fórum Mundial da Água. O resultado dos debates, que inclui, entre outros assuntos, segurança da água, ecossistema e mudanças climáticas, fará parte do Relatório Regional Africano, uma das atividades do Processo Regional do 8º Fórum.

Osward Chanda, diretor do departamento de água e saneamento do Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB, sigla em inglês), disse que os políticos precisam se sensibilizar e formular políticas públicas que envolvam elementos relacionados às mudanças climáticas, à criação de emprego para jovens no setor de água, aos sistemas ecológicos e ao desenvolvimento da água.

Ahmed Eldaw, coordenador regional da Global Water Partnership Eastern Africa, ressaltou que existem questões-chave que a região precisa focar, como o impacto das mudanças climáticas e da segurança da água, do ecossistema e de outras questões relacionadas às pessoas.

Chanda observou que o Fórum Mundial da Água é uma oportunidade para participar ativamente das discussões mundiais sobre a água e garantir que a perspectiva da África seja adequadamente apresentada em um diálogo global. O evento acontecerá em Brasília, entre 18 e 23 de março de 2018.

Realidade africana

Osward Chanda ressaltou que há uma lacuna de financiamento no setor hídrico africano. “O continente precisa de US$ 14 bilhões para abastecer o setor de água por ano. Atualmente, o AfDB injeta US$ 3 bilhões para melhorar o setor de água e saneamento no continente”, revelou.

De acordo com Chanda, investimentos maciços no desenvolvimento e gerenciamento integrado da água são fundamentais para garantir a segurança sustentável desse recurso, a produção de alimentos e energia de forma inclusiva.

A estratégia do continente africano para o horizonte de 2013-2022 está concentrada em investimentos no desenvolvimento e gerenciamento integrado de recursos hídricos para ampliar a qualidade e garantir a segurança da água, da agricultura e do desenvolvimento de energia no continente de forma sustentável.

Segundo Chanda, essas ações são capazes de promover a qualidade de vida das pessoas e realçar o papel da água na transformação da sociedade africana.

http://www.worldwaterforum8.org/pt-br/news/workshop-em-uganda-discute-relatório-regional-africano

Angolanos confirmam presença no Fórum Mundial da Água a ser realizado no Brasil

O maior evento de água do Planeta

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O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC, sigla em inglês) desde 1996. Pela primeira vez, o evento será realizado em país do Hemisfério Sul: o Brasil. A oitava edição do evento é promovida pelo Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Governo do Distrito Federal, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), e pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
A saúde está diretamente relacionada à qualidade da água, assim como a produção de alimentos também é dependente da água saudável. Segundo a agência da ONU para a saúde, 844 milhões de pessoas ainda não possuem um serviço básico de água potável e, globalmente, pelo menos dois bilhões de pessoas usam uma fonte de água contaminada com esgoto doméstico.

Você sabia que apenas meio por cento da água do planeta é doce e que um bilhão de pessoas no mundo não tem acesso à água potável? Para discutir a gestão sustentável desse recurso o Brasil vai receber o mais importante evento sobre o tema no mundo: faltam menos de 30 dias para o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília.

Sete mil  conferencistas em representação de 400  instituições de 70  países, vão participar desta reunião enquadrada na prossecução do Objectivo nº 6 da Agenda  2030 sobre os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao  fórum, a delegação angolana, a ser integrada por responsáveis dos Ministérios  da Energia e  Águas e do Ambiente, o país leva como lema “Angola, Compartilhando Recursos Hídricos, Rumo à Sustentabilidade”.

De acordo com uma nota do Ministério da Energia e Águas, além das conferências, Angola vai exibir as suas potencialidades hídricas, com a exposição de informação diversa,  tendo já reservado um espaço na zona de exposições.

Durante a exposição,   empresas públicas  do sector  da  Energia e Águas angolanas vão  estabelecer a troca de  experiências e parcerias com outras instituições.

O 8º Fórum Mundial da Água tem como  foco principal a promoção de interesses políticos, técnicos, académicos e comerciais e  sobre a partilha dos recursos hídricos.

À margem haverá oportunidade de acertos sobre a gestão de recursos hídricos a nível dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

No  encontro da CPLP,  em que estarão  reunidos os ministros, será discutido o  tema “8º Fórum Mundial de Água: Sinergia, Água, Meio Ambiente no  contexto da Agenda 2030”.

A  revitalização do portal de Rede Ambiental da CPLP, o lançamento de rede de Recursos Hídricos  dos países que integram a  comunidade de língua portuguesa e a assinatura  de  duas declarações, constam das actividades agendadas.

O Fórum Mundial da Água é uma Organização internacional fundada em 1996, com sede permanente na cidade de Marselha, na França,  enquanto o Conselho Mundial da Água é uma organização internacional que reúne 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos em aproximadamente 70 países.

O Conselho é composto de representantes de governos, da academia, sociedade civil, de empresas e organizações não-governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água.

Já o Fórum Mundial da Água contribui para o diálogo do processo decisório sobre o tema em nível global, visando o uso racional e sustentável deste recurso.

Por sua abrangência política, técnica e institucional, o Fórum tem como uma de suas características principais a participação aberta e democrática de um amplo conjunto de actores de diferentes sectores, traduzindo-se em um evento de grande relevância na agenda internacional.

O Fórum é organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água, juntamente, com o país e a cidade anfitriã.

Até ao  momento   foram  realizadas sete edições do evento em igual número de países dos  quatro continentes: África, América, Ásia e Europa.

Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável

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Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável ‘per capita’, em que apenas 44% da população a obtém facilmente, com Portugal (100%) e Brasil (97%) no polo oposto, indicou hoje a ONU.

Num relatório do Programa Conjunto de Monitorização das Nações Unidas, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são analisadas as situações, até 2016, da água potável, saneamento e higiene em mais de 200 países e territórios.agua potavel

O documento faz a comparação entre a evolução registada em cada um dos nove países lusófonos – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – entre 2000 e 2015, tendo também em conta o respetivo aumento da população.

No quadro deste período, é referido também o aumento da população nas zonas urbanas, o acesso a água que dista mais de 30 minutos do local de residência, água não melhorada e água proveniente da superfície, como rios e lagos, entre outras fontes.

No acesso a água potável canalizada, Cabo Verde surge em terceiro lugar entre os lusófonos (subiu de 78% em 2000 para 86% em 2015), à frente de São Tomé e Príncipe (de 67% para 80% no mesmo período), Timor-Leste (não havia dados disponíveis em 2000, mas em 2015 tinha 70%), Guiné-Bissau (de 53% para 69%) e Moçambique (de 22% para 47%).ap

No mesmo período, Angola subiu de 38% para 41%, enquanto o Brasil passou dos 94% para 97% e Portugal de 99% para 100%.

O relatório sublinha que os dados são suscetíveis de alguma “relatividade”, tendo em conta o tamanho dos países, o total da população e o grau de desenvolvimento de casa um deles.

À exceção de Portugal (com 0% já em 2000) e Brasil (que baixou de 1% em 2000 para 0% em 2015), todos os restantes países lusófonos, em maior ou menor escala, ainda têm bolsas da população que só conseguem obter água a mais de 30 minutos do local de residência.

Angola, com 16% da população nessas circunstâncias ao longo do mesmo período, e Guiné Equatorial, que também continua com 2%, são os dois Estados lusófonos que mantiveram os números estatísticos entre 2000 e 2015.

Diferentes dados estatísticos, mas para pior, foram, no mesmo período, registados em São Tomé e Príncipe (de 13% para 15% da população), Moçambique (subiu de 5% para 14% da população) e na Guiné-Bissau (de 4% para 5%).

Cabo Verde desceu, em 15 anos, de 11% para 10% da população nessas circunstâncias, enquanto Timor-Leste, de que não existem dados de 2000, conta com 6% do total dos habitantes com a necessidade de ir buscar água a mais de 30 minutos dos locais de residência.

O estudo dá ainda conta da relação entre os dados estatísticos e a evolução da população urbana no mesmo período (2000 a 2015) nos nove Estados lusófonos, sempre em crescendo, com o Brasil a “liderar” esta tabela, com os habitantes citadinos a subirem, em 15 anos, de 81% para 86%.

Cabo Verde é o segundo país lusófono com maior crescimento da população urbana (aumentou, no mesmo período, de 53% para 66%), seguido por São Tomé e Príncipe (de 53% para 65%), Portugal (de 56% para 63%), Guiné-Bissau (de 37% para 49%), Angola (de 32% para 44%), Guiné Equatorial (de 39% para 40%), Timor-Leste (de 24% para 33%) e Moçambique (de 29% para 32%).

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-o-menor-acesso-a-agua-potavel-entre-os-paises-lusofonos—-relatorio-unicef-e-oms-8632259.html

Metade de Angola e Moçambique vive sem água potável

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Problema afeta mais de 10% da população mundial, que causa a morte a 4500 crianças por dia. África é o continente mais afetado, segundo relatório do Conselho Mundial da Água

Luanda (Reuters)
Luanda (Reuters)

Metade das pessoas em Angola, Moçambique ou Guiné Equatorial, nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, não têm acesso a água potável, um problema que afeta mais de 10% da população mundial e está na base de 3,5 milhões de mortes anuais.

O Conselho Mundial da Água – WWC, na sigla em inglês – que junta mais de 300 entidades de 50 países, refere haver mais de 923 milhões de pessoas sem acesso a água potável.

O problema afeta 319 milhões de pessoas na África subsaariana (32% da população da região), 554 milhões na Ásia (12,5%) e 50 milhões na América do Sul (8%), uma situação responsável pela morte de 4.500 crianças por dia.

Entre estas regiões, a Papua Nova Guiné tem a menor disponibilidade, com apenas 40% da população a ter acesso a água potável”, seguindo-se “a Guiné Equatorial com 48%, Angola com 49%, Chade e Moçambique com 51%, a República Democrática do Congo e Madagáscar com 52% e Afeganistão com 55%”, refere um comunicado divulgado pelo WWC.

Água com impacto económico

Aproveitando o Dia Mundial da Água, que se assinala na quarta-feira, o WWC alertou todos os governos para a urgência de resolver este problema e realçou que “o custo total da insegurança da água para a economia global é avaliado em 500 mil milhões de dólares”, cerca de 465 mil milhões de euros.

Mas, se for incluido o impacto ambiental, esse valor pode aumentar para 1% do produto interno bruto (PIB) global.

Além do custo económico, a falta de água potável está relacionada doenças que causam 3,5 milhões de mortes por ano, mais do que aquelas causadas por acidentes de viação e pela SIDA, em conjunto, segundo as contas da organização.

Pode também contribuir para a fome, guerras e migrações “irregulares e descontroladas”, havendo uma “absoluta necessidade” de aumentar a segurança da água para ultrapassar os desafios colocados pelas alterações climáticas e pelas efeitos da atividade humana.

A organização reafirma que o acesso das pessoas ao saneamento e a água potável “são prioridades fundamentais para os governos locais e regionais”, a fim de alcançar um dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o que só pode ser alcançado “com um bom governo local, gestão sustentável dos recursos naturais e urbanização eficaz”.

Assim, a WWC “encoraja os governos e os cidadãos a aumentar a segurança hídrica nos seus países, assim como prestar auxílio às nações com maiores dificuldades, nomeadamente na África subsaariana e Ásia”.

Morre uma em cada cinco crianças

Um dos objetivos da ONU é de que todas as pessoas tenham acesso a água potável e saneamento até 2030.

Nas contas do WWC, é necessário um investimento anual de cerca de 650 mil milhões de dólares (cerca de 604 mil milhões de euros), até 2030, para garantir a concretização das infraestruturas necessárias para alcançar a segurança universal da água.

O Dia Mundial da Água deste ano é dedicado ao desperdício deste recurso e o presidente do WWC, Benedito Braga, citado no comunicado, resume a situação dizendo que “cerca de 90% das águas residuais do mundo são despejadas no ambiente sem tratamento, mais de 923 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável e 2,4 mil milhões de pessoas não têm saneamento adequado”.

Todos os anos uma em cada cinco crianças com idade inferior a cinco anos morre prematuramente devido a doenças relacionadas com a água e quase 40% da população mundial já enfrenta problemas de escassez de água e pode aumentar para 66% em 2025″ a que acresce cerca de 700 milhões de pessoas a viver em áreas urbanas sem instalações sanitárias seguras, acrescentou.

O Conselho Mundial da Água está a organizar o 8.º Fórum Mundial da Água, que vai realizar-se em março de 2018, em Brasília, capital brasileira, e terá cerca de 30 mil participantes.

 

Fonte http://www.tvi24.iol.pt/internacional/africa/metade-de-angola-e-mocambique-vive-sem-agua-potavel

Angola cobrará taxa de captação da água bruta

Fotografia: Francisco Bernardo

O Instituto Nacional de Recursos Hídricos anunciou ontem, em Luanda, que vai passar a cobrar uma taxa de captação da água bruta que é utilizada por algumas empresas como matéria-prima.

O director do Instituto Nacional de Recursos Hídricos, Manuel Quintiliano, que fez o anúncio num encontro de divulgação do manual de procedimentos para a implementação de títulos de utilização dos recursos hídricos, não disse quando é que a taxa começa a ser cobrada nem o valor, mas garantiu que o dinheiro a ser arrecadado vai permitir ao Estado fazer novos investimentos no sector das Águas, no geral, e no sub-sector dos Recursos Hídricos, em particular.
Com o dinheiro arrecadado, acrescentou, vão ser desenvolvidas também acções para a melhoria da qualidade biótica da água dos rios, dos lagos, das lagoas e das águas subterrâneas.
O responsável disse já ter sido encontrada uma proposta para a taxa, mas preferiu não adiantar o número, por estar ainda em estudo pelos Ministérios da Energia e Água e das Finanças.

Utilização dos recursos

Manuel Quintiliano disse que a cobrança de uma taxa de captação da água bruta vai fazer com que as empresas usem a água bruta, “um bem cada vez mais escasso em algumas regiões do país”, de forma  racional, responsável e equilibrada. O Instituto Nacional de Recursos Hídricos começou no mês de  Fevereiro a divulgar o manual de procedimento, com o objectivo de levar ao conhecimento do público as modalidades sobre a gestão e a utilização dos recursos hídricos em todo o país.
O director do Instituto Nacional de Recursos Hídricos alertou as empresas para fazerem o registo junto do Instituto Nacional de Recursos Hídricos ou nas administrações de bacias ideográficas, a fim de organizar o cadastro nacional e avaliar o grau de evolução da utilização dos recursos hídricos. O registo dos utilizadores e a fiscalização sistemática vai permitir ao Instituto Nacional de Recursos Hídricos organizar o cadastro, que visa um maior controlo sobre o aproveitamento dos recursos hídricos nacionais e contribuir para a determinação do balanço hídrico nacional.

Água é bem econômico e social

“A água é um bem económico-social”, acentuou Manuel Quintiliano, recordando que, para a sua utilização, do ponto de vista comercial ou empresarial, o Estado tem o direito de fazer o seu licenciamento e proceder à sua cobrança. “Nós estamos a pensar nos grandes utilizadores de água bruta”, salientou Manuel Quintiliano, para quem é necessário que se faça o devido enquadramento dos operadores de cisternas de água.
O responsável lembrou que há uma orientação do Ministro da Energia e Águas para a Empresa Pública de Água (EPAL) trabalhar no ordenamento da actividade desses operadores privados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/empresas_sao_obrigadas_a_pagar_a_agua_extraida

Produção de e petróleo na Nigéria sofre forte abalo

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Ataques de militantes contra instalações de petróleo e uma ameaça de greve geral levaram a produção da Nigéria e também a moeda do país, a naira, a novas mínimas. O ministro do Petróleo da Nigéria, Ibe Kachikwu, disse na segunda-feira que Angola tornou-se o maior produtor de petróleo da África, diante do recuo da produção nigeriana para 1,4 milhão de barris por dia.

O ministro afirmou que o orçamento nigeriano foi baseado em uma produção de 2,2 milhões de barris por dia, portanto a piora ameaça as contas nacionais. A produção de Angola, por outro lado, manteve-se constante perto de 1,8 milhão de barris por dia, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A naira recuou para 350 ante o dólar no mercado paralelo, quando o câmbio oficial aponta 199 nairas por dólar. O governo do presidente Muhammadu Buhari nega ter planos de desvalorizar em breve a moeda, o que tem sido defendido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para melhorar o quadro econômico.

O Congresso Nacional do Trabalho da Nigéria e o Congresso do Sindicato Comercial, que dizem representar 6,5 milhões de trabalhadores, e também algumas entidades cívicas convocaram uma greve para esta quarta-feira, a fim de protestar contra um aumento de 70% nos preços da gasolina, adotado em meio a um quadro de falta de moeda estrangeira no país. A Nigéria depende das importações do petróleo, que representam 70% da receita governamental.

A crise divide os líderes trabalhistas e religiosos em grupos étnicos, com aqueles de maioria muçulmana do norte contra a greve, enquanto os cristãos do sul, que dominam a produção de petróleo, pedem aos cidadãos que se manifestem e “Ocupem a Nigéria!”. Buhari é do norte do país.

A divisão pode significar que o país não estará sujeito aos grandes protestos que fizeram o governo anterior desistir de planos de acabar com um subsídio ao combustível em 2012, ainda que muitos nigerianos já estoquem alimentos e água, com medo de uma crise maior.

A inflação oficial subiu para quase 14% no mês passado e os preços dos alimentos dobraram, enquanto dezenas de milhares de trabalhadores não recebem há meses. Muitos nigerianos descontentes dizem que o governo não pode escolher hora pior para acabar com o subsídio, porque a escassez forçou pessoas a pagar o dobro do preço fixado em alguns casos.

 

Cerca de 70% dos nigerianos vivem abaixo da linha da pobreza, segundo a Organização das Nações Unidas, apesar das riquezas naturais do país.

Buhari assumiu há mais de um ano o posto que era antes ocupado pelo presidente Goodluck Jonathan, cujo governo é acusado de saquear o erário em bilhões de dólares.

A ameaça de greve ocorre no momento em que militantes no Delta do Níger retomaram os ataques e forçaram grandes companhias do setor petrolífero a retirar trabalhadores da área.

Há relatos de que os Vingadores do Delta do Níger sejam patrocinados por políticos do sul do país para sabotar Buhari. O presidente enviou milhares de soldados para a área, onde o grupo exige uma parcela maior da receita do país com petróleo e protesta contra cortes em um programa de anistia de 2009, que pagava a 30 mil militantes para proteger áreas que eles antes atacavam. Fonte: Associated Press.

 

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Governo Nigeriano conhece sistema de abastecimento do Ceará

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Uma delegação do Governo Federal da Nigéria estará nesta segunda (2) e terça-feira (3), em Fortaleza, para reuniões com a Secretaria das Cidades e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). A visita tem como objetivo apresentar o funcionamento dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do Estado aos nigerianos para que sirvam de referência na reformulação destes serviços no país africano.

A missão, que se reúne inicialmente na sede da Cagece, terá encontros com o secretário das Cidades, Lucio Gomes, o presidente da Companhia, Neuri Freitas, e com o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos e Delegados do Ceará (Arce), Adriano Costa. Também serão realizadas visitas técnicas  ao Laboratório Central da Cagece e à Estação de Tratamento de Esgoto do Residencial Aldemir Martins, com o objetivo de conhecer como o Estado atua no controle da qualidade da água que é distribuída, o processo de medição do consumo por meio de hidrômetros e o funcionamento do tratamento de esgoto.

A missão é motivada pelo “Terceiro Projeto Nacional de Reforma da Água no Setor Urbano”, que consiste em uma ação do Governo Federal nigeriano, financiada pelo Banco Mundial no valor de US$ 250 milhões, que vem reformulando os serviços de água no País. Dentre as prioridades do projeto estão investir em ferramentas para capacitação dos usuários e prestadores de serviço, além de proporcionar a melhoria da autonomia financeira das Agências de Água do Estado para reduzir a sua dependência de governos estaduais.

Depois de Fortaleza, a delegação irá até Brasília e São Paulo se reunir com o Ministério das Cidades e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), dentre outras autoridades na área de Saneamento do país.

http://www.ceara.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/16464-governo-nigeriano-conhece-sistema-de-abastecimento-do-ceara

Aside

Governo decreta alerta vermelho institucional devido a seca em Moçambique

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O governo moçambicano declarou nesta terça-feira(12) alerta vermelho institucional, por um período de 90 dias, para as regiões Centro e Sul do país, devido a seca que, atualmente, afeta cerca de 1,5 milhão de pessoas que se encontram em situação de insegurança alimentar.

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A decisão, tomada durante a XII sessão ordinária do Conselho de Ministros, visa, entre outros objectivos, intensificar a assistência às populações afectadas e ampliação do espectro de intervenção do governo e parceiros. Para além destes objectivos, segundo o porta-voz do governo e vice-ministro da Saíde, Mouzinho Saíde, a decisão visa também “a disponibilização de fundos pelo governo previstos no plano de contingência 2015/2016 para o reforço da assistência às pessoas em insegurança alimentar”.

“O alerta visa ainda a mobilização de recursos adicionais junto dos parceiros para o reforço dos fundos do plano de contingência, a coordenação efectiva das acções dos diversos intervenientes no processo de assistência humanitária às pessoas em regiões afectadas”, afirmou.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros analisou a situação das marés vivas que afectaram, com maior incidência, as regiões centro e norte dom país.

“Na semana compreendida entre 04 e 11 de Abril, verificou-se a ocorrência de marés vivas ao longo da costa, nas zonas Centro e Norte do país, resultantes de um fenómeno natural normal nesta época do ano”, disse o porta-voz, explicando que o mesmo resulta da sobreposição do sol e da lua, provocando um excesso de pressão gravitacional.

Parte mais visível deste fenómeno, segundo a fonte, registou-se na cidade da Beira, província de Sofala, onde 70 famílias foram obrigadas a abandonar as suas casas que ficaram inundadas. “Impactos similares ocorreram na Ilha de Moçambique, na província de Nampula, e no distrito de Mecúfi, cidade de Pemba e vila da Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado”, disse.000000000000000000000000

http://www.verdade.co.mz/newsflash/57547-governo-decreta-alerta-vermelho-institucional-devido-a-seca-em-mocambique

Aside

A invenção que está ajudando de milhares famílias transportarem água na África do Sul

hippo-water-rollerA ideia é bastante simples e até faz você se perguntar: por que não fizeram isso antes?

E é exatamente por ser simples que ela é revolucionária.

Os engenheiros sul-africanos Pettie Petzer e Johan Jonker bolaram um jeito simples e prático parafacilitar a tarefa nada simples de transportar água enfrentada por milhares de pessoas(principalmente as mulheres e as crianças) no seu país.

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Essa dupla de engenheiros criou o Hippo Water Roller, um tipo de barril que rola sobre o chão conectado a um eixo. A invenção permite substituir os baldes no transporte da água.

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O projeto existe desde 1994 e já se expandiu e provocou em outros 20 países. Muito mais fácil de carregar, o Hippo Water Roller consegue armazenar 90 litros de água: volume praticamente impossível de ser transportado em um balde na cabeça. Ainda existem versões equipadas com um filtro que torna a água apropriada para o consumo.

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Segundo os idealizadores do projeto, até setembro de 2015, aproximadamente 46 mil barris foram distribuídos, beneficiando até 300 mil pessoas, considerando uma média de 7 pessoas por família.

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A invenção que está ajudando milhares de famílias transportarem água na África do Sul