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Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável

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Angola é, dos nove Estados lusófonos, o país com menor acesso a água potável ‘per capita’, em que apenas 44% da população a obtém facilmente, com Portugal (100%) e Brasil (97%) no polo oposto, indicou hoje a ONU.

Num relatório do Programa Conjunto de Monitorização das Nações Unidas, elaborado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), são analisadas as situações, até 2016, da água potável, saneamento e higiene em mais de 200 países e territórios.agua potavel

O documento faz a comparação entre a evolução registada em cada um dos nove países lusófonos – Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – entre 2000 e 2015, tendo também em conta o respetivo aumento da população.

No quadro deste período, é referido também o aumento da população nas zonas urbanas, o acesso a água que dista mais de 30 minutos do local de residência, água não melhorada e água proveniente da superfície, como rios e lagos, entre outras fontes.

No acesso a água potável canalizada, Cabo Verde surge em terceiro lugar entre os lusófonos (subiu de 78% em 2000 para 86% em 2015), à frente de São Tomé e Príncipe (de 67% para 80% no mesmo período), Timor-Leste (não havia dados disponíveis em 2000, mas em 2015 tinha 70%), Guiné-Bissau (de 53% para 69%) e Moçambique (de 22% para 47%).ap

No mesmo período, Angola subiu de 38% para 41%, enquanto o Brasil passou dos 94% para 97% e Portugal de 99% para 100%.

O relatório sublinha que os dados são suscetíveis de alguma “relatividade”, tendo em conta o tamanho dos países, o total da população e o grau de desenvolvimento de casa um deles.

À exceção de Portugal (com 0% já em 2000) e Brasil (que baixou de 1% em 2000 para 0% em 2015), todos os restantes países lusófonos, em maior ou menor escala, ainda têm bolsas da população que só conseguem obter água a mais de 30 minutos do local de residência.

Angola, com 16% da população nessas circunstâncias ao longo do mesmo período, e Guiné Equatorial, que também continua com 2%, são os dois Estados lusófonos que mantiveram os números estatísticos entre 2000 e 2015.

Diferentes dados estatísticos, mas para pior, foram, no mesmo período, registados em São Tomé e Príncipe (de 13% para 15% da população), Moçambique (subiu de 5% para 14% da população) e na Guiné-Bissau (de 4% para 5%).

Cabo Verde desceu, em 15 anos, de 11% para 10% da população nessas circunstâncias, enquanto Timor-Leste, de que não existem dados de 2000, conta com 6% do total dos habitantes com a necessidade de ir buscar água a mais de 30 minutos dos locais de residência.

O estudo dá ainda conta da relação entre os dados estatísticos e a evolução da população urbana no mesmo período (2000 a 2015) nos nove Estados lusófonos, sempre em crescendo, com o Brasil a “liderar” esta tabela, com os habitantes citadinos a subirem, em 15 anos, de 81% para 86%.

Cabo Verde é o segundo país lusófono com maior crescimento da população urbana (aumentou, no mesmo período, de 53% para 66%), seguido por São Tomé e Príncipe (de 53% para 65%), Portugal (de 56% para 63%), Guiné-Bissau (de 37% para 49%), Angola (de 32% para 44%), Guiné Equatorial (de 39% para 40%), Timor-Leste (de 24% para 33%) e Moçambique (de 29% para 32%).

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/angola-com-o-menor-acesso-a-agua-potavel-entre-os-paises-lusofonos—-relatorio-unicef-e-oms-8632259.html

Metade de Angola e Moçambique vive sem água potável

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Problema afeta mais de 10% da população mundial, que causa a morte a 4500 crianças por dia. África é o continente mais afetado, segundo relatório do Conselho Mundial da Água

Luanda (Reuters)
Luanda (Reuters)

Metade das pessoas em Angola, Moçambique ou Guiné Equatorial, nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, não têm acesso a água potável, um problema que afeta mais de 10% da população mundial e está na base de 3,5 milhões de mortes anuais.

O Conselho Mundial da Água – WWC, na sigla em inglês – que junta mais de 300 entidades de 50 países, refere haver mais de 923 milhões de pessoas sem acesso a água potável.

O problema afeta 319 milhões de pessoas na África subsaariana (32% da população da região), 554 milhões na Ásia (12,5%) e 50 milhões na América do Sul (8%), uma situação responsável pela morte de 4.500 crianças por dia.

Entre estas regiões, a Papua Nova Guiné tem a menor disponibilidade, com apenas 40% da população a ter acesso a água potável”, seguindo-se “a Guiné Equatorial com 48%, Angola com 49%, Chade e Moçambique com 51%, a República Democrática do Congo e Madagáscar com 52% e Afeganistão com 55%”, refere um comunicado divulgado pelo WWC.

Água com impacto económico

Aproveitando o Dia Mundial da Água, que se assinala na quarta-feira, o WWC alertou todos os governos para a urgência de resolver este problema e realçou que “o custo total da insegurança da água para a economia global é avaliado em 500 mil milhões de dólares”, cerca de 465 mil milhões de euros.

Mas, se for incluido o impacto ambiental, esse valor pode aumentar para 1% do produto interno bruto (PIB) global.

Além do custo económico, a falta de água potável está relacionada doenças que causam 3,5 milhões de mortes por ano, mais do que aquelas causadas por acidentes de viação e pela SIDA, em conjunto, segundo as contas da organização.

Pode também contribuir para a fome, guerras e migrações “irregulares e descontroladas”, havendo uma “absoluta necessidade” de aumentar a segurança da água para ultrapassar os desafios colocados pelas alterações climáticas e pelas efeitos da atividade humana.

A organização reafirma que o acesso das pessoas ao saneamento e a água potável “são prioridades fundamentais para os governos locais e regionais”, a fim de alcançar um dos objetivos do Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, o que só pode ser alcançado “com um bom governo local, gestão sustentável dos recursos naturais e urbanização eficaz”.

Assim, a WWC “encoraja os governos e os cidadãos a aumentar a segurança hídrica nos seus países, assim como prestar auxílio às nações com maiores dificuldades, nomeadamente na África subsaariana e Ásia”.

Morre uma em cada cinco crianças

Um dos objetivos da ONU é de que todas as pessoas tenham acesso a água potável e saneamento até 2030.

Nas contas do WWC, é necessário um investimento anual de cerca de 650 mil milhões de dólares (cerca de 604 mil milhões de euros), até 2030, para garantir a concretização das infraestruturas necessárias para alcançar a segurança universal da água.

O Dia Mundial da Água deste ano é dedicado ao desperdício deste recurso e o presidente do WWC, Benedito Braga, citado no comunicado, resume a situação dizendo que “cerca de 90% das águas residuais do mundo são despejadas no ambiente sem tratamento, mais de 923 milhões de pessoas no mundo não tem acesso a água potável e 2,4 mil milhões de pessoas não têm saneamento adequado”.

Todos os anos uma em cada cinco crianças com idade inferior a cinco anos morre prematuramente devido a doenças relacionadas com a água e quase 40% da população mundial já enfrenta problemas de escassez de água e pode aumentar para 66% em 2025″ a que acresce cerca de 700 milhões de pessoas a viver em áreas urbanas sem instalações sanitárias seguras, acrescentou.

O Conselho Mundial da Água está a organizar o 8.º Fórum Mundial da Água, que vai realizar-se em março de 2018, em Brasília, capital brasileira, e terá cerca de 30 mil participantes.

 

Fonte http://www.tvi24.iol.pt/internacional/africa/metade-de-angola-e-mocambique-vive-sem-agua-potavel

Angola cobrará taxa de captação da água bruta

Fotografia: Francisco Bernardo

O Instituto Nacional de Recursos Hídricos anunciou ontem, em Luanda, que vai passar a cobrar uma taxa de captação da água bruta que é utilizada por algumas empresas como matéria-prima.

O director do Instituto Nacional de Recursos Hídricos, Manuel Quintiliano, que fez o anúncio num encontro de divulgação do manual de procedimentos para a implementação de títulos de utilização dos recursos hídricos, não disse quando é que a taxa começa a ser cobrada nem o valor, mas garantiu que o dinheiro a ser arrecadado vai permitir ao Estado fazer novos investimentos no sector das Águas, no geral, e no sub-sector dos Recursos Hídricos, em particular.
Com o dinheiro arrecadado, acrescentou, vão ser desenvolvidas também acções para a melhoria da qualidade biótica da água dos rios, dos lagos, das lagoas e das águas subterrâneas.
O responsável disse já ter sido encontrada uma proposta para a taxa, mas preferiu não adiantar o número, por estar ainda em estudo pelos Ministérios da Energia e Água e das Finanças.

Utilização dos recursos

Manuel Quintiliano disse que a cobrança de uma taxa de captação da água bruta vai fazer com que as empresas usem a água bruta, “um bem cada vez mais escasso em algumas regiões do país”, de forma  racional, responsável e equilibrada. O Instituto Nacional de Recursos Hídricos começou no mês de  Fevereiro a divulgar o manual de procedimento, com o objectivo de levar ao conhecimento do público as modalidades sobre a gestão e a utilização dos recursos hídricos em todo o país.
O director do Instituto Nacional de Recursos Hídricos alertou as empresas para fazerem o registo junto do Instituto Nacional de Recursos Hídricos ou nas administrações de bacias ideográficas, a fim de organizar o cadastro nacional e avaliar o grau de evolução da utilização dos recursos hídricos. O registo dos utilizadores e a fiscalização sistemática vai permitir ao Instituto Nacional de Recursos Hídricos organizar o cadastro, que visa um maior controlo sobre o aproveitamento dos recursos hídricos nacionais e contribuir para a determinação do balanço hídrico nacional.

Água é bem econômico e social

“A água é um bem económico-social”, acentuou Manuel Quintiliano, recordando que, para a sua utilização, do ponto de vista comercial ou empresarial, o Estado tem o direito de fazer o seu licenciamento e proceder à sua cobrança. “Nós estamos a pensar nos grandes utilizadores de água bruta”, salientou Manuel Quintiliano, para quem é necessário que se faça o devido enquadramento dos operadores de cisternas de água.
O responsável lembrou que há uma orientação do Ministro da Energia e Águas para a Empresa Pública de Água (EPAL) trabalhar no ordenamento da actividade desses operadores privados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/empresas_sao_obrigadas_a_pagar_a_agua_extraida

Produção de e petróleo na Nigéria sofre forte abalo

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Ataques de militantes contra instalações de petróleo e uma ameaça de greve geral levaram a produção da Nigéria e também a moeda do país, a naira, a novas mínimas. O ministro do Petróleo da Nigéria, Ibe Kachikwu, disse na segunda-feira que Angola tornou-se o maior produtor de petróleo da África, diante do recuo da produção nigeriana para 1,4 milhão de barris por dia.

O ministro afirmou que o orçamento nigeriano foi baseado em uma produção de 2,2 milhões de barris por dia, portanto a piora ameaça as contas nacionais. A produção de Angola, por outro lado, manteve-se constante perto de 1,8 milhão de barris por dia, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

A naira recuou para 350 ante o dólar no mercado paralelo, quando o câmbio oficial aponta 199 nairas por dólar. O governo do presidente Muhammadu Buhari nega ter planos de desvalorizar em breve a moeda, o que tem sido defendido pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para melhorar o quadro econômico.

O Congresso Nacional do Trabalho da Nigéria e o Congresso do Sindicato Comercial, que dizem representar 6,5 milhões de trabalhadores, e também algumas entidades cívicas convocaram uma greve para esta quarta-feira, a fim de protestar contra um aumento de 70% nos preços da gasolina, adotado em meio a um quadro de falta de moeda estrangeira no país. A Nigéria depende das importações do petróleo, que representam 70% da receita governamental.

A crise divide os líderes trabalhistas e religiosos em grupos étnicos, com aqueles de maioria muçulmana do norte contra a greve, enquanto os cristãos do sul, que dominam a produção de petróleo, pedem aos cidadãos que se manifestem e “Ocupem a Nigéria!”. Buhari é do norte do país.

A divisão pode significar que o país não estará sujeito aos grandes protestos que fizeram o governo anterior desistir de planos de acabar com um subsídio ao combustível em 2012, ainda que muitos nigerianos já estoquem alimentos e água, com medo de uma crise maior.

A inflação oficial subiu para quase 14% no mês passado e os preços dos alimentos dobraram, enquanto dezenas de milhares de trabalhadores não recebem há meses. Muitos nigerianos descontentes dizem que o governo não pode escolher hora pior para acabar com o subsídio, porque a escassez forçou pessoas a pagar o dobro do preço fixado em alguns casos.

 

Cerca de 70% dos nigerianos vivem abaixo da linha da pobreza, segundo a Organização das Nações Unidas, apesar das riquezas naturais do país.

Buhari assumiu há mais de um ano o posto que era antes ocupado pelo presidente Goodluck Jonathan, cujo governo é acusado de saquear o erário em bilhões de dólares.

A ameaça de greve ocorre no momento em que militantes no Delta do Níger retomaram os ataques e forçaram grandes companhias do setor petrolífero a retirar trabalhadores da área.

Há relatos de que os Vingadores do Delta do Níger sejam patrocinados por políticos do sul do país para sabotar Buhari. O presidente enviou milhares de soldados para a área, onde o grupo exige uma parcela maior da receita do país com petróleo e protesta contra cortes em um programa de anistia de 2009, que pagava a 30 mil militantes para proteger áreas que eles antes atacavam. Fonte: Associated Press.

 

Aside

Governo Nigeriano conhece sistema de abastecimento do Ceará

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Uma delegação do Governo Federal da Nigéria estará nesta segunda (2) e terça-feira (3), em Fortaleza, para reuniões com a Secretaria das Cidades e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece). A visita tem como objetivo apresentar o funcionamento dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do Estado aos nigerianos para que sirvam de referência na reformulação destes serviços no país africano.

A missão, que se reúne inicialmente na sede da Cagece, terá encontros com o secretário das Cidades, Lucio Gomes, o presidente da Companhia, Neuri Freitas, e com o presidente da Agência Reguladora de Serviços Públicos e Delegados do Ceará (Arce), Adriano Costa. Também serão realizadas visitas técnicas  ao Laboratório Central da Cagece e à Estação de Tratamento de Esgoto do Residencial Aldemir Martins, com o objetivo de conhecer como o Estado atua no controle da qualidade da água que é distribuída, o processo de medição do consumo por meio de hidrômetros e o funcionamento do tratamento de esgoto.

A missão é motivada pelo “Terceiro Projeto Nacional de Reforma da Água no Setor Urbano”, que consiste em uma ação do Governo Federal nigeriano, financiada pelo Banco Mundial no valor de US$ 250 milhões, que vem reformulando os serviços de água no País. Dentre as prioridades do projeto estão investir em ferramentas para capacitação dos usuários e prestadores de serviço, além de proporcionar a melhoria da autonomia financeira das Agências de Água do Estado para reduzir a sua dependência de governos estaduais.

Depois de Fortaleza, a delegação irá até Brasília e São Paulo se reunir com o Ministério das Cidades e Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), dentre outras autoridades na área de Saneamento do país.

http://www.ceara.gov.br/sala-de-imprensa/noticias/16464-governo-nigeriano-conhece-sistema-de-abastecimento-do-ceara

Aside

Governo decreta alerta vermelho institucional devido a seca em Moçambique

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O governo moçambicano declarou nesta terça-feira(12) alerta vermelho institucional, por um período de 90 dias, para as regiões Centro e Sul do país, devido a seca que, atualmente, afeta cerca de 1,5 milhão de pessoas que se encontram em situação de insegurança alimentar.

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A decisão, tomada durante a XII sessão ordinária do Conselho de Ministros, visa, entre outros objectivos, intensificar a assistência às populações afectadas e ampliação do espectro de intervenção do governo e parceiros. Para além destes objectivos, segundo o porta-voz do governo e vice-ministro da Saíde, Mouzinho Saíde, a decisão visa também “a disponibilização de fundos pelo governo previstos no plano de contingência 2015/2016 para o reforço da assistência às pessoas em insegurança alimentar”.

“O alerta visa ainda a mobilização de recursos adicionais junto dos parceiros para o reforço dos fundos do plano de contingência, a coordenação efectiva das acções dos diversos intervenientes no processo de assistência humanitária às pessoas em regiões afectadas”, afirmou.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros analisou a situação das marés vivas que afectaram, com maior incidência, as regiões centro e norte dom país.

“Na semana compreendida entre 04 e 11 de Abril, verificou-se a ocorrência de marés vivas ao longo da costa, nas zonas Centro e Norte do país, resultantes de um fenómeno natural normal nesta época do ano”, disse o porta-voz, explicando que o mesmo resulta da sobreposição do sol e da lua, provocando um excesso de pressão gravitacional.

Parte mais visível deste fenómeno, segundo a fonte, registou-se na cidade da Beira, província de Sofala, onde 70 famílias foram obrigadas a abandonar as suas casas que ficaram inundadas. “Impactos similares ocorreram na Ilha de Moçambique, na província de Nampula, e no distrito de Mecúfi, cidade de Pemba e vila da Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado”, disse.000000000000000000000000

http://www.verdade.co.mz/newsflash/57547-governo-decreta-alerta-vermelho-institucional-devido-a-seca-em-mocambique

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A invenção que está ajudando de milhares famílias transportarem água na África do Sul

hippo-water-rollerA ideia é bastante simples e até faz você se perguntar: por que não fizeram isso antes?

E é exatamente por ser simples que ela é revolucionária.

Os engenheiros sul-africanos Pettie Petzer e Johan Jonker bolaram um jeito simples e prático parafacilitar a tarefa nada simples de transportar água enfrentada por milhares de pessoas(principalmente as mulheres e as crianças) no seu país.

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Essa dupla de engenheiros criou o Hippo Water Roller, um tipo de barril que rola sobre o chão conectado a um eixo. A invenção permite substituir os baldes no transporte da água.

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O projeto existe desde 1994 e já se expandiu e provocou em outros 20 países. Muito mais fácil de carregar, o Hippo Water Roller consegue armazenar 90 litros de água: volume praticamente impossível de ser transportado em um balde na cabeça. Ainda existem versões equipadas com um filtro que torna a água apropriada para o consumo.

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Segundo os idealizadores do projeto, até setembro de 2015, aproximadamente 46 mil barris foram distribuídos, beneficiando até 300 mil pessoas, considerando uma média de 7 pessoas por família.

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A invenção que está ajudando milhares de famílias transportarem água na África do Sul

 

 

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Seca e fome vai levar anos a resolver no sul de Angola

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Estrada fora, catana ao peito e apoiado num pau, Manuel António segue atrás das duas dezenas de cabeças de gado que lhe restam, após a seca em Gambos. Num português arcaico resume os últimos três anos: “Aqui morrer à fome”.

Só neste município da província da Huíla, no sul de Angola, a administração municipal estima que morreram mais de 54.000 cabeças de gado em 2013, devido à falta de chuva, que deixou a população sem sustento também no campo.

Sem alimento e na tentativa de fazer algum dinheiro, os criadores chegaram a vender bois a 1.000 kwanzas (cinco euros), cenário bem presente na memória de Manuel António. Antes da seca podia facilmente vender um destes animais a mais de 90.000 kwanzas (520 euros).

“Está a ver? Não ter barriga. Muita fome, não comer nada”, conta à Lusa este pastor de 57 anos, apontando para as marcas da fome no corpo e confessando nunca ter passado por uma seca tão prolongada.

Nos dias bons, como muitas outras famílias de Gambos, António faz uma refeição, geralmente à noite. O cenário é reconhecido abertamente por todos.

“Sim, tivemos fome. Houve uma altura em que dependíamos de doações, através do Governo, em que passamos a fornecer alimentos a 5.070 famílias”, explica, em entrevista à Lusa, Julieta Vitória, administradora municipal adjunta de Gambos.

Cerca de 140 quilómetros a sul do Lubango, aquele município, com 75.000 habitantes, é terra de criadores de gado e todas as mais de 15.000 famílias estão ligadas também à agricultura de sequeiro, sobretudo na cultura de massango, massambala e milho.

Na terra mais afectada na Huíla pela seca prolongada, começou a chover, ainda que irregularmente, em Dezembro, mas a recuperação total, entre agricultura e criação de gado, vai levar tempo e se a chuva estiver aí para ficar. Algo que, por estes dias, não é certo.

“Espero que venha a chover mais cinco anos, para ver se conseguimos inverter este quadro. Sem isso, não poderemos ver a comunidade tranquila e com segurança alimentar”, admite Julieta Vitória.

É que para agravar os problemas do período da seca, agora é a falta de sementes para lançar à terra a preocupar. Tudo porque foram utilizadas na alimentação nos últimos anos e tendo em conta que o Governo não fez qualquer distribuição entretanto, como acontecia regularmente. Um cenário que condiciona a recuperação da seca em Gambos.

“Tivemos indisponibilidade de sementes para esta campanha”, reconhece Julieta Vitória, sublinhando que a administração municipal apenas conseguiu adquirir e distribuir uma pequena quantidade para a presente campanha agrícola.

O resultado traduz-se em números: Dos 29.375 hectares planificados para esta campanha, iniciada em Setembro, apenas 22.300 hectares foram lavrados e aproximadamente só 80 por cento destes foram semeados pelos camponeses.

“É um potencial que não está a ser aproveitado pela falta de sementes”, reconhece a administradora adjunta.

Em colaboração com a Organização de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas (FAO), a administração municipal tem em curso projectos para reestruturar e diversificar a produção agrícola de Gambos.

Desde logo introduzindo uma terceira época de cultura no ano, para hortícolas e tubérculos, depois da cultura dos cereais e a seguir de leguminosas, mas também com campos agrícolas de demostração, para melhor os processos de produção.

Um outro projecto, que arrancou em Janeiro em colaboração com a FAO, implica uma área de 413 hectares, para produção de hortícolas. Cabe àquela organização a instalação de equipamento que permita tirar proveito de um ponto de água já existente na zona, com capacidade para fornecer 23.000 litros de água por hora, e respectivo sistema de irrigação.

“Acreditamos que vamos recuperar desta seca, mas vai levar tempo”, remata Julieta Vitória.

 

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1468197.html

ONU diz que 16 milhões de africanos podem passar fome por culpa do El Niño

 

 

0000000000000000JOHANESBURGO (Reuters) – Quase 16 milhões de pessoas podem passar fome no sul da África por causa de uma seca agravada pelo fenômeno climático conhecido como El Niño, e que este número pode subir para 50 milhões, alertou o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas (PMA) nesta sexta-feira.

“O El Niño está caminhando para se tornar uma emergência regional em potencial requerendo uma reação coordenada”, afirmou o PMA em um relatório sobre o desenrolar da situação.

Em janeiro, o PMA disse que 14 milhões de pessoas da região estavam ameaçadas pela fome.

As cifras excluem a África do Sul, onde o presidente, Jacob Zuma, disse no mês passado que 2,7 milhões de famílias serão afetadas pela seca.

Verdadeira provedora regional de alimentos, a África do Sul teve seu ano mais seco já registrado em 2015, o que põe em risco as cruciais plantações de milho e já causou uma elevação de 100 por cento nos preços à vista do grão ao longo do ano passado.

Na região como um todo, o PMA disse que muitas áreas registraram a menor quantidade de chuvas em 35 anos entre outubro de 2015 e janeiro de 2016, a principal janela de plantio de grãos como o milho durante o inverno do hemisfério sul (será que isso está certo?).

A seca também está prejudicando a criação de animais domésticos, uma fonte de renda essencial de muitos lares em áreas rurais da região.

“A disponibilidade limitada de água e a falta de pastagem estão piorando as condições da criação de animais domésticos. O número de mortes de animais domésticos para criação já está aumentando em partes de Botsuana, Lesoto, Namíbia, África do Sul, Suazilândia e Zimbábue”, informou o PMA.

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/reuters/2016/03/04/onu-diz-que-16-milhoes-de-africanos-podem-passar-fome-por-culpa-do-el-nino.htm

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Seca ameaça de fome populações de várias partes da África

Seca na África do Sul – EPA

03/03/2016 12:55
11 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome em África SOS Aldeias das Crianças actua programa de emergência na Etiópia

Segundo as Nações Unidas, as pessoas que correm o risco de passar a fome devido à seca em África são cerca de 30 milhões. A África do Sul já declarou estado de calamidade e em Angola, Botswana, Malawi, Zâmbia, Zimbabwe, Lesoto, Swazilândia e Moçambique, a situação de emergência poderá agravar-se ainda mais. Preocupante é a situação na Etiópia, onde mais de 10 milhões de pessoas necessitam de ajudas alimentares.

“As crianças são os mais vulneráveis em tempos de penúria alimentar aguda. Temos necessidade de responder imediatamente, antes que a crise alimentar e a grave má-nutrição os toque de maneira irreversível. Mas, a resposta humanitária deveria ter uma visão a longo prazo. É necessário desenvolver uma estratégia para reduzir sistematicamente a má-nutrição e os factores- chave  que causam vulnerabilidade infantil – afirma Dereje Wordofa, Director Internacional SOS da África Oriental e Meridional.

SOS Aldeias das Crianças Etiópia é parte activa da nova task-force de protecção da infância  guiada pelo UNICEF e pelo Fundo das Nações Unidas para a População, UNFPA. Esta task-force ou grupo de trabalho concentrará os seus esforços no apoio psicológico das vítimas da seca e protegerá  1 milhão de crianças vulneráveis de várias formas: potenciamento dos serviços de protecção da infância, programas de reforço familiar, de apoio e de reunião de menores não acompanhados, e apoio psicológico à infância.

“É encorajador ver que o governo da Etiópia tenha tomado medidas atempadas. Começou por procurar e distribuir alimentos há já um ano atrás. A seca causará, muito provavelmente, aumento dos preços dos produtos alimentares o que incidirá negativamente no bolso das famílias. E poderá ter também um impacto negativo também sobre os programas de reforço familiar, mas a política de prevenção posta em acto juntamente com o governo e com as outras agencias humanitária nos leva a pensar que conseguiremos enfrentar a crise – concluiu Dereje Wordofa.

SOS Aldeias das Crianças começou a actuar na Etiópia precisamente em 1974, ano em que o país foi atingido por uma terrível seca. Hoje está presente em diversas regiões do país: Jimma, Adis-Abeba, Harrar, Hawasa, Gode, Bahir, Dar e Makallé. A Etiópia passou por uma grave crise alimentar entre 1983 e 1985, o que ceifou a vida a cerca de um milhão de pessoas. A Seca de 2011 atingiu 4,6 milhões de pessoas na Etiópia, 4 milhões na Somália, 3,8 milhões no Quénia e 180 mil no Djibuti.

SOS Aldeias das Crianças é uma organização mundial empenhada no apoio a crianças que carecem de cuidados familiares ou que correm o risco de os perder. Surgiu em 1949 e até hoje é a única Associação com capacidade para acolher, no sei das suas Aldeias SOS, 82.300 crianças, às quais garante instrução, curas médicas e tutela em situação de emergência. Promove programas de supor a famílias em estado de necessidade e está presente  em 134 países do mundo, onde ajuda cerca de dois milhões de pessoas.

(DA)

http://pt.radiovaticana.va/news/2016/03/03/seca_amea%C3%A7a_de_fome_popula%C3%A7%C3%B5es_de_v%C3%A1rias_partes_da_%C3%A1frica/1212709