Boa noticia! A saúde em Angola pode estar melhorando

ANGOLANAS,FLUXO
Conselho de Ministros angolano recomenda divulgação de dois relatórios sobre a saudê em Angola que apresenta mudanças importantes.
 
 
O primeiro, a ser lançado na quinta-feira, refere-se à mortalidade infantil, que corresponde ao número de óbitos em crianças por mil nascimentos vivos no país em 2015 e 2016 e traduz o risco de morte durante o primeiro ano de vida.
 
“Trata-se de uma evolução extraordinária de um país que saiu de uma fase de pós-conflito e que está a recuperar todo o seu sistema sanitário”, disse, acrescentando que no documento constam dados como a taxa de cobertura de vacinação em crianças, a taxa de fecundidade, além de dados sobre nutrição e anemia. Outra informação importante no documento tem a ver com as atitudes e percepções sobre a Aids. O relatório indica, por exemplo, que apenas 33 por cento das mulheres entre os 15 e 24 anos sabem o que é ou como se contrai a Aids.
Outro dado importante tem a ver com o relacionamento entre homens e mulheres. O relatório revela que apenas dois por cento de mulheres com idades entre os 15 e 49 anos tiveram mais de um parceiro nos últimos 12 meses.
 
O segundo relatório, a ser lançado em Fevereiro, traz dados como a situação da mortalidade materna, trabalho infantil, violência doméstica e a taxa de prevalência do HIV/Aids. O ministro da Saúde, Luís Gomes Sambo, confirmou que do relatório a ser apresentado em Fevereiro constam dados que demonstram, igualmente, uma redução da mortalidade materna.
O Inquérito teve como objectivo obter informação sobre o sector da Saúde, concretamente sobre a mulher, a criança e sobre o agregado familiar e foi elaborado em coordenação com o Ministério da Saúde e outros organismos e instituições, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Banco Mundial.
 
 

Confederação Sindical de Angola cobra “disciplina sexual” dos trabalhadores

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O sindicalista Almeida Pinto alertou na quarta-feira, em Luanda, os trabalhadores para a necessidade de haver “disciplina sexual” pelo facto de a produção das empresas e a economia do país ficarem fragilizadas quando um trabalhador fica doente.
O alerta feito pelo sindicalista, durante uma palestra sobre a “Estigmatização e os desafios do sindicalismo”, decorre do facto de a situação do VIH/Aids em Angola ser preocupante por, na maior parte das empresas, haver pelo menos um trabalhador seropositivo.

Almeida Pinto, que exerce o cargo de assistente de Higiene e Segurança no Trabalho da UNTA-Confederação Sindical, desejou que os trabalhadores sejam fiéis na relação conjugal, por ser um comportamento que evita o crescimento do número de seropositivos no país, onde o primeiro caso de sida foi notificado em 1985.

O activista sindical lembrou a existência em Angola de uma lei que protege os trabalhadores seropositivos e pediu aos empregados e empregadores para nunca discriminarem os seropositivos, por ser uma violação dos direitos humanos, um acto imoral e desumano.
O Executivo angolano foi elogiado pelo sindicalista, devido ao seu empenho no combate à sida, desde a notificação do primeiro caso da doença, há 31 anos.
“O Executivo criou a Comissão Nacional da Luta contra a Sida, o Instituto Nacional de Luta contra a Sida e o Hospital Esperança”, onde são atendidas gratuitamente pessoas infectadas pelo vírus da sida, uma doença sem cura.
Os trabalhadores devem fazer regulamente o teste de VIH, para que tenham conhecimento do seu estado serológico, aconselhou o sindicalista.
A palestra da UNTA-Confederação Sindical esteve inserida na jornada de 1 de Dezembro, dia consagrado à luta contra a aids no Mundo.

Doença sem cura

A aids é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), que penetra no organismo humano por contacto com uma pessoa infectada. A transmissão pode acontecer através de relações sexuais, do contacto com sangue infectado e de mãe para filho, durante a gravidez ou parto e pela amamentação.
O VIH é um vírus poderoso. Quando entra no organismo, dirige-se ao sistema sanguíneo, onde começa de imediato a replicar-se, atacando o sistema imunológico, destruindo as células defensoras e deixando a pessoa infectada (seropositiva) mais debilitada e sensível a outras doenças, as chamadas infecções oportunistas, que são provocadas por micróbios e que não afetam as pessoas cujo sistema imunológico funciona convenientemente. Também podem surgir alguns tipos de cancros.
Entre essas doenças, encontram-se a tuberculose, a pneumonia, a candidose, que pode causar infecções na garganta e na vagina, o citomegalovirus, um vírus que afecta os olhos e os intestinos, a toxoplasmose, que pode causar lesões graves no cérebro, a criptosporidiose, uma doença intestinal, o sarcoma de Kaposi, uma forma de cancro que provoca o aparecimento de pequenos tumores na pele em várias zonas do corpo e pode, também, afectar o sistema gastrointestinal e os pulmões.
A sida provoca ainda perturbações, como perda de peso, tumores no cérebro e outros problemas de saúde que, sem tratamento, podem levar à morte. Este síndrome manifesta-se e evolui de modo diferente de pessoa para pessoa.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/unta_pede_disciplina_sexual_aos_trabalhadores

Autoridades públicas da Tanzânia promovem atos de homofobia e proibem programas contra aids

Ministro da Saúde disse que as autoridades vão revisar se os programas estão ou não ‘promovendo a homossexualidade’

Tanzânia proíbe programas contra Aids para reprimir gays
Quem for condenado por homossexualidade na Tanzânia, pode pegar até 30 anos de prisão (Foto: Pixabay)

A homossexualidade é criminalizada em pelo menos 76 países, sendo 33 deles na África, segundo a campanha das Nações Unidas pelos direitos da comunidade LGBT. A Tanzânia é um exemplo destas nações; quem for condenado, pode pegar até 30 anos de prisão. Apesar do código penal da Tanzânia condenar a homossexualidade, o governo permitia que organizações ajudassem gays que tinham Aids ou corriam risco de contrair a doença. No entanto, a tolerância em relação a este assunto mudou desde que John Magufuli foi eleito presidente no ano passado.

 

Mês passado, o ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, anunciou que a Tanzânia vai proibir projetos que visam ajudar gays com HIV/Aids. Desta forma, o programa patrocinado pelos Estados Unidos que fornece testes, camisinhas e assistência médica aos gays teve que ser encerrado, pelo menos temporamente. Cerca de 30% dos gays na Tanzânia são soropositivos. No entanto, funcionários da saúde acreditam que agora esta taxa pode subir.

Esta é a primeira vez que um país suspende a bem-sucedida iniciativa americana para tentar reprimir a comunidade gay. Desde sua fundação em 2013, o Plano de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Combate à Aids (PEPFAR, na sigla em inglês) salvou milhões de vidas.

Este ano, a polícia invadiu dois projetos patrocinados pelos Estados Unidos e apreendeu informações confidenciais dos pacientes. Em setembro, o vice-ministro da Saúde Hamisi Kigwangalla acusou as organizações de tratamento de HIV de “promover a homossexualidade”. O ministro da Saúde, Ummy Mwalimu, explicou que as autoridades suspenderam os programas para pacientes gays para revisar se eles estavam ou não promovendo a homossexualidade.

O PEPFAR, lançado por George W. Bush, se tornou um dos mais importantes programas americanos de assistência na África. Desde 2002, a taxa total de HIV/Aids no país caiu de 12% para 5%. Em contrapartida, o número de pessoas recebendo o tratamento aumentou, nos últimos cinco anos, de 289 mil para mais de 700 mil.

Autoridades americanas esperam que os programas sejam restabelecidos em breve, mencionando que o ministro da Saúde disse que o governo está considerando quais serviços de HIV seriam apropriados para a comunidade gay. No entanto, membros da comunidade gay estão pessimistas em relação ao assunto.

A repressão contra a comunidade LGBT está aumentando não só na Tanzânia. Em 2014, o parlamento da Uganda aprovou uma lei, que depois foi anulada, que impunha pena de morte para quem fosse considerado culpado por “homossexualidade agravada”. Este ano, a alta corte do Quênia decidiu que “testes anais” seriam considerados legais para determinar a orientação sexual de uma pessoa.

 

Tanzânia proíbe programas contra Aids para reprimir gays