Angola é o terceiro maior mercado de consumo de álcool do continente Africano

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A International Wine & Spirit Research (IWSR) referente a 2014 colocava Angola como terceiro maior mercado de álcool no continente africano, com um consumo de 12,8 milhões de hectolitros, atrás da África do Sul e da Nigéria.

O Governo espera arrecadar de imposto no consumo de cerveja , cuja receita sobe este ano 78%,  mais de 53,5 bilhões de kwanzas (212 milhões de euros) e sobre o consumo de cerveja importada, que neste caso cai quase 70%, passando para pouco mais de 547 milhões de kwanzas (2,2 milhões de euros).

Além da cerveja, o Governo prevê arrecadar este ano 11.529 milhões de kwanzas (45,5 milhões de euros) com o imposto sobre as restantes bebidas alcoólicas, menos quase 15% face ao orçamentado para 2017.

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Entretanto, a “Luandina”, lançada em dezembro pela empresária Isabel dos Santos, é a mais recente cerveja produzida em Angola, depois de a portuguesa Sagres ter iniciado, um ano antes, a produção local, na mesma fábrica.

Cervejacuca

Outras marcas históricas, como a “Cuca” ou a “Nocal” dominam o mercado cervejeiro nacional, aos quais se juntaram ainda os chineses da Lowenda Brewery Company, que instalaram em Luanda, em 2014, a fábrica de cerveja “Bela”, seguindo-se o grupo Refriango, que colocou no mercado a marca “Tigra”.

cerveja tigra

A produção nacional, segundo o Governo, é suficiente para o consumo de cerveja em Angola.

O incremento nas receitas com estes impostos está associado à intenção do Governo, conhecida no final de 2017, de aumentar as taxas de imposto aplicadas ao consumo de bebidas alcoólicas, jogos e lotarias, pretendendo alocar parte da receita gerada ao financiamento das despesas de saúde pública.

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Alcoolismo impacta na saúde de Cabo Verde

Praia – O alcoolismo crônico figura entre as 10 patologias mais frequentes na determinação das incapacidades definitivas para o trabalho em Cabo Verde, de acordo com dados divulgados terça-feira pelo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), na cidade do Mindelo.

MAPA DE CABO VERDE

Durante uma conferência sobre “Alcoolismo e o seu impacto na saúde”, realizada na cidade do Mindelo (ilha de São Vicente), ficou patente que este mal é responsável por uma parte importante do aumento em 27 por cento de pensionistas, que em 2015 beneficiaram de uma pensão por invalidez.

Segundo a administradora executiva do INPS, Helena Mendonça, apesar de não existirem dados sobre o impacto concreto de cada patologia na atribuição de pensões por invalidez, as patologias provocadas pelo consumo exagerado do álcool figuram também entre as causas principais da incapacidade temporária.

Em 2015, foram processadas 4.201 baixas médicas, numa média de 34 dias subsidiados por cada baixa, indica a mesma fonte.

“O consumo do álcool pode ser considerado como uma questão de saúde pública, impondo elevados custos às famílias, aos empregadores e ao Estado”, indignou-se Helena Mendonça.

Do seu lado, um médico, José Sousa Santos, também presente na conferência, classificou o alcoolismo como “uma calamidade” que pode “destruir Cabo Verde”, caso não sejam tomadas medidas.

José Sousa Santos, citado pela agência cabo-verdiana de notícias (Inforpress), disse que têm-se notado um agravamento progressivo e um contacto mais precoce com o álcool na sociedade.

O álcool é a droga lícita mais consumida no país e as famílias reservam a mesma percentagem (dois por cento) do seu orçamento para despesas de saúde e para bebidas alcoólicas.

Os estudos apontam que a parte do orçamento familiar reservada para a compra de álcool é às vezes mais do dobro da destinada às despesas como a educação e que, nos últimos anos, mais de um terço dos doentes internados no único hospital psiquiátrico do país tem problemas ligados ao álcool.

Segundo dados divulgados durante a apresentação da campanha promovida, em Julho último pelo presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, em 2010, os cabo-verdianos consumiam em média “por habitante” 6,9 litros de álcool puro por ano, contrariamente ao relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativo ao ano de 2015 e que elevam este valor para 7,2 litros.

Excluindo destes dados os 61,4 por cento dos cabo-verdianos que se declaram abstémios, o consumo médio por habitante sobe para 17,9 litros por ano.

Esses números indicam que Cabo Verde registra uma frequência superior à média africana de perturbações ligadas ao álcool (5,1 por cento) detendo, entre os países lusófonos africanos, a mais alta percentagem de mortes associadas a este produto (3,6 por cento).

Os dados assinalam ainda que o primeiro contacto com o álcool acontece em idades cada vez mais precoces, ou seja entre os sete e os 17 anos, sendo a escola o principal espaço de iniciação nesta prática.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/10/48/Cabo-Verde-Alcoolismo-uma-das-principais-causas-incapacidade-laboral-INPS,a38faaa0-e58c-4b1b-a1cf-e3b3e79bd0fb.html