Paises da África Ocidental interessados no setor sucroalcooleiro do Brasil

45ae676d-3841-459f-9578-dbbc755cc41cEmpreendedores brasileiros têm uma boa notícia. Ainda em novembro, de 20 a 30, dois grupos virão da África para o Brasil com objetivo de investir nos setores sucroalcooleiro, de produção de energia por biomassa e agrícola.

Na bagagem, os empresários africanos devem trazer cerca de 7 bilhões de dólares para investimento nos setores, o que deve movimentar essas indústrias neste último bimestre do ano.

 

O responsável por promover a vinda e por recepcionar os investidores é a Ecowas Chamber of Commerce Brazil (ECOWAS), a qual representa a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) – bloco formado por 15 países africanos (Nigéria, Gâmbia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal, Benin, Togo, Niger, Libéria, Serra Leoa, Guiné Bissau, Guiné, Burkina Faso, Mali e Chade).

US$ 2 bilhões no setor de energia e sucroalcooleiro

Um dos grupos de investidores vêm da Nigéria com 2,6 bilhões dólares de olho em aplicar capital nos setores sucroalcooleiro e produção de energia por meio de biomassa.

Eles acreditam que o Brasil é o melhor parceiro para o programa de produção de álcool e açúcar na Nigéria com vistas no desenvolvimento da indústria automobilística no país.

A presidente da ECOWAS e também realizadora da Feafro International Business Fair, Silvana Saraiva, acredita que os negócios serão promissores devido ao alto nível tecnológico das organizações brasileiras. “Em tempos de crise, será um alívio internacionalizar as empresas e transferir conhecimento”, afirma.

Oportunidades para a agricultura

O mês continua movimentado com a vinda do Forum For Agricultural Research In África (FARA), que também será recepcionado pela ECOWAS BRAZIL, e pretende investir quase US$5 bilhões em agricultura.

A ECOWAS assinou um acordo de cooperação com a FARA em maio deste ano e, após isso, ambas promoveram o lançamento do programa “HELP – Holistic Empowerment for Liverlihood Program”, o qual pretende diminuir a fome nos países mais pobres da África.

O FARA é uma organização continental, a qual é responsável por coordenador e defender pesquisas agrícolas para o desenvolvimento, servindo como apoio técnico da Comissão da União Africana em temas relacionados à ciência agrícola, tecnologia e inovação.

Nos dias 22 e 23 de novembro, os representantes da ECOWAS e da FARA também estarão no Brasil para participar do 6º Fórum Brasil África, em Salvador (BA). O evento deste ano terá como tema central “Empoderamento Juvenil – Transformação para alcançar o Desenvolvimento Sustentável” e contará com a presença de líderes de diversos países da África.

Website: http://www.ecowaschamber.com.br

Angola é o terceiro maior mercado de consumo de álcool do continente Africano

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A International Wine & Spirit Research (IWSR) referente a 2014 colocava Angola como terceiro maior mercado de álcool no continente africano, com um consumo de 12,8 milhões de hectolitros, atrás da África do Sul e da Nigéria.

O Governo espera arrecadar de imposto no consumo de cerveja , cuja receita sobe este ano 78%,  mais de 53,5 bilhões de kwanzas (212 milhões de euros) e sobre o consumo de cerveja importada, que neste caso cai quase 70%, passando para pouco mais de 547 milhões de kwanzas (2,2 milhões de euros).

Além da cerveja, o Governo prevê arrecadar este ano 11.529 milhões de kwanzas (45,5 milhões de euros) com o imposto sobre as restantes bebidas alcoólicas, menos quase 15% face ao orçamentado para 2017.

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Entretanto, a “Luandina”, lançada em dezembro pela empresária Isabel dos Santos, é a mais recente cerveja produzida em Angola, depois de a portuguesa Sagres ter iniciado, um ano antes, a produção local, na mesma fábrica.

Cervejacuca

Outras marcas históricas, como a “Cuca” ou a “Nocal” dominam o mercado cervejeiro nacional, aos quais se juntaram ainda os chineses da Lowenda Brewery Company, que instalaram em Luanda, em 2014, a fábrica de cerveja “Bela”, seguindo-se o grupo Refriango, que colocou no mercado a marca “Tigra”.

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A produção nacional, segundo o Governo, é suficiente para o consumo de cerveja em Angola.

O incremento nas receitas com estes impostos está associado à intenção do Governo, conhecida no final de 2017, de aumentar as taxas de imposto aplicadas ao consumo de bebidas alcoólicas, jogos e lotarias, pretendendo alocar parte da receita gerada ao financiamento das despesas de saúde pública.