As lições de segurança alimentar e o petróleo na Nigéria e Angola

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Adebayo Vunge

Angola ea Nigéria têm uma história semelhante em alguns aspectos. O que, à partida, mais salta à vista é o facto de estarem em maior número de produtores de petróleo da África Subsaariana. Por trás do petróleo estão duas realidades que se cruzam em largos aspectos.

Num primeiro momento, a independência não se traduziu numa melhoria da qualidade de vida da população respectiva, fruto, em grande medida, de circunstâncias históricas e da postura assumida pelas lideranças políticas.
A Nigéria mergulhou numa onda de golpes de Estado e a corrupção instalou-se, sem precedentes, na forma de vida da população. Os nigerianos, no mundo, especialmente nos Estados Unidos da América e na Inglaterra, passaram a ser conhecidos pela sua capacidade de subverter as regras. Tentaram levar o seu modo de vida interno além-fronteiras e isso gerou vários choques e alcunhas.
Angola, por sua vez, atingiu a sua independência de modo sui generis. Fruto de uma descolonização mal conseguida, o país, em 1975, mergulhou numa guerra civil que levou a desestruturação do seu tecido social e económico que, na época, em relação a outras realidades, estava num patamar assinalável.
Mas para lá do substracto sócio-político, Angola e Nigéria estavam marcados por uma realidade económica muito coincidente. Ambos os países descobriram o petróleo nos anos 50 e não levou muito tempo até à sua exploração, dominada pelas companhias americanas.
O que era o seu domínio de então, a sua pujante produção agrícola, sucumbiu ao altamente rentável petróleo de tal modo que em 1973, no caso de Angola, o petróleo já liderava as exportações deixando para trás o café, o cacau e o algodão. Instalou-se a doença holandesa.
Levou tempo até que os nigerianos e angolanos percebessem a necessidade de voltarem ao campo. Com o fim da onda de golpes de Estado, o governo nigeriano dirigido por Olossegum Obassanjo lançou uma importante reforma agrária que permitiu ao país aumentar de modo significativo a sua produção agroalimentar, dada a situação crítica de fome num país superpopuloso como é a Nigéria. O actual Presidente do BAD, Akinwumi Adesina, entre 2010 e 2015, enquanto Ministro da Agricultura e do Desenvolvimento, percebeu a importância disso ao lançar uma agenda de transformação e de maior autonomia dos agricultores. Os números da produção dispararam e a produção agrícola nigeriana está novamente entre os maiores em segmentos como mandioca, cacau, café, algodão, óleo de palma, etc.
A Nigéria fez então um investimento sério na agricultura e na indústria que passaram a equilibrar as suas contas. O gigante  africano retomou o crescimento em 2017 graças à agricultura, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas – o mesmo que o nosso INE.
Obviamente, em 2018, a retoma do aumento do preço do petróleo voltou a colocar o sector como a âncora da economia, não obstante o seu maior nível de diversificação económica que o de Angola, contando-se o impacto de sectores como a indústria transformadora nigeriana que é relativamente diversificada: além de refinarias de petróleo, siderúrgicas, processamento de alumínio, linhas de montagem de automóveis, também tem uma produção de escala em sectores agroalimentares (nossa industria de sumos compra naquela praça algumas matérias-primas, como o concentrado de frutas), têxteis, cinema e farmacêuticos. Assim, o país dá cartas.
A agricultura nigeriana combina a pequena produção alimentar e de cooperativas de camponeses com a produção mais intensiva, suportada por empresas multinacionais vindas da Europa e dos Estados Unidos da América. Recentemente, durante uma visita a Holanda, o Presidente Muhammadu Buhari estabeleceu acordos de investimentos para aumentar a produção de leite, algodão e até a instalação da Henieken.
Ora, é claro que nós não estamos parados. A produção agrícola angolana deu um grande salto. Todavia, é também verdade que é ainda ínfima para as nossas necessidades e se compararmos aos gigantes da África Subsaariana (a própria Nigéria e a África do Sul) ou ainda dos países do Magreb veremos o quanto temos pela frente.
Neste momento, o défice agroalimentar tem provocado uma grande pressão sobre as nossas reservas em divisas uma vez que o banco central tem de satisfazer as necessidades de importação alimentar, com valores elevadíssimos. É um absurdo que estejamos ainda a importar alho, laranjas e frangos. Precisamos de um maior pragmatismo para, a exemplo que se passou com o ovo, aumentarmos os nossos níveis de produção, sobretudo nos itens com maior pressão na balança.
O aumento da produção agroalimentar de Angola é um contingente para salvaguarda da segurança alimentar com sérios impactos sociais e económicos. Países com maior adversidade – Japão e Israel conseguiram inverter esse quadro. O aumento da produção agroalimentar, independentemente das outras razões que se possa apontar para o nosso actual défice, é um imperativo para combatermos o êxodo rural, melhorar os níveis de emprego e gerar renda para os pequenos agricultores. Vejamos o impacto no comércio internacional onde congolenses e supermercados como o Kero e o Candando compram campos inteiros, muitas vezes durante o plantio.
Maior hipótese de viabilidade tem a produção orientada não apenas para o consumo interno mas também para o comércio internacional, uma vez que as matérias-primas agrícolas estão em forte alta de preços devido ao aumento da população mundial, sobre exploração dos solos – uma vez que os mesmos perdem a  fertilidade, o que não é ainda o nosso caso(?). Os especialistas em agricultura apontam ainda a escassez de água, as condições meteorológicas e todos os eventos climáticos importantes, geralmente têm forte influência sobre os preços dessas matérias-primas agrícolas.
É urgente aprendermos com os outros. Tornar as terras acessíveis e com infraestruturas (estradas, água e energia). Aprendermos o melhor dos outros. Da África do Sul ou da Nigéria. Do Brasil ou da China. É urgente uma revolução verde, para alimentar, para empregar, para gerar receitas com exportação. Tornar realidade a poesia de Neto. Precisamos de voltar às nossas lavras e aos nossos campos. As nossas terras / vermelhas do café / brancas de algodão / verdes dos milharais.

http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/a_seguranca_alimentar__e_as_licoes_da_nigeria

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Franquias internacionais de fast food disputam agressivamente o mercado africano

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Em Adis Abeba, a franquia da pizza Hut chegou para disputar o mercado das refeições  rápidas. A pizza Hut . está embarcando em um esforço agressivo para conquistar o mercado africano; em março, inaugurou seu centésimo restaurante na África subsaariana.

De acordo com a Bloomberg, cerca de metade do negócio da franquia está na África do Sul, embora a Pizza Hut, construída dentro da base militar dos EUA em Djibuti, também faça um comércio estrondoso.

Há um “Burger King” em frente ao estádio da cidade de Adis Abeba, um “Home Depot” na área do Old Airport, e a Kaldi’s, a cadeia local de café, imitou o logotipo da Starbucks – embora, o Kaldi’s faça um café melhor.

Nesse cenário, a Pizza Hut é uma espécie de ato de inovação e ousadia no mercado de fast food da Etiópia. É  a primeira vez que uma grande franquia internacional de fast-food entra no mercado etíope (as franquias sul-africanas Debonairs e Spur, ambas com filiais da Addis, não se encaixam bem na conta).

A primeira Pizza Hut abriu para os negócios em 14 de abril, com  longas filas e muito barulho. “A presença da Pizza Hut na Etiópia é um acontecimento empolgante à cena culinária do país”, disse Michael Raynor, o embaixador dos Estados Unidos.

Duas semanas depois, as filas não diminuíram. Ainda não é meio-dia e já há um congestionamento no balcão de granito preto da lanchonete, que foi importado junto com todos os outros apetrechos típicos da Pizza Hut dos EUA.

 

E nós brasileiros? Estaríamos reconhecendo o mercado afraicno para instalar nossas franquias? Fico imaginando quantas franquias poderiam  estar disputando o mercado africano.

 

Difícil prever pois  o capital necessário para abrir uma loja de uma franquia reconhecida é muito alto, a língua e o domínio sobre a cultura dos países africanos constituem em grandes dificuldade para  maioria dos empreendedores brasileiros.

Entretanto é mais uma  possibilidade a ser colocado no cenários dos negócios que envolvam brasileiros e africanos.

Mauritânia é o país das oportunidades para o empresário brasileiro

download (1)São Paulo – Empresas exportadoras brasileiras dos setores de calçados, cosméticos, alimentos industrializados e construção civil podem encontrar boas oportunidades na Mauritânia, país do norte da África ainda com pouca tradição comercial com o Brasil. São os setores em que o embaixador do País em Nouakchott, Leonardo Carvalho, identifica espaço para os brasileiros explorarem.

“A economia da Mauritânia deve alavancar quando as empresas começarem a pagar os royalties da exploração de gás, lá para 2020 e 2021”, disse Carvalho, em visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta segunda-feira (5), em São Paulo. As reservas da commodity são grandes, segundo o embaixador, e empresas como a Kosmos Energy, dos Estados Unidos, e a britânica BP estão investindo para extrair o produto.

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Os empresários brasileiros devem, portanto, aproveitar para marcar presença na nação árabe antes disso. As exportações ainda são tímidas. No ano passado, somaram US$ 102 milhões, valor altamente concentrado em açúcar. Trigo, aparelhos elétricos, carne de frango e componentes de maquinário foram outros itens com destaque na pauta.mauritania-africa-map

Mas é no setor de alimentos industrializados que o embaixador enxerga potencial para os brasileiros. “Há um grande domínio de empresas espanholas e francesas nesse setor. Vale explorar também os cosméticos e podemos ampliar a presença nos calçados, que já somos fortes”, ponderou.

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Segundo o embaixador, a proximidade da Mauritânia – de Recife à capital Nouakchott são pouco mais de 3,6 mil quilômetros atravessando o Atlântico – é outro fator vantajoso para o empresário brasileiro. Ele citou a possibilidade de o país servir de entrada para mercados vizinhos, como Mali e Burkina Faso.

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Carvalho ressaltou também o boom no setor de construção civil em Nouakchott. Segundo ele, há muitas obras ocorrendo na capital, o que abre espaço para as empresas brasileiras dessa indústria exportarem. “Há dinheiro circulando lá”, afirmou.

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É possível viajar do Brasil à Mauritânia em voos ofertados pela marroquina Royal Air Maroc, com conexão em Casablanca, pela turca Turkish, com parada em Istambul, ou pela Air France, via Paris. Os turistas europeus chegam ao país africano por meio de voos fretados: “O exotismo do deserto chama muito a atenção dos turistas”, contou o embaixador, que destacou também a existência de duas culturas no país: a árabe, mais ao norte, e a da África negra, ao sul. “É o que chamo um país de transição”, explicou.

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Carvalho está no país há cerca de um ano e meio, mas a embaixada brasileira em Nouakchott foi aberta em 2010, mesmo ano em que a Mauritânia abriu sua embaixada em Brasília. Segundo o Itamaraty, as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1961, um ano após o Brasil reconhecer a independência da nação africana.

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Em abril, a Câmara Árabe fará a sua primeira missão empresarial para a Mauritânia. Dos dias 23 a 25 serão realizados seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários do país africano. Antes, a missão passará por Jordânia, Egito e Tunísia.

“Nossa expectativa é abrir mercado para o empresário brasileiro nesses setores que identificamos com potencial”, contou o embaixador. Segundo ele, já há produtos brasileiros de empresas como JBS e Tramontina no país, mas sua vontade é ampliar essa oferta.1-DSC_1041.jpg

As inscrições para a Missão ao Norte da África podem ser feitas pelo link http://bit.ly/2F7IsOU. Após o preenchimento do cadastro, o departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe entrará em contato com os interessados.

“Barão do ananás”exportou  16 toneladas para a   Namíbia e África do Sul

O município do Bocoio, na Província do Benguela, exportou  16 toneladas de ananás para a   Namíbia e África do Sul, através do empresário Simão Cavalo.

Produção de ananás aumentou em quantidade e qualidade
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro
Conhecido por “barão do ananás”, o agricultor tem uma produção superior a mil hectares.
O anúncio foi feito pela administradora municipal do Bocoio, que falava por ocasião do 59.º aniversário daquela circunscrição.
Deolinda Valiangula  disse que a natureza proporcionou à comuna do Monte-Belo terrenos aráveis propícios para a produção em grande escala do produto.
A administradora municipal garantiu que os passos já estão a ser dados para utilizar o ananás na indústria de transformação (sumos e fruta em calda).  Parte da maquinaria já está no município, estando a restante tramitação a aguardar apenas pela melhoria da conjuntura económica e financeira.
“A produção do ananás no município aumentou, pois, os produtores estão muito motivados para o cultivo desse produto, devido à sua solicitação no mercado e a excelente qualidade que possui. Está a servir de uma das fontes para a diversificação da economia e da entrada de divisas para o país”, reconheceu Deolinda Valiangula, que disse ser necessário   o município crescer e ganhar uma dinâmica  mais ativa para atração de mais investimento privado. “Só desta forma podemos alcançar o desenvolvimento econômico e social e dar mais emprego a juventude”, salientou Deolinda Valiangula
Localizado a 102 quilômetros  da cidade de Benguela, o Bocoio possui uma superfície de 5.612 quilômetros quadrados. Com quatro comunas,  Monte-Belo, Chila, Cubal do Lumbo e Passe, tem uma população estimada em 154.446 habitantes, que se dedicam à agricultura e pastorícia.
Jesus Silva

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bocoio_vende_ananas__para_paises_da_regiao

Produtividade agrícola no Senegal aumenta áreas cultivadas em quase 400%

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No Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas.

O projeto também aumentou as áreas cultivadas — de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

o Senegal, as regiões cobertas pelo Programa de Aquisição de Alimentos para a África — PAA África — tiveram seus índices de produtividade agrícola triplicados após a implementação da iniciativa. Taxas médias de produção passaram de 0,8 tonelada por hectare para 2,57 toneladas. O projeto também aumentou as áreas cultivadas – de 51 hectares para 245 — e fez duplicar a produção de arroz. Avanços foram divulgados e debatidos ao final de junho, durante seminário sobre a continuidade da estratégia.

O PAA África conecta a oferta de alimentos vindos da agricultura familiar aos sistemas de compras públicas, como os que abastecem escolas que fornecem refeições aos seus alunos. O programa foi lançado em 2012 por meio de uma parceria entre o governo do Brasil, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).map senegal

O objetivo do projeto é combater a fome e estimular a geração de renda no meio rural. Atualmente, a iniciativa está presente em cinco países — Etiópia, Gâmbia, Níger, Moçambique e Senegal.

Em território senegalês, o PAA África foi implementado em duas fases: a primeira foi um programa-piloto que se estendeu de 2012 a 2013, enquanto a segunda marcou um momento de consolidação, de 2013 a 2016. A estratégia cobriu a região de Kégoudou e contribuiu para triplicar a renda anual de agricultores de arroz, além de aumentar a oferta do produto em 181 escolas.

O seminário realizado nos dias 29 e 30 de junho analisou as conquistas obtidas até o final do ano passado para assegurar o envolvimento das principais partes interessadas na formulação de uma nova fase do programa. O chamado PAA-extensão buscará melhorar o acesso de agricultores familiares a mercados institucionais. Outra meta é reduzir a pobreza no campo e continuar aumentando a produtividade agrícola.

O encontro de especialistas e gestores funcionou como uma consulta nacional — a última de uma série de consultas organizadas em cada um dos países onde o PAA África opera. Representantes do governo, do setor privado, de parceiros técnicos e financeiros e de associações de produtores discutiram o marco legal, o financiamento e a coordenação do programa.

Avaliações resultaram em uma série de recomendações para a fase de extensão. Indicações incluem medidas sobre assistência técnica e extensão rural, foco na diminuição das taxas de evasão escolar, soluções para o armazenamento de alimentos, aprimoramento da comunicação com os beneficiários e aumento da participação comunitária na alimentação escolar.

https://nacoesunidas.org/no-senegal-programa-da-onu-triplica-produtividade-agricola-e-aumenta-areas-cultivadas-quase-400/

Programa Alimentar Mundial alerta sobre desnutrição infantil em Moçambique

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Um estudo do Programa Alimentar Mundial indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição.
 
 
 
as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento
António Silva
 
Um estudo do Programa Alimentar Mundial (PAM), a ser lançado na quarta-feira, indica que 26% dos casos de mortalidade infantil em Moçambique estão associados à desnutrição, assinalando que o problema custa ao país 1,6 mil milhões de dólares.
 
O estudo, intitulado “Custo da fome em África”, refere ainda que 42,7% das crianças em Moçambique têm baixo crescimento e apenas 45,2% das que registam índices de desnutrição recebem cuidados de saúde adequados.
 
A maioria dos problemas de saúde associados à desnutrição ocorre antes que a criança atinja três anos de idade”, lê-se no estudo, cujo sumário foi distribuído à imprensa.
A mortalidade infantil associada à desnutrição reduziu a força de trabalho de Moçambique em 10% e 60,2% da população adulta já sofreu de problemas de crescimento, quando era criança, diz.
 
Os custos anuais associados à desnutrição infantil, prossegue o documento, são estimados em 1,6 mil milhões (1,4 mil milhões de euros), o que equivale a 10,96% do Produto Interno Bruto.
 
As crianças afetadas por problemas de crescimento são mais propensas a abandonar a escola. Estima-se que apenas 12% dos adultos afetados em Moçambique completaram a escola primária, em comparação com 84% de pessoas com crescimento normal”, destaca o estudo.
A avaliação refere que um quarto da população do país é desnutrida, apesar de, em 2015, Moçambique ter atingido o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade o número de pessoas com fome.
 
Por outro lado, cerca de um quarto da população sofre de insegurança alimentar crónica, o que significa que não sabe se terá uma refeição.
 
Apesar dos ganhos que foram feitos, permanecem desafios significativos para a segurança alimentar e nutricional”, realça o texto.
De acordo com o PAM, as taxas de desnutrição são persistentemente altas entre as crianças, devido aos elevados índices de doenças infecciosas, principalmente malária, e ao mau acesso aos serviços de saúde, água e saneamento.
 

Caiu os preços dos fertilizantes em Angola

fertilizantesRelativamente aos preços dos fertilizantes, das sementes e das charruas para a tracção animal, Marcos Nhunga assegurou que o Executivo tudo está a fazer para que venham a baixar ainda mais e chegar para todos os produtores agrícolas.
Os fertilizantes já registam uma considerável queda em todo o país, passando de 35 mil kwanzas o saco de 50 quilogramas para sete mil kwanzas. Marcos Nhunga garantiu que o Executivo pretende baixar muito mais os preços dos fertilizantes, para que os camponeses possam produzir em grandes quantidades para assegurarem a auto-suficiência alimentar nas comunidades.
O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a província dentro daquilo que são as políticas do Ministério da Agricultura prevê receber dentro de dias 20 mil toneladas de adubos, além das cinco mil toneladas que já se encontram em armazém.
Para a presente época agrícola, o Governo do Huambo prevê assistir 321.475 famílias e defende mais incentivos para o escoamento dos produtos para os grandes centros de consumo. Adiantou que 482.212 hectares de terras serão desbravados em toda a província para a produção de milho, feijão, mandioca, batata rena e  hortícolas.
Além de hectares mecanizados, várias parcelas de terra serão preparadas por pequenos agricultores individuais e  associações.
O director provincial da Agricultura, António Teixeira, apontou como principais dificuldades do sector, o baixo nível de organização das cooperativas, associações e empresas privadas do sector, assim como fracas opções de motomecanização, escassez de infra-estruturas para o fomento agrícola e falta de quadros qualificados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/ministro_anuncia_mais_fertilizantes

Angola e República Democrática do Congo pedem 120 mil toneladas de milho à Zâmbia

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Os governos de Angola e da República Democrática do Congo pediram à Zâmbia um total de 120 mil toneladas de milho. O pedido foi feito a semana passada, por representantes dos dois países durante um encontro com a ministra da Agricultura da Zâmbia, Dora Siliya.

A embaixadora congolesa na Zâmbia, Mayele Ghyor, pediu 100 mil toneladas de milho para a província de Lualaba e a embaixadora angolana, Balbina Dias da Silva, 20 mil toneladas em nome de Angola, refere o site de notícias zambiano Lusakatimes.

Apesar de a exportação de farinha, com enfoque para a produção local, ser a grande prioridade da Zâmbia e ser atualmente proibida a exportação de milho pelo país, a ministra Mayele Ghyor garantiu que o Governo está a ponderar os dois pedidos, muito devido ao facto de serem países vizinhos.

Brasil e Guiné-Bissau trabalham para mlhorar a alimentação escolar

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O objetivo da parceria é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

Parceria entre Brasil, Guiné-Bissau e ONU vai melhorar sistema de alimentação escolar do país africano. Foto: PMA/Ramin Rafirasme

Representantes do governo brasileiro, de agências da ONU e da Guiné-Bissau reuniram-se na capital do país africano para discutir os rumos de uma parceria que ajudará a nação a melhorar seu sistema de alimentação escolar. Realizado nos dias 27 e 28 de março, o encontro teve como marco a definição dos objetivos, atividades e resultados esperados com a cooperação, que visa a conectar a demanda de centros ensino à agricultura familiar.

A iniciativa para fortalecer a oferta de refeições em ambientes escolares na Guiné-Bissau recebe o apoio do Centro de Excelência contra a Fome, vinculado ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Brasil e dos Ministérios da Educação, Agricultura e Finanças do país africano. Projeto terá início em agosto de 2017 e vai durar três anos.

O objetivo é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

O governo da Guiné-Bissau também tem a expectativa de que a parceria com o Brasil e a ONU produza um plano estratégico para o PNCE, com orientações sobre compras locais, nutrição e educação alimentar.

Outro possível integrante da cooperação é a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que declarou à missão brasileira durante o encontro ter interesse em participar da iniciativa. A agência já confirmou que disponibilizará recursos financeiros.

O Centro de Excelência contra a Fome considera que a diversidade de instituições envolvidas permitirá garantir a integração eficaz entre a produção agrícola familiar e o sistema educacional.

O organismo do PMA ficou responsável por elaborar um rascunho das metas e atividades previstas pelo programa. O documento será compartilhado com os outros participantes até 30 de abril. As partes enviarão comentários e sugestões de revisão até 15 de maio. A versão consolidada deverá ser encaminhada para aprovação ao final do mês que vem.

 

https://nacoesunidas.org/brasil-e-onu-ajudam-guine-bissau-a-melhorar-sistema-nacional-de-alimentacao-escolar/

Farinha de trigo, arroz e os açúcares os alimentos mais importados por Angola

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Farinha de trigo, o arroz e os açúcares constituem os alimentos mais comprados por Angola no exterior e cuja quantidade adquirida no III trimestre de 2016 teve um ascendente comparativamente a 2015.

Segundo o Boletim Estatístico do terceiro trimestre do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a quantidade de farinha de trigo importada em 2016 foi de 149.800,83 toneladas e registou um aumento de 43.821,34 toneladas relativamente ao ano 2015. Esta cifra corresponde a um crescimento na ordem dos 41, 35 porcento.

Já o arroz, o terceiro produto mais importado no III trimestre de 2016,atingiu 113.111,15 toneladas, um aumento de mais 27.910,50 toneladas comparativamente a 2015, ano em que foram compradas no exterior 85.200,50 toneladas.

Por sua vez, a importação de açúcar cifrou-se em 66 mil e 883 toneladas, isto é, mais 10 mil, 557 e 64 toneladas em relação ao período de 2015, período em que se registou uma compra de 85.200,50 toneladas, correspondente a uma variação de 18,174 porcento.

Além daqueles produtos alimentares, destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registou um aumento considerável de 37.891,3 toneladas em relação ao mesmo período de 2016, o que representa um acrescimento na ordem do 14.718,5 porcento.

Outro aumento verificou-se na importação do milho (44,67 porcento) com as suas expressivas 8.832,82 toneladas.

Em contraste, outros produtos alimentares, como as carnes e miudezas, óleos de soja e farinha de cereais, apresentaram quebras. Em 2016, importou-se 48.055,36 toneladas contra 73. 656,92 toneladas de 2015 – uma redução de 25 mil e 601,56 toneladas.

Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2016, mas as suas exportações caíram comparativamente a 2015. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 toneladas e da Coreia do Sul uma diferença de 99.934,14 toneladas.

O continente que mais exportou para Angola foi a Europa (633.633,83 tons), seguido da Ásia (520.048,01 Toneladas) e da América (207.567,93 toneladas).

No geral, as importações de Angola em 2016 baixaram muito devido à situação da crise económica e financeira que o país atravessa desde finais de 2014.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2017/2/13/Angola-Importacao-alimentos-cresce-significativamente-2016,a8fd8416-4434-4864-bcd6-ee31506c1fa9.html