Caiu os preços dos fertilizantes em Angola

fertilizantesRelativamente aos preços dos fertilizantes, das sementes e das charruas para a tracção animal, Marcos Nhunga assegurou que o Executivo tudo está a fazer para que venham a baixar ainda mais e chegar para todos os produtores agrícolas.
Os fertilizantes já registam uma considerável queda em todo o país, passando de 35 mil kwanzas o saco de 50 quilogramas para sete mil kwanzas. Marcos Nhunga garantiu que o Executivo pretende baixar muito mais os preços dos fertilizantes, para que os camponeses possam produzir em grandes quantidades para assegurarem a auto-suficiência alimentar nas comunidades.
O governador provincial do Huambo, João Baptista Kussumua, disse que a província dentro daquilo que são as políticas do Ministério da Agricultura prevê receber dentro de dias 20 mil toneladas de adubos, além das cinco mil toneladas que já se encontram em armazém.
Para a presente época agrícola, o Governo do Huambo prevê assistir 321.475 famílias e defende mais incentivos para o escoamento dos produtos para os grandes centros de consumo. Adiantou que 482.212 hectares de terras serão desbravados em toda a província para a produção de milho, feijão, mandioca, batata rena e  hortícolas.
Além de hectares mecanizados, várias parcelas de terra serão preparadas por pequenos agricultores individuais e  associações.
O director provincial da Agricultura, António Teixeira, apontou como principais dificuldades do sector, o baixo nível de organização das cooperativas, associações e empresas privadas do sector, assim como fracas opções de motomecanização, escassez de infra-estruturas para o fomento agrícola e falta de quadros qualificados.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/ministro_anuncia_mais_fertilizantes

Angola e República Democrática do Congo pedem 120 mil toneladas de milho à Zâmbia

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Os governos de Angola e da República Democrática do Congo pediram à Zâmbia um total de 120 mil toneladas de milho. O pedido foi feito a semana passada, por representantes dos dois países durante um encontro com a ministra da Agricultura da Zâmbia, Dora Siliya.

A embaixadora congolesa na Zâmbia, Mayele Ghyor, pediu 100 mil toneladas de milho para a província de Lualaba e a embaixadora angolana, Balbina Dias da Silva, 20 mil toneladas em nome de Angola, refere o site de notícias zambiano Lusakatimes.

Apesar de a exportação de farinha, com enfoque para a produção local, ser a grande prioridade da Zâmbia e ser atualmente proibida a exportação de milho pelo país, a ministra Mayele Ghyor garantiu que o Governo está a ponderar os dois pedidos, muito devido ao facto de serem países vizinhos.

Brasil e Guiné-Bissau trabalham para mlhorar a alimentação escolar

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O objetivo da parceria é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

Parceria entre Brasil, Guiné-Bissau e ONU vai melhorar sistema de alimentação escolar do país africano. Foto: PMA/Ramin Rafirasme

Representantes do governo brasileiro, de agências da ONU e da Guiné-Bissau reuniram-se na capital do país africano para discutir os rumos de uma parceria que ajudará a nação a melhorar seu sistema de alimentação escolar. Realizado nos dias 27 e 28 de março, o encontro teve como marco a definição dos objetivos, atividades e resultados esperados com a cooperação, que visa a conectar a demanda de centros ensino à agricultura familiar.

A iniciativa para fortalecer a oferta de refeições em ambientes escolares na Guiné-Bissau recebe o apoio do Centro de Excelência contra a Fome, vinculado ao Programa Mundial de Alimentos (PMA), do Brasil e dos Ministérios da Educação, Agricultura e Finanças do país africano. Projeto terá início em agosto de 2017 e vai durar três anos.

O objetivo é garantir melhorias no Projeto Nacional de Cantinas Escolares (PCNE). Com a cooperação, as autoridades guineenses esperam que a lei do PNCE seja devidamente aprovada pelo Congresso. Outra meta é desenvolver um censo escolar para monitorar as instituições de ensino. Também está previsto o mapeamento de produtores locais — associações ou individuais — envolvidos no fornecimento de comida para colégios.

O governo da Guiné-Bissau também tem a expectativa de que a parceria com o Brasil e a ONU produza um plano estratégico para o PNCE, com orientações sobre compras locais, nutrição e educação alimentar.

Outro possível integrante da cooperação é a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que declarou à missão brasileira durante o encontro ter interesse em participar da iniciativa. A agência já confirmou que disponibilizará recursos financeiros.

O Centro de Excelência contra a Fome considera que a diversidade de instituições envolvidas permitirá garantir a integração eficaz entre a produção agrícola familiar e o sistema educacional.

O organismo do PMA ficou responsável por elaborar um rascunho das metas e atividades previstas pelo programa. O documento será compartilhado com os outros participantes até 30 de abril. As partes enviarão comentários e sugestões de revisão até 15 de maio. A versão consolidada deverá ser encaminhada para aprovação ao final do mês que vem.

 

https://nacoesunidas.org/brasil-e-onu-ajudam-guine-bissau-a-melhorar-sistema-nacional-de-alimentacao-escolar/

Farinha de trigo, arroz e os açúcares os alimentos mais importados por Angola

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Farinha de trigo, o arroz e os açúcares constituem os alimentos mais comprados por Angola no exterior e cuja quantidade adquirida no III trimestre de 2016 teve um ascendente comparativamente a 2015.

Segundo o Boletim Estatístico do terceiro trimestre do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a quantidade de farinha de trigo importada em 2016 foi de 149.800,83 toneladas e registou um aumento de 43.821,34 toneladas relativamente ao ano 2015. Esta cifra corresponde a um crescimento na ordem dos 41, 35 porcento.

Já o arroz, o terceiro produto mais importado no III trimestre de 2016,atingiu 113.111,15 toneladas, um aumento de mais 27.910,50 toneladas comparativamente a 2015, ano em que foram compradas no exterior 85.200,50 toneladas.

Por sua vez, a importação de açúcar cifrou-se em 66 mil e 883 toneladas, isto é, mais 10 mil, 557 e 64 toneladas em relação ao período de 2015, período em que se registou uma compra de 85.200,50 toneladas, correspondente a uma variação de 18,174 porcento.

Além daqueles produtos alimentares, destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registou um aumento considerável de 37.891,3 toneladas em relação ao mesmo período de 2016, o que representa um acrescimento na ordem do 14.718,5 porcento.

Outro aumento verificou-se na importação do milho (44,67 porcento) com as suas expressivas 8.832,82 toneladas.

Em contraste, outros produtos alimentares, como as carnes e miudezas, óleos de soja e farinha de cereais, apresentaram quebras. Em 2016, importou-se 48.055,36 toneladas contra 73. 656,92 toneladas de 2015 – uma redução de 25 mil e 601,56 toneladas.

Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2016, mas as suas exportações caíram comparativamente a 2015. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 toneladas e da Coreia do Sul uma diferença de 99.934,14 toneladas.

O continente que mais exportou para Angola foi a Europa (633.633,83 tons), seguido da Ásia (520.048,01 Toneladas) e da América (207.567,93 toneladas).

No geral, as importações de Angola em 2016 baixaram muito devido à situação da crise económica e financeira que o país atravessa desde finais de 2014.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2017/2/13/Angola-Importacao-alimentos-cresce-significativamente-2016,a8fd8416-4434-4864-bcd6-ee31506c1fa9.html

África do Sul suspendeu importação de carne do Brasil

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Funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

A África do Sul comunicou nesta quarta-feira (22) que suspendeu a importação de carne brasileira de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. As informações foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o Departamento de Agricultura da África do Sul, funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

Em 2016, a África do Sul importou cerca de US$ 120 milhões em carnes do Brasil. Entre os produtos importados estão carne bovina, de frango e suína. O valor está bem abaixo dos principais importadores de carne do Brasil, como a China e Hong Kong, que no ano passado compraram o equivalente a US$ 1,75 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

O G1 procurou a embaixada da África do Sul e o Ministério da Agricultura. Até as 12h, os órgãos não haviam enviado um posicionamento.

5745470_x720Países que suspenderam a importação

Além da África do Sul , restringiram oficialmente a importação de carne brasileira:

Principais importadores

Saiba quais são os principais compradores de carne brasileira, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior:

1) China – US$ 1,75 bilhão (13% do total)

2) Hong Kong – US$ 1,51 bilhão (11,2% do total

3) Arábia Saudita – US$ 1,27 bilhão (9,4% do total)

4) Rússia – US$ 1,03 bilhão (7,6% do total)

5) Japão – US$ 747 milhões (5,5% do total)

6) Países Baixos – US$ 715 milhões (5,3% do total)

7) Egito – US$ 690 milhões (5,1% do total)

8) Emirados Árabes Unidos – US$ 585 milhões (4,3% do total)

9) Chile – US$ 441 milhões (3,2% do total)

10) Reino Unido – US$ 389 milhões (2,9% do total)

A operação

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

http://g1.globo.com/economia/noticia/africa-do-sul-suspende-importacao-de-carne-brasileira-apos-operacao-da-pf-diz-agencia.ghtml

Governo de Guiné Bissau quer limitar participação de estrangeiros na campanha de caju

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O governo guineense quer limitar aos cidadãos do país a compra da castanha de caju, principal produto de exportação, de acordo com um decreto a que a agência Lusa teve hoje acesso.

O decreto preparado pelo ministro do Comércio e Promoção Empresarial, Vítor Mandinga, aguarda pela promulgação do presidente José Mário Vaz.

Se a proposta for promulgada, o «intermediário de escoamento» do caju guineense – atividade exercida essencialmente por cidadãos da Mauritânia e India – «terá que possuir bilhete de identidade da Guiné-Bissau, caso contrário não pode exercer aquela atividade».

É considerado intermediário de escoamento qualquer pessoa ou empresa que se dedica à compra da castanha de caju, mediante um contrato com o intermediário do posto que é, por sua vez, quem compra o caju ao produtor.

Doravante, o intermediário de escoamento para obter licença do governo guineense para operar na campanha do caju, além do bilhete de identidade, ou cartão de eleitor, terá que possuir ainda armazém e número de identificação fiscal, todos autenticados por um notário.

Mama Saliu Lamba, presidente da Câmara de Comércio, aplaudiu a medida, que considera ser capaz de «tirar o país da pobreza extrema, levar os operadores económicos a organizarem-se melhor e ajudar o Governo».

Saliu Lamba entende que «há muito barulho» à volta de um projeto que disse ser «bem-vindo» e que não limita «a participação dos estrangeiros na atividade do caju.

O caju guineense é normalmente comprado por operadores naturais da Mauritânia e da India, principais mercados do produto.

A Guiné-Bissau é considerada o quinto maior produtor de castanha do caju, a seguir à Costa do Marfim, India, Vietname e Brasil.

Na última safra, o país exportou cerca de 200 mil toneladas

Somália: Presidente somali decreta seca como “catástrofe nacional”

‘Mogadíscio – O novo Presidente somali, Mohamed Abdullahi Mohamed, decretou terça-feira, em Mogadíscio, como “catástrofe nacional” a grave seca que assola o seu país e, que segundo as agências humanitárias, a fome ameaça pelo menos três milhões de pessoas, noticiou a AFP.

PRESIDENTE ELEITO DA SOMÁLIA, MOHAMED ABDULLAHI FARMAJO.

FOTO: MUSTAFA HAJI ABDINUR

“O presidente pediu à comunidade internacional a reagir com urgência face a catástrofe,  afim de ajudar as famílias e indivíduos a se recuperar dos efeitos da seca para evitar uma tragédia humanitária”, refere a presidência somali num comunicado.

Por seu turno, a Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu segunda-feira, que a Somália corria o risco de conhecer uma terceira situação de fome em 25 anos. A última foi registada na Somália em 2011, resultado de uma anterior grave seca no Corno de África, agravada pelo conflito com a insurreição islamita shebab que matou 260 mil pessoas.

Situado no Corno de África e privado de um Estado digno desse nome há mais de duas décadas, a Somália é, tal como o Iémen e a Nigéria, um dos três países à beira da fome, já declarada no Sudão Sul, onde o fenómeno atinge 100 mil pessoas.

Mais de 20 milhões de pessoas correm o risco de morrer de fome nestes quatro países.

A OMS estima que na Somália mais de 6,2 milhões de pessoas, ou seja a metade da população, necessita de uma ajuda humanitária de urgência, incluindo quase três milhões de pessoas que sofrem de fome.

De acordo com a agência da ONU, mais de 363 mil crianças estão gravemente subnutridas, entre as 70 mil gravemente desnutridas, necessitam com urgência uma ajuda vital.

A seca provocou uma propagação da diarreia aguda, da cólera e do sarampo, e pelo menos 5,5 milhões de pessoas estão em risco de contrair doenças transmitidas pela água.

Segundo um sistema de classificação, a escala IPC, a fome é declarada em mais de 20 por cento da população de uma região com acesso muito limitado aos alimentos básicos, que a taxa de mortalidade é superior à duas pessoas por 10 mil por dia e que uma desnutrição aguda afecta mais de 30 porcento da população.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/2/9/Tunisia-Membros-das-forcas-seguranca-julgados-por-negar-assistencia-pessoa-perigo,485cf721-2041-46d4-92dd-abeefe85aca0.html#