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O consumidor angolano está mais exigente por qualidade

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O consumidor angolano está  mais exigente por qualidade ,associada à escassez de divisas para as importações de mercadorias, está a influenciar a atividade dos sectores de compras das superfícies comerciais.
No mercado formal como no informal, quando se trata de produtos do campo, as escolhas dos clientes recaem para os angolanos, mesmo quando os preços são praticamente iguais aos dos bens importados.
“Hoje, o consumidor angolano é cada vez mais exigente na qualidade dos produtos que consome”, nota o presidente da Associação de Empresas de Comércio e Distribuição Moderna de Angola (Ecodima).

Custos altos a produção compensados pela qualidades
Sintético nas observações que faz, Raúl Martins reconhece que os custos de produção no país são ainda relativamente altos. “O mais importante é que as bases já foram lançadas e o futuro aponta para uma situação de autossuficiência alimentar.”
Os ainda altos custos de produção são compensados pela qualidade dos produtos resultantes da agricultura biológica que se pratica na maior parte do território nacional. Também conhecido por agricultura orgânica, esse processo de produção não recorre a produtos químicos nem a organismos geneticamente modificados.

Produção de cereais
Os avanços que se registam na agro-indústria resultam de investimentos estruturantes que Angola tem vindo a fazer na área da agricultura, desde que alcançou a paz, em 2002. Fruto desses investimentos, o país produz hoje perto de metade de um total de dois milhões e cem mil toneladas dos cereais de que necessita para o consumo, incluindo a produção de ração animal.

 

 

27 anos de guerra
Há pouco mais de uma década, os atuais níveis de produção eram uma miragem. É preciso recuar até 2002, ano em que Angola alcançou a paz, para perceber a dimensão dos esforços empreendidos. Nessa altura, o país vivia praticamente de importações.
Angola viu o seu potencial agrícola, muito produtivo, aniquilado por 27 anos de guerra. O relançamento da agricultura, que começa justamente em 2002, teve como primeira etapa a remoção de minas antipessoais e outros engenhos explosivos dispersos pelo país.

Áreas irrigadas

. Em relação a infra-estruturas, e no que à produção diz respeito, destaque para os vários perímetros irrigados distribuídos por diversas regiões, no âmbito do Plano Nacional Director de Irrigação (Planirriga). Foram conseguidas vastas áreas de cultivo em terrenos nunca antes explorados.
Em 2005, o Executivo aprovou em Conselho de Ministros o Modelo de Gestão dos Perímetros Irrigados, tendo criado na mesma altura a Sociedade de Desenvolvimento dos Perímetros Irrigados para gerir e supervisionar o património do Estado construído nos perímetros irrigados.
Dos sete milhões e quinhentos mil hectares com elevado potencial de irrigação previstos no Planirriga, já foram concluídos 30 mil hectares, onde estão inseridos, entre outros, o Projecto Integrado de Desenvolvimento Agrícola da Quiminha (Luanda), os perímetros irrigados de   Caxito (Bengo), Matala (Huíla), Cavaco (Benguela), Mucoso (Cuanza Norte), e Sumbe (Cuanza Sul).

mapa de Angola
Os pólos agro-industriais estão a ser desenvolvidos sem prejuízo da agricultura familiar que ainda responde por 90 por cento da produção interna e para a qual é destinada parte substancial do orçamento do sector, assim como os empréstimos contraídos pelo Governo junto do Banco Mundial, do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, do Banco Africano de Desenvolvimento, destinados ao fomento da produção interna.

 

Agricultura familiar
Em execução está um programa de agricultura familiar orientado para o mercado, nas províncias de Malanje, Bié e do Huambo, envolvendo 50 mil famílias.
Os apoios do Estado à agricultura familiar incluem facilidades de créditos bancários, preparação dos solos, disponibilização de fertilizantes, vacinação de gado e assistência técnica, através de institutos públicos especializados.
Há cinco anos, o Executivo criou um mecanismo de apoio à agricultura familiar, designado Crédito Agrícola de Campanha, que já beneficiou 91 mil camponeses.
Apesar de não produzir ainda o suficiente para o consumo interno, o país já começa a exportar produtos agrícolas. Os empresários do sector são unânimes em afirmar que não é preciso  suprir o défice da produção interna para depois partir para as exportações.
Em Maio do ano passado, Angola exportou para Portugal, a partir do Porto do Lobito, 17 toneladas de banana, 42 anos depois da última remessa. A iniciativa da Fazenda Agro-Industrial Bacilin foi saudada pelo Governo angolano.

20160522115547-bananas.jpgProdução de bananas
O relançamento da produção de banana em Angola resulta de avultados investimentos efectuados pelo Governo angolano na reabilitação e melhoramento dos sistemas de irrigação nas áreas tradicionais de cultivo. Antes da Independência Nacional, Angola chegou a produzir 160 mil toneladas de banana por ano.
O Executivo estabeleceu a meta de atingir nos próximos anos uma produção anual de 2,5 milhões de toneladas de cereais, 20 milhões de toneladas de mandioca, cobrir 60 por cento do consumo de frango com a produção nacional e reduzir para 15 por cento a importação de leite.

Angola consome anualmente cerca de 180 milhões de litros de leite,

A produção de leite e derivados é outra grande aposta do Executivo.   O projecto  Aldeia Nova, no Waku Cungu, município da Cela, província do Cuanza Sul, lidera o mercado.
Orçado em cerca de 70,5 milhões de dólares, o projecto, financiado pelo Governo angolano, em parceria com o grupo israelita LR, comporta, entre outros equipamentos de apoio à produção, matadouros de aves e gado, moinhos de farinha e fábricas diversas.
Dados estatísticos indicam que Angola consome anualmente cerca de 180 milhões de litros de leite, quantidade muito acima da produção nacional. Certo de que o país  tem condições naturais para produzir o suficiente para o consumo interno, o Ministério das Finanças lançou, em 2012, um programa de dinamização do sector do leite,  denominado “Sector Bandeira do Leite”.
O programa, destinado a fortalecer as micro, pequenas e médias empresas angolanas que atuam na indústria leiteira, insere-se nos esforços de substituição das importações pela produção nacional.

Angola  gasta atualmente cerca de 600 milhões de dólares com a importação de carne

Angola quer aumentar os níveis de produção de carne. Em 2015, o país celebrou um acordo com empresários brasileiros para instalação de 40 fazendas agropecuárias numa área de 200.000 hectares na província do Cuando Cubango.
Calcula-se que Angola  gasta atualmente cerca de 600 milhões de dólares com a importação de carne. Para reverter a situação, o Governo prevê um  investimento de 571,9 milhões de dólares, para aumentar a produção e reduzir as importações, que asseguram cerca de 80  por cento das necessidades do país.
O Programa Dirigido à Produção de Carne Bovina, aprovado pelo Executivo, prevê a importação de 340.509 animais para reprodução e de 1.010.152 animais para recria e engorda, das raças Bonsmara, Simentaller e Brahma.

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O programa prevê ainda o melhoramento das condições de produção nas explorações pecuárias empresariais, através da sua especialização na reprodução, cria, recria e engorda animal. Angola tem atualmente uma capacidade de abate de 195.360 animais por ano, para um total de 39.072 toneladas de carne.

A meta dos angolanos é reduzir a importação de produtos da cesta básica

Um boletim informativo do Ministério da Agricultura largamente difundido pela imprensa dá conta de que Angola tem potencialidades naturais para atingir níveis de produção sustentáveis que podem contribuir muito rapidamente para o seu crescimento económico.
A existência de solos férteis para a agricultura, a biodiversidade, o clima, a genética e a abundância de recursos hídricos, associada a uma expressiva faixa da população cuja atividade ­está ­diretamente ­relacionada com a produção agrícola, constituem factores favoráveis ao desenvolvimento agropecuário do país, refere o boletim.
O documento lembra que o sector florestal angolano é o segundo na região Austral de África, depois da República Democrática do Congo, com um potencial rico e variado de recursos florestais e faunísticos.
O fim da guerra em 2002 permitiu ao Governo angolano retomar um conjunto de ações, entre as quais a disponibilização de recursos financeiros vinculados a programas de reabilitação e de construção de infra-estruturas, realça o documento.
Como resultado desse esforço, Angola tem vindo a reduzir progressivamente as importações de produtos da cesta básica.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/produtos_nacionais_ganham_o_mercado

 

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Arroz contaminado na Nigéria leva a população ao pânico

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Durante as festas de Natal e Ano Novo é costume na Nigéria presentear as pessoas com sacos de arroz, que é a base da alimentação dos nigerianos  Este final de ano um carregamento de arroz proveniente do Leste da Asia recebeu acusações de estar contaminado por ‘plastico”. O que levou a imensa preocupação por parte das autoridades sanitárias nigerianasghana_jollof_rice
 
O arroz de fato confirmou a contaminação por bactérias, acima dos limites permitidos por lei,  considerado impróprio para o consumo humano. mas também a análise não indicou a presença de plástico.
 
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Moçambique registrou inflação acumulada de 21% em Novembro

Moçambique registrou uma inflação acumulada de 21,07% em Novembro passado e uma homóloga de 26,83%, segundo o Índice de Preços no Consumidor (IPC) do Instituto Nacional de Estatísticas moçambicano (INE).


O INE refere que o mês passado conheceu uma subida do nível geral de preços na ordem de 2,89% em relação a Outubro.

“A divisão de alimentação e bebidas não alcoólicas, com uma variação de preços na ordem de 3,27%, contribuiu para a tendência geral de aumento de preços, com aproximadamente 1,65 pontos percentuais positivos”, lê-se no IPC.

Analisando a inflação mensal por produto, prossegue o IPC, há a destacar o aumento dos preços do consumo de electricidade (37,0%), tomate (15,4%), arroz (2,9%), amendoim (6,8%), água canalizada (9,3%), coco (6,0%) e cebola (4,2%).

Os preços de Novembro do ano em curso, quando comparados com os do mês homólogo de 2015, indicam um agravamento do nível geral de preços na ordem de 26,83%, acrescenta o texto.

De acordo com o INE, as cidades de Maputo e da Beira registaram uma inflação mensal acima da média, com 3,24% e 3,23% respectivamente, enquanto a cidade de Nampula situou-se abaixo da média, com 2,19%.

As três cidades, as principais do país, são usadas pelo INE como referência para o cálculo do índice de preços no país.

“De Janeiro a Novembro, houve um agravamento de preços nas três cidades. A cidade da Beira registou maior aumento de preços, com 21,39%, seguida de Maputo, com 21,08%, e por último, de Nampula, com 20,90%”, refere o IPC.

Em termos homólogos, Maputo liderou a tendência de agravamento do nível geral de preços, com 28,07%. As cidades da Beira e de Nampula registaram aumentos de preços na ordem de 26,53% e 25,13%, respectivamente.

No Orçamento do Estado (OE) que apresentou na semana passada na Assembleia da República, o Governo prevê um crescimento económico na ordem de 5,5%, face a uma estimativa de 3,9% este ano e projecta para 2017 uma inflação de 15,5% contra 18% no ano em curso.

“Esta tendência [da inflação para 2017] é suportada pela recuperação do crescimento económico e priorização pelo Governo das acções que estimulem a oferta de bens e serviços”, aponta a previsão da conta do estado moçambicano do próximo ano.

A taxa de inflação de 2016 ano será uma das mais altas dos últimos anos, num país que vinha conhecendo uma percentagem de subida dos preços abaixo de dois dígitos.

http://noticias.sapo.mz/info/artigo/1492975.html

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A Pesca em Angola caminha para a autossuficiência

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O sector das Pescas está à beira de atingir e, em algumas áreas, superar os objectivos traçados para este ano, no quadro dos programas dirigidos, delineados pelo Executivo, para saída da crise financeira resultante da queda do preço do petróleo no mercado internacional. Mesmo com todas as adversidades, os diferentes actores, públicos e privados, deste subsector da economia, deram mostras de saber fazer nos domínios da extracção, captura, transformação e comercialização dos produtos de pesca.
 
Dados sobre o sector referentes ao período de Janeiro a Outubro, revelam que, em 10 meses, foram capturadas 416.621 toneladas de pescado, 61 por cento das quais resultantes da pesca artesanal e semi-industrial. Por aí se vê que, incluídos os números de Novembro e Dezembro, em relação às capturas de pescado é quase um dado adquirido que as metas previstas sejam alcançadas, senão mesmo ultrapassadas, como ocorreu em 2015, ano em que as capturas atingiram as 500.000 toneladas.
As metas anuais para o sector preconizadas no Programa Nacional de Desenvolvimento (PND 2013-2017), algumas das quais revistas nos programas dirigidos delineados pelo Executivo em Março deste ano, face à crise financeira, fixam as capturas de pescado em 484.000 toneladas. E tudo aponta para que até ao final do ano esta cifra venha a ser atingida, até porque em 2015 foram conseguidas 16.000 toneladas acima do previsto, mesmo em cima da crise.
 
 
No domínio da produção pesqueira, o sector registou uma variação positiva de cinco por cento, comparado com o período homólogo de 2015, apesar de a pesca industrial ter passado por uma variação negativa de 23 por cento, compensada, no entanto, por uma variação positiva de 39 por cento na pesca semi-industrial. A pesca artesanal marítima registou uma variação positiva de 52 por cento.
É com a tranquilidade de quem sabe que os indicadores apontam para a concretização das metas preconizadas que a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto, veio a público afirmar que, apesar das dificuldades resultantes da conjuntura que o país atravessa, foi possível executar “de forma aceitável” os programas dirigidos para a produção do sal, da farinha e óleo de peixe e de captura de pescado e crustáceos.
Com bons resultados está, também, a indústria salineira, que supera, de longe, a produção do ano anterior, pelo menos no que se refere ao período análogo em análise, que vai de Janeiro a Outubro. Por essa altura do ano, em 2015, a produção de sal rondava as 35.000 toneladas, abaixo de metade das 71.100 toneladas registadas nos primeiros 10 meses de 2016, muito próximo do previsto para todo o ano nos programas dirigidos.
Para o sector das Pescas, o Executivo aprovou, em Março deste ano, cinco programas dirigidos, destinados ao aumento das capturas de pescado e crustáceos, da produção do sal, choupa (tilápia), farinha e óleo de peixe e ao fomento das exportações desses produtos, tendo em vista a captação de divisas, a redução das importações, a manutenção dos postos de trabalho e a estabilização dos preços no mercado nacional.
Para garantir a execução dos programas dirigidos, o BNA disponibilizou, entre Janeiro e Novembro, através dos bancos comerciais, 37 milhões de euros, para permitir às empresas do sector a aquisição de bens e serviços indispensáveis para o seu normal funcionamento.
Victória de Barros Neto reconhece que os bons resultados de que se fala hoje no sector, no meio da crise financeira que o país conhece, se devem, em grande parte, às medidas adoptadas pelo Banco Nacional de Angola que, face à escassez de divisas, dedica particular atenção a empresas com potencial para a redução das importações, incluindo as do ramo das Pescas.
 
Aquicultura
 
A piscicultura, onde se inclui a produção de choupas (tilápia), pede uma abordagem à parte. Incluída, também ela, nos programas dirigidos, este subsector das Pescas é relativamente novo no país, encontrando-se ainda em fase de estruturação, com todas as debilidades próprias de um processo que ensaia os primeiros passos. De todos os subsectores das Pescas, foi o que mais sofreu o embate da crise financeira que vem de 2014. A produção deste ano rondará as 500 toneladas, longe das cerca de 200.000 toneladas previstas.
Mal começaram a sentir-se os sinais da crise financeira, a maior parte das empresas importadoras de ração para a tilápia subiu os preços e quando esgotou as reservas disponíveis passou a queixar-se de dificuldades de acesso a divisas para novas aquisições, a partir de Israel, o principal fornecedor do país.
O problema da ração, por si só, explica as quedas de produção da tilápia, mas é preciso agregar-lhe um outro elemento para perceber as grandes disparidades nas estatísticas anuais. É que, de acordo com a Direcção Nacional da Aquicultura (DNA), alguns piscicultores não fornecem informações estatísticas ao Ministério das Pescas e os que o fazem nem sempre são regulares e exactos nos números.
As primeiras estatísticas oficiais sobre a piscicultura no país datam de 2013, ano em que foi apurada uma produção de 47 toneladas. Em 2014, a produção subiu para 305 toneladas para em 2015 passar para 872 toneladas e este ano baixar para quase metade das quantidades do ano transacto.
É para garantir um apoio institucional aos piscicultores que o Ministério das Pescas criou uma direcção nacional, a DNA, que controla actualmente pouco menos de 40 empresas. Mas há pequenas empresas familiares de aquicultura dispersas pelo país, que não estão inscritas no Ministério das Pescas e cuja produção não entra nas contas oficiais.
Atento à celeridade com que se consolida este subsector das Pescas, com benefícios notórios para as famílias e empreendedores e para fomentar a piscicultura à escala nacional, o Governo procedeu a um investimento sem precedentes no país. Trata-se do Centro Nacional de Larviculturana, localizado em Massangano, província do Cuanza Norte.
A infra-estrutura tem por finalidade produzir alevinos (larvas de peixe) para abastecer os aquicultores.
Dotado de tecnologia de última geração, o Centro Nacional de Larviculturana funciona como um laboratório específico de produção, onde são aplicadas tecnologias exclusivas que garantem a qualidade e a sobrevivência dos alevinos em todas as etapas de produção.
O Programa Dirigido para o Aumento da Produção e Promoção da Exportação da tilápia para o biénio 2016-2017 tem, entre outros, o objectivo de elevar para 30 mil toneladas a produção aquícola no país, até finais do próximo ano.
A estratégia do Executivo neste sector vai no sentido de transformar o país, a médio prazo, num exportador de choupa.
Dados da Direcção Nacional de Aquicultura indicam que, em 2015, Angola empregou mais de quatro milhões e trezentos mil dólares na compra dessa espécie no estrangeiro. Estudos recentes, destinados a determinar o potencial aquícola do país, concluíram que o país tem excelentes condições para esse tipo de actividade, excepto na província do Namibe, onde a escassez de recursos hídricos, por causa do deserto, dificulta a prática da aquiculcura.
 
Importações
 
Apesar de rica em recursos marinhos, Angola recorre a exportações para suprir o défice da indústria pesqueira nacional. Entre Janeiro e Novembro, o país importou 8.462,82 toneladas de produtos de pesca e derivados.
À primeira vista, a cifra parece elevada, mas se comparada com as 81.922,29 toneladas adquiridas em 2015, facilmente se percebe que o volume global de compras, este ano, baixou para 10,33 por cento.
Não na mesma proporção, mas bem próximo disso, o esforço financeiro dispendido, traduzido em 18.773.591 dólares, reduziu para pouco mais de 15 por cento, comparativamente a 2015, em que o volume das importações implicou gastos na ordem de mais de 121 milhões de dólares.
Se é verdade que a redução das importações se deve à escassez de divisas no mercado cambial, não é menos verdade que a relativa estabilização dos preços dos produtos de pesca resulta de uma bem sucedida estratégia de execução dos programas dirigidos no sector. A choupa é o produto de pesca mais importado, sendo a China o principal fornecedor. Entre Janeiro e Novembro, o país asiático vendeu a Angola, em 38 operações, 1.508,63 toneladas de tilápia. A lista das espécies importadas inclui ainda a corvina, a pescada, o carapau, a sardinha, o bagre e omakayabu, espécies muito utilizadas na gastronomia angolana.
Mas no rol dos produtos importados, nota-se, claramente, a presença de outros tantos, como pastéis de rissóis e filetes, perfeitamente ao alcance de investimentos locais. É por força desta constatação, que o Ministério das Pescas recomenda que seja realizado um estudo minucioso para a revisão da grelha de produtos de pesca importados.
Para a ministra das Pescas, é urgente aproveitar, até ao limite, os recursos marinhos do país, garantindo um aproveitamento integral das espécies, incluindo os chamados resíduos, que podem servir para o fabrico de ração animal. Em bom rigor, o caminho que Victória de Barros Neto aponta já começou a ser trilhado.
Em Maio, a própria ministra inaugurou uma fábrica de processamento de farinha e óleo de peixe, no município do Tômbwa, província do Namibe. O empreendimento, que esteve durante muitos anos paralisado, permite o aproveitamento das espécies ou parte delas consideradas impróprias para o consumo humano. De Maio a Novembro, a fábrica produziu 16,5 mil toneladas de farinha e 6.083.566 litros de óleo de peixe.
Quando, em Outubro deste ano, entra em funcionamento, em Luanda, uma moderna fábrica de processamento de pescado, com equipamentos tecnologicamente avançados para a produção de hambúrgueres, filetes e postas de peixe, a ministra saudou a iniciativa e fez elogios ao grupo empresarial Diside, responsável pelo projecto.
A fábrica Solmar, com capacidade de processamento de 15 toneladas de pescado por dia, fica na rua dos Pescadores, em Cacuaco. Para além da congelação, limpeza e corte de peixe em filetes e postas, através de duas linhas de processamento, a unidade fabril tem outras valências, como a valorização de espécies com baixa importância económica. O novo “ex-líbris” do sector das Pescas no país, parafraseando Higino Carneiro, o governador de Luanda, junta-se aos grandes exportadores de produtos do mar, onde despontam empresas como a Star One-Comércio Geral Limitada, a Zhara Comércio, a Sundeep Angola, Ndad Nova Ditribuidora e a Kiatemua.
Apesar de importar, Angola também exporta produtos de pesca, sobretudo crustáceos, farinha e óleo de peixe. Este ano, a comercialização de produtos do mar, dentro dos circuitos oficiais, rendeu ao país mais de 30 milhões de dólares. Os principais destinos das exportações são a África do Sul, a República Democrática do Congo, a Namíbia, Espanha, Chile, Peru, Coreia do Sul e Arábia Saudita. Entre as principais espécies comercializadas, este ano, destacam-se a espada com mais de quatro mil toneladas, a sardinha acima das 13 mil toneladas e a corvina com 840 toneladas.
 
Novas metas
 
Há uma semana, em Conselho Consultivo Alargado, o Ministério das Pescas anunciou novos investimentos no sector. Foi tornado público que está em curso um projecto no valor de 3,7 milhões de dólares. destinado à aquisição de uma embarcação de pesca industrial para aumentar a capacidade de captura e proporcionar outras mais-valias ao sector pesqueiro. Para além disso, o departamento ministerial tem em cima da mesa 47 propostas de investimentos, feitas através da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTIP) no valor de 135 milhões de dólares. Sete desses projectos já foram encaminhados para bancos comerciais com visto para financiamento.
Estes novos investimentos juntam-se a outros, já em curso, como a construção do porto pesqueiro do Tômbwa (Namibe), a reabilitação da ponte cais de carvão, a doca flutuante, a construção de lotas em Benguela, Luanda e Tômbwa, a construção de entrepostos frigoríficos no Tômbwa e Cuanza Sul, a construção de quatro centros de salga e seca, dois no Tômbwa e igual número no Cacuaco, a construção da fábrica de conservas no Namibe, a construção do Centro de maricultura em Luanda e a reabilitação de 10 centros de apoio à pesca artesanal.
É olhando para esses investimentos que Victória de Barros Neto garante que, no ano que vem, o sector das pescas deve aumentar o seu contributo no Produto Interno Bruto (PIB).
 
 
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O impacto das parcerias Sul-Sul no desenvolvimento de estratégias para combater a fome

pmaO Programa Mundial de Alimentos (PMA) e o Centro de Excelência contra a Fome participaram na semana passada (31 de outubro a 3 de novembro) em Dubai, Emirados Árabes Unidos, da Expo Global de Cooperação Sul-Sul das Nações Unidas, evento anual que destaca inovações dos países do Sul no combate à pobreza.

Os órgãos da ONU participaram do evento com o objetivo de compartilhar e ampliar soluções Sul-Sul inovadoras que podem contribuir para a implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

As agências das Nações Unidas com sede em Roma – PMA, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) – realizaram o evento paralelo “Redes do Sul e intercâmbio de conhecimentos – meios indispensáveis para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, para discutir contribuições da Cooperação Sul-Sul para progredir em direção ao ODS número – fome zero.

Peter Rodrigues, diretor adjunto do Centro de Excelência, participou do evento para apresentar a experiência do Centro como facilitador de Cooperação Sul-Sul.

Desde sua criação em 2011, o Centro, que é fruto de uma parceria entre o PMA e o governo brasileiro, tem oferecido oportunidades de diálogo e aprendizagem para cerca de 40 países comprometidos com o desenho de soluções inovadoras para superar a fome.

“Nossa meta para a Cooperação Sul-Sul é não deixar ninguém para trás e ajudar os países a compartilhar seus sucessos e aprender uns com os outros nas áreas de alimentação escolar, proteção social e mudança climática, para melhorar a segurança alimentar”, disse.

Expo Global de Cooperação Sul-Sul

Na abertura da conferência, a rainha jordaniana, Noor Al Hussein, disse que os países em desenvolvimento e as economias emergentes tornaram-se atores-chave não apenas no comércio e investimentos, mas também no desenvolvimento global e regional.

“Coletivamente, eles possuem práticas de desenvolvimento ricas, inovadoras e diversificadas e estão ativamente apoiando uns aos outros para encontrar soluções políticas práticas e relevantes”, declarou.

O evento foi realizado em Dubai pelo governo dos Emirados Árabes Unidos, por meio da Zayed International Foundation for the Environment. Desde sua criação, em 2008, a Expo tem detalhado boas práticas de centenas de países, agências da ONU, setor privado e organizações da sociedade civil. As exposições passadas ocorreram em Nova York, Washington, Viena, Genebra, Roma e Nairóbi.

Mais de 70 exibições foram feitas durante o evento. Representantes de Brasil, Índia e África do Sul lançaram durante a conferência o relatório 2016 do IBSA Fund (Fundo do Fórum de Diálogo Índia, Brasil e África do Sul), destacando as conquistas do fundo de 31 milhões de dólares.

“Os muitos resultados do IBSA Fund em vários países em desenvolvimento são um testemunho sobre o impacto das parcerias Sul-Sul”, disse Jorge Chediek, diretor do Escritório das Nações Unidas para a Cooperação Sul-Sul.

“Estamos muito felizes por oferecer a plataforma desta expo global para realçar os objetivos e conquistas dessa e de outras importantes iniciativas com apoiam a Cooperação Sul-Sul”.

https://nacoesunidas.org/nacoes-unidas-participam-de-evento-em-dubai-sobre-cooperacao-sul-sul/

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Angola quer diminuir o preço do pão

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O preço da farinha de trigo foi motivo de um encontro com produtores e o governo com objetivo de diminuir o preço do pão para os consumidores de Angola

 

Durante um encontro, no qual participaram a Associação dos Industriais da Panificação, Pastelaria Angola e a Associação Empresarial de Luanda ficou acordado que, doravante, a farinha de trigo é comercializada de forma dirigida.
Após o comércio dirigido do trigo, referiu, os vendedores podem baixar o preço do pão, de modo que a população o possa adquirir a preços mais acessíveis e evitar ainda que a farinha de trigo vá parar ao mercado negro. Com a entrada dos 40 contentores de farinha de trigo, atualmente a serem descarregados no Posto Aduaneiro de Luanda, os industriais do setor vão pagar por cada saco sete a nove mil kwanzas, uma queda em relação aos atuais 25 mil kwanzas.

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Importação de alimentos prejudica África

 


Fotografia: JAIMAGENS.COM

A África gasta anualmente 35 bilhões de dólares para importar alimentos que, se fossem produzidos no continente, podiam criar vários postos de trabalho na agricultura.

 

O pensamento foi exteriorizado pelo presidente do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, Kanayo Nwanze, quando discursava na sexta conferência internacional sobre o desenvolvimento africano, que terminou ontem em Nairobi, capital do Quênia.
Kanayo Nwanze apresentou no evento uma mensagem destinada a todos os líderes africanos, onde considera que as oportunidades para a prosperidade no continente são enormes, mas, na sua opinião, os investimentos precisam de ser redirecionados para o sector agrícola.
O continente africano tem 25 por cento das terras aráveis do planeta. A África gera apenas 10 por cento da produção agrícola mundial. Para o responsável do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, os líderes africanos estão a falhar com a população por causa dos investimentos débeis na agricultura e infra-estruturas e pela falta de política de apoio ao sector.
A conferência é organizada anualmente pelo Japão, com o objectivo de promover o diálogo entre os líderes africanos e os seus parceiros. Pela primeira vez, a reunião é realizada no continente africano.

Aumento do desemprego

O continente africano é a segunda região do Mundo que mais rapidamente cresce. Mesmo assim, mais de 300 milhões de africanos vivem abaixo da linha da pobreza, a maioria em áreas rurais. As taxas de desemprego chegam aos 40 por cento.
Para Kanayo Nwanze, o crescimento econômico em África não está a ser traduzido em combate à pobreza, além de que os africanos precisam de oportunidades e não de ajudas. O Japão é um membro fundador do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola, cujo objectivo está concentrado no combate à pobreza, no aumento da segurança alimentar, na melhoria da nutrição e no fortalecimento da sustentabilidade.

Agricultura orgânica

Produtores e comerciantes de produtos orgânicos em África estão a sofrer com a falta de financiamento, revela a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento CNUCED).
Em 16 países, 23 por cento dos agricultores e exportadores acreditam que o acesso ao crédito ficou mais restrito nos últimos cinco anos e, para 64 por cento, a situação não melhora.  Na África Oriental, as exportações de produtos orgânicos passaram de 4,6 milhões de dólares em 2003 para 35 milhões em 2010. As colheitas em países como o Burundi, Quénia, Ruanda, Uganda e Tanzânia aumentaram.
Um relatório da Conferência para o Comércio e Desenvolvimento indica que são necessários investimentos para que os agricultores possam certificar os seus produtos como orgânicos, organizarem-se em grupos de produção e investir em marketing e na compra de equipamentos.
A agência especializada da ONU revela que o financiamento para o sector agrícola em África tem sido mais baixo nos últimos anos. A variação do preço relativo dos produtos também é muito ampla. No caso dos produtos orgânicos, a diferença de preço pode ser entre 10 por cento e 100 por cento maior do que a dos alimentos convencionais. A CNUCED constata que as exportações de café e de cacau orgânicos são as que mais  beneficiam do financiamento em África, mas existe um enorme potencial de exportação de colheitas orgânicas de ananás, manga, banana e até de batata.
A falta de garantias de crédito e a capacidade insuficiente dos bancos de integrar os detalhes da agricultura orgânica nos seus planos de financiamento são obstáculos para agricultores e exportadores africanos.
Diante da situação, a CNUCED defende fortemente um esforço coordenado para melhorar a recolha de dados entre valores domésticos e internacionais de produtos orgânicos africanos, para que um melhor plano de negócios possa ser criado no continente africano.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/importacao_de_alimentos_prejudica_africa

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Restaurantes de Maputo, capital de Moçambique, estão em crise

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A Crise econômica afeta a rede de restaurantes em Maputo, capital de Moçambique. A situação econômica que passa o país fez com elevasse os custos de operação dos restaurantes.
 
Com a subida do nível geral de preços, os custos de operação cresceram e reduziram à margem de lucros. Para compensar, os restaurantes viram-se obrigados a aumentar os preços. Este restaurante aumentou o custo dos serviços prestados em 25% e isso levou à redução do número de clientes em 40 %.
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África Austral deve declarar “emergência” devido à seca

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Eleazar Van-Dúnem |
 
 
 
Ian Khama, Presidente do Botswana e líder em exercício da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC), anunciou esta semana que a organização precisa de 2,7 mil milhões de dólares para ajudar 23 milhões de pessoas que enfrentam os efeitos da seca resultante do fenómeno “El Ninõ”,
razão pela qual vai declarar “emergência regional” e lançar um apelo internacional.
 
 
A medida, que a ser tomada apenas peca por tardia, vai acontecer depois de o Lesoto, Malawi, Namíbia, Suazilândia e Zimbabwe declararem emergência nacional provocada pela seca, de a África do Sul declarar emergência em oito das suas nove províncias e de Moçambique, todos países pertencentes à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, emitirem um alerta vermelho institucional de noventa dias em algumas regiões do centro e norte.
 
Se for decretado, o estado de emergência regional também é declarado quase um mês depois de o secretariado executivo da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral anunciar em comunicado que 41,4 milhões de pessoas da região vivem com insegurança alimentar, 21 milhões dos quais precisam de ajuda urgente, e quase 2,7 milhões de crianças sofriam na altura de desnutrição aguda grave, número que, previa o comunicado, podia “aumentar substancialmente”. Os Resultados da Avaliação de Vulnerabilidade apresentados em Junho em Pretória, África do Sul, na 10.ª Reunião de Avaliação de Vulnerabilidade Regional da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral, indicam que a África Austral vive a pior seca dos últimos 35 anos e que a África do Sul, Botswana, o Reino da Suazilândia e o Zimbabwe perderam quase meio milhão de cabeças de gado por causa da seca provocada pelo “El ninõ”.
 
 
O Programa Mundial Alimentar (PAM) advertiu no primeiro trimestre deste ano que 14 milhões de pessoas corriam risco de passar fome na região da África Austral devido às más colheitas provocadas pela seca causada pelo fenómeno climático “El Niño”, tendo destacado os casos da Zâmbia, Malawi, Madagáscar e Zimbabwe como “especialmente preocupantes”.
 
Na altura, o Programa Mundial Alimentar referiu em comunicado que os principais afectados eram os proprietários de pequenas culturas, que representam a maior parte da produção agrícola na região, que cerca de três milhões de pessoas enfrentavam a possibilidade de passar fome no Malawi, quase dois milhões no Madagáscar e 1,5 milhões no Zimbabwe podiam ficar sem comida suficiente pela falta de chuva.
 
Segundo o documento, a produção agrícola nestes países diminuiu em 2015 para metade, em relação ao volume colhido um ano antes.
 
Devido ao “El Niño”, o fenômeno meteorológico de maior impacto das últimas três décadas e com efeitos sobre o clima em todo o Mundo, o maior produtor agrícola da África meridional, a África do Sul, viveu no ano passado a pior seca em mais de meio século, e o Madagáscar, o Malawi, Moçambique e a Zâmbia estão entre os países com os números mais elevados de desnutrição crônica.
 
Para combater a severa seca, a Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral tem um Plano de Acção Estratégico destinado a reduzir a escassez de água na região e desenvolver nos próximos cinco anos a construção de novas infra-estruturas que permitam o acesso fácil à água.
 
 
 
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China promete elevar financiamento em Angola

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O embaixador da China, Cui Aimin, prometeu sexta-feira, no fim de uma visita de dois dias ao Projecto Agro-industrial de Camaniangala, no Moxico, a elevação da ajuda a Angola nos domínios da agricultura, indústria e recursos humanos, noticiou a Angop.
 
“Queremos num futuro breve melhorar a cooperação com Angola, para ajudar a diversificar a economia e a fazer face à crise financeira que assola o país, derivada da queda do preço do petróleo no mercado internacional”, declarou o embaixador chinês.
Cui Aimin disse que a China decidiu alargar a cooperação com o Ministério da Agricultura, para impulsionar a produção de milho e soja. A ideia é aumentar o volume de produção de milho e soja, já que o projecto beneficia também os consumidores das províncias da Lunda Sul, Malanje, Lunda Norte e Luanda. Cui Aimin reconheceu que o município de Camanongue possui terras férteis e recursos hídricos em abundância, factores suficientes para estimular uma agricultura de escala.
 
O director da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas do Moxico, António da Silva, afirmou que o Projecto Agro-industrial de Camaiangala garante a auto-suficiência alimentar das famílias camponesas da região.
 
Em declarações à imprensa, o responsável considerou que a produção da fazenda está no maior nível desde a sua implantação, em 2013, e aumentou a produtividade de três toneladas por hectar para quatro, fruto das mudanças tecnológicas aplicadas. Na próxima época, o projecto pode fornecer alimentos em maior quantidade e qualidade, a julgar pelos procedimentos técnicos efectuados para melhorar os solos.
 
“Neste momento, a preocupação do Executivo é a de estimular e capacitar os agricultores para que possam produzir mais alimentos para combater a fome e reduzir a pobreza no seio da população”, referiu. Silva defendeu a conjugação de esforços de todos os setores do Estado para alcançar os objetivos preconizados pelo Governo para fazer face à desaceleração econômica e financeira que o país atravessa.
 
O Projecto Agro-industrial de Camaiangala, situado a 20 quilômetros a norte do município de Camanongue, iniciou este mês a comercialização de farinha de milho, soja e feijão nos mercados do Luena (Moxico), Lunda Sul e Lunda Norte.
Na última época, a fazenda cultivou 650 hectares, 500 dos quais para a produção de milho, 50 de feijão e igual extensão de soja, prevendo colheitas de 3.500 toneladas de milho e mais de 1.500 de feijão e soja.