Cabo Verde aprova decreto que privatiza companhia aérea TACV

 

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O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que aprovou o decreto-lei que estabelece o regime jurídico para a privatização do negócio internacional da transportadora aérea pública TACV, que esta semana deixou de voar a nível doméstico.

O anúncio foi feito pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Luís Filipe Tavares, para dar conta das decisões saídas da reunião do Conselho de Ministros.

O ministro não avançou mais dados, informando apenas que as negociações estão em fase final e remeteu mais informações para quando o decreto for publicado no Boletim Oficial.

Em entrevista à agência Lusa há duas semanas, o ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que há vários interessados no negócio da TACV Internacional e que as negociações prosseguem para encontrar um parceiro estratégico que assegure a gestão e parte do capital.

 

O ministro não avançou nomes de empresas com as quais o Governo está a negociar, mas salientou que a ideia é transformar o arquipélago num ‘hub’ [plataforma] de transportes aéreos no Atlântico médio.

O governante admitiu que o Estado cabo-verdiano venha a ter participação no capital da TACV Internacional, mas recusou injetar recursos para ter ações da empresa.

Olavo Correia disse que o Estado pode viabilizar ativos da empresa em capital, apontando como exemplos as agências, as rotas e as licenças de voo, defendendo sempre o património do Estado.

A privatização do negócio internacional está enquadrada na reestruturação da companhia aérea pública cabo-verdiana, que deixou de operar a nível doméstico.

Esta semana começou a funcionar o acordo com a Binter CV, que é, desde terça-feira, a única companhia a fazer os voos entre as ilhas cabo-verdianas.

Todos os pormenores do acordo ainda não foram divulgados e o contrato ainda não foi publicado no Boletim Oficial.

Olavo Correia disse, na entrevista à Lusa, que existe “um acordo de princípio” e que até final do ano será assinado o contrato com o Estado de Cabo Verde, que passará a deter 49% da companhia.

Além dos voos domésticos, a partir de setembro a Binter CV deverá começar a fazer os voos regionais para Dakar e Bissau.

A Binter Cabo Verde, criada em 202, que tem atualmente como único acionista a empresa Apoyo Y Logistica Industrial Canária, Sociedade Limitada.

O Decreto-Lei  aprovado indica o valor e o número de ações a favor do parceiro estratégico que deverá ficar com 49% do capital social da empresa estatal.

Os restantes 51% vão ser cotados na Bolsa de Valores de Cabo Verde para aquisição de empresários nacionais.

O Presidente da Câmara de Turismo de Cabo Verde Gualberto do Rosário considera que a privatização é boa para Cabo Verde, mas que acontece tarde.

 Foi em Maio último que o governo anunciou a retirada da TACV da linha doméstica, passando a Binter – cujo capital o Estado passou a deter parte – a assumir os voos inter-ilhas a partir de 1 de Agosto. A TACV continuaria a operar apenas nas suas rotas internacionais que incluiu Bissau, Dakar, Lisboa, Paris, Amesterdão, Providence e Fortaleza.

 

Fonte:http://www.dn.pt/lusa/interior/governo-de-cabo-verde-aprova-decreto-para-privatizacao-da-transportadora-aerea-tacv-8683468.html

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Empresas de Angola discutem crédito de dois milhões de dólares com Israel

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Israel tem disponíveis dois milhões de dólares (mais de 300 milhões de kwanzas) para ajudar empresas angolanas a elevarem as trocas bilaterais, anunciou ontem, em Luanda, o embaixador daquele país.

 

Israel acredita no potencial existente em Angola e promete financiar projectos nos vários sectores da vida económica para realizar negócios

 

Oren Rosemblat disse no I fórum empresarial Angola-Israel que, apesar da baixa do preço do petróleo – que afetou em grande medida a economia angolana -, Israel considera haver em Angola oportunidades de negócio, pelo que “Israel vai ajudar a financiar e os bancos vão dar créditos para que os negócios se efectivem.”

Quinze dos sectores de serviços: energia, agricultura, defesa, segurança militar e social, imigração e comércio participam no encontro que encerra amanhã, inspirado pela declaração do embaixador que afirmou que se “os dois países têm boas relações, temos a obrigação de levá-los a fazer bons negócios.”
O fórum, promovido pela Câmara de Comércio Angola-Israel (CCAI) visa uma troca de experiências para elevar os níveis de conhecimento mútuo entre empresas dos dois países e assinar contratos de parceria.
O presidente da CCIA, Haim Taib, disse que o órgão tem como objectivo “construir pontes” entre os empresários e instituições empresariais dos dois países e constitui uma plataforma de promoção e desenvolvimento de relações comerciais bilaterais, através de missões empresariais e de entidades oficiais.
“A CCAI tem como prioridade o estreitamento de laços empresariais entre os dois Estados, a promoção de cooperação bilateral, a promoção das relações empresariais entre os dois países e a apresentação de áreas de interesse”, disse. Os últimos dados disponíveis, de 2014, indicam que o volume de negócios israelitas em Angola se cifrou em 64 milhões de dólares (cerca de 11 mil milhões de kwanzas), absorvidos pelos sectores de maquinaria, metais, transportes, plásticos e borracha, instrumentos, têxteis, vegetais, produtos alimentares e químicos.
O embaixador de Angola em Israel, Francisco dos Santos, afirmou que Angola está aberta para cooperar com empresas estrangeiras de vários países e que o fórum é uma oportunidade para criar parcerias, principalmente para a transferência de conhecimento. “A presença do CCAI vai impulsionar as relações já existentes nas diversas áreas e aumentar o volume de comércio entre os dois países”, sublinhou.
José Alentejo, do secretariado geral da CCAI, disse à delegação israelita que Angola é um bom destino para investir e que o mercado oferece oportunidades às empresas sediadas no país, para expandirem os seus negócios na região da Comunidade de Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), um mercado com mais de 200 milhões de consumidores.
São razões para investir em Angola, continuou José Alentejo, o facto de ser o sétimo maior território de África, o quinto maior produtor mundial de diamantes, o segundo maior produtor de petróleo e gás do continente e ter acesso a 12 por cento dos lençóis aquáticos africanos nos principais rios: Kwanza, Zaire, Cunene e Cubango.
Angola é rica em fauna e flora, tem a segunda maior floresta do mundo, o Maiombe, e tem os 25 principais minérios, tais como diamantes, ferro, ouro, fosfato, manganês, cobre, chumbo, zinco, volfrâmio, tungsténio, titânio, crómio, mármore, granito e urânio, microclimas diversos além da estabilidade política e económica desde 2002.

José Alentejo acrescentou que Angola tem, no âmbito da estratégia da diversificação da economia, o Plano Nacional de Desenvolvimento PND 2013/ 2017, no qual são inventariados 390 projectos estruturantes para o desenvolvimento industrial.
A delegação israelita é liderada pelo ex-vice-primeiro ministro de Israel, Silvano Shalom, e integra potenciais parceiros interessados em partilhar conhecimentos e recursos tecnológicos.

A Câmara de Comércio Angola-Israel foi criada há um ano e tem 44 membros registados. O fórum aborda temas ligados às “Oportunidades de negócio em Angola”, “Investir em Angola” e “Áreas privilegiadas para o investimento em Angola”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/governo_de_israel_anuncia_financiamento

Angola investirá em projetos de jovens empreendedores

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O Executivo aprovou ontem a criação de um fundo de apoio a projectos de jovens empreendedores. O “Projovem” tem um valor global de quatro mil milhões de kwanzas e vai ser operacionalizado pelo Banco Angolano de Desenvolvimento (BAD).

Trata-se de uma linha de crédito para o jovem empreendedor que decida abraçar uma atividade empresarial em áreas como hotelaria e turismo, comércio e prestação de serviços, indústria, agricultura, pecuária, pescas, tecnologias de informação e comunicação, e empreendedorismo cultural. “Esta linha de crédito será assegurada pelo BDA e o que foi aprovado aqui foram as regras, os princípios e a forma como a linha irá funcionar e os mecanismos para acesso a esse fundo”, disse o ministro da Juventude e Desportos, que espera por um longo período de estabilidade financeira de modo a evitar-se constrangimentos na implementação do fundo.
O fundo de apoio ao jovem empreendedor prevê um montante limite por projecto equivalente a 200 mil dólares norte-americanos. “Este é de facto o limite por projecto e depois há uma série de requisitos que os empreendedores terão que observar para terem acesso a esse financiamento”, referiu.
“Queremos que seja um processo transparente, sem burocracias e com a credibilidade junto dos jovens de uma maneira geral”, declarou o ministro da Juventude e Desportos, antes de avançar com alguns dos requisitos: apresentar um projeto idôneo, não ser devedor da banca, seja pública seja privada, ter certificação de micro, pequena ou média empresa passada pelo Inapem, e ter formação básica do Instituto Nacional de Formação Profissional (Inefop). Para Albino da Conceição, esses requisitos visam conferir credibilidade junto do público-alvo e o envolvimento do Conselho Nacional da Juventude e do Instituto Nacional da Juventude deve reforçar ainda mais essa credibilidade, na medida em que os jovens empreendedores possam beneficiar-se.
Para já, disse, está dado o primeiro passo, que foi o da aprovação das regras. Vem de seguida a publicação do diploma e o Conselho Nacional da Juventude terá a incumbência de disseminar as informações sobre o fundo, desde o órgão central aos conselhos provinciais.

 

Ref.:http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/4_mil_milhoes_para_jovens

Brasil perde espaço para os chineses na área de agronegócios em Angola

A falta de uma política do governo brasileiro para expansão dos negócios em Angola, faz com que perca espaços no mercado internacional. Mais um exemplo  é o acordo assinado ontem entre os governo angolano e a empresa Huafeng – Construção e Engenharia que pretende investir no país bilhões de dólares nos setores da agricultura, pesca, agro-pecuária, construção civil e indústria.

A assinatura do acordo de intenções resulta das oportunidades de negócios apresentadas no Fórum de Investimento Angola-China, decorrido nos dias 7 e 8 deste mês, em Luanda.

A Huafeng quer implementar os seus projetos nas províncias de Luanda, Moxico, Malanje, Lunda Norte, Lunda Sul, Huambo, Cuando Cubango e Benguela.

Mapa de AngolaMapa

Mapa de Angola

A Huafeng construirá um Centro de Formação especializado para produção de sementes, cultivo de cereais e dendê. No setor avícola, vão ser desenvolvidas técnicas de criação, recriação e engorda de gado bovino, suíno e aves. No setor das pescas e aquicultura serão desenvolvidos projetos de criação de peixes em aquários especializados de água doce. Já no setor da Indústria está prevista a montagem de fábricas de medicamentos, fertilizantes e exploração e transformação de madeira.

O presidente do conselho de administração da Huafeng – Construção e Engenharia, Zhan Yanghrou, disse que grupo já investe nas áreas da agricultura e pecuária, onde possui um efectivo de cerca de cinco mil suínos, produz cerca de 50 mil ovos e 10 mil litros de leite por dia.
Zhan Yanghrou garantiu que o grupo vai também investir no aumento de mais postos de trabalho e enviar para a China 300 jovens para se especializarem nas áreas de agricultura e indústria.

Ao examinar o propósito do grupo chinês de definir suas áreas de interesse, mostram que são setores em que o Brasil é competitivo no mercado mundial, .  Angola é o sexto parceiro comercial do Brasil na África. Em 2015, mais de 99% das importações brasileiras da Angola foram de combustíveis. Já entre os produtos exportados, destacam-se as carnes (26%) e açúcar (13%).

Os dados divulgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre financiamentos à exportação de bens e serviços para obras de empreiteiras brasileiras no exterior mostram forte concentração das operações em apenas cinco países e Angola é o país  em que houve mais contratos.

A impressão que fica é que a política do Brasil em Angola passa por um momento delicado, e com a delação da Odebrecht na Operação Lava Jato,   afetará em muito as relações comerciais com Angola.

Os brasileiros devem ficar preocupados  pois as relações entre os povos angolanos e brasileiros não serão interrompidos, pois o trânsito de pessoas entre as nações é muito intenso apesar dos atropelos na economia daqui e além mar.

 

Moçambique passa por uma crise sem precedentes nos últimos anos

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O ministro da Economia e Finanças de Moçambique defendeu hoje haver boas perspetivas para o desenvolvimento econômico e regresso da estabilidade financeira ao país, mas avisou que vai exigir “muito esforço” e a continuação de sacrifícios dos moçambicanos.

Num momento em que o país enfrenta uma forte desvalorização do metical e uma subida galopante do custo de vida, Adriano Maleiane, que falava numa conferência promovida em Maputo pelo Financial Times, felicitou o povo moçambicano, “porque já percebeu que de abril para cá a situação mudou”, numa alusão à ao impacto da revelação do escândalo dos empréstimos escondidos no súbito agravamento da dívida pública.

“Quero felicitar o povo moçambicano, porque quando não temos, estamos a sofrer”, declarou o governante, quando foi confrontado com uma pergunta sobre o risco de agitação social e a memória de motins em anos recentes.

Maleiane recordou que está a trabalhar com os credores para encontrar uma saída para a insustentabilidade da dívida pública e para o reatamento do apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI) e dos doadores do Orçamento do Estado, interrompido após a revelação das dívidas ocultas, o que vai exigir uma auditoria internacional independente às contas do país, mas “tudo isso vai exigir muito esforço” no curto-prazo.

“Peço paciência aos moçambicanos, porque, em 2016, vamos sofrer ainda e, a partir de 2017, continuaremos a fazer um esforço”, afirmou o ministro, assinalando que é também preciso “um aperto na área fiscal e na política monetária”, como forma de estimular a poupança.

O Governo de Moçambique assumiu há uma semana oficialmente a incapacidade financeira para pagar as próximas prestações das dívidas das empresas estatais com empréstimos ocultos, defendendo uma reestruturação dos pagamentos e uma nova ajuda financeira do FMI.

Segundo o governante, depois de ter ido a Londres explicar aos credores a situação financeira do país, ao longo de novembro serão discutidas questões técnicas para se encontrar uma saída e Moçambique honrar os seus compromissos.

“Temos de olhar para a frente e a primeira coisa é acreditarem em nós, porque estamos a fazer o máximo para merecermos essa confiança. Por isso fui a Londres explicar aos investidores e evitar que cheguemos a janeiro sem dinheiro”, observou, referindo-se às dificuldades de pagamentos que o Estado está a enfrentar.

A prioridade, adiantou, está a ser dada aos pagamentos a funcionários públicos e pensionistas “e, do que sobra, vão-se fazendo uns investimentos aqui e acolá”.

Além da desvalorização do metical, da subida da inflação e do agravamento da dívida pública, Maleiane lembrou que Moçambique enfrenta a descida da cotação das matérias-primas que exporta, os efeitos de desastres naturais e a crise político-militar entre Governo e o braço armado da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).

Após duas décadas com taxas de crescimento econômico a rondar os 7%, o Governo reviu em baixa a sua estimativa para 3,7% em 2016 e mesmo esta permanece incerta.

“Temos de ter a paz. Se não tivermos, 3,7% pode ser um problema para atingir”, alertou.

Apesar desta “fase difícil”, o governante mostrou-se otimista com a situação do país a prazo.

“Se nós pegarmos em todo o potencial que temos e criarmos condições para o ambiente de negócios, tudo é possível e voltarmos não só à estabilidade como termos um futuro muito bom”, afirmou Adriano Maleiane, numa referência às perspetivas de fortes subidas da receita com a exploração dos recursos naturais na próxima década.

O ministro advertiu, porém, que a economia deve ser diversificada, como forma de aumentar a produção e reduzir a dependência do exterior, e não ficar apenas à espera do início da exploração do gás natural na bacia do Rovuma, que se calcula possuir uma das maiores reservas do mundo.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/regresso-da-estabilidade-em-mocambique-vai-exigir-muito-esforco-ministro-das-financas_n958929

África do Sul volta a ser maior economia da África

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São Paulo – A África do Sul voltou a ser, pelo menos por enquanto, a maior economia do continente africano, de acordo com os últimos números do Fundo Monetário Internacional (FMI).
 
A liderança estava com a Nigéria, alçada ao posto há dois anos após uma revisão estatística revelar que seu PIB era quase duas vezes maior do que se imaginava.
 
 
 
O terceiro lugar é agora do Egito, que chegou a ficar em segundo por um breve período, segundo uma estimativa da consultoria KPMG.
 
Os últimos cálculos colocam o PIB da África do Sul em US$ 301 bilhões, o da Nigéria em US$ 296 bilhões e o do Egito com US$ 270 bilhões.
 
O grande responsável pela ultrapassagem é a força recente do rand sul-africano, que se valorizou 15% só nos últimos 3 meses.
 
O processo também aconteceu com outras moedas de emergentes, especialmente o nosso real, impulsionadas pela liquidez internacional em um cenário de incerteza na Europa e adiamento da alta de juros nos Estados Unidos.
 
A naira nigeriana foi uma exceção e perdeu muito valor desde meados de 2014 quando começou a despencar o preço do petróleo, principal produto de exportação do país.
 
O país chegou a estabelecer câmbio fixo por 16 meses, mas voltou a liberar a cotação há cerca de um mês – o que levou a um novo tombo.
 
Cenário
 
Movimentos cambiais podem mudar esses cálculos de um dia para o outro, mas o que importa mesmo para o longo prazo é o crescimento.
 
E infelizmente, nesse quesito nenhum dos países no topo do ranking pode respirar tranquilo.
 
Nigéria e África do Sul tiveram queda do PIB no primeiro trimestre e basta um outro resultado negativo para configurar uma recessão técnica. No caso da Nigéria, é difícil imaginar uma recuperação com o petróleo tão depreciado.
 
O PIB per capita sul-africano ainda é bem maior que o egípcio ou nigeriano, mas a previsão é que com população crescendo e atividade parada, ele complete em 2017 quatro anos consecutivos de queda.
 
A incerteza política também está pesando: no final do ano passado, a África do Sul chegou a ter três ministros de Finanças diferentes no espaço da uma semana.
 
Um em cada quatro sul-africanos está desempregado, mas sua infraestrutura e ambiente de negócios são reconhecidamente melhores do que de seus pares.
 
E ao contrário deles (e do Brasil), o país também tem grau de investimento (pelo menos por enquanto).
 

Angola precisa de investimento estrangeiro

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Angola necessita de aumentar em 15 por cento os influxos de Investimento Direto Estrangeiro (IDE) para relançar o crescimento econômico, conclui um estudo apresentado em Abril pelo acadêmico e pesquisador angolano Paulo da Conceição Carvalho à Universidade de Harvard.
 
 
O economista cita a pesquisadora Monica Vargas Murgui que afirma que, em 2014, só a China – o maior investidor de IDE de África – concedeu a Angola crédito de 15 bilhões de dólares (2,5 trilhões de kwanzas).
 
O aumento dos fluxos de IDE, afirma Paulo da Conceição Carvalho no estudo, é o de viabilizar uma exploração “mais acentuada” de produtos e serviços com base em critérios competitivos.
 
O economista propõe reformas estruturais para captação do IDE, as quais ajudariam a compensar os desequilíbrios da economia angolana e resultariam na resolução da escassez de divisas, diversificação das fontes de influxo de capitais, no aumento do “know-how” tecnológico, transferência de tecnologia, criação e manutenção de empregos de remuneração elevada, capacidade empresarial e profissional de qualidade reconhecida, novas oportunidades de exportação de produtos resultantes e “uma panóplia” de competências administrativas e de inovação.
 
 
O objectivo do IDE, lembra, é gerar altos lucros e, para que tal aconteça, é necessária a existência de um ambiente de negócios favorável no país receptor, para que possa materializar-se e ser rentável para os investidores do projeto estrangeiro concebido.
Paulo da Conceição Carvalho define o IDE como “um investimento envolvendo uma relação de longo prazo que reflete um interesse duradouro de controlo e grau de influência do investidor sobre a gestão da empresa por uma entidade residente numa determinada economia, numa empresa registada numa economia diferente da do investidor”.
 
Paulo da Conceição Carvalho é técnico superior tributário de 2ª classe, colocado no Gabinete de Planejamento Estratégico e Cooperação Internacional (GPECI) da Administração Geral Tributária (AGT).
Tem mestrados em Administração de Empresas, com especialização em “Liderança e Sustentabilidade em Negócios Internacionais” pela Universidade de Cumbria e em Ciências das Finanças pela Universidade de Salford, ambas do Reino Unido.
 
Em 2015 foi selecionado pela Universidade da Harvard (EUA) e pela Universidade de Cumbria para reformular um modulo académico, integrando uma equipa de 22 pesquisadores internacionais liderados por personalidades como o renomado professor de Harvard Michael Porter e o ex-Presidente da Costa Rica, José Maria Figueres, quando elaborou o estudo em que apresentou estas propostas.
 
 

Violação da Lei Orçamental de Moçambique na contratação de dívidas

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A Procuradoria Geral da República de Moçambique afirmou que houve violação da Lei Orçamental no processo da contratação das dívidas das empresas Ematum, Proindicus e MAM, afirmou quinta-feira o procurador-geral adjunto e porta-voz da instituição.
 
Taíbo Mucobora disse que, da investigação desenvolvida até à data, é possível concluir que foram cometidos o crime de abuso de cargo e de função, factos que configuram um ilícito criminal.
O procurador-geral adjunto adiantou que o trabalho de investigação em curso visa a recolha de informações tanto em Moçambique como no estrangeiro, facto que vai implicar o accionamento de canais diplomáticos e outros apropriados com países que estão a ser identificados.
 
Taíbo Mucobora não precisou o tempo que vai durar o trabalho de recolha de elementos, mas sublinhou que os peritos estão a cumprir cada passo com todo o cuidado, de modo a obter informações relevantes, importantes e sobretudo fiáveis.
As três empresas públicas – Moçambicana de Atum, ProÍndicus e Mozambique Asset Management – contraíram empréstimos com o aval do Estado no montante conjunto de dois mil milhões de dólares.
 
Em Junho, a Procuradoria Geral da República de Moçambique prometeu esclarecer a questão da dívida pública daquele país e, em caso de ilegalidade, responsabilizar os infractores.
A procuradora-geral, Beatriz Buchili, revelou naquela altura, num discurso no Parlamento, a abertura de dois processos para o esclarecimento da legalidade das garantias emitidas pelo Estado, dos quais um diz respeito à Empresa Moçambicana de Atum e outro às empresas ProÍndicus e Mozambique Asset Management.
Beatriz Buchili referiu que aquelas empresas foram constituídas no Cartório Privativo do Ministério das Finanças, nos anos de 2013 e 2014, primeiro a ProÍndicus, seguida da Empresa Moçambicana de Atum e, por último, a Mozambique Asset Management.
 
“As diligências em curso incluem a audição de pessoas determinadas e a recolha de todos os elementos inerentes à legalidade da constituição das três empresas, o destino dado aos valores das dívidas contraídas, os prejuízos causados ao Estado e a consequente determinação da responsabilização criminal, cível e administrativa”, precisou Beatriz Buchili.
 
 

Moçambique: Primeiro-ministro indiano Narendra Modi inicia visita ao país

Maputo – O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, inicia hoje, quinta-feira, em Maputo, um périplo de cinco dias a quatro países africanos.

NARENDRA MODI RECEBIDO PELO PRESIDENTE FILIPE NYUSI

FOTO: CEDIDA PELA AIM

Durante a visita, Moçambique e Índia deverão assinar dois acordos nos domínios agrícola e alimentar e também da aviação civil.

Segundo o jornal Times of India, o Executivo de Nova Deli aprovou terça-feira um memorando de entendimento para a produção de leguminosas a ser apresentado às autoridades moçambicanas e que prevê apoio a Moçambique na obtenção de sementes de qualidade.

Consta ainda no entendimento, a melhoria das técnicas agrícola, bem como a aquisição de toda a produção alcançada ao abrigo do acordo.

O jornal cita o Alto Comissariado (embaixador) da Índia em Moçambique, referindo que a visita de Modi deverá ser igualmente marcada pelo aprofundamento da cooperação entre os dois países nas áreas de hidrocarbonetos, segurança marítima, comércio e investimento.

A deslocação de Modi, a primeira de um primeiro-ministro da Índia a Moçambique em 34 anos, prevê reuniões ao mais alto nível com as autoridades moçambicanas, nomeadamente com o chefe de Estado, Filipe Nyusi, uma visita ao parlamento e um encontro com a diáspora indiana em Maputo.

Segundo dados divulgados pelo Times of India, um quarto dos investimentos indianos na África Oriental estão aplicados em Moçambique.

O comércio entre os dois países aumentou cinco vezes nos últimos cinco anos e representa actualmente cerca de dois mil milhões de dólares anuais (1,8 mil milhões de euros).

Depois de Moçambique, o primeiro-ministro segue para a África do Sul, tendo ainda previstas visitas à Tanzânia e Quênia.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/6/27/Mocambique-Primeiro-ministro-indiano-Narendra-Modi-inicia-visita-pais,20c1c93d-5f1b-4d48-aa61-f6f15eb14582.html

O que a Coreia do Sul faz em Angola e o Brasil deixa de fazer

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A Coreia do Sul é um dos países asiáticos que tem  uma politica oficial cada vez mais ativa em Angola  em contraste com a política vacilante brasileira, que nos últimos anos dá sinais de recuo na politica oficial.

A Coréia do Sul  discute os programas de reintegração socioeconômica e produtiva dos antigos combatentes e  veteranos angolanos  em que o Governo sul-coreano está interessado em ajudar com a sua experiência, sobretudo na materialização de diversos projetos, através de uma linha de crédito.

A Coréia esta oferecendo linhas de crédito para os angolanos, e está organizando mais uma visita ministerial para trocar experiências na área de formação de micro empresários e fazendeiros.

Quando vemos a presença do coreanos, não é uma experiência isolada , os chineses dão uma aula de pragmatismo com a  atuação do Fundo de Desenvolvimento África-China, Lu Qingcheng, de deu  garantias de financiamento a doze projetos já identificados e aprovados pelo Executivo angolano, para apoiar na reinserção dos antigos combatentes e respectivas famílias.
Entre os projetos apresentados, destaque para os da agricultura, construção de habitações em zonas rurais, criação de centros de formação, reabilitação de centros de reabilitação física, assistência a projetos ligados a tecnologias de informação e outros de carácter social. Os homens de negócios chineses apresentam ao angolanos  propostas e mostram-se disponíveis em cooperar com Angola, sobretudo em projetos ligados a reintegração social dos antigos combatentes.

Quando vemos  as iniciativas dos coreanos e chineses e   pensamos nos interesses dos brasileiros, a distância é muito grande pois os discursos oficiais não se dão conta da autal realidade cotidiana em países como Angola