Brasileiros participam do exercicio militar Obangame Express 2018

“Trata-se de um exercício multinacional e combinado, focalizado no reforço da cooperação regional que tem contribuído para a criação de um ambiente seguro no espaço geoestratégico em que se insere São Tomé e Príncipe”, disse o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Horácio Sousa.

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O Obangame Express destina-se a melhorar a capacidade de aplicação da lei marítima internacional, procurando maximizar o envolvimento dos países signatários do Código de Conduta Yaoundé (CCY), através da execução de uma estratégia regional para a segurança marítima na África Central e Ocidental, criando-se uma parceria entre os 20 países que assinaram esse código.

“A parceria africana para aplicação da lei marítima internacional permite aos países parceiros a criação de um programa para a conceção de medidas capazes de fazer aumentar a segurança e a melhoria da gestão dos recursos naturais na zona do Golfo da Guiné”, explicou Horácio Sousa.

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Neste exercício, São Tomé e Príncipe está enquadrado na chamada Zona D, que integra ainda os Camarões, Guiné Equatorial e Gabão.

O centro de operações da Guarda Costeira são-tomense vai participar neste exercício com dois botes e uma equipa de abordagem, estacionada no navio da Marinha Portuguesa Zaire.

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Segundo Horácio Sousa, vários organismos estatais do país “irão acompanhar, participar e gerir a evolução” dos diversos cenários do exercício, designadamente segurança energética, combate a pirataria, a narcotráfico e a pesca ilegal.

Participam no exercício Obangame Express 2018 a Alemanha, Bélgica, França, Portugal, Espanha, Turquia, Brasil e os países do Golfo, designadamente São Tomé e Príncipe, Benim, Camarões, Marrocos, Nigéria, Gabão, Gana, República do Congo, Togo, Cabo Verde, Angola, Namíbia, Gâmbia, Libéria, Serra Leoa e Senegal.

“A presença de todos pode ser entendida a luz do conceito de segurança corporativa, tendo em vista contribuir para um ambiente seguro no Golfo da Guiné, porque nesta região aquilo que nos separa é também aquilo que nos une: o mar”, acrescentou o CEMGFA são-tomense, que fez o lançamento do exercício em cerimónia presenciada pelo ministro da Defesa e Ordem Interna, Arlindo Ramos.

O exercício, que tem o encerramento previsto em Gabão, será coordenado pelo centro de operações de cada país, dentro das suas águas de jurisdição.

 

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/exercicio-militar-obangame-express-2018-iniciou-se-hoje-em-sao-tome-9204596.html

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Brasil visita a Namíbia com objetivos geoestratégicos militares

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Na visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, à Namíbia, realizado esta semana, um dos principais assuntos em debate está a criação  do corredor marítimo entre os Portos de São Paulo e o Porto Walvis Bay. Uma criação geoestratégica que dará continuidade a parceria  entre a Marinha brasileira e a Marinha da Namíbia.

 

Visita ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia

De 3 a 8 de março de 2017 , durante a estadia do Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”, no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, o comandante do navio, Capitão de Corveta Jonathas Moscoso de Campos, realizou visitas protocolares ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia e ao Prefeito de Walvis Bay, acompanhado pelo Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico na Namíbia.

No período em que permaneceu atracado, o navio recebeu a visita do Embaixador do Brasil na Namíbia, Eduardo Carvalho, além de oficiais da marinha namibiana e de adidos militares acreditados no país. Na ocasião, o comandante do “Apa” realizou uma apresentação aos visitantes, ressaltando o conceito da “Amazônia Azul” e a contribuição dada pelo Brasil para a segurança da região do Atlântico Sul. Também foram realizados exercícios conjuntos, com a participação de militares brasileiros e namibianos.

Após o suspender, no dia 8 de março, o navio realizou a Operação “Passex” com o Navio Patrulha “Brendan Simbwaye”, da Marinha da Namíbia, tendo sido executados exercícios de manobras táticas e de light line.

Encerrados os exercícios em águas namibianas, o navio brasileiro seguiu viagem para participar da Operação “Obangame Express-2017”, que envolve militares de países da África, Américas e Europa e tem como propósito promover a segurança na área do Golfo da Guiné contra pirataria. A ação contará com a participação de dois oficiais namibianos embarcados como observadores.

 

Exercício de light line entre o “Apa” e o “Brendan Simbwaye”

Visita ao Prefeito de Walvis Bay

Embaixador do Brasil na Namíbia (ao centro), Oficiais da MB e Oficiais da Marinha da Namíbia em visita ao NPaOc “Apa”

Angolanos em comoção pela morte de “El Comandante”- Fidel Castro

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O Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), no poder em Angola desde 1975 e aliado histórico de Cuba, lamentou hoje a morte de Fidel Castro, garantindo que será uma “fonte inesgotável de inspiração” para os angolanos.

Em nota enviada à Lusa, o bureau político do Comité Central do MPLA refere ter recebido a notícia da morte do histórico líder cubano “com comoção”, a qual “abala” o povo angolano e o partido, recordando Fidel Castro como um “amigo e companheiro de todas as horas”.

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“O MPLA considera que a evocação do seu nome e da sua memória, sempre vivos no coração do Povo Angolano, será uma fonte inesgotável de inspiração, para que o seu exemplo de determinação internacionalista e progressista tenha continuidade ao longo do processo de educação das gerações vindouras”, escreve o partido, liderado por José Eduardo dos Santos.

O histórico líder cubano, comandante-chefe da revolução de 1959, que depôs Fulgencio Batista e viria a instituir um regime comunista naquela ilha caribenha, morreu na noite de sexta-feira, com 90 anos, às 22:29 locais (03:29 de sábado em Lisboa).

O anúncio da morte de “El Comandante”, Fidel Alejandro Castro Ruz, foi feito pelo seu irmão e sucessor desde 2008, Raul, na televisão estatal, terminando com o grito “Até à vitória, sempre!”.

Em Angola, a morte de Fidel Castro está em plano de destaque em toda a comunicação social pública desde as primeiras horas da manhã, com especiais de informação, na rádio e televisão, sobre o líder histórico e recordando as relações entre os dois países, nomeadamente as várias reuniões entre o primeiro Presidente angolano, Agostinho Neto, e o “El Comandante”.

Também tem sido recordado o apoio militar de Cuba, através das decisões de Fidel Castro, à luta pela independência de Angola, no período da guerra colonial, e na “derrota dos exércitos invasores do então regime do apartheid da África do Sul e do ex-Zaire”, afirma o MPLA.

Fonte:http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1491706.html