Presidente da Guiné-Bissau promove cultivo do arroz

arroz_tipos

O presidente da Guiné-Bissau aposta na agricultura como alavanca para o desenvolvimento do país. Durante encontro com jornalistas, o presidente falou dos objetivos do projeto “Mon na Lama”, de cultivo de arroz, já em fase de execução em Calequisse, sua aldeia natal.


África 21 Digital, com ANG


José Mário Vaz, que falava aos jornalistas, disse que, num futuro próximo, pretende lavrar duas vezes por ano, e que os resultados obtidos este ano contaram com o apoio dos populares de Calequisse.

O presidente disse que o projeto “Mon na Lama” faz parte da sua ambição para o país  e que, em campanhas eleitorais, tinha prometido ao povo a auto-suficiência alimentar, sobretudo a nível do arroz.

Segundo José Mário Vaz, o objectivo de seu projecto é levar o país à auto-suficiência alimentar. “Amílcar Cabral [líder da luta de libertação nacional anti-colonial] tinha dito que a libertação do país do jugo colonialismo era programa mínimo. Mon na Lama significa exatamente a implementação do programa maior, que  é a fase em que nos encontramos, de utilização da agricultura como um dos grandes factores de produção para relançar a economia, criar emprego e manter a população nas suas aldeias”, afirmou.

O presidente enfatizou que a Guiné-Bissau gasta cerca de US$ 50 milhões de dólares por ano na compra de arroz e que o país pode perfeitamente  resolver esse problema, sem estar constantemente a importar. O arroz é o produto básico da alimentação do povo guineense.

“Quando importarmos arroz estamos a criar riqueza e emprego para os países exportadores”, disse.

Na ocasião, José Mário Vaz anunciou a presença no país de uma delegação do Fundo da Arábia Saudita, interessado em apoiar o  projeto Mon na Lama.

https://africa21digital.com/2017/08/22/presidente-da-guine-bissau-quer-promover-cultivo-de-arroz/

Advertisements

Guiné Bissau quer combater a fome com ajuda de brasileiros

arroz

 

Guiné-Bissau  desenvolve projetos de combate à fome e solicitou ajuda da Fundação Getúlio Vargas, que encontra-se em -Bissau a convite do ministro da Agricultura, Floresta e Pecuária guineense, Nicolau dos Santos, para troca de experiências no domínio da produção do arroz, animais e mecanização agrária. Números do governo apontam para um défice do arroz anual no país na ordem de cerca de 100 mil toneladas. Guiné-Bissau, com todo o seu potencial agrícola, tem apenas 44 tratores agrícolas.

A missão participou hoje num encontro preparado pelo governo guineense, em que estiveram presentes representantes em Bissau do Programa Alimentar Mundial (PAM), Fundo das Nações Unidas para Agricultura (FAO), Banco Africano de Desenvolvimento (BAO) e União Econômica e Monetária Oeste Africana (UEMOA).

O encontro serviu para os participantes trocarem experiências sobre as melhores estratégias para o combate da falta de alimentos na Guiné-Bissau sobretudo como suprir o défice do arroz, base da dieta alimentar dos guineenses.

O representante da fundação acredita que a Guiné-Bissau “pode dar um soco na fome”, com “a produção agressiva e de forma empresarial” de alimentos, sem prejudicar os saberes tradicionais dos cerca de 120 mil pequenos agricultores do país, disse.

 

http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/fundacao-brasileira-getulio-vargas-quer-ajudar-guine-bissau-a-combater-a-fome_22192080.html

 

Farinha de trigo, arroz e os açúcares os alimentos mais importados por Angola

tipos-de-farinha-72

Farinha de trigo, o arroz e os açúcares constituem os alimentos mais comprados por Angola no exterior e cuja quantidade adquirida no III trimestre de 2016 teve um ascendente comparativamente a 2015.

Segundo o Boletim Estatístico do terceiro trimestre do Conselho Nacional de Carregadores (CNC), a quantidade de farinha de trigo importada em 2016 foi de 149.800,83 toneladas e registou um aumento de 43.821,34 toneladas relativamente ao ano 2015. Esta cifra corresponde a um crescimento na ordem dos 41, 35 porcento.

Já o arroz, o terceiro produto mais importado no III trimestre de 2016,atingiu 113.111,15 toneladas, um aumento de mais 27.910,50 toneladas comparativamente a 2015, ano em que foram compradas no exterior 85.200,50 toneladas.

Por sua vez, a importação de açúcar cifrou-se em 66 mil e 883 toneladas, isto é, mais 10 mil, 557 e 64 toneladas em relação ao período de 2015, período em que se registou uma compra de 85.200,50 toneladas, correspondente a uma variação de 18,174 porcento.

Além daqueles produtos alimentares, destaca-se também a importação de granito e outras pedras de cantaria, que registou um aumento considerável de 37.891,3 toneladas em relação ao mesmo período de 2016, o que representa um acrescimento na ordem do 14.718,5 porcento.

Outro aumento verificou-se na importação do milho (44,67 porcento) com as suas expressivas 8.832,82 toneladas.

Em contraste, outros produtos alimentares, como as carnes e miudezas, óleos de soja e farinha de cereais, apresentaram quebras. Em 2016, importou-se 48.055,36 toneladas contra 73. 656,92 toneladas de 2015 – uma redução de 25 mil e 601,56 toneladas.

Portugal, China e Coreia do Sul são os países que mais exportaram para Angola em 2016, mas as suas exportações caíram comparativamente a 2015. Por exemplo, de Portugal importou-se menos 70.130,49 toneladas, da China menos 133.025,06 toneladas e da Coreia do Sul uma diferença de 99.934,14 toneladas.

O continente que mais exportou para Angola foi a Europa (633.633,83 tons), seguido da Ásia (520.048,01 Toneladas) e da América (207.567,93 toneladas).

No geral, as importações de Angola em 2016 baixaram muito devido à situação da crise económica e financeira que o país atravessa desde finais de 2014.

 

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/economia/2017/2/13/Angola-Importacao-alimentos-cresce-significativamente-2016,a8fd8416-4434-4864-bcd6-ee31506c1fa9.html