Sudão do Sul, República Democrática do Congo e República Centro Africana preocupam o continente

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O Presidente de Angola,  José Eduardo dos Santos considerou “inquestionável” que o “atual espírito unipolar nas relações internacionais” conduziu o mundo a um período difícil, marcado por conflitos militares em várias partes do globo, pelo clima de incerteza política e pela crise econômica e financeira.
Para o Chefe de Estado angolano só o regresso aos “parâmetros do multilateralismo universal” permitiria sair desse momento difícil que o mundo vive atualmente. “São muitos os problemas a que a comunidade internacional tem de fazer face, e só colocando acima de tudo a vontade política, o espírito de diálogo e o cumprimento dos princípios e normas do Direito Internacional será possível encontrar soluções para esses problemas”.

O Presidente da República defendeu uma visão “mais realista, pragmática e tolerante” num cenário internacional em que urge inverter-se a “inércia negativa dos conflitos”, com a ONU e outras instituições internacionais a terem um papel cada vez mais ativo na resolução dos problemas internacionais. O líder angolano realçou o consenso de que a paz é fundamental para o desenvolvimento e progresso dos povos e nações, para a promoção da democracia e para a salvaguarda dos direitos humanos. Líder em exercício da conferência internacional da região dos Grandes Lagos, José Eduardo dos Santos pediu que seja dado maior apoio a África na luta contra o terrorismo, o radicalismo religioso e a sua expansão pelo continente.
E citou os casos de maior preocupação na região. O Sudão do Sul, que enfrenta um problema de insurreição e precisa de uma “verdadeira reconciliação”, a RDC onde tarda a aplicação dos acordos entre o governo e a oposição para a realização de eleições até Dezembro deste ano, e se restabeleça a confiança no sistema democrático vigente, e a República Centro Africana que, depois do processo de transição que culminou em eleições e formação do Governo, e outras instituições, continua a precisar de apoio para a conclusão da pacificação e estabilização.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mundo_espera_forte_accao_da_onu

O novo primeiro ministro de Guiné Bissau promove engenharia política

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Umaro Sissoco Embaló, Primeiro – ministro da Guiné BissauDR

O Primeiro-ministro da Guiné Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prossegue os contactos com as partes signatárias do Acordo de Conacri, tendo em vista a formação de um Governo integrado por todos.

Umaro Sissoco Embaló devia manter um encontro de trabalho com o PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné Bissau. Mas a RFI sabe que o partido liderado por Domingos Simões Pereira fez saber, por carta endereçada ao Primeiro-ministro, que só terá uma posição definitiva sobre se integra ou não o Governo, depois de reunir o seu comité central no próximo fim-de-semana.

Quem já se decidiu em integrar o Governo é o Partido da Renovação Social (PRS), com quem Umaro Sissoco Embaló se reuniu esta terça-feira. A confirmação foi – nos dada por Vítor Pereira, o porta-voz do PRS:

Entretanto, Umaro Sissoco Embaló promete ter o seu Governo formado nos próximos dias, talvez na próxima semana, e diz contar com todas as sensibilidades do país.

 

http://pt.rfi.fr/guine-bissau/20161122-guine-bissau-primeiro-ministro-multiplica-contactos-com-partidos