Angola é um dos países mais bem preparados em questões militares da África

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Augusto Cuteta

João Alexandre Paulo de Morais é um jovem luso-angolano, de 32 anos, nascido em Campo Grande, Lisboa. Licenciado em Desenvolvimento Global e Relações Internacionais pela Universidade de Leeds Beckett, no Reino Unido, e pós-graduado em Gestão de Recursos de Defesa para Oficiais Superiores, pela Universidade de Defesa da Roménia, e mestrando em Logística e Cadeia de Abastecimento, com especialidade em Logística Militar, pela Universidade de Northumbria. O jovem luso-angolano trabalhou para a Organização do Tratado Atlântico Norte (OTAN), um órgão de segurança militar intergovernamental, criado a 4 de Abril de 1949, tendo integrado o Programa de Graduados da OTAN, depois de ter sido seleccionado de entre um vasto grupo de candidatos, para integrar o Departamento de Planeamento e Operações Logísticas no Comando do Estado Maior da NATO, em Mons, Bélgica, e, posteriormente, o Departamento de Planeamento Logístico das Forças Terrestres, na Turquia. O especialista recomenda a criação de uma indústria militar, para a garantia da auto-sustentabilidade das Forças Armadas Angolanas (FAA)

É formado em Logística Militar e Gestão de Recursos de Defesa. O que faz, concretamente, um especialista desta área?
O especialista em logística lida essencialmente com questões materiais e procura resolver problemas que estão associados a equipamentos e a bens de consumo em geral, que se destinam a criar condições para o emprego em operações militares, quer do pessoal, quer dos equipamentos. A logística constitui uma área de saber militar que, além de ter associado um corpo de conteúdos científicos, se qualifica essencialmente pela sua utilização na resolução de problemas reais do quotidiano das forças armadas. A serventia da logística mede-se pelo desenvolvimento das condições materiais para a aplicação de forças militares. Porém, vai para além da sustentação de forças, uma vez que apoia indubitavelmente a identidade das forças armadas, dando-lhe algumas particularidades estruturantes, tais como sistemas de armas, fardamentos e armamentos. O especialista deve também assegurar outras funcionalidades dentro da esfera logística, como o reabastecimento, movimento e transporte, manutenção, apoio sanitário, infra-estrutura, aquisição, contratação e até alienação de meios. O especialista em logística militar deve garantir que as carências materiais dos efectivos militares são colmatadas, tanto em tempo de paz, como durante os períodos de campanha militar, permitindo a qualquer dos ramos militares manter a sua capacidade combativa. É bom ressalvar que a logística militar está dividida em três escalões de operações militares: primeiro – Logística Estratégica. A este nível, as forças armadas são mobilizadas e empregues de forma a coincidir com outras ferramentas de poder para alcançar objectivos definidos a nível político-militar. Segundo – Logística Operacional. É mobilizada e utilizada para alcançar objectivos estratégicos e/ou de campanha numa área de operações atribuída. Terceiro – Logística Táctica. Por via da qual, são executadas tarefas militares e conquistados objectivos militares, cujo sucesso possibilita o alcance de efeitos operacionais.

 

Esta especialização em Logística Militar e Gestão de Recursos de Defesa conseguiu-a numa das maiores instituições de peso mundial, a OTAN. Como surgiu essa oportunidade?
A oportunidade surgiu através de um concurso público feito anualmente pelos vários órgãos afectos à OTAN. Tive a honra de ter sido seleccionado, num universo de centenas de jovens, oriundos das universidades mais prestigiadas, para integrar o Programa de Graduados da OTAN, tendo sido inserido no Departamento de Planeamento e Operações Logísticas no Comando do Estado-Maior da OTAN, em Mons, Bélgica. Finda a minha missão na Bélgica, dei sequência a esta experiência no Comando Terrestre da OTAN, em Esmirna, Turquia, tendo sido inserido no Departamento de Planeamento Logístico. A minha missão passava por apoiar o desenvolvimento do programa de optimização logístico e supervisão da sua implementação a nível das forças terrestres dos comandos operacionais e tácticos.otan

Depois da formação a nível da OTAN, que ocupações lhe foram confiadas?

A minha função primária passava pela gestão do Programa de Fundo de Desenvolvimento Militar das Forças Afegãs. Este Fundo da OTAN é uma das três fontes de financiamento usadas pela comunidade internacional, para canalizar o seu apoio financeiro às forças e instituições de segurança do Afeganistão. Os outros dois são a Lei e Fundo Fiduciário para o Afeganistão (LOTFA), administrado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e o Fundo para as Forças de Segurança do Afeganistão (ASFF). O fundo continua a concentrar as suas actividades principalmente no Exército Nacional Afegão. Porém, o mesmo pode, no entanto, ser também usado para fornecer apoio em algumas áreas a outros elementos das forças de segurança afegãs, o que contribui para aumentar a capacidade de diferentes elementos das forças de segurança afegãs para operar em conjunto. Além da função acima mencionada, também tinha a responsabilidade de apoiar a unidade de logística com a monitorização do sistema de fornecimento logístico das forças da OTAN destacadas nos diferentes teatros de operações.

Com essa passagem pela OTAN, que experiências traz para o país?
A passagem pela OTAN foi riquíssima em vários aspectos. Porém, o maior ganho foi, sem dúvida, a experiência de ter trabalhado lado a lado com alguns dos quadros mais brilhantes e qualificados a nível mundial. Estes efectivos são altamente competentes no exercício das suas funções, primando sempre pela perfeição na elaboração e execução das tarefas confiadas pelas chefias militares, obrigando-me assim a seguir os mesmos passos. A OTAN é uma organização que aposta fortemente no desenvolvimento intelectual dos seus quadros e, no meu caso, não fui uma excepção. No decorrer da minha missão, tive a oportunidade de frequentar na escola da OTAN em Oberammergau, Alemanha, as seguintes formações avançadas: Logística Estratégica e Planeamento Operacional de Movimento e Logística. Pela Escola de Comunicações e Sistemas de informação da OTAN, em Latina, Itália, tive a oportunidade de frequentar a formação na área de Serviços Funcionais de Logística (LOGFAS), que é, em suma, uma ferramenta de apoio à decisão na área de logística militar, permitindo o operador ter uma visão abrangente dos recursos disponíveis, assim como a movimentação dos meios e acesso às linhas de comunicação.

Como é trabalhar num ambiente de grande complexidade?
Acredito ter desenvolvido uma capacidade e desenvoltura mental elevada devido às missões nas quais estive inserido. As áreas de operações das missões da OTAN decorrem sempre em ambientes de grande complexidade e volatilidade política e de segurança, o que fez com que desenvolvesse uma outra capacidade de análise, mais eficiente e concisa. A experiência de estar inserido no Comando Supremo das forças, centro das tomadas de decisão das operações militares da OTAN, é sem dúvida uma experiência indescritivelmente enriquecedora, permitindo-me desenvolver conhecimentos do nível estratégico-militar, em teatros de operações de elevado grau de sofisticação. Esta experiência também possibilitou-me angariar conhecimento diferenciados a nível de desenvolvimento da indústria militar ao mais alto nível. Gostaria, contudo, de destacar o papel de Portugal durante esta minha experiência. Apesar de ter entrado através de um concurso de inserção directa e não através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, devo destacar o apoio incondicional que me foi prestado por efectivos portugueses destacados nos comandos em que exerci funções, permitindo uma integração plena, sempre com elevado espírito de camaradagem e patriotismo.

O que já conseguiu passar para as instituições do Estado angolano sobre as experiências adquiridas na OTAN?
Sempre foi desejo de um dia viver na terra que viu meus pais e irmãos nascerem. Este objectivo seria alcançado a médio ou a longo prazo. A oportunidade surgiu numa altura em que não esperava, pois tinha cá vindo para ficar somente duas semanas. Porém, foi-me feita uma oferta de trabalho muito tentadora, para trabalhar numa prestigiada empresa do sector privado como director de projectos e desenvolvimento. Acabei por abraçar o desafio, embora saiba que não posso perder de vista as minhas reais valências. Relativamente à sua pergunta, ainda não tive a oportunidade de transmitir os conhecimentos adquiridos às instituições angolanas. Porém, do meu ponto de vista, tal teria de ser feito a nível das instituições de ensino militar e não só, nas quais gostaria de trabalhar, auxiliando com pesquisas e estudos de temas pertinentes à realidade das forças de segurança angolanas. A Escola Superior de Guerra, assim como o Centro de Estudos Estratégicos, acabam por ser organizações em que gostaria um dia, se possível, vir a colaborar.

Além de si, sabe se já terão passado pela OTAN mais cidadãos angolanos?
Desconheço a existência de um outro angolano ou luso-angolano na OTAN ou com formação semelhante. Acredito que é somente uma questão de tempo até aparecerem outros jovens afrodescendentes que serão devidamente inseridos em organizações de prestígio, como a OTAN e a União Europeia.

Apesar da falta de oportunidade em Angola, para transmitir o que aprendeu na OTAN, tem projectos imediatos ou de médio prazo por materializar?
Pretendo, como já referi anteriormente, abraçar oportunidades a nível da docência e assessoria a nível da logística militar, podendo assim ajudar os técnicos e especialistas angolanos a aprimorarem alguns conceitos e trazer novos elementos às doutrinas angolanas, uma vez que Angola tem vindo adoptar as doutrinas da OTAN.

Já recebeu algum convite ou já bateu algumas portas?
Sim. De momento, tenho alguns processos a tramitar em instituições de ensino. Acredito que este desejo vai ser materializado.

Em função do currículo que tem, nunca tentou contactar as direcções do Ministério da Defesa Nacional e das Forças Armadas Angolanas (FAA)?

Já. Quero colaborar em matérias de ensino militar. Acredito que existe espaço para colaboração, ou no Ministério da Defesa Nacional ou nas Forças Armadas Angolanas. Encontro-me disponível para auxiliar essas instituições, em matérias que sejam do meu domínio.

Caso seja admitido, o que é que Angola pode ganhar com a sua experiência?
A minha experiência pode ser uma mais-valia para Angola, devido à minha capacidade de execução, do ponto de vista técnico. Possuo uma boa combinação entre a área académica e profissional. Detenho conhecimento amplo dos três níveis da logística militar – Estratégico, Operacional e Táctico -, obtido na maior organização mundial no sector da defesa, a OTAN. A nível das Ciências Sociais, possuo formações avançadas de Gestão de Crise Internacional, Política de Segurança e Plano de Emergência Civil e Segurança, pela Universidade de Segurança Nacional do Reino da Suécia. Estas formações são um complemento à formação que fiz em Relações Internacionais, permitindo que faça uma leitura clara das volatilidades políticas nacionais e internacionais.

Quais são os momentos mais marcantes vividos na OTAN?
Foram vários. A OTAN pensa muito nos seus quadros. Pelo tempo que lá estive, senti que a aposta nos quadros está sempre nas suas grandes prioridades, daí ter feito várias formações. O encerramento da missão da OTAN, no Afeganistão, em 2015, foi dos mais distintos acontecimentos, pois fiz parte do grupo de trabalho que elaborou o actual Memorando de Entendimento da ANA-TF. Durante a missão na Turquia, destaco as participações nos exercícios Loyal Lance e Trident Lance, que culminaram com a certificação da capacidade das forças terrestres. Foi, sem dúvida, um momento marcante, que guardo com muito orgulho, por fazer parte de uma fase histórica deste comando da OTAN.

Embora tenha poucas possibilidades de acesso a documentos oficiais das Forças Armadas Angolanas, que analisa faz ao funcionamento da logística militar?
Existe uma clara necessidade de melhorar as classes I, que tem a ver com rações de combate, II, ligada aos fardamentos, e a III, ligada aos lubrificantes e combustíveis e óleos. É importante que Angola tenha uma indústria militar. Eu sei que as autoridades angolanas estão a trabalhar com muito afinco na criação de uma indústria militar, a fim de baixarem os altos níveis de importação, tendo em conta aquilo que é a nova conjuntura económica do país. A indústria militar nacional vai certamente baixar os custos orçamentais e contribuir para a diminuição do alto índice de desemprego na nossa sociedade.

O que deve ser melhorado para o êxito das missões de paz em que o país participa?
A harmonização doutrinária e o devido domínio da logística multinacional são aspectos que devem ser tidos em conta por Angola, para garantir o sucesso das missões internacionais. Devo sublinhar que Angola dispõe de uma classe de efectivos militares bastante experientes. É importante termos noção de que as Forças Armadas Angolanas continuam a ter um papel importantíssimo no que diz respeito ao desenvolvimento económico, pois são o garante da livre circulação de pessoas e bens em todo o território nacional.

Coloca Angola entre os países africanos mais bem preparados militarmente?

Angola gasta cerca de 975 mil milhões de kwanzas em defesa e segurança, o equivalente a 21,27 por cento de todas as despesas do Estado. Este alto investimento coloca Angola nos cinco países africanos que mais investem na área da defesa. Coloco Angola entre os países mais bem preparados em África a nível militar. O processo de modernização vai permitir a Angola alcançar outros níveis operacionais. O emagrecimento dos efectivos das Forças Armadas Angolanas vai ser a longo prazo uma realidade. Contudo, devido ao uso das tecnologias e ao melhoramento técnico-militar, o país vai manter-se entre os países mais bem preparados a nível do continente africano.
Como o país já vive uma paz efectiva, pessoas representativas da sociedade civil defendem que os sectores da Saúde e Educação deveriam receber mais verbas e não os órgãos de defesa e segurança. Gostaria de ouvir o seu comentário.
É um assunto bastante pertinente. Embora seja quase consensual que a Saúde e a Educação devam ter um orçamento maior, eu concordo, em parte, que não podemos deixar de investir nas Forças Armadas Angolanas, porque senão estaríamos a diminuir a prontidão combativa e operacional. Os meios de defesa são de natureza dispendiosa, mas fundamentais para a protecção e garantia da nossa soberania territorial (terra, mar e ar). As FAA encontram-se, neste momento, em fase de reestruturação e modernização. A Força Aérea Nacional, por exemplo, tem vindo a reforçar-se com sistemas de vigilância, rádios de localização e telecomunicações, radares de alta qualidade, meios de transmissões e instrumentos expectantes para a defesa anti-aérea, isto para manter o nível de operacionalidade necessária, de forma a manter sempre a soberania territorial. A Marinha de Guerra Angola encontra-se em progresso e modernização, resultado da importância que Angola tem vindo a adjudicar à defesa da soberania nacional, através do mar e das águas fluviais, numa fase em que o terrorismo internacional tem sido uma séria ameaça para a Região do Golfo da Guiné, onde Angola se insere. O orçamento na área da Defesa é tema de debate pelo mundo, mas, nos últimos tempos, os países membros da OTAN viram-se obrigados a investir no mínimo dois por cento do seu Produto Interno Bruto para o sector da Defesa, tendo em conta as novas ameaças globais.

Comparativamente aos outros países africanos, acha que o orçamento para as Forças Armadas Angolanas é exagerado?
Não concordo. Neste momento de modernização, é preciso um orçamento capaz de garantir esse processo, principalmente, destinado ao apetrechamento em equipamento. É importante este investimento.

A formação individual do militar é importante?

A formação académica é primordial para a progressão da carreira militar e tem um papel fundamental na transição para o mundo civil. As Forças Armadas Angolanas enquadram-se no quadro da diplomacia e são um factor de projecção de força, razão pela qual os seus quadros devem ter uma preparação intelectual adequada, tendo em conta que Angola é signatário de vários acordos internacionais. A educação é a ferramenta que permite ao homem elevar-se e ter maior controlo dos seus destinos.

Voltando ao seu caso, não acha que o facto de ser especialista civil seja a razão das dificuldades que encontra na pretensão de ser enquadrado numa instituição militar?

O civil, dentro da estrutura das FAA, parece-me que ainda não tem o seu devido enquadramento, talvez seja por causa do tipo de estruturas orgânicas de defesa que tivemos durante anos. A minha experiência internacional mostra que os civis são uma peça fundamental para o planeamento e execução das operações militares. No final de tudo, as forças armadas obedecem a objectivos políticos.

Há quem diga que Angola tem muitos oficiais generais. Qual é a sua visão?

Existe um número muito elevado de generais, devido aos longos anos de conflito armado. Acredito que, nos próximos tempos, esta realidade será alterada.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/angola-deve-apostar-numa-industria-militar-para-garantir-a-auto-sustentabilidade-das-faa

Brasileiros participam do exercicio militar Obangame Express 2018

“Trata-se de um exercício multinacional e combinado, focalizado no reforço da cooperação regional que tem contribuído para a criação de um ambiente seguro no espaço geoestratégico em que se insere São Tomé e Príncipe”, disse o chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), Horácio Sousa.

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O Obangame Express destina-se a melhorar a capacidade de aplicação da lei marítima internacional, procurando maximizar o envolvimento dos países signatários do Código de Conduta Yaoundé (CCY), através da execução de uma estratégia regional para a segurança marítima na África Central e Ocidental, criando-se uma parceria entre os 20 países que assinaram esse código.

“A parceria africana para aplicação da lei marítima internacional permite aos países parceiros a criação de um programa para a conceção de medidas capazes de fazer aumentar a segurança e a melhoria da gestão dos recursos naturais na zona do Golfo da Guiné”, explicou Horácio Sousa.

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Neste exercício, São Tomé e Príncipe está enquadrado na chamada Zona D, que integra ainda os Camarões, Guiné Equatorial e Gabão.

O centro de operações da Guarda Costeira são-tomense vai participar neste exercício com dois botes e uma equipa de abordagem, estacionada no navio da Marinha Portuguesa Zaire.

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Segundo Horácio Sousa, vários organismos estatais do país “irão acompanhar, participar e gerir a evolução” dos diversos cenários do exercício, designadamente segurança energética, combate a pirataria, a narcotráfico e a pesca ilegal.

Participam no exercício Obangame Express 2018 a Alemanha, Bélgica, França, Portugal, Espanha, Turquia, Brasil e os países do Golfo, designadamente São Tomé e Príncipe, Benim, Camarões, Marrocos, Nigéria, Gabão, Gana, República do Congo, Togo, Cabo Verde, Angola, Namíbia, Gâmbia, Libéria, Serra Leoa e Senegal.

“A presença de todos pode ser entendida a luz do conceito de segurança corporativa, tendo em vista contribuir para um ambiente seguro no Golfo da Guiné, porque nesta região aquilo que nos separa é também aquilo que nos une: o mar”, acrescentou o CEMGFA são-tomense, que fez o lançamento do exercício em cerimónia presenciada pelo ministro da Defesa e Ordem Interna, Arlindo Ramos.

O exercício, que tem o encerramento previsto em Gabão, será coordenado pelo centro de operações de cada país, dentro das suas águas de jurisdição.

 

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/exercicio-militar-obangame-express-2018-iniciou-se-hoje-em-sao-tome-9204596.html

Brasil visita a Namíbia com objetivos geoestratégicos militares

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Na visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, à Namíbia, realizado esta semana, um dos principais assuntos em debate está a criação  do corredor marítimo entre os Portos de São Paulo e o Porto Walvis Bay. Uma criação geoestratégica que dará continuidade a parceria  entre a Marinha brasileira e a Marinha da Namíbia.

 

Visita ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia

De 3 a 8 de março de 2017 , durante a estadia do Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”, no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, o comandante do navio, Capitão de Corveta Jonathas Moscoso de Campos, realizou visitas protocolares ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia e ao Prefeito de Walvis Bay, acompanhado pelo Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico na Namíbia.

No período em que permaneceu atracado, o navio recebeu a visita do Embaixador do Brasil na Namíbia, Eduardo Carvalho, além de oficiais da marinha namibiana e de adidos militares acreditados no país. Na ocasião, o comandante do “Apa” realizou uma apresentação aos visitantes, ressaltando o conceito da “Amazônia Azul” e a contribuição dada pelo Brasil para a segurança da região do Atlântico Sul. Também foram realizados exercícios conjuntos, com a participação de militares brasileiros e namibianos.

Após o suspender, no dia 8 de março, o navio realizou a Operação “Passex” com o Navio Patrulha “Brendan Simbwaye”, da Marinha da Namíbia, tendo sido executados exercícios de manobras táticas e de light line.

Encerrados os exercícios em águas namibianas, o navio brasileiro seguiu viagem para participar da Operação “Obangame Express-2017”, que envolve militares de países da África, Américas e Europa e tem como propósito promover a segurança na área do Golfo da Guiné contra pirataria. A ação contará com a participação de dois oficiais namibianos embarcados como observadores.

 

Exercício de light line entre o “Apa” e o “Brendan Simbwaye”

Visita ao Prefeito de Walvis Bay

Embaixador do Brasil na Namíbia (ao centro), Oficiais da MB e Oficiais da Marinha da Namíbia em visita ao NPaOc “Apa”

Marinha brasileira dá destaque à doação de uniformes para Cabo Verde

Marinha brasileira doou uniformes para Cabo Verde

Comandante, Gildes e o comandante Marinho O. Santos

A Marinha brasileira doou para Cabo Verde 200 uniformes camuflados. A doação acontece no âmbito das comemorações dos 50 anos da Forças Armadas de Cabo Verde, completados no último dia 15 de Janeiro, e é apenas um capítulo das relações militares entre os dois países.

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A cerimônia de doação de uniformes aconteceu no prédio do Estado-Maior das Forças Armadas cabo-verdianas, na cidade de Praia, e contou com a participação do Embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos Leitão e do Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, General Anildo Morais, entre outros.

militares_com_fardamento_doado_entre_o_embaixador_do_brasil_em_cabo_verde_jose_carlos_de_araujo_leitao_e_chefe_de_estado-maior_das_forcas_armadas_anildo_moraisO novo uniforme militar é destinado aos recrutas que vão prestar serviço militar. Mas, ao longo deste ano, as Forças Armadas de Cabo Verde vão adquirir do Brasil duas mil fardas camufladas.

O comandante de Fragata, Alexandre Gildes Borges, que faz parte da missão do governo brasileiro que presta assessoria militar a Cabo Verde, disse, em entrevista à RFI Brasil, que todos os uniformes da guarda Costeira cabo-verdiana seguem o mesmo padrão das fardas da Marinha brasileira. A ideia é que as Forças Armadas de Cabo Verde usem o mesmo modelo.

Projeto de formação para sarjentos

A Marinha brasileira também disponibilizou para o país africano 17 vagas de formação para sargentos e oficiais, informou o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas de Cabo Verde, Anildo Morais.

Por outro lado, o  comandante de Fragata, Alexandre Gildes Borges, completou que a assessoria que o Brasil presta a Cabo Verde, no quadro militar, visa o desenvolvimento da Guarda Costeira.

O Navio de Patrulha brasileiro Oceânico Araguari, com uma tripulação composta por 81 militares, sendo 12 oficiais e 69 praças, participou do exercício conjunto organizado pela guarda costeira cabo-verdiana e pela Marinha brasileira, no desembarque dos fuzileiros navais.

http://br.rfi.fr/mundo/20170122-brasil-mundo-marinha-brasileira-doou-forcas-armadas-de-cabo-verde-200-fardamentos-cam