Uma iniciativa dos africanos para os africanos na era digital

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Na  sexta-feira, 32 anos após o registo do primeiro domínio de Internet no Mundo, o conhecidíssimo “.com”, a União Africana (UA) lançou o domínio “africa”, dando ao continente a sua própria identidade digital, ao preço módico de 18 dólares anuais.  O domínio fica completamente disponível ao público a partir de Julho.

 

“Com o ‘.africa’, eu diria que a África finalmente conseguiu a sua identidade digital”, disse Nkosazana Dlamini-Zuma, presidente da Comissão da União Africana, que esta semana entrega o cargo ao chadiano Moussa Faki Mahamat, após quatro anos na chefia da organização. Segundo Nkosazana Dlamini-Zuma, o novo domínio permitirá que as pessoas e as empresas do continente africano alcancem melhor o Mundo, inserindo-se mais na globalização.

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A África Subsariana tem uma das taxas mais baixas de penetração na Internet do Mundo, de acordo com o Banco Mundial, com cerca de 22 por cento de utentes, em comparação com a média global de 44 por cento.
A UA prometeu aumentar a penetração da Internet em banda larga em 10 por cento no próximo ano, como parte da sua proposta de desenvolvimento “Agenda 2063”.
A África do Sul, a maior economia do continente, domina a presença africana “on-line”, possuindo 1,1 milhões dos dois milhões de registos de “sites” em África, disse Lucky Masilela, presidente do Conselho de Administração da ZA Central Registry, a empresa sul-africana que vai administrar o domínio “.africa”.
“As altas taxas são um obstáculo para muitas pessoas que querem registar um ‘site”, disse Masilela.
Essas taxas, em alguns países africanos, podem custar até 250 dólares norte-americanos anuais, mas Lucky Masilela disse que o domínio “.africa” estará disponível por apenas 18 dólares. “O domínio ‘.africa’ vai ser um ‘agitador’ no mercado e vai ajudar a reduzir os custos dos nomes de domínio”, garantiu o responsável da ZA Central Registry.
A UA espera que os rendimentos dos registos de domínio ajudem a cobrir alguns dos custos administrativos e de funcionamento da Comissão da organização continental.
Um domínio é um nome de fácil memorização e que serve para localizar e identificar os computadores na Internet.
Ao visitarmos um sítio web ou enviarmos um e-mail, o   computador precisa de saber a localização do servidor em que a página ou a caixa de e-mail de destino estão armazenados para então mostrar a informação que se deseja ver (o conteúdo da página ou o relatório de entrega do e-mail).
A informação da localização destes servidores está noutro servidor (chamado servidor de nomes) que assegura a indicação do endereço certo para a entrega dos pedidos enviados pelo nosso computador para a Internet.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/africa_ganha_identidade_digital

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Moçambique: Primeiro-ministro indiano Narendra Modi inicia visita ao país

Maputo – O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, inicia hoje, quinta-feira, em Maputo, um périplo de cinco dias a quatro países africanos.

NARENDRA MODI RECEBIDO PELO PRESIDENTE FILIPE NYUSI

FOTO: CEDIDA PELA AIM

Durante a visita, Moçambique e Índia deverão assinar dois acordos nos domínios agrícola e alimentar e também da aviação civil.

Segundo o jornal Times of India, o Executivo de Nova Deli aprovou terça-feira um memorando de entendimento para a produção de leguminosas a ser apresentado às autoridades moçambicanas e que prevê apoio a Moçambique na obtenção de sementes de qualidade.

Consta ainda no entendimento, a melhoria das técnicas agrícola, bem como a aquisição de toda a produção alcançada ao abrigo do acordo.

O jornal cita o Alto Comissariado (embaixador) da Índia em Moçambique, referindo que a visita de Modi deverá ser igualmente marcada pelo aprofundamento da cooperação entre os dois países nas áreas de hidrocarbonetos, segurança marítima, comércio e investimento.

A deslocação de Modi, a primeira de um primeiro-ministro da Índia a Moçambique em 34 anos, prevê reuniões ao mais alto nível com as autoridades moçambicanas, nomeadamente com o chefe de Estado, Filipe Nyusi, uma visita ao parlamento e um encontro com a diáspora indiana em Maputo.

Segundo dados divulgados pelo Times of India, um quarto dos investimentos indianos na África Oriental estão aplicados em Moçambique.

O comércio entre os dois países aumentou cinco vezes nos últimos cinco anos e representa actualmente cerca de dois mil milhões de dólares anuais (1,8 mil milhões de euros).

Depois de Moçambique, o primeiro-ministro segue para a África do Sul, tendo ainda previstas visitas à Tanzânia e Quênia.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/6/27/Mocambique-Primeiro-ministro-indiano-Narendra-Modi-inicia-visita-pais,20c1c93d-5f1b-4d48-aa61-f6f15eb14582.html

O que a Coreia do Sul faz em Angola e o Brasil deixa de fazer

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A Coreia do Sul é um dos países asiáticos que tem  uma politica oficial cada vez mais ativa em Angola  em contraste com a política vacilante brasileira, que nos últimos anos dá sinais de recuo na politica oficial.

A Coréia do Sul  discute os programas de reintegração socioeconômica e produtiva dos antigos combatentes e  veteranos angolanos  em que o Governo sul-coreano está interessado em ajudar com a sua experiência, sobretudo na materialização de diversos projetos, através de uma linha de crédito.

A Coréia esta oferecendo linhas de crédito para os angolanos, e está organizando mais uma visita ministerial para trocar experiências na área de formação de micro empresários e fazendeiros.

Quando vemos a presença do coreanos, não é uma experiência isolada , os chineses dão uma aula de pragmatismo com a  atuação do Fundo de Desenvolvimento África-China, Lu Qingcheng, de deu  garantias de financiamento a doze projetos já identificados e aprovados pelo Executivo angolano, para apoiar na reinserção dos antigos combatentes e respectivas famílias.
Entre os projetos apresentados, destaque para os da agricultura, construção de habitações em zonas rurais, criação de centros de formação, reabilitação de centros de reabilitação física, assistência a projetos ligados a tecnologias de informação e outros de carácter social. Os homens de negócios chineses apresentam ao angolanos  propostas e mostram-se disponíveis em cooperar com Angola, sobretudo em projetos ligados a reintegração social dos antigos combatentes.

Quando vemos  as iniciativas dos coreanos e chineses e   pensamos nos interesses dos brasileiros, a distância é muito grande pois os discursos oficiais não se dão conta da autal realidade cotidiana em países como Angola

FMI acredita na retomada vigorosa da economia angolana

Fotografia: Santos Pedro

O chefe da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Angola, Ricardo Velloso, acredita na “retoma vigorosa” da economia nacional nos próximos anos, em função das bases que continuam a ser lançadas para a sua reestruturação.

 

Ricardo Velloso, que fez este pronunciamento à imprensa no termo de um encontro com a Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional, no âmbito das relações de cooperação com a instituição, disse ser muito cedo para fazer uma avaliação do estado da economia angolana, mas sublinhou que o FMI continua a considerar que, apesar da ligeira subida do preço do barril de petróleo, este ano vai ser difícil, no capítulo do crescimento económico e da inflação.
Apesar disso, aconselhou o contínuo trabalho de reestruturação da economia. Ricardo Velloso destacou o esforço feito pelo Executivo no ano passado para adequar o nível de gastos ao nível mais baixo das receitas petrolíferas e defendeu que o Estado deve continuar com o mesmo esforço, mantendo a prudência fiscal.

“É fundamental manter isso, principalmente em períodos eleitorais, como deve acontecer no próximo ano, para que não se perca o grande esforço que já foi feito”, disse.Naquele que foi o sétimo encontro com a Comissão de Economia e Finanças, a missão do FMI discutiu aspectos ligados à economia nacional e um conjunto de leis que impulsionam ainda mais a diversificação da economia.
“Falamos sobre o futuro do país e da possibilidade de, dentro da reforma tributária, se implantar o Imposto sobre Valor Acrescentado (IVA) num futuro próximo”, explicou, defendendo a manutenção da estabilidade na arrecadação de receitas. “Foi muito importante para vários países, mas é um processo que leva dois ou três anos”, sublinhou.
A missão do FMI em Angola, que termina hoje o seu trabalho, veio discutir com as autoridades angolanas uma agenda para os próximos três anos de reforma, com menos preocupação para a actividade a curto prazo. Ricardo Velloso sustentou que a missão não visou a revisão das projecções e números da economia angolana. A missão do FMI baseou-se na recolha de dados para a formulação de políticas para o futuro da economia do país. A missão é a primeira de algumas que vão ser realizadas no âmbito das conversações em relação ao programa financeiro para Angola.

Plano de assistência técnica

Ricardo Velloso falou também da assistência técnica a Angola e garantiu que as conversações decorrem. “O FMI está disposto a apoiar Angola, sempre. É um país importante para o mundo e para a região e essa ajuda pode vir das nossas consultas anuais de aconselhamento, no nosso programa de assistência técnica e num programa financeiro, se houver interesse”, disse, acrescentando que o Governo fez um pedido formal, mas num contexto em que o preço do petróleo estava mais baixo.
O vice-presidente da Comissão para Economia e Finanças do Parlamento, Diógenes de Oliveira, disse que o pedido formal de assistência financeira está ainda numa fase primária e sugere que se deixe o Executivo trabalhar na sua relação directa com o FMI. “Do lado da Assembleia, a riqueza desses encontros é de permitirem que as comissões especializadas possam ter informações actualizadas sobre as acções do FMI na nossa economia”,  disse Diógenes de Oliveira.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/fmi_acredita_na_retoma_vigorosa_da_economia