Moçambique retirado da lista de segurança da União Européia

As companhias aéreas moçambicanas deixaram de fazer parte da lista  de segurança da União Europeia (UE), o que abre caminho para que qualquer empresa de aviação registada em Moçambique possa voar para o espaço europeu.

A remoção das companhias moçambicanas da lista de segurança acontece depois de equipes do Comité de Segurança Aérea da União Europeia terem efetuado, em Fevereiro último, uma auditoria ao Instituto Nacional de Aviação Civil de Moçambique.

Além da auditoria o Comité de Segurança Aérea realizou, em finais de Abril, em Bruxelas, uma audição às autoridades moçambicanas sobre o avanço do processo de reformas em curso neste sector.

Numa nota a que o “Notícias” teve acesso, o Comité e a Comissão de Segurança Aérea da UE referem que registraram os progressos realizados pelo Instituto de Aviação Civil de Moçambique e pelas Linhas Aéreas de Moçambique no sentido de melhorar ainda mais o seu sistema de supervisão da segurança, os sistemas de gestão da segurança e a implementação das normas internacionais de segurança da aviação.

Observa, no entanto, que caso a Linhas Áreas de Moçambique decida iniciar operações para a UE, estará sujeita ao regulamento de Autorização de Operador de Terceiro País. “A companhia precisará candidatar-se na EASA para tal autorização e passar este exame com sucesso antes de iniciar voos para a EU.”

Refira-se que o anúncio da retirada das companhias moçambicanas da lista de segurança acontece dias depois de Moçambique ter assinado um acordo com a França visando a realização de voos por parte das companhias aéreas dos dois países.

A assinatura deste instrumento aconteceu numa altura em que o Governo moçambicano vinha assegurando estar comprometido com o desenvolvimento da aviação civil, razão porque está a implementar um programa de reformas que inclui, além da componente legal, a ampliação e modernização de infra-estruturas aeroportuárias, bem como a liberalização gradual do espaço aéreo nacional.

Nessa ocasião, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, exemplificou que, na componente de infra-estruturas, está em fase conclusiva a reabilitação da pista de aterragem do Aeroporto Internacional de Maputo.

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/destaque/67573-mocambique-retirado-da-lista-negra-da-ue.html

A companhia de Transportes Aéreos de Angola (TAAG) fechou o ano com prejuízo

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A TAAG revelou que prevê para este ano um prejuízo líquido de 14 milhões de dólares (2,3 mil milhões de kwanzas), já incluindo uma absorção de 51 milhões de dólares (8,5 mil milhões de kwanzas) de custos não contabilizados referentes ao período de 2012 a 2015.
 
Nesse último ano, o resultado cifrou-se num prejuízo de 175 milhões (cerca de 30 mil milhões de kwanzas), numa conjuntura dominada pelo abrandamento da economia nacional e uma desvalorização do kwanza em 30 por cento.
 
Em 2016, as vendas em dólares ficaram abaixo do ano anterior, devido às condições de mercado, mas as vendas em moeda nacional cresceram 16 por cento, de 55 mil milhões no ano passado, para 64 mil milhões de kwanzas.
 
O documento afirma que a recepção, este ano, de dois Boeing 777-300ER permitiu à TAAG expandir a rede de destinos e iniciar a transformação de Luanda numa plataforma de tráfego aéreo na África Subsaariana.
A filosofia dos horários “foi radicalmente alterada” para assegurar que os voos regionais em África, América do Sul e Cuba produzam um volume significativo de passageiros em trânsito e carga via Luanda, impulsionando a receita quando o mercado local está deprimido.
Com o benefício destes passageiros em trânsito, foi possível à TAAG abrir também a nova rota para Maputo (Moçambique) e aumentar frequências para Portugal para dois voos diários, para a África do Sul dez por semana e para o Brasil quatro por semana.
 
 
A companhia lembra que o website “TAAG.com” foi melhorado para simplificar o processo de reservas dos clientes, o que obteve um sucesso instantâneo com vendas superiores a 20 milhões de dólares (3,3 mil milhões de kwanzas) este ano, superiores às de dois milhões (333 milhões) de 2015.
 
A nota de imprensa realça que tempo e esforços são investidos pela companhia para melhorar a experiência do cliente em terra e no ar, mas com escassez de divisas tem que procurar soluções criativas no mercado local e aguardar por melhores tempos para assumir mudanças mais dispendiosas.
 
Em alguns departamentos da empresa foram definidos programas de formação no trabalho para o desenvolvimento da capacidade de intervenção dos colaboradores, enquanto, noutros departamentos, ainda há muito por fazer.
 
A TAAG anuncia que, em 2017, vai continuar a apostar na formação dos quadros e colaboradores nacionais de forma a conferir-lhes competências e capacidades para assumir posições de maior responsabilidade na companhia. No que toca à formação, a parceria entre a TAAG e a Lunnar é progressivamente ­potenciada e reforçada. Em meados deste ano deu início a um projecto de conversão de um dos Boeing 737-200 da TAAG já fora de serviço, num dispositivo de treino de procedimentos de Emergência e Segurança, evitando assim a necessidade de enviar pilotos e assistentes de bordo para o Brasil, para realização do seu treino recorrente obrigatório.
Este dispositivo de treino já se encontra totalmente operacional e conjuntamente com outras infra-estruturas desenvolvidas localmente permite a realização destes cursos em Luanda, poupando a ambos tempo e dinheiro.
 
 

Ministério Público de Moçambique investiga corrupção envolvendo Embraer

Procuradoria de Moçambique está investigando uma suspeita de corrupção que envolve a Embraer no país

São Paulo – O governo de Moçambique afirmou nesta quarta-feira que um caso de suposto suborno que envolve a Embraer está nas mãos da procuradoria local, segundo a imprensa do próprio país.

O primeiro-ministro Carlos Agostinho do Rosário foi hoje ao Parlamento em Maputo para responder a perguntas dos legisladores sobre a administração.

Ao ser questionado pela oposição sobre o episódio, Rosário afirmou que a Procuradoria Geral da República abriu processo para averiguar a suspeita.

O episódio de suborno envolveria a antiga administração da Linhas Aéreas de Moçambique na aquisição de aeronaves da Embraer, segundo o jornal “O País”.

O mesmo diário lembra que autoridades moçambicanas foram apontadas como envolvidas nesse esquema de pagamentos ilícitos pela Embraer na compra de dois aviões em 2008.

A LAM é controlada pelo governo de Moçambique, que detém a maioria das ações da companhia.

MP de Moçambique investiga corrupção envolvendo Embraer

Guiné-Bissau quer colocar o país na rota do turismo internacional

praias-de-guine-bissaCom a abertura de um voo da TAP para a Guiné-Bissau, o país pretende aumentar o número de turistas para o território. O investimento está já a ser realizado com a oferta de cerca de mil camas até 2017.

Juliano Nunes, diretor geral do Turismo da Guiné- Bissau, revela que a Guiné- Bissau é um território ainda virgem e por descobrir em matéria de turismo.

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Presente no 42.º Congresso Nacional da APAVT (Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo) que está a decorrer em Aveiro, o responsável está confiante num aumento de turistas com a abertura de um voo da companhia aérea portuguesa TAP.

“A oferta está a crescer não só pelo número de turistas, num destino liderado pelos franceses e com um aumento de espanhóis, como também nos investimentos em termos de equipamentos turísticos”, salienta. Adianta ainda que é necessário alterar a imagem do país, visto que é sempre associado à insegurança, sobretudo política, mas “ apesar dessa imagem, é um país com criminalidade quase zero”.

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Das 88 ilhas do arquipélago dos Bijagós, só 12 é que são habitadas mas as belezas naturais e paisagísticas são muitas. Juliano Nunes, explica que o país tem 15% de reserva natural, tem o maior ponto de observação de aves migratórias do mundo, o segundo ponto mundial de tartarugas , um dos maiores mangues da região e muitas outras atrações naturais.

Rubane e Bubaque nos Bijagós são as ilhas mais visitadas mas o responsável pretende que muitas outras sejam descobertas.

Em 2015 chegarem cerca de 30 mil turistas de avião a Guiné-Bissau e cerca de 10 mil foram portugueses que viajaram pela euroAtlantic para aquele país.

O aumento da oferta hoteleira também é uma aposta nesta estratégia. Juliano Nunes avança que em 2017 serão cerca de mil as camas disponíveis no país, contra as 200 que existiam. Uma oferta de gama média/alta e onde a próxima unidade a abrir será de uma cadeia espanhola.

O diretor geral do Turismo da Guiné- Bissau adiantou também que já tinham sido realizadas conversações com os grupos portugueses, Oásis e Pestana mas as negociações acabaram por não avançar.

Para incentivar o investimento estrangeiro Guiné-Bissau apresenta ainda estímulos e incentivos, sendo um deles a isenção de impostos durante 10 anos às empresas que queiram investir no país.

http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/guine-bissau-quer-colocar-pais-na-rota-do-turismo-internacional-98475

Tap regressa a Bissau

Três anos depois, a TAP retoma as ligações com a Guiné-Bissau. A Companhia aérea vai passar a ter dois voos semanais para a capital guineense.

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O porta-voz da TAP, André Serpa Soares, revelou à TSF que já existem “condições de segurança que permitem retomar a operação”

“É uma noticia que nos satisfaz. Há garantias de segurança por parte das autoridades da Guiné-Bissau”, adianta André Serpa Soares.

Para já, a TAP fará um voo às quintas e, outro, ao domingo. O primeiro avião sai de Lisboa hoje às 21h50 e leva cerca de 170 passeiros.

A reabertura desta rota para Bissau é uma opção estratégica da empresa no continente africano

http://www.tsf.pt/economia/interior/tap-regressa-a-bissau-5528793.html

Ministério Público Federal do Brasil denuncia corrupção de moçambicanos

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Processo de compra de aeronaves da Embraer pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM)

Um documento do Ministério Público Federal do Brasil denuncia nomes de personalidades moçambicanas, que estão envolvidas num esquema de pagamentos ilícitos pela empresa brasileira Embraer no processo de compra de dois aviões, pelas Linhas Aéreas de Moçambique (LAM).

O documento da justiça brasileira, divulgado pela internet, junta-se a outro publicado pela justiça norte-americana, que relatava uma investigação sobre pagamentos ilegais feitos pela empresa de fabrico de aviões brasileira, Embraer a executivos de companhias de Moçambique, República Dominicana e Arábia Saudita e Índia.

No caso de Moçambique, a Embraer vendeu dois aviões ao valor de 32 milhões de dólares cada. A empresa havia estimado que devia pagar entre 50 a 80 mil dólares de comissão a executivos da LAM. O pagamento da comissão, entretanto, estava a ser negociado por Mateus Zimba, que na altura não trabalhava na LAM, mas era Director da Sasol Moçambique, e que se colocou como consultor, nove meses depois do acordo de venda das aeronaves à LAM ter sido rubricado.

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Mateus Zimba

Entretanto, as comissões propostas pela Embraer foram rejeitadas. Segundo o documento, o então PCA da LAM, José Veigas ligou para um dos directores da Embraer, Luiz Fuchs e transcrevemos a conversa descrita no documento:

“José Viegas: Algumas pessoas receberam a proposta da Embraer como um insulto.

Luiz Fuchs: Que esperava da Embraer?

José Viegas: Nas actuais circunstâncias, penso em cerca de um milhão de dólares. Mas poderíamos nos safar com 800 mil dólares.

Luiz Fuchs: Mas não temos orçamento para consultoria

José Viegas: O preço da aeronave poderia ser elevado”.

E de facto, o preço de cada aeronave subiu de 32 milhões de dólares para 32 milhões e 690 mil dólares, para não comprometer os lucros da Embraer e garantir a comissão de 800 mil dólares. E para o efeito, Mateus Zimba criou a empresa Xihivele, Consultoria e Serviços, Limitada. Curiosamente, Xihivele em changana significa Roube-o. Esta empresa foi criada em São Tomé e Príncipe e assinou um contrato de representação comercial para venda de duas aeronaves E-190 apenas para a LAM e o contrato dizia que a promoção de vendas havia iniciado em Março de 2008.

Depois da entrega das duas aeronaves à LAM, a Xihivele emitiu duas facturas para a Embraer no valor de 400 mil dólares cada. Uma foi paga através de transferência de uma conta do CitiBank nos Estados Unidos da América, para o Banco Internacional de São Tomé e Príncipe, para crédito numa conta na Caixa Geral de Depósitos em Portugal e outra paga directamente em Portugal. O titular dessas contas era a empresa Xihivele de Mateus Zimba. Na contabilidade da Embraer, os 800 mil dólares foram registados como Despesas Operacionais Líquidas, mais especificamente como Comissão de Vendas. E a Xihivele nunca mais fez algum trabalho semelhante para a Embraer.

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Entramos em contacto com o Engenheiro José Viegas para reagir ao caso, mas este disse que não tinha nada a dizer porque já passava muito tempo e há coisas de que não se recorda e que se sentia muito prejudicado pelo que é dito sobre ele neste caso, por isso, não estava em condições de falar à imprensa. Já Mateus Zimba não atendeu às chamadas.

http://opais.sapo.mz/index.php/economia/38-economia/42615-documento-das-autoridades-brasileiras-denuncia-personalidades-mocambicanas-envolvidas-em-esquemas-de-pagamentos-ilicitos.html

TAP vai voltar a voar para a Guiné-Bissau

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Já as ligações para o Senegal, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde vão ser reforçadas.
 
A TAP vai voltar a voar para a Guiné-Bissau. A partir de 1 de dezembro, a companhia aérea portuguesa vai ter duas ligações semanais entre Lisboa e Bissau. As viagens vão realizar-se às quintas-feiras e sábado no sentido Lisboa-Bissau, e às sextas-feiras e domingos na rota Bissau-Lisboa.
 
 
A ligação entre os dois países ficou suspensa em 2013, depois de a TAP ter sido obrigada a transportar 74 sírios a 10 de dezembro de 2012. Os passageiros viajavam com documentação falsa e assim que chegaram a Lisboa pediram asilo ao governo. Considerando que existia uma grave quebra de segurança no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, a TAP suspendeu a ligação.
 
Regressa agora. Para além de Lisboa-Bissau, este inverno a TAP vai aumentar o número de voos para vários destinos africanos: é o caso do Dakar, no Senegal, que passa a ter três voos semanais; mais uma frequência por semana para São Tomé; por fim, em Cabo Verde, as cidades Praia, Sal e São Vicente terão, no total, um aumento de oito ligações por semana.
 
 
Em dezembro, os preços dos bilhetes para a Guiné-Bissau fica a 426€ por pessoa (ida e volta).
 
 
 

TAAG com “sérias dificuldades” em pagar a fornecedores por falta de divisas

 
 
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A transportadora aérea estatal angolana TAAG admitiu que enfrenta “sérias dificuldades” para cumprir as “obrigações contratuais” com fornecedores e credores, devido à conjuntura em Angola, nomeadamente a falta de divisas.
 
A situação é admitida num comunicado divulgado hoje pela transportadora, confirmando a suspensão da compra, com recurso a moeda nacional angolana, o kwanza, de bilhetes para viagens com destino a Luanda e o início no exterior do país, que a Lusa noticiou na quinta-feira.
 
“Tendo em consideração a crise económica que assola a República de Angola”, que tem criado “desequilíbrios financeiros e contabilísticos de forma generalizada” e “bem notável e acentuada escassez no acesso e disponibilidade da moeda estrangeira, particularmente no setor da aviação civil”, justifica a companhia.
 
“Os elevados custos operacionais no exterior do país”, diz ainda a TAAG no comunicado enviado à Lusa, tem levado a companhia a “enfrentar sérias dificuldades em honrar com as obrigações contratuais junto dos fornecedores e credores”.
 
Daí que a companhia espere aumentar as vendas em moeda estrangeira, como em dólares e euros, para fazer face às necessidades operacionais fora do país.
 
A Lusa noticiou na quinta-feira que a compra de viagens aéreas para Luanda, com início fora de Angola, em kwanzas, deixou de ser possível a partir, com a suspensão, desde aquele dia, dessas operações pela companhia de bandeira angolana, que desde o final de 2015 está sob gestão da Emirates.
 
A informação foi então confirmada à Lusa por fonte oficial da transportadora área estatal de Angola, que segue os passos de todas as restantes companhias internacionais que operam a rota de Luanda, incluindo a portuguesa TAP, que há vários meses deixaram de aceitar kwanzas na compra de passagens para viagens que não se iniciem na capital angolana, face à dificuldade em repatriar divisas.
 
Angola vive desde o final de 2014 uma profunda crise decorrente da quebra da cotação de petróleo no mercado internacional.
 
A portuguesa TAP aplicou a mesma medida em janeiro de 2015, alegando a crise no acesso a divisas que já então se fazia sentir.
 
A espanhola Ibéria deixou de voar para Luanda no final de maio e a moçambicana LAM desde o início de julho.
 
Só a TAP, segundo o relatório e contas da Parpública tinha depósitos em Angola no montante de 27,7 milhões de euros, no final de 2015, que estava com dificuldade de repatriar.
 
A Lusa noticiou a 03 de junho que Angola é o quinto país do mundo com mais fundos retidos às companhias aéreas, que não paga há sete meses, acumulando dividendos de 237 milhões de dólares (213 milhões de euros) que as transportadoras não conseguem repatriar.
 
Os dados constam de um comunicado da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) que coloca Angola numa lista de países liderada pela Venezuela, com 3.180 milhões de dólares (16 meses sem transferir dividendos), seguida da Nigéria (591 milhões de dólares, sete meses), Sudão (360 milhões de dólares, quatro meses) e Egito (291 milhões de dólares, quatro meses).
 
No mesmo comunicado, a IATA, que representa 264 companhias aéreas e 83% do tráfego global, afirma que pediu aos governos “que respeitem os acordos internacionais que os obrigam a garantir que as companhias aéreas sejam capazes de repatriar suas receitas”.