650 mil toneladas de milho para a produção das Cervejas de Moçambique

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A província da Zambézia, no centro de Moçambique, prevê escoar este ano 650 mil toneladas de milho para uma nova linha de produção das Cervejas de Moçambique, anunciaram as autoridades provinciais.

A nossa expectativa é de que não haja excedente”, sendo garantido a venda de toda a produção, explicou Momad Juízo, diretor da Indústria e Comércio na Zambézia, citado hoje pela Rádio Moçambique.

De acordo com aquele responsável, vão ser estabelecidas parcerias com produtores de milho, através de associações agrícolas.

O objetivo consiste em colocar o cereal em quantidades industriais na vizinha província de Nampula, a norte, onde será processada a nova cerveja.

Por outro lado, as autoridades recomendam os produtores a reservar uma parte da produção de milho para sementeira na próxima época agrícola.

 

http://www.dn.pt/lusa/interior/cerveja-absorve-producao-de-milho-no-centro-de-mocambique-8626423.html

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Após 150 anos, ‘Jack Daniel’s’ assume que a receita do uísque era, na verdade, de um escravo

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Depois de 150 anos de existência a marca de uísque Jack Daniel’s resolveu rever uma parte fundamental da sua história: se acreditava que Jack Daniel aprendeu a receita e o processo de destilação com o pastor Dan Call. Na verdade, quem ensinou as técnicas de purificação fundamentais para a elaboração da bebida foi Nearis Green, escravo do pastor
 
Depois de 150 anos de existência, a marca de uísque Jack Daniel’s resolveu rever uma parte fundamental da sua história e assumiu que a criação da receita da bebida foi feita por Nearis Green, um escravo negro que trabalhava para o pastor Dan Call, a quem sempre foi atribuída a fórmula de umas das marcas de bebida alcoólica mais famosa do mundo.
 
Uma reportagem do jornal americanao The New York Times revelou que a partir de agora quem visita a fábrica do destilado em Tennesse, nos Estados Unidos, ouve a história verdadeira. A versão mais antiga, contada até poucas semanas atrás, omitia a participação de Nearis Green. Se acreditava que Jack Daniel aprendeu a receita e o processo de destilação com o pastor Dan Call, em 1866. Na verdade quem ensinou o processo de destilação, mas também as técnicas de purificação fundamentais para a elaboração do uísque foi Green, escravo do pastor.
 
Essa versão não é novidade, mas ela foi confirmada pela empresa somente agora. A presença de escravos em destilarias era algo bem comum no século XVIII. “Eles eram crucias para as destilarias”, disse Steve Bashore, que ajudou a reconstruir os locais onde a bebida era destilada. “Nas escrituras, os escravos eram inclusive descritos como destiladores”, completou.
 
O historiador Michael Twitty vai mais longe e diz que os escravos tinham uma tradição ancestral de fazer bebidas: os escravos americanos tinham sua própria tradição de fazer bebidas alcoólicas. “Existe algo que precisa ser dito, na verdade os africanos e os europeus eram dois povos do Sudeste americano que traziam uma tradição ancestral de fazer bebidas alcoólicas”, diz Twitty.
 

Produção de açúcar e etanol atinge números históricos em Angola com ajuda do Brasil

por Venâncio Victor | Malanje

Fotografia: JA

A Companhia de Bioenergia de Angola (BIOCOM), implantada em Cacuso, Malanje,prevê a colheita de 531 mil toneladas de cana para a produção de 47 mil toneladas de açúcar, 16 mil metros cúbicos de etanol e 155 gigawatts de energia eléctrica, anunciou o director adjunto da empresa.

Luís Júnior afirmou sexta-feira, na abertura da colheita, que o açúcar produzido pela companhia é destinado ao mercado interno, a electricidade é absorvida pela Rede Nacional de Energia de Angola (RNT) e o etanol hidratado pela indústria nacional de produtos de limpeza e de bebidas.
Esta é a terceira colheita realizada durante a primeira fase de implantação daquela companhia, que em 2014 produziu três mil toneladas de açúcar, assim como 25 mil toneladas desse mesmo produto e dez mil metros cúbicos de etanol em 2015.
Luís Júnior avançou que, na segunda fase do investimento, que arranca entre 2020 e 2021, a BIOCOM prevê elevar a produção para quatro milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 523 miltoneladas de açúcar e o dobro da produção de energia, 310 mil gigawatts.
O investimento absorvido no processo de implantação foi de 750 milhões de dólares (125 mil milhões de kwanzas) na primeira fase, esperando-se que na segunda fasesejam empregues 550 milhões (cerca de 92 mil milhões de kwanzas) adicionais. A companhia tem uma capacidade de produção de energia de 33 gigawattsque abastece a cidade de Malanje e o município de Cacuso, mas o açúcar produzido ainda não cobre a procura do mercado que importa mais de 300 mil toneladas por ano. Mais de 50 mil clientes compram açúcar à BIOCOM, afirmou o director adjunto, lamentando a especulação em torno dos preços competitivos da companhia, com os fornecedores a tenderem para duplicar o preço de venda.

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O governador provincial de Malanje, Norberto dos Santos, disse na abertura da colheita esperar que o açúcar produzido pela BIOCOM seja consumido em todo o país e defendeu a necessidade de uma maior divulgação do projecto, para mostrar ao mundo os investimentos que o Executivo angolano está a fazer no domínio da agro-indústria.
O projecto, disse, enquadra-se no processo de diversificação da economianacional. O governador provincial encorajou os trabalhadores a continuarem a contribuir para a evolução da empresa, à qual se vão associar nos próximos temposiniciativas como as culturas de arroz e algodão. O projecto BIOCOM está implantado numa área de 85 mil hectares e a conta com 2.125 trabalhadores nacionais e 196 estrangeiros.

 

A BIOCOM é uma empresa que tem a brasileira Odebrecht como acionista da primeira usina de açúcar de Angola (África).

Sem indústria e infraestrutura no país, a Biocom (da Odebrecht Angola e mais dois sócios locais) teve de importar tudo: engenheiros, operários especializados, equipamentos e a própria usina inteira.

Uma particularidade local: só 5% do açúcar da Biocom será vendido em embalagens de 1 kg em supermercados. Todo o restante será distribuído em sacos de 50 kg para consumo no mercado informal (barracas pelas ruas e estradas). É onde a população compra o produto fracionado, por causa dos preços menores.

Fatos sobre a usina de açúcar
  • A Biocom avalia se, em vez de produzir etanol, deve fazer álcool industrial, usado na indústria farmacêutica (em pequena quantidade), mas principalmente na indústria de bebidas (destilados)
  • A Odebrecht também estuda produzir em Angola frango, óleo de soja, feijão, milho e soja para ração animal. A empresa não revela prazos
  • Na primeira fase, a usina da Biocom/Odebrecht, terá 2.800 trabalhadores, com previsão de mais de 5.000 quando duplicar. Hoje, 94% são angolanos e 6%, brasileiros. O objetivo é que, no quinto ano, 98% da mão de obra seja de Angola
  • O projeto foi desenhado para ser duplicado, em área e produção. Na primeira fase, a área agriculturável é de 36 mil hectares. Segundo o diretor-geral da Biocom, Carlos Mathias, a empresa deve conseguir do governo 70 mil hectares no total.
  • Em Angola, não há venda de terras. Tudo pertence ao Estado, que faz concessões. O prazo máximo é de 65 anos, renováveis

Usina  produz também etanol e eletricidade

A usina da Biocom, que fica em Cacuso, na província (Estado) de Malanje, a 400 km de Luanda, teve investimentos de US$ 700 milhões produz, além de açúcar, etanol e energia elétrica, como é comum atualmente nas usinas do Brasil também.

Até agora, todo o açúcar de Angola era importado (75% do Brasil; 20% da África do Sul e 5% de Portugal). São 260 mil toneladas por ano. Na primeira fase de produção, a usina  forneceu 70% da necessidade de Angola. Depois, até 2019/20, serão 100%.

O etanol e a energia elétrica são subprodutos da fabricação de açúcar. O etanol é feito a partir do melaço que sobra. Serão 30 milhões de litros por ano em 2020 (neste ano, serão só 2 milhões de litros).

A energia elétrica é produzida com a queima do bagaço de cana (antes não se sabia o que fazer com esse material e era um problema ambiental). O vapor da queima do bagaço movimenta turbinas, que geram energia. Serão 235 GWh.

Essa produção é equivalente a uma hidrelétrica pequena, de 50 MW. Com isso, a usina gera sua própria energia e ainda exporta o excedente. Isso será suficiente para abastecer quase toda a demanda da província de Malange com a duplicação. No pico da produção, o consumo próprio será de 20 MW e a exportação, de 30 MW.

 

Fontes.

Angola atinge autossuficiência na produção de cimento, refrigerantes e aço

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Angola já é auto-suficiente na produção de cimento, refrigerantes, águas engarrafadas e varão de aço, tendo em curso estudos para elevar o valor dos direitos aduaneiros ou proibir a importação deste último, anunciou quinta-feira o director do Gabinete de Estudos Projectos e Estatística (GEPE) do Ministério da Indústria.
 
Ivan Prado disse à Angop que Angola produz por ano cerca de 500 mil toneladas de varão de aço, 9,200 milhões de toneladas de cimento, 5,5 milhões de hectolitros de refrigerantes e dez milhões de hectolitros de águas engarrafadas, mas que, à excepção de varão, “ainda precisa de importar e noutras indústrias de transformação precisa ainda de quase tudo”.
 
O país também está em vésperas de obter elevadas produções nas fábricas têxteis Textang II (Luanda) e África Têxtil (Benguela), concluídas a cem por cento, em fase de testes, assim como na Satec (Dondo), em fase de conclusão com uma execução física de 96 por cento, disse Ivan Prado.
As fábricas têm dificuldades em obter algodão, mas, neste momento, estão identificados investidores no Sumbe e em Malanje, com os quais se conta para impulsionar a produção da matéria-prima, disse.
 
Ivan Prado revelou que o Ministério da Indústria foi orientado a encontrar entidades privadas através de um concurso público para a aquisição daquelas fábricas, em cuja edificação o Estado empregou 1.200 milhões de dólares (mais de 200 mil milhões de kwanzas). O director do GEPE do Ministério da Indústria declarou que a aposta do processo de diversificação da economia em curso, consiste em salvaguardar primeiro as cadeias produtivas, quando todas as unidades industriais devem olhar para a sua cadeia produtiva para que o país deixe de ter indústrias que dependem em cem por cento das importações.
“Devemos olhar para o sector agrícola, no sentido de criarmos ‘inputs’ para a indústria nacional. O sector tem um programa de industrialização onde a maior importância recai sobre a indústria do sector alimentar”, disse.
Dinâmica nas moagens
Angola produziu em 2015 cerca de 28 mil toneladas de farinha de milho, um aumento de cinco mil toneladas em relação a 2014 atribuído à aplicação de um programa institucional desse domínio, disse Ivan do Prado, que reconheceu que o sector tem um elevado défice de milho e outros cereais, mas que o desempenho foi conseguido com a aplicação do Programa Dirigido da Farinha de Milho.
 
O programa é operado por quatro empresas privadas angolanas, Induve, Sociedade de Moagem, Rogerio Leal e Filhos e Fonseca e Irmãos, as quais Ivan Prado considerou que “já trabalham com alguma expressão no mercado”.
 
O director do GEPE do Ministério da Indústria citou dados da Administração Geral Tributária (AGT) que apontam para uma desaceleração das importações angolanas de farinha de milho de 314 mil toneladas en 2014, para 256 mil em 2015.
“É um défice grande mas que pode ser encarado como oportunidade para quem quer investir neste segmento da economia nacional”, considerou Ivan Prado, que anunciou o interesse de um empresário privado na produção de trigo e que “tudo indica que já a partir do próximo ano se tenha farinha nacional” e voltou a citar números da AGT que também apontam para o declínio das importações desse produto de 510 mil toneladas em 2014, para 420 em 2015. O director do GEPE do Ministério da Indústria revelou que os planos das autoridades incidem agora sobre um projecto de construção de uma grande moagem em Luanda, com o arranque das operações previsto para 2017, onde se vão produzir 393 mil toneladas de farinha de trigo por ano.
 
Para ajudar Angola a obter elevado desempenho na produção de cereais, está projectado um investimento privado de produção de fertilizantes a ser implantado em Cabinda, e estão em curso estudos que envolvem vários pelouros institucionais, como a Agricultura, Geologia e Minas, Energia e Água e Petróleos.