Estudantes bolsistas angolanos são agredidos na Argélia por racismo

February 5, 2017

Dezenas de estudantes angolanos na Argélia, país africano situado no norte de África, têm sofrido agressões físicas e psicológicas por parte de indivíduos naturais daquele país. O racismo é apontado com a razão dos ataques, que intensificam à medida que o tempo passa.

 

 

Os estudantes angolanos são bolseiros pelo Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudantes (INAGBE). Na universidade onde os jovens angolanos frequentam as aulas também estão matriculados estudantes de outras nacionalidades, para além dos próprios argelinos.

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Na quarta-feira última, dia 1, quando vários estudantes assistiam um jogo do Campeonato Africano das Nações (CAN-2017) em futebol, que decorre no Gabão, os estudantes argelinos insistiam em ver o jogo da taça do Rei de Espanha entre o Barcelona e Atlético de

Madrid. A confusão instalou-se mas, segundo contou à Rádio Angola um dos estudante e vitima que preferiu falar sob anonimato, os guardas do campus universitário impediram que o pior acontecesse.

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O estudante avançou que, dois dias depois, precisamente às 19 horas de sexta-feira, o grupo de argelinos que esteve na origem da confusão no dia do jogo apanhou um estudante angolano quando estava isolado no refeitório da universidade e ali foi espancado. Quando foram avisados do que estava a acontecer, os angolanos foram ao refeitório às pressas, mas ali chegados foram ameaçados com facas pelos argelinos.

 

“Recuamos até o nosso prédio, nos fechamos com os outros colegas estrangeiros que vivem aqui connosco, mas ainda assim eles cercaram o prédio, atiraram pedras, garrafas, paus, partiram as janelas dos quartos”, explicou.

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Os argelinos não desistiram, e passados “algumas horas eles conseguiram entrar no prédio”, onde “arrombaram as portas dos quartos dos quartos, as janelas, roubaram materiais”. Dentre os materiais roubados se encontram telefones, computadores, e até roupas.

 

A polícia local demorou horas para chegar à universidade, e quando os agentes chegaram, segundo o estudante, alegaram que não podiam entrar sem que alguém no interior do prédio residencial dos estudantes ligasse para confirmar a queixa e autorizar a entrada, pois quem ligou à polícia não se encontrava na instituição.

 

“Quando estávamos a ser atacados ligamos aos colegas que estão fora e eles ligaram à polícia. E a polícia quando chegou disse que não podia intervir porque tinha de ser alguém de dentro ligar ou os guardas da cidade universitária”, relatou.

 

Ao seu bel-prazer, os argelinos espancaram e saquearam os estudantes angolanos até perto das zero horas. O estudante que foi capturado no refeitório se encontra ferido, pois, como se não bastasse os socos e pontapés, foi também agredido com madeiras e cadeiras, tanto que foi encaminhado ao hospital, liberado horas depois sob orientação de repouso.

 

Apenas no sábado, dia 4, é que agentes da polícia argelina entraram no edifício e conversaram com as vítimas, pois os agressores já se tinham ido. A embaixada angolana na Argélia já foi informada, desde sexta-feira, mas nenhum funcionário foi enviado até ao momento em que entrevistávamos o estudante.

 

Os estudantes argelinos são conhecidos, mas a direcção da universidade não tomou ainda medidas, talvez porque os mesmos fugiram. O delegado da comunidade angolana na província onde está a universidade aconselhou os estudantes a não reagirem em caso de provocação por partes dos argelinos.

 

A situação está calma por enquanto, o estudante admitiu ter medo pois “não sabemos quando vão voltar a nos atacar”, pelo que pede ao governo angolano que interceda junto das autoridades argelinas no sentido de garantir “mais segurança” aos estudantes bolseiros.

 

FAMÍLIA AFLITA PEDE SEGURANÇA

 

Familiar de estudantes residente em Angola, contou que se encontra bastante preocupado desde que recebeu a informação de que o seu filho e colegas estavam a ser agredidos por argelinos, apreensão que aumentou quando viu fotografias do estado em que se encontra os aposentos do filho e companheiros. Lamentou também o facto da embaixada angolana na Argélia até agora não acudir os estudantes bolseiros.

 

Porém, o familiar adianta que vai contactar a embaixada argelina em Angola para pedir explicações pelas agressões. Apelou ainda ao governo angolano para entrar em contacto com as autoridades argelinas para garantir a segurança dos estudantes naquele país.

 

Lembrando que o povo angolano respeita os direitos dos estrangeiros que se encontram em Angola, familiar pede tratamento idêntico para com os angolanos na Argélia.

 

 

Perguntas e sugestões podem ser enviadas para info@friendsofangola.org. A Rádio Angola – uma rádio sem fronteiras – é um dos projectos da Friends of Angola, onde as suas opiniões e sugestões são validas e respeitadas.

http://www.friendsofangola.org/single-post/2017/02/05/Estudantes-angolanos-bolseiros-agredidos-na-Arg%C3%A9lia-por-racismo

Banco Nacional Angola aumentou a venda de divisas

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O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu na última semana, aos bancos comerciais, o montante de 265, 7 milhões de euros (296,8 milhões de dólares), um acréscimo de 196,5 milhões de euros em relação à semana anterior, durante a qual foram vendidos 69,2 milhões de euros.

 

A informação consta do relatório semanal do BNA sobre a evolução dos mercados monetário e cambial, no período entre 23 e 27 de Maio. No documento, o Banco Nacional de Angola refere que para cobertura de necessidades das empresas prestadoras de serviços ao sector petrolífero foram destinados 35,8 milhões de euros em leilão de preço, enquanto aos ministérios das Pescas, Agricultura, Indústria e Transportes o valor fixou-se em 100,5 mil euros.
O documento indica ainda que 44,8 milhões euros foram disponibilizados para cobertura de responsabilidades externas do Banco de Poupança e Crédito (BPC), 36,1 milhões de euros para operações diversas e 17,9 milhões de euros para cobertura de operações de natureza particular relacionadas com ajuda familiar, viagens, saúde, educação e remessas de dinheiro.
Outros 17,9 milhões de euros serviram para pagamentos de cartões de crédito/débito de marca internacional, nove milhões de euros para cobertura das necessidades de salários de não residentes e 3,5 milhões de euros para pagamento a bolseiros no exterior do país. O euro foi vendido a uma taxa de câmbio média de 186,263 kwanzas. A taxa de câmbio média de referência de venda do dólar americano do mercado cambial primário, apurada no final da semana, foi de 166,709 kwanzas.
Para a gestão corrente do Tesouro Nacional, o Banco Nacional de Angola, enquanto operador do Estado, colocou no mercado primário Títulos do Tesouro no montante de 36,9 mil milhões de kwanzas, sendo  21,4 mil milhões de kwanzas em Bilhetes do Tesouro (BT) e 15,5 mil milhões em Obrigações do Tesouro (OT).
As OT emitidas foram nas maturidades de 2, 3 e 5 anos e as taxas de juro nominais, respectivas, de 7,00por cento, 7,25 por cento e 7,75 por cento ao ano. As taxas de juro médias apuradas para os BT nas maturidades de 91, 182 e 364 dias com variação de 0,11ponto percentual, 0,81 e -1,15 face à semana anterior, tendo-se situado em 14,95 por cento para 91 dias, 18,42 por cento  para 182 dias e 18,38 por cento para 364 dias.
No segmento de venda directa de títulos ao público foi colocado o montante de 10,4 mil milhões de kwanzas, sendo 361,0 milhões em BT nas maturidades de 91, 182 e 364 dias e  10,0 mil milhões de kwanzas em OTMN/TXC na maturidade de 2, 3 e 5 anos. Para efeitos de regulação monetária, o Banco Nacional de Angola realizou Operações de Mercado Aberto (OMA) no montante de 30,0 mil milhões de kwanzas, nas maturidades de 28 e 63 dias.
No mercado interbancário, os bancos comerciais realizaram entre si operações de cedência de liquidez sem garantia de títulos, no montante acumulado de 19,4 mil milhões de kwanzas, em distintas maturidades.
O volume médio diário de transações foi de 6,5 mil milhões de kwanzas, inferior em cerca de 32,65 por cento ao da semana anterior.  A LUIBOR overnight (1 dia), apurada no último dia da semana, com base nas cedências de liquidez acima referidas, situou-se em 14,01 por cento, sem variação face à semana anterior.
A LUIBOR, para as maturidades de 30, 90, 180, 270 e 360 dias situou-se em 14,22 por cento, 15,43por cento, 16,46 por cento, 17,30 por cento e 18,12 por cento, ao ano respectivamente, registando variações em todas as maturidades, entre -0,29pp e 0,27pp, face à semana anterior.
No período de 16 a 20 deste mês, o Banco Nacional de Angola realizou vendas de divisas avaliadas em 69,2 milhões de euros, sendo 711,2 mil para a cobertura de necessidades do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, 5,6 milhões para cobertura de Operações diversas do Executivo, 35,8 milhões para a cobertura de BPC -Responsabilidade Externa e 26,4 milhões para a cobertura de operações dirigidas diversas.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bna_aumenta_venda_de_divisas_ao_mercado

Governo angolano garante que pagamento de bolsas a estudantes foi resolvido

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O ministro do Ensino Superior, Adão do Nascimento, assegurou nesta quarta-feira, 20, conferência de imprensa, nas instalações do Gabinete de Revitalização da Comunicação Institucional Marketing da Administração (GRECIMA), em Luanda, o pagamento das bolsas dos estudantes angolanos no exterior até Março deste ano e afirmou que o Executivo está mobilizado a trabalhar para resolver e regularizar o problema com que os bolseiros angolanos se debatem.
 
Para os casos em concreto, a tramitação está feita até ao mês de Março. “O que se precisa agora é conseguir fazer as transferências em função da escassez de divisas que é o principal problema”, disse. O actual quadro económico e financeiro que o país atravessa acaba por ser desfavorável à aceleração do processo de pagamento dos atrasados.
 
“Reconhecemos que a situação é difícil, pois são muitos meses em atraso.”
 
O Executivo está a par da situação. Numa altura de escassez de divisas, notou, é importante que as transferências cheguem ao destino.
 
Para o efeito, o ministro anunciou para o próximo mês a entrada do BAI e BCI para facilitar o processo de transferência de remessas aos estudantes angolanos no exterior e referiu que o BNA tem dotações específicas para dar resposta à situação. Alguns atrasados estão a ser pagos, apesar das dificuldades. Na Rússia já foram pagos os meses de Setembro e Outubro do ano passado, ao passo que na China os de Novembro e Dezembro. Em Cuba foram liquidados os pagamentos de Setembro e Outubro, Ucrânia os de
 
Novembro e Dezembro e África do Sul os pagamentos de Julho e Agosto.
 
Em França, apenas para alguns estudantes, foram liquidados os meses de Novembro e Dezembro e para outros, Outubro e Novembro, e na Inglaterra, igualmente para alguns, foram pagos até Dezembro e outros, Outubro e Novembro.
 
No que toca às bolsas, o ministro disse que o país tem 5.598 estudantes no exterior, dos quais 37,9 por cento são mulheres.
 
Das bolsas externas, 52 por cento dos estudantes estão a frequentar cursos ligados às áreas das ciências, engenharias e tecnologias, enquanto 32 por cento frequentam cursos relacionados com as áreas das ciências médicas e saúde, dez por cento em ciências humanas, artes e letras e cinco por cento nas ciências da educação.
 
Quanto às bolsas internas, os cursos de ciências, engenharia e tecnologia continuam a ter algum peso, pois das 24.613 bolsas, 29 por cento recaem para as áreas de ciências, engenharias e tecnologias e 29 por cento para as ciências humanas, artes e letras, ao passo que 23 por cento para as ciências da educação e 18 para ciências médicas e saúde.
 
Em relação às bolsas de estudo internas para os cursos que vieram a ser notificados como ilegais, Adão Nascimento disse os estudantes que viram os seus cursos regularizados podem candidatar-se pela primeira vez ou renovar a sua condição de bolseiros. O processo está a decorrer e tem a duração de um mês.
 
O ministro referiu que o ensino superior conta com 64 instituições, sendo 24 públicas e 40 privadas. Estas instituições são suportadas por 8.660 professores. Deste número, 3.760 são de universidades públicas e 4.873 são de instituições privadas. Em termos de resultados, o ministro disse que este ano vão ser outorgados 14.437 diplomas.
 
 
 

África, o ambiente está em mudança constante e as oportunidades de crescimento são inigualáveis

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África continua a ser uma das regiões preferidas para oportunidades de investimento e negócios, de acordo com um relatório publicado hoje pela PwC Africa

JOHANNESBURG, África do Sul, 19 de may 2016/ — África continua a ser uma das regiões preferidas para oportunidades de investimento e negócios, de acordo com um relatório publicado hoje pela PwC Africa(www.PwC.com). O crescimento e o investimento estrangeiro directo continuaram em África, por entre a recente incerteza económica global.

Faça o download do relatório: http://www.apo.af/GQ1wcC

Tal foi confirmado pelo estudo Agenda de Negócios Africana (Africa Business Agenda) da PwC, que demonstra que os CEO consideram que África e os mercados emergentes continuam a ser uma oportunidade de crescimento vital. O estudo Agenda de Negócios Africana compila resultados de inquéritos realizados a 153 CEO, do sector público e privado, de todo o continente africano.

Hein Boegman, CEO da PwC Africa, afirmou: “Os CEO de África estão a aumentar os esforços para inovar e encontrar novas formas de fazer negócios no continente, numa medida para estimular o crescimento num ambiente empresarial global repleto de desafios e incerteza.

A crise financeira e econômica mundial revelou a vulnerabilidade de África a vários choques econômicos externos. Estes incluem o declínio dos preços das matérias-primas, resultante do abrandamento econômico da China; uma acentuada redução da procura de matérias-primas; e o colapso do valor das moedas de mercados emergentes face ao dólar norte-americano devido à esperada subida das taxas de juros.

Apesar dos vários desafios, muitos dos quais são cíclicos, mantemos a confiança de que as previsões para África permanecem positivas. Os líderes de empresas africanas têm a oportunidade de explorar novas oportunidades de negócios no continente, sobretudo à luz dos progressos tecnológicos inovadores e rápidos com potencial para transformar e moldar as indústrias”.

Os CEO de África estão bem conscientes destes problemas e do impacto que podem ter nas suas empresas. Os CEO acreditam que é improvável que o crescimento econômico melhore e irá permanecer ao mesmo nível a curto e médio prazo; no entanto, 78% dos inquiridos mantêm a confiança de que existem oportunidades de crescimento para os próximos 12 meses, e 9 em cada 10 acreditam que conseguem gerar mais crescimento nos próximos três anos.

O ambiente empresarial global tem-se tornado cada vez mais complexo e desafiante. O relatório mostrou que os CEO em África partilham muitas das preocupações de colegas de todo o mundo. As três principais preocupações são: a volatilidade das taxas de juros (92%), a resposta do governo ao défice fiscal e ao peso da dívida (90%) e a instabilidade social (80%).

Os CEO na África do Sul possuem as mesmas preocupações que os outros colegas do continente, e o estudo demonstrou que existem incertezas quanto à resposta do governo ao défice fiscal e ao peso da dívida, à instabilidade social e às elevadas taxas de desemprego ou subemprego.

Em todo o continente, as mudanças demográficas, a rápida urbanização, o aumento do rendimento disponível e as mudanças tecnológicas constituem fatores influenciadores de estratégias e oportunidades de crescimento. Os CEO de África classificam os avanços tecnológicos (75%), as mudanças demográficas (52%) e a mudança do poder econômico global (58%) como as três principais tendências marcantes que irão transformar as suas empresas nos próximos cinco anos. Além disso, os novos progressos e inovações em termos de I&D estão a criar mais oportunidades para as empresas.

O nosso estudo revela quatro prioridades comuns entre os líderes das empresas africanas: 1-promover a diversificação e a inovação;

2-satisfazer as maiores expectativas das partes interessadas;

3-aproveitar eficazmente os catalisadores do crescimento, como a tecnologia, a inovação e o talento;

4-e a medição e comunicação da prosperidade partilhada.

Catalisadores do crescimento

Em África, o ambiente está em mudança constante e as oportunidades de crescimento são inigualáveis. Depois de mais de uma década de urbanização, África está pronta para uma revolução digital. As organizações estão a utilizar cada vez mais a tecnologia para desafiar os modelos de negócios e bater a concorrência nos mercados. No estudo, a tecnologia foi considerada pelos CEO como a melhor forma de avaliar e satisfazer as expectativas dos clientes mediante a implementação de sistemas de gestão de relações com clientes (69%), interpretação das necessidades complexas e em constante evolução dos clientes através de dados e análises (56%) e melhoria da comunicação e do envolvimento através das redes sociais (58%).

O governo das sociedades também colocou as TI em destaque Na África do Sul, a versão provisória do relatório King IV reconhece que as tecnologias da informação (TI) se tornaram uma parte essencial do atual mundo empresarial.

No futuro, os CEO de África indicaram que irão procurar parceiros mais activamente, enquanto mantêm os custos sob controlo. Na realidade, 56% dos CEO de África planejam celebrar alianças estratégicas nos próximos 12 meses. Além disso, 16% afirma pretender realizar atividades de fusões e aquisições transfronteiriças no próximo ano. Considerando as perspectivas de investimento, a China (22%), o Quênia (22%), o Uganda (20%) e a África do Sul (18%) continuam a ser os países que os CEO de África consideram mais importantes para o crescimento nos próximos 12 meses.

Enquanto muitas organizações de todo o globo estão a procurar entrar ou expandir-se em África, a disponibilidade de competências essenciais destaca-se como uma preocupação importante para os CEO em África e na África do Sul. Mais de metade dos CEO de África prevê aumentar o número de colaboradores no próximo ano. “As tendências de talento que estamos a observar sugerem que o mercado está cada vez mais competitivo,” acrescentou Boegman. Em resultado, as empresas têm de rever as suas estratégias de gestão de talentos. Cerca de metade das empresas planeia investir mais na formação de líderes e centrar-se no desenvolvimento da sua cultura institucional.

Expectativas das partes interessadas

Em todo o continente, as prioridades dos conselhos de administração estão a mudar, contemplando agora novas áreas. O ambiente empresarial continua a sofrer mudanças constantes, com empresas a serem confrontadas pelos acionistas e outros investidores institucionais que exigem explicações quanto ao desempenho e aos relatórios financeiros. Neste processo, as empresas deparam-se com desafios de vária ordem para satisfazerem as expectativas gerais das partes interessadas, tais como, custos operacionais adicionais (62%), normas ou regulamentos ambíguos ou inconsistentes (45%) e o facto dos clientes não estarem dispostos a pagar (35%).

Dion Shango, CEO da PwC Southern Africa, afirma: “As empresas com maior sucesso colaboram e cooperam mais com as partes interessadas. Os líderes de empresas precisam de uma justificação comercial para se envolverem e colaborarem com as partes interessadas, ao mesmo tempo que estão perfeitamente cientes dos riscos de não se envolverem com todas as partes interessadas relevantes.

“Uma das vantagens mais significativas do envolvimento e colaboração com as partes interessadas é o facto de uma organização poder conseguir entrar em novos mercados em África e acelerar a introdução de novos produtos e serviços.”

A confiança também está a emergir como um diferenciador importante na comunidade empresarial. Ao apostarem na confiança, as organizações conseguem atrair investimentos e fomentar a fidelidade das partes interessadas. É preocupante que 65% dos CEO de África estão um pouco ou extremamente preocupados com a falta de confiança nas empresas. A maioria dos CEO (86%) também considera que a corrupção é uma grave ameaça. O setor privado tomou a iniciativa de combater a corrupção pedindo ao governo e aos organismos reguladores para fazerem cumprir a legislação e os códigos de práticas comerciais.

Comunicar a prosperidade partilhada

É positivo que os CEO de África estejam a reconhecer cada vez mais a importância de comunicar assuntos que não sejam de cariz financeiro. Além disso, a maioria dos CEO de África inquiridos não só acredita que o sucesso não significa apenas ganhar dinheiro, mas acredita também que as suas organizações devem fazer mais para comunicar o impacto geral das suas atividades e como estas criam valor para as partes interessadas.

Shango conclui: “Os CEO em África e na África do Sul aprenderam com as experiências dos últimos anos e estão melhor preparados para enfrentar uma grande diversidade de desafios e incertezas. Os CEO moldaram e continuam a moldar as suas estratégias comerciais para tirar partido de novas oportunidades de crescimento, em mercados existentes e novos.”

Distribuído pela APO (African Press Organization) em nome da PricewaterhouseCoopers LLP (PwC).

Crescimento está na agenda de negócios africana – PwC

Venda ilegal de divisas em Angola faz aumentar a inflação

Fotografia: Eduardo Pedro

O Banco Nacional de Angola (BNA) defende o combate da venda ilegal de dólares nas ruas, uma das formas de acesso a divisas no país, transacionadas três vezes acima da taxa de câmbio oficial.

 

A posição vem expressa na mais recente nota mensal do Comité de Política Monetária do BNA.
O CPM do Banco Nacional de Angola (BNA) recomendou às autoridades competentes maior controlo e responsabilização dos agentes promotores do mercado informal de moeda estrangeira, ao mesmo tempo que pretende que a supervisão do banco central seja “mais atuante e enérgica na preservação da ética e cumprimento das normas do sistema financeiro”.

 
Perante a atuação da Polícia, que tenta combater o fenómeno, as “kínguilas” tendem agora a não fazer as transacções nas ruas mas em casa, mais resguardadas, onde negoceiam com os clientes.
Ontem, os vendedores informais de divisas já transaccionavam, em algumas zonas de Luanda, cada nota de dólar a mais de 600 kwanzas, quando a taxa de câmbio oficial ronda os 166 kwanzas, tendo em conta a elevada procura por dólares e a cada vez mais reduzida oferta no mercado formal.
Na semana passada, a venda de divisas no mercado primário atingiu 217,8  milhões de dólares, muito mais que os cinco milhões passados aos bancos comerciais nos sete dias anteriores. Uma semana antes, o banco central vendeu 1,9 milhões de dólares e dois milhões de euros para o pagamento de operações da companhia de Transportes Aéreos de Angola (TAAG) e da Televisão Pública de Angola (TPA).
O BNA declarou que, na semana passada, vendeu 65,3 milhões de dólares para cobertura de importações dos programas setoriais do Executivo, nomeadamente insumos, matérias-primas e equipamentos para a agricultura, indústria e pescas.
Trinta milhões de dólares foram vendidos para cobertura das operações das companhias aéreas, 20 milhões para os serviços de telecomunicações e 15,6 milhões para a importação de medicamentos e material hospitalar, afirma o documento. As vendas incluíram 24 milhões de dólares para pagamentos ­relacionados com ajuda familiar, saúde, educação, viagens e remessas de dinheiro, sete  milhões para cobertura cambial de salários de não residentes e dez milhões para operações bancárias diversas.
O banco central  declarou a transação de 45,4 milhões de dólares em leilão de preço para a cobertura de operações de importação das empresas prestadoras de serviço ao sector petrolífero.
A cotação do dólar no mercado primário publicada segunda-feira no site do BNA foi de 166,708 kwanzas e a do euro de 186,262 kwanzas, quase inalteradas face à da semana de 2 a 6 de Maio, quando as duas divisas foram cambiadas a 166,707 kwanzas e a 186,261 kwanzas

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/venda_ilegal_de_divisas_faz_aumentar_a_inflacao

Capes define a concessão de bolsas aos cursos de pós-graduação em 2016 – Programas DS, PROSUP, PROEX e PNPD.

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A concessão de bolsas é um instrumento básico de apoio aos programas de pós-graduação stricto sensu em prol da excelência acadêmica. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) disponibilizou nesta quinta-feira (5), 1.622 bolsas no país, nas modalidades de mestrado, doutorado e pós-doutorado para cadastramento de novos bolsistas no Sistema de Acompanhamento e Concessão (SAC). Tais bolsas atendem a 888 PPGs e 55 Pró-Reitorias em todo o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).

Assim, em 2016, encontram-se disponíveis para uso dos PPGs e Pró-Reitorias de todo o país 85.093 bolsas nos três níveis (ver tabela) no âmbito dos Programas Demanda Social (DS), Programa de Suporte à Pós-Graduação de Instituições de Ensino Particulares (PROSUP), Programa de Excelência Acadêmica (PROEX) e Programa Nacional de Pós-doutorado (PNPD). A concessão de bolsas para esses programas foi calculada com base na taxa de utilização das bolsas pelos cursos no período de março de 2015 a março de 2016.

Com o objetivo de atender de forma mais adequada o conjunto de programas de pós-graduação de cada instituição e assegurar maior utilização das cotas de bolsas/taxas em 2016, a CAPES permitirá, entre 1° de junho e 30 de setembro, o remanejamento de cotas de bolsas entre os programas de pós-graduação de uma mesma Instituição. Esse remanejamento é opcional e pode ser feito independentemente da área do conhecimento, cabendo às instituições avaliar a forma de fazê-lo.

Em adição às bolsas dos programas DS, PROSUP, PROEX e PNPD, a CAPES mantem5.257 bolsas de pós-graduação (ativas em abril de 2016) que são concedidas por meio de acordos com as Fundações Estaduais de Apoio a Pesquisa (FAPs) e de editais associados a áreas e temas estratégicos.


Concessão de bolsas/taxas de pós-graduação em 2016 dos Programas DS, PROSUP, PROEX e PNPD.

Programa

Mestrado

Doutorado

Pós-doutorado

Total Geral

DS

31.392

23.407

54.799

PROSUP/Bolsas

1.687

1.850

3.537

PROSUP/Taxas

3.394

2.543

5.937

PROEX/Bolsas

6.218

9.522

15.740

PROEX/Taxas

478

515

993

PNPD/CAPES

4.087

4.087

Total Geral

43.179

37.772

4.087

85.093

Fonte:http://lqes.iqm.unicamp.br/canal_cientifico/lqes_news/lqes_news_cit/lqes_news_2016/lqes_news_novidades_2051.html