Brasileiros e o drama dos refugiados moçambicanos

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O drama dos refugiados moçambicanos levou milhares de pessoas a terem a sua vida transformada para a miséria no Malawi. Crianças sem escola, doenças , exploração do trabalho são marcas que os acompanharão ao longo da vida. Que olhar o Governo moçambicano dará para estas famílias que só querem a paz?

Para nós brasileiros fica difícil imaginar a vida dos refugiados moçambicanos,  uma realidade distante. A noticia que registramos dá uma ideia do sofrimento a quem foram submetidos crianças, mulheres, idosos e pessoas deficientes. Da região de onde as pessoas fugiram o Brasil está presente na exploração do  carvão por meio da empresa brasileira Vale.

Onze milhões de toneladas por ano: é a capacidade instalada atualmente de produção de carvão da mina de Moatize, na província de Tete. Para melhor responder à demanda de processamento de carvão, a Vale investiu na construção da maior central de enriquecimento de carvão do país. A Mina Carvão Moatize produziu em 2013 cerca de 4 milhões de toneladas de carvão

Para aumentar a capacidade de produção de carvão da mina para 22 milhões de toneladas anuais, que representa a sua capacidade máxima, há um investimento na Expansão da mina de Moatize.

Nesta região da mina de Moatize é que ocorreram conflitos com a fuga de milhares de refugiados. A exigência da Renamo (partido de oposição) de governar nas seis províncias do centro e norte de Moçambique, onde o partido reivindicou vitória nas eleições gerais de 2014, e a consequente recusa do Governo constituíram a principal razão do renascer do conflito armado no país, que opôs as duas partes, até Dezembro de 2016.

Milhares de moçambicanos refugiados ao longo de vários meses no Malawi para escapar às hostilidades militares no conflito entre o Governo e a Renamo, viram agravar a sua pobreza, à semelhança de outros milhares de deslocados internos, acusados de favorecer as forças beligerantes.

mocambiquemoatizeHomens, mulheres e crianças no distrito de Moatize, na província de Tete, no centro do país, regressam hoje sem o mínimo de condições para se reerguerem.

“Foram meses tristes no Malawi. Assistir crianças a mendigar por uma mandioca ou batata, que tinham fartos em casa, ver homens e mulheres a trabalharem duro para conseguir um copo de farinha, foi duro”, disse Fatima Niquisse, de 45 anos, nesta terça-feira, 20, quando se celebra o Dia Mundial dos Refugiados.

“O mais triste foi a perseguição contra inocentes políticos. Nós fugimos e foi o nosso enterro econômico. Pessoas ficaram mais pobres, outras apanhavam lixo, como se não fossem seres humanos devido à fome, até que pequenos apoios começaram a vir do ACNUR. Foi doloroso”, relatou à VOA, Waisson Rogério.

À espera da paz definitiva

O Governo de Tete estima que mais de seis mil refugiados moçambicanos que se encontravam no Malawi regressaram ao país até início de Junho, mas centenas deles estão ainda instalados nas sedes da localidade, enquanto aguardam por um acordo definitivo de paz.

“Foi pela segunda vez que me refugiei ao Malawi. Na guerra dos 16 anos fugi para o Malawi e nos finais de 2015 repeti, devido ao conflito. Lá a vida era uma lástima, e agora em casa o cenário é pior, vai demorar para voltar ao normal”, frisou Lídia José, avançada em idade.

Enquanto os refugiados tentam refazer a sua vida, os deslocados em sete distritos das províncias de Manica e Sofala, que estavam abrigados em centros de deslocados – extinguidos pelo Governo em Maio -, passam fome extrema, recorrendo a ervas e ratos para aliviar a fome, admitindo que ficaram mais pobres com o conflito.

Fome

“Há fome. Viver como deslocado foi a pior experiência do conflito porque apesar de pequenas ajudas o tratamento muitas vezes é desumano, pois falta quase tudo e sem onde recorrer”, declarou Fátima Mateus, sustentando que recorreu a trabalhos domésticos para escapar à fome.

Lembrando a fartura antes do conflito, Ester Paulino, outra deslocada, admite que se tornou três vezes mais pobre e sustenta que a convivência em campos de deslocados era “desastrosacom experiências “muito prejudiciais, sobretudo para mulheres e crianças”.

 

https://www.voaportugues.com/a/dificil-recomeco-refugiados-mocambicanos-regresso-casa/3907895.html

Empresários brasileiros em Angola se movimentam diante da crise

A Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran) continua apostada no fortalecimento das relações empresariais entre Angola e Brasil, com vista ao desenvolvimento dos dois países, face ao atual contexto econômico.

Arlete Holmes Presidente de Associação
Fotografia: Maria Augusta | Edições Novembro

A afirmação é da presidente dessa associação, Arlete Holmes, que discursou na segunda edição do Happy Hour AEBRAN 2017, realizada durante esta semana, onde foi promovida uma palestra sobre a “importância do associativismo”. Arlete Holmes referiu que pretende-se igualmente estreitar as relações comerciais e culturais, os laços de amizade entre os dois países e apoiar os empresários brasileiros em Angola.
O Happy Hour é uma oportunidade empresarial para a troca de experiências e contactos fora do ambiente corporativo, abraçado por profissionais de diversas áreas, com vista a ativar os radares para novos negócios.
A palestra foi proferida pela docente universitária, Helena Prata, que referiu que o associativismo moderno é um fenômeno relativamente recente em Angola e que tem avanços e recuos em diferentes épocas, associados a períodos históricos que marcaram transformações sociais, econômicas e políticas mais significativas na sociedade angolana.
“Apesar do seu ainda incipiente desenvolvimento no ordenamento jurídico angolano, o associativismo pode afigurar-se como um pólo muito forte de desenvolvimento”, disse Helena Prata.
Fundada em 2003 a Aebran tem por objectivo impulsionar as políticas das empresas brasileiras que actuam em Angola, colaborando nas estratégias de investimento e no desenvolvimento socioeconómico do país.

Quem é Arlete Holmes?

 

Arlete Holmes Lins  – Sócia fundadora e Diretora Geral da Climed Serviços de Saúde, empresa de direito angolano registrada e em atividade desde março de 1993. Reside em Angola desde janeiro de 1985, licenciada em Administração de Empresas, cursou Ciências Sociais e especialista em Gestão de Empresas pela FGV/Rio. Participa do Conselho Cidadão ligado à Embaixada do Brasil em Angola, colabora com a Aebran desde sua fundação (2003), ocupou o cargo de Secretária Geral na diretoria executiva anterior (2012-2014) e nesta gestão(2017-2018) é a presidenta

 

Associação de Empresários e Executivos Brasileiros em Angola (Aebran)

A AEBRAN foi criada em 2003, decorrente do clima de aproximação que existia entre a comunidade empresarial brasileira e a Embaixada do Brasil em Luanda. O catalisador desse movimento foi uma feliz sugestão emitida pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em reunião realizada com representantes desta comunidade, durante uma visita precursora da primeira visita do Presidente Luis Inácio da Silva à Angola, realizada naquele mesmo ano.

A aprovação dos estatutos originais da associação e nomeação da Comissão Instaladora ocorreram em 11 de julho de 2003 e a publicação do mesmo no Diário da República de Angola ocorreu a 19 de agosto de 2003, sendo esta considerada a data de criação da organização.

Tendo como base o intercâmbio económico, social e cultural entre os dois países lusófonos, a AEBRAN possui mais de 50 empresas associadas, que actuam nas áreas da construção civil, mineração, venda de veículos, medicamentos, agro-indústria, agropecuária, comunicações, navegação, petróleo, propaganda e marketing. Entre este leque de negócios promissores, a AEBRAN prima pela estratégia de fortalecer a união entre o Brasil e Angola, estreitando os laços de cooperação e amizade.

Esta aproximação se dá através de eventos organizados pela AEBRAN no âmbito econômico, como os Fóruns de Debates, Encontro com Notáveis, participação em feiras comerciais e encontros com missões empresariais brasileiras em visita a Angola; em eventos culturais, como organização de shows de música brasileira; como também no setor social, o que inclui distribuição alimentos não perecíveis para entidades carentes. Entre tantos eventos, a AEBRAN se destaca por ficar á frente da Semana do Brasil, marca exclusiva da Associação que visa mostrar a diversidade cultural e étnica da nação brasileira e suas manifestações, despertando e fortalecendo as raízes comuns entre os povos angolano e brasileiro.

A AEBRAN foi criada em 2003, decorrente do clima de aproximação que existia entre a comunidade empresarial brasileira e a Embaixada do Brasil em Luanda. O catalisador desse movimento foi uma feliz sugestão emitida pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, em reunião realizada com representantes desta comunidade, durante uma visita precursora da primeira visita do Presidente Luis Inácio da Silva à Angola, realizada naquele mesmo ano.

A aprovação dos estatutos originais da associação e nomeação da Comissão Instaladora ocorreram em 11 de julho de 2003 e a publicação do mesmo no Diário da República de Angola ocorreu a 19 de agosto de 2003, sendo esta considerada a data de criação da organização.

Tendo como base o intercâmbio económico, social e cultural entre os dois países lusófonos, a AEBRAN possui mais de 50 empresas associadas, que actuam nas áreas da construção civil, mineração, venda de veículos, medicamentos, agro-indústria, agropecuária, comunicações, navegação, petróleo, propaganda e marketing. Entre este leque de negócios promissores, a AEBRAN prima pela estratégia de fortalecer a união entre o Brasil e Angola, estreitando os laços de cooperação e amizade.

Esta aproximação se dá através de eventos organizados pela AEBRAN no âmbito econômico, como os Fóruns de Debates, Encontro com Notáveis, participação em feiras comerciais e encontros com missões empresariais brasileiras em visita a Angola; em eventos culturais, como organização de shows de música brasileira; como também no setor social, o que inclui distribuição alimentos não perecíveis para entidades carentes. Entre tantos eventos, a AEBRAN se destaca por ficar á frente da Semana do Brasil, marca exclusiva da Associação que visa mostrar a diversidade cultural e étnica da nação brasileira e suas manifestações, despertando e fortalecendo as raízes comuns entre os povos angolano e brasileiro.

“Rostos de Loanda”: o teatro angolano que emocionou os brasileiros

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Ontem a noite, no bairro tradicional da cidade de São Paulo , ao lado do Museu do Ipiranga, um dos lugares mais marcantes da história do Brasil, tive o privilégio de assistir a peça “Rostos de Loanda”, no teatro do Sesc Ipiranga.  Na platéia de quinta feira,  destacava-se a presença de angolanos que acompanhavam a peça cantando e rindo muito dos episódios que se sucediam no belíssimo espetáculo.

Para pessoas como eu que não visitam Luanda há muito tempo, foi maravilhoso poder ouvir o sotaque luandino, os problemas do dia a dia de quem vem a cidade em mudança frenética, com a explosão imobiliária.

Impressiona saber da violência policial numa cidade que cresceu junto com as desigualdades sociais e  o aumento da pobreza, tipica  situação de uma grande metrópole. O humor da peça é muito bem realizado, com um ritmo agradável que te aproxima dos atores.

Excelentes atores como Wime Braúlio, Luís da Costa, Elizabeth Rodrigues, Rodrigo Fernandes, Eliseu Diogo, José Teixeira, Serafina Muhongo, Rosa Sousa, Mariana António, Sizainga Francisco e Sidónio Domingos. Uma representação que merece ser vista e revista muitas vezes

A peça infelizmente ficou em uma curtíssima duração, uma pena.

A peça narra a história de rostos que marcaram a cidade de Loanda – hoje conhecida como Luanda. Figuras que norteiam a cultura e o imaginário angolano em Rostos de Loanda, do Grupo Colectivo Miragens de TeatroDSC_2014-1.jpg

Retrata a vida de João Muleta, um deficiente que, após se embriagar, vê figuras importantes que marcaram a história da cidade. Em suas visões, aparecem Salvador Correia de Sá e Benevides, Dom Miguel de Melo e o fundador da cidade, Paulo Dias de Novais, além do Grupo Ngola Ritmos, os músicos Urbano de Castro, Minguito, Luís Visconde, entre outros. Um misto de história e realidade que marcaram a sociedade angolana e que são retratadas por estas figuras.rostosdeloanda

A peça foi inserida no  Festival Yesu Luso – Teatro em Língua Portuguesa,  do idioma que  é o quarto mais falado no mundo. Mas, às vezes, parece caminhar isolado, solitário. “O que nos choca é o gigantesco afastamento entre as pátrias falantes dessa mesma língua. Um silêncio, um abismo, uma distância, no que se refere às relações sociais entre a maioria dos países lusófonos”, comenta Arieta, curadora do .rostos-de-loanda.jpg

A peça angolana emocionou a plateia brasileira e deixará saudades.

 

Senado aprova acordos do Brasil com Moçambique e Angola

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O Senado aprovou nesta quarta-feira (24), em votações simbólicas, dois acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro em 2015, visando facilitar investimentos e cooperação com nações africanas de língua portuguesa: Angola (PDS 1/2017) e Moçambique (PDS 2/2017). Ambos os projetos de decreto legislativo seguem para promulgação.

Os acordos permitem maior divulgação de oportunidades de negócios, troca de informações sobre marcos regulatórios, um conjunto de garantias para o investimento e mecanismo adequado de prevenção e, eventualmente, solução de controvérsias. O novo modelo propicia um quadro sólido para os investimentos entre os países.

Cada um dos acordos será gerido por um Comitê Conjunto, composto por representantes dos governos. Essas instâncias terão como funções compartilhar oportunidades visando à expansão dos investimentos recíprocos; solicitar e acolher a participação do setor privado e da sociedade, além de resolver amigavelmente questões e controvérsias sobre investimentos de cada um dos países. Representantes de ONGs também poderão ser convidados a participar desses comitês.

Os textos determinam ainda a criação de Pontos Focais ou Ombudsmen, que terão como função primordial dar apoio aos investimentos da outra parte realizados em seu país. O Brasil estabeleceu seu Ponto Focal na Câmara de Comércio Exterior (Camex), enquanto Angola e Moçambique optaram por secretarias de comércio vinculadas a seus respectivos Ministérios de Relações Exteriores.

Os acordos também preveem que os investimentos não poderão ser expropriados ou nacionalizados, exceto em virtude de utilidade ou interesse públicos, porém de maneira não discriminatória, com pagamento da efetiva indenização e seguindo o devido processo legal.

No caso da expropriação, a compensação devida deverá ser paga sem demora, de acordo com a legislação do país e equivalente ao valor justo de mercado.

Os textos exigem ainda que os investidores deverão se empenhar em realizar o maior número possível de contribuições para o desenvolvimento sustentável do país em que vai atuar, adotando práticas socialmente responsáveis, com respeito aos direitos humanos, incentivo ao desenvolvimento do capital humano e fortalecimento da capacidade local.

Mulher negra e cientista brasileira narra epopeia de sua vida

‘Passei fome, mas tracei meta de conseguir vencer’, diz mulher que enfrentou preconceitos e se tornou cientista

Joana D’Arc Félix de Souza superou infância pobre e chegou a uma das universidades mais prestigiadas do mundo. Ela atua na ETEC em Franca, SP, em pesquisas para preservar meio ambiente.

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Aos 4 anos, a pequena Joana D’Arc começou a trilhar um caminho incentivado pelos conselhos do pai. Filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume, ela encontrou nos estudos a chave para transformar uma vida de grandes dificuldades.

Hoje, aos 53 anos, a cientista PhD em química e professora Joana D’Arc Félix de Souza conquistou status visionário por sua atuação em pesquisas com o objetivo de poupar o meio ambiente de agressões e melhorar a qualidade de vida das pessoas.

“Já dormi com fome, já passei fome, mas eu coloquei uma meta no meu caminho: a de conseguir vencer”, diz.

20141219Simplicidade que transforma

Joana nasceu em Franca (SP) no seio de uma família com poucos recursos financeiros. Sem condições de mantê-la em uma creche, a mãe optou por levar a caçula para o trabalho todos os dias. A patroa, diretora do Sesi, descobriu uma habilidade precoce na menina, que aprendeu a ler aos 4 anos.

“Para eu ficar quietinha minha mãe me ensinou a ler os jornais que tinham na casa. Teve certo dia que a diretora me viu vendo os jornais e disse ‘Você está vendo as figurinhas?’, e eu disse ‘Não, eu estou lendo’. E ela me deu a primeira oportunidade para estudar.”

A menina foi matriculada na primeira série de uma das turmas do Sesi e conseguiu acompanhar os colegas. O antigo colegial foi concluído quando ela tinha 14 anos, na Escola Estadual Torquato Caleiro, e com isso, surgiu o desejo de ingressar em uma universidade.

“Os meninos começaram a falar de vestibular para poder fazer a faculdade e começou a me despertar aquele ‘eu também quero fazer alguma coisa’ e eu fui conversando com a professora sobre como eu fazia para passar no vestibular. Ela me arrumou todas as apostilas do filho que fez cursinho para eu estudar”, lembra.joana-darc5

Mesmo sem dinheiro e sem ideia de como seria a vida longe da família, já que precisaria estudar em uma universidade pública fora de Franca, Joana ouviu os conselhos do pai e dedicou-se a longas jornadas de estudo com o material emprestado do filho da professora.

“Meu pai estudou só até a 8ª série e a minha mãe foi até a 4ª série. Então, o meu pai sempre incentivou bastante. Ele falava ‘mesmo a gente não tendo condições, a gente vai fazer o máximo, o possível e o impossível para você estudar”, diz.

O trabalho do pai no curtume, local onde o couro cru é quimicamente tratado para ser utilizado na produção de artigos como sapatos, também foi responsável pela escolha da graduação de Joana.

“Eu queria fazer química porque eu via os químicos trabalhando nos curtumes e achava bonito. A gente era tão mal informada que eu achava que químicos só trabalhavam em curtume. Então, o meu objetivo era fazer química para trabalhar no curtume.”

Ela foi em frente no sonho de conquistar uma vaga nas disputadas Unicamp, USP e UNESP. Foi aprovada em todas e escolheu com segurança a universidade em Campinas (SP), distante 330 quilômetros de casa.joana-darc3

A pesquisadora Joana D’Arc coleciona 53 prêmios ao longo da carreira Franca-SP (Foto: Stella Reis/EPTV)

Os desafios

Ainda adolescente, se mudou sozinha na década de 1980 para a cidade grande e passou a viver em um pensionato com pessoas diferentes e de todos os lugares do país. O patrão do pai de Joana também ajudou com algumas despesas, mas não tardou até que as primeiras dificuldades começassem a aparecer.

“Aos finais de semana e em muitas outras noites eu dormi com fome. Eu via aquelas meninas com bolsas, com sorvetes e era muito difícil ver tudo aquilo e não ter condições de comprar. Mas, eu via que a minha mãe não parava de trabalhar, era uma vida sofrida, e criei esse objetivo: eu vou em frente para conseguir.”

No segundo semestre do primeiro ano de graduação, Joana começou a fazer a iniciação científica e passou a receber uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os R$ 300 mensais foram um alívio para a jovem estudante até o fim do curso. Com o primeiro pagamento em mãos, ela correu direto para a padaria e comprou R$ 20 em doces. “Comi tudo sozinha”, lembra. Parte do dinheiro, cerca de R$ 100, ainda eram enviados para ajudar os pais em Franca.

Na Unicamp, Joana ampliou o currículo e tornou-se doutora em química industrial, em 1994. Os artigos publicados sobre a síntese de fármacos renderam a ela um convite para fazer o pós-doutorado em uma das instituições mais prestigiadas do mundo, a Universidade Harvard, nos EUA.

A pesquisadora rumou então para Cambridge para avançar em mais uma etapa promissora da carreira. O assunto de sua tese acabou surpreendendo os orientadores. “Quando eu fui fazer o pós-doc a sugestão era trabalhar com reaproveitamento de resíduos e meu orientador me falou ‘você quer trazer um problema brasileiro?’. Meu pai já tinha sugerido para eu levar os resíduos do curtume aqui para ver o que eu podia fazer.”

Mas, Joana viu seus planos mudarem de rumo inesperadamente em outubro de 2002, com duas perdas avassaladoras. Primeiro, a irmã. Um mês e três dias depois, o pai. As mudanças a fizeram repensar a vida.

“Meu pai sentiu muito a morte da minha irmã e, depois de um mês e três dias, ele faleceu. O meu objetivo era ficar nos Estados Unidos, mas, minha mãe ficou muito doente e o marido da minha irmã foi morar com ela, com as crianças. Eu resolvi voltar para ajudar a minha mãe na criação dos meus sobrinhos.”

Joana atua como coordenadora na ETEC em Franca e coleciona 56 prêmios (Foto: Stella Reis/EPTV)

Escola da mudança

A decisão, por mais difícil que tenha sido, foi a melhor a ser tomada, considera a pesquisadora. O ponto final à vida nos EUA acabou revelando à Joana uma nova oportunidade. Ao invés da carteira de aluno, ela passou a ocupar um lugar superior na sala de aula, o do professor.

Há 12 anos, ela passou a atuar na Escola Técnica Estadual (ETEC) em Franca e começou a desenvolver projetos de pesquisa, conquistando discípulos e prêmios – 56 no total.

“Desenvolvi uma cultura muito interessante aqui na escola, porque os alunos achavam que o curso técnico era o máximo que eles iriam chegar. Eles começaram a ver que existia uma universidade e que eles poderiam fazer uma pós-graduação, ter uma vida acadêmica ou trabalhar em uma indústria.”

Ao lado dos alunos, Joana desenvolveu o trabalho que rendeu-lhe o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim), um reconhecimento aos projetos de inovação tecnológica na área. A pesquisa diz respeito à utilização da pele suína em transplantes realizados em seres humanos. A ideia de pesquisar o assunto surgiu quando um trabalhador em Franca sofreu graves lesões ao derrubar um galão de ácido sulfúrico sobre o corpo por acidente. A vítima era parente de um aluno de Joana.

“Ele me contou a história e começou a falar sobre transplantes de pele. Comecei a pesquisar quais tipos de peles animais eram compatíveis com a humana e a que mais se aproximava era a suína, com 78% de compatibilidade. Eu quis descobrir o que faria chegar aos 100% e fomos purificando até alcançar o objetivo.”

Segundo a pesquisadora, o Brasil possui apenas quatro bancos de pele e eles trabalham com restos de peles de cirurgias plásticas, já que as pessoas desconhecem o processo de doação. De acordo com Joana, uma indústria farmacêutica do Rio de Janeiro está interessada em uma transferência de tecnologia.

Por causa do conhecimento sobre as atividades nos curtumes em Franca, a pesquisadora também atua em soluções para que os resíduos do couro não afetem o meio ambiente. Atualmente, ela trabalha no desenvolvimento do chamado cimento ósseo, que usa o colágeno do couro e a hidroxiapatita extraída da escama de peixes.

“Se em um acidente a pessoa perde parte do osso, o médico vai remover a parte perdida, fechar a cirurgia e esse cimento ósseo vai favorecer o crescimento do osso novo. Enquanto ele cresce, o cimento vai ser absorvido sem rejeição.”

Segundo a pesquisadora, países como Holanda e Estados Unidos estão interessados na tecnologia desenvolvida na ETEC.

Joana recebe o prêmio Kurt Politizer, da Abquim, em 2014 (Foto: Assessoria de imprensa ETEC)

Preconceito a fez mais forte

Aos 53 anos, Joana se recorda do preconceito vivido tanto na juventude quanto nos dias de hoje, mas acredita que os episódios a fizeram mais forte e a ajudaram a chegar ao lugar que tanto sonhava.

“Me lembro de uma passagem que me chateou muito na escola. Na hora do intervalo alguns alunos da minha sala danificaram alguns bancos, quebraram algumas coisas. Quando voltamos para a sala, a diretora falou ‘pessoas do nível de vocês nunca vão conseguir nada. Pessoas que os pais vêm trazer de bicicleta na escola nunca vão conseguir ser nada’. As palavras más daquela diretora me ajudaram a vencer na vida.”

Joana tem quatro sobrinhos e eles decidiram seguir os passos da tia na carreira. A professora acredita que o estímulo ao estudo seja seu maior legado aos jovens da família e aos alunos. Ela replica deste modo o que recebeu de herança do pai.

“Eu me sinto realizada por não ter sido impedida por nenhum obstáculo, não ter desistido. Vejo a contribuição que eu estou dando ao meio ambiente e me sinto lisonjeada. Também me sinto bem por poder passar um pouco do meu conhecimento a um aluno e sentir o reconhecimento que eles têm. Sempre procurei incentivar porque é o estudo que vai colocá-lo onde você almeja chegar. É a única coisa que ninguém te rouba. Me sinto gratificada por meus sobrinhos poderem estudar sem preocupação com o que vão jantar ou almoçar, por poder dar a eles uma vida mais tranquila.”

*Sob a supervisão de Thaisa Figueiredo

Joana entre alunos que recebem todo seu incentivo na pesquisa em Franca-SP (Foto: Assessoria de imprensa ETEC)

http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/passei-fome-mas-tracei-meta-de-conseguir-vencer-diz-mulher-que-enfrentou-preconceitos-e-se-tornou-cientista.ghtml

Países africanos e de maioria negra cobram Brasil na ONU por racismo

Sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em GenebraDireito de imagemREUTERS
Image captionSessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra; Brasil foi cobrado durante Revisão Periódica Universal

O Brasil foi cobrado no Conselho de Direitos Humanos da ONU, na última sexta-feira, para intensificar o combate à desigualdade e à discriminação contra a população negra – que corresponde a 54% dos brasileiros, segundo o IBGE.

Boa parte dos comentários veio de países africanos ou de maioria negra, como Ruanda, Namíbia, Haiti, Senegal, Botsuana e Bahamas. Eles foram feitos durante sabatina da Revisão Periódica Universal do Brasil, em Genebra (Suiça) e serão divulgados em um relatório da ONU nesta terça-feira.

Essas nações pediram providências do governo brasileiro para a redução dos homicídios contra jovens negros, garantia de liberdade religiosa, melhora ao acesso a educação de qualidade pela população afro-brasileira, proteção e garantias de direitos para mulheres negras e mais acesso a políticas de redução da pobreza e acesso a programas sociais.

Segundo o Ministério dos Direitos Humanos, a ministra Luislinda Valois “reconheceu as dificuldades enfrentadas no país e apontou esforços e vitórias do governo no intuito de preservar o espírito de engajamento construtivo do sistema internacional de direitos humanos”.

“Assumo desde já meu compromisso de trabalhar em estreita coordenação com os parceiros governamentais e não governamentais pela plena implementação das recomendações da Revisão Periódica Universal”, afirmou Valois no encontro.

A revisão acontece a cada quatro anos e meio e, desta vez, reuniu 246 recomendações feitas por 103 delegações de países-membros das Nações Unidas.

Nessas revisões, após a leitura de dossiês preparados por Nações Unidas, governo do país avaliado, movimentos e organizações sociais, representantes de países na ONU fazem uma série de sugestões e comentários para a nação sabatinada. O Brasil pode aceitar ou não as recomendações.

O Brasil se comprometeu a avaliar as recomendações até setembro, quando acontece a 36ª sessão do Conselho de Direitos Humanos.

Além do racismo, temas como violência policial, tortura, más-condições em presídios, discriminação contra indígenas, mulheres, população LGBT e proteção a crianças também foram abordados nas recomendações feitas ao Brasil.

Em foto de arquivo de campanha no Rio, silhuetas de corpos são um protesto contra homicídios de jovens negrosDireito de imagemFERNANDO FRAZÃO/ AGÊNCIA BRASIL
Image captionSilhuetas de corpos em protesto contra homicídios de jovens negros; sabatina do Brasil na ONU pediu que país reduza mortes por armas de fogo

Racismo

Mas o que dizem países negros e africanos sobre discriminação racial no Brasil?

A Namíbia pediu “medidas para a prevenção de violência e discriminação racial contra afro-brasileiros” e medidas para a “erradicação da discriminação contra mulheres de origem africana”.

O país também pediu “proteção ao patrimônio cultural negro no país e a espaços de adoração”, como centros de umbanda e do candomblé.

De acordo com o relatório apresentado em abril pelo Alto Comissariado da ONU, a relatoria “mostrou preocupação com relatos de abusos, intimidação, discurso de ódio e até atos de violência contra membros de religiões afro-brasileiras, inlcuindo vandalismo contra espaços de adoração, queima de templos e profanação de símbolos religiosos africanos”.

Já as Bahamas – conjunto de ilhas que fica entre Cuba e Estados Unidos e tem mais de 90% da população formada por descedentes de africanos – pediram que o Brasil encontre estratégias para reduzir as mortes por armas de fogo, “particularmente entre a juventude negra”.

Segundo o relatório apresentado pela ONU, nos 56 mil homicídios anuais no Brasil, 30 mil vítimas tinham entre 15 e 29 anos e 77% delas eram homens negros.

O Senegal pediu “promoção dos direitos de comunidades afro-descendentes, em particular os direitos das crianças”.

Entre as recomendações feitas pelo Haiti estão “tomar todas as medidas necessárias para reduzir as taxas de mortes contra homens negros, particularmente por meio de programas educacionais robustos adaptados às necessidades desta população”.

O Haiti também pediu “melhora na qualidade da educação pública, particularmente para aqueles que vivem abaixo da linha da pobreza, como os afro-brasileiros”.

A África do Sul reconheceu avanços da Política de Promoção da Igualdade Racial, com a implantação do Sistema de Igualdade Racial, e citou o programa Bolsa Família, apontando seu benefício à educação.

Botswana pediu “garantias de igual acesso a afrobrasileiros a medidas de redução da pobreza e benefícios sociais, como formas de proteger seus direitos fundamentais”.

Policiais da tropa de choque entram na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, em Manaus, em janeiroDireito de imagemMARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Image captionA situação dos presidios brasileiros também foi destacada por países-membros da ONU

Segundo o relatório sobre o Brasil apresentado pela ONU, 70,8% dos 16.2 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza são negros”.

Questões sobre desigualdade racial também foram levantadas por outros países europeus, asiáticos e americanos.

Tortura, violência policial e presídios

A situação dos presidios brasileiros (formados em 61,6% por negros, segundo o governo) e a violência praticada por agentes da polícia (as principais vítimas são homens negros e pobres, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública) também foi destacada por países-membros da ONU.

Se somadas, as recomendações contra a discriminação contra negros, a violência policial, a tortura e a situação carcerária formam a maioria das sugestões dadas ao Brasil na reunião.

Ruanda pediu medidas para prevenir abusos de forças policiais, “incluindo treinamentos em direitos humanos”. Botsana pediu investigações contra abusos como forma de reduzir violações.

Angola, Argélia e Cabo Verde pediram melhoras nas condições do presídios e redução da superlotação.

Segundo o relatório elaborado pelas Nações Unidas, “mulheres e meninas descendentes de africanos são as principais vítimas de violência e ocupam a maior parte dos postos de trabalho sem especialização e da população carcerária”.

A ministra dos Direitos Humanos se comprometeu durante o encontro a reduzir em 62 mil presos a população carcerária nos próximos 3 anos (há 622 mil presos no país, segundo o Ministério da Justiça).

A promessa foi avaliada com ceticismo por organizações e movimentos sociais.

“Essa promessa não dialoga com o tamanho dos desafios do sistema prisional. O Brasil prende cerca de 40 mil pessoas por ano, ou seja, quando a ‘meta’ anunciada for cumprida, o país já terá prendido outras 120 mil”, disse Camila Asano, coordenadora do programa de Política Externa da ONG Conectas.

A Anistia Internacional também criticou as respostas do país na sabatina.

“No Brasil há, em geral, uma grande lacuna entre o discurso das autoridades, as leis e os programas que existem e o que é implementado na prática. Os compromissos assumidos pelo Brasil diante do Conselho de Direitos Humanos no processo de Revisão Periódica Universal não podem ficar apenas no papel, como aconteceu majoritariamente com os compromissos assumidos no último ciclo em 2012”, avaliou Renata Neder, assessora de direitos humanos da Anistia.

Mulheres, indígenas, crianças e população LGBT

Além das questões ligadas à população negra no Brasil, recomendações sobre os direitos de mulheres, indígenas, crianças, gays, lésbicas, bissexuais e transexuais também foram feitas pelos países presentes.

A violência contra mulheres e sua subrepresentação em cargos de poder no governo e em empresas foram destacados pela ONU e pelos países presentes na sabatina.

Suíça, França, Islândia e Uruguai pediram atenção à defesa dos direitos reprodutivos da mulher, incluindo a regulamentação do aborto.

Realizada cinco dias após um ataque no Maranhão contra indígenas da etnia Gamela, que deixou mais de 10 feridos, dezenas de países pediram rigor na demarcação de terras e da proteção física e cultural de povos originários.

Durante a sessão, a ministra de Direitos Humanos disse repudiar a violência contra os povos indígenas e afirmou que o governo busca diálogo para garantir demarcações.

Os países também pediram rigor contra assassinatos, perseguição e discriminação baseadas na orientação sexual e no gênero – a Suíça destacou a transfobia como um problema no Brasil.

Países como Israel, Colômbia e Finlândia pediram leis para a defesa desta população contra a discriminação.

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-39864066

Brasil e São Tomé e Príncipe cooperam na alimentação escolar e combate à tuberculose

encontro de aloysio , e o presidente trovoada de são tome e eprincipeNa última etapa de sua viagem à África, o ministro Aloysio Nunes esteve hoje em São Tomé e Príncipe.presidente de sao tome e príncipe e senador anastasia e aloysio

Durante encontro que manteve com o Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Émery Trovoada, o ministro teve a oportunidade de passar em revista os diversos projetos de cooperação técnica impulsionados pelos dois países e que servem de eixo central da relação bilateral. Em especial, foram discutidos programas nas áreas de formação e capacitação profissional, transferência de conhecimento, alimentação escolar e combate à tuberculose. Foram tratados também assuntos de defesa, comércio e investimentos.embaixda do brasil em são tome e principe.jpg

Mais cedo, o ministro Aloysio Nunes visitou o Centro Cultural Brasil-São Tomé e Príncipe na companhia do senador Antonio Anastasia, do embaixador do Brasil em São Tomé, Vilmar Coutinho, e da diretora do centro cultural, Leila Quaresma. A instituição atua como importante espaço de difusão das culturas brasileira e santomense e serve de propulsor do intercâmbio cultural entre os dois países.centro culrtural brasil são tome

Ministras da África do Sul comandam a negociação com o Brasil

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Na penúltima etapa de sua viagem ao continente africano, o ministro Aloysio Nunes Ferreira liderou missão empresarial brasileira à África do Sul. Acompanhado pelo senador Antônio Anastasia, o chanceler brasileiro encerrou com a ministra Lindiwe Zulu (Desenvolvimento de Pequenas Empresas) seminário empresarial reunido mulheres e homens de negócios dos dois países. Maior economia da África subsaariana, a África do Sul é um dos principais parceiros do Brasil no continente.

 34522025322_07de0e0f43_b ministra Lindiwe Zulu das pequenas empresas

Nos últimos 16 anos, o comércio entre os dois países cresceu 227%, saltando de US$ 530 milhões para US$ 1,7 bilhão por ano. Em sua intervenção, o ministro Aloysio ressaltou que a entrada em vigor do acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a Sacu (União Aduaneira da África Austral) já colaborou para dinamizar as relações empresariais os dois lados do Atlântico. A título de exemplo, as exportações do Brasil para os países do bloco (África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia e Suazilândia) cresceram 19% nos primeiros três meses de 2017 em relação a igual período do ano passado.33841443994_1e1580aaee_b trade mission

O ministro Aloysio Nunes Ferreira manteve reunião de trabalho com sua homóloga sul-africana, Maite Mashabane, com quem passou em revista temas da agenda bilateral e global, particularmente a participação dos dois países nos agrupamentos Ibas e Brics. Ao relembrar que a África do Sul é um dos dois países africanos com os quais o Brasil mantém parceria estratégica, o chanceler confirmou o apoio do Brasil ao estabelecimento em Joanesburgo do primeiro centro regional do Novo Banco de Desenvolvimento, fundado pelos países Brics e aberto à adesão de novos integrantes.

 34683694515_774f1c899a_b mesa de negociação entre os dois ministérios

No campo bilateral, para além das excelentes relações políticas entre dois países que compartilham valores de democracia e respeito aos direitos humanos no campo doméstico e internacional, os dois chanceleres ressaltaram as possibilidades de aprofundamento das parcerias econômicas. Exemplo disso é a associação entre empresas dos países para o desenvolvimento de produtos de alta tecnologia na área de defesa.

 encontro do dois ministros das relações exteriores

Após as reuniões, o ministro Aloysio visitou o memorial Oliver Tambo, onde homenageou este líder do combate ao apartheid no centésimo aniversário de seu nascimento. Para a ministra Mashabane, a visita da delegação brasileira ao centro é muito significativa para os sul-africanos, ainda mais porque são poucos os chanceleres estrangeiros que realizam essa homenagem.34299058360_8636942e0f_b tumulo.jpg

 

fonte:https://www.flickr.com/photos/mrebrasil/34643301096/in/album-72157680717023384/