Brasil investe nas relações com a Nigéria na agricultura e na defesa

 

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes em visita de trabalho de dois dias , acompanhado de uma delegação de oito funcionários do mais alto nível realizou uma conversa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, H.E. Sr. Geoffrey Onyeama.  Na conversa foram apresentados alguns projetos de trabalho: Projeto de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento; Projeto de Acordo sobre Transferência de Prisioneiros; Projeto de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do Programa More Food International; Acordo de extradição entre dois países.abuja nigeria

Ficou também estabelecido a possibilidade de cooperação na área da defesa no estabelecimento de forças de paz. O Ministro brasileiro convidou seu homologo nigeriano para uma visita ao pais.

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O Ministro Aloysio Nunes mostrou-se preocupado com a queda de transações comerciais entre os dois países, que caiu de 12 bilhões de dólares ao ano para 2 bilhões. Entre as explicações estaria na queda do preço do petróleo, entre outros fatores. Ele disse que a parceria entre os dois países é única, acrescentando: “Nossa parceria é estratégica, pois não é apenas no comércio; É histórico e cultural. Temos cooperação em investimentos, acabamos de ter uma conferência de investidores nigerianos e brasileiros em Lagos, que visava aumentar a perspectiva de possibilidades de parceria e investimento no país. Alguns já começaram a produzir bons resultados “.

Onyeama disse que os dois países trabalhariam juntos para fortalecer suas relações bilaterais.

Ele disse que a Nigéria também estava buscando parcerias com o Brasil na área da agricultura, acrescentando que a Nigéria poderia aprender muito na área de pesquisa e produção de alimentos, que poderia ser feito através de vários programas administrados pelo Brasil.abuja nigeria1e.jpg

Além disso, ambos os Ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o envolvimento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também é projetado para manter um diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de iniciativas que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, energia, petróleo e mineração.  abuja nigeria1f

“Sobre a cooperação agrícola, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram pontos de vista sobre o Programa More Food International e compartilhando experiência na pecuária para aumentar a produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências no Programa de Alimentação Escolar, Políticas de Intervenção Social e Luta contra a Corrupção, entre outras questões de interesse comum.

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Visita do Ministro Aloysio Nunes Ferreira a Gana, Nigéria, Côte d’Ivoire e Benin

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O ministro Aloysio Nunes Ferreira realizará a sua segunda visita oficial ao continente africano no período de 11 a 16 de outubro de 2017. Serão visitados 4 países da África Ocidental – Gana, Nigéria, Côte d’Ivoire e Benin.

As relações com a África constituem uma prioridade permanente do governo brasileiro. O segundo périplo que o ministro Aloysio Nunes realiza pelo continente reafirma essa prioridade e busca fortalecer ainda mais os laços econômicos, políticos e culturais que unem o Brasil a esses países amigos.

A África Ocidental experimentou expressivas taxas de crescimento econômico e conquistou importantes avanços em termos de estabilidade política e governança democrática na última década. O governo brasileiro tem reforçado seu compromisso de continuar a contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e a consolidação da paz e da democracia na África Ocidental, por meio de uma parceria horizontal pautada pela solidariedade Sul-Sul.

No dia 11 de outubro, o ministro das Relações Exteriores fará visita a Gana, onde será recebido pela chanceler Shirley Ayorkor Botchway, e terá audiência com o presidente Nana Addo Dankwa Akufo-Addo. As relações com Gana são marcadas por convergências políticas e importantes relações econômicas. O Fórum Empresarial Brasil-Gana, realizado pela APEX e pelo Itamaraty, em agosto passado, em Acra, atesta o compromisso do governo brasileiro com a intensificação das relações econômicas bilaterais.

No dia 12 de outubro, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira visitará a Nigéria. Em Abuja, manterá encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros, Geoffrey Onyeama. As relações Brasil-Nigéria alcançaram novo patamar em 2013, quando foi realizada a I Sessão do Mecanismo de Diálogo Estratégico, em Brasília. Em agosto de 2017, a APEX e o Itamaraty organizaram o Fórum Empresarial Brasil-Nigéria em Lagos, evento que buscou explorar o grande potencial das relações econômicas entre o Brasil e a maior economia africana.

No dia 13 de outubro, o ministro das Relações Exteriores será o primeiro chanceler a visitar a Côte d’Ivoire desde a viagem de Saraiva Guerreiro em 1983. Na ocasião, o ministro Aloysio Nunes Ferreira será recebido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Marcel Amon-Tanoh. A visita explorará áreas comuns de cooperação técnica e oportunidades de intensificação dos fluxos de comércio e de investimentos.

No dia 14 de outubro, o ministro Aloysio Nunes Ferreira visitará o Benin, onde manterá encontros com o chanceler Aurélien Agbénonci e com o presidente Patrice Talon. Serão passados em revista temas políticos bilaterais e regionais, a ativa agenda de cooperação técnica bilateral e as potencialidades das relações econômicas entre os dois países. O Benin – onde há uma importante comunidade de afro-brasileiros retornados, conhecidos como “agudás” – é um dos países da África Ocidental com os quais o Brasil mantém laços culturais mais próximos.

CPLP reúne-se com o presidente Temer durante a 72.ª Assembleia-Geral da ONU

cplp e o presidente do brasil 19 de setembro de 2O Presidente da República Federativa do Brasil, Michel Temer, reuniu nove representantes dos Estados membros e a Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua-Portuguesa (CPLP) para debater a política internacional, com destaque para o alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável proposto pela ONU.

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O encontro agendado pela presidência pro tempore da CPLP decorreu após a abertura da sessão do debate-geral da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a 19 de Setembro de 2017. De acordo com uma nota da presidência brasileira, “trocamos impressões, trocamos ideias”, resumiu Temer, devendo ocorrer nova ronda de conversas este dia 20 de setembro.

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Para a Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, “ a CPLP é hoje sobretudo um instrumento de política externa dos nossos países, é o palco onde os países de língua portuguesa podem conversar sobre as grandes questões da atualidade internacional”, salienta a mesma nota, realçando os temas de políticas empresariais, para a juventude e de promoção da igualdade de género.

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Brasil apoia agricultura familiar em Moçambique

O ministério moçambicano da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA) está interessado em incorporar a experiência do Brasil na construção de políticas públicas viradas para o fortalecimento da agricultura familiar (AF) no país.

África 21 Digital com AIM


O MASA, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a União dos Camponeses (UNAC) estão a discutir, em Maputo, um modelo a ser aplicado no registo dos agricultores do setor familiar no país.

O modelo, segundo a diretora nacional de Extensão Agrária, Sandra Silva, que falava hoje durante a cerimónia de abertura do seminário nacional sobre caracterização e cadastro da Agricultura Familiar em Moçambique, visa desenvolver instrumentos para dar valor à AF, bem como conceber um sistema de cadastro de pequenos agricultores e dos provedores de serviços de extensão.

Além de fornecer subsídios de como caracterizar a AF nos países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Silva acrescentou que pretende-se formular estratégias de institucionalização de programas e políticas viradas ao apoio da agricultura familiar.

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“Temos muita expectativa na implementação dos resultados deste projeto, pois vai contribuir significativamente no desenvolvimento do sector agrário na medida em que irá melhorar o apoio na disponibilização da informação sobre a assistência dos provedores de serviço de extensão”, disse.nyusicampanhaagricola1

Tal apoio deverá utilizar plataformas de diálogo com os governos, a comunidade académica, bem como com a sociedade civil da CPLP, sobretudo do Brasil.

A diretora reconheceu o papel da AF na implementação dos planos e projetos do sector da agricultura em Moçambique.

Por seu turno, a presidente da UNAC, Ana Paula, disse que a produção agrária deve estar centrada em culturas e insecticidas usadas em solos moçambicanos.

“Não queremos produzir com produtos que prejudicam a saúde humana. E nós queremos praticar a agricultura moçambicana. Esperamos que vamos partilhar essas informações com os outros”, defendeu.

Sobre o cadastro, Paula prevê que o projeto seja desenhado a favor dos camponeses moçambicanos, refutando a prática de uma agricultura multicultural.

“Queremos que o nosso governo apoie-nos, nós pequenos agricultores, oferecendo pequenas máquinas para podermos aumentar a produção. Não trazer os investidores para ocuparem as nossas terras”, vincou.

Para a assistente do representante da FAO em Moçambique, Cláudia Pereira, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável, a AF preserva as culturas alimentares tradicionais, o que catapulta uma dieta equilibrada.

“São esses alguns dos aspectos que reforçam o grande contributo da FAO em manter o nosso apoio ao país na realização de seus objetivos de desenvolvimento”, disse.

https://africa21digital.com/2017/09/13/mocambique-interessado-em-modelo-brasileiro-de-registo-de-pequenos-agricultores/

Brasil: jovens estão fora do ensino médio

jovemApesar de ter registrado avanços nos últimos anos, a educação no Brasil ainda apresenta dados insatisfatórios. É o que mostra o relatório Education at a Glance 2017 (Um olhar sobre a educação, em tradução livre), publicado hoje (12) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O documento traz amplo panorama sobre a educação em mais de 45 países. – os 35 da OCDE e vários parceiros (Argentina, Brasil, China, Colômbia, Costa Rica, Índia, Indonésia, Lituânia, Federação Russa, Arábia Saudita e África do Sul).

No Brasil, alguns dados chamam a atenção. Em 2015, mais da metade dos adultos, com idade entre 25 e 64 anos, não tinham acesso ao ensino médio e 17% da população sequer tinham concluído o ensino básico. Os números estão muito abaixo da média dos países da OCDE, que têm 22% de adultos que não chegaram ao ensino médio e 2% que não concluíram o básico.

O relatório, no entanto, mostra um avanço. Entre os adultos de 25 e 34 anos, o percentual de alunos que completou o ensino médio subiu de 53% em 2010 para 64% em 2015.

Considerando que o ensino médio brasileiro tem duração de 3 anos e deveria ser cumprido entre os 15 e os 17 anos de idade, o Brasil também apresenta taxas muito abaixo da média dos outros países analisados no relatório. Apenas 53% dos alunos de 15 anos estão matriculados no ensino médio. Entre os alunos de 16 anos, 67% estão matriculados no ensino médio e, entre os de 17 anos, 55%. Na média dos países da OCDE, pelo menos 90% dos alunos entre 15 e 17 estão no ensino médio.

Dos adolescentes brasileiros que têm acesso ao ensino médio, só a metade conclui os estudos em três anos. Se considerados cinco anos de estudo, com duas reprovações, a taxa sobre para 57%, mas permanece abaixo dos 75% de estudantes que concluem o ensino médio nos países que têm dados disponíveis.

No Brasil, entre os jovens de 18 anos, menos da metade cursa o ensino médio ou superior. A taxa para os países da OCDE é de 75% de alunos de 18 anos, na mesma situação.

Apesar de o Brasil já ter conseguido colocar praticamente todas as crianças de 5 e 6 anos na escola, a participação de crianças menores ainda está abaixo do esperado, segundo o relatório. Apenas 37% das crianças de 2 anos e 60% das de 3 anos estão na educação pré-escolar, dados inferiores aos das médias da OCDE que estão em 39% e 78%, respectivamente.

No Brasil, a Emenda Constitucional 59, de 2009, deu prazo para que até 2016 fosse garantida a matrícula escolar a todos os brasileiros com idade entre 4 e 17 anos. De acordo com a pesquisa, em 2015, 79% das crianças de 4 anos estavam na escola, menos do que 87% da média da OCDE, e abaixo de países como o Chile (86%), México (89%), a Argentina (81%) e Colômbia (81%).

Ensino Superior

Apenas 15% dos estudantes brasileiros entre 25 e 34 anos estão no ensino superior, face a 37% na OCDE, 21% na Argentina e a 22% no Chile e na Colômbia. No entanto, se comparado aos países dos Brics (bloco formado pelo Brasil, a Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil está melhor – a China tem 10%, a Índia, 11%, e a África do Sul, 12%.

No Brasil, 37% das graduações em 2015 eram feitas nas áreas de negócios, administração e direito, índice semelhante ao da maioria dos outros países pesquisados. Em seguida, a preferência dos brasileiros era por pedagogia, com 20% das matrículas – uma das taxas mais altas entre os todos os países. Apenas a Costa Rica e Indonésia têm taxas mais altas de opção por pedagogia (22% e 28%, respectivamente).

Somente 15% dos estudantes brasileiros optavam por cursos de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, uma das taxas mais baixas, mas semelhante às de países vizinhos como a Argentina (14%) e a Colômbia (13%). Entre os países da OCDE, o percentual ficou em 23%.

Em relação à desigualdade no acesso ao ensino superior, no Brasil a disparidade entre os estados é a maior observada na pesquisa. Enquanto 35% dos jovens de 25 a 34 anos no Distrito Federal frequentam a universidade, no Maranhão a taxa é cinco vezes menor (7%). Apesar de o relatório reconhecer que o Brasil é um país muito grande e diverso, se comparado a outros grandes como os Estados Unidos e a Rússia, a desigualdade é muito mais dramática (apresentando variações de até cinco vezes nos percentuais, contra menos de três vezes de disparidade em outros países).

Quase 75% dos estudantes brasileiros no ensino superior estão em instituições privadas, contra cerca de 33% da média dos países da OCDE. O relatório alerta que, nesse caso, a falta de mecanismos de financiamento estudantil pode ser um obstáculo.

Apenas 0,5% dos estudantes brasileiros estudam no exterior, percentual muito abaixo dos 6% da média da OCDE. Dos que saem do país, 31% vão para os Estados Unidos; 13% para Portugal; 10% para a França e 10% para a Alemanha.

Diploma Universitário

De maneira geral, considerando o grupo de todos os países pesquisados, os adultos com um diploma universitário obtêm ganhos significativos em seu investimento: têm 10% mais chances de serem empregados e ganharão, em média, 56% mais do que os adultos que só completaram o ensino médio.

“Eles também são os primeiros a se recuperar das recessões econômicas: as taxas de emprego de jovens adultos com um diploma universitário voltaram aos níveis anteriores à crise, enquanto as taxas para aqueles que não completaram o ensino médio ainda estão atrasadas”, diz o relatório.

Os adultos com educação universitária também são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que não chegaram ao ensino superior. Por isso, os jovens adultos estão cada vez mais dispostos a obter uma educação que aumente suas habilidades, ao invés de entrar no mercado de trabalho diretamente após a conclusão do ensino obrigatório.

Entre 2000 e 2016, o percentual de jovens de 20 a 24 anos que continuaram a estudar aumentou 10%, em comparação com uma diminuição de 9% daqueles que trabalham.

Professores

A falta de salários e o envelhecimento dos professores afetam a profissão, afirma o relatório, que cita a categoria como “a espinha dorsal do sistema educacional”.

“Os salários dos professores são baixos em comparação com outros trabalhadores de tempo integral com educação similar. Esse é um grande obstáculo para atrair jovens para o ensino. Embora os salários aumentem de acordo com o nível de educação prestado, eles ainda estão entre 78% e 94% dos salários dos trabalhadores com formação universitária em tempo integral”, acrescenta o texto.

Brasil participará do debate em Genebra, sobre o uso do mercúrio e as questões relacionadas à saúde

1200px-Pouring_liquid_mercury_bionerd.jpgNa 1° Assembleia das Exigências da Aliança de Minamata sobre Mercúrio (COP-1), a ser realizada de 24 a 29 de setembro em Genebra, na Suíça, o Brasil defenderá a adesão dos guias de emissões de mercúrio e a construção do plano de atuação nacional para exploração artesanal de ouro. Inclusive está na agenda da comitiva brasileira a defesa dos formulários de aceitação prévio de importação e exportação do mercúrio, constantemente com destaque para as questões relacionadas à saúde nos relatórios de efetivação.mercurio

O parecer brasileiro nas negociações internacionais foi abordado nesta semana, em assembleia no Palácio do Itamaraty, em Brasília. Na terça-feira (30/08), foram apresentados os principais apresentações técnicos, entre eles, emissões de mercúrio, áreas contaminadas, aspectos de saúde relativos ao mercúrio, gestão de resíduos do mercúrio, armazenamento interino de mercúrio, liberações do mercúrio, comércio, relatoria de efetivação, equipamentos com mercúrio inserido.

Estiveram presentes os principais componentes da comissão brasileira que participará da COP1, entre eles, a equipe de analistas do Ibama e dos ministérios do Meio Ambiente (MMA), das Relações Exteriores (MRE) e da Saúde (MS). Além do mais, participaram da convenção os ministérios de Minas e Energia (MME) e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), o setor privado, academia, a sociedade civil, além de outras instituições interessadas.

ACORDADO COLETIVO

O mercúrio é uma elemento surpreendentemente fatal controlada pela Convenção de Minamata, acordo coletivo para ajudar a saúde humana e o meio ambiente dos efeitos adversos da essência.

O nome da aliança homenageia as vítimas por intoxicação de mercúrio acorrido na município japonesa de Minamata, no qual uma empresa química lançou no oceano dejetos com a substância a partir de 1930. Devido ao resultado cumulativo na cadeia alimentar, o despejo provocou envenenamento de aproximadamente 3 mil indivíduos somente através da casa de 1950, especialmente em famílias de pescadores.

O acordo mundial foi acertado por 128 países, até mesmo o Brasil, no município de Kumamoto, Japão, em outubro de 2013. O Ministério do Meio Ambiente participou ativamente das negociações, pautado pela procura de um aparelho ambicioso nos marcos do progresso defendível e dos resultados da Rio+20.

No Brasil, a Aliança foi validada tanto pela Presidência da República quanto pelo Congresso Nacional e entregue às Nações Unidas em 8 de agosto de 2017. A Assembleia entrou em atividade em 16 de agosto de 2017 e até o hora 74 países já depositaram seus dispositivos de ratificação junto à ONU.

https://meioambienterio.com/25239/2017/09/brasil-se-prepara-para-assembleia-sobre-mercurio-em-genebra/

Angola e Ceará unidos por um cabo submarino

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No início do mês de agosto, o governador cearense, Camilo Santana, esteve em Angola para participar da cerimônia de lançamento da South Atlantic Cable System, a primeira rede de cabos submarinos de fibra óptica que ligará o continente africano diretamente ao Brasil. A obra, orçada em cerca de 160 milhões de dólares, será liderada pela multinacional Angola Cables e servirá para estreitar as relações comerciais entre a África e a América do Sul, especialmente no setor de tecnologia, mas também deverá reforçar o papel do Ceará como polo nacional de infraestrutura e comunicação de dados.

A nova ligação com a África será totalmente integrada ao Cinturão Digital do Ceará, que atualmente já conecta o Brasil aos Estados Unidos, à Europa e a vários países da América do Sul. A parceria com a Angola Cables prevê também a construção de um moderníssimo data center em Fortaleza, ao custo de 30 milhões de dólares, que aumentará ainda mais a capacidade de armazenamento e transmissão de dados das empresas da região. “Trata-se de uma grande oportunidade para os empresários dos segmentos de TI, produção de conteúdo e games”, afirma o secretário do Planejamento do estado, Maia Júnior, destacando os incentivos fiscais concedidos para as companhias de tecnologia. “Esse é um setor que interessa muito ao Ceará. Queremos investir ainda mais nessa nova economia e atrair startups”, diz.

Atrativos

O investimento em tecnologia está diretamente ligado aos avanços conquistados pelo estado na área da educação. Hoje, o Ceará é referência em ensino de qualidade, abrigando 77 das 100 melhores escolas públicas de ensino fundamental do Brasil – incluindo as 24 primeiras da lista – e vem formando um grande contingente de profissionais altamente qualificados e capacitados para atuar nos mais diferentes setores.

A economia sólida é outro atrativo do Ceará, estado brasileiro com o melhor equilíbrio fiscal de acordo com estudo recente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) –  cresceu 1,9% no primeiro trimestre de 2017, índice bem acima da média nacional. No mesmo período, o PIB do Brasil registrou aumento de 1%.

“O Ceará vive um momento de atração de investimentos nacionais e internacionais por ser um importante hub digital no Brasil”, afirma o secretário do Desenvolvimento Econômico do estado, Cesar Ribeiro. “Além disso, o estado vem se consolidando também como hub logístico, devido principalmente ao crescimento do complexo do Pecém. O potencial do nosso porto e a chegada da operadora alemã Fraport, que vai administrar o Aeroporto Internacional de Fortaleza pelos próximos anos e deve expandir as rotas aéreas a partir do Ceará, garantirão maior agilidade ao escoamento de produtos perecíveis produzidos no estado, como flores, frutas e pescados.”

Situado em uma área de 13 000 hectares, o complexo do Pecém abriga hoje alguns dos maiores investimentos privados do Brasil, como a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Inaugurada em abril deste ano, a CSP é uma joint-venture da mineradora brasileira Vale com as sul-coreanas Dongkuk (maior compradora global de chapas de aço) e Posco (maior siderúrgica da Coreia e quarta maior do mundo) que deve produzir 3 milhões de toneladas de chapas de aço logo em seu primeiro ano de operação. Boa parte da produção já é exportada via Porto do Pecém para Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Taiwan, entre outros.

O complexo do Pecém abriga ainda a única Zona de Processamento de Exportação (ZPE) atualmente em operação no Brasil, condição que tem despertado o interesse de companhias multinacionais e outras indústrias brasileiras com foco na exportação. A ZPE é uma zona de livre comércio onde toda a produção conta com tributação diferenciada, como a isenção de IPI, PIS e Cofins, além da possibilidade de recebimento dos pagamentos fora do país.

A logística é outro diferencial competitivo do complexo do Pecém. Graças à localização privilegiada e à sua moderna infraestrutura portuária, a movimentação de cargas no porto vem crescendo em média 25% ao ano e, hoje, chega a 15 milhões de toneladas. A meta dos administradores, no entanto, é dobrar esse volume em pouco tempo. “Por estar ‘na esquina do Atlântico’, como costumamos dizer, a quatro dias de distância da África, a oito dias da Europa e a sete da costa leste dos Estados Unidos, o Ceará pode garantir uma maior rapidez às exportações marítimas. Esse é um diferencial do Pecém”, conclui o secretário Cesar Ribeiro.

 

Brasil na Feira Internacional de Moçambique

FACIM 2017

O Brasil por meio da Apex organizou a participação brasileira na 53ª edição da Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique 2017(-FACIM-2017), articulando o setor de Alimentos e Bebidas, Agronegócios, Máquinas e Equipamentos, Casa e Construção. A FACIM é uma feira multissetorial em Moçambique organizada pelo IPEX – Instituto de Apoio a Exportação – que busca facilitar o contato com os expositores internacionais e estimular o consumo e integração econômica de Moçambique na economia

Maputo acolheu nesta segunda-feira (28), a 53ª edição da (FACIM 2017), a maior mostra para exposição de produtos e potencialidades nacionais, no distrito de Marracuene, província de Maputo.

O ato de aberto do certame foi dirigido pelo Presidente da Republica, Filipe Nyusi, que durante a inauguração visitou alguns pavilhões em que estão expostas as potencialidades de produção e de exportação nacionais, bem como do empresariado estrangeiro. O Chefe de Estado orientou ainda a cerimónia de premiacão dos melhores exportadores moçambicanos.

Falando à nossa reportagem, a directoras província da Indústria e Comércio de Gaza, Ana Izdine, afirma que o balanço do primeiro dia da exposição e afirmam ainda reinar neste Feira as maiores expectativas.
Pouco mais de 500 empresas estrangeiras na Feira
Projecções do Ministério da Indústria e Comércio, entidade responsável pela organização do evento que decorre desde esta segunda-feira até o dia 3 de Setembro próximo, aponta para a participação oficial de vinte e seis países, 540 empresas estrangeiras e 1490 expositores nacionais, enquanto o número de visitantes esperados e de cerca de 86 mil.
Este ano a FACIM decorre sob o lema: “Fortalecendo as Parcerias de Investimento Nacional e Estrangeiro em Moçambique”. A Bielorrússia que participa pela primeira vez nesta Feira, junta-se a lista de países como Portugal, Brasil, África do Sul, Angola, Reino Unido, entre outros já tradicionais no certame.

Brasil é referência como modelo de agronegócio, para o futuro presidente de Angola

01João Lourenço, futuro presidente de Angola,defendeu em Madrid a necessidade de Angola diversificar a sua economia para garantir o crescimento e citou o Brasil como referencia:

“Diversificar a economia é fundamental e indispensável para o crescimento. É imprescindível abrir a nossa economia e esquecermos um pouco o petróleo. O nosso país, Angola, pode sobreviver, tem mais recursos para além do petróleo. Vamos criar incentivos na agro-indústria. Angola tem uma grande extensão, muitas terras cultiváveis, muita água, um clima muito propício, porque não tem Inverno, e pode ser uma grande potência agrícola, tipo Brasil.

Portanto, queremos diversificar o nosso sector industrial, as indústrias de transformação e extracção. Angola tem uma grande quantidade de minerais, alguns importantes, como os diamantes, ouro, ferro. Até agora só se exportava petróleo e diamantes. Também está-se a apostar na pesca. Angola tem uma costa marítima extensa, foi noutros tempos um grande produtor de pescado e marisco, o mar pode gerar para nós recursos para alimentar a nossa população e para exportar. E quero destacar o turismo. Angola tem um grande litoral. Não só queremos trabalhar no turismo de praia, mas também no do interior. Queremos investimentos para criar infra-estruturas e isso vai permitir-nos criar postos de trabalho. Se diversificarmos estes quatro ramos da economia, poderemos resolver um dos principais problemas de Angola, o desemprego, especialmente dos jovens.”

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/entrevista/e_preciso__esquecer__um_pouco_o_petroleo#foto

Frente Favela Brasil :”As famílias negras hoje mobilizam R$ 1,5 trilhão por ano.”