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O principal desafio do novo presidente da África do Sul é combater a corrupção

Cyril1CIDADE DO CABO – O vice-presidente sul-africano Cyril Ramaphosa foi eleito nesta quinta-feira o novo presidente da África do Sul após a renúncia de Jacob Zuma, que sofria pressões internas do partido Congresso Nacional Africano (CNA) diante de acusações de corrupção. Ramaphosa foi escolhido após votação no Parlamento. Aos 65 anos, ele diz que seu foco é acabar com a corrupção e revitalizar o crescimento econômico do país. Ele afirmou que trabalhará duro para “não desapontar o povo da África do Sul” em breve pronunciamento após ser eleito.

— As questões que vocês levantaram, questões que tem a ver com corrupção, questões sobre como podemos alinhar nossas empresas públicas e como podemos lidar com o Estado estão em nosso radar — afirmou o novo presidente.

Jacob Zuma tentou resistir após ter sua renúncia exigida pelo próprio partido, mas acabou entregando o cargo na quarta-feira. Sem perspectiva de sobreviver politicamente à crise interna alavancada pelas várias acusações de corrupção de que é alvo, Zuma cedeu e acabou anunciando a saída, reiterando que discordava da maneira como o processo havia sido levado. O CNA — que conduziu a luta contra o apartheid e teve entre seus quadros Nelson Mandela — havia anunciado uma moção de desconfiança no Parlamento que levaria a uma destituição certa.

No plenário do Parlamento sul-africano, o líder opositor da aliança democrática Mmusi Maimaine desejou força a Ramaphosa, mas disse que eles ficarão atentos para reponsabilizá-lo por qualquer erro cometido. Além disso, ele declarou que irá encontrá-lo nas urnas em 2019 — quando o período vigente de Zuma deveria acabar.

Talvez a maior expectativa é se Ramaphosa conseguirá salvar o CNA de si mesmo. A economia estagnada, junto aos escândalos quase contínuos, pela primeira vez na História da África do Sul, levou grande número de eleitores para longe do partido. No ano passado, o CNA perdeu o controle de três das maiores cidades do país: Johannesburgo, Pretória e Nelson Mandela Bay. Espera-se, portanto, que sua chegada ao poder seja um momento de virada.

— Um momento de grande renovação está sobre nós, e não devemos deixar passar — disse, na campanha que o elegeu presidente do CNA em dezembro. — Deveríamos entender e unir nosso país em torno de um objetivo. O objetivo de fazer a África do Sul grande e torná-la livre da corrupção.

 

As primeiras eleições livres da África do Sul pelo CNA em 1994, e era o possível indicado a sucedê-lo no cargo. No entanto, na época, foi preterido pelo partido e, desde então, atuou como advogado e entrou para o mundo dos negócios, onde acumulou uma fortuna milionária, sem se afastar da política.

Ramaphosa já foi conhecido como um grande sindicalista pela proximidade que manteve com mineradores quando atuava como advogado nos anos 1980. Nesse período, adquiriu experiência suficiente para se tornar um bom negociador reconhecido pela luta com grandes mineradoras de propriedade branca pela criação de organizações em defesa dos trabalhadores e pelo aprimoramento das leis trabalhistas no país.

Hoje, o presidente é um magnata com as mãos em quase todos os setores da economia e amealhou um patrimônio pessoal de quase US$ 500 milhões — o que lhe confere boa reputação com a classe empresarial sul-africana. Ele entrou para os negócios com o programa de empoderamento negro, quando empresas administradas por brancos passaram participações em ações a sócios negros para diversificar o empresariado no país.

Nos últimos anos, sentou-se nos conselhos de conglomerados de mineração e atuou como diretor de grandes empresas, incluindo a South African Breweries, maior cervejaria do país, subsidiária da SABMiller. Ele é casado com a irmã do homem de negócios mais rico da África do Sul.

Jacob Zuma (à esquerda) e Cyril Ramaphosa sentam-se lado a lado em conferência anual do partido governista em Johannesburgo, em dezembro de 2016 – Siphiwe Sibeko / REUTERS

CAMPANHA ANTICORRUPÇÃO

Em 2014, ele deixou um pouco de lado sua carreira empresarial para voltar à política, e o presidente Jacob Zuma o nomeou seu vice-presidente. Na campanha pela liderança do CNA, ele denunciou a corrupção na campanha de Zuma, que sustenta já ter se resolvido com a Justiça, e prometeu estimular a economia durante a sua campanha.

Venceu sua principal oponente por apenas 179 dos mais de 4.700 votos totais na convenção do CNA. Nkosazana Dlamini-Zuma, de 68 anos, que reconheceu a derrota, é considerada uma integrante leal do partido, tendo servido em vários cargos ministeriais — além de ser ex-mulher de Zuma. Muitos de seus apoiadores provavelmente receberão altos cargos em um CNA liderado por Ramaphosa, o que pode limitar sua capacidade de promulgar reformas radicais.

As expectativas são altas sobre o vice-presidente. Ramaphosa leva um ar urbano e pragmático à liderança do CNA, embora muitas vezes tenha sido atacado por um estilo de vida claramente em desacordo com o da maioria dos sul-africanos. Ele se comprometeu a erradicar a corrupção de um governo cujos funcionários — em todos os níveis — muitas vezes descaradamente usaram o poder para enriquecer.

A retórica deu a Ramaphosa o apoio de alguns dos principais detratores de Zuma: líderes empresariais e negros urbanos de classe média. Muitos também se perguntam se Ramaphosa irá perseguir os casos de corrupção contra Zuma.

Leia mais: https://oglobo.globo.com/mundo/proximo-presidente-sul-africano-cyril-ramaphosa-precisara-reunificar-partido-22396899#ixzz57CzPiWvx
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https://oglobo.globo.com/mundo/cyril-ramaphosa-eleito-novo-presidente-da-africa-do-sul-22399842#ixzz57Cz4LIpq
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Parlamento confirma Ramaphosa como Presidente sul-africano

tamphosaVotação ocorreu menos de 24 horas depois de Zuma ter apresentado a sua demissão, pondo fim a nove anos na presidência.

Matamela Cyril Ramaphosa foi eleito presidente da África do Sul nesta quinta-feira, 15 de fevereiro.  Ele assumiu o cargo depois que o ex-presidente Jacob Zuma apresentou sua renúncia.
Cyril1Nascido em 17 de novembro de 1952 em Soweto, Ramaphosa se envolveu com o ativismo estudantil enquanto estudava direito na década de 1970.

Ele foi preso em 1974 e passou 11 meses em confinamento solitário.

mandela 3Depois de estudar, ele se voltou para o sindicalismo – uma das poucas formas legais de protestar contra o regime.

Quando Mandela foi libertada em 1990 após 27 anos de prisão por se opor ao apartheid, Ramaphosa foi uma parte fundamental do grupo de trabalho que levou a transição para a democracia.

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Ramaphosa aumentou a proeminência global como o principal negociador da ANC, com seu contributo visto como um fator no sucesso das negociações e a resultante transferência democrata democrática.

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Ramaphosa tem quatro filhos com sua segunda esposa, Tshepo Motsepe, um de les é  médico.

Ele foi acusado em 2017 de ter assuntos com várias mulheres jovens, que ele negou.

Ramaphosa admitiu um caso extraconjugal, mas disse à mídia local que desde então havia divulgado o relacionamento com sua esposa.

Alguns viram as revelações súbitas como uma campanha de difamação por associados de Zuma, que apoiou outro candidato na conferência do partido Crunch – sua ex-esposa Nkosazana Dlamini-Zuma.

O impacto do escândalo foi de curta duração, e Ramaphosa baseou sua campanha em sua promessa de reconstruir a economia do país, impulsionar o crescimento e criar empregos muito necessários.

“Ramaphosa não tem associação com nenhum dos escândalos de corrupção que atormentaram a África do Sul”, escreveu seu biógrafo Ray Hartley em “The Man Who Would Be King”.mandela5

 

Jacob Zuma, Presidente da África do Sul renuncia

RENUNCIA“Anuncio a minha renúncia do cargo de Presidente da República da África do Sul, com efeitos imediatos”

Em uma declaração ao país, feita através da televisão, Jacob Zuma anunciou que havia acabado de assinar, com efeitos imediatos, o seu pedido de renúncia  do cargo de Presidente da África do Sul.

Na sua alocução, Jacob Zuma disse que não concordava com as razões que estavam a ser apontadas para que apresentasse a sua demissão, mas sublinhou que o fazia em respeito pela unidade do seu partido, o ANC, e do povo sul-africano.

“Devo aceitar que meu partido e meus compatriotas querem que eu vá embora”, disse Zuma.

“Não tenho medo de qualquer moção de censura; Não tenho medo de qualquer impeachment”, disse Zuma, durante a sua comunicação.

Segundo deu a entender, a decisão terá sido motivada pela necessidade de preservar a integridade do partido, perante a violência e divisão que estava a acontecer.

“Ninguém merece morrer em meu nome. O partido não se deve dividir por minha causa” destacou.

Jacob Zuma cumpria agora o seu segundo mandato como Presidente da África do Sul.Cyril ra

Deixa o poder nas mãos do seu então vice-presidente da República, Cyril Ramaphosa, que deverá ser anunciado hoje como seu sucessor na chefia do Estado.

Zuma tem até hoje para deixar o poder

-ZUMA

Victor Carvalho

 

Aquilo que os sul-africanos mais temiam acabou mesmo por acontecer. O Congresso Nacional Africano e Jacob Zuma extremaram as suas posições, e pairando no ar a sensação do inicio de um processo de “impeachment” parlamentar para levar à queda do presidente.

O secretário-geral do ANC, Ace Magashule, assegurou ontem que o Presidente sul-africano, Jacob Zuma, vai pronunciar-se hoje sobre a ordem de demissão do partido.
Fotografia: Johannes Eisele | AFP

A única forma desse processo não avançar é Jacob Zuma, no prazo de 48 horas que agora lhe foi dado, assinar pelo pedido de demissão que lhe é exigido pelo próprio partido, à frente do qual foi eleito Presidente da África do Sul.
Mas, o grande problema é que Jacob Zuma continua renitente em aceitar este ultimato e já fez saber que pretende estar mais alguns meses no poder, mais concretamente até finalizar o seu mandato.
Um porta-voz da presidência desmentiu ainda ontem de manhã uma notícia que estava a ser avançada pela BBC e segundo a qual Jacob Zuma estava a elaborar a sua carta de demissão, sublinhando que o futuro do presidente será tratado, “a seu tempo”, longe dos holofotes da imprensa.
“Jacob Zuma continua a ser o Presidente da África do Sul e está disposto a terminar o seu mandato”, sublinhou o mesmo porta-voz. A decisão de avançar com este ultimato foi tomada nas primei-
ras horas de ontem no decorrer de mais uma da imensa maratona de reuniões, durante as quais os apoiantes de Jacob Zuma e os que defendem a sua demissão têm esgrimido longa e infrutiferamente os seus argumentos.
Desta feita, os 107 membros do Conselho Nacional Executivo do ANC estiveram reunidos até às primeiras horas de ontem num hotel da capital da nação sul-africana para uma tomada de decisão sobre o futuro do Presidente da África do Sul.
O conselho recordou o que aconteceu em 2008 quando o Presidente ThaboMbeki, que sucedeu no cargo a Nelson Mandela, renunciou por falta de apoio do ANC no parlamento. O apoio que Jacob Zuma ainda no seio da direcção do partido, sem o qual não conseguiria resistir este tempo todo, é expresso, fundamentalmente, pelos elementos provenientes das zonas rurais e pelos antigos combatentes, enquanto os quadros mais jovens, os empresários e os representantes dos sindicatos estão unidos à volta de CyrilRamaphosa, presidente do partido, na exigência pela sua saída imedia-
ta do cargo de Presidente da República.
Jacob Zuma terá sido informado da decisão sobre este recente ultimato de 48 horas para a sua saída do poder pela voz do próprio líder do partido, CyrilRamaphosa, que acompanhado pelo secretário geral, AceMagashule, se deslocou ontem de madrugada até à residência presidencial, em Pretoria, não se sabendo se nessa ocasião se terão encontrado pessoalmente com o ainda presidente da África do Sul ou se terão apenas feito a entrega formal do documento onde consta a posição saída da reunião.
Oposição avança com nova moção de censura
Depois de já ter vencido sete moções de censura apresentadas pela oposição, sempre com o apoio do ANC, o Presidente Jacob Zuma vai en-frentar no próximo dia 22 uma nova moção parlamentar pedida por um partido da oposição, a Aliança Nacional. Ontem de manhã, um porta-voz da Aliança Democrática disse que a oposição não vai parar até que o presidente Zuma se demita ou seja demitido, e diz que esta está atenta ao modo como o ANC está a tratar a situação. “Não vamos permitir que o partido no poder use paninhos quentes em relação ao Presidente da República. Ele vai ter que pagar pelos crimes que cometeu”, sublinhou o mesmo porta-voz em declarações à televisão sul-africana.
Após deixar a presidência do ANCno último congresso do partido, em Dezembro, a favor de CyrilRamaphosa – que não era o seu candidato preferido -, a pressão para que o chefe de Estado abandone o poder aumentou, especialmente nas últimas semanas.

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Independentemente do que agora suceder com Jacob Zuma, demissão voluntária ou forçada através da aprovação de uma moção parlamentar de censura, existe a certeza de que CyrilRamaphosa é o próximo presidente da África do Sul.
Isto, porque o veterano político ganhou a corrida para suceder a Jacob Zuma como líder do ANC, naquilo que foi na altura descrito por observadores internacionais como “o final de uma longa maratona”. O novo número 1 do principal partido sul-africano conseguiu vencer em Dezembro do ano passado NkosazanaDlamini-Zuma, ex-mulher de Zuma, por 179 votos (2.440-2.261).

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Pressões chegam de todo o lado do país

Vai ser muito difícil a Jacob Zuma resistir às pressões que chegam de todo o lado para que se demita. Tanto do seu próprio partido, como das forças da oposição e ainda de uma larga franja da sociedade civil. Ao ANC basta aguardar pela apresentação de mais uma moção de censura por parte da oposição, aliás já prevista para o dia 22, para assistir à queda do presidente.
Para isso é apenas necessário que os seus deputados respeitem a orientação que eventualmente venha a ser dada pelo partido, abstendo-se de votar, para que Jacob Zuma fique sem o apoio do parlamento. Se isso suceder, o presidente é forçosamente obrigado e demitir-se. De acordo com a constituição sul-africana, o Presidente da República é eleito pelo parlamento e este tem o poder de o destituir, bastando para tal retirar-lhe o apoio que emana do poder do voto. No seio da principal força da oposição, a Aliança Democrática tem sido o partido mais activo na luta para afastar Jacob Zuma do poder.
Este partido, o segundo mais votado nas últimas eleições, tem algumas aspirações para 2019 e quer ter a liderança do processo de destituição do actual presidente, de modo a apresentar isso como um argumento político forte para usar na próxima campanha eleitoral.
O ANC, por seu lado, apesar de ter praticamente garantida a vitória nas eleições de 2019, não quer perder mais votos para os seus adversários e, por isso mesmo, quer ter também a sua chancela no processo para o afastamento de Jacob Zuma.
Como se vê, politicamente, todos os partidos têm a ganhar com a saída imediata de Jacob Zuma. Só ele, visado pela justiça, tem a perder com a sua demissão, pois corre sérios riscos de ter que enfrentar a lei e responder pelos crimes de que vem sendo acusado.

 

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/zuma_tem_ate_hoje_para_deixar_o_poder

Pres da África do Sul ameaçado de impeachment, diz: “Eu não fiz nada de errado”

ZUMA ENTREVISTA.jpgO comando executivo do Congresso Nacional Africano(ANC), o maior partido político da Africa do Sul, comunicou ao presidente da África do Sul que deve renunciar ao cargo.  Caso ele continue a se negar a deixar o poder, o o ANC pretende se juntar a oposição e realizar o impeachment no Congresso.

A reação do presidente foi de continuar a dizer que não sabe quais os motivos que o estão pedindo para que ele se afaste. Depois das diversas acusações de corrupção. Ele continua a afirmar que não fez nada de errado.  E ainda diz que não está desafiando a decisão do ANC, mas discorda por achar incorreta.

O clima continua muito tenso, e pode ter um desfecho dramático. O Presidente Jacob Zuma, parece não entender que o governo acabou e a sua presença deixa o país em suspenso e coloca o futuro do partido em xeque. Zuma pediu três a seis meses para fazer a transição do cargo. ANC disse que esse período é muito longo para deixar o país no clima de incerteza e ansiedade.

ANC-documents_sliderA preocupação o ANC é que o país se una nos objetivos de crescimento , criação de empregos e transformação econômica.

 

Angola: MPLA elege Bureau Político de 47 membros

Luanda – A primeira Sessão Ordinária do Comité Central (CC) do MPLA elegeu, nesta terça-feira, o seu Bureau Político, de 47 membros.rigir

PRIMEIRA REUNIÃO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA, ELEITO NO VII CONGRESSO ORDINÁRIO

FOTO: FRANCISCO MIUDO

Orientada pelo presidente do partido, José Eduardo dos Santos, a sessão contou com a participação de 355 dos 363 membros que compõe o CC, eleito no VII Congresso realizado de 17 a 20 de Agosto.

Nesta reunião foram também eleitos João Manuel Gonçalves Lourenço, para o cargo de vice-presidente do partido, com 351 votos e António Paulo Kassoma, secretário-geral com 353 votos.

Carlos Alberto Ferreira Pinto e João Baptista Kussumua foram escolhidos, respectivamente, coordenador e coordenador-adjunto da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, integrada por 23  membros.

De acordo com o comunicado final, os membros do Comité Central manifestaram total disponibilidade para a materialização dos dez desígnios da Moção de Estratégia do Líder do MPLA.

Exortaram os cidadãos maiores de idade e em particular, os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, a responderem com prontidão ao processo de actualização geral de dados dos cidadãos maiores e prova de vida, a ter lugar em todo o país, a partir do dia 25 de Agosto, no quadro do Registo Eleitoral.

Felicitam antecipadamente o Presidente do MPLA e da República, José Eduardo dos Santos, pelo seu 74º aniversário natalício, que se assinala no dia 28 deste mês, augurando votos de muita saúde e êxitos na condução dos destinos do partido e do país.

No quadro das comemorações dos 60 anos da fundação do MPLA a assinalar-se em Dezembro, o Comité Central recomenda desenvolver-se um amplo programa de actividades politicas, culturais, desportivas e recreativas para saudar o acontecimento.

Ainda nesta terça-feira, o Bureau Político do MPLA procedeu à eleição do seu secretariado.

Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” passa a assumir o cargo de secretário para as Relações Internacionais, Mário António de Sequeira e Carvalho o de secretário para Informação e Propaganda e Joana Lina Ramos Baptista secretária para Administração e Finanças, os dois últimos reconduzidos.

João de Almeida Martins mantém-se na coordenação do Secretariado para os Assuntos Políticos e Eleitorais e António Paulo Kassoma acumula o de secretário-geral e de secretário para os Quadros.

Jorge Inocêncio Dombolo é o secretário para a Organização e Mobilização, Pedro Sebastião, secretário para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e Manuel Nunes Júnior, secretário para os Assuntos Económicos e Sociais.

O Bureau Político, sob proposta do Presidente do Partido, decidiu designar Roberto Victor de Almeida para exercer a função de Presidente da Fundação Sagrada Esperança.

 

Eleição do vice-presidente e secretário-geral do MPLA, maior força política de Angola

Kumuênho da Rosa |

Fotografia: Francisco Bernardo

Depois de eleito o presidente do partido e o Comité Central, no seu VII Congresso Ordinário, o MPLA anuncia hoje a composição do órgão de cúpula, o Bureau Político.

Na sua primeira reunião após o Congresso que reelegeu José Eduardo dos Santos como líder do MPLA, com 99,6 por cento dos votos expressos nas urnas, é chegado o momento de se conhecer o vice-presidente e o secretário-geral do partido.
António Paulo Kassoma, António Pitra Neto, Fernando da Piedade Dias dos Santos, Ferreira Pinto e João Lourenço, com as mesmas hipóteses que Roberto de Almeida e Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, são algumas da figuras perfiladas para ocupar os cargos que à partida estão vagos desde o VII Congresso.
Os critérios para a eleição do “vice”, do secretário-geral e do próprio Bureau Político constam dos estatutos do partido, que também determinam que cabe ao presidente a última palavra sobre quem avança e quem fica para a eleição pelo Comité Central. O vice-presidente do partido coadjuva o presidente, cabendo-lhe coordenar a acção política e acompanhar a actividade administrativa das estruturas que lhe forem incumbidas pelo presidente do partido, pelo Comité Central e o Bureau Político.
O secretário-geral é, nos termos dos estatutos, um órgão individual executivo permanente a quem compete dirigir a organização e gestão administrativa do Secretariado do Bureau Político, a política financeira e a gestão dos recursos humanos, segundo orientações definidas superiormente.

Dia de decisões

A marcação da reunião para anunciar a composição do Bureau Político foi anunciada na sexta-feira à noite, a menos de 24h00 do encerramento do Congresso. Uma decisão que acabou por retirar a pressão sobre o dia do fecho dos trabalhos, em que toda a gente estava à espera que fossem anunciados os dirigentes que vão integrar o organismo permanente da direcção do partido, que delibera no intervalo das reuniões do Comité Central e tem competência para fazer ajustamentos pontuais nas estratégias do partido.
O Comité Central do MPLA elege hoje o Bureau Político, de entre os seus membros, através de lista completa, pelo sistema maioritário, como definem os estatutos. Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
Segundo os estatutos do MPLA, o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do partido. Em relação ao número de integrantes, os estatutos impõem que seja respeitado o princípio da proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite desde logo admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante. A prática no interior do “núcleo duro” do MPLA é de deixar-se uma margem de certo modo confortável para que, em caso de necessidade, sejam cooptados outros membros, em regra, no Comité Central. O desejo expresso de haver renovação e continuidade, como princípio orientador de todo o processo orgânico do Congresso, eleva a expectativa em torno de quem o presidente do partido, com a liderança ainda mais reforçada com o voto de confiança dos militantes, escolhe para seus auxiliares mais directos, numa altura em que o MPLA tem definido na Moção de Estratégia do Líder, aprovada por aclamação durante o VII Congresso, a base do seu programa de governo para as Eleições Gerais de 2017. O Comité Central, que é o órgão deliberativo máximo do MPLA, no intervalo dos Congressos, passou a 363 membros, mais 52 que o anterior. A nova composição do Comité Central resultou de um amplo processo de consultas, desde as bases, segundo o princípio estatutário da renovação e continuidade, que resultou na saída de 115 integrantes. O contributo para o fortalecimento e engrandecimento do partido por parte desses militantes foi reconhecido primeiro pelo líder do MPLA, de viva voz, depois pelo VII Congresso, que fez aprovar uma Moção de Reconhecimento.

Mais fortes

Depois da realização do VII Congresso, o MPLA está mais forte, mobilizado para continuar a dar tudo pelo país e pelos angolanos, e mais preparado para o debate e para a vitória nas próximas Eleições Gerais de 2017, afirmou Manuel Rabelais, que foi o porta-voz do “conclave”. “O presidente José Eduardo dos Santos foi reeleito com números que falam por si. É um líder carismático, que tem dado tudo de si pelo partido e pelo país”, destacou Manuel Rabelais, em declarações à imprensa no Centro de Conferências de Belas, onde decorreu de 17 a 20 do corrente, a reunião magna do partido maioritário. Além da eleição do presidente e do Comité Central, o VII Congresso Ordinário do MPLA teve o condão de adoptar a Moção de Estratégia do Líder, que foi, de acordo com os congressistas, o grande marco deste conclave.

Desígnios nacionais

O documento que serve de “bússola” da governação do MPLA para os próximos cinco anos foi resumido em dez “desígnios nacionais”, que sintetizam as grandes prioridades do partido.
Na primeira linha, o MPLA coloca a consolidação da paz, o reforço da democracia e preservação da unidade e coesão nacional, o desenvolvimento de uma sociedade civil participativa e responsável e a promoção da inclusão política de todos os cidadãos, sem discriminações. Na mesma linha, a edificação de um “Estado democrático e de direito, forte, moderno, coordenador e regulador da vida económica e social” e a promoção do desenvolvimento sustentável, assegurando a inclusão económica e social, a estabilidade macroeconómica e a diversificação da economia nacional, reduzindo as desigualdades.
Do ponto de vista económico, o MPLA propõe-se reforçar as políticas com vista a estimular a transformação da economia, o desenvolvimento do sector privado e a competitividade, na mesma linha que o reforço das políticas que visam promover o desenvolvimento humano e a qualidade de vida dos angolanos, com a erradicação da fome e da pobreza extrema, e o incentivo à criação de emprego remunerador e produtivo, elevando a qualificação e a produtividade.
Os restantes desígnios nacionais definidos pelo MPLA dizem respeito a garantir o desenvolvimento harmonioso do território, promovendo a descentralização e a municipalização, o fortalecimento e modernização do Sistema de Defesa e Segurança Nacional, e o reforço do papel de Angola no contexto internacional e regional.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/eleicao_do_vice-presidente__e_secretario-geral_do_mpla

A cúpula do Partido do Governo de Angola passa por renovação e autocrítica

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por Ivair Augusto Alves dos Santos
 
 
O MPLA, a maior força politica de Angola, realizou o VII Congresso Extraordinário, entre os dias 17 e 20 de agosto, com eleição de um novo Comite Central. Segundo a direção do partido houve uma renovação de 44%.
 
Foi uma oportunidade para o partido reconhecer os seus erros, fazer críticas, autocríticas, estar mais consciente de que é preciso fazer mais e melhor. O discurso de José Eduardo dos Santos no Congresso foi revelador. Falou da corrupção, da pressa no enriquecimento, no enriquecimento ilícito e do merecimento que se deve ter para se chegar aos órgãos de decisão do partido. Há que moralizar o partido, quereria dizer, e poupá-lo ao papel de trampolim para quem quer chegar de forma fácil ao dinheiro e ao poder. E mais, Dos Santos disse que é hora de deixar de parte os bons projetos que não são executados. Ele sabe que ao eleitorado vale mais uma pequena obra que mil projectos bonitos no papel.
 
O MPLA vai anunciar já na próxima terça-feira a composição do Bureau Político e do Secretariado deste que é o seu órgão de cúpula.
 
Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
 
Os estatutos dizem ainda que o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do Partido, respeitando a proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante.
 
As eleições para a presidência em Angola serão em 2017, a maior força politica sabe que o apaís vive em uma de suas maiores crises econômicas , devido a queda do preço do petróleo. Será uma das eleições mais duras, em que provavelmente o presidente Jose Eduardo dos Santos não concorrerá.
 
As próximas decisões do Partido, a nova composição terá grandes desafios principalmente combater as desigualdades sociais, a corrupção, a fome, desemprego e a pobreza extrema.