Angola: MPLA elege Bureau Político de 47 membros

Luanda – A primeira Sessão Ordinária do Comité Central (CC) do MPLA elegeu, nesta terça-feira, o seu Bureau Político, de 47 membros.rigir

PRIMEIRA REUNIÃO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA, ELEITO NO VII CONGRESSO ORDINÁRIO

FOTO: FRANCISCO MIUDO

Orientada pelo presidente do partido, José Eduardo dos Santos, a sessão contou com a participação de 355 dos 363 membros que compõe o CC, eleito no VII Congresso realizado de 17 a 20 de Agosto.

Nesta reunião foram também eleitos João Manuel Gonçalves Lourenço, para o cargo de vice-presidente do partido, com 351 votos e António Paulo Kassoma, secretário-geral com 353 votos.

Carlos Alberto Ferreira Pinto e João Baptista Kussumua foram escolhidos, respectivamente, coordenador e coordenador-adjunto da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, integrada por 23  membros.

De acordo com o comunicado final, os membros do Comité Central manifestaram total disponibilidade para a materialização dos dez desígnios da Moção de Estratégia do Líder do MPLA.

Exortaram os cidadãos maiores de idade e em particular, os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, a responderem com prontidão ao processo de actualização geral de dados dos cidadãos maiores e prova de vida, a ter lugar em todo o país, a partir do dia 25 de Agosto, no quadro do Registo Eleitoral.

Felicitam antecipadamente o Presidente do MPLA e da República, José Eduardo dos Santos, pelo seu 74º aniversário natalício, que se assinala no dia 28 deste mês, augurando votos de muita saúde e êxitos na condução dos destinos do partido e do país.

No quadro das comemorações dos 60 anos da fundação do MPLA a assinalar-se em Dezembro, o Comité Central recomenda desenvolver-se um amplo programa de actividades politicas, culturais, desportivas e recreativas para saudar o acontecimento.

Ainda nesta terça-feira, o Bureau Político do MPLA procedeu à eleição do seu secretariado.

Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” passa a assumir o cargo de secretário para as Relações Internacionais, Mário António de Sequeira e Carvalho o de secretário para Informação e Propaganda e Joana Lina Ramos Baptista secretária para Administração e Finanças, os dois últimos reconduzidos.

João de Almeida Martins mantém-se na coordenação do Secretariado para os Assuntos Políticos e Eleitorais e António Paulo Kassoma acumula o de secretário-geral e de secretário para os Quadros.

Jorge Inocêncio Dombolo é o secretário para a Organização e Mobilização, Pedro Sebastião, secretário para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e Manuel Nunes Júnior, secretário para os Assuntos Económicos e Sociais.

O Bureau Político, sob proposta do Presidente do Partido, decidiu designar Roberto Victor de Almeida para exercer a função de Presidente da Fundação Sagrada Esperança.

 

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Eleição do vice-presidente e secretário-geral do MPLA, maior força política de Angola

Kumuênho da Rosa |

Fotografia: Francisco Bernardo

Depois de eleito o presidente do partido e o Comité Central, no seu VII Congresso Ordinário, o MPLA anuncia hoje a composição do órgão de cúpula, o Bureau Político.

Na sua primeira reunião após o Congresso que reelegeu José Eduardo dos Santos como líder do MPLA, com 99,6 por cento dos votos expressos nas urnas, é chegado o momento de se conhecer o vice-presidente e o secretário-geral do partido.
António Paulo Kassoma, António Pitra Neto, Fernando da Piedade Dias dos Santos, Ferreira Pinto e João Lourenço, com as mesmas hipóteses que Roberto de Almeida e Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse”, são algumas da figuras perfiladas para ocupar os cargos que à partida estão vagos desde o VII Congresso.
Os critérios para a eleição do “vice”, do secretário-geral e do próprio Bureau Político constam dos estatutos do partido, que também determinam que cabe ao presidente a última palavra sobre quem avança e quem fica para a eleição pelo Comité Central. O vice-presidente do partido coadjuva o presidente, cabendo-lhe coordenar a acção política e acompanhar a actividade administrativa das estruturas que lhe forem incumbidas pelo presidente do partido, pelo Comité Central e o Bureau Político.
O secretário-geral é, nos termos dos estatutos, um órgão individual executivo permanente a quem compete dirigir a organização e gestão administrativa do Secretariado do Bureau Político, a política financeira e a gestão dos recursos humanos, segundo orientações definidas superiormente.

Dia de decisões

A marcação da reunião para anunciar a composição do Bureau Político foi anunciada na sexta-feira à noite, a menos de 24h00 do encerramento do Congresso. Uma decisão que acabou por retirar a pressão sobre o dia do fecho dos trabalhos, em que toda a gente estava à espera que fossem anunciados os dirigentes que vão integrar o organismo permanente da direcção do partido, que delibera no intervalo das reuniões do Comité Central e tem competência para fazer ajustamentos pontuais nas estratégias do partido.
O Comité Central do MPLA elege hoje o Bureau Político, de entre os seus membros, através de lista completa, pelo sistema maioritário, como definem os estatutos. Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
Segundo os estatutos do MPLA, o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do partido. Em relação ao número de integrantes, os estatutos impõem que seja respeitado o princípio da proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite desde logo admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante. A prática no interior do “núcleo duro” do MPLA é de deixar-se uma margem de certo modo confortável para que, em caso de necessidade, sejam cooptados outros membros, em regra, no Comité Central. O desejo expresso de haver renovação e continuidade, como princípio orientador de todo o processo orgânico do Congresso, eleva a expectativa em torno de quem o presidente do partido, com a liderança ainda mais reforçada com o voto de confiança dos militantes, escolhe para seus auxiliares mais directos, numa altura em que o MPLA tem definido na Moção de Estratégia do Líder, aprovada por aclamação durante o VII Congresso, a base do seu programa de governo para as Eleições Gerais de 2017. O Comité Central, que é o órgão deliberativo máximo do MPLA, no intervalo dos Congressos, passou a 363 membros, mais 52 que o anterior. A nova composição do Comité Central resultou de um amplo processo de consultas, desde as bases, segundo o princípio estatutário da renovação e continuidade, que resultou na saída de 115 integrantes. O contributo para o fortalecimento e engrandecimento do partido por parte desses militantes foi reconhecido primeiro pelo líder do MPLA, de viva voz, depois pelo VII Congresso, que fez aprovar uma Moção de Reconhecimento.

Mais fortes

Depois da realização do VII Congresso, o MPLA está mais forte, mobilizado para continuar a dar tudo pelo país e pelos angolanos, e mais preparado para o debate e para a vitória nas próximas Eleições Gerais de 2017, afirmou Manuel Rabelais, que foi o porta-voz do “conclave”. “O presidente José Eduardo dos Santos foi reeleito com números que falam por si. É um líder carismático, que tem dado tudo de si pelo partido e pelo país”, destacou Manuel Rabelais, em declarações à imprensa no Centro de Conferências de Belas, onde decorreu de 17 a 20 do corrente, a reunião magna do partido maioritário. Além da eleição do presidente e do Comité Central, o VII Congresso Ordinário do MPLA teve o condão de adoptar a Moção de Estratégia do Líder, que foi, de acordo com os congressistas, o grande marco deste conclave.

Desígnios nacionais

O documento que serve de “bússola” da governação do MPLA para os próximos cinco anos foi resumido em dez “desígnios nacionais”, que sintetizam as grandes prioridades do partido.
Na primeira linha, o MPLA coloca a consolidação da paz, o reforço da democracia e preservação da unidade e coesão nacional, o desenvolvimento de uma sociedade civil participativa e responsável e a promoção da inclusão política de todos os cidadãos, sem discriminações. Na mesma linha, a edificação de um “Estado democrático e de direito, forte, moderno, coordenador e regulador da vida económica e social” e a promoção do desenvolvimento sustentável, assegurando a inclusão económica e social, a estabilidade macroeconómica e a diversificação da economia nacional, reduzindo as desigualdades.
Do ponto de vista económico, o MPLA propõe-se reforçar as políticas com vista a estimular a transformação da economia, o desenvolvimento do sector privado e a competitividade, na mesma linha que o reforço das políticas que visam promover o desenvolvimento humano e a qualidade de vida dos angolanos, com a erradicação da fome e da pobreza extrema, e o incentivo à criação de emprego remunerador e produtivo, elevando a qualificação e a produtividade.
Os restantes desígnios nacionais definidos pelo MPLA dizem respeito a garantir o desenvolvimento harmonioso do território, promovendo a descentralização e a municipalização, o fortalecimento e modernização do Sistema de Defesa e Segurança Nacional, e o reforço do papel de Angola no contexto internacional e regional.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/eleicao_do_vice-presidente__e_secretario-geral_do_mpla

A cúpula do Partido do Governo de Angola passa por renovação e autocrítica

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por Ivair Augusto Alves dos Santos
 
 
O MPLA, a maior força politica de Angola, realizou o VII Congresso Extraordinário, entre os dias 17 e 20 de agosto, com eleição de um novo Comite Central. Segundo a direção do partido houve uma renovação de 44%.
 
Foi uma oportunidade para o partido reconhecer os seus erros, fazer críticas, autocríticas, estar mais consciente de que é preciso fazer mais e melhor. O discurso de José Eduardo dos Santos no Congresso foi revelador. Falou da corrupção, da pressa no enriquecimento, no enriquecimento ilícito e do merecimento que se deve ter para se chegar aos órgãos de decisão do partido. Há que moralizar o partido, quereria dizer, e poupá-lo ao papel de trampolim para quem quer chegar de forma fácil ao dinheiro e ao poder. E mais, Dos Santos disse que é hora de deixar de parte os bons projetos que não são executados. Ele sabe que ao eleitorado vale mais uma pequena obra que mil projectos bonitos no papel.
 
O MPLA vai anunciar já na próxima terça-feira a composição do Bureau Político e do Secretariado deste que é o seu órgão de cúpula.
 
Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
 
Os estatutos dizem ainda que o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do Partido, respeitando a proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante.
 
As eleições para a presidência em Angola serão em 2017, a maior força politica sabe que o apaís vive em uma de suas maiores crises econômicas , devido a queda do preço do petróleo. Será uma das eleições mais duras, em que provavelmente o presidente Jose Eduardo dos Santos não concorrerá.
 
As próximas decisões do Partido, a nova composição terá grandes desafios principalmente combater as desigualdades sociais, a corrupção, a fome, desemprego e a pobreza extrema.