Cabo Verde é uma “estrela” segundo o empresário sudanês Mo Ibrahim

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Cabo Verde é uma “estrela”, Angola tem problemas de gestão e não tem sabido estar à altura do seu potencial e Moçambique estagnou nos últimos anos, lamentou hoje o empresário sudanês Mo Ibrahim, presidente da Fundação Mo Ibrahim.

“Cabo Verde é uma estrela. Claro que está a emperrar aqui e acolá. Mas é uma força enquanto país e o primeiro em termos de Participação e Direitos [Humanos] em África. É um grande feito. Vocês os portugueses fizeram algo que foi diferente, não sei”, afirmou, em entrevista à agência Lusa.mo ibrahuim1

Lembrou também que um ex-dirigente cabo-verdiano, o antigo presidente Pedro Pires, foi um dos quatro Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana, dizendo que “é uma grande prova da saúde do país”.

Sobre Angola, disse ser um grande país, com recursos, mas que “sofre de um grande problema de gestão”.

Comentando as avaliações aos países lusófonos feitas pelo Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) de 2017, publicado hoje pela Fundação Mo Ibrahim, o empresário e filantropo lamentou o desempenho de Angola e Moçambique.

“Em muitas categorias, Angola falhou em estar à altura do seu potencial. É uma pena. Moçambique fez alguns avanços, mas estagnou nos últimos anos e começou num leve declínio, infelizmente. É muito triste, porque é outro país que deu um vencedor para o nosso prémio, o presidente Chissano. É pena ver o que foi alcançado nesse período ser desperdiçado mais tarde. É lamentável”, acrescentou.chissano

Segundo o documento, 40 dos 54 países avaliados registaram progresso nos últimos 10 anos e 18 apresentaram um crescimento acelerado desde 2012, entre os quais a Guiné Bissau, que, mesmo assim, desceu uma posição para 43º. lugar.

Os números apontam para uma trajetória positiva em desaceleração, ou seja, o ritmo de crescimento dos últimos cinco anos é inferior ao da última década entre 2007 e 2016: mais de metade dos 40 países está atualmente em crescimento desacelerado ou inverteu a tendência desde 2012, nomeadamente Cabo Verde e Angola, em 4º. e 45º. lugares, respetivamente.

Oito dos 54 países evidenciaram uma deterioração acelerada, incluindo Moçambique, que caiu dois lugares, para 23º.

São Tomé e Príncipe manteve a 11ª. posição no índice, enquanto a Guiné Equatorial subiu para a 46ª., apesar de se manter no grupo dos 10 piores.

Lançado pela primeira vez em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africano (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados estatísticos.

O Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) pretende oferecer uma avaliação anual da governação nos países africanos graças a uma compilação de dados, que este ano reuniu 100 indicadores de 36 instituições independentes, africanas e globais.

A Fundação Mo Ibrahim foi criada em 2006 com o objetivo de promover a qualidade da liderança e da governação em África, sendo também responsável pelo Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana, pelo Fórum Ibrahim e pelas Bolsas de Investigação e de Estudo Ibrahim.

https://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-e-uma-estrela-angola-e-mocambique-uma-desilusao—mo-ibrahim-8931104.html

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Cabo Verde teve mais de 512 mil turistas até setembro de 2017

cidade da Praia1Cabo Verde recebeu, nos primeiros nove meses deste ano, mais de 512 mil turistas, totalizando 3,3 milhões de dormidas, o que se traduz num aumento de 11,0% no número de hóspedes relativamente ao mesmo período de 2016.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INECV), divulgados hoje, no período de janeiro a setembro de 2017, os estabelecimentos hoteleiros registaram 512.297 hóspedes e mais de 3,3 milhões de dormidas.

Estes movimentos traduzem acréscimos de 11,0% e 12,1%, respetivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior, quando tinham sido registados 461.635 hóspedes e mais 2,9 milhões de dormidas.são vicente

No terceiro trimestre de 2017, o número de hóspedes no país aumentou 18,1%, face ao trimestre homólogo, enquanto no mesmo período, as dormidas cresceram 17,1%.

Em termos absolutos, durante este período, entraram no país mais de 163 mil hóspedes que originaram mais de 1,1 milhões de dormidas, um crescimento de 25.060 turistas e mais 163.528 dormidas, comparativamente com o trimestre homólogo.

O principal mercado emissor de turistas, neste trimestre, continua a ser o Reino Unido com 20,5% do total das entradas, a seguir vem Portugal (15,4%), Alemanha (9,5%), cabo-verdianos residentes (8,4%) e turistas provenientes da Holanda (8,3%).

Relativamente às dormidas, o Reino Unido também permanece no primeiro lugar com 31,8% do total, seguindo-se Portugal (12,9%), Alemanha (11,3%) e Países Baixos (9,2%).

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A maioria dos turistas provenientes do Reino Unido preferiu como destinos as ilhas do Sal e da Boavista, representando respetivamente 53,5% e 46,25% das dormidas e escolheram como local de acolhimento os hotéis 99,8%.

As dormidas dos residentes em Portugal distribuíram-se principalmente pelas ilhas do Sal (47,2%), da Boavista (41,0%) e Santiago (7,4%).IMG_4032

Os hotéis foram os tipos dos estabelecimentos mais procurados pelos mais de 25 mil portugueses que visitaram Cabo Verde durante este trimestre.

Ainda segundo os dados do INECV, os visitantes provenientes do Reino Unido foram os que tiveram maior permanência média em Cabo Verde (9,5 noites).

Durante o terceiro trimestre de 2017, em média, a taxa de ocupação-cama foi de 56%, contra os 55% registados no trimestre homólogo.

As ilhas da Boavista e do Sal tiveram as maiores taxas de ocupação – cama com 85% e 64%, respetivamente.

Os hotéis foram os estabelecimentos hoteleiros com maior taxa de ocupação – cama, 68%, seguindo-se os aldeamentos turísticos (31%) e as residenciais, com 19%.

https://www.rtp.pt/noticias/economia/cabo-verde-com-mais-11-de-turistas-nos-primeiros-nove-meses-do-ano_n1040425

Teatro brasileiro esteve presente em Cabo Verde

20663762_1425829237453480_6945747696100738249_nO Festival Internacional de Teatro do Mindelo, Mindelact é considerado importante evento de artes cénicas da África Ocidental. Ele acontece todos os anos na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, e este ano contou com a maior delegação de artistas e companhias de teatro do Brasil. Ao todo, sete grupos brasileiros se apresentaram este ano no evento que terminou neste sábado (11).

Odair Santos, correspondente da RFI em Cabo Verde

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A 23ª edição do Festival Internacional de Teatro Mindelact contou com a participação do grupo de Teatro Caixa Preta, do Núcleo Vinicius Piedade e Companhia, do Desvio Coletivo, do Grupo Dragão 7, da Companhia Satyrus, da Palavra Z Produções Teatrais e da contadora de histórias, Clara Haddad, Alguns dos artistas brasileiros que participaram do evento partilharam as suas experiências com a RFI Brasil, na cidade do Mindelo. Para a diretora do grupo Desvio Coletivo, Priscilla Toscano, foi “muito importante” para ela e, principalmente, para o grupo, essa participação. “É a primeira vez do ‘Desvio Coletivo’ num país africano. A gente tem feito a peça ‘Cegos’ há quase seis anos e o objetivo é realizar o máximo de cidades possíveis. Recentemente, a gente esteve na Ásia e pra gente, no mesmo ano, poder vir e fazer a África é muito importante” explica Priscilla.midelact

O ator brasileiro Vinicius Piedade, do Núcleo Vinicius Piedade e Cia, apresentou no festival o drama ‘Cárcere’ que é uma reflexão sobre a liberdade. A peça conta a história de um personagem que é privado de sua liberdade e de seu piano. De acordo com Vinicius Piedade, o Brasil tem uma relação direta com a África e “para nós é extremamente relevante ter esse contato direto com os nossos irmãos africanos”.

O ator afirma que a relação entre Brasil e Cabo Verde “é muito natural” porque “qualquer brasileiro que vem pra cá vai se sentir em casa, o que certamente não vai acontecer no Senegal, que é mais perto de Cabo Verde no continente”.

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Brasileiroes conhecendo brasileiros em Cabo Verde

Por sua vez, o ator Júnior Lima, que faz parte do grupo Dragão 7 que promove no Brasil um festival de teatro onde se dá a troca de experiência entre artistas e companhias de teatro do Brasil e dos países africanos de língua portuguesa, destaca o fato do Mindelact impulsionar o intercâmbio teatral.mindleact

Junior Lima cita, como exemplo, o fato de poder conhecer o trabalho dos colegas que vem, como ele, de São Paulo: “Uma oportunidade única de encontrar e conhecer pessoas que mesmo lá na cidade de São Paulo a gente não tem acesso. Eu antes de vir pra cá não conhecia o trabalho do ‘Desvio Coletivo’ e do Vinicius Piedade e foi aqui, graças ao Mindelact que a gente pôde se cruzar e conhecer”.

Júnior Lima disse que cada relação que teve em Cabo Verde foi muito rica e que “o pessoal cabo-verdiano é de fato muito afetuoso, que para você na rua, que quer saber de onde você veio, o que faz na vida e a que se dedica para te conhecer “. O ator do grupo Dragão 7 afirma que “para além do intercâmbio artístico, (a experiência) foi de trocas humanas e muitos especiais”.

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União linguística

Já o ator Bruno Mariozz, da Palavra Z Produções Teatrais do Rio de Janeiro, o Festival Internacional de Teatro do Mindelo reforça a união linguística entre o Brasil e Cabo Verde. “Eu acho que o Mindelact reforça esse conceito e troca da nossa língua. Apesar de alguns sotaques e palavras diferentes, a gente se une através da língua”, ressalta Bruno Mariozz.

 

Mais de 30 companhias de teatro de 12 países realizaram 50 espetáculos, em 12 palcos diferentes, do Mindelact. Oito dessas apresentações foram encenadas por companhias de teatro brasileiras.

 

http://br.rfi.fr/brasil/20171111-brasil-tem-participacao-de-peso-em-principal-festival-de-teatro-da-africa-ocidental

Presidente de Cabo Verde será homenageado no Brasil, em São Paulo

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O Presidente de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca, vai ser distinguido com o Troféu Raça Negra, a 20 de Novembro, em São Paulo, Brasil, num evento organizado pela Afrobras, por ocasião do Dia Nacional da Consciência Negra.


África 21 Digital com Inforpress


No âmbito da 15ª edição deste prémio, que este ano homenageia a atriz e cantora brasileira Zezé Motta, várias personalidades e autoridades negras e não negras, do Brasil e internacionais, são premiadas “por exaltar, enaltecer e divulgar o valor das iniciativas, ações, gestos, posturas, atitudes, trajetórias e realizações que tenham contribuído para aprofundamento e ampliação da valorização da raça negra”.

De entre as várias personalidades internacionais está o chefe do Estado de Cabo Verde, que, além de uma vida activa na política, é escritor, jurista, ensaísta e colaborador de várias publicações literárias.

Segundo a organização deste certame, a ONG Afrobras (Sociedade Afro-Brasileira de Desenvolvimento Sócio-Cultural) e a Faculdade Zumbi dos Palmares, trata-se de um “reconhecimento justo e oportuno àqueles que têm contribuído constantemente pela luta em favor da igualdade racial”.

Além de participar na 15ª edição do Troféu Raça Negra, Jorge Carlos Fonseca faz-se presente na 5ª edição da Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra (Flink Sampa), que acontece entre 16 e 18 de Novembro com o objectivo de oferecer acesso ao livro e à leitura, de forma totalmente gratuita.

O evento também é organizado pela Faculdade Zumbi dos Palmares e pela ONG Afrobras e este ano irá homenagear o escritor brasileiro Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus.

A presença do chefe do Estado cabo-verdiano foi confirmada por Guiomar de Grammont, curadora da programação literária da Flink Sampa.

Jorge Carlos Fonseca vai participar no debate “Literatura em Vozes Polifónicas”, que ocorrerá no dia 18 de Novembro, e também vai lançar o seu mais recente livro “O Albergue Espanhol”.

Além do Presidente da República, o evento também contará com a presença dos escritores cabo-verdianos Filinto Elísio e Arménio Vieira, vencedor do Prémio Camões.

Estes irão participar numa mesa de debate no dia 18 sobre “África-Brasil: versos em laços”, que, para além dos escritores cabo-verdianos conta com a participação de Francisco Noa (reitor da Universidade Lúrio de Moçambique) e Eduardo de Assis Duarte (escritor e professor brasileiro).

 

https://africa21digital.com/2017/11/07/presidente-de-cabo-verde-vai-ser-distinguido-pela-afrobras-durante-evento-em-sao-paulo/

PAICV : dar esperança aos cabo-verdianos é o principal desafio do partido

Presidente do PAICV aponta devolução da esperança aos cabo-verdianos como principal desafio do partido

A presidente do Partido Africano para a Independência de Cabo Verde disse este sábado que o principal desafio do seu partido, neste momento, é devolver a esperança aos cabo-verdianos, “desiludidos com a governação do MpD”

Janira Hopffer Almada, que falava à Inforpress, momentos antes de presidir à cerimónia de abertura do ano político 2017/18 do PAICV, sob lema “novos horizontes de esperança”, salientou que a situação do país é “muito grave” e que a desesperança começou já a tornar conta dos cabo-verdianos.paicv

Perante esta situação, que considera preocupante, sublinhou que o PAICV, enquanto partido do arco do poder, tem a “grande responsabilidade” de alertar para aquilo que não estiver bem e apresentar propostas alternativas para fazer os cabo-verdianos voltarem a acreditar e a sonhar.

“O MpD ganhou as eleições a 20 de Março de 2016, mas nestes 18 meses de governação, o desencanto já é evidente e muitos que acreditaram no discurso ‘nha partidu é Cabo Verde’ hoje estão completamente desiludidos. O povo votou no MpD porque acreditou nas ilusões que lhes foram passadas, acreditou nas promessas populistas e demagógicas”, disse.

Por isso mesmo, afirmou que é este o momento do PAICV, na qualidade de principal partido da oposição, “cumprir a sua responsabilidade moral e patriótica de apresentar alternativas e fazer esse povo voltar a acreditar, que é possível governar com seriedade, ter sentido de Estado, patriotismo e, sobretudo, colocar os interesses de Cabo Verde em primeiro lugar”.

“É um ano importante em que estarão sobre a mesa várias reformas estruturais. Teremos de ter a capacidade, todos nós, de pôr os interesses partidários em segundo plano e colocarmos o interesse do país em primeiro lugar, adoptando as medidas, promovendo as reformas que forem necessárias ao país, com coragem”, disse.

As propostas, conforme adiantou, já estão a ser preparadas e abrangem os vários domínios importantes para país e para o bem-estar dos cabo-verdianos.

“Vamos ter o inicio do parlamentar agora. Estaremos a apresentar as nossas propostas em vários sectores da governação já na discussão da proposta de orçamento de Estado para 2018”, informou.

Janira Hopffer acredita que o PAICV, partido que saiu do poder em 2016, depois de 15 anos de governação, está hoje muito mais forte do que há cerca de dois anos e o trabalho que está a ser realizado deverá culminar nas vitórias em 2020 e 2021.

Aos simpatizantes e militantes do partido, a líder do PAICV deixou uma mensagem de encorajamento.

“Os desafios que nós temos neste momento são os de mobilizar a sociedade e para mobilizar a sociedade todos os militantes, amigos e simpatizantes do PAICV, todos os cabo-verdianos que querem o melhor para Cabo Verde tem de sair das sua casas, abrir as suas bocas e defenderem aquilo que é mais importante”, disse.

A cerimônia de abertura do ano político do PAICV teve lugar no Auditório Nacional, com casa cheia, e o discurso da presidente foi precedido das intervenções dos presidentes das Comissões Políticas de Santiago-Norte e Santiago-Sul, António Fernandes e Carlos Tavares, respectivamente.

 

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/55100-presidente-do-paicv-aponta-devolucao-da-esperanca-aos-cabo-verdianos-como-principal-desafio-do-partido

Cabo Verde investirá 20% do seu orçamento em Educação em 2018

Um quinto dos 552 milhões de euros do Orçamento de Estado de Cabo Verde para 2018 vai ser destinado ao setor da educação, segundo as linhas gerais da proposta apresentada na sexta-feira,21, pelo ministro das Finanças, Olavo Correia. Em termos de distribuições regionais, S.Vicente ficou com um bolo inferior ao de Sal e Santo Antão.

Cabo Verde prevê gastar um quinto do orçamento com educação em 2018

A proposta de Orçamento de Estado para o próximo ano, que foi entregue na Assembleia Nacional, ronda os 61 mil milhões de escudos (cerca de 552 milhões de euros) e prevê uma receita fiscal de 42,3 mil milhões de escudos (cerca de 383 milhões de euros), um crescimento económico de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e um deficit de 3,1%.

A proposta faz ainda uma projeção de 30 milhões de euros de donativos (1,9% do PIB) e de 51 milhões de euros de financiamentos (3,1% do PIB), refer a Lusa.
Segundo a mesma fonte, a taxa de desemprego estimada é de 13,6 % contra os 15% de 2016 e a estimativa de 14% para 2017.

Já a inflação deverá rondar os 1,4% contra os 0,8% de 2017 e a dívida pública a descer dos 131,9% para 129,9%, segundo o cenário macroeconómico traçado pelo Governo para 2018.

Foco na educação e S.Vicente com bolo inferior a Sal e Santo Antão

Conforme a mesma, a fatia reservada à educação representa 20 por cento do orçamento total, com a introdução de medidas como o ensino gratuito desde o pré-escolar até ao 8.º ano e investimento em infraestruturas escolares.
“O futuro de Cabo Verde está na educação de excelência. Se não conseguirmos ter uma educação de excelência para preparar os jovens para o mundo moderno não conseguiremos vencer os desafios. A excelência na educação tem um custo”, disse o ministro da Finanças.

Olavo Correia destacou igualmente o orçamento de 500 milhões de escudos (cerca de 4,5 milhões de euros) destinados à cultura e os 800 milhões de escudos (cerca de 7,5 milhões de euros) do programa de urgência para fazer face ao mau ano agrícola causado pela seca.

O ministro assinalou a descida de 1 ponto percentual no imposto para rendimentos até 80 mil escudos (cerca de 725 euros) e a criação de uma tarifa social de água e energia.

Previsto está, também, um aumento de 11,4% da massa salarial na função pública, correspondente a novas entradas de pessoal, particularmente de polícias, guardas prisionais, professores e médicos, requalificações e progressões na carreira.
O Orçamento de Estado não prevê aumentos salariais para os funcionários públicos.
Por ilhas, o grosso das despesas de funcionamento e investimento concentram-se na ilha de Santiago, a maior do país, que deverá concentrar 35,6 dos 71 milhões de investimentos previstos.

Segue-se o Sal com 8,3 milhões de euros, Santo Antão com 4,3 milhões e São Vicente com 3,5 milhões de euros previstos de investimento.

Para Olavo Correia, trata-se de um orçamento “participativo, rigoroso e descentralizado”, com “o volume de despesa necessário para provocar a rutura na economia cabo-verdiana”.

“É uma despesa que tem financiamento e que permite que tenhamos um défice inferior ao que temos previsto para este ano. É um orçamento que procura trazer soluções efetivas para a economia”, sublinhou. Fonte: C/ Lusa

 

fonte:http://www.asemana.publ.cv/?Cabo-Verde-preve-gastar-um-quinto-do-orcamento-com-educacao-em-2018

Cabo Verde pode assumir presidência da CEDEAO

 

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O primeiro-ministro disse esta quarta-feira que Cabo Verde já está negociar para assumir a presidência da Comunidade dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) na próxima cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da comunidade.

 

Trata-se, segundo Ulisses Correia e Silva, de um processo normal de rotatividade, em que é vez de Cabo Verde presidir à comissão da CEDEAO.

“Nós temos todo o interesse e está convergente com aquilo que nós defendemos relativamente a ter Cabo Verde com posicionamento muito forte a nível da integração regional e de ocupação de cargos de responsabilidade e esperemos que possamos conseguir” disse.

Questionado sobre se Cabo Verde já tem indicação da pessoa para o cargo de presidente da comissão da CEDEAO, o chefe do Governo cabo-verdiano disse que não e que as negociações estão a decorrer para posteriormente fazer essa escolha.

“Nós temos que criar as condições, como estamos a fazer, com negociações tranquilas junto da CEDEAO para poder ter acesso ao cargo e logo depois definirmos e negociar o melhor perfil para um cargo internacional e regional muito importante.”, sublinhou.

Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão de portos do país

 

O Governo de Cabo Verde anulou o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos do país, ao qual havia sido apresentada uma única proposta parcial por parte do grupo francês Bolloré, de acordo com um comunicado oficial na terça-feira divulgado em Praia.

Concurso para gestão de portos atraiu apenas um concorrente
Fotografia: DR

A 15 de Julho de 2015, foi lançado o concurso internacional para a subconcessão dos principais portos de Cabo Verde, dividindo-os em dois blocos, sendo o primeiro composto pelos portos da Praia e do Mindelo e o segundo pelos de Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista, respectivamente.O grupo Bolloré foi a única empresa a submeter uma proposta técnica e financeira para a subconcessão do primeiro bloco, não tendo sido apresentada nenhuma para o bloco que reunia os portos do Palmeira e Sal-Rei, Sal e Boa Vista.
O comunicado oficial adianta que o Governo actual, após a análise do processo, concluiu que o modelo de subconcessão, anteriormente adoptado para a exploração dos principais portos de Cabo Verde, não responde às exigências da nova visão e da estratégia definidas.

Brasil faz acordo com Cabo Verde para formação de gestores privados e púlblicos

 

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FGV participa de programa de recrutamento e formação de gestores em Cabo Verde
O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais.

 

 

O Gestor Executivo do Núcleo de Cooperação com África e Portugal (NuCAP) da Diretoria Internacional da FGV (DINT), Marcus Vinicius Rodrigues, participou de uma reunião com o Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, na Cidade da Praia. O objetivo do encontro foi convidar a FGV para participar do programa de recrutamento e de formação de líderes, gestores, docentes e investigadores, para os setores público e privado daquele país.

O governo de Cabo Verde estabeleceu um programa para a promoção da capacidade científica e tecnológica nacional por meio do reforço das empresas e instituições acadêmicas e do fortalecimento da cooperação com instituições de reconhecido mérito internacional. Para isso, aprovou no final de junho, a resolução que cria o programa “Bolsa Cabo Verde Global” que será financiado pelo governo do país com apoio de fundos internacionais. O objetivo é facilitar parcerias que potenciem ofertas de programas em nível internacional.

Nesse contexto, a FGV foi uma das primeiras instituições a serem convidadas. O processo está em andamento, tendo como interlocutora do governo cabo-verdiano a Ministra da Educação Maritza Rosabal.

Durante a reunião, o Primeiro-Ministro reconheceu a excelência da FGV e lembrou dos quadros cabo-verdianos já formados na instituição, onde se inserem vários empresários e autoridades governamentais, inclusive o ex-Primeiro Ministro, José Maria Neves, que teve seus estudos acadêmicos realizados na Escola de Administração de Empresas de São Paulo (EAESP).

Oposição em Cabo Verde é contrário a privatizar as empresas públicas

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O maior partido da oposição cabo-verdiana disse hoje temer o regresso do país aos anos 1990, com a venda de empresas públicas “ao desbarato”, apelando ao Governo para o “cumprimento escrupuloso” das leis em matéria de privatizações.

O receio foi manifestado pelo secretário-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Julião Varela, em conferência de imprensa para fazer o balanço do ano político do partido.

A posição surge três dias após o Governo do Movimento para a Democracia (MpD) ter publicado no Boletim Oficial uma lista de 23 empresas públicas a serem reestruturadas, privatizadas ou concessionadas até 2021, pretendendo arrecadar 90 milhões de euros.cabo-verde1

Informando que o maior partido da oposição cabo-verdiana vai tomar uma posição pública ainda esta semana, Julião Varela disse, entretanto, que receia o regresso aos anos 90.

“O receio que temos é regressar àquilo que aconteceu na década de 1990, em que todas as empresas que tinham sido criadas anteriormente foram vendidas ao desbarato, inclusivamente o país perdeu recursos importante e tememos que processo semelhante se venha a repetir”, alertou o dirigente partidário.

Na década de 1990 também era o MpD que estava no poder no Cabo Verde, tendo privatizado várias empresas públicas, que até hoje merecem críticas por parte do PAICV.

Uma das empresas que serão privatizadas agora é a transportadora aérea TACV, cujo decreto para venda do negócio internacional já foi aprovado pelo Conselho de Ministros, uma semana após deixar de voar entre ilhas.

“Todo o mundo está perplexo, porque tudo aquilo que já foi feito até agora foi sem qualquer enquadramento legal. Só na passada sexta-feira é que o Governo aprovou um regulamento sobre a privatização dos TACV”, criticou Julião Varela.

Em relação o negócio entre a TACV e a Binter, o secretário-geral do PAICV disse que não tem qualquer enquadramento legal, pelo que apelou ao Governo para o “cumprimento escrupuloso das leis” em matéria de privatizações.

O secretário-geral apontou algumas questões que ainda não foram respondidas pelo Governo, como os montantes envolvidos no processo de aquisição de 49% das ações da Binter e em quanto foi avaliado o mercado interno que agora é exclusivo da Binter.

“Em face à inexistência da lei, muitas questões ficaram por responder, pelo que a transparência do processo está em causa. Não há nenhum contrato. Ninguém sabe de nada”, prosseguiu Varela, criticando o facto de o acordo com a Binter ter entrado em vigor sem a publicação do contrato.

Em finais de julho, o PAICV já tinha pedido uma investigação pelo Ministério Público ao negócio entre a TACV e a Binter, considerando haver “indícios de corrupção” do atual Governo.TACV

O partido sustenta as suas suspeitas no secretismo à volta do negócio, acusando o Governo de se recusar a facultar documentos e informações necessárias, bem como pela recusa por parte da maioria parlamentar do MpD em permitir criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para a Assembleia Nacional investigar o negócio.

Desde 01 de agosto a TACV deixou as operações inter-ilhas, passando os voos a serem feitos em exclusivo pela Binter CV, em cujo capital o Estado cabo-verdiano entra em 49%.

A TACV vai continuar durante este mês com as ligações regionais e o Governo está em negociações para a privatização da parte internacional da empresa.