China investe 45 milhões de euros em campus universitário de Cabo Verde

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O primeiro-ministro de Cabo Verde disse hoje que, dentro de três anos, Cabo Verde terá um campus universitário ao nível de países mais desenvolvidos, agradecendo à China pelo apoio a um investimento estimado em 45 milhões de euros.

Ulisses Correia e Silva falava ao final da tarde, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra do novo campus da universidade pública de Cabo Verde (UNICV), um projeto totalmente financiado pelo Governo da China.Delegação-de-Cabo-Verde-e-China

O chefe de Estado cabo-verdiano assinalou o facto de se tratar do maior projeto apoiado pela China em 40 anos de relações de cooperação com Cabo Verde, adiantando que representará um investimento de 45 milhões de euros e deverá estar pronto dentro de três anos.

“Dentro de três anos teremos um campus moderno, funcional e ao nível dos campus universitários de países mais desenvolvidos”, disse.

cabo-verde-chinaO primeiro-ministro sublinhou também a importância da cooperação chinesa para Cabo Verde, apontando outros investimentos emblemáticos que deverão arrancar em breve como os projeto Cidade Segura, nas ilhas de Santiago, São Vicente, Sal e Boavista, e de habitação social para eliminação dos bairros de barracas ainda existente em Cabo Verde ou a criação da Zona Económica Especial de São Vicente.

O embaixador da China em Cabo Verde, Du Xiaocong, considerou que este será um ano “muito dinâmico” na cooperação entre os dois países e revelou que a equipa chinesa que irá apoiar a criação da Zona Económica Especial de São Vicente chegará no próximo mês para começar a trabalhar.

O embaixador considerou que a recente visita a Cabo Verde do ministro dos Negócios Estrangeiros da China veio trazer uma “nova dinâmica nas relações entre os dois países” e sublinhou o apoio de Cabo Verde à iniciativa chinesa “Uma faixa, uma rota”, de ligação da China ao ocidente através de uma rede de portos.

Localizado na zona do Palmarejo Grande, na cidade da Praia, o novo campus de foi projetado para acolher 4.890 estudantes e 476 professores em 61 salas de aulas, 5 auditórios, oito salas de informática, oito salas de leitura, 34 laboratórios, salão multiúsos, com capacidade de 654 lugares, refeitórios, biblioteca, dormitórios e espaços desportivos.

Vai ser edificado pela construtora estatal chinesa Longxin Group e as obras inicialmente previstas para arrancar em maio deverão começar em julho.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-tera-campus-universitario-ao-nivel-de-paises-mais-desenvolvidos—pm-8578550.html

Empresários chineses encontram-se com parceiros de língua portuguesa

Encontro-Empresarios-O encontro de empresários chineses e dos países lusófonos realizado em Cabo Verde levou a concretização de 10 protocolos assinados entre várias empresas e organizações da China e dos países de língua portuguesa.

A China é um dos mais importantes parceiros dos países de língua portuguesa, tendo as trocas comerciais entre os dois blocos atingido os 100 bilhões de dólares em 2016 (cerca de 90 bilhões de euros), segundo dados apresentados no encontro.

O investimento das empresas chinesas nos países lusófonos ascendia a 50 bilhões de dólares (cerca de 40 bilhões de euros), enquanto as empreitadas chinesas nesses países atingiam os 90 bilhões de dólares (cerca de 80 milhões de euros).
Os protocolos assinados preveem o fortalecimento do intercâmbio com a China de Angola e Cabo Verde, a representação do café de Cabo Verde na China, o planeamento, construção e gestão de um hospital privado na cidade da Praia e a criação de uma aliança de serviços jurídicos, entre outros.

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A presidente da Cabo Verde Trade Invest destacou também os encontros bilaterais e os vários contactos recebidos durante o encontro no sentido da abertura de empresas em Cabo Verde para dar tradução prática aos protocolos assinados.

“Senti que há um interesse enorme por Cabo Verde. Este é um passo enorme e a partir daqui vamos seguir em frente juntos”, disse.

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Mais de 400 representantes de organismos institucionais e empresas da China e dos países lusófonos participaram no Encontro de Empresários para a Cooperação Econômica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa

Da reunião saiu a decisão de que Portugal será o país anfitrião do próximo encontro, que deverá decorrer em Lisboa, no próximo ano.

Esta será a terceira vez que Portugal acolherá o encontro, que no ano passado se realizou na Guiné-Bissau com a participação de mais de 30 empresas portuguesas.

O encontro foi realizado em parceria pela Cabo Verde Trade Invest e pelas agências de investimento da China, Macau e países lusófonos.

Nana Akufo-Addo, Presidente do Gana, visita Cabo Verde

Presidente do Gana visita Cabo Verde

O Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, vai visitar Cabo Verde esta semana. A confirmação foi avançada, segunda-feira, de forma pouco habitual, pelo Presidente da Assembleia Nacional, no final de um encontro com Jorge Carlos Fonseca.

 

À saída do palácio presidencial, Jorge Santos revelou que Akufo-Addo chegará sábado ao país, para uma visita de três dias. A deslocação do Chefe de Estado ganês ainda não tinha sido comunicada oficialmente pelo gabinete do Presidente da República.

“Já no sábado – espero não estar a cometer uma gafe diplomática – Cabo Verde vai receber uma visita de três dias do Chefe do Estado do Gana, um país importante da CEDEAO e que tem a segunda participação no Produto Interno Bruto (PIB) na região, depois da Nigéria”, revelou, citado pela Inforpress.

A chegada do presidente do Gana ao arquipélago era esperada desde o início do mês, altura em que Nana Akufo-Addo expressou essa intenção ao homólogo cabo-verdiano.

Jorge Santos encontrou-se com o Presidente da República depois de ter participado, a 11 de Maio, na sessão do Parlamento da CEDEAO, em Abuja, Nigéria.

Nana Akufo-Addo prestou juramento como Presidente do Gana a 7 de Janeiro de 2017, depois de vencer as eleições realizadas em Dezembro de 2016.

O Gana é o segundo maior produtor mundial de cacau e o segundo maior produtor de ouro do continente africano, a seguir à África do Sul.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/politica/item/53227-presidente-do-gana-visita-cabo-verde

Cabo Verde é o 18º país mais atrativo para investir em África

A-Montagem-fotos-de-rostos-cabo-verdianos-cabeçalho-a-abrir-a-peça-983x550-33n8z3aavgnwl126iei51c Cabo Verde é o 18.º país mais atrativo para os investidores em África, e o primeiro entre os lusófonos, segundo a edição deste ano do Programa de Atratividade do Investimento Estrangeiro, elaborado pela consultora EY.

Moçambique está na 22.ª posição, numa lista liderada por Marrocos, Quênia e África do Sul, e que até ao 25.º lugar não contempla mais nenhum país de língua oficial portuguesa, tendo Cabo Verde melhorado seis lugares face à classificação do ano passado, enquanto Moçambique piorou dois níveis.

“O sentimento dos investidores relativamente a África deve continuar menos animado nos próximos anos, o que tem a ver menos com as condições fundamentais de África do que com um mundo caracterizado pelo aumento da incerteza geopolítica e por uma maior aversão ao risco”, comentou o diretor executivo da EY Africa, Ajen Sita.

Os investidores que não estão presentes em África permanecem positivos sobre a atratividade para o investimento de longo prazo no continente, mas estão cautelosos e atentos às dificuldades”, acrescentou o responsável.

O estudo da EY baseia-se numa análise de 46 países africanos e assenta em seis pilares que são considerados fundamentais para os investidores escolherem a localização do seu investimento: resiliência macroeconómica, tamanho do mercado, facilidade nos negócios, investimento em infraestrutura e logística, diversificação económica e governança e desenvolvimento humano, com os primeiros dois a valerem 20% e os restantes 15% cada.

O maior investidor estrangeiro no continente em número de projetos continua a ser os Estados Unidos, com 91 novos investimentos, seguidos da França, com 81, e da China, com 66 projetos, o que representou um aumento de 106% face ao ano anterior.

Em termos do montante do investimento, a China é, de longe, a que investe mais, tendo canalizado no ano passado 36,1 mil milhões de dólares, o que vale mais de um terço do total investido no continente, e quase três vezes mais que o segundo maior investidor, os Emirados Árabes Unidos, que enviaram para o continente 11 mil milhões de dólares para 35 projetos.

http://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-e-o-18o-pais-mais-atrativo-para-investir-em-africa—consultora-7201925.html

José Maria Neves: “Em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante”

ex presidente

O antigo Primeiro-ministro José Maria Neves afirmou que em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante, uma vez que, “quem assume tem que criminalizar aquele que desempenhou as funções anteriormente. Numa entrevista concedida á RCV, Neves disse que quase que não há lugar para os quadros que já governarem, o que prejudica os interesses do país.

José Maria Neves: “Em Cabo Verde é quase proibido ser ex-governante”

“Há um desperdício de recursos humanos e institucionais em Cabo Verde e isso não é bom para o país. Aqui, é quase proibido ser ex-governante, porque quem assume tem que criminalizar aquele que desempenhou as funções anteriormente”, defendeu.

Questionado se o próprio sente-se que está a ser criminalizado, o antigo governante explica que, “eu não necessariamente, mas sinto que as pessoas que estiveram comigo no anterior governo sim.

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Neves exemplifica a antiga ministra das Finanças, Cristina Duarte, a qual é neste momento, um quadro solicitado no plano internacional, mas em Cabo Verde há muita gente que, para poder afirmar-se, tem que tentar diminuir o prestígio e trabalho por ela, mesmo que isso prejudique o país.

José Maria Neves garante que essa falta de lugares para ex-governantes provoca um enorme desperdício de toda a experiência e contributo de pessoas relevantes para o desenvolvimento de Cabo Verde. Atirou ainda que, no nosso país tudo é efémero e ilusório e que “temos de ser mais consistentes em algumas coisas”.

Fonte:http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article124459&ak=1

Cabo Verde uma “morabeza”, de um povo

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“Nabucodonosor!
Nabucodonosor!

Onde estão a tua espada
e a tua raiva
nas brumas suculentas de Santiago?

Os templos caíram em ruínas
desde quando a eternidade
ruía defronte dos galeões
e desfazia-se nos basaltos das ribeiras

As cidades de tão velhas
metamorfosearam-se em aldeias
e cobriam as faces da amnésia

Os campos continuam perscrutantes
e oferecem olhares melancólicos às urbes
do nosso querer

Os homens esses encontram-se presos
em plena cidade
pelas âncoras do vento

Nabucodonosor!
Nabucodonosor!”

(«Mitologia Crioula», do poeta cabo-verdiano José Luiz Hopffer Almada).

 

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Cabo Verde, um país com manto esverdeado sobretudo quando as chuvas intermediadas com o sol lhe ativam essa cor tão significativa: verde de esperança, verde de prosperidade. Verde de um povo e de uma terra que tem tudo para poder esperar e prosperar, e que tem mormente em si aquela expressão única e típica crioula: a «morabeza»! E que se traduz, precisamente, na gentileza e no bom trato tão peculiares das suas gentes (conforme ilustram as dezenas de rostos que fotografamos e que se exibem na principal imagem-composição de abertura). Esta reportagem, realizada in loco, não abrange as 10 ilhas vulcânicas do arquipélago, focando-se contudo e somente na ilha de Santiago, a sudeste (compondo com outras três sulistas as ilhas de Sotavento). Não é, certamente, das mais turísticas como a da Boa Vista ou a do Sal (a norte, como ilhas de Barlavento), mas – inevitavelmente – é a maior, com o principal aglomerado populacional e acaba por ser a mais importante cultural e institucionalmente, ao ser o berço da cabo-verdianidade e, portanto, ao ter em si a capital e outras maravilhas mais que aqui vamos salientar e revelar pelas respetivas fotografias.

Santiago tem, atualmente, cerca de 260 mil habitantes (metade da população que vive em todo arquipélago, à exceção da ilha de Santa Luzia, a única não habitada), dos quais aproximadamente 120 mil residem na cidade da Praia (preenchem o “top3” das cidades cabo-verdianas mais populosas as localidades de Mindelo, em São Vicente, e de Santa Maria, no Sal).B-No-texto-depois-do-leed-e-antes-do-primeiro-subtítulo-1-300x300

Adentrar Santiago – e nas suas baías e enseadas e densas montanhas escarpadas – é reavivar a História, é encontrar as memórias de outros tempos, no silêncio e nas ruínas da Cidade Velha, antiga Ribeira Grande, primeira cidade/colónia portuguesa (aquando do descobrimento da ilha/arquipélago, em 1460) e primeira capital cabo-verdiana (antes da cidade de Praia e de quem dista 10km). E essa Cidade Velha – sempre monumental com as ruínas da catedral, a fortaleza real de São Filipe, o pelourinho e o convento de São Francisco – revela ainda hoje a sua ascendência europeia, enquanto as populações que habitam nas montanhas, cujos antepassados foram escravos que fugiram à repressão, denotam comportamentos culturais tipicamente africanos. “A vulnerabilidade da sua orla costeira, exposta a constantes ataques de piratas e corsários, determinou o seu declínio e transferência, em 1770, da capital e sede do governo do arquipélago para a cidade da Praia”, assim reza o historial do país, com o seu vasto legado.

Explorar Santiago é mergulhar na mais africana de todas as ilhas da nação, é deslumbrar a nitidez dos contrastes patentes numa infinidade de verdejantes montes e vales e latentes nos percursos e trilhos de pedras e rochas vulcânicas, por vezes desconhecidos, ainda por calcorrear. E desbravar Santiago é poder deleitar no seu estilo e no jeito das suas gentes, é visitar os seus mercados – como o popular de Sucupira, no Plateau (centro da capital), recheado de produtos, nomeadamente agrícolas, oriundos das hortas do interior da ilha – ou a feira de Sucupira, extraordinariamente africana e onde se encontra um pouco de tudo. Ambas são um retrato antropológico e fiel do local. Andar por Santiago é também passar por bancas e banquinhas ao longo das estradas e dos jardins, recheadas de artesanato local, de ‘snacks’ e de doces/bolos tradicionais; é cheirar a terra, o enxofre, na terra acastanhada do calor de África; é observar o milhafre, o falcão, a garça, o pardal (ora de Algodoeiro ora da Barbaria) e, claro está, a linda Passarinha de pena azul (= ‘Halcyon leucocephala’, de 22cm), esse belíssimo pássaro típico cabo-verdiano de bonita coloração e com grande bico laranja, que encontrávamos sempre nas mesmas árvores – ora na palmeiras do hotel ora naquele arbusto daquela rua – com o seu estridente canto característico, e sempre às mesmas horas, como que marcando um encontro diário, num desejo de ser encontrado (só existe nas ilhas de Santiago, Fogo e Brava).

Entrar em Santiago, que não somente no fulgor da capital, é penetrar no seu interior místico, é entrar no colorido mercado da Assomada (um importante ponto comercial, numa mistura entre campo e cidade); é chegar ao Pico d’ Antónia, o ponto mais elevado da ilha; é apreciar as raízes do país, as marcas do povoamento e os seus traços mistos tanto de ruralidade como de urbanidade, numa fusão de paisagens estonteantes; é escutar o canto das cigarras e balançar o corpo e a alma pelos ritmos frenéticos do batuque (tantas carrinhas de ‘caixa aberta’ circulam nas ruas com colunas e aparelhagens, ecoando alto os sons africanos, para todos ouvirem); é, com naturalidade, buzinar muito uns para os outros: não para reprovar qualquer incorrecção da sua condução, mas para os saudar com alegria e, ao mesmo tempo, para acenar com empatia; é reparar na candura de tantas crianças que brincam com pneus e com carrinhos feitos de latas de atum mais arame; é passear por todos os seus municípios, que não apenas o da Praia: desde a Ribeira Grande de Santiago, Santa Cruz, São Domingos, São Lourenço dos Órgãos, São Miguel, São Salvador do Mundo até ao Tarrafal. E por falar nesta localidade, bem a norte…

Gostar de Santiago é, igualmente, deitar nas suas bonitas praias (e sem toalhas, para os cabo-verdianos em geral), encimadas pelo Tarrafal – uma das mais paradisíacas de todo o arquipélago, envolta numa baía rodeada de coqueiros e onde se pode beber diretamente do coco natural (uma atração local) –, em que os areais de Gamboa, Mulher Branca, Prainha e Quebra-Canela completam o cenário. Ainda no Tarrafal, de abordar que esse concelho alberga, também, um ex-campo de concentração, hoje transformado em museu. Criada pelo Governo Português em 1936, a Colónia Penal do Tarrafal, também conhecida como “Campo do Tarrafal”, foi durante anos local de atrocidades e atentados aos direitos humanos, até ser encerrado em 1954. Por fim, vislumbrar Santiago é também mencionar a sua flora, é admirar, portanto, espécies como o marmulano, o dragoeiro, o tortolho, a língua de vaca, o lantisco, a losna, a acácia, a tamareira cabo-verdiana, o tamarindo, o zimbrão, a calabaceira, o bombardeiro, o poilão, o barnelo, o espinho branco e a figueira-brava.

Porventura, alguém estranhará como abordar Santiago não é registar, também, as suas grandes tartarugas e a sua reserva natural cabo-verdiana. E por duas razões muito simples: primeira, apenas se vê a desovação das tartarugas nas ilhas orientais do arquipélago (Sal, Boa Vista e Maio), cuja concentração é maior, por se encontrarem na rota das migrações dos tunídeos (são muitos em determinados meses do ano); e, segunda, porque a caça da tartaruga em Cabo Verde é proibida.

CELEBRAÇÃO DAS FESTAS REGIONAIS EM SANTIAGO
Se esta sugestão de (re)visita ao país de Amílcar Cabral (pai da independência cabo-verdiana como colónia portuguesa, em 1975) – das cantoras Cesária Évora, Sara Tavares, Mayra Andrade e Lura, de Tito Paris (entretanto condecorado), e de tantos poetas –se já for tardia para esta Páscoa, há sempre a oportunidade de encaixar esta viagem em qualquer ocasião. No
entanto, recomendamos uma ida até ao final de maio, dado ser o mês com maior registo de festas regionais na ilha de Santiago, das que realizam ao longo do ano. A saber, cronologicamente, e contando ainda com este mês de abril: 23 de abril, festa do dia de S. Jorge, em São Jorge dos Órgãos; 30 de abril (normalmente são 15 dias depois da Páscoa, logo este ano calha nesse domingo), festa de São Salvador do Mundo, nos Picos; 1 de maio, festa do dia de S. José (feriado), na Serra Malagueta; 3 de maio, festa de Nha Bela Cruz, em Santa Cruz; 8 de maio, festa de S. Miguel Arcanjo, na Ribeira de S. Miguel; 13 de maio, festa do dia de N.ª Sr.ª de Fátima, em Assomada; 19 de maio, festa do dia do município da Praia (feriado só na capital), com o habitual Festival da Gamboa ao longo de três dias e sendo uma marca por excelência dos eventos culturais da capital (conta com a participação de artistas nacionais e estrangeiros); e 31 de maio, festa do dia da Imaculada Conceição, na Ribeira da Barca. Tudo bons motivos a fim de se festejar e respirar Cabo Verde e a sua linda «morabeza»!

http://www.porto24.pt/praca/cabo-verde-morabeza-um-povo-suas-terras-2/

Cabo Verde aumenta os índices de desemprego

O Secretario-geral do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) considerou, nesta sexta-feira,31, que o aumento do desemprego de 12,4% em 2015 para 15% em 2016 – um aumento de cerca de 3% num único ano somando mais 9.356 novos desempregados – resulta de um grande desalinhamento entre os compromissos eleitorais assumidos pelo Governo do MpD e as soluções apresentadas aos cabo-verdianos.

Desemprego sobe para 15%: PAICV diz resultar do desalinhamento entre as promessas e soluções do Governo

Julião Varela regia assim, em conferência de imprensa realizada na Praia, na sequência dos últimos dados estatísticos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas de Cabo Verde sobre a matéria. Para o político, os números apresentados pelo INECV confirmam, de forma categórica, a degradação dos indicadores relacionados com o nível de ocupação das pessoas em todas as faixas etárias e em todos os estratos sociais. “De uma análise muito rápida dos dados do inquérito de 2016, constatamos que o número de desempregados em 2016 aumentou em 9.356 indivíduos, comparativamente ao ano de 2015, o que significa dizer que ao longo dos últimos anos, a taxa de desemprego passou de 12,4% para 15%, um aumento de mais de 3% num único ano”, aponta.

De acordo com o PAICV, esses dados apresentados «demonstram um grande desalinhamento entre os compromissos eleitorais assumidos pelo Governo e as soluções apresentadas» para fazer face à real situação da população, que espera, “desesperadamente”, uma ocupação para garantir acesso a rendimentos para a satisfação das necessidades da sua família.

“Para a camada juvenil com idade compreendida entre os 18 e 24 anos, a taxa do desemprego aumentou de 28.6 % para 41%, sendo de 48,7% para jovens da faixa entre 15 e 19 anos e 48,7% para os de 20 a 24 anos de idade”, precisa o politico.

Com relação ao emprego qualificado, Julião Varela aponta o dedo ao Governo, dizendo que não fica bem na fotografia com o expressivo aumento registado neste segmento social. “Constata-se um aumento do desemprego dos jovens com o ensino secundário de 16.3% em 2015 para 20.2% em 2016. O mesmo acontece em relação aos jovens com o pós-secundário, onde se regista uma subida 11.2% para 20.7%”, enumera.

Preocupado com as políticas públicas para as mulheres cabo-verdianas, o PAICV garante que a situação também piorou, passando a taxa de desemprego na camada feminina de 11.2% para 17.6%, o que, para este partido da oposição, facilmente se reflecte na situação familiar.

Subida do desemprego nas regiões e sectores públicos.

Segundo Julião Varela, que é também deputado do partido tambarina, o aumento da taxa de desemprego em Cabo Verde atinge não só os jovens as mulheres, mas reflecte também no sector da Administração Pública, defesa e segurança social, “onde a taxa de empregabilidade sofreu uma redução de 10,2% para 8,3%.

Ao nível das regiões, Varela enuncia que há um forte subida do desemprego nos principais centros urbanos, tomando como exemplos, os Concelhos da Praia, São Vicente e Santa Catarina de Santiago com registos de 15,7% para 22,1%; de 14,3% para 16%, e de 10,3 para 19%, respectivamente.

Diante desses novos números do INE, o PAICV conclui que esta situação é preocupante e dá indicações “claras” ao Governo para corrigir o rumo e ajustar os passos, com vista à materialização das soluções e dos compromissos que assumiu durante a campanha eleitoral para melhorar as condições de vida dos cabo-verdianos.

Celso Lobo

http://www.asemana.publ.cv/spip.php?article124109&ak=1

Cabo Verde debate os meios de comunicação

O ministro da Cultura de Cabo Verde prometeu uma “revolução” na comunicação social, anunciando a revisão do contrato de concessão de serviço público e o reforço dos poderes da autoridade reguladora.

O ministro da Cultura, Abraão Vicente, prometeu esta terça-feira uma “revolução” na comunicação social cabo-verdiana, anunciando, entre outras medidas, a revisão do contrato de concessão de serviço público e o reforço dos poderes da autoridade reguladora do setor. O ministro da Cultura e Indústrias Criativas de Cabo Verde, que tutela a Comunicação Social, fez o anúncio no parlamento, durante um debate sobre o setor agendado a pedido da oposição.

Segundo Abraão Vicente, a reforma do Governo inclui, entre outras medidas, a revisão e reforço do contrato de concessão de serviço público, a introdução de um código de ética obrigatório a todos os trabalhadores do serviço público, bem como a extinção da atual Direção Geral da Comunicação Social, passando as suas competências para a Autoridade Reguladora da Comunicação Social (ARC).

Abraão Vicente adiantou que o Governo pretende ainda introduzir medidas de “clarificação” da ação do Estado na aprovação dos instrumentos de gestão do serviço público para dar mais independência à comunicação social pública. “Faremos não uma mudança, mas uma verdadeira revolução naquilo que é o setor da comunicação social, pública e privada”, disse.

O debate sobre o setor da comunicação social foi agendado na sequência da polémica com a associação representativa dos jornalistas cabo-verdianos (AJOC) suscitada por duas publicações do ministro da Cultura e Indústrias Criativas na sua página na rede social Facebook e acontece depois de, na segunda-feira passada, Abraão Vicente ter sido ouvido em comissão parlamentar.

Na sequência das publicações, a AJOC acusou Abraão Vicente de tentar instrumentalizar a comunicação social pública, nomeadamente a televisão, interpretando parte das declarações do ministro como ameaças de despedimentos a jornalistas.

Abraão Vicente disse esta terça-feira estar no plenário para debater o setor da Comunicação Social e não para “comentar fofocas do Facebook”, acusando o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), oposição, de querer pôr em causa a credibilidade de Cabo Verde por já não estar no poder.

Repetindo os argumentos já apresentados na comissão, o ministro reafirmou que com esta polémica foi possível provar que em Cabo Verde se pode “opinar e publicar as suas opiniões livremente, sem temer pela liberdade ou segurança laboral”.

Por seu lado, o porta-voz do grupo parlamentar do PAICV, José Sanches, afirmou que existem “sinais preocupantes” que indiciam “atentados à liberdade de imprensa”, tendo confrontado o ministro, ao longo do debate, com exemplos do que considera ser a intervenção direta do Governo na gestão da televisão pública.

O PAICV acusou ainda o ministro de usar os ganhos conseguidos durante o período de governação do PAICV, nomeadamente a subida no Índice da Liberdade de Imprensa, para apresentar em plenário, considerando que as medidas apresentadas pelo Governo não passam de intenções.

No final do debate, Rui Semedo, do PAICV, considerou que Abraão Vicente deve um pedido de desculpas aos jornalistas e à sociedade cabo-verdiana pelas suas intervenções nesta área.

Fonte:http://observador.pt/2017/03/28/ministro-cabo-verdiano-promete-revolucao-na-comunicacao-social/

Brasil contribui para formação de militares em Cabo Verde

Brasil / Cabo Verde

Na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, o governo brasileiro construiu no Centro de Instrução Militar Zeca Santos em Morro Branco, um espaço de formação para militares chamado de “Sala Brasil”. A infraestrutura recebeu um investimento de mais de € 8 mil (R$ 26 mil) e tem capacidade para acolher 50 alunos.

Odair Santos, correspondente da RFI em Cabo Verde

 

O diretor do centro, o capitão Júlio Sancha, disse à RFI que a sala de instrução vai ajudar na formação de membros das Forças Armadas cabo-verdianas. “No local serão formados soldados, cabos e os sargentos”, disse.

 

“Fazia falta uma sala com essa capacidade aqui. Devido às dificuldades que enfrentamos, demoramos para ter um local desse nível” disse o capitão, reiterando que o centro poderá formar 800 militares por ano.

As atividades práticas no centro de instrução militar acontecem no pátio e nos campos. Já as aulas teóricas, que começarão em abril, serão realizadas na “Sala Brasil”. “As primeiras formações serão para polícia e comunicação militar”, indicou Sancha.

Para o embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, a “Sala Brasil” vai servir de modelo a outras infraestruturas para capacitação de militares no arquipélago.

O centro foi construído após uma visita do então chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa do Brasil, General Menandro Garcia de Freitas, em novembro de 2015, que viu a possibilidade do Brasil construir um local de instrução em Cabo Verde.

A cooperação militar entre Cabo Verde e o Brasil é importante. As parcerias acontecem sobretudo entre a Marinha Brasileira e a Guarda Costeira de Cabo Verde, onde o Brasil presta assessoria militar.

Cabo Verde está entre os destinos turísticos que provoca mais rupturas amorosas

Cabo Verde é um dos destinos turísticos que provoca mais rupturas amorosas

A agência de viagens inglesa Sunshine fez um estudo para descobrir quais os destinos de férias mais devastadores para casais britânicos e Cabo Verde estáNO TOP 5.

Depois de entrevistar mais de dois mil casais, a empresa descobriu que os que escolhem o México para passar as primeiras férias juntos têm 21 por cento de probabilidade de terminar a relação depois da viagem.at.gif

Os outros destinos “inimigos” dos casais são Ibiza, 17 por cento de probabilidades de terminar a relação, Portugal, 12 por cento, Cabo Verde, 9 por cento e Lanzarote, 7 por cento.cabo-verde-2

Segundo o jornal Mirror, os principais conflitos que põem em causa as relações durante as viagens são os atrasos nos aeroportos, a indecisão na hora de escolher uma atividade e aventuras com outras pessoas.

Já os destinos considerados mais românticos são Tenerife, Itália e Chipre.

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/lifestyle/item/52314-cabo-verde-e-um-dos-destinos-turisticos-que-provoca-mais-rupturas-amorosas