Por que precisamos importar cacau da Costa do Marfim e Gana ?

CACAU (1)O Brasil importa cacau para suprir o que as lavouras brasileiras não conseguem entregar para atender a crescente demanda da indústria. Nos últimos anos, o setor sofreu bastante os efeitos da crise econômica do país e da crise hídrica, que reduziu a safra e impôs maiores custos à indústria por causa da necessidade de importação do produto. Enquanto as lavouras de cacau brasileiras não retomam a produtividade suficiente para o abastecimento interno, o setor importa a amêndoa de Gana.costa dao arfim

A importação não é a escolha ideal, mas tem sido a única alternativa para que as fábricas mantenham as atividades e os postos de trabalho, segundo avaliação da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). “A importação nunca é a opção mais vantajosa, pois temos a elevação de custos e os processos mais burocráticos. Entretanto, essa tem sido a única maneira de cobrir a instabilidade da produção nacional nas últimas décadas”, explica o diretor executivo da AIPC, Eduardo Bastos.

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A expectativa é de que o governo brasileiro volte a permitir a importação do cacau também da Costa do Marfim. A entrada do produto no Brasil foi suspensa por causa de um carregamento com um tipo de praga típica do país africano e que não existe no território brasileiro. Para garantir a segurança sanitária e certificar o país como habilitado a exportar cacau para o Brasil novamente, o Mapa reavalia a análise do risco de praga da Costa do Marfim.

No Brasil, a produção movimenta cerca de R$ 14 bilhões anualmente. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) indicam que o cacau, com uma taxa de 8%, é um dos oito produtos agrícolas que apresentam aumento do faturamento neste ano. São 745 mil hectares de área plantada no país, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).chocolate

Quando se fala em cacau, é o chocolate que vem à mente. É natural que isso aconteça, já que esse subproduto da amêndoa é apreciado por grande parte da população brasileira. Mas a indústria do cacau não se limita à fabricação de chocolate, também exporta insumos já processados, como a manteiga de cacau e o pó de cacau, entre outros itens. O Brasil tem o terceiro maior parque confeiteiro do mundo, atrás dos Estados Unidos e da Alemanha, sendo que a cadeia do cacau participa com cerca de R$ 20 bilhões no PIB do país.

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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Cacau alavanca aumento das exportações em 34 por cento

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Segundo os dados da Direção do Comércio Externo de São Tomé e Príncipe, as exportações do primeiro semestre deste ano cresceram 34 por cento, alavancadas, como se esperava, pelo cacau, com 1107 toneladas, contra 803 toneladas no mesmo período de 2015.

O principal cliente de São Tomé e Príncipe é a França, com uma quota de 27 por cento, seguido de Espanha e Holanda.

As importações de bens também cresceram, mas em números mais reduzidos: nove por cento. O arroz, base da alimentação, está no topo da lista. Farinha de trigo e açucar ocupam lugar de destaque. Portugal e Angola são os principais fornecedores.

Combustíveis, minerais, máquinas, aparelhos e produtos agrícolas também entram na lista de importações.