Café processado, torrado, moído, embalado e rotulado “Made in Kenya”

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NAIRÓBI (Reuters) – Um congressita do Quênia disse que levará ao parlamento uma proposta de lei que visa banir as exportações do café não processado para impulsionar os ganhos de agricultores.café kenya1

A nação do leste africano é uma pequena produtora da commodity, representando cerca de 1 por cento da produção global anual, mas seus grãos arábica de alta qualidade são procurados por torrefadores globais que os usam em misturas com outras variedades.

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Grãos de cafés crus, que são a quinta maior fonte de renda do Quênia, são geralmente vendidos em um leilão semanal na capital Nairóbi ou diretamente para compradores estrangeiros que então torram, empacotam e vendem com prêmios pesados.

As exportações de café chegaram a 214 milhões de dólares no ano até março.

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Moses Kuria, do partido governante Jubilee, disse que alguns países estão importando café bruto queniano, processando-o e re-exportando de volta ao Quênia para vender às custas dos agricultores que “não colhem o máximo dos benefícios do que eles produzem”.

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Ele disse que seu novo projeto de lei proibirá a exportação de café cru de qualquer forma.

“Eu estou… introduzindo um projeto de lei na assembléia nacional que providenciará que o café será exportado apenas em sua forma processada, tendo sido torrado, moído, embalado e rotulado, claramente rotulado com a inscrição ‘Made in Kenya”, ele disse em carta para o líder do parlamento, vista pela Reuters nesta quarta-feira.

(Por Duncan Miriri)

Fonte:https://noticias.r7.com/economia/congressista-do-quenia-propoe-lei-para-banir-exportacoes-de-cafe-nao-processado-13062018

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Angola projecta produzir 150 mil toneladas de café até 2022

Angola projecta produzir 150 mil toneladas de café até 2022, seis vezes mais que as oito mil toneladas produzidas de Setembro de 2016 a Junho 2017, anunciou ontem, em Medellín, o embaixador de Angola no Brasil, citado pela Angop.

Fórum de produtores de Café decorre na Colômbia
Fotografia: Nilo Mateus | Edições Novembro
Nelson Cosme, que falava em representação do ministro angolano da Agricultura, Marcos Nhunga, chefia a delegação de Angola  no Fórum Mundial dos Produtores de Café que decorre em Medellin, a segunda maior cidade da Colômbia.
A Embaixada de Angola afirmou, em comunicado, que Nelson Cosme destacou as acções do Governo para regressar ao núcleo dos grandes produtores contam com o apoio do Fundo Comum de Produtos de Base da Organização Mundial do Café, que financiou, em oito milhões de dólares (1.334 milhões de kwanzas) um projecto de renovação e replantação de café robusta em varias regiões de Angola.
O encontro analisa temas como a sustentabilidade na produção e socioeconómica do produtor, indicadores mundiais do café , desenvolvimento rural e políticas de adaptação às alterações climáticas.

O Fórum Mundial dos Produtores do Café foi aberto pelo presidente da Colômbia, Manuel Santos, e conta com a participação de destacadas personalidades da vida politica e económica mundial, entre os quais os chefes do Estado da Costa Rica e das Honduras, além do vice-presidente de El Salvador e Bill Clinton (EUA). A delegação angolana integra ainda o director-geral da Cafangola, Bonifacio Manuel,  a presidente do Fundo do Café , Sara Bravo, e diplomatas.
O café produzido em Angola granjeia algum prestígio entre os consumidores em todo o mundo, havendo um projecto negociado com a multinacional Nestlé, para a exportação para as fábricas de produtos Nescafé.
O facto foi revelado há um ano pelo  presidente da Nestlé  Angola,  Wibart  Wit, que referiu encontros  com o  Executivo  para concretizar a iniciativa.

Café mabuba de Angola

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A III edição da Bolsa do Café, na província do Uíge, tem produzido resultados satisfatórios fruto das parcerias entre os produtores e comerciantes, bem como da entrada, neste segmento de mercado, de mais operadores nacionais e estrangeiros, o que tem permitido a exportação do “bago vermelho” para a Europa e Médio Oriente.

 

O diretor do Instituto Nacional do Café (INCA), Vasco Gonçalves, disse que os cafeicultores da província preveem colher seis mil toneladas de café mabuba, correspondentes a três mil do produto comercial. Agora, com os preços estipulados em 160 kwanzas para o café mabuba (sem casca)e 300 kwanzas para o comercial, o sector pode movimentar um volume de negócios estimado em 1,8 mil milhões de kwanzas.


“Há operadores do setor do café que, além de comprarem aos produtores, também estão a conceder a estes micro financiamentos, para custearem as fases de capina, colheita e transporte. Estes são também estimulados a exportar para o exterior, tendo em conta o preço favorável deste produto nacional no mercado internacional”, disse.
A grande novidade nesta edição da Feira de Exposição Agro-pecuária e Industrial (Expo-Uíge) é a realização da Bolsa da Banana, que, além de abrir oportunidades de negócio, realça as potencialidades da região na produção deste alimento, cuja exportação já foi retomada.
O governador provincial do Uíge, Paulo Pombolo, destacou a realização da bolsa e defendeu a execução de programas e projetos que permitam a produção em grande escala com vista à exportação.

http://jornaldeangola.sapo.ao/reportagem/cafe_tem_potencial