Entrega de terras a fazendeiros negros: começou a Reforma Agrária na Africa do Sul

O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, procedeu no passado fim de semana à primeira entrega simbólica, a fazendeiros negros, das terras que lhes haviam sido retiradas na época do apartheid e prometeu acelerar a transferência de mais no quadro da sua futura reforma agrária.

Fotografia: DR

Na ocasião, o chefe do Estado sul-africano disse que ao devolver as terras aos seus detentores legais, estava-se a escrever uma história, naquilo que considerou a primeira de uma série de pedidos de recuperação de terras que vai ser acelerada nos próximos meses.

Há alguns meses, Cyril Ramaphosa iniciou uma reforma visando reequilibrar a estrutura da propriedade fundiária na África do Sul, ainda maioritariamente nas mãos da minoria branca, 25 anos depois do fim do apartheid. A alguns meses das eleições gerais, vários fazendeiros negros aplaudiram o projecto, ao contrário dos brancos que começam a dar sinais de preocupação.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/cyril_ramalhosa_faz__devolucao_simbolica_de_terras_a_fazendeiros_negros

Prosavana continua a gerar protestos em Moçambique

mediaembrapa.br

Um comunicado de mais de 80 organizações não governamentais de todo o mundo denuncia a “irregularidade” de um mecanismo de diálogo implementado pelos gestores do controverso programa ProSAVANA. Em causa continua a expropriação de camponeses moçambicanos no corredor de Nacala, norte de Moçambique para viabilizar este projeto implicando também o Brasil e o Japão.

Este é um projecto agroalimentar prevendo a entrega de 14 milhões de hectares de terras a interesses brasileiros no agro-negócio para produção de soja, milho e outros cereais.

Estes deveriam ser exportados, posteriormente, por multinacionais japonesas.

Um programa que tem merecido um coro de críticas em Moçambique, mas também no Japão e mesmo no Brasil.

A JICA, Agência de cooperação internacional do Japão, procurou estabelecer agora um interlocutor junto da sociedade civil neste programa.

Um programa de seleção denunciado porém por um vasto rol de organizações do ramo de vários países, incluindo as moçambicanas Justiça ambiental, Liga dos direitos humanos, União nacional dos camponeses, Livaningo, comissões diocesana e arquidiocesana da justiça e paz de Nampula ou a ADECRU, Associação académica para o desenvolvimento das comunidades rurais.

http://pt.rfi.fr/mocambique/20161108-prosavana-contestado-em-mocambique-e-nao-so