Menos carne, mais saúde e menos emissões de gás metano

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As ameaças à exportações de carne

Um dos temas no Fórum Econômico Mundial em Davos, Suíça, no final do mês, é o posicionamento em favor da redução do consumo de carne bovina. Menos carne, para o Fórum, significa mais saúde e menos emissões de metano.

Na contramão, as exportações de carne brasileiras bateram o recorde no ano passado, apesar dos problemas sanitários denunciados pela operação Carne Fraca. E o governo brasileiro vinha fazendo gestões junto à Organização Mundial do Comércio visando uma negociação plurilateralpara reduzir as tarifas de importação de produtos da cadeia produtiva de proteína animal. Não se sabe qual é a posição do ministro ds Relações Exteriores,  Ernesto-Araújo.

Por falar em agro, nas últimas semanas o preço do petróleo parou de cair e ensaia uma ligeira subida, com uma OPEP querendo que o barril volte ao patamar de US$ 80. O mercado internacional de açúcar, vendo que o etanol brasileiro fica mais competitivo do que a gasolina, antevê uma redução na exportação de açúcar daqui e elevou sua cotação nas bolsas decommodities, como diz o título de uma matéria no Valor de ontem(08/01/2019): “Movido a petróleo, açúcar dispara (na bolsa de) Nova York”.

Política externa do presidente eleito piora as exportações brasileiras

Embarques de carne halal, quando o abate segue os preceitos da religião muçulmana, podem ser os mais prejudicados

Foto: Alexandre Rocha/ Agências de Notícias Brasil-Árabe

Uma retaliação dos países árabes ao Brasil por conta de declarações pró-Israel do presidente eleito, Jair Bolsonaro, teria impacto negativo nas exportações brasileiras a médio prazo, especialmente de carnes, segundo especialistas em comércio exterior. O Brasil é o maior exportador de carne halal do mundo, isto é, quando o abate segue os preceitos da religião muçulmana.

“Não acredito em rompimento de relações diplomáticas e comerciais, mas os árabes poderão preferir outros concorrentes brasileiros, não certificar novas plantas para o abate halal ou não renovar a certificação”, alerta Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério de Indústria e Comércio. Ele destaca que o mercado árabe paga preço adicional pelo produto.

No ano passado, as exportações de frango halal, por exemplo, renderam ao Brasil US$ 3,2 bilhões e responderam por 45% das receitas totais de vendas externas do produto, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“Algumas palavras políticas hoje poderão ter reflexos negativos na área econômica”, ressalta José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Segundo ele, todos os desencontros que ocorreram na semana pós-eleição mostram a descoordenação da novo governo. “O reflexo negativo recai na economia e, no caso das exportações, o dano só não será maior porque não há fornecedores alternativos a alguns produtos”, pondera.

Castro destaca que, juntos, os países do Oriente Médio representaram 4% das exportações totais brasileiras de janeiro a outubro deste ano, cerca de US$ 8 bilhões, uma participação superior à da África , que foi de 3,4%. O economista ressalta que os países árabes têm muito dinheiro e, por isso, são mercados com potencial de crescimento muito grande.

O presidente da AEB lembra que o Egito é um dos poucos países que o Brasil tem acordo comercial porque negocia muitos produtos, cerca de 800. Isso significa que, a princípio, a retaliação que o país poderia fazer em relação ao produtos brasileiros não seria imediata porque existe um precedente que é o bom relacionamento.

De toda forma, o mercado já coloca no radar os efeitos negativos no lado comercial. A XP Investimentos chamou a atenção para os possíveis impactos futuros desta medida ao agronegócio brasileiro, seja por parte do Egito ou por parte de algum dos outros países envolvidos no conflito Palestina/Israel. O Egito foi o 3.º maior comprador da carne bovina brasileira, 146,95 mil toneladas e participação de 12,1%.

Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que reúne os exportadores de carne, não quis se pronunciar. A ABPA, por meio de nota, disse que acredita que esta questão será novamente avaliada no início do novo governo.

Para o diretor da MB Agro, José Carlos Hausknecht, o estremecimento das relações entre Brasil e Egito pode afetar as vendas de açúcar para os países árabes. O Brasil exporta cerca de 28 milhões de toneladas de açúcar por ano-safra. Só para o Egito, foram embarcadas no ano passado 1,5 milhão de toneladas.

“Não dá para se ter um impacto sobre as exportações ainda, mas o bloco árabe é um importante mercado para o Brasil”, disse Hausknecht. Procurada a União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) não se posicionou

Cientistas alertam a necessidade de limitar o aquecimento da Terra a até 1,5ºC

boi eCientistas brasileiros que participaram de reunião que elaborou  o recente relatório sobre o clima divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas discutiram as consequências de um aumento na temperatura terrestre nesta quinta-feira (18) durante videoconferência.

O relatório, apresentado no dia 7 deste mês, destacou a necessidade de limitar o aquecimento da Terra a até 1,5ºC, adotando medidas para que não atinja os 2ºC. As consequências dessa diferença, dizem os cientistas brasileiros, vão desde o aumento do nível do mar até mais pessoas atingidas pela fome.emiss

Conforme projeção da cientista Thelma Krug, vice-presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), a projeção para o ano de 2100 é que limitar o aumento da temperatura a 1,5ºC pode significar uma diferença de 10cm no nível do mar.

“Vai significar muito nas pequenas ilhas e todas as cidades em áreas baixas. E o nível do mar é o mais complicado de tudo, porque vai aumentar por décadas e centenas de anos, mesmo que parem todas as emissões”, afirma.

 

Os cientistas reiteram a necessidade de “mudanças sem precedentes” no padrão de consumo de alimentos, de modernização da indústria brasileira e de maior conscientização quanto à necessidade de evitar o aumento excessivo na temperatura terrestre.

 

“Com a população chegando a 13 bilhões por volta de 2040, vamos ter que produzir mais alimentos, e a nossa forma de produzir emite muito carbono. Uma das maiores emissoras é a produção de carne. Vamos ter que mudar as tecnologias usadas na agricultura, integrar às florestas, e essas tecnologias não estão maduras”, afirma Buckeridge. As mudanças, segundo ele, precisariam ser feitas o mais rápido possível, de forma a evitar gastos ainda maiores no futuro.

Fonte:https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2018/10/18/alta-de-15oc-na-temperatura-vai-aumentar-desigualdades-e-afetar-mais-pobres-dizem-cientistas-brasileiros.ghtml

Alimentos que mais contribuem para as mudanças climáticas

Carnes vermelhas, como de boi e cordeiro, e derivados de leite, como manteiga e queijo, estão entre os alimentos que mais contribuem para as mudanças climáticas. A informação vem de um estudo da organização internacional sem fins lucrativos Nature Resources Defence Council no mercado norte-americano.

 

Pela ordem, os alimentos mais intensos em emissões de gases de efeito estufa são: carne bovina, cordeiro, manteiga, crustáceos e mariscos, queijo, aspargos, porco, vitela, frango e peru.

Cada quilo de carne bovina consumido nos Estados Unidos gera 26,5 kg em emissões de COe (dióxido de carbono equivalente, usado para calcular volume de emissões), cinco vezes mais do que a carne de peru ou de frango, segundo o estudo. O volume emitido é alto porque o cálculo leva em conta a quantidade de fertilizantes (que são à base de combustíveis fósseis) usados para produzir o alimento do gado.

Além disso, é sabido que o gado emite muito metano entérico (pelo arroto, por exemplo), um gás de efeito estufa muito potente.

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No caso da manteiga, são quase 12 kg de CO2e emitidos a cada quilo produzido. Esse é o derivado de leite com a maior pegada de carbono, porque sua produção demanda muita energia.

Para fazer essas contas, a NRDC analisou os 197 alimentos mais comumente consumidos pelos norte-americanos. Assim, o aspargo (8,9 kg de CO2e), por exemplo, aparece com uma alta pegada de carbono porque, embora seja um vegetal, ele é importado da América Latina – ou seja, emite-se muito gases de efeito estufa com o transporte aéreo.

Por outro lado, mudanças na dieta dos norte-americanos mostraram que houve uma redução no consumo de alguns desses alimentos, o que ajudou a evitar que as emissões de CO2e fossem maiores. Entre 2005 e 2014, por exemplo, o consumo de carne bovina caiu 19%, o que contribuiu para uma redução de 10% nas emissões de gases de efeito estufa oriundas da alimentação dos norte-americanos.

Diminuição no consumo de outros itens, como suco de laranja, porco, frango e leite integral também contribuíram para que houvesse menos emissões. Segundo a NRDC, a redução só não foi maior porque houve aumento no consumo de manteiga, queijo e iogurte.

Ainda assim, os EUA são os maiores consumidores mundiais de carne bovina e vitela. Se cada americano comesse um terço menos carne por ano, as emissões evitadas seriam equivalentes ao que 10 milhões de carros lançam anualmente na atmosfera.

A organização sugere que as pessoas consumam mais frutas e verduras, e que os restaurantes, por exemplo, tornem esses ingredientes mais centrais em seus pratos.

Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, especialista

Fonte:https://catracalivre.com.br/parceiros-catraca/as-melhores-solucoes-sustentaveis/os-10-alimentos-que-mais-contribuem-para-as-mudancas-climaticas/

Comércio entre Brasil e África gerou saldo de US$ 3,2 bilhões até outubro

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Da Redação

Brasília – Após atingir o recorde histórico de US$ 25,931 bilhões em 2008, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da África de janeiro a outubro deu sequência a uma recuperação iniciada ano passado, mas não o suficiente para sequer se aproximar das melhores marcas registradas no passado recente.

Até o mês passado as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,940 bilhões (alta de 26,16% comparativamente com o mesmo período de 2017), enquanto as vendas africanas ao Brasil cresceram a um ritmo mais lento, de 16,01% e somaram US$ 4,739 bilhões. No período, o intercâmbio comercial com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 3,201 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram altas expressivas em todas as categorias de produtos por valor agregado. As exportações de produtos básicos atingiram o montante de US$ 2,42 bilhões graças a um aumento de 50,7% e responderam por 31% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para os países africanos. Os bens semimanufaturados também tiveram suas vendas ampliadas em 45,9% e somaram US$ 2,7 bilhões (participação de 34,3% nos embarques). Por sua vez, os produtos manufaturados, responsáveis por 34,4% no total exportado, tiveram alta de 11,8% e geraram receita da ordem de US$ 2,73 bilhões.

O açúcar ocupou nos dez primeiros meses do ano a liderança entre os principais produtos exportados para os países africanos. O açúcar de cana registrou vendas no valor de US$ 2,42 bilhões, correspondentes 31% do volume total embarcado para aqueles países. O açúcar refinado também figurou entre os produtos importantes da pauta exportadora, com uma receita de US$ 1,1 bilhão. Outros destaques foram carne de frango (US$ 610 milhões), milho em grãos (US$ 522 milhões) e carne bovina (US$ 506 milhões).

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Em relação aos países, o Egito vem se consolidando este ano como o principal parceiro comercial do Brasil na África, superando a Nigéria, que ocupou o posto nas últimas décadas. As vendas ao mercado egípcio totalizaram US$ 2 bilhões (com destaque para o açúcar, carne bovina e milho em grãos), correspondentes a 25% das exportações totais brasileiras para o continente.

Responsável por 16% dos embarques brasileiros para o continente africano, a África do Sul importou produtos no valor total de US$ 1,2 bilhão, à frente da Argélia, com um volume de compras da ordem de US$ 1,02 bilhão (13% do total vendido à África). Outros mercado importantes para o Brasil foram a Nigéria (US$ 645 milhões) e a Argélia (US$ 597 milhões). Os dois países foram o destino, respectivamente, de 8,1% e 7,5% de todas as exportações brasileiras para os países da África.

Do lado africano, os principais produtos vendidos ao Brasil foram naftas (US$ 1,5 bilhão e participação de 36% nas vendas totais), petróleo (US$ 1,13 bilhão, equivalentes a 24% dos embarques) e adubos ou fertilizantes (US$ 434 milhões, com participação de 9,2% nas vendas ao Brasil).

No tocante às exportações para o Brasil, a Argélia foi o país líder nos embarques ao país, com vendas no total de US$ 2 bilhões (42% do total exportado), seguida pela Nigéria com US$ 778 milhões (16% das vendas), Marrocos, com US$ 704 milhões (15% nas exportações) e a África do Sul, com um total de US$ 385 milhões exportado para o Brasil no período.

https://www.comexdobrasil.com/intercambio-comercial-com-africa-volta-crescer-e-gera-saldo-de-us-32-bilhoes-ate-outubro/

África do Sul suspendeu importação de carne do Brasil

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Funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

A África do Sul comunicou nesta quarta-feira (22) que suspendeu a importação de carne brasileira de empresas envolvidas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal. As informações foram confirmadas pelo Ministério da Agricultura.

De acordo com o Departamento de Agricultura da África do Sul, funcionários de portos de todo o país estão orientados a inspecionar todos os contêineres de carnes vindos do Brasil.

Em 2016, a África do Sul importou cerca de US$ 120 milhões em carnes do Brasil. Entre os produtos importados estão carne bovina, de frango e suína. O valor está bem abaixo dos principais importadores de carne do Brasil, como a China e Hong Kong, que no ano passado compraram o equivalente a US$ 1,75 bilhão e US$ 1,5 bilhão.

O G1 procurou a embaixada da África do Sul e o Ministério da Agricultura. Até as 12h, os órgãos não haviam enviado um posicionamento.

5745470_x720Países que suspenderam a importação

Além da África do Sul , restringiram oficialmente a importação de carne brasileira:

Principais importadores

Saiba quais são os principais compradores de carne brasileira, segundo o Ministério da Indústria e Comércio Exterior:

1) China – US$ 1,75 bilhão (13% do total)

2) Hong Kong – US$ 1,51 bilhão (11,2% do total

3) Arábia Saudita – US$ 1,27 bilhão (9,4% do total)

4) Rússia – US$ 1,03 bilhão (7,6% do total)

5) Japão – US$ 747 milhões (5,5% do total)

6) Países Baixos – US$ 715 milhões (5,3% do total)

7) Egito – US$ 690 milhões (5,1% do total)

8) Emirados Árabes Unidos – US$ 585 milhões (4,3% do total)

9) Chile – US$ 441 milhões (3,2% do total)

10) Reino Unido – US$ 389 milhões (2,9% do total)

A operação

Deflagrada pela Polícia Federal na semana passada, a Operação Carne Fraca investiga corrupção de fiscais do Ministério da Agricultura, suspeitos de receberem propina para liberar licenças de frigoríficos. Segundo a PF, partidos como o PP e o PMDB também teriam recebido propina.

Além de corrupção, a PF também apura a venda, pelos frigoríficos, de carne vencida ou estragada, dentro do Brasil e no exterior.

As investigações envolvem empresas como a JBS, que é dona de marcas como Friboi, Seara e Swift, e a BRF, dona da Sadia e Perdigão, além de frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que tem unidades no Paraná e em São Paulo.

Na segunda, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, já havia anunciado a suspensão das exportações dos 21 frigoríficos investigados pela PF. Três deles fora interditados e pararam a produção. Os outros 18 podem continuar a vender dentro do Brasil.

O Ministério da Agricultura também afastou preventivamente os 33 servidores da pasta que são investigados na Operação Carne Fraca. Segundo o ministério, esses servidores vão responder a processo administrativo disciplinar.

http://g1.globo.com/economia/noticia/africa-do-sul-suspende-importacao-de-carne-brasileira-apos-operacao-da-pf-diz-agencia.ghtml

Brasil volta a ter superávit no comércio com a África

 

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Brasília –  Em 2016, o Brasil registrou um superávit de US$ 3,231 bilhões no intercâmbio comercial com os países africanos, interrompendo um ciclo de seis anos de deficits expressivos nas trocas com o continente. O saldo foi o resultado de exportações no total de US$ 7,832 bilhões e importações no montante de US$ 4,601 bilhões.

O superávit foi alcançado graças a uma fortíssima redução (-47,5%) nas importações de produtos africanos, num ano em que as vendas brasileiras para os países africanos também se reduziram, mas em um rítmo bem menos acelerado, de 4,51%, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Entre  2010 e 2016, o fluxo de comércio Brasil-África gerou para os africanos um saldo de US$ 21,580 bilhões, devido principalmente às importações de petróleo junto à Nigéria. Com a queda desses embarques e à contração dos preços internacionais da commodity, as receitas obtidas pelos países africanos decresceram de forma acelerada. Assim, o saldo que atingiu o ápice em 2014 ao somar US$ 7,359 bilhões caiu para US$ 562 milhões em 2015 e transformou-se em superávit brasileiro no ano passado.

Em 2016, a África foi o destino final de 4,5% de todo o volume exportado pelo Brasil enquanto os países do continente tiveram uma participação de 3,34% nas importações globais brasileiras.

No período, a pauta exportadora brasileira foi liderada pelos produtos manufaturados, com uma participação de  40,9% e um total de US$ 32 bilhões, com uma queda de 2,7% comparativamente com o ano anterior. Os produtos básicos geraram uma receita de US$ 2,27 bilhões, inferior em 24,5% ao volume embarcado em 2015 e participação de 28,9% nas exportações. Por outro lado, os bens semimanufaturados responderam por 29,9% do volume  embarcado e com uma alta de 24,3% totalizaram US$  2,35 bilhões.

As commodities agrícolas lideraram a pauta exportadora brasileira para os países africanos, com destaque para o açúcar de cana, com uma fatia de 26% das exportações e receita no total de US$ 2,02 bilhões (alta de 35% comparativamente com 2015). A seguir vieram açúcar de cana refinado (US$ 966 milhões e participação de 12% nas exportações), carne bovina (US$ 638 milhões, correspondentes a 8,2% do volume exportado) e carne de frango (embarques no montante de US$ 464 milhões e participação de 5,9%).

Do lado africano, mesmo em forte queda, o petróleo foi o principal item exportado para o Brasil, respondendo por 36% do volume total e gerando uma receita no valor de US$ 1,66 bilhão. Outros destaques da pauta foram as naftas (US$ 1,11 bilhão e fatia de 24% nas exportações), adubos fertilizantes (US$ 369 mihões e participação de 8,0%) e gás natural (receita no total de US$ 300 milhões e participação de 6,5%).