Investimento chinês em Moçambique aproxima-se de 6 bilhões de dólares

O investimento da China em Moçambique tem vindo a crescer a ritmo muito acelerado e aproxima-se já, em termos acumulados, de 6 bilhões de dólares, de acordo com dados da Embaixada chinesa em Maputo.

Os dados foram citados quinta-feira em Lisboa pelo conselheiro da Embaixada da China em Lisboa, Nie Quan, no lançamento de um livro dos fiscalistas portugueses Bruno Santiago e Sara Teixeira, sobre o direito fiscal moçambicano, com foco no papel de Lisboa e Macau como plataformas.

Nie Quan disse que “o ritmo de crescimento do investimento chinês em Moçambique tem sido muito acelerado”, estando activas no país 100 empresas chinesas, em áreas diversificadas como a energia, agricultura, pesca, imobiliário, materiais de construção, turismo, autocarros, telecomunicações, infra-estruturas e comércio.

O investimento chinês em Moçambique visa ajudar os moçambicanos a serem auto-suficientes, tanto na indústria como na agricultura, sendo disso exemplo o facto de Moçambique ter já a primeira marca de automóveis em África, a Matchedje”, salientou o diplomata, que lembrou também os projectos de cooperação na área agrícola.

Nie Quan referiu ainda que as relações da China com Moçambique e com Portugal são de parceria estratégica global, superando o simples investimento económico, e que existe o potencial de “cooperação tripartida” sino-portuguesa em todo o espaço de língua portuguesa.

Juntos, sublinhou, China e os países de língua portuguesa representam 17% da economia global e 22% da população, pelo que existem “condições para que relações sejam mais sólidas e prósperas.”

Na cerimónia de lançamento do livro, na sociedade de advogados Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva e Associados, a embaixadora de Moçambique, Fernanda Lichale, lembrou a “amizade longínqua” do seu país com a China, desde a independência nacional até aos dias de hoje, e também com Portugal, considerando ambos os países parceiros privilegiados no desenvolvimento.

“Apesar das vicissitudes de diversa índole, Moçambique continua a ser um destino privilegiado para os investimentos estrangeiros e Portugal sem dúvida ocupa um lugar muito especial, alicerçado nas suas ligações histórico-culturais forjadas em séculos de convivência”, adiantou a diplomata.

O economista António Rebelo de Sousa, da Sociedade para o Financiamento do Desenvolvimento, Instituição Financeira de Crédito, defendeu que, apesar dos problemas políticos e económicos actuais, “Moçambique evoluiu no bom sentido nas últimas décadas, optando por um modelo de crescimento relativamente equilibrado.”

O livro “Direito Fiscal Internacional de Moçambique – As Convenções de Dupla Tributação” dedica especial foco a Macau e Portugal enquanto plataformas para o investimento. (Macauhub)

fonte:http://www.macauhub.com.mo/pt/2017/03/17/investimento-chines-em-mocambique-aproxima-se-de-6000-milhoes-de-dolares/China

Volkswagen fabrica automóveis no Quênia

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Até o final deste ano, o grupo Volkswagen retomará a produção de automóveis no Quênia, em uma clara aposta da marca alemã no mercado da África Oriental.

Depois de uma interrupção que já durava quatro décadas, a Volkswagen retoma a produção no país africano com o Polo Vivo, uma versão da quarta geração do Polo fabricado na África do Sul, sendo o primeiro modelo que sairá da linha de montagem no Quênia.

A apresentação do projeto contou com as presenças do presidente queniano, Uhuru Kenyatta, e do CEO da Volkswagen da África do Sul, Thomas Schafer, que se esquivaram, no entanto, de revelar os valores envolvidos no empreendimento.

A joint venture com um importador local, a DT Dobie, permitirá a produção até 5 mil unidades do Polo Vivo por ano, explicou o fabricante alemão, que aumenta assim para três o números de unidades fabris na África – África do Sul, Nigéria e agora, Quênia.

Lembrando que o mercado automobilístico queniano é dominado por veículos usados importados de países como o Japão – principalmente caminhões, pick-ups e ônibus.

“Acreditamos que o Quênia tenha o potencial para desenvolver uma grande e importante indústria automobilística”, afirmou Schafer.

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Angola está importando muito menos alimentos e carros

 

Fotografia: João Gomes

As importações do primeiro trimestre caíram para 1,598 milhões de toneladas, 33,26 por cento menos do que em igual período de 2015, quando as aquisições no estrangeiro se situaram em 2,395 milhões de toneladas, declara o último Boletim Estatístico do Conselho Nacional de Carregadores (CNC).

 

Os dados do CNC referem que, naquele período, entraram em Angola 341.550 toneladas de clinker, mais 18,49 por cento do que as 288.240 dos primeiros três meses de 2015. O clinker é a principal matéria-prima para a fabricação do cimento Portland.
A importação de arroz caiu 21,41 por cento e a de farinha de trigo 0,58, enquanto as carnes e miudezas, incluindo os frangos, registaram uma queda de 46,55. O CNC indica que, dos 10 produtos mais importados, sete pertencem ao sector alimentar, grupo em que se inclui o açúcar, o óleo de palma, a farinha de cereais e as massas alimentares.

Menos veículos

A importação de automóveis passou de 23.556 veículos nos primeiros três ,eses de 2015, para 2.059 no primeiro trimestre deste ano, uma redução de 21.497 unidades ou de 91,28 por cento, o nível mais baixo desde que o indicador é medido.
No período em análise, a China continuou a ser a principal parceira comercial de Angola, apesar de ter registado uma queda de mais de metade nas suas exportações. Portugal também registou uma queda de 44,63 por cento e manteve-se no segundo lugar, com a Coreia do Sul a ocupar a terceira posição, numa lista em que aparecem, ainda, a Espanha, a Turquia, o Brasil, a Bélgica, a Tailândia e a Índia.
Entre os dez principais exportadores para o mercado angolano, a Espanha, a Turquia e os Estados Unidos da América registaram subidas nas suas vendas.
Por continentes, chegaram da Ásia para Angola 667. 996 toneladas, contra 1,270 milhão de toneladas recebidas no ano passado. As importações originárias da Europa no primeiro trimestre deste ano atingiram 594.509 toneladas, contra as 683.139 registadas em 2015.

As do continente americano caíram 11,90 por cento, enquanto as de África registaram uma queda de pouco mais de metade, mais precisamente de 51,64 por cento, refere o Boletim Estatístico de Carregadores. Recentemente, o Instituto Nacional de Estatística (INE) de Portugal publicou números coincidentes com os do CNC, afirmando que a China foi a parceira comercial que mais comprou e vendeu a Angola em 2015.
O documento do INE português refere que só a China foi responsável pela compra de mais de 43 por cento das exportações de Angola, essencialmente petróleo.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/importacoes_cairam_em_mais_de_um_terco