UNITA quer carácter republicano das Forças Armadas

A UNITA realizou ontem em Luanda campanhas de mobilização e sensibilização porta-a-porta para esclarecer os eleitores sobre a forma correcta de votar nas eleições gerais de 23 de Agosto.

Líder da UNITA vai hoje a Caxito para um encontro com os militantes da província do Bengo
Fotografia: Santos Pedro|Edições Novembro
As actividades, realizadas nos municípios de Viana e Belas, estiveram centradas na divulgação da imagem do candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, e do posicionamento da UNITA no Boletim de Voto.
O responsável da campanha eleitoral da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, informou que a acção visou sensibilizar os munícipes para a sua participação consciente no próximo pleito.

Samakuva em Caxito

A visita do presidente da UNITA e candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, a Caxito inicialmente prevista para ontem acontece apenas hoje.
O líder do partido do \”galo negro\” divulga assim hoje aos militantes do município do Dande, cidade de Caxito, o seu programa de governo.
Isaías Samakuva apresenta cumprimentos de cortesia ao governador do Bengo, João Miranda, ao bispo da diocese de Caxito, D. Francisco Jaka e efectuará visitas à Escola Superior Pedagógica e de Formação de Professores Kimamuenho.
O programa da visita de Isaías Samakuva prevê ainda encontros com vários segmentos da sociedade civil do município do Dande e a realização de um comício defronte ao secretariado provincial da UNITA.
A UNITA promete envolver os cidadãos na elaboração de políticas públicas, para que sejam eficazes e eficientes, caso ganhe as eleições gerais de 23 de Agosto, garantiu ontem o  vice-presidente do partido, Raul Danda.
Ao falar  na cidade do Huambo, num encontro com estudantes e profissionais dos sectores da Educação e Saúde, o deputado deu a conhecer que esta medida visa construir o futuro nacional, através do diálogo com a sociedade civil.
Raul Danda disse que, em caso de vitória nas eleições gerais, a UNITA pretende desenvolver acções concretas que visam resgatar a identidade e a cidadania dos angolanos, referindo que o modelo de prosperidade a ser implementado impõe a utilização correcta e eficiente dos materiais e meios públicos.
Durante o acto, Raul Danda apresentou os objectivos do programa “Angola 2030”, que apresenta quatro eixos estratégicos, com sete medidas de emergência nacional, reforma do Estado e sua responsabilidade social, bem como alicerces do desenvolvimento económico.
O manifesto eleitoral da UNITA,  informou Raul Danda, aponta, entre várias prioridades, na melhoria dos sectores da saúde, habitação, emprego, desenvolvimento da agricultura, reforço do programa de energia e águas, bem como a educação e aposta nas infra-estruturas.
No Cuito, a UNITA prometeu aprovar um pacote legislativo prevendo a formação adequada de quadros de defesa nacional e a dignificação social dos militares e seus familiares, em caso de vitória nas eleições de 23 de Agosto.
De acordo com o membro da Comissão Permanente da UNITA, Demóstenes Amós Chilingutila, que falou domingo, na cidade do Cuito, Bié, no arranque da campanha eleitoral, as leis a serem aprovadas vão regular a carreira nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e de outros órgãos de defesa e segurança.
O pacote legislativo, disse Demóstenes Amós Chilingutila, vai assegurar também a sustentabilidade dos planos de carreira, bem como um quadro permanente dos oficiais e profissionais do ramo.
Demóstenes Chilingutila entende que as Forças Armadas, a Polícia Nacional e os Serviços de Informação e Segurança do Estado devem ter carácter republicano, agindo como factor de coesão, reconciliação e unidade nacional, que possam defender as instituições eleitas democraticamente.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mobilizacao_porta-a-porta_1

Candidato do MPLA a Presidente prometeu combater a corrupção

Bernardino Manje | Huambo

26 de Julho, 2017

O candidato do MPLA a Presidente da República prometeu ontem, na cidade do Huambo, melhorias no sistema económico, a promoção do emprego e uma justa distribuição da riqueza nacional, caso o partido vença as eleições gerais de 23 de Agosto próximo.

Candidato do MPLA pede voto certo no dia 23 de Agosto próximo para uma vitória forte e convincente
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro | Huambo

João Lourenço, que falava no largo do bairro Kapango, próximo ao aeroporto Albano Machado, num acto político de massas que marcou a abertura da campanha eleitoral do MPLA, pediu aos eleitores, sobretudo, os militantes, amigos e simpatizantes do partido para acorrerem em massa às assembleias de voto, permitindo ao partido vencer de forma folgada as eleições.
Durante o acto, o candidato presidencial do partido no poder fez uma retrospectiva das acções levadas a cabo pelo actual Executivo, tendo concluído que, em 15 anos de paz, o Governo do MPLA investiu muito mais do que Portugal em 500 anos de colonização. “O Executivo do MPLA investiu nas infra-estruturas. Temos o país ligado praticamente de lés a lés por terra. Qualquer um pode deslocar-se facilmente de um ponto para o outro do país”, disse.
Numa intervenção de pouco mais de uma hora, João Lourenço também fez referência aos investimentos feitos nos portos, nos sectores da energia e águas, educação e habitação. Em relação à energia, o candidato presidencial afirmou que “o tempo do candeeiro a petróleo começa a ficar para trás”, lembrando que foram construídas barragens hidroeléctricas que o colono não conseguiu fazer em 500 anos de permanência em Angola.
Os investimentos na produção e distribuição de água potável, disse, têm permitido a redução de muitas doenças. “É verdade que ainda há doenças diarréicas que, em princípio, são consequência da água imprópria”, admitiu João Lourenço, assegurando, no entanto, que se está muito próximo de vencer esse desafio, até porque “não há um município onde o Estado não tenha investido em infra-estruturas de captação e distribuição de água”.  Em relação às escolas, minimizou as críticas da oposição, segundo as quais o Executivo não fez nada neste sector. “Por muito que os nossos detractores ou adversários digam que não, não conseguem justificar o que dizem porque os factos estão aí. Ninguém consegue esconder uma escola ou um grande edifício” afirmou o candidato do MPLA, para questionar: “será que eles não têm os seus filhos nessas escolas?”.
Admitiu, no entanto, que deve haver mais qualidade nos sectores da educação e saúde. “É hora de começarmos a ver com outros olhos a qualidade do ensino e da saúde”, defendeu João Lourenço, sublinhando que se deve investir fortemente nas qualidades técnicas dos profissionais destes dois  sectores. “Quem deve fazer a diferença é o homem, é o professor, o médico ou o enfermeiro que lidam com o público no dia-a-dia, quer seja para transmitir conhecimentos ou tratar de mazelas”, disse. O candidato do MPLA defende que se melhorem os serviços prestados à população, quer seja nas conservatórias, notariados, bancos e em todos os sítios onde haja balcão de atendimento ao público. João Lourenço acredita que é possível melhorar o actual quadro, desde que se tomem as “medidas necessárias”. Sobre as acções no sector da habitação, referiu-se à construção de habitações sociais e de centralidades um pouco por todo o país, realçando a do Lossambo,  arredores da cidade do Huambo.

Aumento de emprego

Perante a multidão que encheu por completo o largo do bairro Kapango, o candidato do MPLA a Presidente da República afirmou que o partido está preocupado com o emprego, que considerou “algo muito sagrado”. “O MPLA presta atenção muito particular à necessidade do aumento constante da oferta de postos de trabalho”, disse João Lourenço.

 

Solução dos problemas da população passa pela economia

 

A solução dos problemas da população passam pela melhoria da economia, defendeu o candidato do MPLA a Presidente da República, para quem é preciso que a economia funcione bem e sem burocracia. “Vamos trabalhar pelo menos para reduzir a burocracia nos serviços, para que os investidores possam tocar para frente os seus negócios”, prometeu. Durante toda a pré-campanha, o candidato do partido no poder falou da necessidade de se combater a corrupção.
O repto foi reafirmado ontem. Segundo João Lourenço, para se melhorar o ambiente de negócios, tem de se ter a coragem e capacidade de combater a corrupção. “Se falharmos no combate à corrupção, também falharemos na melhoria da nossa economia. Se falharmos, os investidores também não virão”, alertou.  João Lourenço disse estar confiante no combate à corrupção, porque conta com o apoio do MPLA e da população. “Um verdadeiro compatriota combate a corrupção. Este combate não tem cor partidária”, afirmou.
Outro desafio do MPLA, disse, é a distribuição justa da riqueza nacional. João Lourenço alertou, no entanto, que a distribuição a que se refere não é de dinheiro, mas sim o estabelecimento de programas de inclusão económica, para que mais gente tenha o seu próprio negócio. A meta, sublinhou, é reduzir o número de pobres e aumentar a classe média.
O candidato do MPLA prometeu a descentralização dos serviços, caso vença as próximas eleições, uma prioridade para ter êxitos na  governação.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/distribuir_melhor_a_riqueza

Angola com 9,3 milhões de eleitores

0a3875bca-0254-4fea-8efe-de49e88977a3.jpg
 
 
O secretário de Estado para os Assuntos Institucionais do Ministério da Administração do Território, Adão de Almeida, fez uma apresentação sobre o que foi o processo de registro eleitoral, informando que, até ontem à tarde, estavam no sistema nove milhões e 260 mil e 403 cidadãos. Dentre estes, mais de dois milhões e seiscentos mil cidadãos foram registros. No período especial dedicado aos cidadãos no estrangeiro foram registrados mais de quatro mil.
 
 
 
Adão de Almeida disse que o processo contou com a participação de 385 agentes de educação cívica, 4.859 brigadistas e 596 chefes de brigadas e foram credenciados mais de seis mil fiscais dos partidos políticos. Quanto às zonas de difícil acesso, o secretário de Estado do MAT para os Assuntos Institucionais adiantou que foram alcançadas mais de 230.
 
 
 
O ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto, afirmou que o rigor e a abrangência implementados durante o registro eleitoral ontem terminado em todo país confere transparência e credibilidade ao processo.
 
“A abrangência nacional do processo confere a credibilidade do registro eleitoral e todos os cidadãos tiveram a possibilidade de se registar. Isso permitiu atingir uma cifra superior a nove milhões de cidadãos registados”, sublinhou. Manuel da Cruz Neto, que falava no acto de encerramento do processo de registo eleitora, iniciado a 25 de Agosto do ano passado, considerou o processo de complexo mas afirmou que a lisura esteve garantida.
 
Com a conclusão do processo, adiantou, o Executivo prepara-se agora para, em tempo útil, entregar os dados à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), uma vez que caberá a este órgão a realização das eleições gerais. Apelou a uma participação cívica, ordeira e massiva nas eleições gerais, onde vão ser escolhidos o Presidente da República, o Vice-Presidente e os deputados à Assembleia Nacional.
 
“O processo uniu o país, envolveu todas as regiões e alcançou resultados positivos”, realçou o ministro, que reconheceu, no entanto, que, apesar do êxito e dos números alcançados, o processo foi longo e complexo. O também coordenador da Comissão Interministerial de Apoio ao Registo Eleitoral reconheceu que o diálogo com todos os agentes envolvidos no processo determinou o seu êxito. Manuel da Cruz Neto afirmou que o processo de registo foi um “ ato de grande importância cívica e política” e com sérias repercussões no futuro do país, tendo realçado a abertura e os métodos adotados ao longo dos trabalhos. Lembrou que a CNE e os partidos políticos foram informados sobre os meandros do processo.
 
O ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República reconheceu os esforços da Igreja, autoridades tradicionais e líderes comunitários, cujo empenho na mobilização foi crucial em termos da motivação dos cidadãos para o registo eleitoral. Falou igualmente no envolvimento dos partidos políticos, sociedade civil, comunicação social pública e privada na mobilização permanente dos cidadãos na participação do processo de registo eleitoral. Por sua vez, o ministro da Administração do Território referiu-se às sugestões apresentadas pelos partidos políticos, para que se prorrogasse o prazo do registo eleitoral, em virtude de alguns cidadãos terem deixado de fazer o seu cadastramento.
Bornito de Sousa afirmou que tal desejo não podia ser atendido, porque prorrogar o registo eleitoral implicaria o adiamento das eleições gerais.
 
“Qualquer prorrogação dos prazos nesta altura interfere de forma significativa, nas datas definidas pela Constituição. Sugerir a prorrogação do registo eleitoral neste momento é o mesmo que adiar as eleições”, disse.
Além disso, o ministro considerou que o período de sete meses foi suficiente para que todos os cidadãos maiores de 18 anos pudessem promover a actualização do seu registo ou registar-se pela primeira vez. Disse ainda que a cifra de registo de jovens que se registaram pela primeira vez ultrapassou todas as expectativas. Bornito de Sousa sublinhou que nenhum cidadão foi excluído do processo. “Só não se registou quem não quis ou não pôde por uma razão objectiva”, referiu.
 
Ontem, depois de ter feito, simbolicamente, a sua actualização e prova de vida, Bornito de Sousa disse que o Ministério da Administração do Território definiu metas claras e agradeceu o apoio dado ao processo pelas Igrejas, autoridades tradicionais, sociedade civil, comunicação social, Polícia Nacional, Serviço de Migração e Estrangeiros, entre outras instituições.
 
O ministro homenageou, a título póstumo, o director municipal dos Registos em Malange, um brigadista do Bié e uma outra do Cuando Cubango, pelos serviços prestados ao processo de registo. Também receberam menções honrosas um brigadista baleado no município do Cazenga e uma outra agredida em Cacuaco. As menções honrosas foram entregues pelo ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República e pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral. O acto foi testemunhado por membros do Executivo, representantes de partidos políticos, deputados à Assembleia Nacional, entidades religiosas e pelo governador de Luanda.
 
 
 
 
 

Angola tem mais de seis milhões de potenciais eleitores

 
unta
 
 
O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, informou ontem que a primeira fase do processo do registro eleitoral ultrapassou os seis milhões de cidadãos que se registaram e atualizaram os seus dados eleitorais.
 
“Podemos dizer que neste momento ultrapassou-se, em termos de cidadãos registrados, o número de cidadãos que votaram em 2012, o que é também um marco muito importante”, disse Bornito de Sousa, afirmando que o MAT vai continuar a fazer o apelo no sentido de do dia 5 de Janeiro até 31 de Março todos os cidadãos que estejam em condições de votar façam o seu registo.
 
O ministro referiu-se aos cidadãos que já têm os seus cartões e que terão de fazer a sua actualização e aos que já se registaram e perderam os seus cartões.
 
Bornito de Sousa, que fez um balanço do processo que teve início a 15 de Agosto, pediu o empenho dos cidadãos, partidos políticos e das organizações da sociedade civil na mobilização para o registro eleitoral.
 

Quatro milhões de cidadãos habilitados a votar em Angola

luanda1

Numa altura em que já estão registrados quase quatro milhões de cidadãos, o director nacional de Tecnologia e apoio aos processos eleitorais, António de Lemos, afirmou que os números de pessoas já habilitadas a votar nas próximas eleições são satisfatórios e, ainda este mês, arranca o registo de eleitores que vivem em zonas de difícil acesso.

A reunião que durou menos de uma hora contou com a presença do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, e do presidente da CNE, André Neto.
“Estamos com pouco mais de 50 por cento relativamente às metas traçadas”, disse, para acrescentar que o relatório entregue tem como objectivo conduzir melhor os actos e a supervisão do processo por parte da CNE.
António de Lemos disse que o processo está a decorrer sem sobressaltos, mas defende o reforço da mobilização dos cidadãos. “Estamos satisfeitos em relação ao processo do registo”, afirmou, anunciando que no país já foram emitidos 42 mil novos cartões de eleitor.
A porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, salientou que relatório faz referência ao progresso das operações do registo eleitoral, trazendo informações seguras para garantir maior funcionalidade da preparação das condições finais para o pleito.
Ao elogiar o Ministério da Administração do Território pela entrega antecipada dos relatórios, a porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral lembrou que a Lei estabelece uma periodicidade trimestral, mas tem ocorrido mensalmente.
Júlia Ferreira sublinhou que a recepção antecipada dos relatórios é vantajosa do ponto de vista organizativo da Comissão Nacional Eleitoral e pediu maior participação dos partidos políticos no processo, sobretudo em relação à mobilização e esclarecimento dos cidadãos para o exercício deste dever cívico.  A porta-voz explicou que as irregularidades devem ser denunciadas ao Ministério da Administração do Território, mas para tal os partidos políticos devem estar presentes nos locais de registo eleitoral.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/numero_de_eleitores_na_cne