Angola com 9,3 milhões de eleitores

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O secretário de Estado para os Assuntos Institucionais do Ministério da Administração do Território, Adão de Almeida, fez uma apresentação sobre o que foi o processo de registro eleitoral, informando que, até ontem à tarde, estavam no sistema nove milhões e 260 mil e 403 cidadãos. Dentre estes, mais de dois milhões e seiscentos mil cidadãos foram registros. No período especial dedicado aos cidadãos no estrangeiro foram registrados mais de quatro mil.
 
 
 
Adão de Almeida disse que o processo contou com a participação de 385 agentes de educação cívica, 4.859 brigadistas e 596 chefes de brigadas e foram credenciados mais de seis mil fiscais dos partidos políticos. Quanto às zonas de difícil acesso, o secretário de Estado do MAT para os Assuntos Institucionais adiantou que foram alcançadas mais de 230.
 
 
 
O ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Manuel da Cruz Neto, afirmou que o rigor e a abrangência implementados durante o registro eleitoral ontem terminado em todo país confere transparência e credibilidade ao processo.
 
“A abrangência nacional do processo confere a credibilidade do registro eleitoral e todos os cidadãos tiveram a possibilidade de se registar. Isso permitiu atingir uma cifra superior a nove milhões de cidadãos registados”, sublinhou. Manuel da Cruz Neto, que falava no acto de encerramento do processo de registo eleitora, iniciado a 25 de Agosto do ano passado, considerou o processo de complexo mas afirmou que a lisura esteve garantida.
 
Com a conclusão do processo, adiantou, o Executivo prepara-se agora para, em tempo útil, entregar os dados à Comissão Nacional Eleitoral (CNE), uma vez que caberá a este órgão a realização das eleições gerais. Apelou a uma participação cívica, ordeira e massiva nas eleições gerais, onde vão ser escolhidos o Presidente da República, o Vice-Presidente e os deputados à Assembleia Nacional.
 
“O processo uniu o país, envolveu todas as regiões e alcançou resultados positivos”, realçou o ministro, que reconheceu, no entanto, que, apesar do êxito e dos números alcançados, o processo foi longo e complexo. O também coordenador da Comissão Interministerial de Apoio ao Registo Eleitoral reconheceu que o diálogo com todos os agentes envolvidos no processo determinou o seu êxito. Manuel da Cruz Neto afirmou que o processo de registo foi um “ ato de grande importância cívica e política” e com sérias repercussões no futuro do país, tendo realçado a abertura e os métodos adotados ao longo dos trabalhos. Lembrou que a CNE e os partidos políticos foram informados sobre os meandros do processo.
 
O ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República reconheceu os esforços da Igreja, autoridades tradicionais e líderes comunitários, cujo empenho na mobilização foi crucial em termos da motivação dos cidadãos para o registo eleitoral. Falou igualmente no envolvimento dos partidos políticos, sociedade civil, comunicação social pública e privada na mobilização permanente dos cidadãos na participação do processo de registo eleitoral. Por sua vez, o ministro da Administração do Território referiu-se às sugestões apresentadas pelos partidos políticos, para que se prorrogasse o prazo do registo eleitoral, em virtude de alguns cidadãos terem deixado de fazer o seu cadastramento.
Bornito de Sousa afirmou que tal desejo não podia ser atendido, porque prorrogar o registo eleitoral implicaria o adiamento das eleições gerais.
 
“Qualquer prorrogação dos prazos nesta altura interfere de forma significativa, nas datas definidas pela Constituição. Sugerir a prorrogação do registo eleitoral neste momento é o mesmo que adiar as eleições”, disse.
Além disso, o ministro considerou que o período de sete meses foi suficiente para que todos os cidadãos maiores de 18 anos pudessem promover a actualização do seu registo ou registar-se pela primeira vez. Disse ainda que a cifra de registo de jovens que se registaram pela primeira vez ultrapassou todas as expectativas. Bornito de Sousa sublinhou que nenhum cidadão foi excluído do processo. “Só não se registou quem não quis ou não pôde por uma razão objectiva”, referiu.
 
Ontem, depois de ter feito, simbolicamente, a sua actualização e prova de vida, Bornito de Sousa disse que o Ministério da Administração do Território definiu metas claras e agradeceu o apoio dado ao processo pelas Igrejas, autoridades tradicionais, sociedade civil, comunicação social, Polícia Nacional, Serviço de Migração e Estrangeiros, entre outras instituições.
 
O ministro homenageou, a título póstumo, o director municipal dos Registos em Malange, um brigadista do Bié e uma outra do Cuando Cubango, pelos serviços prestados ao processo de registo. Também receberam menções honrosas um brigadista baleado no município do Cazenga e uma outra agredida em Cacuaco. As menções honrosas foram entregues pelo ministro e Chefe da Casa Civil do Presidente da República e pelo presidente da Comissão Nacional Eleitoral. O acto foi testemunhado por membros do Executivo, representantes de partidos políticos, deputados à Assembleia Nacional, entidades religiosas e pelo governador de Luanda.
 
 
 
 
 

Angola tem mais de seis milhões de potenciais eleitores

 
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O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, informou ontem que a primeira fase do processo do registro eleitoral ultrapassou os seis milhões de cidadãos que se registaram e atualizaram os seus dados eleitorais.
 
“Podemos dizer que neste momento ultrapassou-se, em termos de cidadãos registrados, o número de cidadãos que votaram em 2012, o que é também um marco muito importante”, disse Bornito de Sousa, afirmando que o MAT vai continuar a fazer o apelo no sentido de do dia 5 de Janeiro até 31 de Março todos os cidadãos que estejam em condições de votar façam o seu registo.
 
O ministro referiu-se aos cidadãos que já têm os seus cartões e que terão de fazer a sua actualização e aos que já se registaram e perderam os seus cartões.
 
Bornito de Sousa, que fez um balanço do processo que teve início a 15 de Agosto, pediu o empenho dos cidadãos, partidos políticos e das organizações da sociedade civil na mobilização para o registro eleitoral.
 

Quatro milhões de cidadãos habilitados a votar em Angola

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Numa altura em que já estão registrados quase quatro milhões de cidadãos, o director nacional de Tecnologia e apoio aos processos eleitorais, António de Lemos, afirmou que os números de pessoas já habilitadas a votar nas próximas eleições são satisfatórios e, ainda este mês, arranca o registo de eleitores que vivem em zonas de difícil acesso.

A reunião que durou menos de uma hora contou com a presença do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, e do presidente da CNE, André Neto.
“Estamos com pouco mais de 50 por cento relativamente às metas traçadas”, disse, para acrescentar que o relatório entregue tem como objectivo conduzir melhor os actos e a supervisão do processo por parte da CNE.
António de Lemos disse que o processo está a decorrer sem sobressaltos, mas defende o reforço da mobilização dos cidadãos. “Estamos satisfeitos em relação ao processo do registo”, afirmou, anunciando que no país já foram emitidos 42 mil novos cartões de eleitor.
A porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, salientou que relatório faz referência ao progresso das operações do registo eleitoral, trazendo informações seguras para garantir maior funcionalidade da preparação das condições finais para o pleito.
Ao elogiar o Ministério da Administração do Território pela entrega antecipada dos relatórios, a porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral lembrou que a Lei estabelece uma periodicidade trimestral, mas tem ocorrido mensalmente.
Júlia Ferreira sublinhou que a recepção antecipada dos relatórios é vantajosa do ponto de vista organizativo da Comissão Nacional Eleitoral e pediu maior participação dos partidos políticos no processo, sobretudo em relação à mobilização e esclarecimento dos cidadãos para o exercício deste dever cívico.  A porta-voz explicou que as irregularidades devem ser denunciadas ao Ministério da Administração do Território, mas para tal os partidos políticos devem estar presentes nos locais de registo eleitoral.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/numero_de_eleitores_na_cne