Cabo Verde teve mais de 512 mil turistas até setembro de 2017

cidade da Praia1Cabo Verde recebeu, nos primeiros nove meses deste ano, mais de 512 mil turistas, totalizando 3,3 milhões de dormidas, o que se traduz num aumento de 11,0% no número de hóspedes relativamente ao mesmo período de 2016.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INECV), divulgados hoje, no período de janeiro a setembro de 2017, os estabelecimentos hoteleiros registaram 512.297 hóspedes e mais de 3,3 milhões de dormidas.

Estes movimentos traduzem acréscimos de 11,0% e 12,1%, respetivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior, quando tinham sido registados 461.635 hóspedes e mais 2,9 milhões de dormidas.são vicente

No terceiro trimestre de 2017, o número de hóspedes no país aumentou 18,1%, face ao trimestre homólogo, enquanto no mesmo período, as dormidas cresceram 17,1%.

Em termos absolutos, durante este período, entraram no país mais de 163 mil hóspedes que originaram mais de 1,1 milhões de dormidas, um crescimento de 25.060 turistas e mais 163.528 dormidas, comparativamente com o trimestre homólogo.

O principal mercado emissor de turistas, neste trimestre, continua a ser o Reino Unido com 20,5% do total das entradas, a seguir vem Portugal (15,4%), Alemanha (9,5%), cabo-verdianos residentes (8,4%) e turistas provenientes da Holanda (8,3%).

Relativamente às dormidas, o Reino Unido também permanece no primeiro lugar com 31,8% do total, seguindo-se Portugal (12,9%), Alemanha (11,3%) e Países Baixos (9,2%).

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A maioria dos turistas provenientes do Reino Unido preferiu como destinos as ilhas do Sal e da Boavista, representando respetivamente 53,5% e 46,25% das dormidas e escolheram como local de acolhimento os hotéis 99,8%.

As dormidas dos residentes em Portugal distribuíram-se principalmente pelas ilhas do Sal (47,2%), da Boavista (41,0%) e Santiago (7,4%).IMG_4032

Os hotéis foram os tipos dos estabelecimentos mais procurados pelos mais de 25 mil portugueses que visitaram Cabo Verde durante este trimestre.

Ainda segundo os dados do INECV, os visitantes provenientes do Reino Unido foram os que tiveram maior permanência média em Cabo Verde (9,5 noites).

Durante o terceiro trimestre de 2017, em média, a taxa de ocupação-cama foi de 56%, contra os 55% registados no trimestre homólogo.

As ilhas da Boavista e do Sal tiveram as maiores taxas de ocupação – cama com 85% e 64%, respetivamente.

Os hotéis foram os estabelecimentos hoteleiros com maior taxa de ocupação – cama, 68%, seguindo-se os aldeamentos turísticos (31%) e as residenciais, com 19%.

https://www.rtp.pt/noticias/economia/cabo-verde-com-mais-11-de-turistas-nos-primeiros-nove-meses-do-ano_n1040425

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Boa notícia! Cabo Verde proibe uso e comercialização de sacos de plástico

Praia – O fabrico, importação e comercialização de sacos de plástico convencional para embalagem será interditado em Cabo Verde a partir de domingo, uma medida para incentivar o artesanato local, introduzir embalagens biodegradáveis e proteger o ambiente.

CABO VERDE: CIDADE DA PRAIA

FOTO: SANTOS GARCIA

A decisão foi anunciada em Fevereiro de 2015 pelo então ministro do Ambiente, Habitação e Ordenamento do Território cabo-verdiano, Antero Veiga, e a lei, enquadrada na campanha “Cabo Verde Sem Plásticos”, foi publicada em Agosto do mesmo ano.

Desde Julho deste ano, e numa espécie de transição de seis meses, é proibida a produção e a importação de sacos de plásticos convencionais, estando vários estabelecimentos comerciais no arquipélago já a comercializar os casos degradáveis e reutilizáveis.

A partir de agora só será permitido no país o uso de sacas de plásticos para acondicionar carne, peixe, aves domésticas frescas ou seus produtos frescos, frutas e legumes e gelo.

A população cabo-verdiana, essencialmente urbana, produz mais de 220 toneladas diárias de lixo, sendo que 11% dos resíduos recolhidos são plásticos, que podem durar entre 100 a 500 anos a decomporem-se na natureza.

Há mais de um ano que o governo e outras autoridades cabo-verdianas têm feito várias actividades para sensibilizar empresários ligados à produção, comercialização e importação a reduzirem o consumo de sacos de plástico.

Para os operadores, que assumiram o compromisso de alterar o panorama, as novas regras vão obrigar ao aumento dos custos de produção de sacos de plástico biodegradáveis, que ficarão 6% mais caros do que os convencionais.

O empresário Chady Hojeige, responsável pela única empresa de produção de sacos de plástico em Cabo Verde, a Caboplást, afirmou à agência Lusa em Junho de 2015 que projectou a produção de sacos biodegradáveis, que, depois de um ano de uso, acabam por desfazer-se.

O presidente da Associação para a Defesa do Ambiente e Desenvolvimento (ADAD), Januário Nascimento, indicou à Lusa as várias acções que a organização tem feito para a efectividade da medida, mas afirmou que só mais a frente poderá avançar outros pormenores da mesma.

Em entrevista à Inforpress, em Setembro deste ano, o responsável associativo mostrou-se, porém, céptico quanto ao cumprimento da lei e adiantou que muito resta ainda por fazer, de modo que a legislação tenha a eficácia desejada.

Januário Nascimento apelou os consumidores a usar os sacos de pano e disse que outro trabalho que terá que ser feito é a recolha dos plásticos espalhados pela natureza e que amontoam nas copas das árvores, como é visível, por exemplo, em algumas zonas da Praia.

Quem infringir a lei está sujeito a coima que vai dos 50 mil escudos a 400 mil escudos cabo-verdianos (453 euros a 3.627 euros), em caso de pessoas singulares, e de 250 mil escudos a 800 mil escudos (2.267 euros a 7.255 euros), em caso de pessoas colectivas.

O produto das coimas será receitas do Fundo do Ambiente e serão utilizadas para o financiamento de actividades de sensibilização e protecção do ambiente junto dos consumidores.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/11/52/Cabo-Verde-Proibido-uso-comercializacao-sacos-plastico,1405e71f-f713-482a-ac9a-2dabec9a1eb5.html