Iniciativas brasileiras no continente africano em 2018

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Brasil  finaliza projeto  de combate a violência de gênero em Moçambique

Moçambique começou 2018 com mais justiça para as mulheres. O país acaba de concluir um projeto de dois anos para combater a violência de gênero. Iniciativa de cooperação Sul-Sul contou com a parceria do Brasil e de organismos das Nações Unidas. Com o programa, a nação africana conseguiu capacitar agentes públicos de saúde, justiça, segurança e assistência social, além de implementar métodos padronizados de atendimento a vítimas de abuso.

Projeto Brasil-África, criado desde de 2015, realizou visitas técnicas, cursos de formação de servidores e intercâmbios de boas práticas, mobilizando governos e sociedade civil. Iniciativas abordaram acolhimento das vítimas de violência e conscientização em prol dos direitos humanos das mulheres. Estratégias também tiveram por objetivo promover o empoderamento econômico da população do sexo feminino, a fim de avançar na eliminação da pobreza em Moçambique.

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Brasileiro preparou técnicos angolanos de judô de alto rendimento

Nicodemos Figueira Júnior “Nico”, professor e representante do Judo Kudocan do Brasil, Quinto Dan (cinturão preto),  esteve em Angola para ministrar um estágio aos atletas de alto rendimento e treinadores nacionais. Foram  realizados aulas sobre “gestão desportivo, um projeto filantrópico, o programa kodocan Brasil-Angola e  a filosofia dos desportos”.   “Nico Jr” falou também sobre o treino de katas (exercícios coordenados do corpo e conjunto de técnicas fundamentais), com a observação de vídeos.

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Angola adquire 34 ônibus do Brasil

A empresa brasileira Marcopolo anunciou terça-feira a entrega de 34 unidades de ônibus do modelo Viaggio 1050 que serão utilizados nos transportes públicos nas cidades angolanas. Ricardo Portolan, gerente de negócios internacionais para a Região África e Médio Oriente da Marcopolo, destacou a transacção como uma prova do trabalho que a empresa tem realizado para ampliar a sua presença no mercado internacional desde 2015.
No caso do mercado angolano, Portolan ressalta que, “a despeito de 2017 ter sido um ano de economia desfavorável em Angola, a empres de transporte angolana, Macon, manteve o investimento na renovação da frota, o que demonstra a sua fidelização, pois nos últimos anos tem adquirido veículos” à Marcopolo.

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Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, do Brasil, qualifica laboratório angolano

O Laboratório Agrícola da Biocom recebeu, pelo segundo ano, o conceito “A” de controle de qualidade do Programa Interlaboratorial de Análise de Tecido Vegetal (PIATV), mantido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), cuja sede está na cidade de Piracicaba (São Paulo), no Brasil. Desde 1982, o programa da ESALQ avalia a capacidade dos laboratórios participantes do Programa de r análises de tecido vegetal com o máximo padrão em qualidade. Anualmente, o laboratório participante recebe da ESALQ amostras de folhas em que são determinados 13 elementos químicos, totalizando no final 176 elementos analisados.

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Angola precisa forma 200  neurocirurgiões até 2050

Angola necessita  de pelo menos 200 médicos neurocirurgiões,até 2050, para atender à procura, numa altura em que acorrem diariamente aos vários hospitais públicos cerca de 20 pacientes com necessidades de intervenções cirúrgicas e tratamento de câncer, atendidos por apenas oito especialistas.No momento existem sete especialistas  no “Campos Cirúrgicos” a serem formados, sendo quatro em Cuba, dois em Portugal e um no Brasil. O neurocirurgião considera preocupante a situação do país e  que por falta de soluções cirúrgicas sistematizadas são inviabilizadas muitas cirurgias que poderiam ser realizadas de forma isolada quer numa unidade hospitalar pública, quer pública

Zimbabwe importa material genético de frangos do Brasil

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O Zimbábwe aceitou a proposta de Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil, e é o mais novo mercado aberto para o setor de genética nacional.  A informação foi repassada hoje (07) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Atual destino da carne de frango brasileira, o país africano agora passará a importar material genético e pintinhos de um dia provenientes das casas genéticas instaladas no Brasil.

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Brasil pode fazer exportação para África a partir do porto das Ilhas Canárias.

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Um dos problemas logísticos brasileiros na exportação para o continente africano são os portos que precisam ter uma base de apoio moderna que facilite o comercio. O Ministério de Agricultura,Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores promoveu um encontro, no dia 27/11/2017,  com os operadores logísticos e a diretoria dos Portos de Las Palmas nas Ilhas Canárias , que opera em mais 30 países africanos.mapa_geografico_espanha

O porto está equipado para receber grandes embarcações e realizar o armazenamento de frutas, carnes, grãos e maquinas que poderiam ser redistribuídos para o continente africano.  10D_CanIs_Spn-Mor_Bar-Bar

Amplia as possibilidades , com rotas alternativas, e torna o custo competitivo com o mercado internacional, ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o comércio com a União Européia.

 

Fonte;http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/brasil-negocia-uso-porto-espanha-para-ampliar-exportacao-para-africa-europa-70006

Hipermercado Extra multado por racismo contra criança

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Supermercado terá de pagar multa por

Consumidor, de 10 anos de idade, foi conduzido a uma sala, desacompanhado de um responsável

POR O GLOBO

 

RIO — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) manteve multa imposta pelo Procon-SP ao Hipermercado Extra por submeter uma criança a constrangimento para comprovar suas compras. Segundo os autos do processo, a empresa teria permitido que um funcionário conduzisse um consumidor de 10 anos de idade, de cor negra, desacompanhado de um responsável, ao interior de uma sala no Hipermercado Extra da Marginal Tietê, para prestar esclarecimentos sobre possível furto a ele atribuído. O consumidor, no entanto, portava a nota fiscal dos produtos que trazia consigo, tendo sido constrangido a permanecer confinado naquela sala, onde foi inquirido por funcionários. Diante da prática considerada abusiva, o Procon-SP aplicou multa de R$ 458 mil.

De acordo com a relatora do processo, Flora Maria Nesi Tossi Silva, o fato de a conduta praticada nas dependências do Hipermercado ensejar eventuais penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial não retira a legitimidade da Fundação Procon-SP para apurar e sancionar as condutas que violam o CDC, considerando a esfera de atuação distinta de ambas as frentes.

“De um lado ocorre a apuração de crime de racismo e segregação da pessoa negra, enquanto de outro a apuração de abuso às práticas consumeristas. Portanto, não há que se falar na ocorrência de “bis in idem”, no caso concreto”, aponta a relatora.

Conforme ela anotou no acórdão, a empresa obriga-se a dispensar tratamento digno às pessoas, a fim de assegurar os direitos básicos dos consumidores e proteção destes contra práticas abusivas ou ilegais:

“É evidente a competência formal e material do Procon-RJ para o exercício do poder de polícia administrativa, aplicando as penalidades cabíveis na defesa do consumidor.”

Sobre o valor em si da multa, a desembargadora considerou que não se verifica no caso concreto violação aos princípios da razoabilidade, proporcionalidade, nem tampouco caráter confiscatório da penalidade imposta. E assim negou provimento ao recurso de apelação da autora, decisão unânime da 13ª câmara de Direito Público.

Procurado pela reportagem, o Extra informa que o caso ainda está sob judice e que, portanto, não pode comentá-lo.

fonte: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/supermercado-tera-de-pagar-multa-por-constranger-crianca-negra-comprovar-compras-22123958#ixzz4zooA1WfL
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Comércio entre Brasil e África gerou saldo de US$ 3,2 bilhões até outubro

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Da Redação

Brasília – Após atingir o recorde histórico de US$ 25,931 bilhões em 2008, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da África de janeiro a outubro deu sequência a uma recuperação iniciada ano passado, mas não o suficiente para sequer se aproximar das melhores marcas registradas no passado recente.

Até o mês passado as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,940 bilhões (alta de 26,16% comparativamente com o mesmo período de 2017), enquanto as vendas africanas ao Brasil cresceram a um ritmo mais lento, de 16,01% e somaram US$ 4,739 bilhões. No período, o intercâmbio comercial com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 3,201 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram altas expressivas em todas as categorias de produtos por valor agregado. As exportações de produtos básicos atingiram o montante de US$ 2,42 bilhões graças a um aumento de 50,7% e responderam por 31% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para os países africanos. Os bens semimanufaturados também tiveram suas vendas ampliadas em 45,9% e somaram US$ 2,7 bilhões (participação de 34,3% nos embarques). Por sua vez, os produtos manufaturados, responsáveis por 34,4% no total exportado, tiveram alta de 11,8% e geraram receita da ordem de US$ 2,73 bilhões.

O açúcar ocupou nos dez primeiros meses do ano a liderança entre os principais produtos exportados para os países africanos. O açúcar de cana registrou vendas no valor de US$ 2,42 bilhões, correspondentes 31% do volume total embarcado para aqueles países. O açúcar refinado também figurou entre os produtos importantes da pauta exportadora, com uma receita de US$ 1,1 bilhão. Outros destaques foram carne de frango (US$ 610 milhões), milho em grãos (US$ 522 milhões) e carne bovina (US$ 506 milhões).

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Em relação aos países, o Egito vem se consolidando este ano como o principal parceiro comercial do Brasil na África, superando a Nigéria, que ocupou o posto nas últimas décadas. As vendas ao mercado egípcio totalizaram US$ 2 bilhões (com destaque para o açúcar, carne bovina e milho em grãos), correspondentes a 25% das exportações totais brasileiras para o continente.

Responsável por 16% dos embarques brasileiros para o continente africano, a África do Sul importou produtos no valor total de US$ 1,2 bilhão, à frente da Argélia, com um volume de compras da ordem de US$ 1,02 bilhão (13% do total vendido à África). Outros mercado importantes para o Brasil foram a Nigéria (US$ 645 milhões) e a Argélia (US$ 597 milhões). Os dois países foram o destino, respectivamente, de 8,1% e 7,5% de todas as exportações brasileiras para os países da África.

Do lado africano, os principais produtos vendidos ao Brasil foram naftas (US$ 1,5 bilhão e participação de 36% nas vendas totais), petróleo (US$ 1,13 bilhão, equivalentes a 24% dos embarques) e adubos ou fertilizantes (US$ 434 milhões, com participação de 9,2% nas vendas ao Brasil).

No tocante às exportações para o Brasil, a Argélia foi o país líder nos embarques ao país, com vendas no total de US$ 2 bilhões (42% do total exportado), seguida pela Nigéria com US$ 778 milhões (16% das vendas), Marrocos, com US$ 704 milhões (15% nas exportações) e a África do Sul, com um total de US$ 385 milhões exportado para o Brasil no período.

https://www.comexdobrasil.com/intercambio-comercial-com-africa-volta-crescer-e-gera-saldo-de-us-32-bilhoes-ate-outubro/

Mercado Africano aquecido com o interesse no setor de telecomunicações

África é um mercado apetecível na área das telecomunicações, sublinham africanos presentes na Web Summit, a maior feira de tecnologia da Europa a decorrer em Lisboa. Mas é preciso estabilidade política e formação.

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A Internet abriu portas e oportunidades à Tupuca, uma pequena startup angolana, que criou uma aplicação para o setor da restauração, cujo objetivo é facilitar a entrega de refeições ao domicílio.

“Encontramos muitas empresas que fazem a mesma coisa, usando outras tecnologias. Então, lançamos essa ideia em Luanda e implementámos”, afirmou Wilson Ganga, co-fundador da empresa sedeada em Luanda. A perspetiva, segundo este jovem, de 25 anos, é a expansão a nível regional e continental em África.

“Por enquanto vão ser os países que falam português: São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, entre outros, e só depois [avançaremos para] toda a África. É um projeto para cinco a dez anos”, completou o angolano.

Wilson Ganga é um dos participantes da Web Summit 2017, a mega conferência na área da inovação tecnológica que tem lugar na capital portuguesa, Lisboa, até quinta-feira (09.11). No encontro, a decorrer no Parque das Nações, Wilson Ganga veio buscar experiência em tecnologia de ponta, conhecer as novas tendências e procurar parcerias de investimento.

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Durante a Web Summit, mais de 60 mil participantes, incluindo empresas de vários continentes, procuram conhecer os principais projetos em desenvolvimento e as tendências no mercado tecnológico, bem como aprender com as palestras de oradores de renome internacional.

África tem muito a ganhar com o investimento nas novas tecnologias de informação e de comunicação, mas é necessário estabilidade política e formação de recursos humanos para tirar vantagens do acesso à Internet. O continente constitui um mercado apetecível para as startups, mas também para as grandes empresas de telecomunicações, segundo a opinião de alguns dos participantes africanos da maior feira de tecnologia da Europa, aberta ao mundo.

Wilson Ganga é também diretor de marketing da Tupuca, estudou comunicação e tecnologias de informação nos Estados Unidos e considera que esta é a área de futuro. “É preciso ter visão e foco, mas também muito trabalho para se afirmar neste mercado”, sublinha.

Vantagens tecnológicas

Apesar de existirem ainda alguns obstáculos, pessoas como Milton Cabral, representante na Web Summit do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), uma entidade pública empresarial com sede na cidade da Praia, só veem vantagens na indústria tecnológica para países insulares como Cabo Verde.

“Hoje em dia, temos exemplos claros; não podemos negar isso. O Facebook, o Twiter, o Snapchat, o Uber, são tecnologias que basicamente conectam e põe as pessoas a criarem conteúdo, a criarem um ecossistema que depois gera economia e faz avançar um país ou uma indústria. Portanto, tudo gira à volta do conteúdo, tudo gira hoje à volta da tecnologia e à volta das pessoas”, sublinha Milton Cabral.

Portugal Web Summit Antonio Guterres, LisbonSecretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve em Lisboa para participar na cimeira

O NOSI é basicamente responsável pelo Programa de Governação Eletrónica em Cabo Verde. O país já dispõe de uma grande Data Center e está a trabalhar no sentido de ser um fornecedor de serviço de excelência para a região africana. No entanto, acrescenta, é preciso evoluir e investir na formação.

“Não é só conhecer as tecnologias, mas é preciso também fazer um investimento forte na educação, na capacitação das pessoas. Portanto, não vale a pena investir em máquinas de ponta se não tens pessoas com capacidade e abertura de as manejar. Acredito que em África ainda falta percebermos isso”, diz Milton Cabral.

Mercado com potencial

Estão representadas também no evento empresas de telecomunicações que têm África na mira dos seus negócios. Pedro Rocha Vieira, um dos co-fundadores da BETA-i, uma startup portuguesa parceira na organização da Web Summit, diz que é um mercado com alto potencial.

Milton CabralMilton Cabral representa o NOSI na Web Summit

“É um mercado que tem um alto potencial, tem uma população superjovem que não está bem servida e não tem ainda os players internacionais de referência lá. E, portanto, há muito interesse em conseguir perceber melhor África e daí conseguir tirar algum partido”.

Rocha Vieira sublinha que o continente pode dar um salto no tempo, investindo em soluções mais modernas que oferecem as novas tecnologias e as startups.

“Porque em vez de estar a investir em soluções antigas, podem fazer logo um investimento, como a inovação que tem acontecido no Quénia, em Mpenza; há centros de excelência mundiais em África, porque em vez de se ter que construir uma infraestrutura de multibancos e de bancos, porque é muito cara e complexa, porque é que não se faz logo um banco online? O mesmo está também a acontecer nas telecomunicações”, destaca Rocha Vieira.

Entretanto, para o administrador da BETA-i, antes é preciso estabilidade política e investimento na educação. Milton Cabral dá o exemplo da Huaway, empresa multinacional chinesa de telecomunicações, que tem uma parceria com o NOSI, no sentido de desenvolver soluções para posterior exportação para o mercado africano a nível continental, de modo a potenciar os seus produtos.

Brasil investe nas relações com a Nigéria na agricultura e na defesa

 

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes em visita de trabalho de dois dias , acompanhado de uma delegação de oito funcionários do mais alto nível realizou uma conversa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, H.E. Sr. Geoffrey Onyeama.  Na conversa foram apresentados alguns projetos de trabalho: Projeto de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento; Projeto de Acordo sobre Transferência de Prisioneiros; Projeto de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do Programa More Food International; Acordo de extradição entre dois países.abuja nigeria

Ficou também estabelecido a possibilidade de cooperação na área da defesa no estabelecimento de forças de paz. O Ministro brasileiro convidou seu homologo nigeriano para uma visita ao pais.

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O Ministro Aloysio Nunes mostrou-se preocupado com a queda de transações comerciais entre os dois países, que caiu de 12 bilhões de dólares ao ano para 2 bilhões. Entre as explicações estaria na queda do preço do petróleo, entre outros fatores. Ele disse que a parceria entre os dois países é única, acrescentando: “Nossa parceria é estratégica, pois não é apenas no comércio; É histórico e cultural. Temos cooperação em investimentos, acabamos de ter uma conferência de investidores nigerianos e brasileiros em Lagos, que visava aumentar a perspectiva de possibilidades de parceria e investimento no país. Alguns já começaram a produzir bons resultados “.

Onyeama disse que os dois países trabalhariam juntos para fortalecer suas relações bilaterais.

Ele disse que a Nigéria também estava buscando parcerias com o Brasil na área da agricultura, acrescentando que a Nigéria poderia aprender muito na área de pesquisa e produção de alimentos, que poderia ser feito através de vários programas administrados pelo Brasil.abuja nigeria1e.jpg

Além disso, ambos os Ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o envolvimento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também é projetado para manter um diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de iniciativas que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, energia, petróleo e mineração.  abuja nigeria1f

“Sobre a cooperação agrícola, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram pontos de vista sobre o Programa More Food International e compartilhando experiência na pecuária para aumentar a produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências no Programa de Alimentação Escolar, Políticas de Intervenção Social e Luta contra a Corrupção, entre outras questões de interesse comum.

Angola e Moçambique acusados de violar sanções à Coreia do Norte13 Setembro 2017

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A Organização de Nações Unidas investiga compra de armas por Moçambique e actividade de companhia norte-coreana em Luanda. O Conselho de Segurança da ONU está a analisar novas sanções contra a Coreia do Norte e foi revelado que a organização investiga violações de anteriores sanções por vários países, entre eles Moçambique e Angola.

Angola e Moçambique acusados de violar sanções à Coreia do Norte

Segundo a VOA, um relatório elaborado por um painel de oito especialistas revela que uma empresa norte-coreana que se especializa na venda de armas, a Green Pine Corporation, está sediada em Angola.

A empresa é alvo de sanções da ONU desde 2012

Um dirigente dessa organização trabalha em Angola com visto diplomático e, segundo o documento da ONU, “é o representante da Green Pine Corporation, responsável pela remodelação dos navios da República Democrática Popular da Coreia, que “violou as resoluções internacionais”.

Os representantes norte-coreanos viajaram entre Angola e o Sri Lanka numa tentativa de venda de navios militares, que, contudo, não teve sucesso, diz o documento.

Em Angola, a ONU está também a investigar o treino da Guarda Presidencial e de outras unidades não especificadas por militares norte-coreanos.

O Governo de Angola ainda não respondeu às perguntas sobre estas questões colocadas pela ONU.

No que diz respeito a Moçambique, o documento revela que Maputo também não respondeu a perguntas sobre o seu envolvimento na violação das sanções.

Os especialistas adiantam que a companhia norte-coreana Haegeumgant Trading Corporation envolveu-se em negociações para a venda de armas à empresa moçambicana Monte Bingo.

A Monte Bingo é a companhia que detém 50 por cento das acções na ProIndicus, uma das empresas envolvida no escândalo das dívidas ocultas.

O documento dos especialistas da ONU indica, por outro lado, que as investigações estão centradas na venda a Moçambique de mísseis portáteis terra-ar, sistemas de defesa anti-aéreos, outro tipo de mísseis terra-ar e um sistema de radar.

“Moçambique ainda não forneceu uma resposta substantiva ao inquérito deste painel”, lê-se no relatório que acrescenta que dois países membros da ONU “declararam que a Haegeumgang está activa em Moçambique”.

“Um Estado-membro especificou que a Haegeumgang forneceu o mesmo tipo de mísseis superfície-ar a Moçambique e à Tanzânia”, conclui o relatório.

O analista angolano Francisco Tunga Alberto considera que facto de a ONU nunca ter aplicado medidas contra os países suspeitos de colaborar com os norte-coreanos tem posto em causa a credibilidade da organização.

Alberto lembra que não é primeira vez que Angola é referenciada pela ONU como um dos países que ajudam a furar o embargo à Coreia do Norte.

Em 2015, uma reportagem do jornal Washington Times avançava, com base em fontes diplomáticas, que o regime norte-coreano fornecia equipamentos militares e formação a Angola, violando o pacote de sanções aplicado pelas Nações Unidas.

http://www.asemana.publ.cv/?Angola-e-Mocambique-acusados-de-violar-sancoes-a-Coreia-do-Norte-127070

Açúcar moçambicano será afetado com a saída do Reino Unido da União Européia

cana.jpgMoçambique e países vizinhos receiam que o Reino Unido deixe de lhes comprar açúcar quando sair da União Europeia e já estão a procurar alternativas para escoar a produção.

As implicações do ‘Brexit’ foram discutidas hoje em Maputo numa conferência da Federação dos Produtores de Açúcar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

Segundo um estudo apresentado na conferência, citado pela Agência de Informação de Moçambique (AIM), a União Europeia é o terceiro maior produtor de açúcar e, ao mesmo tempo, o segundo maior consumidor do mundo.

Dentro da UE, o Reino Unido absorve a maior parte do açúcar da SADC, mas com o ‘Brexit’, os britânicos poderão negociar outras origens – inclusive a própria Europa, que deverá aliviar limitações à produção.

O vice-Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, apontou a necessidade de diversificar os destinos de exportação, referindo que “o mundo não acaba na União Europeia, havendo outros parceiros”.

Rosário Cumbe, presidente da Associação dos Produtores de Açúcar de Moçambique (APAMO), apontou como alternativa o mercado da SADC com um deficit de dois milhões de toneladas por ano, abrangendo países como Angola, Tanzânia e República Democrática do Congo.

Segundo os dados da associação, Moçambique é autossuficiente em açúcar, dispondo de uma capacidade instalada para produzir 550 mil toneladas por ano, mas que se fica atualmente pelas 460 mil.

Estima-se que o consumo doméstico ronde as 220 mil toneladas.

De acordo com as mesmas estimativas, a indústria açucareira moçambicana emprega mais de 35 mil trabalhadores, entre efetivos e sazonais, constituindo-se como o segundo maior empregador depois do Estado, calculando-se que, adicionando o emprego indireto, haja 150 mil pessoas dependentes do setor.

 

Angola, Congo, Eritreia, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Uganda podem estar comercializando com a Coreia do Norte.

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Especialistas da ONU que monitorizam a aplicação das sanções indicaram num relatório divulgado no sábado que o Governo de Kim Jong-un continua a ignorar as sanções sobre mercadorias, bem como o embargo de armas e restrições relativas ao transporte e atividades financeiras.

República Democrática Popular da Coreia) está deliberadamente a usar canais indiretos para exportar mercadorias proibidas, fugindo às sanções”, indica o relatório.

Entre dezembro de 2016 e maio de 2017, por exemplo, a Coreia do Norte exportou mais de 79 milhões de dólares (65 milhões de euros) em minério de ferro para a China. E entre outubro de 2016 e maio de 2017 exportou ferro e produtos de aço para o Egito, China, França, Índia, Irlanda e México no valor de 305.713 dólares (cerca de 254 mil euros).

No que toca a violações do embargo de armas, o painel disse estar a conduzir investigações em Angola, Congo, Eritreia, Moçambique, Namíbia, Tanzânia e Uganda, bem como na Síria.

 

Em Moçambique, por exemplo, os especialistas dizem estar a investigar o alegado fornecimento de mísseis terra-ar portáteis, sistemas de defesa aéreos, outros mísseis terra-ar e radares por uma empresa norte-coreana. A mesma empresa estará a reparar e melhorar o sistema de mísseis terra-ar na Tanzânia.

Câmara de comercio e Industria Brasi-Nigéria integrará delegação oficial do Ministro das Relações Exteriores em visita à Nigéria

ale' O Ministro das Relações Exteriores do Brasil convidou o presidente da Câmara de comércio e Indústria Brasil-Nigéria (CMIBN), o sr.Alexandre Ifatola Dosunmu, a integrar a delegação oficial do Brasil na próxima vista do Ministro ao continente africano. Esta visita faz parte da estratégia da diplomacia brasileira de reforçar as relações diplomáticas e comerciais com o continente africano. Em audiência com o Ministro das Relações Exteriores, e o presidente da CMIBN, Aloysio Nunes mostrou muito entusiasmo e interesse em intensificar a agenda com os países africanos. para o ministro há um desconhecimento da potencialidade do mercado africano por parte do empresariado brasileiro.