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Brasil exporta eletroeletrônicos para África do Sul e Moçambique

Abinee renova parceria com a Apex-Brasil

São Paulo – A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) renovaram esta semana o Programa Electro-Electronic Brasil para o período 2018-2020. Com o objetivo de ampliar e fortalecer a participação das empresas brasileiras do setor de eletroeletrônicos por meio da promoção das exportações e da atração de investimentos, a iniciativa pretende alcançar a meta de US$ 2 bilhões em exportações no período.

Segundo o presidente da Abinee, Humberto Barbato, a renovação do convênio vem em um momento importante de retomada das exportações do setor eletroeletrônico. Em sua opinião, a recente crise do mercado interno impulsionou a atividade exportadora, que começa a ser incorporada definitivamente no planejamento estratégico das companhias. “As empresas perceberam que não se trata apenas de uma alternativa em momentos críticos, mas uma atividade perene”, diz.

Barbato destaca que o Brasil dispõe de uma situação geográfica privilegiada e de um parque industrial robusto, o que possibilita acessar mercados de países próximos. Para aproveitar esse potencial e tornar o País um polo exportador, além de iniciativas como a da Abinee e Apex-Brasil, o presidente da Abinee ressalta a necessidade de redução de custos para exportação.

Mercados prioritários e atração de investimentos

O supervisor de Projetos Setoriais da Apex-Brasil, Mauricio Manfre, salienta que o convênio é o resultado de um plano de trabalho elaborado e planejado com a contribuição das empresas. Segundo ele, para essa nova fase foram elencados cinco mercados prioritários: Estados Unidos, México, Colômbia, Peru e África do Sul. “Em cada um desses países foram definidos segmentos e produtos com maior potencial de entrada”, explica Manfre.

O programa contempla: capacitação em exportação e internacionalização, estudos de mercado com inteligência comercial; feiras internacionais; missões comerciais; projetos compradores e fortalecimento das parcerias estratégicas em âmbito nacional e internacional.

Uma novidade para o período 2018-2020 é a atração de investimentos por meio de ações para transferência de tecnologias, principalmente nas áreas de energias renováveis, como eólica e solar.

Resultados do primeiro biênio

A primeira edição da iniciativa, durante o biênio 2016/2017, contou com a participação de 49 empresas e a promoção de exportação através de planejamento estratégico, segmentação das empresas e ações na África do Sul, Colômbia, Equador, Estados Unidos da América, México, Moçambique e Peru, com importante incremento nas exportações do setor, com valor estimado de US$ 1,034 milhão.

 

Fonte:https://www.comexdobrasil.com/abinee-renova-parceria-com-a-apex-brasil-para-apoio-as-exportacoes-de-eletroeletronicos/

Negros brasileiros celebram o ato histórico da criação da Zona Livre de Comércio Continental Africana

1586271315955A criação da Zona Livre de Comércio Continental –ZCLC, foi uma das maiores realizações para o continente africano, digno de ser celebrado como uma conquista do pan africanismo. Nós brasileiros não registramos na grande mídia, mas o Brasil deverá saber montar uma estrat[égia diplomática para saber aproveitar rapidamente essa importante vitória dos africanos.

O Brasil é um dos países que tem representação diplomática em quase todos os países africanos, há laços históricos que nosa próxima do continente. A maior população negra do mundo na diáspora é o do Brasil, por conseguinte representamos a maioria das pessoas da 6ª região da Africa. Tudo isso nos torna de longe um dos principais beneficiários da criação da Zona Livre de Comércio Continental Africana.

Os negros brasileiros estão também celebrando essa conquista histórica  dos povos africanos.

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Mahamadou Issoufou foi o primeiro a assinar por ser o líder do processo que levou à criação da ZCLC, enquanto Paul Kagame teve o privilégio de ser o segundo, por ser o presidente em exercício da União Africana (UA). Seguiu-se-lhe Idriss Deby, por ter sido o antecessor de Kagame, na presidência da UA.
Depois do Chefe do Esta-do angolano, seguiram-se os Presidentes da República Centro-Africana, Comores, Djibouti, Ghana, Gâmbia, Gabão e Quénia. Entre os países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) que assinaram os instrumentos destaca-se a África do Sul, Congo, República Democrática do Congo, Madagáscar, Mo-çambique, Lesotho, Seychelles, Swazilândia, Zâmbia e Zimbabwe.

Os Estados-membros da União Africana devem agora transportar para os respectivos ordenamentos jurídicos internos mediante aprovação parlamentar e posterior ratificação pelo Presidente da República.
Mais de metade dos países africanos deram o primeiro passo para a materialização da Zona de Comércio Livre Continental. Dos 55 Estados-membros da União Africana, mais de 40 assinaram, na capital do Ruanda, o acordo que cria a Zona de Comércio Livre Continental, um instrumento que visa a integração económica em África.

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Na abertura da cimeira dos Chefes de Estados Aficanos ocorrida em Ruanda, o Chefe do Estado do Ruanda e presidente em exercício da UA felicitou Mahamadou Issoufou por ter conseguido liderar o processo de criação da ZCLC, bem como os antigos e actuais líderes africanos que estiveram envolvidos no trabalho que tornou possível a assinatura do acordo.

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“Estamos a começar a colher os frutos deste trabalho”, disse Paul Kagame. O Presidente ruandês afirmou que a Zona de Comércio Livre Continental é o culminar de uma visão estabelecida há mais de 40 anos, durante o Plano de Ação de Lagos, adotado em 1980.

Este compromisso, disse, levou os líderes africanos ao Tratado de Abuja, que cria a Comunidade Econômica Africana. Ao referir-se às vantagens que se podem tirar da Comunidade Econômica Africana, Paul Kagame apontou a prosperidade para todos os africanos, porque prioriza a produção de bens com valor adicional e de serviço feitos em África.
Além disso, sublinhou que a criação de um mercado único africano vai beneficiar os parceiros de África, o que é muito bom. Contudo, Paul Kagame disse que deve haver mais unidade entre os países africanos, para que sejam melhor aproveitados o esforço de crescimento e os interesses do continente.
O presidente da Comissão da União Africana considerou o dia de ontem de histórico, por marcar uma nova viragem para a integração continental, que disse ser um imperativo e não uma opção. Para Moussa Faki Mahamat, a cimeira de Kigali marca a ruptura com o cepticismo de muitos, pois dias melhores vislumbram-se ao continente.
Por sua vez, o Chefe de Estado do Níger e líder do processo de criação da Zona Livre de Comércio  Continental disse estar orgulhoso por fazer parte do projecto que, na sua óptica, também será um orgulho para todos os africanos.
A Zona Livre de Comércio  Continental, lembrou Mahamadou Issoufou, faz parte do programa de integração africana e da Agenda 2063.
No final da cimeira, foi produzida a “Declaração de Kigali”, uma espécie de co-municado final, em que os Estados membros e parceiros são orientados no sentido de finalizarem as questões pendentes relativas à primeira fase do acordo, bem como a sua revisão nos ordenamentos jurídicos internos.

Brasil exportará 300 ônibus urbanos para a Nigéria

A Marcopolo anunciou nesta terça-feira, 13 de março, que vai exportar 300 ônibus urbanos para a Nigéria, na África. Em parceria com a Scania, a empresa fechou a venda dos veículos para a Transport Service Limited, uma empresa de transporte que atua na cidade de Lagos.onibus viale

Dentre os 300 veículos, 250 são ônibus urbanos Marcopolo Viale e 50 são micro-ônibus Volare de modelo W9 urbano. De acordo com informações da empresa, todos serão entregues ainda no primeiro semestre de 2018.

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A compra faz parte do plano de governo da Nigéria para fortalecer o transporte público na cidade.

“Nossa escolha pelos ônibus com carroceria Marcopolo e chassi Scania, e micros Volare se deu, principalmente, devido ao design moderno e eficiente dos modelos, configuração interna com total acessibilidade e conforto para o passageiro, bem como pelo menor custo operacional. Esta visão está alinhada com a nossa estratégia de ser um dos principais operadores de transportes públicos na Nigéria” – disse Deji Wright, diretor-gerente da Transport Service Limited, por meio de nota enviada pela Marcopolo.

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Na visão de Ricardo Portolan, chefe de operações do Oriente Médio e África da Marcopolo, a primeira entrega será um passo importante na estratégia de longo prazo da Marcopolo para intensificar a presença na Nigéria, que se iniciou ainda nos anos 80.

“Desde 2015, temos trabalhado muito forte em toda a África para conquistar novos clientes e mercados. Este fornecimento reforça as ações que a Marcopolo vem fazendo no continente e que estão gerando negócios significativos” – disse o executivo, também por meio de nota.

De acordo com Portolan, os produtos da Marcopolo são sinônimos de ônibus Premium e com padrão superior para os passageiros da Nigéria. É possível que a empresa tenha sido escolhida para as vendas por ser referência no setor.

Segundo informações da Marcopolo, os ônibus Viale desenvolvidos para a Transport Service Limited têm chassi Scania K250 UB 4×2, com 13 metros de comprimento e duas portas de acesso.

Os veículos são equipados com sistema de ar-condicionado, poltronas revestidas, câmeras internas de monitoramento, catraca, espaço exclusivo para cadeirante e tomada USB nas poltronas, conforme informações da empresa.

 

Fonte:https://diariodotransporte.com.br/2018/03/13/marcopolo-vende-300-onibus-para-a-nigeria/

Mauritânia é o país das oportunidades para o empresário brasileiro

download (1)São Paulo – Empresas exportadoras brasileiras dos setores de calçados, cosméticos, alimentos industrializados e construção civil podem encontrar boas oportunidades na Mauritânia, país do norte da África ainda com pouca tradição comercial com o Brasil. São os setores em que o embaixador do País em Nouakchott, Leonardo Carvalho, identifica espaço para os brasileiros explorarem.

“A economia da Mauritânia deve alavancar quando as empresas começarem a pagar os royalties da exploração de gás, lá para 2020 e 2021”, disse Carvalho, em visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta segunda-feira (5), em São Paulo. As reservas da commodity são grandes, segundo o embaixador, e empresas como a Kosmos Energy, dos Estados Unidos, e a britânica BP estão investindo para extrair o produto.

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Os empresários brasileiros devem, portanto, aproveitar para marcar presença na nação árabe antes disso. As exportações ainda são tímidas. No ano passado, somaram US$ 102 milhões, valor altamente concentrado em açúcar. Trigo, aparelhos elétricos, carne de frango e componentes de maquinário foram outros itens com destaque na pauta.mauritania-africa-map

Mas é no setor de alimentos industrializados que o embaixador enxerga potencial para os brasileiros. “Há um grande domínio de empresas espanholas e francesas nesse setor. Vale explorar também os cosméticos e podemos ampliar a presença nos calçados, que já somos fortes”, ponderou.

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Segundo o embaixador, a proximidade da Mauritânia – de Recife à capital Nouakchott são pouco mais de 3,6 mil quilômetros atravessando o Atlântico – é outro fator vantajoso para o empresário brasileiro. Ele citou a possibilidade de o país servir de entrada para mercados vizinhos, como Mali e Burkina Faso.

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Carvalho ressaltou também o boom no setor de construção civil em Nouakchott. Segundo ele, há muitas obras ocorrendo na capital, o que abre espaço para as empresas brasileiras dessa indústria exportarem. “Há dinheiro circulando lá”, afirmou.

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É possível viajar do Brasil à Mauritânia em voos ofertados pela marroquina Royal Air Maroc, com conexão em Casablanca, pela turca Turkish, com parada em Istambul, ou pela Air France, via Paris. Os turistas europeus chegam ao país africano por meio de voos fretados: “O exotismo do deserto chama muito a atenção dos turistas”, contou o embaixador, que destacou também a existência de duas culturas no país: a árabe, mais ao norte, e a da África negra, ao sul. “É o que chamo um país de transição”, explicou.

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Carvalho está no país há cerca de um ano e meio, mas a embaixada brasileira em Nouakchott foi aberta em 2010, mesmo ano em que a Mauritânia abriu sua embaixada em Brasília. Segundo o Itamaraty, as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1961, um ano após o Brasil reconhecer a independência da nação africana.

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Em abril, a Câmara Árabe fará a sua primeira missão empresarial para a Mauritânia. Dos dias 23 a 25 serão realizados seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários do país africano. Antes, a missão passará por Jordânia, Egito e Tunísia.

“Nossa expectativa é abrir mercado para o empresário brasileiro nesses setores que identificamos com potencial”, contou o embaixador. Segundo ele, já há produtos brasileiros de empresas como JBS e Tramontina no país, mas sua vontade é ampliar essa oferta.1-DSC_1041.jpg

As inscrições para a Missão ao Norte da África podem ser feitas pelo link http://bit.ly/2F7IsOU. Após o preenchimento do cadastro, o departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe entrará em contato com os interessados.

Iniciativas brasileiras no continente africano em 2018

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Brasil  finaliza projeto  de combate a violência de gênero em Moçambique

Moçambique começou 2018 com mais justiça para as mulheres. O país acaba de concluir um projeto de dois anos para combater a violência de gênero. Iniciativa de cooperação Sul-Sul contou com a parceria do Brasil e de organismos das Nações Unidas. Com o programa, a nação africana conseguiu capacitar agentes públicos de saúde, justiça, segurança e assistência social, além de implementar métodos padronizados de atendimento a vítimas de abuso.

Projeto Brasil-África, criado desde de 2015, realizou visitas técnicas, cursos de formação de servidores e intercâmbios de boas práticas, mobilizando governos e sociedade civil. Iniciativas abordaram acolhimento das vítimas de violência e conscientização em prol dos direitos humanos das mulheres. Estratégias também tiveram por objetivo promover o empoderamento econômico da população do sexo feminino, a fim de avançar na eliminação da pobreza em Moçambique.

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Brasileiro preparou técnicos angolanos de judô de alto rendimento

Nicodemos Figueira Júnior “Nico”, professor e representante do Judo Kudocan do Brasil, Quinto Dan (cinturão preto),  esteve em Angola para ministrar um estágio aos atletas de alto rendimento e treinadores nacionais. Foram  realizados aulas sobre “gestão desportivo, um projeto filantrópico, o programa kodocan Brasil-Angola e  a filosofia dos desportos”.   “Nico Jr” falou também sobre o treino de katas (exercícios coordenados do corpo e conjunto de técnicas fundamentais), com a observação de vídeos.

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Angola adquire 34 ônibus do Brasil

A empresa brasileira Marcopolo anunciou terça-feira a entrega de 34 unidades de ônibus do modelo Viaggio 1050 que serão utilizados nos transportes públicos nas cidades angolanas. Ricardo Portolan, gerente de negócios internacionais para a Região África e Médio Oriente da Marcopolo, destacou a transacção como uma prova do trabalho que a empresa tem realizado para ampliar a sua presença no mercado internacional desde 2015.
No caso do mercado angolano, Portolan ressalta que, “a despeito de 2017 ter sido um ano de economia desfavorável em Angola, a empres de transporte angolana, Macon, manteve o investimento na renovação da frota, o que demonstra a sua fidelização, pois nos últimos anos tem adquirido veículos” à Marcopolo.

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Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, do Brasil, qualifica laboratório angolano

O Laboratório Agrícola da Biocom recebeu, pelo segundo ano, o conceito “A” de controle de qualidade do Programa Interlaboratorial de Análise de Tecido Vegetal (PIATV), mantido pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), cuja sede está na cidade de Piracicaba (São Paulo), no Brasil. Desde 1982, o programa da ESALQ avalia a capacidade dos laboratórios participantes do Programa de r análises de tecido vegetal com o máximo padrão em qualidade. Anualmente, o laboratório participante recebe da ESALQ amostras de folhas em que são determinados 13 elementos químicos, totalizando no final 176 elementos analisados.

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Angola precisa forma 200  neurocirurgiões até 2050

Angola necessita  de pelo menos 200 médicos neurocirurgiões,até 2050, para atender à procura, numa altura em que acorrem diariamente aos vários hospitais públicos cerca de 20 pacientes com necessidades de intervenções cirúrgicas e tratamento de câncer, atendidos por apenas oito especialistas.No momento existem sete especialistas  no “Campos Cirúrgicos” a serem formados, sendo quatro em Cuba, dois em Portugal e um no Brasil. O neurocirurgião considera preocupante a situação do país e  que por falta de soluções cirúrgicas sistematizadas são inviabilizadas muitas cirurgias que poderiam ser realizadas de forma isolada quer numa unidade hospitalar pública, quer pública

Zimbabwe importa material genético de frangos do Brasil

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O Zimbábwe aceitou a proposta de Certificado Sanitário Internacional proposto pelo Brasil, e é o mais novo mercado aberto para o setor de genética nacional.  A informação foi repassada hoje (07) pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Atual destino da carne de frango brasileira, o país africano agora passará a importar material genético e pintinhos de um dia provenientes das casas genéticas instaladas no Brasil.

Brasil pode fazer exportação para África a partir do porto das Ilhas Canárias.

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Um dos problemas logísticos brasileiros na exportação para o continente africano são os portos que precisam ter uma base de apoio moderna que facilite o comercio. O Ministério de Agricultura,Pecuária e Abastecimento e o Ministério das Relações Exteriores promoveu um encontro, no dia 27/11/2017,  com os operadores logísticos e a diretoria dos Portos de Las Palmas nas Ilhas Canárias , que opera em mais 30 países africanos.mapa_geografico_espanha

O porto está equipado para receber grandes embarcações e realizar o armazenamento de frutas, carnes, grãos e maquinas que poderiam ser redistribuídos para o continente africano.  10D_CanIs_Spn-Mor_Bar-Bar

Amplia as possibilidades , com rotas alternativas, e torna o custo competitivo com o mercado internacional, ao mesmo tempo que abre novas possibilidades para o comércio com a União Européia.

 

Fonte;http://www.canalrural.com.br/noticias/noticias/brasil-negocia-uso-porto-espanha-para-ampliar-exportacao-para-africa-europa-70006

Hipermercado Extra multado por racismo contra criança

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Supermercado terá de pagar multa por

Consumidor, de 10 anos de idade, foi conduzido a uma sala, desacompanhado de um responsável

POR O GLOBO

 

RIO — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ/SP) manteve multa imposta pelo Procon-SP ao Hipermercado Extra por submeter uma criança a constrangimento para comprovar suas compras. Segundo os autos do processo, a empresa teria permitido que um funcionário conduzisse um consumidor de 10 anos de idade, de cor negra, desacompanhado de um responsável, ao interior de uma sala no Hipermercado Extra da Marginal Tietê, para prestar esclarecimentos sobre possível furto a ele atribuído. O consumidor, no entanto, portava a nota fiscal dos produtos que trazia consigo, tendo sido constrangido a permanecer confinado naquela sala, onde foi inquirido por funcionários. Diante da prática considerada abusiva, o Procon-SP aplicou multa de R$ 458 mil.

De acordo com a relatora do processo, Flora Maria Nesi Tossi Silva, o fato de a conduta praticada nas dependências do Hipermercado ensejar eventuais penalidades administrativas a serem aplicadas pela prática de atos de discriminação racial não retira a legitimidade da Fundação Procon-SP para apurar e sancionar as condutas que violam o CDC, considerando a esfera de atuação distinta de ambas as frentes.

“De um lado ocorre a apuração de crime de racismo e segregação da pessoa negra, enquanto de outro a apuração de abuso às práticas consumeristas. Portanto, não há que se falar na ocorrência de “bis in idem”, no caso concreto”, aponta a relatora.

Conforme ela anotou no acórdão, a empresa obriga-se a dispensar tratamento digno às pessoas, a fim de assegurar os direitos básicos dos consumidores e proteção destes contra práticas abusivas ou ilegais:

“É evidente a competência formal e material do Procon-RJ para o exercício do poder de polícia administrativa, aplicando as penalidades cabíveis na defesa do consumidor.”

Sobre o valor em si da multa, a desembargadora considerou que não se verifica no caso concreto violação aos princípios da razoabilidade, proporcionalidade, nem tampouco caráter confiscatório da penalidade imposta. E assim negou provimento ao recurso de apelação da autora, decisão unânime da 13ª câmara de Direito Público.

Procurado pela reportagem, o Extra informa que o caso ainda está sob judice e que, portanto, não pode comentá-lo.

fonte: https://oglobo.globo.com/economia/defesa-do-consumidor/supermercado-tera-de-pagar-multa-por-constranger-crianca-negra-comprovar-compras-22123958#ixzz4zooA1WfL
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Comércio entre Brasil e África gerou saldo de US$ 3,2 bilhões até outubro

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Da Redação

Brasília – Após atingir o recorde histórico de US$ 25,931 bilhões em 2008, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da África de janeiro a outubro deu sequência a uma recuperação iniciada ano passado, mas não o suficiente para sequer se aproximar das melhores marcas registradas no passado recente.

Até o mês passado as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,940 bilhões (alta de 26,16% comparativamente com o mesmo período de 2017), enquanto as vendas africanas ao Brasil cresceram a um ritmo mais lento, de 16,01% e somaram US$ 4,739 bilhões. No período, o intercâmbio comercial com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 3,201 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram altas expressivas em todas as categorias de produtos por valor agregado. As exportações de produtos básicos atingiram o montante de US$ 2,42 bilhões graças a um aumento de 50,7% e responderam por 31% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para os países africanos. Os bens semimanufaturados também tiveram suas vendas ampliadas em 45,9% e somaram US$ 2,7 bilhões (participação de 34,3% nos embarques). Por sua vez, os produtos manufaturados, responsáveis por 34,4% no total exportado, tiveram alta de 11,8% e geraram receita da ordem de US$ 2,73 bilhões.

O açúcar ocupou nos dez primeiros meses do ano a liderança entre os principais produtos exportados para os países africanos. O açúcar de cana registrou vendas no valor de US$ 2,42 bilhões, correspondentes 31% do volume total embarcado para aqueles países. O açúcar refinado também figurou entre os produtos importantes da pauta exportadora, com uma receita de US$ 1,1 bilhão. Outros destaques foram carne de frango (US$ 610 milhões), milho em grãos (US$ 522 milhões) e carne bovina (US$ 506 milhões).

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Em relação aos países, o Egito vem se consolidando este ano como o principal parceiro comercial do Brasil na África, superando a Nigéria, que ocupou o posto nas últimas décadas. As vendas ao mercado egípcio totalizaram US$ 2 bilhões (com destaque para o açúcar, carne bovina e milho em grãos), correspondentes a 25% das exportações totais brasileiras para o continente.

Responsável por 16% dos embarques brasileiros para o continente africano, a África do Sul importou produtos no valor total de US$ 1,2 bilhão, à frente da Argélia, com um volume de compras da ordem de US$ 1,02 bilhão (13% do total vendido à África). Outros mercado importantes para o Brasil foram a Nigéria (US$ 645 milhões) e a Argélia (US$ 597 milhões). Os dois países foram o destino, respectivamente, de 8,1% e 7,5% de todas as exportações brasileiras para os países da África.

Do lado africano, os principais produtos vendidos ao Brasil foram naftas (US$ 1,5 bilhão e participação de 36% nas vendas totais), petróleo (US$ 1,13 bilhão, equivalentes a 24% dos embarques) e adubos ou fertilizantes (US$ 434 milhões, com participação de 9,2% nas vendas ao Brasil).

No tocante às exportações para o Brasil, a Argélia foi o país líder nos embarques ao país, com vendas no total de US$ 2 bilhões (42% do total exportado), seguida pela Nigéria com US$ 778 milhões (16% das vendas), Marrocos, com US$ 704 milhões (15% nas exportações) e a África do Sul, com um total de US$ 385 milhões exportado para o Brasil no período.

https://www.comexdobrasil.com/intercambio-comercial-com-africa-volta-crescer-e-gera-saldo-de-us-32-bilhoes-ate-outubro/

Mercado Africano aquecido com o interesse no setor de telecomunicações

África é um mercado apetecível na área das telecomunicações, sublinham africanos presentes na Web Summit, a maior feira de tecnologia da Europa a decorrer em Lisboa. Mas é preciso estabilidade política e formação.

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A Internet abriu portas e oportunidades à Tupuca, uma pequena startup angolana, que criou uma aplicação para o setor da restauração, cujo objetivo é facilitar a entrega de refeições ao domicílio.

“Encontramos muitas empresas que fazem a mesma coisa, usando outras tecnologias. Então, lançamos essa ideia em Luanda e implementámos”, afirmou Wilson Ganga, co-fundador da empresa sedeada em Luanda. A perspetiva, segundo este jovem, de 25 anos, é a expansão a nível regional e continental em África.

“Por enquanto vão ser os países que falam português: São Tomé e Príncipe, Moçambique, Cabo Verde, entre outros, e só depois [avançaremos para] toda a África. É um projeto para cinco a dez anos”, completou o angolano.

Wilson Ganga é um dos participantes da Web Summit 2017, a mega conferência na área da inovação tecnológica que tem lugar na capital portuguesa, Lisboa, até quinta-feira (09.11). No encontro, a decorrer no Parque das Nações, Wilson Ganga veio buscar experiência em tecnologia de ponta, conhecer as novas tendências e procurar parcerias de investimento.

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Durante a Web Summit, mais de 60 mil participantes, incluindo empresas de vários continentes, procuram conhecer os principais projetos em desenvolvimento e as tendências no mercado tecnológico, bem como aprender com as palestras de oradores de renome internacional.

África tem muito a ganhar com o investimento nas novas tecnologias de informação e de comunicação, mas é necessário estabilidade política e formação de recursos humanos para tirar vantagens do acesso à Internet. O continente constitui um mercado apetecível para as startups, mas também para as grandes empresas de telecomunicações, segundo a opinião de alguns dos participantes africanos da maior feira de tecnologia da Europa, aberta ao mundo.

Wilson Ganga é também diretor de marketing da Tupuca, estudou comunicação e tecnologias de informação nos Estados Unidos e considera que esta é a área de futuro. “É preciso ter visão e foco, mas também muito trabalho para se afirmar neste mercado”, sublinha.

Vantagens tecnológicas

Apesar de existirem ainda alguns obstáculos, pessoas como Milton Cabral, representante na Web Summit do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), uma entidade pública empresarial com sede na cidade da Praia, só veem vantagens na indústria tecnológica para países insulares como Cabo Verde.

“Hoje em dia, temos exemplos claros; não podemos negar isso. O Facebook, o Twiter, o Snapchat, o Uber, são tecnologias que basicamente conectam e põe as pessoas a criarem conteúdo, a criarem um ecossistema que depois gera economia e faz avançar um país ou uma indústria. Portanto, tudo gira à volta do conteúdo, tudo gira hoje à volta da tecnologia e à volta das pessoas”, sublinha Milton Cabral.

Portugal Web Summit Antonio Guterres, LisbonSecretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve em Lisboa para participar na cimeira

O NOSI é basicamente responsável pelo Programa de Governação Eletrónica em Cabo Verde. O país já dispõe de uma grande Data Center e está a trabalhar no sentido de ser um fornecedor de serviço de excelência para a região africana. No entanto, acrescenta, é preciso evoluir e investir na formação.

“Não é só conhecer as tecnologias, mas é preciso também fazer um investimento forte na educação, na capacitação das pessoas. Portanto, não vale a pena investir em máquinas de ponta se não tens pessoas com capacidade e abertura de as manejar. Acredito que em África ainda falta percebermos isso”, diz Milton Cabral.

Mercado com potencial

Estão representadas também no evento empresas de telecomunicações que têm África na mira dos seus negócios. Pedro Rocha Vieira, um dos co-fundadores da BETA-i, uma startup portuguesa parceira na organização da Web Summit, diz que é um mercado com alto potencial.

Milton CabralMilton Cabral representa o NOSI na Web Summit

“É um mercado que tem um alto potencial, tem uma população superjovem que não está bem servida e não tem ainda os players internacionais de referência lá. E, portanto, há muito interesse em conseguir perceber melhor África e daí conseguir tirar algum partido”.

Rocha Vieira sublinha que o continente pode dar um salto no tempo, investindo em soluções mais modernas que oferecem as novas tecnologias e as startups.

“Porque em vez de estar a investir em soluções antigas, podem fazer logo um investimento, como a inovação que tem acontecido no Quénia, em Mpenza; há centros de excelência mundiais em África, porque em vez de se ter que construir uma infraestrutura de multibancos e de bancos, porque é muito cara e complexa, porque é que não se faz logo um banco online? O mesmo está também a acontecer nas telecomunicações”, destaca Rocha Vieira.

Entretanto, para o administrador da BETA-i, antes é preciso estabilidade política e investimento na educação. Milton Cabral dá o exemplo da Huaway, empresa multinacional chinesa de telecomunicações, que tem uma parceria com o NOSI, no sentido de desenvolver soluções para posterior exportação para o mercado africano a nível continental, de modo a potenciar os seus produtos.

Brasil investe nas relações com a Nigéria na agricultura e na defesa

 

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O ministro das Relações Exteriores do Brasil Aloysio Nunes em visita de trabalho de dois dias , acompanhado de uma delegação de oito funcionários do mais alto nível realizou uma conversa com o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Nigéria, H.E. Sr. Geoffrey Onyeama.  Na conversa foram apresentados alguns projetos de trabalho: Projeto de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimento; Projeto de Acordo sobre Transferência de Prisioneiros; Projeto de Acordo de Cooperação sobre Desenvolvimento Agrícola no âmbito do Programa More Food International; Acordo de extradição entre dois países.abuja nigeria

Ficou também estabelecido a possibilidade de cooperação na área da defesa no estabelecimento de forças de paz. O Ministro brasileiro convidou seu homologo nigeriano para uma visita ao pais.

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O Ministro Aloysio Nunes mostrou-se preocupado com a queda de transações comerciais entre os dois países, que caiu de 12 bilhões de dólares ao ano para 2 bilhões. Entre as explicações estaria na queda do preço do petróleo, entre outros fatores. Ele disse que a parceria entre os dois países é única, acrescentando: “Nossa parceria é estratégica, pois não é apenas no comércio; É histórico e cultural. Temos cooperação em investimentos, acabamos de ter uma conferência de investidores nigerianos e brasileiros em Lagos, que visava aumentar a perspectiva de possibilidades de parceria e investimento no país. Alguns já começaram a produzir bons resultados “.

Onyeama disse que os dois países trabalhariam juntos para fortalecer suas relações bilaterais.

Ele disse que a Nigéria também estava buscando parcerias com o Brasil na área da agricultura, acrescentando que a Nigéria poderia aprender muito na área de pesquisa e produção de alimentos, que poderia ser feito através de vários programas administrados pelo Brasil.abuja nigeria1e.jpg

Além disso, ambos os Ministros dos Negócios Estrangeiros analisaram o nível de implementação do Mecanismo de Diálogo Estratégico entre a Nigéria e o Brasil, que é uma plataforma destinada a intensificar o envolvimento entre os dois países. O Diálogo Estratégico também é projetado para manter um diálogo de alto nível entre funcionários dos dois países e servir como um fórum para a implementação de iniciativas que abrangem agricultura e segurança alimentar, comércio e investimento, energia, educação, energia, petróleo e mineração.  abuja nigeria1f

“Sobre a cooperação agrícola, o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Nigéria e o Ministro das Relações Exteriores do Brasil trocaram pontos de vista sobre o Programa More Food International e compartilhando experiência na pecuária para aumentar a produção na Nigéria. Ambos os países também compartilharão experiências no Programa de Alimentação Escolar, Políticas de Intervenção Social e Luta contra a Corrupção, entre outras questões de interesse comum.