Confirmado , João Lourenço é o novo Presidente de Angola

João Lourenço é o novo Presidente de Angola. Os resultados finais das eleições gerais de 23 de agosto foram divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE). Confirmam João Lourenço como novo Presidente de Angola com 61% dos votos alcançados pelo MPLA.

Em conferência de imprensa o presidente da CNE angolana divulgou os resultados definitivos das eleições gerais. Bornito de Sousa será o novo vice-Presidente da República.

O MPLA venceu com mais de 4,1 milhões de votos e conseguiu 150 deputados – maioria qualificada – na Assembleia Nacional, que conta com 220 assentos. Menos 25 do que nas eleições de 2012.

A UNITA é a segunda força política mais votada, com 26,67% dos votos e mais de 1,81 milhões de votos. Garantiu 51 deputados.

A coligação de partidos Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) obteve 643,9 mil votos, o que corresponde a 9,44% da votação global e 16 assentos na Assembleia Nacional. Nas eleições de 2012, a CASA-CE tinha conseguido apenas oito mandatos.

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O Partido da Renovação Social (PRS) alcançou 92,2 mil votos (1,35%), elegendo dois deputados, enquanto a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) conseguiu 63,6 mil votos (0,9%) e elegeu um parlamentar.

A Aliança Patriótica Nacional (APN) reuniu 34,9 mil votos, ficando sem representação parlamentar.

De acordo com a Constituição angolana, o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais é automaticamente nomeado Presidente da República.

Desta forma, João Lourenço sucede a José Eduardo dos Santos, que liderava o país desde 1979.Quem é João Lourenço, o novo Presidente de Angola
O general João Lourenço, ex-ministro da Defesa angolano, é um militar na reserva que gosta de xadrez e de andar a cavalo.

É casado e pai de seis filhos. De acordo com a biografia oficial no Ministério da Defesa, fala, além de português, inglês, russo e espanhol.

Tem formação em artilharia pesada, exerceu as funções de comissário político das FAPLA, o antigo exército do MPLA, e entre 1991 e 1998 foi secretário do Bureau Politico para a informação.

João Lourenço chegou a chefe da bancada parlamentar do MPLA e entre 1998 e 2003 desempenhou as funções de secretário-geral do MPLA e de presidente da Comissão Constitucional.

Demonstrou nessa altura disponibilidade para concorrer à liderança do partido, depois de José Eduardo dos Santos ter admitido a saída, passando então, até 2014, para as funções de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, mudança que foi conotada publicamente com uma travessia no deserto, por ter assumido a vontade de avançar com a candidatura.

Nascido a 05 de março de 1954 na cidade do Lobito, província de Benguela, João Lourenço formou-se, militarmente, na antiga União Soviética, entre 1978 e 1982, de onde trouxe igualmente uma formação superior em Ciências Históricas.

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Numa entrevista à agência de notícias EFE após as eleições, João Lourenço prometeu ser reformador, ao estilo Deng Xiaoping, rejeitando a classificação de “Gorbachev angolano”, por suceder à prolongada liderança de José Eduardo dos Santos.

“Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas certamente não Gorbachev, Deng Xiaoping, sim”, afirmou João Lourenço, militar formado na União Soviética.

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Deng Xiaoping foi secretário-geral do Partido Comunista Chinês e líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992, tendo criado o designado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna e que posteriormente foi adaptado MPLA para Angola.

Tal como na campanha eleitoral, João Lourenço relativizou a convivência com José Eduardo dos Santos como presidente do MPLA: “O Presidente Dos Santos é uma personalidade muito respeitada, tanto dentro do partido como por um conjunto da sociedade e não é anormal que o presidente do partido no poder não seja ele próprio o Presidente da República. Apenas para citar um caso, Donald Trump é o Presidente dos Estados Unidos mas não do Partido Republicano”, afirmou.João Lourenço garante abertura ao diálogoO futuro Presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, assegurou hoje “abertura ao diálogo permanente com as demais forças políticas do país”, propondo-se ainda “incentivar e praticar ambiente de concórdia” para o engrandecimento de Angola.

“Aos líderes dos demais partidos concorrentes gostaria de manifestar também os nossos agradecimentos pela sua participação no processo eleitoral, manifestar a nossa abertura para o diálogo permanente nas instituições, desde que isso concorra para o engrandecimento do nosso país”, disse João Lourenço, na sua primeira declaração após o anúncio dos resultados das eleições gerais de 23 de agosto, da qual saiu vencedor o MPLA, com 61,07% dos votos.

João Lourenço convidou as forças concorrentes a juntarem-se à cerimónia de investidura. “Para a qual seguramente estão, à partida, convidados, o que contribuirá para este ambiente de concórdia que nos propusemos incentivar e praticar”, referiu.

O terceiro Presidente da República de Angola, em 42 anos de independência, considerou ainda que com este desfecho das eleições, “a vitória não é apenas do MPLA”, mas “de todo o povo angolano”, para quem prometeu “trabalhar com dedicação e total entrega”.

“Convido assim todos os angolanos a darem a mão e comemorarem, em conjunto, de forma efusiva, alegre e entusiasta esta vitória, sem excessos e dentro do respeito ao próximo e apelamos as autoridades que desencorajem qualquer ato de intolerância política, que eventualmente possa surgir em qualquer parte do território nacional”, apelou.

João Manuel Gonçalves Lourenço, que terá como vice-presidente, Bornito Baltazar Diogo de Sousa, garantiu ainda na sua comunicação que o próximo Governo vai trabalhar no sentido de “afastar as práticas e comportamentos reprováveis”, que “provavelmente estarão na base de tanta abstenção”.

Estas eleições, assinalou, “decorreram dentro dos padrões internacionais, num clima de paz e harmonia, salvo alguns casos prontamente identificados, condenados e repudiados pela sociedade”, tendo os observadores internacionais declarado “por sua honra que as eleições foram livres e justas e que tiveram um alto nível de organização”.

O recém-eleito Presidente da República de Angola criticou ainda a onda de contestações, sobretudo dos partidos concorrentes, em torno dos resultados que, à partida, davam já vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), face aos dados provisórios divulgados anteriormente pela CNE.

“A tentativa de incitação à desobediência civil só vem demonstrar que essas forças políticas não respeitam a vontade popular expressa nas urnas, porque entendem haver formas ilegais de anular essa mesma vontade popular e desta forma constituir o tão propalado Governo Inclusivo e Participativo, mas que no caso concreto o povo não sufragou”, apontou.

Ou ainda, “qual cabula malfeita, enveredar pela chamada geringonça, que terá acontecido em outras paragens, onde o povo não deu 61% dos votos válidos, nenhuma maioria qualificada de mais de dois terços a nenhum dos concorrentes”, disse, referindo ao acordo de Governo em Portugal

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/joao-lourenco-confirmado-novo-presidente-de-angola_n1025469

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Quênia vive clima de tensão pós eleição e vitória de Uhuru Kenyatta

Nairobi – O líder da oposição queniana, Raila Odinga, 72 anps, prometeu domingo que não se renderá até que seja reconhecida a sua vitória nas eleições presidenciais, vencidas pelo presidente , enquanto aumentava a pressão para que acalmasse os seus simpatizantes.

RAILA ODINGA, LÍDER DA OPOSIÇÃO NO QUÉNIA

FOTO: ANGOP

Na sua primeira aparição pública desde sexta-feira à noite, Odinga também pediu aos seus simpatizantes para não irem trabalhar nesta segunda de manhã, após a pressão da comunidade internacional para que interviesse no sentido de arrefecer os ânimos no período pós-eleitoral, em que os distúrbios já deixaram 16 mortos desde sexta-feira.

O opositor anunciou que iria explicar na próxima terça-feira “o caminho a seguir” pelo seu partido político e assinalou: “Ainda não perdemos. Não cederemos”, insistiu em Kibera, subúrbio de Nairobi, reduto da oposição.

Confrontos violentos foram registados domingo na comunidade de Mathare, subúrbio de Nairobi, entre membros da etnia kikuyu, ligada ao presidente reeleito, Uhuru Kenyatta, e integrantes da etnia luos, apoiantes do opositor derrotado nas urnas.

A violência irrompeu depois que os luos incendiaram estabelecimentos de comerciantes kikuyus, provocando uma batalha campal entre ambos os grupos. Dois homens morreram.

Os incidentes ocorreram após uma visita de Odinga a Mathare para se encontrar com a família de uma menina de nove anos que morreu baleada na manhã de sábado quando estava na varanda no quarto andar de um prédio.

Odinga visitou o subúrbio de Kibera, onde, diante de milhares de apoiantes, afirmou que não aceitaria os resultados da eleição presidencial “roubada”, segundo ele, por Kenyatta.

“Ainda não perdemos. Não baixaremos a guarda. Esperem que anuncie o que deve ser feito, depois de amanhã”, assinalou no domingo.

Kenyatta foi reeleito presidente na noite de sexta-feira, para um segundo mandato de cinco anos, com 54,27% dos votos, frente a 44,74% de Odinga, segundo resultados oficiais. A oposição questiona os números.

Após o anúncio da vitória de Kenyatta, houve cenas de violência e saques em redutos da oposição, no Oeste do país e nos subúrbios de Nairobi, com um saldo de 16 mortos até a noite deste sábado.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, instou Odinga a enviar “uma mensagem clara a seus simpatizantes para que se abstenham de recorrer à violência”. União Europeia e Reino Unido também fez um apelo por moderação, e felicitaram Kenyatta por sua vitória.

A coligação opositora, Nasa, afirma que Odinga venceu as eleições, cujo resultado responde, segundo ela, a uma manipulação electrónica do sistema de transmissão da contagem de votos usado pela comissão eleitoral. Mas descartou recorrer à Suprema Corte, como fez, em vão, em 2013.

A derrota deste ano é a quarta em eleições presidenciais sofrida por Odinga, após as de 1997, 2007 e 2013.

Embora a repressão policial esteja sendo firme, o ministro do Interior, Fred Matiangi, garante que a polícia não lançou mão do “uso desproporcional da força contra nenhum manifestante, em nenhum lugar do país”.

Na manhã de domingo, em Mathare, um dos subúrbios de Nairobi mais afectados pela violência, comerciantes reabriam suas lojas.

“Queremos ouvir o que Raila tem a dizer. Será ele que nos guiará. Se nos disser para sair às ruas, sairemos. Se quiser que fiquemos em casa, ficaremos”, declarou o cabeleireiro de Humpfrey Songole, 25, horas antes de Odinga se pronunciar em Kibera.

Os distúrbios actuais diferem do conflito de há 10 anos, que deixou mais de 1,1 mil mortos e 600 mil deslocados. Apesar de reflectirem antigas divisões tribais, no momento estão circunscritos aos redutos da oposição.

O contexto político também é diferente: após as eleições de 2007, a maioria dos confrontos opuseram os kikuyu de Kenyatta aos kalenjin, etnias actualmente aliadas. De fato, o vice-presidente William Ruto é um kalenjin.

Actualmente, apenas a etnia luo, à qual pertence Odinga, parece estar mobilizada.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2017/7/33/Quenia-Lider-oposicao-promete-continuar-contestar-vitoria-Kenyatta,beec95fd-beae-4215-a628-30879fa6ce67.html

UNITA quer carácter republicano das Forças Armadas

A UNITA realizou ontem em Luanda campanhas de mobilização e sensibilização porta-a-porta para esclarecer os eleitores sobre a forma correcta de votar nas eleições gerais de 23 de Agosto.

Líder da UNITA vai hoje a Caxito para um encontro com os militantes da província do Bengo
Fotografia: Santos Pedro|Edições Novembro
As actividades, realizadas nos municípios de Viana e Belas, estiveram centradas na divulgação da imagem do candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, e do posicionamento da UNITA no Boletim de Voto.
O responsável da campanha eleitoral da UNITA em Luanda, Nelito Ekuikui, informou que a acção visou sensibilizar os munícipes para a sua participação consciente no próximo pleito.

Samakuva em Caxito

A visita do presidente da UNITA e candidato a Presidente da República, Isaías Samakuva, a Caxito inicialmente prevista para ontem acontece apenas hoje.
O líder do partido do \”galo negro\” divulga assim hoje aos militantes do município do Dande, cidade de Caxito, o seu programa de governo.
Isaías Samakuva apresenta cumprimentos de cortesia ao governador do Bengo, João Miranda, ao bispo da diocese de Caxito, D. Francisco Jaka e efectuará visitas à Escola Superior Pedagógica e de Formação de Professores Kimamuenho.
O programa da visita de Isaías Samakuva prevê ainda encontros com vários segmentos da sociedade civil do município do Dande e a realização de um comício defronte ao secretariado provincial da UNITA.
A UNITA promete envolver os cidadãos na elaboração de políticas públicas, para que sejam eficazes e eficientes, caso ganhe as eleições gerais de 23 de Agosto, garantiu ontem o  vice-presidente do partido, Raul Danda.
Ao falar  na cidade do Huambo, num encontro com estudantes e profissionais dos sectores da Educação e Saúde, o deputado deu a conhecer que esta medida visa construir o futuro nacional, através do diálogo com a sociedade civil.
Raul Danda disse que, em caso de vitória nas eleições gerais, a UNITA pretende desenvolver acções concretas que visam resgatar a identidade e a cidadania dos angolanos, referindo que o modelo de prosperidade a ser implementado impõe a utilização correcta e eficiente dos materiais e meios públicos.
Durante o acto, Raul Danda apresentou os objectivos do programa “Angola 2030”, que apresenta quatro eixos estratégicos, com sete medidas de emergência nacional, reforma do Estado e sua responsabilidade social, bem como alicerces do desenvolvimento económico.
O manifesto eleitoral da UNITA,  informou Raul Danda, aponta, entre várias prioridades, na melhoria dos sectores da saúde, habitação, emprego, desenvolvimento da agricultura, reforço do programa de energia e águas, bem como a educação e aposta nas infra-estruturas.
No Cuito, a UNITA prometeu aprovar um pacote legislativo prevendo a formação adequada de quadros de defesa nacional e a dignificação social dos militares e seus familiares, em caso de vitória nas eleições de 23 de Agosto.
De acordo com o membro da Comissão Permanente da UNITA, Demóstenes Amós Chilingutila, que falou domingo, na cidade do Cuito, Bié, no arranque da campanha eleitoral, as leis a serem aprovadas vão regular a carreira nas Forças Armadas Angolanas (FAA) e de outros órgãos de defesa e segurança.
O pacote legislativo, disse Demóstenes Amós Chilingutila, vai assegurar também a sustentabilidade dos planos de carreira, bem como um quadro permanente dos oficiais e profissionais do ramo.
Demóstenes Chilingutila entende que as Forças Armadas, a Polícia Nacional e os Serviços de Informação e Segurança do Estado devem ter carácter republicano, agindo como factor de coesão, reconciliação e unidade nacional, que possam defender as instituições eleitas democraticamente.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/mobilizacao_porta-a-porta_1

Angola poderá ter nove milhões de eleitores cadastrados em 2017

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O secretário de Estado para os Assuntos Eleitorais, Adão de Almeida, afirmou que o número de cidadãos registrados já é igual ao de eleitores cadastrados nas eleições de 2012. O Ministério da Administração do Território estima que, neste processo de registro eleitoral, que iniciou em Agosto do ano passado, vai cadastrar nove milhões de cidadãos.
Adão de Almeida salienta que o registro está a atingir a meta preconizada e, até ontem, estavam registados mais de um milhão e meio novos eleitores. “Vamos continuar a mobilizar para a extensão do processo de registo eleitoral”, disse.
O processo de registro eleitoral está na segunda fase e termina a 31 de Março. O Ministério da Administração do Território disponibilizou já ferramentas do sistema de informação para o cidadão consultar dados, nomeadamente a página da Internet http://www.registoeleitoral.gov.ao. Está ainda disponível para o cidadão uma ferramenta de consulta de dados, usando o terminal telefônico 124. O cidadão pode enviar uma mensagem telefônica, escrevendo os números do grupo e registo. Adão de Almeida asseverou que são iniciativas importantes que permitem aos cidadãos manterem-se informados sobre os seus dados no sistema do registro eleitoral e perceberem a transparência do processo. Sobre o registo de cidadãos nas zonas de difícil acesso, afirmou que as ações continuam a ser desenvolvidas e o programa do mês de Janeiro esteve virado às localidades das províncias do centro e leste do país. Das 14 províncias com localidades de difícil acesso, identificadas inicialmente com necessidades de apoio aéreo, onze já observaram o registo eleitoral.

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Neste mês de Fevereiro, as operações vão ser direcionadas  ao Cunene e à Huíla. “Até ao final deste mês, vamos cumprir a programação nas zonas de difícil acesso”, frisou.
Em relação à reclamação dos partidos da oposição sobre o aumento de verbas para o processo, Adão de Almeida esclareceu que o crédito adicional foi aprovado para a actividade de supervisão do registo eleitoral da Comissão Nacional Eleitoral e não para o Ministério da Administração do Território, como a oposição está a frisar.julia-ferreira
A porta-voz da CNE, Júlia Ferreira, afirmou que a Comissão Nacional Eleitoral está satisfeita com o andamento do processo e pediu uma  maior presença dos agentes de partidos políticos nos postos de registos eleitoral para a fiscalização do processo.
A Comissão Nacional Eleitoral agendou, para breve, uma reunião com os representantes dos partidos políticos para apresentar o seu plano e o cronograma de actividades para este ano de eleições gerais. Os documentos foram aprovados quarta-feira em plenário na primeira sessão ordinária que decorreu sob orientação do presidente do órgão, André da Silva Neto.
Para conferir transparência ao processo, Júlia Ferreira salientou que o plenário acordou, por consenso, fazer diligências para aprimorar os laços dialogantes com os actores políticos e os agentes participantes nas eleições. O plano de trabalho e o respectivo cronograma vão reger as atividades a serem desenvolvidas para a organização e execução das eleições gerais deste ano. O plano enumera as principais tarefas da Comissão Nacional Eleitoral do ponto de vista organizativo, logístico e operacional.

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A porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, esclareceu que o documento permite ao órgão ter um controlo mais exato sobre as atividades essenciais a serem desenvolvidas e ao mesmo tempo definir um cronograma de execução. A organização de um processo eleitoral é de uma grande complexidade e que os documentos aprovados  vão permitir à Comissão Nacional Eleitoral acompanhar melhor as actividades agendadas.
Durante o encontro de ontem foi feita uma demonstração técnica do Ficheiro Informático de Cidadãos Maiores (FICM), dispositivo informático que contém a inscrição de cidadãos maiores que vão exercer o direito de voto. “Mediante a demonstração técnica, verificamos que há uma conformidade com aquilo que a Lei estabelece, em termos de conteúdo do dispositivo”, afirmou.
O ficheiro deve conter o nome do eleitor, filiação, sexo, naturalidade, o número do Bilhete de Identidade e outras informações atinentes ao cidadão que efectuou o seu registo eleitoral. A demonstração teve como objectivo aferir o conteúdo do dispositivo em conformidade com os procedimentos estabelecidos pela Lei.

 

Fontehttp://jornaldeangola.sapo.ao/politica/registo_mostra_transparencia

2017- Ano de Eleições Gerais em Angola

 

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1 de Janeiro, 2017

 

 

 

O ano que hoje começa é de grandes desafios. Um deles é o processo eleitoral. Os angolanos são este ano chamados às urnas em eleições gerais para a escolha do Presidente da República e dos deputados à Assembleia Nacional.

 

 

O Conselho Superior da Magistratura Judicial designou, no dia 20 de Dezembro, em reunião extraordinária, o candidato André da Silva Neto para o cargo de presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), para um novo mandato de cinco anos.

O concurso público, aberto por resolução do Conselho Superior da Magistratura Judicial no dia 9 de Setembro, contou com a participação de três candidatos, nomeadamente Manuel da Silva Pereira, Agostinho António Santos e André da Silva Neto.

A designação de André da Silva Neto, que cumpriu o primeiro mandato desde Junho de 2012, obedeceu ao preceituado na Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais, lei nº 36/11 e Decreto Presidencial nº 102/11.

 

 

De acordo com a Resolução do Conselho Superior da Magistratura Judicial, o júri constituído para o concurso público procedeu a um atento e pormenorizado escrutínio de cada um dos processos, tendo, no final, apreciado as propostas das candidaturas para o provimento do lugar de presidente da Comissão Nacional Eleitoral.

 

 

A Comissão Nacional Eleitoral é um órgão independente que organiza, executa, coordena e conduz os processos eleitorais. É uma entidade administrativa não integrada na administração directa e indirecta do Estado, que goza de independência orgânica e funcional, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial.

 

 

A Comissão Nacional Eleitoral é presidida por uma personalidade escolhida na base de um concurso curricular e designada pelo Conselho Superior da Magistratura Judicial. O Presidente é a entidade que dirige a Comissão Nacional Eleitoral, incumbindo-lhe representar a CNE, convocar, propor a agenda e presidir às sessões do Plenário da Comissão Nacional Eleitoral, coordenar e superintender todas as actividades dos órgãos centrais e locais da Comissão Nacional Eleitoral, conferir posse aos membros da CNE, após delegação do Presidente da República, conferir posse aos membros das Comissões Provinciais Eleitorais, assinar e mandar publicar os actos da Comissão Nacional Eleitoral, nomear o pessoal técnico e administrativo da Comissão Nacional Eleitoral e exercer as demais funções atribuídas por lei.

Recentemente, André da Silva garantiu que este ano vai iniciar  com um conjunto de tarefas, das quais se destacam a elaboração do plano estratégico para as eleições gerais de 2017 e o cronograma de actividades a efectuar até à realização do escrutínio.

 

André da Silva Neto chamou a atenção dos funcionários que irão elaborar os documentos, no sentido de tratarem destas matérias com as respectivas direcções do órgão até ao final da primeira quinzena de Janeiro de 2017.

 

 

O presidente da Comissão Nacional Eleitoral fez menção ao discurso de fim de ano dirigido à nação pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, no qual exortou para que as eleições gerais de 2017 decorram num espírito de tolerância política e de respeito pelas convicções de cada actor político. Nesta perspectiva, André da Silva Neto assegurou que a CNE irá colocar-se à disposição das formações políticas para a abordagem construtiva das questões controversas e não só, relacionadas com a execução do processo eleitoral.

“A CNE pretende construir pontes permanentes de diálogo e não muros intransponíveis de desentendimentos e intranquilidade com todos quantos queiram, de braços dados, contribuir para a superação de erros e para a consolidação das conquistas já alcançadas”, disse.

 

A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) está em condições de assegurar, com dinamismo e eficácia, as tarefas de supervisão do registo eleitoral presencial e as de pré-mapeamento dos locais onde serão instaladas as mesas de assembleia de voto.

À CNE foi atribuída uma verba, pelo Ministério das Finanças, destinada a aquisição de meios materiais adequados para o exercício pleno das tarefas acometidas ao órgão. “Com a verba atribuída, as tarefas pré-eleitorais programadas para o ano de 2017 decorrerão sem sobressaltos”, assegurou, augurando que as próximas eleições gerais sejam uma oportunidade para mostrar a África e ao mundo que Angola aposta na paz, no progresso da nação, na harmonia e na concórdia.

 

A escolha dos governantes, frisou, é dos maiores acontecimentos da vida de uma sociedade, pelo que nenhum cidadão maior de idade deve ficar indiferente à actividade política do país, sobretudo quando se trata de eleger aqueles que têm a missão de conduzir o seu destino e promover o bem-estar comum. Neste sentido, observou que os partidos políticos têm estado a efectuar um trabalho relevante na mobilização dos potenciais eleitores para efectuarem o seu registo e, desta forma, poderem optar por um ou outro projecto apresentado por cada uma das formações políticas concorrentes.

 

 

“A CNE junta a sua voz à dos partidos políticos e coligação de partidos políticos que assim agem, e exorta vivamente a população com idade de votar para se dirigir aos postos de registo, quer para actualizarem as suas áreas de residência e fazer a prova de vida, quer para se registarem pela primeira vez”, apelou. Na fase crucial em que o processo eleitoral vai entrar, a nação passará a ter os olhos postos na CNE a todo o momento, e daí a necessidade de os seus integrantes mostrarem que são de facto apartidários e independentes na tomada de decisões.

 

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/2017-_ano_de_eleicoes_gerais

Angola tem mais de seis milhões de potenciais eleitores

 
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O ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, informou ontem que a primeira fase do processo do registro eleitoral ultrapassou os seis milhões de cidadãos que se registaram e atualizaram os seus dados eleitorais.
 
“Podemos dizer que neste momento ultrapassou-se, em termos de cidadãos registrados, o número de cidadãos que votaram em 2012, o que é também um marco muito importante”, disse Bornito de Sousa, afirmando que o MAT vai continuar a fazer o apelo no sentido de do dia 5 de Janeiro até 31 de Março todos os cidadãos que estejam em condições de votar façam o seu registo.
 
O ministro referiu-se aos cidadãos que já têm os seus cartões e que terão de fazer a sua actualização e aos que já se registaram e perderam os seus cartões.
 
Bornito de Sousa, que fez um balanço do processo que teve início a 15 de Agosto, pediu o empenho dos cidadãos, partidos políticos e das organizações da sociedade civil na mobilização para o registro eleitoral.
 

Quatro milhões de cidadãos habilitados a votar em Angola

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Numa altura em que já estão registrados quase quatro milhões de cidadãos, o director nacional de Tecnologia e apoio aos processos eleitorais, António de Lemos, afirmou que os números de pessoas já habilitadas a votar nas próximas eleições são satisfatórios e, ainda este mês, arranca o registo de eleitores que vivem em zonas de difícil acesso.

A reunião que durou menos de uma hora contou com a presença do ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, e do presidente da CNE, André Neto.
“Estamos com pouco mais de 50 por cento relativamente às metas traçadas”, disse, para acrescentar que o relatório entregue tem como objectivo conduzir melhor os actos e a supervisão do processo por parte da CNE.
António de Lemos disse que o processo está a decorrer sem sobressaltos, mas defende o reforço da mobilização dos cidadãos. “Estamos satisfeitos em relação ao processo do registo”, afirmou, anunciando que no país já foram emitidos 42 mil novos cartões de eleitor.
A porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral, Júlia Ferreira, salientou que relatório faz referência ao progresso das operações do registo eleitoral, trazendo informações seguras para garantir maior funcionalidade da preparação das condições finais para o pleito.
Ao elogiar o Ministério da Administração do Território pela entrega antecipada dos relatórios, a porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral lembrou que a Lei estabelece uma periodicidade trimestral, mas tem ocorrido mensalmente.
Júlia Ferreira sublinhou que a recepção antecipada dos relatórios é vantajosa do ponto de vista organizativo da Comissão Nacional Eleitoral e pediu maior participação dos partidos políticos no processo, sobretudo em relação à mobilização e esclarecimento dos cidadãos para o exercício deste dever cívico.  A porta-voz explicou que as irregularidades devem ser denunciadas ao Ministério da Administração do Território, mas para tal os partidos políticos devem estar presentes nos locais de registo eleitoral.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/numero_de_eleitores_na_cne