José Eduardo dos Santos não se recandidata a presidência de Angola e indica João Lourenço

José Eduardo dos Santos em visita de Estado a Portugal em 2009

O ministro da Defesa de Angola é o nome escolhido pelo atual presidente para o suceder

O ministro da Defesa de Angola, João Lourenço, foi indicado pelo chefe de Estado e presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos, para ser o candidato do partido a Presidente da República nas eleições de 2017, avançou hoje a rádio pública angolana.

Para o número dois da lista do MPLA às eleições gerais de 2017, e candidato a vice-presidente, foi indicado e aprovado na reunião do Comité Central do partido, que se realizou hoje em Luanda, o nome do atual ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa.

Para presidente da Assembleia Nacional na lista do MPLA volta a ser proposto Fernando da Piedade dias dos Santos, que já está atualmente em funções, acrescenta a informação divulgada pela rádio estatal, que ao início da noite começou a promover debates sobre a nova liderança em perspetiva.

João Lourenço, 62 anos, é vice-presidente do MPLA desde o congresso do partido em agosto último e deverá ser apresentado publicamente como cabeça de lista do partido a 10 de dezembro, no arranque da campanha pré-eleitoral em Luanda.

Questionado em agosto pela agência Lusa, sobre se estaria preparado para ocupar a liderança partidária em caso de retirada do líder do MPLA da vida política em 2018, como anunciado anteriormente por José Eduardo dos Santos, o general João Lourenço preferiu não fazer comentários.

“Penso que é muito cedo para falarmos sobre esta matéria, prefiro prescindir de fazer comentários a respeito desta matéria”, respondeu.

José Eduardo dos Santos, chefe de Estado e líder do partido desde 1979, anunciou em março que pretende abandonar a vida política em 2018.

A Constituição angolana prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais seja automaticamente nomeado Presidente da República.

“O nosso objetivo é ganhar as eleições com maioria qualificada ou no mínimo maioria absoluta e o segredo estará na disciplina, na união e coesão de todos em torno dos nossos candidatos, quer no processo da campanha eleitoral quer no momento da votação”, afirmou José Eduardo dos Santos, durante o discurso de abertura desta reunião do Comité Central de hoje.

O MPLA aprovou hoje uma resolução com o cabeça de lista do partido às eleições gerais de 2017 em Angola, mas sem oficializar o nome de João Lourenço.

A informação consta do comunicado final divulgado pelo secretário do bureau político do MPLA, Mário António, depois de concluída a segunda reunião ordinária do Comité Central, presidida por José Eduardo dos Santos, dando apenas conta que aquele órgão “aprovou” a “resolução interna sobre a designação do cabeça de lista às eleições gerais de 2017”.

Foi igualmente aprovada, segundo o comunicado lido por Mário António, a “síntese da estratégia eleitoral do MPLA”, para preparar as tarefas até às eleições de agosto do próximo ano, bem como a estrutura de coordenação da campanha e o programa de governação do partido entre 2017 e 2022, na próxima legislatura.

Contrariamente à expectativa gerada, nenhum nome de candidato foi oficializado hoje pelo partido, com uma fonte do MPLA a explicar informalmente que a decisão sobre os nomes dos candidatos não deve ser divulgada sem antes ser dada a conhecer às bases, em todo o país.

Ninguém do partido comentou qualquer nome da lista aprovada, sabendo-se apenas que, em simultâneo, o Comité Central aprovou uma moção de “incondicional apoio” a José Eduardo dos Santos, presidente do partido e chefe de Estado desde 1979, atualmente com 74 anos, “na defesa dos ideais do MPLA e dos destinos do país”.

http://www.dn.pt/mundo/interior/jose-eduardo-dos-santos-nao-se-recandidata-e-indica-joao-lourenco-5531641.html

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Indecisão sobre o candidato à presidente de Angola em 2017

O presidente do MPLA e chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, afirmou hoje o objectivo do partido em vencer as eleições gerais de 2017 pelo menos com maioria absoluta, mas não esclareceu se é candidato.
“O nosso objectivo é ganhar as eleições com maioria qualificada ou no mínimo maioria absoluta e o segredo estará na disciplina, na união e coesão de todos em torno dos nossos candidatos, quer no processo da campanha eleitoral quer no momento da votação”, afirmou José Eduardo dos Santos, durante o discurso de abertura da segunda reunião ordinária do Comité Central do MPLA, que se realiza hoje em Luanda.

Contudo, e apesar da expectativa em torno do discurso e dos sinais a transmitir pelo chefe de Estado, em cerca de cinco minutos de intervenção inicial José Eduardo dos Santos voltou a não clarificar se encabeçará a lista às eleições gerais de 2017, após quase 40 anos no poder em Angola.

Alguma comunicação social angolana refere que José Eduardo dos Santos terá confirmado a intenção de não se recandidatar em 2017 na reunião do bureau político do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), realizada quinta-feira em Luanda.

O Comité Central do MPLA conta desde Agosto último com 363 membros e da ordem de trabalhos da reunião de hoje, a segunda do actual mandato, consta a apreciação da estratégia eleitoral do partido.

“O Comité Central, nesta sessão, vai aprovar a estratégia eleitoral do partido, onde estarão expressas as orientações que todas as estruturas deverão cumprir”, disse.

A actual Constituição de Angola, que é o segundo maior produtor de petróleo de África, prevê que o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais (parlamento e Presidência) é automaticamente designado Presidente da República.

“Devemos trabalhar com o povo e para o povo, rumo à vitória. E celebrar condignamente o sexagésimo aniversário da fundação do MPLA, que se aproxima”, disse o líder do partido.

José Eduardo dos Santos, de 74 anos, sucedeu em 1979 ao primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, mas já integrava o primeiro Governo após o período colonial português, então como ministro das Relações Exteriores.

Em Março deste ano, igualmente no discurso de abertura de uma reunião do Comité Central do MPLA, José Eduardo dos Santos anunciou a intenção de deixar a vida política em 2018.

Contudo, já em Agosto, acabaria por ser reeleito presidente do partido, sem nunca esclarecer em que moldes seria feita a anunciada transição ou sequer se pretendia concorrer às eleições de 2017.

http://noticias.sapo.ao/info/artigo/1492093.html

Boatos sobre a saúde do presidente de Angola

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O Comité Central do partido que sustenta o Governo denunciou ontem, em comunicado, que círculos afectos a sectores da oposição ao MPLA e ao Executivo estão a servir-se das redes sociais para, uma vez mais, usando a mentira, especular, desta vez, sobre o estado de saúde do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos.

 

“Nunca é demais repetir que, mediante o cumprimento da sua agenda, o Camarada Presidente José Eduardo dos Santos tem dirigido, pessoal e directamente, os trabalhos dos órgãos e organismos de cúpula do MPLA e do Estado, nomeadamente, as reuniões do Bureau Político (que hoje teve lugar) e do Comité Central do Partido, do Conselho de Ministros e das suas Comissões, como, por exemplo, a que ocorreu em 30 de Novembro de 2016, no Palácio Presidencial, em Luanda”, lê-se no comunicado do Comité Central do MPLA enviado ontem à imprensa.

Claro está que o objectivo número um dos inimigos da paz é o de semear a confusão no seio do povo angolano e desencorajar os investidores internos e externos, numa altura particular em que o Governo Angolano acaba de negociar, com as autoridades da República Popular da China, financiamentos que vão ajudar a alavancar a economia angolana, designadamente no sector das infra-estruturas do País e se prepara para a realização das Eleições Gerais, que terão lugar em Agosto do próximo ano.
O MPLA, Partido que sustenta o Governo, alerta todos os cidadãos e a opinião pública internacional a estarem atentos à circulação de falsas informações contra Angola, que encontram terreno fértil nas redes sociais, dando crédito, só e somente, às comunicações divulgadas pelas entidades oficiais do Estado, que nada têm a esconder.

Por outro lado, a Direcção do MPLA exorta os militantes, simpatizantes e amigos do Partido a fortalecerem a unidade e a coesão em torno do Comité Central e do Camarada Presidente José Eduardo dos Santos, “elemento essencial para vencermos os desafios que se colocam na via do fortalecimento da democracia e da melhoria constante do bem-estar de todos os angolanos”.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/denuncia__de_boatos_sobre_saude_do_presidente

MPLA, maior partido de Angola, convoca reunião do Comité Central

Luanda, 29 nov (Lusa) – O MPLA reúne sexta-feira em Luanda o Comité Central, numa altura em que o líder do partido no poder em Angola, José Eduardo dos Santos, ainda não disse se pretende recandidatar-se ao cargo de Presidente da República.

A informação com a convocatória foi confirmada hoje à Lusa por fonte do MPLA, mas sem adiantar a ordem de trabalhos da reunião deste órgão, que conta com 363 membros.

As próximas eleições gerais em Angola estão previstas para agosto de 2017 e José Eduardo dos Santos anunciou em março, também no discurso de abertura de uma reunião ordinária do Comité Central do MPLA, a intenção de abandonar a vida política ativa.

“Em 2012, em eleições gerais, fui eleito Presidente da República e empossado para cumprir um mandato que nos termos da Constituição da República termina em 2017. Assim, eu tomei a decisão de deixar a vida política ativa em 2018”, disse na altura José Eduardo dos Santos.

Contudo, já em agosto, acabaria por ser reeleito presidente do partido, não sendo ainda conhecido em que moldes será feita a anunciada transição ou sequer se pretende concorrer às eleições de 2017.

“Devemos olhar para trás e analisar o que fizemos com o necessário sentido de crítica e autocrítica, para constatarmos o que não foi bem feito. Os erros deverão ficar no passado e servir de critério para corrigirmos o presente e projetarmos o futuro. Só não erra quem não trabalha, mas o MPLA trabalha e faz, e o povo sabe. E está sempre empenhado em fazer mais e melhor”, afirmou José Eduardo dos Santos, na abertura do congresso do partido, a 17 de agosto.

Desde março que José Eduardo dos Santos não voltou ao assunto da sua sucessão, tendo apenas sido designado, ainda em agosto, o atual ministro da Defesa, general João Lourenço, para a vice-presidência do MPLA e potencial sucessor do líder.

Esta segunda reunião ordinária do Comité Central (eleito no congresso de agosto) está prevista para sexta-feira, 02 de dezembro, a partir das 09:00 (menos uma hora em Lisboa), no Complexo Turístico Futungo 2, em Luanda.

Este órgão máximo entre congressos integra, na nova composição, José Filomeno dos Santos e Welwistchea dos Santos, filhos do Presidente angolano.

A empresária Isabel dos Santos, militante e filha mais velha do chefe de Estado angolano, que a nomeou para o cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, ficou de fora desta lista de mais de 300 nomes, apesar de ter sido apontada como potencial candidata à sucessão de José Eduardo dos Santos.

O presidente do MPLA e chefe de Estado, de 74 anos, está no poder desde setembro de 1979, após a morte do primeiro Presidente angolano, António Agostinho Neto, tendo ocupado a pasta de ministro das Relações Exteriores de Angola logo após a proclamação da independência, a 11 de novembro de 1975.

 

Crise política em Guiné Bissau aprofunda a pobreza e o descrédito no futuro

Fotografia: DR

O PAIGC, partido vencedor das últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, mas arredado do poder, retirou a confiança política ao Presidente do país, José Mário Vaz, anunciou o porta-voz daquela força política, João Bernardo Vieira.

 

A decisão foi tomada numa reunião extraordinária do Comité Central realizada no sábado, numa votação que foi apoiada por 112 dos 123 presentes na sala.
A decisão visa “retirar a confiança política ao cidadão e militante José Mário Vaz por ser o principal promotor de toda a grave crise política que tem assolado o país há cerca de dois anos”, referiu João Bernardo Vieira.

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O partido suportou a candidatura de José Mário Vaz à presidência da Guiné-Bissau, mas o desentendimento tem reinado nesta legislatura, com o Presidente guineense a demitir dois Governos do PAIGC.
O PAIGC, liderado pelo ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, acusa ainda o Chefe de Estado de ter atitudes que demonstram que está determinado em prejudicar o partido.

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Aquela força política vai reunir provas de violação dos estatutos por parte de Vaz e entregá-las ao conselho de jurisdição para que o órgão tome medidas.
Na mesma reunião, o PAIGC decidiu que não irá integrar o novo governo do país, que diz ser de iniciativa presidencial e por tal não estar previsto na Constituição.
O partido imputa ao Chefe do Estado a responsabilidade pelas consequências que poderão advir pelo facto de persistir na crise política ao nomear Sissoco Embaló para liderar o próximo executivo.
Enquanto isso, um movimento de cidadãos da Guiné-Bissau que se auto-intitula Vassoura do Povo diz querer afastar os políticos da governação do país e entregá-la aos cidadãos, de acordo com um membro da organização à imprensa.
A iniciativa, constituída essencialmente por jovens, culpa os políticos guineenses “pelo estado de descalabro” que dizem assolar a Guiné-Bissau e pretende, desta forma, vê-los fora das esferas de decisão durante 10 anos.

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“Todos os políticos deste país já provaram que não conseguem resolver os problemas que eles mesmos criaram e, por isso, têm que sair, têm que deixar o lugar para o povo simples assumir o que quer para si”, declarou Saturnino de Oliveira. “Nós não estamos nem do lado do Presidente da República, nem do presidente do Parlamento, nem dos líderes dos partidos PRS, PAIGC ou do grupo de 15 deputados dissidentes. Para nós, nenhum deles serve”, sublinhou Oliveira.
Saturnino de Oliveira quer um “governo popular” dirigido pelo povo e que trabalhe para o povo e diz que o movimento vai desencadear uma campanha de sensibilização da população sobre os objectivos que preconiza.
A Guiné-Bissau passa por uma crise política há mais de 15 meses e na última semana o Presidente do país, José Mário Vaz, acabou por nomear Sissoco Embaló como quinto primeiro-ministro desde as últimas eleições legislativas realizadas em 2014.
O impasse tem feito com que alguns grupos de cidadãos, sobretudo jovens, saiam à rua.
O Movimento de Cidadãos Conscientes Inconformados (MCCI) organizou durante o mês de Outubro duas manifestações em que juntou centenas de pessoas no centro de Bissau.
As manifestações foram suspensas depois da nomeação de Umaro Sissoco Embaló, na expectativa de que a nomeação do novo governo signifique o fim da crise na presente legislatura.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa/paigc_nega_integrar_o_governo_de_embalo

Angola: MPLA elege Bureau Político de 47 membros

Luanda – A primeira Sessão Ordinária do Comité Central (CC) do MPLA elegeu, nesta terça-feira, o seu Bureau Político, de 47 membros.rigir

PRIMEIRA REUNIÃO DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA, ELEITO NO VII CONGRESSO ORDINÁRIO

FOTO: FRANCISCO MIUDO

Orientada pelo presidente do partido, José Eduardo dos Santos, a sessão contou com a participação de 355 dos 363 membros que compõe o CC, eleito no VII Congresso realizado de 17 a 20 de Agosto.

Nesta reunião foram também eleitos João Manuel Gonçalves Lourenço, para o cargo de vice-presidente do partido, com 351 votos e António Paulo Kassoma, secretário-geral com 353 votos.

Carlos Alberto Ferreira Pinto e João Baptista Kussumua foram escolhidos, respectivamente, coordenador e coordenador-adjunto da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, integrada por 23  membros.

De acordo com o comunicado final, os membros do Comité Central manifestaram total disponibilidade para a materialização dos dez desígnios da Moção de Estratégia do Líder do MPLA.

Exortaram os cidadãos maiores de idade e em particular, os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA, a responderem com prontidão ao processo de actualização geral de dados dos cidadãos maiores e prova de vida, a ter lugar em todo o país, a partir do dia 25 de Agosto, no quadro do Registo Eleitoral.

Felicitam antecipadamente o Presidente do MPLA e da República, José Eduardo dos Santos, pelo seu 74º aniversário natalício, que se assinala no dia 28 deste mês, augurando votos de muita saúde e êxitos na condução dos destinos do partido e do país.

No quadro das comemorações dos 60 anos da fundação do MPLA a assinalar-se em Dezembro, o Comité Central recomenda desenvolver-se um amplo programa de actividades politicas, culturais, desportivas e recreativas para saudar o acontecimento.

Ainda nesta terça-feira, o Bureau Político do MPLA procedeu à eleição do seu secretariado.

Julião Mateus Paulo “Dino Matrosse” passa a assumir o cargo de secretário para as Relações Internacionais, Mário António de Sequeira e Carvalho o de secretário para Informação e Propaganda e Joana Lina Ramos Baptista secretária para Administração e Finanças, os dois últimos reconduzidos.

João de Almeida Martins mantém-se na coordenação do Secretariado para os Assuntos Políticos e Eleitorais e António Paulo Kassoma acumula o de secretário-geral e de secretário para os Quadros.

Jorge Inocêncio Dombolo é o secretário para a Organização e Mobilização, Pedro Sebastião, secretário para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria e Manuel Nunes Júnior, secretário para os Assuntos Económicos e Sociais.

O Bureau Político, sob proposta do Presidente do Partido, decidiu designar Roberto Victor de Almeida para exercer a função de Presidente da Fundação Sagrada Esperança.

 

A cúpula do Partido do Governo de Angola passa por renovação e autocrítica

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por Ivair Augusto Alves dos Santos
 
 
O MPLA, a maior força politica de Angola, realizou o VII Congresso Extraordinário, entre os dias 17 e 20 de agosto, com eleição de um novo Comite Central. Segundo a direção do partido houve uma renovação de 44%.
 
Foi uma oportunidade para o partido reconhecer os seus erros, fazer críticas, autocríticas, estar mais consciente de que é preciso fazer mais e melhor. O discurso de José Eduardo dos Santos no Congresso foi revelador. Falou da corrupção, da pressa no enriquecimento, no enriquecimento ilícito e do merecimento que se deve ter para se chegar aos órgãos de decisão do partido. Há que moralizar o partido, quereria dizer, e poupá-lo ao papel de trampolim para quem quer chegar de forma fácil ao dinheiro e ao poder. E mais, Dos Santos disse que é hora de deixar de parte os bons projetos que não são executados. Ele sabe que ao eleitorado vale mais uma pequena obra que mil projectos bonitos no papel.
 
O MPLA vai anunciar já na próxima terça-feira a composição do Bureau Político e do Secretariado deste que é o seu órgão de cúpula.
 
Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
 
Os estatutos dizem ainda que o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do Partido, respeitando a proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante.
 
As eleições para a presidência em Angola serão em 2017, a maior força politica sabe que o apaís vive em uma de suas maiores crises econômicas , devido a queda do preço do petróleo. Será uma das eleições mais duras, em que provavelmente o presidente Jose Eduardo dos Santos não concorrerá.
 
As próximas decisões do Partido, a nova composição terá grandes desafios principalmente combater as desigualdades sociais, a corrupção, a fome, desemprego e a pobreza extrema.

Um Congresso, em Angola, mais difícil que o que aparenta

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Um Congresso mais difícil que o que aparenta
Os estatutos terão sido mais mexidos, o voto electrónico foi mais demorado que o esperado. Dos Santos continua presidente do partido e o novo Bureau Político sai da reunião de Terça-feira
 
O MPLA corre hoje as cortinas sobre o seu VII Congresso. Aparentemente correu tudo bem, mas não foi assim tão fácil. O alargamento do seu Comité Central e as várias mexidas nos estatutos são apenas alguns sinais. Quando se esperava que o Comité Central fosse renovado em quarenta e cinco por cento, ficou-se com muito menos. O que resultou foi um alargamento do órgão de 311 para 363 membros, com a entrada de jovens, mulheres e alguns veteranos, velhos combatentes.
 
Há uma aparente contradição entre a entrada de “velhos” e o sentido da renovação, mas o lema sempre foi o da renovação na continuidade. Além disso, a aparente inexperiência política de alguns dos jovens que passam a integrar o Comité Central tem de ser equilibrada com a experiência dos mais velhos. Há uma matriz a preservar e há o sentido de serviço ao partido e aos angolanos que alguns dos jovens estão longe de entender.
 
O discurso de José Eduardo dos Santos no Congresso foi revelador. Falou da corrupção, da pressa no enriquecimento, no enriquecimento ilícito e do merecimento que se deve ter para se chegar aos órgãos de decisão do partido. Há que moralizar o partido, quereria dizer, e poupá-lo ao papel de trampolim para quem quer chegar de forma fácil ao dinheiro e ao poder. E mais, Dos Santos disse que é hora de deixar de parte os bons projectos que não são executados. Ele sabe que ao eleitorado vale mais uma pequena obra que mil projectos bonitos no papel.
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O que dirá no encerramento
 
No fim do Congresso, marcado para hoje, espera-se de José Eduardo dos Santos um discurso que revele o que MPLA pretende para o futuro, provavelmente mais de encontro à sua condição de homem que se prepara para abandonar a vida política activa, como anunciou em meados do ano, e que quer ser lembrado como um bom patriota.
 
Sobre a sua saída, Dos Santos deverá dizer quase nada, a não ser que o descubramos nas entrelinhas. Este assunto deverá ficar para o próximo ano, numa mais do que provável Conferência Nacional, ou num Congresso Extraordinário, que deverá relançar o partido para as eleições. Será depois disso que se conhecerá a lista para o Parlamento, o seu número um e o seu número dois. Avançar agora seria colocálos desnecessáriamente na linha de fogo dos opositores, ainda que o próximo cabeça de lista se chame José Eduardo dos Santos, entretanto reeleito neste VII Congresso presidente do MPLA para mais um mandato de cinco anos.
 
Assim, e olhando para a linha discursiva de Eduardo dos Santos nos últimos tempos e as suas grandes preocupações, é de prever que o presidente do partido fale hoje da mulher, por exemplo: a mulher rural, a zungueira, ou seja as mulheres mais vulneráveis deverão entrar no discurso de Dos Santos, não apenas num piscar de olho para o voto, mas porque elas são, de facto, o pilar mais importante na construção da sociedade angolana.
 
Aos jovens, deverá apelar à busca do mérito, da transição geracional que precisa de uma juventude comprometida com as causa públicas e com Angola. A família deverá igualmente ter lugar no discurso de encerramento do Congresso, este é um tema caro ao presidente do MPLA.
 
Depois, já em jeito de pré-campanha e para galvanizar o partido, deverá falar dos grande êxitos da governação, como os grandes projectos eléctricos (Laúca e Ciclo combinado do Soyo), das novas centralidades (o Kilamba já tem cinco anos e ganhou vida própria), dos caminhos de ferro, portos, aeroportos e outras infraestruturas. “Ide e evangelizai” Os dez pontos da Moção de Estatégia que apresentou ao partido para os próximos cinco anos deverão funcionar como os dez mandamentos de toda a acção do MPLA nos próximos tempos (a área da Justiça tem uma força grande no documento).
 
Deles sairão as linhas do programa eleitoral e do programa de Governo no próximo ano. É com base neste enunciado que os militantes serão instruídos a passar a palavra e a mobilizar o enunciado, numa acção quase de evangelização, de semeadura de fé, se olharmos para o momento económico difícil que o país enfrenta
 
Entrada na era electrónica
 
O Presidente do MPLA, José Eduardo dos Santos (candidato único) e o novo Comité Central foram ontem eleitos por voto electrónico dos mais de dois mil delegados ao VII Congresso. José Eduardo dos Santos foi reeleito presidente do partido com 99,6% dos votos, num conjunto de mais de 2560. A lista candidata ao Comité Central obteve um pouco mais de 98% dos votos. A votação foi lenta, justificada pelo número de eleitores, apesar de estarem ao dispor cerca de dez urnas. Um comunicado de Imprensa distribuído no final do dia adiantava, no entanto, que o novo Comité Central terá a sua primeira reunião na Terça-feira, 23 de Agosto (estava inicialmente prevista para a tarde de ontem), e vai eleger o vice-presidente do partido, o secretário- geral e o novo Bureau Político do Comité Central que, por sua vez, elegerá o Secretariado do Bureau Político.
 

Angola: Novo Comité Central do MPLA

Luanda – O novo Comité Central do MPLA, eleito nesta sexta-feira (19/08/2016), vai realizar a primeira reunião na próxima terça-feira (23/08/2016), no Complexo Turístico Futungo II, em Luanda, sob orientação do presidente do partido, José Eduardo dos Santos.

DELEGADOS DO VII CONGRESSO ORDINÁRIO DO MPLA

A reunião vai eleger o vice-presidente, o secretário-geral e o novo Bureau Político (BP) do Comité Central. Já o BP elegerá o secretariado do Bureau Político.

O novo Comité Central foi alargado para 363 membros, contra os 311 do elenco anterior.

O Comité Central do MPLA é o órgão deliberativo máximo do partido, no intervalo dos congressos, que estabelece a linha de orientação política, no quadro das decisões do Congresso.

O Bureau Político do Comité Central (CC) do MPLA é a estrutura permanente de direcção, que delibera no intervalo das reuniões do CC e que se ocupa dos ajustamentos pontuais das estratégias do partido.

O Secretariado do BP do Comité Central do MPLA é o organismo executivo do Bureau Político responsável pela aplicação das decisões e deliberações dos órgãos e organismos nacionais de dereção do partido, que assegura o regular funcionamento das estruturas partidárias.

Dois filhos de José Eduardo dos Santos no Comité Central do MPLA, Isabel dos Santos fica fora

09 de Agosto de 2016, 13:49
Luanda, 09 ago (Lusa) – José Filomeno dos Santos e Welwistchea dos Santos, filhos do Presidente angolano, integram a lista de nomes propostos para o Comité Central do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), ficando de fora Isabel dos Santos.

A informação foi prestada à Lusa por fontes do partido à margem da reunião extraordinária do Comité Central do MPLA, que está a decorrer em Luanda para preparação do VII congresso ordinário, que arranca a 17 de agosto e que aprovará a recandidatura de José Eduardo dos Santos ao cargo e a lista com os 363 nomes àquele órgão deliberativo.

A empresária Isabel dos Santos, filha mais velha do chefe de Estado angolano, que a nomeou para o cargo de presidente do conselho de administração da petrolífera estatal Sonangol, ficou de fora desta lista, apesar de ter sido apontada, até agora, como potencial candidata à sucessão de José Eduardo dos Santos.

O presidente do MPLA e chefe de Estado há 36 anos, anunciou em março último que deixa a vida política ativa em 2018, quando completará 76 anos, mas sem concretizar até agora como será feita a transição ou se pretende ainda concorrer às próximas eleições gerais, dentro de um ano.

José Filomeno dos Santos (conhecido como ‘Zenú’), 38 anos, é proposto pela estrutura da juventude do partido, a JMPLA. Fundou um banco em Angola em 2008, depois de fazer a formação académica na Europa, e lidera desde 2013 – também por nomeação do chefe de Estado – o Fundo Soberano de Angola, cuja carteira de investimentos públicos ascende a 5.000 milhões de dólares.

Welwistchea dos Santos (conhecida como ‘Tchizé’), também com 38 anos, é uma empresária e militante ativa do MPLA, integrando a lista ao Comité Central proposta pela estrutura feminina do partido, a Organização da Mulher Angolana (OMA).

José Filomeno dos Santos tem sido recorrentemente apontado como possível sucessor do pai no partido, mas descartou anteriormente objetivos políticos.

O presidente do MPLA anunciou hoje, no discurso de abertura da reunião, uma renovação nos mais de 300 membros do Comité Central do partido que governa Angola desde 1975, mas abaixo do previsto.

“A comissão de candidaturas elaborou a lista dos candidatos que o Bureau Político apresentará ao Comité Central, para que a submeta ao VII congresso do MPLA, com vista à sua eleição. Foi observado o princípio da continuidade e renovação dos atuais membros do Comité Central, embora as percentagens preconizadas ficassem ligeiramente aquém do previsto”, reconheceu José Eduardo dos Santos.

Em novembro do ano passado, o líder do MPLA tinha anunciado a renovação de 45 por cento dos cargos de direção, nos vários escalões previstos nos estatutos do partido.

 

http://noticias.sapo.ao/lusa/artigo/21101452.html