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Portugal cede. São Tomé e Príncipe na liderança da CPLP

 

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O ministro dos Negócios Estrangeiros argumenta que Portugal cedeu a São Tomé e Príncipe a chefia da CPLP para evitar a ausência de África dos cargos da organização.


Os chefes da diplomacia da CPLP decidiram hoje, numa reunião em Lisboa, que São Tomé e Príncipe indicará agora um nome para secretário-executivo da organização e ocupará esse cargo nos próximos dois anos e depois Portugal sucede-lhe por mais anos, uma decisão com que o ministro Augusto Santos Silva disse sentir-se “muito confortável”.

“Do ponto de vista português, tem esta lógica muito simples. Nós constatámos que como a próxima presidência, que é por dois anos, é brasileira, entre 2016 e 2018, se o próximo secretário-executivo fosse português, pela primeira vez na história da CPLP nenhum país africano de língua portuguesa teria responsabilidades ou ao nível da presidência ou do secretariado-executivo”, disse.

“E entendemos que essa questão era facilmente ultrapassável trocando a ordem entre Portugal e São Tomé e Príncipe. Portanto, São Tomé e Príncipe, que aliás já apresentou a candidatura, poderia ficar em 2016-2018, quando o Brasil tem a presidência, e Portugal ficará no biénio seguinte, quando a presidência tornar a ser, muito provavelmente, de um país africano”, explicou, adiantando que esta foi uma proposta conjunta de Portugal e Angola, que os dois países foram elaborando ao longo do dia “num plano político e técnico”.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros contactou a Lusa, ao final da tarde de hoje, para prestar esclarecimentos adicionais sobre a posição portuguesa, depois de o ministro não ter explicado a decisão aos jornalistas presentes na sede da CPLP, apesar das sucessivas insistências.

Questionado pela Lusa, ao telefone, por que não esclareceu a posição nas declarações à imprensa, Santos Silva justificou que estava a fazer “uma declaração conjunta com o ministro de Angola sobre as relações bilaterais” e, por isso, não ia falar “sobre questões que têm apenas a ver com a posição portuguesa”, o que considerou “fácil de compreender”.

http://www.tsf.pt/politica/interior/portugal-cede-a-vez-a-sao-tome-e-principe-para-evitar-ausencia-de-africa-dos-cargos-da-cplp-caudio-5082969.html

 

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Os preços do petróleo devem manter-se baixos durante os próximos três anos

 

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Os preços do petróleo devem manter-se baixos durante os próximos três anos, afirmou sexta-feira em Yaoundé, Camarões, a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

 

Ao falar perante representantes da Comunidade Econômica dos Estados da  África Central (CEEAC), a diretora-geral do FMI mencionou expectativas dos mercados que apontam para uma “modesta recuperação” para cerca de 60 dólares por barril em 2019.
Desde Junho de 2014, os preços de petróleo caíram em cerca de 70 por cento, de 120 dólares por barril para os atuais 33, pelo que Christine Lagarde considerou que “mais do que nunca, é preciso uma agenda ambiciosa de reformas com foco na diversificação e na integração regional”, para restaurar um forte crescimento e garantir que o avanço seja inclusivo.
No encontro, que abordou os preços baixos do petróleo e o financiamento das infra-estruturas, Christine Lagarde afirmou que, em certos casos, pode ser necessário um ajustamento nos planos de investimento em grande escala a curto prazo.
O objectivo da medida seria preservar a capacidade fiscal e a sustentabilidade da dívida a médio prazo. Para a responsável, um ajustamento à nova realidade também significa tirar partido de novas fontes de crescimento.
A diretora-geral do FMI revelou ainda que o organismo financeiro mundial está disposto a prestar assessoria sobre políticas, capacitação e apoio financeiro aos países da CEEAC em caso de necessidade.
Christine Lagarde lembrou que a economia mundial registrou um crescimento modesto e desigual de cerca de 3,1 por cento em 2015. A expectativa é que “a fragilidade persista em 2016”, declarou.
A diretora-geral do FMI apontou para uma possível recuperação da CEEAC de 3,5 por cento este ano, mas mencionou o impacto negativo de ações das milícias Boko Haram na região.
Outros fatores incluem o aumento das divergências de política monetária nas principais economias e o fato da China, maior investidor em África, passar pelo reequilíbrio histórico do modelo econômico e pela moderação do crescimento.
Uma das razões para a economia global estar tão lenta é que, sete anos após o colapso do Lehman Brothers, a estabilidade financeira ainda não está assegurada. O FMI alerta que as fraquezas do setor financeiro persistem em muitos países. A dívida elevada, o baixo investimento e os bancos debilitados continuam a penalizar muitas economias emergentes, que continuam a enfrentar ajustamentos depois da expansão pós-crise do crédito e do investimento.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/precos_recuperam_dentro_de_tres_anos