Papa Francisco preocupado com a situação no Sudão do Sul, Sudão, Somália e Republica Democrática do Congo

Papa Francisco 1.jpgEm sua Mensagem Pascal, pronunciada na Praça de São Pedro do Vaticano após a Missa da Páscoa da Ressurreição e da oração do Regina Coeli, o Papa Francisco pediu pela paz em diferentes países do Oriente Médio e da África assolados por sangrentos conflitos.

O Pontífice pediu “ao Senhor ressuscitado” que sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima de uma guerra que não cessa de semear horrores e morte, conceda paz a todo o Oriente Médio, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iêmen.

Do mesmo modo, pediu que “não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África”.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2017/04/16/em-mensagem-pascal-papa-francisco-pede-paz-na-africa-e-no-oriente-medio/

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Violações de direitos humanos no Congo

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Brazzaville, Congo (PANA) – A Ação Cristã para a Abolição da Tortura (ACAT) e a Associação para os Direitos Humanos e o Universo Prisional (ADHUC), ambas Organizações Não Governamentais (ONG) dos direitos humanos, denunciaram terça-feira em Brazzaville, perto de 250 casos de violações dos direitos humanos, nomeadamente torturas perpetradas entre outubro de 2015 e até agora, por elementos da força pública.

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‘As organizações receberam, desde 2015 até agora, perto de 250 casos de violações dos direitos humanos, mas o maior número dos lesados vivem na clandestinidade como o receio de represálias », deplorou Louamba Moke, presidente da ADHUC durante uma conferência de imprensa.

Segundo ele, « depois do referendo de 25 de outubro de 2015, as eleições presidenciais de 20 de março de 2016 e os eventos de 4 de abril último nos bairros do sul de Brazzaville alastram-se para a região de Pool, no sul.

Não passam dias sem que sejamos informados sobre casos de detenções e de detenção arbitrárias, de tortura e de tratamentos cruéis, desumanos e desagradáveis, indignou-se.

As duas ONG deploraram ainda a atitude do Governo congolês que não se preocupa, banalizando estas diferentes violações dos direitos humanos observadas.

Por conseguinte, a ADHUC e ACAT pedem ao Governo para identificar os torcionários do « esquadrão da morte », provavelmente a Guarda Republicana (GR), e a detenção dos autores assim identificados, e que circulam a bordo dum veículo V8.

Elas apelam às autoridades congolesas para agilizarem os processos de queixas penais e sanções contra os autores de atos de tortura.

-0- PANA MB/IS/IBA/MAR/DD 1dez2016

Missão portuguesa com várias origens

30 de Julho, 2016

Fotografia: AFP

A missão de 92 atletas portugueses aos Jogos Olímpicos Rio’2016 engloba competidores nascidos em 17 países, alguns oriundos da diáspora, outros a assumir a nacionalidade da nação que abraçaram  as suas famílias.

Ao todo são 18 (cerca de um quinto) os nascidos em países tão distintos como o Brasil e Estados Unidos, nas Américas, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Congo e Costa do Marfim, em África, na asiática China ou nos europeus Rússia, Bulgária, França, Alemanha, Moldávia, Ucrânia, Inglaterra ou Suíça.
Recorde-se que o campeão olímpico Nélson Évora – só Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes têm também o ouro olímpico – nasceu na Costa do Marfim.
As mesa-tenistas Fu Yu e Shao Jiene, nascidas na China, o judoca Sergiu Oleinic, oriundo da Moldávia, as nadadoras Tamila Holub e Victoria Kaminskaya, respectivamente da Ucrânia e Rússia, a velocista Lorene Bazolo, que chegou do Congo, e o lançador de peso Tsanko Arnaudov, de origem búlgara, são os nomes menos “portugueses” da comitiva para os  Jogos Olímpicos Rio’2018.
Diferentes motivos levaram esses atletas a representar Portugal, como por exemplo Lorene Bazolo que fugiu do Congo, que representou em Londres’2012, para encontrar amparo no país europeu, cujo recorde dos 100 metros, que era de Lucrécia Jardim desde 1997, já bateu.
Tsanko Arnaudov está em Portugal desde os 12 anos, Fu Yu chegou ao país em 2001 e naturalizou-se em 2013, enquanto Shao Jieni chegou a Gondomar há seis anos (tinha 16) e Tamila Holub foi para Portugal com a família com três anos.
A cavaleira Luciana Diniz, por exemplo, tem nome mais português, mas nasceu no Brasil, país que representou em Atenas’2004, sendo que já vestiu as cores lusitanas em Londres’2012.
O grosso do grupo no Rio’2016 está distribuído por todo o país, destacando-se, ainda assim, Lisboa com 11 atletas, Porto e Guimarães com quatro, Coimbra, Cascais e Portimão com três. A Madeira conta com três representantes e os Açores um.

http://jornaldeangola.sapo.ao/desporto/missao_portuguesa_com_varias_origens

Brasil deve manter presença na África apesar da crise, dizem embaixadores

 

embaixadores

Apesar da crise econômica que o país atravessa, o Brasil deve manter a aproximação com a África, segundo dois embaixadores designados para postos naquele continente — Raul de Taunay para a República do Congo e José Carlos de Araújo Leitão para Cabo Verde. As indicações foram aprovadas nesta quinta-feira (23) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Na mesma reunião também foi acolhida a indicação de João Inácio Oswald Padilha para a embaixada na República do Chipre.

Primeiro a expor seus planos aos senadores, Taunay anunciou que partiria com “doses elevadas de cautela” para Brazaville, capital da República do Congo, país que experimenta grande instabilidade política. Depois de mais uma reeleição neste ano do presidente Denis Sassou N’Guesso, no poder desde 1997, relatou o embaixador, o país tem sido tomado por muitas manifestações populares. A disputa política, informou, ainda tem sido aprofundada pela interferência de potências estrangeiras no país, quarto maior produtor de petróleo na África.

— A República do Congo vive momentos imprevisíveis de instabilidade. Vou precavido, mas com espírito de missão, humanitário e filantrópico. A região está sujeita a conflitos, e buscarei na precaução e na prudência garantir a segurança da comunidade brasileira residente e implementar uma agenda realista, pragmática e possível — disse Taunay, ao lembrar que empresas brasileiras atuam no Congo.

Custos

Após ouvir a exposição de Taunay, o senador Lasier Martins (PDT-RS) colocou em dúvida a necessidade de o Brasil enviar embaixador a Brazaville, capital de um país em guerra civil, com doenças, pobreza e falta de infraestrutura para atrair investimentos.

— O que o Congo tem a nos dar? Numa época em que o Brasil tem dificuldades econômicas, por que gastar com embaixadas em países que, no terreno pragmático, não têm nada a nos dar? Temos gastos imensos e aluguéis de embaixadas atrasados — questionou Lasier.

Ainda no debate, o senador João Alberto (PMDB-MA) recordou a “dívida do Brasil com a África”, enquanto Cristovam Buarque (PDT-DF) ressaltou a importância de manter as representações brasileiras no exterior, uma vez que o custo de mantê-las é menor, a seu ver, que o prestígio que garantem ao Brasil.

Benefícios

Em resposta, Taunay considerou “justa e válida” a discussão, mas informou que a embaixada em Brazaville é “barata” para o Brasil.

Atual embaixador em São Tomé e Príncipe e indicado para representar o Brasil em Cabo Verde, joão Carlos Leitão também defendeu a manutenção dos postos em países africanos. A embaixada em São Tomé, informou, foi a primeira de 19 embaixadas instaladas na África nos últimos anos. Depois dessa aproximação, foram eleitos candidatos brasileiros para comandar a Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) — respectivamente José Graziano da Silva e Roberto Azevêdo.

— O Brasil não teria o comando da FAO e da OMC sem o apoio africano — afirmou.

Cooperação

Em sua exposição, Leitão disse que Cabo Verde é “parceiro preferencial” do Brasil, tanto por falar a mesma língua como pelo fato de estar pronto para receber cooperação oriunda do que chamou de “ilhas de excelência” da administração brasileira. Um dos principais atores dessa cooperação, em sua opinião, é o Serviço Nacional da Indústria (Senai), que tem atuado na África e construiu um centro de capacitação profissional em Cabo Verde.

O embaixador indicado defendeu ainda maior presença no país da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), intenção elogiada pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Por sua vez, o embaixador designado Oswald Padilha informou que o Chipre, depois de passar por turbulências políticas nos últimos anos, em função da disputa entre a Grécia e a Turquia por influência no arquipélago, pode atualmente ser considerado um “país europeu em vias de retomar o ciclo de prosperidade”. Ele observou que o Chipre tem grandes reservas de gás e um setor portuário que poderia ter parcerias com portos brasileiros.

A reunião foi presidida pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte:http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/06/23/brasil-deve-manter-presenca-na-africa-apesar-da-crise-dizem-embaixadores

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Chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso divulga novo governo

Brazzaville – O chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, divulgou sábado à noite, em Brazzaville, o novo Governo liderado pelo primeiro-ministro Clément Mouamba, cuja lista foi apresentada pelo director do gabinete presidencial, Firmin Ayessa, anunciou neste domingo à rádio de Estado.

PRESIDENTE DO CONGO,DENIS SASSOU NGUESSO, QUE APRESENTOU NOVO GOVERNO

FOTO: PEDRO PARENTE

Segundo Firmin Ayessa, trata-se de um Governo de ruptura marcado pela entrada de jovens e pela partida de quatro dos cinco antigos ministros de Estado (Isidore Mvouba, do Desenvolvimento Industrial, Rodolphe Adada, dos Transportes, Florent Ntsiba, da Segurança Social e Aimé Emmanuel Yoka , da Justiça).

Saído do Governo há oito meses e muito activo durante a campanha eleitoral junto do Presidente Denis Sassou Nguesso, Alain Akouala Atipault volta para ocupar a pasta das Zonas Económicas Especiais.

Entre os jovens que entram está o caso de Léon Juste Ibombo, nos Correios, Arlette Soudan Nonault, na pasta do Turismo e Lazeres ou ainda Ingrid Olga Ebouka Babakas, no Ministério do Planeamento.

Gilbert Ondongo, ministro das Finanças há sete anos, perde este cargo que volta a Calixte Ganongo, mas fica ministro de Estado da Economia. Henri Djombo, que dirigiu a Economia Florestal durante 19 anos, torna-se ministro de Estado da Agricultura e Pecuária.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Jean Claude Gakosson; da Comunicação, Thierry Moungalla; do Interior, Raymond Zéphirin Mboulou; e da Defesa, general Charles Richard Mondjo, conservam os seus departamentos ministeriais.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/17/Congo-Divulgado-novo-Governo,2ca7e337-9ac5-4e5b-9b97-6655652944fc.html

Congo:”diversificação da economia, a descentralização, soluções para o problema do desemprego de jovens, a consolidação da solidariedade e da unidade nacional”

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Clément Mouamba foi nomeado no fim de semana primeiro-ministro do Congo pelo Presidente reeleito do mesmo país, Denis Sassou Nguesso, uma semana depois da sua investidura para um novo mandato de cinco anos, depois da sua vitória nas eleições presidenciais.

 

Banqueiro, formado em França, Clément Mouamba, de cerca de 60 anos de idade, é originário de Lékoumou, no sudoeste do Congo, é incumbido de formar a futura equipa governamental.

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Ex-ministro congolês das Finanças, de 1992-1993, sob o regime do então Presidente destituído, Pascal Lissouba, o novo chefe de Governo foi excluído em Julho último da União Pan-africana para a Democracia Social (UPADS), principal partido de oposição.

O também alto quadro do Banco dos Estados da África Central (BEAC) é casado e pai de 14 filhos, vai enfrentar vários desafios.

Durante o seu juramento para o novo mandato de cinco anos, o Presidente congolês prometeu algumas reformas “necessárias à transformação do Congo”, nomeadamente a diversificação da economia, a descentralização, soluções para o problema do desemprego de jovens, a consolidação da solidariedade e da unidade nacional.

A seu ver, estas metas só podem ser alcançadas as diferentes instituições da República, entre as quais, o Governo, se mostrarem à altura das expectativas das populações.

http://www.verdade.co.mz/africa/57708-antigo-membro-da-oposicao-nomeado-primeiro-ministro-do-congo

Aside

Congo reelege no primeiro turno Denis Sassou Nguesso para presidente

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Denis Sassou Nguesso o presidente da República do Congo foi reeleito no primeiro turno com 60% dos votos. Nas eleições de 2002 e 2009 Nguesso tinha conseguido, respetivamente, 90% e 78% dos votos.

Oposição afirmou que Nguesso só venceria eleições através de “batota”.

O Presidente da República do Congo (Congo-Brazzaville), Denis Sassou Nguesso, foi reeleito no primeiro turno, estendendo os seus 32 anos no poder, informou esta quinta-feira o ministro do Interior.

Raymond Zephyrin Mboulou anunciou os resultados na televisão pública às 03:30 (02:30 em Lisboa), indicando que Nguesso teve 60% dos votos, na sequência das eleições no domingo.

Na quarta-feira, dois candidatos da oposição rejeitaram os resultados parciais que davam Nguesso como vencedor, com 67% dos votos.

Denis Sassou Nguesso, há 32 anos no poder, foi reeleito nas presidenciais de domingo após uma alteração da Constituição que permitiu a sua candidatura.

Os eleitores, chamados às urnas para eleger o primeiro presidente de uma nova república instituída pela alteração da Constituição, escolheram entre nove candidatos.

Nas eleições de 2002 e 2009 Denis Sassou Nguesso obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estivesse melhor colocado para enfrentar o presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso só conseguiria ganhar à primeira volta se fizesse batota.

Considerando não estarem reunidas as condições para um escrutínio transparente e democrático, a União Europeia não enviou observadores eleitorais. A União Africana não colocou as mesmas reticências.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto maior produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

 

http://observador.pt/2016/03/24/congo-reelege-primeira-volta-denis-sassou-nguesso-presidente/

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Congo: Ngesso pode ser reeleito após 32 anos no poder

Denis Sassou Nguesso pode juntar hoje mais um mandato aos 32 anos que leva no poder na República do Congo, nas eleições presidenciais em que participa depois de ter alterado a Constituição para poder concorrer.

Nas eleições de 2002 e 2009 o presidente cessante obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o Presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estiver melhor colocado para enfrentar o Presidente cessante.

O grupo inclui Guy-Brice Parfait Kolélas, André Okombi Salissa e a única mulher a candidatar-se Claudine Munari (todos antigos ministros de Sassou Nguesso), Pascal Tsaty Mabiala, herdeiro político do presidente Pascal Lissouba (afastado do poder pelas armas em 1997 pelo atual chefe de Estado) e o general Jean-Marie Michel Mokoko, até há algumas semanas conselheiro do Presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do Presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso não conseguirá ganhar à primeira volta a não ser que faça batota.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/558165/congo-ngesso-pode-ser-reeleito-apos-32-anos-no-poder

 

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Polícia do Congo dispersa com gás lacrimogéneo apoiantes da oposição

 

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Polícia do Congo dispersa com gás lacrimogêneo apoiantes da oposição Por Lusa A polícia congolesa dispersou hoje com gás lacrimogêneo cerca de 200 pessoas que insistiam para entrar numa assembleia de voto, no sul de Brazzaville, para assistir à contagem dos votos das presidenciais, constataram jornalistas da France Presse.

 

Dezenas de polícias fortemente armados usaram granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os jovens apoiantes do candidato da oposição Guy-Brice Parfait Kolélas.

O presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, há 32 anos no poder, recandidata-se nestas presidenciais, após uma alteração da Constituição que o permitiu.

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Aside

Congo: Recandidatura de Nguesso causa tensão antes das eleições

Autoridades impedem campanha da oposição.

Denis Sassou N'Guesso

Denis Sassou N’Guesso

A República do Congo realiza eleições presidências no próximo domingo, 20, num ambiente de tensão originada pela recandidatura de Denis Sassou N’guesso, que procura continua no poder ao cabo de três décadas.

O país vive uma total agitação eleitoral. A principal coligação da oposição, o IDC-Frocad, acusa as autoridades de estarem a impedir as campanhas dos candidatos.

Guy Romain Kinfoussia, porta-voz desta coligação, conta que recentemente a polícia lançou gás lacrimogénio numa reunião de um candidato da oposição. Outro candidato foi impedido de realizar uma reunião numa praça pública.

Nove candidatos concorrem ao cargo de Presidente da República, incluindo Dennis Sassou Nguesso, no poder há trinta anos.

Em resultado de um referendo realizado em Outubro, o país mudou a constituição para permitir mais de dois mandatos presidenciais e a eleição de um presidente com mais de 70 anos de idade. Foram 92 por cento de votos a favor, o que a oposição rejeitou após um boicote.

O Presidente Nguesso pretende ganhar as eleições na primeira volta.

Na semana passada, a coligação da oposição anunciou a criação da sua própria organização para a contagem de votos com o argumento de que a comissão de eleições favorecerá Nguesso.

Para Kinfoussia, a comissão de eleições não é independente, e contar os votos é fácil. Em caso de resultados falsos, Kinfoussia diz que irão contestar, uma vez que terão os números certos da contagem paralela.

O governo desqualificou a importância da contagem de votos pela oposição.

A União Europeia não enviará observadores. Alega que não foram criadas as condições para eleições livres e justas.

O partido no poder na França pediu o adiamento das eleições. A Organização congolesa dos Direitos Humanos também.

Tresor Nzila, director executivo desta organização, diz que o país caminha para uma confrontação – “uma vez que há todos os ingredientes para a violência, o que ninguém quer”. Nzila é a favor do adiamento desta ronda, o que daria espaço para os partidos todos discutirem.

As eleições haviam sido planificadas para Julho, mas o governo mudou para acelerar a implementação da nova constituição aprovada em finais de 2015.

 

http://www.voaportugues.com/content/congo-recandidatura-nguesso-causa-tensao-eleicoes/3235114.html