Jovens africanos estudaram a cadeia produtiva da mandioca no Brasil

Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Uganda, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Embrapa treina jovens de 14 países africanos na Bahia

Imagem: Embrapa

Embrapa - O pesquisador Joselito Motta com os jovens em comércio de Vitória da Conquista

O pesquisador Joselito Motta com os jovens em comércio de Vitória da Conquista

Até o dia 17 de novembro, 28 jovens de 14 países africanos participam do “Treinamento em propagação, produção e processamento da mandioca para jovens africanos”, ministrado na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA).

A iniciativa faz parte do Youth Technical Training Program – YTTP (Programa de Capacitação Técnica Juvenil), realizado pelo Instituto Brasil África (Ibraf), organização sem fins lucrativos voltada para projetos de cooperação sul-sul com ênfase nas relações Brasil-África. Os países representados são: Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Desde o dia 23 de outubro, o grupo recebe informações sobre a cadeia produtiva da mandioca por meio de aulas teóricas e práticas em laboratórios e campos experimentais da UD e em áreas de parceiros de pesquisa e transferência de tecnologia. No último dia, o grupo também vai receber informações sobre outras culturas pesquisadas pela Embrapa.

O programa inclui visitas técnicas à Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia – Coopamido (Laje), à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves – Coopatan (Presidente Tancredo Neves), ao Instituto Biofábrica de Cacau (Ilhéus) e à Cooperativa Mista Agropecuária dos Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia – Coopasub (Vitória da Conquista).

A escolha da agricultura como primeiro tema do YTTP faz parte da estratégia Feeding Africa, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), apoiador da primeira desta primeira etapa do programa, que busca a transformação da agricultura no continente africano. “A agricultura é uma matriz comum ao continente africano e ao Brasil, e entendo isso de forma muito clara: para desenvolver um país como um todo ou o continente como um todo, primeiramente, tem que ser através do desenvolvimento da agricultura”, declarou João Bosco Monte, presidente do Ibraf.

Com o objetivo de definir a programação do treinamento, Monte já tinha estado na Unidade em março e julho. “Para o Ibraf, a Embrapa é uma parceira fundamental e imperativa. O programa tem três pilares: a faixa etária, porque queríamos jovens; o gênero, porque queríamos equidade; e a continentalidade. Por isso, temos representantes de 14 países da África, que é formada por 54 países”, disse.

Entre os alunos, compostos por produtores e técnicos, a expectativa é grande. Beckie Nakabugo, de Uganda, é uma delas. “Aprender sobre mandioca vai beneficiar meu país, porque o povo está desanimado. Lá tem o Cassava Brown Streak Virus, e muitos produtores desistem de plantar. Minhas expectativas com o curso são grandes, porque a Embrapa é uma empresa grande e nós estamos recebendo o melhor tratamento, com os melhores professores”, afirmou.

Ernest Lifu Atem, de Camarões, está gostando da experiência. “Alguns dos temas a gente precisaria de, no mínimo, seis meses para realmente entender, mas estamos aprendendo bastante. Espero transformação de mente, de conhecimento. Espero ver mais métodos do que resultados dos trabalhos feitos aqui no Brasil. Claro que os resultados também são importantes para comparar as análises, mas o que mais importa é aprender métodos para aplicar no meu local de trabalho”, salientou.

“A formação ocorre bem, os palestrantes explicam bem os cursos e as matérias. Uma coisa muito interessante é a associação da teoria com a prática. É muito interessante ver o que eles falam e as provas reais do que aconteceu. Eu espero que a formação continue assim até o final. Nós fomos bem acolhidos, e a Embrapa é um lugar bem calmo, ideal para aprender”, destacou Guelord Nsuanda, da República Democrática do Congo.

“Como responsáveis pelo treinamento, esperamos que os alunos repassem esse conhecimento porque ele realmente tem que chegar ao produtor”, disse o pesquisador Marcio Porto, do Núcleo de Relações Internacionais, um dos organizadores do curso, ao lado de Alfredo Alves.

jovens

 

Encerramento do curso

“Meu sonho para os jovens africanos é que se tornem milionários. A pergunta é: como isso vai acontecer? A resposta: só vai acontecer quando a juventude africana praticar agricultura como negócio. E esse é o propósito de estarmos aqui. Garanto ao Instituto Brasil África e à Embrapa que daqui a cinco anos os participantes que estão aqui vão se tornar milionários. Iremos fazer uso do que aprendemos. Não somente iremos nos tornar milionários, mas iremos criar empregos para outros jovens africanos, que vão ter um trabalho digno.” Com esse depoimento, o jovem Obinna Atu, da Nigéria, encerrou sua participação no curso sobre propagação, produção e processamento da mandioca, que treinou, durante um mês, 28 jovens de 14 países africanos na Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas, BA).

No workshop de encerramento, que contou com a presença do presidente do Instituto Brasil África, João Bosco Monte, do chefe-geral Alberto Vilarinhos e de integrantes da equipe técnica de mandioca, um jovem representante de cada país resumiu o que significou o curso e como pretende aplicar os novos conhecimentos (veja cinco depoimentos abaixo). Os países representados foram: Benin, Burundi, Camarões, Costa do Marfim, Gana, Malaui, Moçambique, Nigéria, República do Congo, Uganda, Senegal, Serra Leoa, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

“Depois de 30 dias de intensas atividades, o resumo é muito valioso. O que imaginamos há mais de um ano, quando idealizamos esse programa, era trazer jovens africanos para receber treinamento no Brasil em instituições campeãs que pudessem agregar valor a eles. A ideia, então, era trazê-los para aprender no melhor lugar. Quando ouço os depoimentos e olho nos olhos deles, vejo que valeu a pena o investimento para que esses 28 jovens pudessem receber esse conhecimento aqui, que pode se transformar em algo muito maior. Essa é a beleza de um treinamento como esse. Os jovens saem com o conhecimento adquirido, mas podem ser multiplicadores disso em seus lugares de origem”, avaliou Bosco.

A iniciativa faz parte do Youth Technical Training Program – YTTP (Programa de Capacitação Técnica Juvenil), realizado pelo Instituto Brasil África, organização sem fins lucrativos voltada para projetos de cooperação sul-sul com ênfase nas relações Brasil-África sediada em Fortaleza (CE). A escolha pela agricultura como primeiro tema faz parte da estratégia Feeding Africa, do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), apoiador da desta primeira etapa do programa.

O grupo recebeu informações sobre toda a cadeia produtiva da mandioca por meio de aulas teóricas e práticas em laboratórios, campos experimentais da Unidade e áreas de parceiros de pesquisa e transferência de tecnologia. No último dia, também foram repassadas informações sobre outras culturas pesquisadas pela Embrapa. A programação incluiu visitas técnicas à Cooperativa dos Produtores de Amido de Mandioca do Estado da Bahia – Coopamido (Laje), à Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves – Coopatan (Presidente Tancredo Neves), ao Instituto Biofábrica de Cacau (Ilhéus) e à Cooperativa Mista Agropecuária dos Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia – Coopasub (Vitória da Conquista).

“Não é fácil reunir pessoas de 14 países, falando dois idiomas (inglês e francês) e muitos outros, seus idiomas nativos. Uma verdadeira torre de babel. Mas deu tudo certo. O curso foi produtivo, e a avaliação dos participantes em relação à Embrapa foi muito positiva, elogios grandes à equipe técnica que compartilhou conhecimento. Agora a intenção é irmos além da mandioca. Vejo a banana, por exemplo, como uma cultura de especial interesse pelos africanos”, resumiu o pesquisador Marcio Porto, um dos organizadores do curso, ao lado do pesquisador Alfredo Alves, que está na África, em missão com Joselito Motta, que acompanhou o grupo durante boa parte do curso e foi citado por muitos participantes no encerramento. Nesta semana, Marcio se juntou a eles, na África, em missão que passa por Gana e Nigéria.

Na primeira semana, Alfredo e Joselito visitaram comunidades produtoras e processadoras de mandioca de Techiman, em Gana, onde as mulheres fabricam o gari – farinha fermentada e amarelada com azeite de dendê. Na zona rural de Abeokuta, na Nigéria, os pesquisadores estiveram em uma comunidade onde as mulheres viram pela primeira vez a tapioca brasileira. “Apesar das dificuldades, o semblante delas era de alegria e esperança”, relatou Joselito.

A Embrapa participou também do evento CassavaTech 2017, que ocorreu de 21 a 23 em Lagos, na Nigéria.

Depoimentos

Gana – Valaria Adzo Adzatia
“Agora sei que não sabia muito sobre mandioca. Nunca vou esquecer as aulas, as visitas a campo, as casas de produção e tudo mais. Eu não sabia que a gente poderia utilizar a mandioca para fazer muitas coisas. Em Gana percebi que a gente desperdiça muito a mandioca. Um produto que aprendi aqui e não estava muito confiante em fazer era o amido. Sempre vi como um processo muito longo, mas foi simplificado aqui para mim. É um dos produtos que estou pensando em trabalhar porque vou me concentrar mais na parte de processamento.”

Malaui – Maness Nkhata
“A parte sobre as pragas foi muito importante porque vi algumas coisas que são novas para mim, especialmente o manejo integrado. O treinamento me proporcionou também conhecimento para produção e processamento da mandioca. Isso vai me ajudar no desenvolvimento de outros produtos que não fazemos nos nossos países. Outra área muito interessante foi a cultura de tecidos. Espero também construir um laboratório para cultura de tecidos e outros processos, além de treinar outros jovens para plantar e manejar as plantações de mandioca. O treinamento foi um sucesso. Meus planos futuros com o conhecimento obtido nas aulas, nas visitas a campo e outras áreas são contribuir para o sucesso da produção de mandioca no meu país.”

Nigéria – Obinna Atu
“Percebi que na África acontece como aqui no Brasil: a maioria dos agricultores não tem acesso aos materiais de plantios melhorados. Por anos o IITA (Instituto Internacional de Agricultura Tropical) tem lutado para alcançar esses objetivos. A mandioca é um dos alimentos mais importantes da base alimentar na Nigéria. Mais de 60% das famílias dependem da mandioca para viver. Vi o processo de multiplicação como uma boa maneira de começar um negócio para os jovens, para investir nosso dinheiro e nossa energia. Aqui vimos também muitos produtos que podemos fazer utilizando a mandioca. Vamos experimentar na Nigéria para ver as oportunidades de negócios lá. Descobrimos que o processamento pode criar milhares de trabalhos para os jovens e gerar muito lucro.”

Senegal – Dieynaba Badiane
“O Senegal tem 14 regiões, e em cada uma há uma plataforma de produção. A gente pode transformar todos esses conhecimentos adquiridos aqui. O que me marcou nessa formação é o fato de trabalhar na prática, nos laboratórios. Temos necessidades agrícolas no Senegal e não conhecemos a cultura in vitro. Com essa técnica que aprendi aqui, quero fazer a micropropagação e trabalhar em parceria com vocês. Temos o hábito de inovar e de criar novas coisas na fabricação, mas ainda não tínhamos conhecido o potencial da mandioca. Com tudo que eu aprendi aqui nessa formação, vou levar muito para lá.”

Serra Leoa – Alie Kamara
“Falando sobre produção de alimentos, fomos capazes de observar e fazer alguns processos, como a produção de chips de mandioca, de mandioca palito. Também aprendemos sobre o programa de melhoramento, que é uma coisa do meu interesse. Na viagem que fizemos, aprendemos muito sobre as etapas. No laboratório, vimos como fazer a multiplicação, identificando o material antes de cortar, como levamos a mandioca para o laboratório, a limpeza do material. Outra parte que aprendemos foi sobre ciência e empreendedorismo. Tenho muita coisa para levar para casa. Vou fazer uma apresentação sobre o que aprendi aqui para outros jovens do meu país.”

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Angola, Nigéria, Senegal e a Republica Democrática do Congo estarão no Conselho dos Direitos Humanos da ONU, em 2018

mediaImagem site OMUNGA sobre violação de direitos humanos, em incidentes, do Monte Belo, Benguela, em 2017OMUNGA/DR

Angola é um dos 3 países africanos, que com a Nigéria, Senegal e a RDC, passarão a fazer parte do conselho dos direitos humanos da ONU, em 2018, por dois anos. Uma decisão no seguimento da eleição, esta segunda-feira, em Nova Iorque, de novos membros do órgão que se ocupa dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça.

 

A assembleia-geral da Nações Unidas, em Nova Iorque, elegeu, esta segunda-feira, (16) novos 15 membros de um total de 47 países do conselho dos direitos humanos da ONU, com sede em Genebra, na Suíça, nomeadamente, 3 estados africanos, Angola, RDC e Senegal.

As autoridades angolanas reagiram, positivamente, duma maneira geral, à eleição de Angola para o conselho de direitos humanos das Nações Unidas, numa altura em que o país, sai de eleições gerais, com um novo Parlamento, um novo governo e um novo Presidente, João Lourenço.

Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Justiça de Angola, reagiram, sublinhando um “reconhecimento” internacional pelas “melhorias” feitas em matéria dos direitos humanos no país.

O embaixador de Angola, na ONU, em Genebra, Apolinário Correia, disse mesmo que Angola não pratica “violação dos direitos humanos” e que o caso dos jovens activistas, conhecidos pelos 15+2, foi “exagerado” de maneira tendenciosa.

Em matéria de reacções de associações angolanas, dos direitos humanos, a OMUNGA,através do seu coordenador, José Patrocínio, relativiza o entusiasmo das autoridades angolanas, mas considera que esta eleição é “uma oportunidade de estimular o diálogo na matéria com as autoridades angolanas”.

 

http://pt.rfi.fr/angola/20171018-omunga-aberta-dialogo-sobre-direitos-humanos-em-angola

Papa Francisco preocupado com a situação no Sudão do Sul, Sudão, Somália e Republica Democrática do Congo

Papa Francisco 1.jpgEm sua Mensagem Pascal, pronunciada na Praça de São Pedro do Vaticano após a Missa da Páscoa da Ressurreição e da oração do Regina Coeli, o Papa Francisco pediu pela paz em diferentes países do Oriente Médio e da África assolados por sangrentos conflitos.

O Pontífice pediu “ao Senhor ressuscitado” que sustente os esforços de quantos trabalham ativamente para levar alívio e conforto à população civil na Síria, vítima de uma guerra que não cessa de semear horrores e morte, conceda paz a todo o Oriente Médio, a começar pela Terra Santa, bem como ao Iraque e ao Iêmen.

Do mesmo modo, pediu que “não falte a proximidade do Bom Pastor às populações do Sudão do Sul, do Sudão, da Somália e da República Democrática do Congo, que sofrem o perdurar de conflitos, agravados pela gravíssima carestia que está a afetar algumas regiões da África”.

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2017/04/16/em-mensagem-pascal-papa-francisco-pede-paz-na-africa-e-no-oriente-medio/

Violações de direitos humanos no Congo

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Brazzaville, Congo (PANA) – A Ação Cristã para a Abolição da Tortura (ACAT) e a Associação para os Direitos Humanos e o Universo Prisional (ADHUC), ambas Organizações Não Governamentais (ONG) dos direitos humanos, denunciaram terça-feira em Brazzaville, perto de 250 casos de violações dos direitos humanos, nomeadamente torturas perpetradas entre outubro de 2015 e até agora, por elementos da força pública.

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‘As organizações receberam, desde 2015 até agora, perto de 250 casos de violações dos direitos humanos, mas o maior número dos lesados vivem na clandestinidade como o receio de represálias », deplorou Louamba Moke, presidente da ADHUC durante uma conferência de imprensa.

Segundo ele, « depois do referendo de 25 de outubro de 2015, as eleições presidenciais de 20 de março de 2016 e os eventos de 4 de abril último nos bairros do sul de Brazzaville alastram-se para a região de Pool, no sul.

Não passam dias sem que sejamos informados sobre casos de detenções e de detenção arbitrárias, de tortura e de tratamentos cruéis, desumanos e desagradáveis, indignou-se.

As duas ONG deploraram ainda a atitude do Governo congolês que não se preocupa, banalizando estas diferentes violações dos direitos humanos observadas.

Por conseguinte, a ADHUC e ACAT pedem ao Governo para identificar os torcionários do « esquadrão da morte », provavelmente a Guarda Republicana (GR), e a detenção dos autores assim identificados, e que circulam a bordo dum veículo V8.

Elas apelam às autoridades congolesas para agilizarem os processos de queixas penais e sanções contra os autores de atos de tortura.

-0- PANA MB/IS/IBA/MAR/DD 1dez2016

Missão portuguesa com várias origens

30 de Julho, 2016

Fotografia: AFP

A missão de 92 atletas portugueses aos Jogos Olímpicos Rio’2016 engloba competidores nascidos em 17 países, alguns oriundos da diáspora, outros a assumir a nacionalidade da nação que abraçaram  as suas famílias.

Ao todo são 18 (cerca de um quinto) os nascidos em países tão distintos como o Brasil e Estados Unidos, nas Américas, Angola, São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Congo e Costa do Marfim, em África, na asiática China ou nos europeus Rússia, Bulgária, França, Alemanha, Moldávia, Ucrânia, Inglaterra ou Suíça.
Recorde-se que o campeão olímpico Nélson Évora – só Rosa Mota, Fernanda Ribeiro e Carlos Lopes têm também o ouro olímpico – nasceu na Costa do Marfim.
As mesa-tenistas Fu Yu e Shao Jiene, nascidas na China, o judoca Sergiu Oleinic, oriundo da Moldávia, as nadadoras Tamila Holub e Victoria Kaminskaya, respectivamente da Ucrânia e Rússia, a velocista Lorene Bazolo, que chegou do Congo, e o lançador de peso Tsanko Arnaudov, de origem búlgara, são os nomes menos “portugueses” da comitiva para os  Jogos Olímpicos Rio’2018.
Diferentes motivos levaram esses atletas a representar Portugal, como por exemplo Lorene Bazolo que fugiu do Congo, que representou em Londres’2012, para encontrar amparo no país europeu, cujo recorde dos 100 metros, que era de Lucrécia Jardim desde 1997, já bateu.
Tsanko Arnaudov está em Portugal desde os 12 anos, Fu Yu chegou ao país em 2001 e naturalizou-se em 2013, enquanto Shao Jieni chegou a Gondomar há seis anos (tinha 16) e Tamila Holub foi para Portugal com a família com três anos.
A cavaleira Luciana Diniz, por exemplo, tem nome mais português, mas nasceu no Brasil, país que representou em Atenas’2004, sendo que já vestiu as cores lusitanas em Londres’2012.
O grosso do grupo no Rio’2016 está distribuído por todo o país, destacando-se, ainda assim, Lisboa com 11 atletas, Porto e Guimarães com quatro, Coimbra, Cascais e Portimão com três. A Madeira conta com três representantes e os Açores um.

http://jornaldeangola.sapo.ao/desporto/missao_portuguesa_com_varias_origens

Brasil deve manter presença na África apesar da crise, dizem embaixadores

 

embaixadores

Apesar da crise econômica que o país atravessa, o Brasil deve manter a aproximação com a África, segundo dois embaixadores designados para postos naquele continente — Raul de Taunay para a República do Congo e José Carlos de Araújo Leitão para Cabo Verde. As indicações foram aprovadas nesta quinta-feira (23) pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). Na mesma reunião também foi acolhida a indicação de João Inácio Oswald Padilha para a embaixada na República do Chipre.

Primeiro a expor seus planos aos senadores, Taunay anunciou que partiria com “doses elevadas de cautela” para Brazaville, capital da República do Congo, país que experimenta grande instabilidade política. Depois de mais uma reeleição neste ano do presidente Denis Sassou N’Guesso, no poder desde 1997, relatou o embaixador, o país tem sido tomado por muitas manifestações populares. A disputa política, informou, ainda tem sido aprofundada pela interferência de potências estrangeiras no país, quarto maior produtor de petróleo na África.

— A República do Congo vive momentos imprevisíveis de instabilidade. Vou precavido, mas com espírito de missão, humanitário e filantrópico. A região está sujeita a conflitos, e buscarei na precaução e na prudência garantir a segurança da comunidade brasileira residente e implementar uma agenda realista, pragmática e possível — disse Taunay, ao lembrar que empresas brasileiras atuam no Congo.

Custos

Após ouvir a exposição de Taunay, o senador Lasier Martins (PDT-RS) colocou em dúvida a necessidade de o Brasil enviar embaixador a Brazaville, capital de um país em guerra civil, com doenças, pobreza e falta de infraestrutura para atrair investimentos.

— O que o Congo tem a nos dar? Numa época em que o Brasil tem dificuldades econômicas, por que gastar com embaixadas em países que, no terreno pragmático, não têm nada a nos dar? Temos gastos imensos e aluguéis de embaixadas atrasados — questionou Lasier.

Ainda no debate, o senador João Alberto (PMDB-MA) recordou a “dívida do Brasil com a África”, enquanto Cristovam Buarque (PDT-DF) ressaltou a importância de manter as representações brasileiras no exterior, uma vez que o custo de mantê-las é menor, a seu ver, que o prestígio que garantem ao Brasil.

Benefícios

Em resposta, Taunay considerou “justa e válida” a discussão, mas informou que a embaixada em Brazaville é “barata” para o Brasil.

Atual embaixador em São Tomé e Príncipe e indicado para representar o Brasil em Cabo Verde, joão Carlos Leitão também defendeu a manutenção dos postos em países africanos. A embaixada em São Tomé, informou, foi a primeira de 19 embaixadas instaladas na África nos últimos anos. Depois dessa aproximação, foram eleitos candidatos brasileiros para comandar a Organização das Nações Unidas para a Agricultura (FAO) e a Organização Mundial do Comércio (OMC) — respectivamente José Graziano da Silva e Roberto Azevêdo.

— O Brasil não teria o comando da FAO e da OMC sem o apoio africano — afirmou.

Cooperação

Em sua exposição, Leitão disse que Cabo Verde é “parceiro preferencial” do Brasil, tanto por falar a mesma língua como pelo fato de estar pronto para receber cooperação oriunda do que chamou de “ilhas de excelência” da administração brasileira. Um dos principais atores dessa cooperação, em sua opinião, é o Serviço Nacional da Indústria (Senai), que tem atuado na África e construiu um centro de capacitação profissional em Cabo Verde.

O embaixador indicado defendeu ainda maior presença no país da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), intenção elogiada pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Por sua vez, o embaixador designado Oswald Padilha informou que o Chipre, depois de passar por turbulências políticas nos últimos anos, em função da disputa entre a Grécia e a Turquia por influência no arquipélago, pode atualmente ser considerado um “país europeu em vias de retomar o ciclo de prosperidade”. Ele observou que o Chipre tem grandes reservas de gás e um setor portuário que poderia ter parcerias com portos brasileiros.

A reunião foi presidida pelo senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte:http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2016/06/23/brasil-deve-manter-presenca-na-africa-apesar-da-crise-dizem-embaixadores

Aside

Chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso divulga novo governo

Brazzaville – O chefe de Estado congolês, Denis Sassou Nguesso, divulgou sábado à noite, em Brazzaville, o novo Governo liderado pelo primeiro-ministro Clément Mouamba, cuja lista foi apresentada pelo director do gabinete presidencial, Firmin Ayessa, anunciou neste domingo à rádio de Estado.

PRESIDENTE DO CONGO,DENIS SASSOU NGUESSO, QUE APRESENTOU NOVO GOVERNO

FOTO: PEDRO PARENTE

Segundo Firmin Ayessa, trata-se de um Governo de ruptura marcado pela entrada de jovens e pela partida de quatro dos cinco antigos ministros de Estado (Isidore Mvouba, do Desenvolvimento Industrial, Rodolphe Adada, dos Transportes, Florent Ntsiba, da Segurança Social e Aimé Emmanuel Yoka , da Justiça).

Saído do Governo há oito meses e muito activo durante a campanha eleitoral junto do Presidente Denis Sassou Nguesso, Alain Akouala Atipault volta para ocupar a pasta das Zonas Económicas Especiais.

Entre os jovens que entram está o caso de Léon Juste Ibombo, nos Correios, Arlette Soudan Nonault, na pasta do Turismo e Lazeres ou ainda Ingrid Olga Ebouka Babakas, no Ministério do Planeamento.

Gilbert Ondongo, ministro das Finanças há sete anos, perde este cargo que volta a Calixte Ganongo, mas fica ministro de Estado da Economia. Henri Djombo, que dirigiu a Economia Florestal durante 19 anos, torna-se ministro de Estado da Agricultura e Pecuária.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Jean Claude Gakosson; da Comunicação, Thierry Moungalla; do Interior, Raymond Zéphirin Mboulou; e da Defesa, general Charles Richard Mondjo, conservam os seus departamentos ministeriais.

http://www.portalangop.co.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/4/17/Congo-Divulgado-novo-Governo,2ca7e337-9ac5-4e5b-9b97-6655652944fc.html

Congo:”diversificação da economia, a descentralização, soluções para o problema do desemprego de jovens, a consolidação da solidariedade e da unidade nacional”

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Clément Mouamba foi nomeado no fim de semana primeiro-ministro do Congo pelo Presidente reeleito do mesmo país, Denis Sassou Nguesso, uma semana depois da sua investidura para um novo mandato de cinco anos, depois da sua vitória nas eleições presidenciais.

 

Banqueiro, formado em França, Clément Mouamba, de cerca de 60 anos de idade, é originário de Lékoumou, no sudoeste do Congo, é incumbido de formar a futura equipa governamental.

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Ex-ministro congolês das Finanças, de 1992-1993, sob o regime do então Presidente destituído, Pascal Lissouba, o novo chefe de Governo foi excluído em Julho último da União Pan-africana para a Democracia Social (UPADS), principal partido de oposição.

O também alto quadro do Banco dos Estados da África Central (BEAC) é casado e pai de 14 filhos, vai enfrentar vários desafios.

Durante o seu juramento para o novo mandato de cinco anos, o Presidente congolês prometeu algumas reformas “necessárias à transformação do Congo”, nomeadamente a diversificação da economia, a descentralização, soluções para o problema do desemprego de jovens, a consolidação da solidariedade e da unidade nacional.

A seu ver, estas metas só podem ser alcançadas as diferentes instituições da República, entre as quais, o Governo, se mostrarem à altura das expectativas das populações.

http://www.verdade.co.mz/africa/57708-antigo-membro-da-oposicao-nomeado-primeiro-ministro-do-congo

Aside

Congo reelege no primeiro turno Denis Sassou Nguesso para presidente

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Denis Sassou Nguesso o presidente da República do Congo foi reeleito no primeiro turno com 60% dos votos. Nas eleições de 2002 e 2009 Nguesso tinha conseguido, respetivamente, 90% e 78% dos votos.

Oposição afirmou que Nguesso só venceria eleições através de “batota”.

O Presidente da República do Congo (Congo-Brazzaville), Denis Sassou Nguesso, foi reeleito no primeiro turno, estendendo os seus 32 anos no poder, informou esta quinta-feira o ministro do Interior.

Raymond Zephyrin Mboulou anunciou os resultados na televisão pública às 03:30 (02:30 em Lisboa), indicando que Nguesso teve 60% dos votos, na sequência das eleições no domingo.

Na quarta-feira, dois candidatos da oposição rejeitaram os resultados parciais que davam Nguesso como vencedor, com 67% dos votos.

Denis Sassou Nguesso, há 32 anos no poder, foi reeleito nas presidenciais de domingo após uma alteração da Constituição que permitiu a sua candidatura.

Os eleitores, chamados às urnas para eleger o primeiro presidente de uma nova república instituída pela alteração da Constituição, escolheram entre nove candidatos.

Nas eleições de 2002 e 2009 Denis Sassou Nguesso obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estivesse melhor colocado para enfrentar o presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso só conseguiria ganhar à primeira volta se fizesse batota.

Considerando não estarem reunidas as condições para um escrutínio transparente e democrático, a União Europeia não enviou observadores eleitorais. A União Africana não colocou as mesmas reticências.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto maior produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

 

http://observador.pt/2016/03/24/congo-reelege-primeira-volta-denis-sassou-nguesso-presidente/

Aside

Congo: Ngesso pode ser reeleito após 32 anos no poder

Denis Sassou Nguesso pode juntar hoje mais um mandato aos 32 anos que leva no poder na República do Congo, nas eleições presidenciais em que participa depois de ter alterado a Constituição para poder concorrer.

Nas eleições de 2002 e 2009 o presidente cessante obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o Presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estiver melhor colocado para enfrentar o Presidente cessante.

O grupo inclui Guy-Brice Parfait Kolélas, André Okombi Salissa e a única mulher a candidatar-se Claudine Munari (todos antigos ministros de Sassou Nguesso), Pascal Tsaty Mabiala, herdeiro político do presidente Pascal Lissouba (afastado do poder pelas armas em 1997 pelo atual chefe de Estado) e o general Jean-Marie Michel Mokoko, até há algumas semanas conselheiro do Presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do Presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso não conseguirá ganhar à primeira volta a não ser que faça batota.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/558165/congo-ngesso-pode-ser-reeleito-apos-32-anos-no-poder