Aside

Congo: Ngesso pode ser reeleito após 32 anos no poder

Denis Sassou Nguesso pode juntar hoje mais um mandato aos 32 anos que leva no poder na República do Congo, nas eleições presidenciais em que participa depois de ter alterado a Constituição para poder concorrer.

Nas eleições de 2002 e 2009 o presidente cessante obteve 90% e 78% dos votos, respetivamente, em escrutínios boicotados pela oposição.

Desde vez, após ter tentado em vão impedir a mudança da Constituição, a oposição decidiu na sua maioria participar nas eleições para escolher o Presidente do país da África Central, com 4,5 milhões de habitantes.

A nova lei fundamental, que acabou com a limitação dos dois mandatos presidenciais, entrou em vigor em novembro, após a sua aprovação por referendo, no que a oposição classificou de “golpe de Estado constitucional”.

Cinco candidatos assinaram um pacto eleitoral comprometendo-se a apoiar na segunda volta quem de entre eles estiver melhor colocado para enfrentar o Presidente cessante.

O grupo inclui Guy-Brice Parfait Kolélas, André Okombi Salissa e a única mulher a candidatar-se Claudine Munari (todos antigos ministros de Sassou Nguesso), Pascal Tsaty Mabiala, herdeiro político do presidente Pascal Lissouba (afastado do poder pelas armas em 1997 pelo atual chefe de Estado) e o general Jean-Marie Michel Mokoko, até há algumas semanas conselheiro do Presidente cessante.

Segundo estes candidatos, a “rejeição” do Presidente que dizem sentir no país é tão forte que Sassou Nguesso não conseguirá ganhar à primeira volta a não ser que faça batota.

Com fronteiras com o Gabão, Camarões, República Centro Africana, República Democrática do Congo e o enclave angolano de Cabinda, o Congo-Brazzaville é o quarto produtor de petróleo da África subsaariana, mas a maioria da sua população vive na pobreza.

https://www.noticiasaominuto.com/mundo/558165/congo-ngesso-pode-ser-reeleito-apos-32-anos-no-poder

 

Aside

Polícia do Congo dispersa com gás lacrimogéneo apoiantes da oposição

 

--.jpg

Polícia do Congo dispersa com gás lacrimogêneo apoiantes da oposição Por Lusa A polícia congolesa dispersou hoje com gás lacrimogêneo cerca de 200 pessoas que insistiam para entrar numa assembleia de voto, no sul de Brazzaville, para assistir à contagem dos votos das presidenciais, constataram jornalistas da France Presse.

 

Dezenas de polícias fortemente armados usaram granadas de gás lacrimogéneo para dispersar os jovens apoiantes do candidato da oposição Guy-Brice Parfait Kolélas.

O presidente da República do Congo, Denis Sassou Nguesso, há 32 anos no poder, recandidata-se nestas presidenciais, após uma alteração da Constituição que o permitiu.

----

Aside

Congo: Recandidatura de Nguesso causa tensão antes das eleições

Autoridades impedem campanha da oposição.

Denis Sassou N'Guesso

Denis Sassou N’Guesso

A República do Congo realiza eleições presidências no próximo domingo, 20, num ambiente de tensão originada pela recandidatura de Denis Sassou N’guesso, que procura continua no poder ao cabo de três décadas.

O país vive uma total agitação eleitoral. A principal coligação da oposição, o IDC-Frocad, acusa as autoridades de estarem a impedir as campanhas dos candidatos.

Guy Romain Kinfoussia, porta-voz desta coligação, conta que recentemente a polícia lançou gás lacrimogénio numa reunião de um candidato da oposição. Outro candidato foi impedido de realizar uma reunião numa praça pública.

Nove candidatos concorrem ao cargo de Presidente da República, incluindo Dennis Sassou Nguesso, no poder há trinta anos.

Em resultado de um referendo realizado em Outubro, o país mudou a constituição para permitir mais de dois mandatos presidenciais e a eleição de um presidente com mais de 70 anos de idade. Foram 92 por cento de votos a favor, o que a oposição rejeitou após um boicote.

O Presidente Nguesso pretende ganhar as eleições na primeira volta.

Na semana passada, a coligação da oposição anunciou a criação da sua própria organização para a contagem de votos com o argumento de que a comissão de eleições favorecerá Nguesso.

Para Kinfoussia, a comissão de eleições não é independente, e contar os votos é fácil. Em caso de resultados falsos, Kinfoussia diz que irão contestar, uma vez que terão os números certos da contagem paralela.

O governo desqualificou a importância da contagem de votos pela oposição.

A União Europeia não enviará observadores. Alega que não foram criadas as condições para eleições livres e justas.

O partido no poder na França pediu o adiamento das eleições. A Organização congolesa dos Direitos Humanos também.

Tresor Nzila, director executivo desta organização, diz que o país caminha para uma confrontação – “uma vez que há todos os ingredientes para a violência, o que ninguém quer”. Nzila é a favor do adiamento desta ronda, o que daria espaço para os partidos todos discutirem.

As eleições haviam sido planificadas para Julho, mas o governo mudou para acelerar a implementação da nova constituição aprovada em finais de 2015.

 

http://www.voaportugues.com/content/congo-recandidatura-nguesso-causa-tensao-eleicoes/3235114.html

Image

Candidato presidencial do Congo libertado após interrogatório

0000000000000000

As autoridades congolesas libertaram Jean-Marie Michel Mokoko, antigo chefe das Forças Armadas, candidato às eleições presidenciais de março, informou o seu advogado.

“Ele foi interrogado (…) em relação a uma investigação policial”, durante seis horas na segunda-feira, disse o advogado Eric Yvon Ibouanga à agência AFP, acrescentando que não pode facultar detalhes sobre a referida investigação.

O procurador do Ministério Público ordenou a detenção de Mokoko na sexta-feira, alegadamente devido a declarações que proferiu “amplamente disseminadas nas ruas e nas redes sociais”.

Encontra-se a circular na Internet, desde 13 de fevereiro, data em que Mokoko realizou a sua primeira atividade de campanha, um vídeo que aparentemente implica o general numa tentativa de golpe.

A campanha de Mokoko disse que o vídeo, que remonta ao início dos anos 2000, é falso.

Chefe das Forças Armadas da República do Congo entre 1987 e 1993, Mokoko é atualmente representante especial da União Africana na vizinha República Centro-Africana.

Mokoko foi também durante muito tempo aliado do Presidente da República do Congo, Sassou Nguesso, mas em fevereiro anunciou a sua resignação ao cargo de conselheiro para a paz e segurança, que ocupava desde 2005.

A 08 de fevereiro anunciou a sua intenção de entrar na corrida às presidenciais de 20 de março e, portanto, de desafiar o seu antigo superior.

A República do Congo adotou uma nova Constituição a 25 de outubro, na sequência da realização de um referendo boicotado pela oposição.

A nova Constituição excluiu os dois entraves que impediam o atual Presidente do país, Denis Sassou Nguesso, de 72 anos, de se candidatar a um terceiro mandato, nomeadamente o limite de idade e o número de mandatos.

Denis Sassou Nguesso liderou o país entre 1979 e 1992, quando se realizaram as primeiras eleições multipartidárias, as quais perdeu, tendo regressado ao poder em 1997, depois da guerra civil.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/candidato-presidencial-do-congo-libertado-apos-interrogatorio_n898170

Gallery

Sassou Nguesso candidata-se à terceiro mandato presidencial no Congo

00000.jpg
 
 
O Presidente congolês, Denis Sassou Nguesso, foi investido segunda-feira à noite pelo seu partido, o Partido Congolês do Trabalho (PCT), como seu candidato a um terceiro mandato nas eleições presidenciais antecipadas previstas para 20 de Março próximo.
 
“É a melhor escolha”, declarou à imprensa o secretário-geral do PCT, Pierre Ngolo, que presidiu aos trabalhos do comité de investidura realizado de 24 a 25 de janeiro corrente em Brazzaville, a capital congolesa. “Fizemos a boa escolha, a melhor escolha, que, nos países com tradição bolsista, iria impulsionar as bolsas porque os cidadãos estão conscientes, os investidores tranquilizados e economia certa de ser dinamizada”, justificou.
 
“O Presidente Denis Sassou Nguesso tranquiliza devido à sua grande experiência de estadista e constitui a pessoa que melhor suporta os valores de paz, de diálogo, de partilha, de democracia e de unidade nacional”, afirmou Pierre Ngolo.
 
Como em 1992, 2002 e 2009, o Presidente Sassou Nguesso será o candidato do PCT às próximas eleições presidenciais e disputará um terceiro mandato a 20 de Março próximo, em conformidade com a nova Constituição que entrou em vigor a 6 de Novembro de 2015.
 
Denis Sassou Nguesso é apresentado como o homem da situação por Alain Moka e Jean-Pierre Manoukou-Kouba, duas personalidades influentes do bureau político do PCT.
 
“Vocês sabem que a conjuntura internacional é muito delicada. Há vento, há tempestade. É preciso alguém com experiência para conduzir o barco e levá-lo a bom porto e este é Denis Sassou Nguesso”, declarou Alain Moka. “Ele tem tudo o que se precisa para tranquilizar, sobretudo nestes tempos tumultuosos”, argumentou Jean-Pierre Manoukou-Kouba.
 
Para o porta-voz da oposição congolesa, Gui Romain Kinfoussia, “é a crónica duma decisão já anunciada e um evento sem importância, pois o PCT tem apenas um líder”.
 
 
Image

Presidente do Congo não quer deixar o poder

 

presidente do congo

Certas lideranças africanas surgidas no período pós independência entendem que a politica é a ate de de se manter indefinidamente no poder. Não conseguem se ver longe do Governo. Um exemplo disso é o que está ocorrendo no Congo, como atual presidente, Denis Sassou Nguesso, 73 anos.

Nascido no norte do país, é membro da tribo Mbochi. É general, tendo recebido treino militar na Argélia e já foi presidente nesse país outra vez, entre 1979 e 1992. Foi reeleito em 1997, e governa até hoje. Nguesso pertence ao partido

A República do Congo anunciou a realização de eleições presidências a 20 de Março deste ano. As eleições acontecem depois da aprovação de uma nova constituição que permite ao Presidente Sassou Nguesso concorrer para mais um mandato.

A nova constituição, rejeitada pela oposição, permite que um presidente concorra quantas vezes quiser e não limita a idade dos candidatos.

Nguesso, que ganhou eleições em 2002 e 2009, dirigiu o Congo durante maior parte dos últimos 36 anos. Uma prática que contribui para manter grupos políticos, e não leva a renovação, empobrecendo a democracia.

Image

Presidente do Congo quer antecipar as eleições

 
dsn
 
 
O presidente do Congo (Brazzaville) anunciou hoje no parlamento a sua intenção em convocar eleições presidenciais no primeiro trimestre de 2016.
 
Um escrutínio que estava inicialmente agendado para Julho do próximo ano. O chefe de Estado alega, desta feita, querer imprimir uma nova dinâmica institucional.
 
O anúncio da antecipação das eleições ocorreu perante o parlamento congolês reunido em congresso.
 
Segundo a nova constituição promulgada em Novembro o chefe de Estado cessante poderá concorrer a um novo mandato, na sequência do referendo de 25 de Outubro.
 
Sassou Nguesso alegou ir pedir ao conselho de ministros que prepare os órgãos eleitorais mais cedo do que previsto, por forma a antecipar as eleições.
 
A oposição que qualificara a consulta popular de Outubro de “batota” demonstra-se crítica em relação ao novo calendário definido pelo presidente.
 
Honoré Sayi, deputado da União panafricana para a democracia social, primeiro partido da oposição, interroga-se sobre a objectividade e a transparência da medida e também sobre se haverá mesmo levar a cabo uma verdadeira campanha e com que meios ?
 
A nova constituição congolesa permitiu ultrapassar os dois obstáculos que se colocavam perante o presidente congolês: o limite de idade e o número de mandatos.
 
Denis Sassou Nguesso de 72 anos já governou o país ao longo de 31 anos. Primeiro de 1979 até a sua derrota nas urnas em 1992. Acabaria por voltar ao poder pela força em 1997, tendo sido eleito em 2002 e reeleito em 2009.