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A estratégia de internacionalização de empresa da moda brasileira no mercado angolano

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A Top Brands Angola – Retalho junta mais uma insígnia ao seu portfólio com a inauguração a 18 de Agosto de três lojas Dudalina, conceituada marca de moda brasileira, em Luanda.

A atriz brasileira Giovanna Antonelli é a embaixadora da marca no nosso país e vem a Angola propositadamente para a inauguração das três primeiras lojas, durante um roadshow  no Xyami Shopping Kilamba, prossegue para o Xyami Shopping Nova Vida e termina no Belas Shopping ..

O inicio da interncionalização começou com a vontade de entrar no mercado americano,  mas a Dudalina começou conquistando o mundo por Milão, na Itália. Depois voou para América Central, no Panamá, onde a Dudalina feminina estreou no sistema de franquia. “É uma experiência interessante ir para o exterior, é outro mercado, outro comportamento, outro timing, então, o importante nesse processo é aprender a respeitar essas diferenças e entender como tudo isso vai funcionar para o produto”, comenta Sônia. O primeiro showroom da Dudalina fora do Brasil ocorreu em outubro de 2012 em Milão, considerada uma das capitais da indústria da moda. A aterrisagem em terras europeias aconteceu em parceria com o empresário Gianni Asnaghu, da marca italiana de gravatas AD56. A Dudalina também inaugurou um espaço shop-in-shop (quando a loja é abrigada dentro de outra loja) na Via Fatebenefratelli, no centro da cidade.

“A gente está aprendendo muito, porque internacionalizar uma marca brasileira não é uma coisa tão simples. Tem um custo alto, mas ao mesmo tempo, você pode fazer isso tudo de uma forma simples, devagar e quando tiver certeza de que elas podem ser feitas”, pondera Sônia. Determinada, diz ainda sobre futuros mercados. “Temos a segurança de que nós temos esse produto diferenciado, com qualidade. Cuidamos de cada item e detalhe, e tudo é fabricado por mãos brasileiras”, completa.

 

 

 

sonia.jpgSonia Hess é considerada a 6ª mulher mais poderosa do Brasil pela Revista Forbes e há mais de 10 anos ocupa o cargo de presidência da Dudalina, que no ano passado faturou R$ 520 milhões. Em 2009, esse número era de R$ 140 milhões. A marca da flor de lis ganhou status de grife sob o comando de Sônia Hess de Souza, que prefere não falar sobre os motivos da venda do controle acionário da empresa para fundos americanos em dezembro de 2013. Ela apenas garante que não foi uma opção dela, mas de todos os acionistas.

 

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Sônia Hess aprendeu desde cedo o significado desta palavra. Foi com essa garra que ele saiu de uma cidade do interior para se tornar a dona de uma das maiores confecções do país.

Quando criança, viu sua mãe trabalhando de sol a sol na venda de camisas, em Doutor Pedrinho, cidade do interior de Santa Catarina. Sônia é a sexta filha da prole de seu Duda e dona Lina. Para sustentar os vinte filhos, o casal mantinha em Luís Alves uma venda de secos e molhados, no andar de baixo da casa em que moravam.

Em uma de suas idas a São Paulo, seu Duda acabou comprando muito mais do que deveria de um tecido. Na época seria um prejuízo, já que as coisas não eram tão fáceis e acessíveis como hoje em dia. O espírito empreendedor da matriarca, então, tomou as rédeas da situação. Ela descosturou uma camisa que tinha na venda, entendeu como a peça era feita, contratou duas costureiras (que passaram a trabalhar no quarto dos meninos) e, naquela tarde, fizeram três peças. Colocadas nas prateleiras da loja, tiveram uma saída rápida.

Foi assim que em 3 maio de 1957, nasceu a Dudalina, da cidade catarinense de Luís Alves, a família migrou para Blumenau e uma nova loja foi aberta. “Naquela época, não tinha muito o que fazer. Então minha mãe dava tarefas para os filhos: estudar, trabalhar e cuidar dos irmãos”, comenta Sônia. E assim, por “não ter o que fazer”, que Sônia tomou gosto pelo negócio, cresceu e quis alçar voo. Foi à Espanha conhecer uma certa tecnologia têxtil que o irmão havia comprado. De lá, voltou com uma proposta para ensinar o que havia aprendido em uma empresa de Montes Claros, em Minas Gerais.

Sônia passou por algumas dificuldades, mas não desistiu e resolveu se mudar para São Paulo. Na época, a Dudalina estava com 26 anos de existência e tinha tomado novos rumos, fornecia camisas para grandes clientes, como a Sears, lojas Pernambucanas e C&A. A empresa iniciava um novo desafio: conquistar o mercado de São Paulo. Essa era a chance de Sônia de voltar à empresa. E a pedido de um dos irmãos, voltou e estruturou a nova área comercial. Trabalhou com tudo: marketing, desenvolvimento de produto, desenvolvimento de matéria-prima, vendas e o que mais aparecesse.

Mas a obstinação que aprendeu com a mãe (Dona Lina faleceu em 2008) faz parte da personalidade de Sônia: riscos sempre foram vistos como oportunidades, e a força e o empreendedorismo estão em seu DNA. Assim, a empresa que tinha como foco absoluto o mercado de roupas masculinas resolveu dar um passo adiante e conquistar o público feminino. Na verdade, um salto que exigiria uma reestruturação de conceitos completa: nova missão, nova visão de negócios, novas estratégias. Sônia não se intimidou e, para conquistar e encantar a nova clientela criou um espaço onde “as pessoas sentissem tudo que é a magia da Dudalina”. A loja foi o embrião para outras lojas e, em 2010, a empresa – que já tinha mais de três mil canais de venda – entrou para o varejo com a coleção de camisas para mulheres.

A família Dudalina cresceu e atualmente tem mais de 2.500 colaboradores (70% de força feminina) trabalhando na construção do grande sonho. A empresa cresce, em média, 30% ao ano e, em três anos, 1/3 do faturamento já é referente à coleção feminina. O lado criativo e cuidadoso da mulher também se refletiu na produção: mais de 1.500 modelos de camisas para mulheres e outros 1.500 modelos de camisas para homens. Além de peças desenhadas para outras coleções.

 

O poder feminino

Encantar, inovar, ter qualidade com preços competitivos e utilizar as melhores tecnologias.  Talvez sejam esses os ingredientes principais da receita de sucesso da empresa que Sônia não considera mais familiar. “Quando você tem tanta gente trabalhando pelo mesmo objetivo, a empresa passa a ser de uma sociedade, de uma comunidade, com um código de ética e uma série de regras que você tem que seguir. Eu sou uma executiva contratada, se eu não der resultado, estou fora. A Dudalina tem uma governança muito bem estruturada”, fala relembrando um dos valores que a mãe deixou.

É difícil, como mulher, trabalhar nesse meio? “Sempre me perguntam se ser mulher atrapalha. Eu acho que não. Eu acho que não depende do gênero, depende da alma, depende do que você é. Essa alma empreendedora veio da minha mãe. Ela foi uma grande obstinada a vida inteira. Teve 16 filhos, educou, todos são muito trabalhadores, mas ela foi empreendedora. A minha mãe é a minha grande inspiração e meu pai era meu grande amor”. Uma vez, em entrevista, perguntaram à Sônia qual o sonho que ainda quer e vai realizar. A resposta foi certeira: “Quero deixar um grande legado, uma grande história da Dudalina. Esse é o meu sonho, perenizar a empresa e o nome dos meus pais”.

E é assim que a menina que um dia foi chamada na escola de “colona de Luís Alves” – um termo que se refere ao caipira, mas em tom pejorativo – conseguiu construir um caminho de muito trabalho, persistência e otimismo em relação aos sonhos e aos riscos calculados. Essa menina, hoje, é a Sônia Hess, presidente da maior camisaria da América Latina, executiva reconhecida no Brasil e no mundo e que valoriza o simples até quando precisa explicar a sua trajetória:

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Filipe Nyusi, presidente de Moçambique, recebe o Ministro das Relações Exteriores do Brasil

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Acompanhado por delegação de empresários brasileiros, o ministro Aloysio Nunes Ferreira participou ontem de cerimônia de abertura de seminário empresarial por ocasião de sua visita a Maputo. Organizado pelo Itamaraty, em parceria com a Apex-Brasil e a CNI, o evento promoveu a realização de rodadas de negócios sobre o potencial de crescimento dos investimentos brasileiros no setor agrícola em Moçambique e oportunidades na produção local, entre outros, de têxteis, pneus, vidro e madeira processada.

Os compromissos da manhã do primeiro dia da viagem de trabalho a Moçambique incluíram ainda um encontro com o Vice-Ministro de Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, que reafirmou a confiança dos moçambicanos nos exportadores brasileiros e confirmou que o país já começou a retirar as barreiras às importações de frango brasileiro introduzidas na época da Operação Carne Fraca.

34476371852_d2fc4446b9_b encontro com ministri dos negocios de moçambiqueApós sua participação na vertente empresarial da visita, o ministro Aloysio Nunes Ferreira manteve reunião de trabalho com o ministro de Relações Exteriores de Moçambique, Oldemiro Baloi. No encontro, confirmaram o consenso entre os dois países sobre os principais temas da agenda bilateral e multilateral, bem como sobre cooperação, aquecimento global e necessidade de reforma das instituições de governança global. Ao final, os chanceleres assinaram três acordos, entre os quais se destaca o memorando entre os dois governos e o Banco Mundial para promoção de cooperação em meio ambiente, gestão de recursos naturais e desenvolvimento rural.

No período da tarde, o ministro Aloysio Nunes Ferreira condecorou seu colega moçambicano com o grau de Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul.34476379732_f529d28612_b ladeada pelos minsitros

Ao final do dia, acompanhado pelo ministro Jorge Nhambiu (Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Técnico-Profissional), o ministro Aloysio reabriu o Centro Cultural Brasil-Moçambique e homenageou a escritora moçambicana Paulina Chiziane, condecorando-a com a Ordem de Rio Branco, em reconhecimento do governo brasileiro ao trabalho dessa extraordinária contadora de histórias lusófonas. O Centro Cultural acaba de ser totalmente reformado e agora abriga, além de suas galerias de arte, o Auditório Vinicius de Moraes, preparado para receber espetáculos de música e teatro, sessões de cinema, seminários e palestras.

No segundo dia de sua visita de trabalho a Moçambique, o ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) representou o governo brasileiro na inauguração do Corredor Logístico de Nacala, o maior investimento da Vale fora do Brasil.34639433835_b9e54928d4_b nacala.jpg

Junto com o presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, o ministro visitou o Terminal Portuário de Nacala-a-Velha, ponto final da estrada de ferro que liga as minas de carvão moçambicanas de Moatize com o porto do oceano Índico, atravessando o território do Malawi.33829527593_811e85d19e_b corredor34476371852_d2fc4446b9_b encontro com ministro dos negocios de moçambique.jpg

Resultado de investimentos de aproximadamente US$ 9 bilhões, o corredor logístico aumentará a competitividade do carvão moçambicano no mercado internacional, permitindo o transporte de 18 milhões de toneladas do produto por ano. A estrada de ferro de 912 km de extensão tem papel importante para a melhor integração entre Moçambique e Malawi e gera grande melhora nas condições de transporte não apenas de carga, mas também de passageiros.33829526433_7b8018246f_presidente de moçambique.jpg

Após a inauguração, o ministro Aloysio e o senador Antonio Anastasia foram recebidos em audiência pelo presidente Filipe Nyusi. Na reunião, entregou carta do presidente Michel Temer convidando o chefe de Estado moçambicano a visitar o Brasil.

Fonte:http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/

Moçambique, um dos países mais pobres, faz cooperação com o Brasil

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O investimento em Moçambique pode ser uma via de saída da crise para as empresas brasileiras, defendeu nesta quinta-feira, 11, em Maputo o ministro das Relações Exteriores do Brasil.

Ao intervir na abertura de um seminário com empresários moçambicanos e brasileiros em Maputo, Aloysio Nunes Ferreira reiterou as “perspectivas de investimento brasileiro” em Moçambique, que, segundo o governante, é “uma via importante de recuperação da capacidade das nossas empresas pelas oportunidades que o país oferece”.

Nunes Ferreira anunciou que “os sinais mostram que até final deste ano vamos começar a pôr a cabeça de fora”.

Por seu lado, o vice-ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ragendra de Sousa, deu aos empresários brasileiros boas notícias sobre a recuperação da moeda, o metical, e garantiu que “estão criados os sinais para o equilíbrio macroeconómico ser atingido a muito curto prazo”.

O governante reiterou também a abertura de Moçambique a novos investimentos, garantindo que o país “tem leis que constituem um desafio para melhorar o ambiente de negócios” e que o seu Executivo vai eliminar as barreiras burocráticas.

Vale, o maior investidor brasileiro em Moçambique

Vale, o maior investidor brasileiro em Moçambique

Investimentos e acordos

Moçambique é o maior parceiro de cooperação brasileira, com projectos pioneiros e estruturantes que abarcam áreas como saúde, agricultura, educação e formação profissional, de acordo com o Governo de Brasília.

O país também é um importante destino de investimentos brasileiros, que ascendem a nove mil milhões de dólares.

Amanhã, o ministro das Relações Exteriores visitará Nacala, onde participará da cerimónia de inauguração do Corredor Logístico de Nacala, um importante investimento da companhia Vale em parceria com a estatal Portos e Caminhos-de-Ferro de Moçambique.

Ainda durante a visita do governante brasileiro, devem ser assinados o Acordo de Previdência Social, o Memorando de Entendimento para o Estabelecimento de Consultas Políticas e dois ajustes complementares ao Acordo Geral de Cooperação: um para a implementação do projecto em Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica de Moçambique e outro para a implementação de projecto em Capacitação Técnica em Inspeção e Relações de Trabalho.

O chefe da diplomacia brasileira é acompanhado por 17 empresários e, depois de Moçambique, visita Namíbia. Botswana, Malawi e África do Sul.

Moçambique é o décimo país mais pobre do mundo, de acordo com o relatório sobre o Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) publicado recentemente na capital moçambicana no qual ocupa a posição 178 de um total de 187 países analisados.

O documento do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) evidencia que Moçambique continua mergulhado na pobreza, não obstante os discursos optimistas dos governantes. Na classificação global que tem Noruega no topo da lista, Moçambique registou uma subida de sete lugares na pontuação global, passando da 185ª posição para a 178ª. Ainda assim, mantém-se no fundo da escala, ou seja, encontra-se entre as 10 nações mais pobres do mundo, a seguir a países considerados “falhados” como é o caso da Guiné-Bissau.

Entre os avaliados, Moçambique está em melhor situação que a República Centro- Africana, o Chade, a Serra Leoa, a Eritreia, o Burquina Faso, o Burundi, a Guiné-Conacri, o Níger e a República Democrática de Congo.

A presente qualificação explica-se pelo facto de os níveis de escolaridade, a esperança de vida e a riqueza do país continuarem a ser baixos.

O estudo da PNUD aponta que o valor do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para o Moçambique subiu de 0.389, em 2012, para 0.393, em 2013. O IDH avalia o progresso do desenvolvimento humano a longo prazo, tendo como itens o acesso ao conhecimento e um padrão de vida decente e saudável. Assim, são tidos em conta factores como a esperança média de vida, os anos de escolaridade de cada cidadão e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita expresso em dólares.

Nesta senda, a esperança de vida de um moçambicano é de 50 anos e a expectativa de permanecer na escola é de 9 anos. Na prática, os progressos que o país registou e que permitiram a sua subida na tabela classificativa são anulados quando se olha para a realidade em que vive a maioria dos moçambicanos e que o próprio relatório ilustra: sete em cada 100 crianças morrem antes de atingirem os cinco anos de vida, há falta de alimentação adequada ou básica, e um deficiente sistema de saneamento que aumenta o risco de infecções que impedem o crescimento das crianças.

A pesquisa revela ainda que mais de 70 porcento da população continuam “multidimensionalmente pobre” e o resto encontra-se igualmente perto da pobreza multidimensional, isto é, vive com pouco mais de 1 dólar por dia.

De acordo com o documento, o IDH de Moçambique é inferior ao IDH médio dos países do grupo de Desenvolvimento Humano Baixo, que é de 0.493.

Ao nível de grupos regionais e blocos económicos/ linguísticos, o nosso país está igualmente na cauda. É que os índices de crescimento económico que o país regista não se reflectem, ainda, na vida da esmagadora maioria da população. A pobreza ainda desfila no seio da grande família moçambicana. E ao nível do continente africano, a lista é liderada pela Tunísia na posição 90, seguida da Argélia (93), o Botsuana (109), Egipto (110) e a África do Sul (118).

Áreas vulneráveis

Em Moçambique, os sectores da educação, saúde, género, gravidez precoce, acesso ao emprego, desastres naturais, entre outros, são os apontados como os mais vulneráveis.

“Moçambique deve diminuir a vulnerabilidade permitindo maior acesso à saúde e educação e investir atempadamente no desenvolvimento das capacidades dos cidadãos, desde a infância, por forma a criar melhores perspectivas para o indivíduo ao longo da vida. Acções concretas para lidar com as fragilidades de modo a preservar e garantir os ganhos realizados no progresso humano são urgentes”, diz o relatório.

O documento recomenda que haja provisão universal de serviços de “protecção social robusta” e políticas de emprego para a juventude.

“Em Moçambique para cada 100 mil nascimentos, 490 mulheres morrem de causas relacionadas com a gravidez e a taxa de natalidade em adolescentes é de 138 nascimentos por cada mil crianças nascidas vivas e a participação feminina no mercado do trabalho é inferior em comparação com os homens, sagrando-se numa diferença de 26 porcento para mulheres e 75 porcento para homens, respectivamente”.

Segundo a representante da Organização das Nações Unidas em Moçambique, Jennifer Topping, as ameaças tais como a crise financeira, a inflação dos preços dos alimentos e os conflitos violentos fazem com que se percam vidas e fontes de sustento e desenvolvimento, por isso é fundamental que se procurem meios de se superar tais situações, “pois os obstáculos que aparecem nos primeiros três anos de vida de uma pessoa são difíceis de ultrapassar e podem ter repercussões mais graves ao longo do tempo”.

Topping realçou a necessidade e a importância de se ampliar programas como Acção Social do Género, da Pessoa Idosa com Deficiência, da Criança e os sistemas produtivos de protecção social.

O Índice de Desigualdade de Género é interpretado pelo relatório como a perda no desenvolvimento humano devido à desigualdade entre as realizações femininas e masculinas, em três dimensões: saúde reprodutiva, empoderamento e em actividades económicas. Lembre-se que o empoderamento é medido pela proporção de assentos parlamentares ocupados por mulheres. No nosso país essa taxa é de 39 porcento.

Senado aprova acordo que facilita investimentos entre Brasil e Malaui

O Senado aprovou nesta quarta-feira (10) o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI) entre o Brasil e o Malaui, país situado no leste da África. O tratado foi assinado em Brasília, no dia 25 de junho de 2015. O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 3/2017 ratifica o tratado, segundo o qual os dois países pactuam regras mútuas para fomentar a cooperação e o fluxo de investimentos entre si.

Na Comissão de Relações Exteriores de Defesa Nacional (CRE), o acordo foi relatado pelo senador José Pimentel (PT-CE), que considerou o documento um “instrumento moderno e inovador”. Ele explicou que o acordo foi apoiado em três pilares: mitigação de riscos, governança institucional e agendas temáticas para cooperação e facilitação de investimentos.

O texto fixa garantias de não discriminação, como o princípio do tratamento nacional, cláusulas de transparência e regras específicas no que se refere aos casos de expropriação direta, de compensação em caso de conflitos e de transferência de divisas. O documento prevê ainda maior divulgação das oportunidades de negócios e intercâmbio de informações sobre marcos regulatórios.

Comitê conjunto

Para colocar em prática o acordo, Brasil e Malaui vão estabelecer um comitê conjunto para a administração do mesmo. Esse grupo será composto por representantes governamentais dos dois países, designados por seus respectivos governos.

Os dois países também criarão Pontos Focais, ou Ombudsmen, para prover condições propícias aos investidores do outro país, contribuindo para a superação de dificuldades pontuais.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

http://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/05/10/senado-aprova-acordo-que-facilita-investimentos-entre-brasil-e-malaui

Brasil visita a Namíbia com objetivos geoestratégicos militares

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Na visita do Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, à Namíbia, realizado esta semana, um dos principais assuntos em debate está a criação  do corredor marítimo entre os Portos de São Paulo e o Porto Walvis Bay. Uma criação geoestratégica que dará continuidade a parceria  entre a Marinha brasileira e a Marinha da Namíbia.

 

Visita ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia

De 3 a 8 de março de 2017 , durante a estadia do Navio Patrulha Oceânico (NPaOc) “Apa”, no Porto de Walvis Bay, na Namíbia, o comandante do navio, Capitão de Corveta Jonathas Moscoso de Campos, realizou visitas protocolares ao Comandante de Operações Navais da Marinha da Namíbia e ao Prefeito de Walvis Bay, acompanhado pelo Adido de Defesa, Naval, do Exército e Aeronáutico na Namíbia.

No período em que permaneceu atracado, o navio recebeu a visita do Embaixador do Brasil na Namíbia, Eduardo Carvalho, além de oficiais da marinha namibiana e de adidos militares acreditados no país. Na ocasião, o comandante do “Apa” realizou uma apresentação aos visitantes, ressaltando o conceito da “Amazônia Azul” e a contribuição dada pelo Brasil para a segurança da região do Atlântico Sul. Também foram realizados exercícios conjuntos, com a participação de militares brasileiros e namibianos.

Após o suspender, no dia 8 de março, o navio realizou a Operação “Passex” com o Navio Patrulha “Brendan Simbwaye”, da Marinha da Namíbia, tendo sido executados exercícios de manobras táticas e de light line.

Encerrados os exercícios em águas namibianas, o navio brasileiro seguiu viagem para participar da Operação “Obangame Express-2017”, que envolve militares de países da África, Américas e Europa e tem como propósito promover a segurança na área do Golfo da Guiné contra pirataria. A ação contará com a participação de dois oficiais namibianos embarcados como observadores.

 

Exercício de light line entre o “Apa” e o “Brendan Simbwaye”

Visita ao Prefeito de Walvis Bay

Embaixador do Brasil na Namíbia (ao centro), Oficiais da MB e Oficiais da Marinha da Namíbia em visita ao NPaOc “Apa”

Projetos de Decretos sobre Angola, Serra Leoa e Moçambique tramitando no Senado brasileiro

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Entre os projetos de decreto legislativo (PDS) na pauta da CRE, três são celebrados com países africanos. OPDS 1/17 estabelece acordo de cooperação e facilitação de investimentos entre o governo do Brasil e o de Angola. A proposta incentiva o investimento recíproco entre os dois Estados e permite maior divulgação de oportunidades de negócios, intercâmbio de informações sobre marcos regulatórios, garantias para o investimento e mecanismos adequados de prevenção e solução de controvérsias.

Por sua vez, o PDS 2/17 aprova os termos de acordo de cooperação e facilitação de investimentos firmado entre o governo brasileiro e o governo da República de Moçambique. O texto busca facilitar a troca de informações e as chances de negócios entre os dois países.maputo

Maputo- Moçambique

E O PDS 17/17 trata de acordo de cooperação cultural assinado em 2009 entre Brasil e Serra Leoa, país da África Ocidental com pouco mais de seis milhões de habitantes. O acordo determina intercâmbio de experiências no campo das artes plásticas, artes cênicas, música, literatura, cinema e educação cultural, entre outros, encorajando a participação de artistas do Brasil e de Serra Leoa em festivais, seminários, exposições e eventos internacionais a serem realizados em um dos dois países. O tratado prevê também contato entre museus e bibliotecas, para troca de acervos, e intercâmbio de experiências em preservação de patrimônio.

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Presidente de Portugal visita Senegal e aborda o impasse politico em Bissau

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Marcelo Rebelo de Sousa é o primeiro Presidente da República a visitar o Senegal, onde vivem cerca de 200 portugueses, que o aguardam com entusiasmo e recetividade.

Presidentes português e senegalês abordaram impasse político na Guiné. Mas nenhum se pronunciou sobre a necessidade de novas eleições

O Presidente português apelou ao diálogo e à negociação para desbloquear o impasse institucional na Guiné-Bissau, enquanto o chefe de Estado do Senegal afirmou ter esperança de que se chegará a uma solução consensual.

Marcelo Rebelo de Sousa e Macky Sall falaram numa conferência de imprensa conjunta, no palácio presidencial, em Dacar, em que nenhum dos dois quis responder diretamente sobre se defende ou não a antecipação das eleições legislativas na Guiné-Bissau.

Há um acordo que foi assinado, por todas as partes essenciais na Guiné-Bissau, mas também adotado pelos parceiros internacionais”, salientou Marcelo Rebelo de Sousa, defendendo ser “preciso tentar aplicá-lo, com paciência, com negociação, com diálogo”.

O chefe de Estado português, que se encontra em visita ao Senegal, confessou, contudo, que a resolução do impasse governativo na Guiné-Bissau “é difícil, sem dúvida”.

O Presidente português, que iniciou hoje uma visita de Estado ao Senegal, defendeu, por outro lado, que “é muito importante que a comunidade internacional nunca adote uma posição de indiferença” em relação à Guiné-Bissau.

O presidente Macky Sall considerou que o Senegal tem “um dever de solidariedade” para com a Guiné-Bissau e que o seu papel é o de “dar um contributo na procura de uma solução consensual” nesse país vizinho, com respeito pela sua soberania.

Macky Sall lembrou que “o Acordo de Conacri foi obtido com muita dificuldade”.

O presidente da República, o PAIGC, o parlamento”, conseguirão, com diplomacia, “chegar a um consenso” do exclusivo interesse do povo da Guiné-Bissau, evitando uma situação “mais difícil ainda”, sustentou Macky Sall.

 

Portugueses entusiasmados com a primeira visita do Presidente de Portugal ao Senegal

“Nós estamos entusiasmadíssimos porque é um prazer ter o senhor Presidente aqui e acaba por ser mais uma abertura entre o Senegal e Portugal”, disse Gabriela Borges, uma portuguesa a viver em Dakar há quatro anos.

 

Gabriela Borges, uma ribatejana da zona de Samora Correia, referiu que a visita de Marcelo Rebelo de Sousa “é importante principalmente neste momento em que se começa a importar muito produto português para aqui”.

Vivem no Senegal aproximadamente 200 portugueses, de acordo com a embaixada em Dakar, que trabalham sobretudo na área da construção.

“Nós acabamos por ser conhecidos como bons construtores e pessoas de confiança em termos profissionais e o facto de sermos portugueses acaba por abrir algumas portas, porque a nossa reputação precede-nos”, afirmou Gabriela Borges, que gere a representação de uma marca de tintas portuguesa.

A portuguesa explicou que há cada vez mais empresas portuguesas a instalarem-se no Senegal, um país “com oportunidades de negócio”. Gabriela Borges referiu que os empresários senegaleses dependem “muito de importações francesas” mas “começam a olhar para o lado e a tentar perceber e a tentar criar relações comerciais com Portugal”.

Luís Gonçalves veio para o país há nove anos quando a empresa de construção onde trabalha decidiu investir no estrangeiro. Visita a família de de três em três meses que ficou em Portugal e, para já, não planeia regressar a casa.

“Felizmente é para continuar, por muitos e bons anos. Temos bastante trabalho, acabamos por ganhar aqui duas grandes obras no Senegal”, avançou. “Vive-se muito bem” no país, garantiu Luís Gonçalves, acrescentando que o Senegal “é pacífico, as pessoas são muito acolhedoras, muito simpáticas”.

As saudades da cozinha portuguesa apaziguam-se com idas ao restaurante cabo-verdiano, “que tem aquelas coisas como bitoque”, disse Gabriela Borges, acrescentando que os portugueses a viver no país “já sabem que têm de trazer um pastel de nata para dividir” quando vão de férias a Portugal.

Fonte:http://www.tvi24.iol.pt/internacional/marcelo-rebelo-de-sousa/marcelo-deseja-no-senegal-fim-do-impasse-em-bissau

http://www.tsf.pt/internacional/interior/portugueses-no-senegal-entusiasmadissimos-com-visita-de-marcelo-6217525.html

Angola mantém“relações frias” com Portugal

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Ministro da Defesa de Angola e candidato do MPLA às eleições gerais, general João Lourenço, admitiu que as relações bilaterais estão agora “frias”

2017-03-21 18:50
João Lourenço, MPLA
João Lourenço, MPLA

O ministro da Defesa de Angola e candidato do MPLA, partido no governo, às eleições gerais, general João Lourenço, quer “respeito” das autoridades portuguesas às “principais entidades do Estado angolano”, admitindo que as relações bilaterais estão agora “frias”.

O vice-presidente do MPLA e candidato a sucessor de José Eduardo dos Santos na presidência, falava em Maputo, questionado pela imprensa angolana à margem de uma visita a Moçambique, na segunda-feira.

Sobre as relações com Portugal, após a constituição como arguido do vice-presidente, Manuel Vicente, por corrupção ativa, numa investigação da Justiça portuguesa, João Lourenço acentuou o momento de desencontro entre os dois Estados.

As relações estão, de alguma forma, frias, apenas frias. Estamos obrigados, os dois governos, a encontrar soluções para a situação que nos foi criada”, disse o ministro e dirigente do MPLA, em declarações reproduzidas esta terça-feira em Luanda.

“Nas relações entre Estados deve haver reciprocidade. Nós nunca tratamos mal as autoridades portuguesas e por esta razão exigimos, de igual forma, respeito pelas principais entidades do Estado angolano”, acrescentou.

Já na sexta-feira o chefe da diplomacia angolana tinha reiterado a necessidade de haver reciprocidade nas relações entre Angola e Portugal, com o tratamento igual às entidades políticas angolanas que é dado aos portugueses.

Georges Chikoti referia-se à publicação pela imprensa portuguesa de notícias sobre a acusação do Ministério Público português contra o vice-Presidente angolano.

O ministro das Relações Exteriores de Angola considerou Portugal um parceiro importante, mas as relações entre ambos os países “só podem ser boas se houver reciprocidade de tratamento de entidades políticas, de tratarem Angola como deve ser”.

Referiu que é preciso que haja a mesma reciprocidade de tratamento pela comunicação social, porque a angolana “não ataca nem dirigentes, nem outros países”.

E mesmo na separação das instituições, as nossas instituições mesmo que tenham eventualmente cidadãos portugueses que cometam erros aqui, têm o tratamento específico, que fica no fórum judicial e não têm tratamento público pela imprensa”, apontou.

Numa reação sobre o assunto, em fevereiro, o Governo angolano considerou “inamistosa e despropositada” a forma como as autoridades portuguesas divulgaram a acusação ao vice-Presidente de Angola, alertando que essa acusação ameaça as relações bilaterais.

A posição tomada na altura, em comunicado, pelo Ministério das Relações Exteriores refutava veementemente as acusações, “cujo aproveitamento tem sido feito por forças interessadas em perturbar ou mesmo destruir as relações amistosas existentes entre os dois Estados”.

Na sua posição, o Governo angolano manifestou-se “bastante preocupado” ao ter tomado conhecimento “através de órgãos de comunicação social portugueses” da acusação do Ministério Público português “por supostos factos criminais imputados ao senhor engenheiro Manuel Vicente”.

Na sequência deste facto, a visita da ministra da Justiça portuguesa, Francisca Van-Dúnem, a Angola, anunciada, em Luanda, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, durante a sua deslocação ao país africano, em fevereiro, deveria ter sido realizada entre 22 e 24 do mesmo mês, mas ficou adiada “sine die”, a pedido do Governo angola.

O momento atual está igualmente a condicionar a anunciada visita a Angola, na primavera, do primeiro-ministro português, António Costa.

Fonte:http://www.tvi24.iol.pt/internacional/joao-lourenco/angola-admite-relacoes-frias-com-portugal

 

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/internacional/joao-lourenco/angola-admite-relacoes-frias-com-portugal

Brasil contribui para formação de militares em Cabo Verde

Brasil / Cabo Verde

Na ilha de São Vicente, em Cabo Verde, o governo brasileiro construiu no Centro de Instrução Militar Zeca Santos em Morro Branco, um espaço de formação para militares chamado de “Sala Brasil”. A infraestrutura recebeu um investimento de mais de € 8 mil (R$ 26 mil) e tem capacidade para acolher 50 alunos.

Odair Santos, correspondente da RFI em Cabo Verde

 

O diretor do centro, o capitão Júlio Sancha, disse à RFI que a sala de instrução vai ajudar na formação de membros das Forças Armadas cabo-verdianas. “No local serão formados soldados, cabos e os sargentos”, disse.

 

“Fazia falta uma sala com essa capacidade aqui. Devido às dificuldades que enfrentamos, demoramos para ter um local desse nível” disse o capitão, reiterando que o centro poderá formar 800 militares por ano.

As atividades práticas no centro de instrução militar acontecem no pátio e nos campos. Já as aulas teóricas, que começarão em abril, serão realizadas na “Sala Brasil”. “As primeiras formações serão para polícia e comunicação militar”, indicou Sancha.

Para o embaixador do Brasil em Cabo Verde, José Carlos de Araújo Leitão, a “Sala Brasil” vai servir de modelo a outras infraestruturas para capacitação de militares no arquipélago.

O centro foi construído após uma visita do então chefe de Assuntos Estratégicos do Ministério da Defesa do Brasil, General Menandro Garcia de Freitas, em novembro de 2015, que viu a possibilidade do Brasil construir um local de instrução em Cabo Verde.

A cooperação militar entre Cabo Verde e o Brasil é importante. As parcerias acontecem sobretudo entre a Marinha Brasileira e a Guarda Costeira de Cabo Verde, onde o Brasil presta assessoria militar.