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Presidente da Nigéria afasta presidente do Supremo Tribunal de Justiça, por corrupção

Buhari

 

O Presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, na corrida para um segundo mandato nas eleições de fevereiro, suspendeu esta sexta-feira o presidente do Supremo Tribunal, após uma longa polémica sobre o seu processo por corrupção, considerado inconstitucional pela oposição.

“O Presidente @MBuhari suspende Walter Samuel Nkanu Onnonghen do seu cargo de mais alto magistrado do país e nomeia Ibrahim Tanko Muhammad como presidente interino do Supremo Tribunal”, anunciou Bashir Ahmad, um dos porta-vozes da presidência nigeriana, na rede Twitter.

Ibrahim Tanko Muhammad vem do Norte, como o Presidente Buhari, acusado pelos seus detratores de favorecer os muçulmanos provenientes desta região para cargos importantes no país e de conduzir uma caça às bruxas contra os seus adversários políticos em nome da luta contra a corrupção.

O porta-voz sublinhou que a decisão do Presidente deriva de uma “ordem do Tribunal do Código de Conduta”, uma instância criada especialmente para julgar questões éticas, e onde Onnoghen estava a ser julgado por não ter declarado várias contas bancárias com dólares, euros e libras. Este caso gerou uma grande polémica na Nigéria, a menos de um mês das eleições gerais no país mais populoso de África.

A oposição acusou o Governo de se querer ver livre do juiz supremo — muito crítico do poder atual –, tendo o Supremo Tribunal competência para decidir sobre eventuais litígios da votação. No início da semana, o seu principal adversário nas presidenciais, o antigo vice-presidente Atiku Abubakar, já tinha acusado a administração de Buhari de “fazer pressão sobre uma instituição governamental independente e autónoma para fazer demitir [Onnoghen]”.

De acordo com a Constituição nigeriana, o chefe de Estado só pode demitir o presidente do Supremo Tribunal do país mediante a aprovação de dois terços do Senado. Mas, neste caso, Onnoghen não foi demitido, mas apenas “suspenso” pelo chefe de Estado.

Para o politólogo nigeriano Cheta Nwanze, da SBM Intelligence, em Lagos, citado pela France Presse, esta decisão “indica claramente que o APC [Congresso dos Progressistas, partido no poder] está em pânico” com os resultados das eleições. “Atiku tem o apoio do setor privado e a sua viagem recente aos Estados Unidos foi uma reviravolta importante na campanha”, comentou.

Os nigerianos votam a 16 de fevereiro para escolher o seu Presidente e parlamentares. Muhammadu Buhari, que concorre a um segundo mandato, é fortemente criticado pelas suas decisões sobre segurança e economia.

 

fonte: https://observador.pt/2019/01/25/presidente-da-nigeria-afasta-presidente-do-supremo-tribunal-a-semanas-das-eleicoes/

corrupça

A prisão de figuras públicas em Angola causa estupefação

zenu

 

Caetano Júnior

A Procuradoria Geral da República (PGR) mantém em prisão preventiva figuras públicas, tendo algumas desempenhado, muito recentemente, funções no Executivo ou em instituições às quais cabe a gestão directa de enormes quantidades de dinheiro.

Igualmente como medida de coação, a outros arguidos foi aplicada a prisão domiciliar ou o termo de identidade e residência. Pelo meio, informações dão conta da existência de personalidades sob investigação, em processos que têm como mote suspeitas de associação criminosa, peculato, branqueamento de capitais, burla por defraudação, corrupção activa, entre outros.
O anúncio das detenções e das medidas de coação criaram alguma estupefacção – sobretudo por o processo envolver pessoas diferentes de anónimas -, embora houvesse quem já as esperasse, a ser guia à espécie de advertência deixada pelo Presidente João Lourenço, há mais ou menos um mês, em discurso proferido no Congresso do MPLA.
Aliás, a possibilidade de “prestação de contas”, por quem contribuiu, de forma directa ou indirecta, para o estado calamitoso em que se encontra o país, ficou evidente durante a campanha eleitoral. Nas intervenções que fez, o agora Chefe de Estado foi alertando para a tomada de medidas que concorreriam para o fim da corrupção, do nepotismo e de outros males do passado, que, se combatidos, ajudariam na  moralização de Angola.
O fim das práticas nocivas ao regular funcionamento do país foi não apenas a “bandeira eleitoral” de João Lourenço, como também constituiu até agora motivação para quem ainda tem esperança que Angola trilhe o caminho da normalidade, da justiça, da honra e do trabalho. Já é dispensável um exercício laborioso para juntar testemunhos ou evidências de que compatriotas nossos, angolanos como nós, egoístas, oportunistas, inimigos da irmandade e da solidariedade, em conluio, usufruíram, só eles, de uma terra que a todos pertence e que a todos deve beneficiar. E gritos por justiça chegaram a sair de gargantas corajosas, de gente inconformada de tanto ver o país usurpado; transformado num vasto privilégio de poucos.
Os processos que hoje correm trâmites na PGR devem, pois, ser avaliados na perspectiva de se fazer justiça, de se responsabilizar quem, no exercício das funções de servidor público, exorbitou na confiança que lhe foi depositada e usou abusiva e indevidamente o erário. Também têm de ser apreciados no sentido de que são sinais que o cidadão gostaria de receber das autoridades de que, com efeito, a impunidade começa a ficar para trás e que, pela frente, abre-se a porta da igualdade perante a lei. É preciso, por outro lado, ver a acção do Ministério Público como ordinária, rotineira, dentro das tarefas que lhe estão acometidas, consubstanciadas, entre outras, na investigação das denúncias que lhe chegam, sempre que guarnecidas de verosimilhança.
Neste sentido, soa a contra-senso taxar a actuação da PGR como eivada de espírito revanchista; de motivação vingativa contra as personalidades agora arroladas em processos ou tocadas pelas medidas de coação. É, realmente, um absurdo! Curiosa é, pois, a constatação de que as vozes que agora se erguem contestatárias à acção do Ministério Público são as mesmas que ontem também se fizeram ouvir, mas na direcção inversa. No passado bem recente, chamavam “corrupto” ao Executivo, consideravam Angola um país movido pelo “nepotismo”, marcado pelo “desvio do erário” e pela “impunidade”. Males para cuja eliminação clamavam, com apelos à intervenção do Judiciário, que, entretanto, avaliavam como “inócuo”, porque subserviente ao poder político. Tanta contradição e incoerência é difícil encontrar.
Assim como tem de seguir no labor que empreende, sem dar ouvidos aos inconformados de sempre ou contestatários de tudo, a PGR deve, igualmente, desencorajar quem faz circular falsas informações de prisões, detenções ou supostos inquéritos sob os quais estariam submetidas algumas personalidades. Ao denunciar esta natureza de atitudes, a instituição alerta para os perigos que dela decorrem, sendo um a susceptibilidade de influenciar, negativamente, o estado de opinião geral.
A PGR tem-se utilizado das diversas publicações existentes no país – inclusive das redes sociais – para acolher denúncias, sendo que, até agora, já reuniu cinquenta, que serão investigadas. Portanto, o cidadão é um activo de importante valor neste particular contexto do país, daí que deva primar as acções por que responde pelo respeito e pela seriedade.
De outra forma, como, por exemplo, fazer proliferar falsas denúncias ou supostas informações sobre pessoas sob investigação ou detidas, é dar razão a quem apregoa a teoria do revanchismo e da perseguição, práticas avessas ao sentido que marcha o Ministério Público. Afinal, até ao julgamento, segue um processo, do qual o arguido pode sair inocentado.
O mais sensato é, pois, deixar a justiça correr o seu curso.

A prisão do filho do ex presidente José Eduardo dos Santos

O Tribunal Constitucional esclareceu ontem que “não solicitou ao Conselho de Segurança Nacional (CSN)a apreciação de um pedido para a soltar o cidadão José Filomeno ‘Zenu’ dos Santos”, preso preventivamente por decisão do Ministério Público acusado de peculato, corrupção e branqueamento de capitais enquanto gestor do Fundo de desenvolvimento Soberano de Angola.

José Filomeno ‘Zenu’ dos Santos
Fotografia: DR

Em comunicado de imprensa, em resposta às informações postas a circular nas redes sociais segundo a qual o CSN, na sua sessão do dia 4 do mês em curso apreciou um pedido do juiz conselheiro presidente do Tribunal Supremo visando a soltura de “Zenu” dos Santos e que foi recusado. “O Tribunal Supremo e Plenário de juízes, reunidos ordinariamente a 8 de Outubro deste ano, desmentem categoricamente tal notícia, e torna público que não solicitaram a apreciação deste assunto nem de qualquer outro referente a processos concretos que estejam em apreciação nos tribunais”, lê-se no comunicado.
A instituição sustenta que o CSN não apreciou tal assunto nem o mesmo lhe foi colocado ou solicitado por qualquer dos membros do Conselho, “pois este órgão auxiliar do Presidente da República não tem sequer competência para apreciar e tomar decisões sobre questões referentes a processos judiciais sob sua jurisdição”.
O Tribunal Supremo reitera que, “conforme decorre do princípio constitucional da separação de poderes e da independência dos e dos tribunais juízes, a instituição não pede autorizações e/ou anuências de qualquer outro órgão ou entidade para proferir decisões referentes a processos judiciais sob sua jurisdição”.
“A notícia supramencionada assim como a campanha em curso de intrigas e falsidades para denegrir a imagem de juízes desta veneranda corte é uma tentativa, que não terá sucesso, de condicionar o Tribunal Supremo e a liberdade dos seus juízes, pressionando-os a decidir ou não decidir num certo sentido.” O plenário do Supremo reitera que não se deixará condicionar ou limitar por qualquer tipo de pressão, que ponha em causa a independência dos juízes.
“O Tribunal exorta todos os juízes a continuarem a exercer a sua actividade, incluindo a referente a processos de combate à corrupção com serenidade, cumprimento rigoroso da lei, objectividade e respeito da dignidade e presunção de inocência dos arguidos”, conclui o comunicado assinado por todos os juízes conselheiros.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/supremo_nega_ter_solicitado_a_soltura_de_zenu_dos_santos

Trabalhadores de Guiné Bissau expõe problemas da elite: a corrupção

guinea-bissau-political-mapGuiné-Bissau: Central sindical acusa Governo de “esbanjamento de fundos públicos”
União Nacional dos Trabalhadores critica Governo de Bissau por gastar dinheiro do Estado na compra “de carros novos” em vez de aumentar o salário aos funcionários. Função Pública cumpre segundo de oito dias de

De acordo com Júlio Mendonça, o líder daquela que é a maior central sindical na Guiné-Bissau, a União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG), o Governo prepara-se para mandar comprar viaturas para ministros e secretários de Estado, num valor de 270 milhões de francos CFA (cerca de 411 mil euros).

A união sindical afirma ainda que foram gastos, em três meses de governação, cerca de 300 milhões de francos CFA (cerca de 458 mil euros) “só em viagens”.

Júlio Mendonça indicou que a previsão do Governo, elaborado no Comité de Tesouraria Nacional (onde são planeadas as despesas do Estado por cada mês) era que as viagens iam custar “apenas 90 milhões” por cada mês (cerca de 137 mil euros).

Mendonça disse ter tido acesso aos dados que indicam “esbanjamento de fundos públicos” a partir da representante da UNTG no Comité de Tesouraria Nacional.

Eleições são a prioridade?

“O Governo anda a dizer-nos que a prioridade é realizar eleições, mas quer comprar carros para ministros”, observou o sindicalista, que questiona ainda o Executivo sobre se esse dinheiro não podia servir melhor na compra de equipamentos para os hospitais.

Fundação Mandela fala sobre a corrupção na Africa do Sul

O Presidente da Fundação Nelson Mandela, Sello Hatang, acusou hoje os políticos sul-africanos de “corrupção”, “violando” o legado democrata e social de “Madiba”, manifestando-se, porém, optimista em relação ao novo chefe de Estado sul-africano.

Numa entrevista à agência Lusa, à margem da III Conferência do Horasis Global Visions Community, que decorre desde sábado no Centro de Congresso do Estoril e termina na manhã de terça-feira, Sello considerou mesmo que a palavra “corrupção” é a que melhor define os quase dez anos de presidência de Jacob Zuma.

Para Sello, há uma “ira internacional justificada” contra a África do Sul, sobretudo depois do fim da presidência do primeiro chefe de Estado negro da África do Sul, Nelson Mandela (1994/99), conhecido localmente também por “Madiba”, em que a esperança de que tudo era possível acabou, depois, por desvanecer-se.

“A ira é justificada. Eu consigo senti-la. Uma das coisas que aconteceu é que cometemos muitos erros. Cometemos esses erros porque demos demasiado poder aos políticos e aos partidos políticos. Os cidadãos deram-lhes liberdade”, sublinhou o homem que Mandela, que morreu a 05 de Dezembro de 2013 aos 95 anos, indicou para o substituir na liderança da Fundação.

“A queda do inimigo [‘apartheid’ — sistema de segregação racial], em 1994, trouxe-nos a liderança de Mandela até 1999. Isso deu-nos a ideia de que poderíamos fazer o que quiséssemos, que éramos excepcionais, diferentes de todos os outros países do continente africano. Como consequência, relaxamos e nem conseguimos atingir os mais pequenos objectivos para responder aos que agora estão zangados: os pobres e os vulneráveis”, argumentou.

Questionando-se sobre como foi possível Jacob Zuma, Presidente sul-africano entre 2009 e 2018, desbaratar todo o legado de Mandela, que Thabo Mbeki ainda prosseguiu entre 1999 e 2009, Sello lamentou o facto de os cidadãos se terem alheado da política, permitindo às elites do poder “servirem-se da África do Sul”.

“Tivemos líderes que não foram servidores, líderes que só se serviram em favor dos seus interesses pessoais, dos das suas famílias e dos empresariais, em vez que criarem uma grande África do Sul”, frisou, apontando a Zuma que, no início, assumiu, ainda fez “algumas coisas brilhantes”, como a redução da violência.

“Mas não há dúvida de que, depois, levou o país por um caminho diferente”, declarou, apontando a “esperança” trazida pelo novo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, “na construção de uma nova e grande África do Sul”.

Zuma foi afastado a 14 de Fevereiro desde ano da Presidência da África do Sul por um Parlamento dominado pelo ANC, deixando um legado contrário aos ideais do movimento que lutou décadas contra o “apartheid” e ficou já na História sul-africana como o “Presidente corrupto”.

A um ano do final do segundo mandato presidencial, Zuma, 75 anos, não resistiu à ambição política Ramaphosa, que tem em vista as presidenciais de 2019.

Para tal, necessita de recuperar o eleitorado do ANC, descrente, pelo que o afastamento de Zuma, a pouco mais de um ano da votação, dar-lhe-á aparentemente o tempo para voltar a convencer a maioria negra de que o ANC é o melhor para o país.

Zuma foi também vítima das suas próprias acções empresariais. Desde 2005 que são muitas as acusações de corrupção e de subornos envolvendo todas as áreas de interesse económico do país, sobretudo as ligadas a uma das famílias empresariais mais poderosas da África do Sul, a dos três irmãos Gupta. Os casos estão todos em tribunal.

Para Sello, se Ramaphosa, vencer as eleições de 2019, os cinco anos seguintes têm de ter em conta a boa governação, e os combates à pobreza e à desigualdade, sob a “vigilância muito atenta” dos cidadãos para evitar “os erros do passado” de Zuma.

“Chegou o tempo de a África do Sul parar e pensar no que fazer. Ramaphosa tem vindo a dizer, com consistência, que quer assumir as suas responsabilidades para com a África do Sul. E que os que estão zangados devem canalizar a energia para ajudar o país a tornar-se grande outra vez”, sugeriu.

Sello disse não acreditar que Ramaphosa possa seguir o mesmo caminho de Zuma — “está rodeado de boa gente, de gente que quer, de facto, mudar a África do Sul” -, mas destacou que, sem uma grande participação cívica na fiscalização, as coisas podem descarrilar.

Sobre o papel que a Fundação pode desempenhar nesse caminho, Sello destacou as acções já em curso, no combate à pobreza, desigualdade, violência baseada no género e violência, no geral — “está outra vez em crescendo” -, e também ao racismo — “algo de que nos temos esquecido de lidar, que ainda provoca divisões na nossa sociedade”.

“Ainda estamos todos feridos e ainda estamos todos a sarar as feridas”, disse, aludindo aos 24 anos já passados sobre o fim do “apartheid” na África do Sul.

Questionado pela Lusa sobre se todas as acusações de corrupção que pendem sobre Zuma podem condicionar a vitória do ANC nas eleições gerais de 2019 — o partido no poder na África do Sul venceu com maioria absoluta todas as votações desde 1994 -, Sello, admitiu que sim, mas que “dificilmente perderá” o poder.

“A verdade é que as pessoas estão desligadas [da política]. Acredito que ganhe, mas por uma margem muito menor de votos. Passa pela forma como o ANC conseguir trazer também os cidadãos para uma participação activa e de como Ramaphosa conseguir recuperar os eleitores descontentes. Mas tenho muita esperança em Ramaphosa”, frisou.

 

Fonte: https://noticias.mmo.co.mz/2018/05/fundacao-mandela-lamenta-corrupcao-de-zuma.html#ixzz5Ev5UB0aF

Corrupção, nepotismo e impunidade trazem muitos prejuízos aos angolanos

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O Presidente da República, João Lourenço, afirmou ontem, em Luanda, que a corrupção, o nepotismo e a impunidade têm causado elevados prejuízos ao povo e que têm contribuído para agravar a imagem de Angola no exterior.

joão lourenço

O Chefe de Estado, que falava na abertura do ano judicial, reafirmou que uma das prioridades do Executivo é o combate à corrupção, ao nepotismo e à impunidade.
João Lourenço disse que o Executivo tomou algumas medidas que, embora importantes, se afiguram ainda insuficientes, mas que “assinalam de forma clara o caminho sem retorno a seguir,  não só pelos servidores públicos,  mas pela sociedade no geral”.

“Não basta vivermos no multipartidarismo com a realização periódica de eleições, não basta haver liberdade de expressão e de imprensa; só existe um verdadeiro Estado de Direito Democrático, e lá onde houver um sistema de justiça eficiente, ao serviço dos cidadãos, das empresas, da sociedade”, disse.

Para o exercício econômico deste ano, disse, o Executivo aumentou o orçamento dos órgãos de justiça face a 2017. O objetivo é dotar o sistema de justiça de maior capacidade em termos materiais e de recursos humanos, com vista ao combate contra o tráfico de drogas, de moeda, contra os crimes violentos de todo o tipo, mas sobretudo contra a corrupção, pelo facto deste último se ter tornado no pior mal do país a seguir à guerra.

Tribunal Supremo, Rui Ferreira,

O presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira, garantiu ao Presidente da República o apoio de todos os juízes no combate à corrupção. Rui Ferreira entende que o combate à corrupção “é uma luta que vai ser longa e difícil, mas senhor Presidente conte com a justiça, os tribunais, e os juízes farão certamente a sua parte”, garantiu.
Rui Ferreira pediu aos juízes para julgar os casos de corrupção com independência e exemplar rigor sem perda de garantia de defesa e um processo justo.

Esquema de Corrupção no Senado nigeriano é denunciado

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Um senador nigeriano, Shehu Sani, revelou que muitos colegas seus recebem “doações” de homens de negócios como forma de compensar os baixos salários que recebem mensalmente do Estado.

Denúncia de Shehu Sani visa desmascarar atitudes erradas

De acordo com este politico, que foi eleito senador pelo partido no poder, disse que “é normal” este tipo de pagamento, que nalguns casos atinge o equivalente em moeda nacional,  37.500 dólares norte-americanos.
Essas “doações” são feitas sem qualquer tipo de comprovativo e os senadores que delas beneficiam podem gastar o dinheiro naquilo que muito bem lhes apetecer sem terem que prestar contas a quem quer que seja.
“Toda a gente sabe que esses pagamentos são feitos, mas como não existem documentos a comprová-lo muitos têm medo de os revelar”, disse o referido senador.
Esta denúncia, segundo Shehu Sani, deve-se a um “dever moral” de “desmascarar” uma situação que vem revelar toda a opacidade que rodeia o funcionamento do Senado nigeriano, considerada uma das instituições menos transparentes da Nigéria.

Fontehttp://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/senadores_nigerianos_recebem_doacoes_1

Juventude da Guiné Bissau apoia sanções da CEDEAO e pedem que incluam o Presidente

Os jovens do movimento de Cidadãos Inconformados com a crise política na Guiné-Bissau pediram ontem à Comunidade da África Ocidental que sancione o Presidente do país, José Mário Vaz, que acusam de ser o mentor da crise.

Chefe de Estado José Mário Vaz alvo de críticas
Fotografia: Francisco Bernardo| Edições Novembro

Sumaila Djaló, porta-voz dos Inconformados, movimento constituído por jovens dos liceus e universidades, indicou à Lusa, à margem de uma manifestação realizada ontem nas ruas de Bissau, que José Mário Vaz “tem de ser sancionado” pela Comunidade Econômica E de Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Os Inconformados manifestaram diante da sede da CEDEAO a sua solidariedade para com a organização africana por ter decretado sanções contra 19 personalidades guineenses, que acusa de serem os responsáveis pela persistência da crise política no país, mas querem que o nome de José Mário Vaz passe a figurar na lista de castigados. “Sendo José Mário Vaz o autor desta crise o nome dele tem que figurar numa futura lista, queremos que seja sancionado pela CEDEAO”, defendeu Sumaila Djaló, agradecendo à organização “pela sábia decisão” de aplicar sanções aos responsáveis do país.

Denúncias sobre a “galinha dos ovos de ouro” a Sonangol, são muito graves

sonangol_sO consultor de empresas Galvão Branco considera que, pela sua gravidade, as declarações do presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, apelam “a uma intervenção dos órgãos judiciais especializados no tratamento” das denúncias.
Além disso, prosseguiu, instam a uma tomada de posição do principal accionista da petrolífera – o Estado -, por se tratar de uma empresa cuja estabilidade económica e financeira “incide significativamente sobre a soberania do país e a vida dos cidadãos”.
Galvão Branco falou mesmo na “responsabilização e tomada de medidas adequadas contra todos os que criam obstáculos para que os poderes públicos instituídos exerçam as melhores práticas de  monitorização e controlo da gestão na actividade corrente da Sonangol”.
Rui Malaquias considerou que uma auditoria para a certificação das contas de 2016 e confirmação dos resultados de 2017 “impõe-se”, uma vez que a nova administração “deparou-se com uma série de actos de gestão danosa”.
“Nada mais natural do que apurar e, consequentemente, criminalizar tais actos”, afirmou, acrescentando que “só com uma auditoria completa, a nova administração poderá ter plena noção da situação financeira e operacional da empresa, bem como da dimensão dos danos que a antiga administração causou ao grupo e ao próprio sector petrolífero angolano, com a inviabilização dos contratos das operadoras.
Sérgio Calundungo estima que, depois dessas revelações, os desafios já não se resumem às perspectivas de estratégia e visão de negócios pois, antes, é necessário esclarecer, “e muito bem, a divergência de dados sobre a situação da companhia entre a anterior e a actual gestão”.

Regularização do passivo 
Galvão Branco considera “adequado e correcto” que o Estado tenha decidido retirar dez mil milhões de dólares do passivo da Sonangol, posto que, enquanto accionista, deve adoptar todas as medidas necessárias para sanear o seu balanço, como ocorreu.
“A credibilidade externa da Sonangol, traduzida na sua solvabilidade, boas práticas de governação e parcerias justas e equitativas, são críticas para garantir o crescimento técnico e operacional e o acesso aos mercados financeiros internacionais para garantir a execução dos investimentos necessários”, sublinha. Rui Malaquias acrescenta que, ao retirar dez mil milhões de dólares do balanço da Sonangol, o Governo liberta a companhia, habilitando-a a obter, no mercado, financiamentos a menores taxas de juros e prazos mais alargados para o reembolso.
A empresa está, assim, em melhores condições para investir no sector petrolífero, de forma a aumentar a produção nacional e a arrecadação fiscal em moeda estrangeira, criando condições para investir nos restantes sectores produtivos à luz do processo de diversificação económica. Galvão Branco e Rui Malaquias também comentaram o projecto de edificação de refinarias, com o último a considerar que “poupar-se-ão dólares aos cofres do Estado, acabando com a importação de derivados e reduzindo as importações de forma geral”.
Galvão Branco propõe que se assegure “rapidamente a auto-suficiência nos derivados de petróleo, criar excedentes para a exportação e dinamizar a produção de adubos, fertilizantes e de matérias utilizadas pela indústria dos plásticos”, pela multiplicidade dos produtos gerados pelo investimento em petroquímica.
Mas, conclui Sérgio Calundungo, “não é prudente nem recomendável – pelo menos não me parece ser de interesse da maior parte da população – estarmos a falar de projectos e estratégias de futuro, sem que as instituições competentes apurem o que se passou e informem de maneira objectiva aos cidadãos, pois trata-se de uma empresa pública”.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/sonangol_termina_este_mes_com_o_voo_houston_express_1

União Africana está reunida em Adis Abeba

33614-img_0157.jpgA 30ª  Cimeira da União Africana aberta ontem, em Addis- Abeba (Etiópia), pode ser o ponto de viragem de uma série de problemas que afetem o continente. Sensibilizados com as preocupações dos respectivos povos, os líderes africanos acreditam que podem fazer muito mais para mudar a realidade no continente, caracterizada por conflitos armados, fome, pobreza extrema, corrupção a todos.

Os países africanos contribuem muito pouco para o aquecimento global, mas pagam um preço elevado, admitiu ontem, em Addis Abeba, o Secretário-Geral das Nações Unidas, onde participa na Cimeira da União Africana. António Guterres frisou que as alterações climáticas afectam os processos de desenvolvimento e avançam mais rapidamente do que os homens.”As alterações climáticas têm sérias implicações em matéria de paz e segurança e avançam mais rapidamente do que nós”, enfatizou.

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Entretanto, António Guterres manifestou-se esperançoso de que a situação pode ser revertida se houver maior engajamento. Sublinhou que o mercado do carbono está a há um amplo reconhecimento de que a economia verde proporciona negócios vantajosos. Segundo o Secretário- Geral das Nações Unidas, isto cria vastas oportunidades para os países africanos. António Guterres sublinhou que para a implementação do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas precisa-se de um enorme acréscimo de financiamento e investimento. Apelou aos países desen- volvidos para assumirem o compromisso de mobilizar, até 2020, 100 mil milhões de dólares por ano, para financiar o combate às alterações climáticas.
O Secretário-Geral das Nações Unidas anunciou para Setembro de 2019, uma cimeira para dar um novo impulso a este desígnio.
António Guterres abordou também a paz e segurança em diversas regiões do mundo, como na RDC, no Sudão do Sul, na Somália e a necessidade de se reforçar as forcas intervenientes das Nações Unidas. Na capital etíope, Guterres manteve reuniões com vários líderes que incluem o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Maha- mat, e Chefes de Estado