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Fundação Mandela fala sobre a corrupção na Africa do Sul

O Presidente da Fundação Nelson Mandela, Sello Hatang, acusou hoje os políticos sul-africanos de “corrupção”, “violando” o legado democrata e social de “Madiba”, manifestando-se, porém, optimista em relação ao novo chefe de Estado sul-africano.

Numa entrevista à agência Lusa, à margem da III Conferência do Horasis Global Visions Community, que decorre desde sábado no Centro de Congresso do Estoril e termina na manhã de terça-feira, Sello considerou mesmo que a palavra “corrupção” é a que melhor define os quase dez anos de presidência de Jacob Zuma.

Para Sello, há uma “ira internacional justificada” contra a África do Sul, sobretudo depois do fim da presidência do primeiro chefe de Estado negro da África do Sul, Nelson Mandela (1994/99), conhecido localmente também por “Madiba”, em que a esperança de que tudo era possível acabou, depois, por desvanecer-se.

“A ira é justificada. Eu consigo senti-la. Uma das coisas que aconteceu é que cometemos muitos erros. Cometemos esses erros porque demos demasiado poder aos políticos e aos partidos políticos. Os cidadãos deram-lhes liberdade”, sublinhou o homem que Mandela, que morreu a 05 de Dezembro de 2013 aos 95 anos, indicou para o substituir na liderança da Fundação.

“A queda do inimigo [‘apartheid’ — sistema de segregação racial], em 1994, trouxe-nos a liderança de Mandela até 1999. Isso deu-nos a ideia de que poderíamos fazer o que quiséssemos, que éramos excepcionais, diferentes de todos os outros países do continente africano. Como consequência, relaxamos e nem conseguimos atingir os mais pequenos objectivos para responder aos que agora estão zangados: os pobres e os vulneráveis”, argumentou.

Questionando-se sobre como foi possível Jacob Zuma, Presidente sul-africano entre 2009 e 2018, desbaratar todo o legado de Mandela, que Thabo Mbeki ainda prosseguiu entre 1999 e 2009, Sello lamentou o facto de os cidadãos se terem alheado da política, permitindo às elites do poder “servirem-se da África do Sul”.

“Tivemos líderes que não foram servidores, líderes que só se serviram em favor dos seus interesses pessoais, dos das suas famílias e dos empresariais, em vez que criarem uma grande África do Sul”, frisou, apontando a Zuma que, no início, assumiu, ainda fez “algumas coisas brilhantes”, como a redução da violência.

“Mas não há dúvida de que, depois, levou o país por um caminho diferente”, declarou, apontando a “esperança” trazida pelo novo Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, “na construção de uma nova e grande África do Sul”.

Zuma foi afastado a 14 de Fevereiro desde ano da Presidência da África do Sul por um Parlamento dominado pelo ANC, deixando um legado contrário aos ideais do movimento que lutou décadas contra o “apartheid” e ficou já na História sul-africana como o “Presidente corrupto”.

A um ano do final do segundo mandato presidencial, Zuma, 75 anos, não resistiu à ambição política Ramaphosa, que tem em vista as presidenciais de 2019.

Para tal, necessita de recuperar o eleitorado do ANC, descrente, pelo que o afastamento de Zuma, a pouco mais de um ano da votação, dar-lhe-á aparentemente o tempo para voltar a convencer a maioria negra de que o ANC é o melhor para o país.

Zuma foi também vítima das suas próprias acções empresariais. Desde 2005 que são muitas as acusações de corrupção e de subornos envolvendo todas as áreas de interesse económico do país, sobretudo as ligadas a uma das famílias empresariais mais poderosas da África do Sul, a dos três irmãos Gupta. Os casos estão todos em tribunal.

Para Sello, se Ramaphosa, vencer as eleições de 2019, os cinco anos seguintes têm de ter em conta a boa governação, e os combates à pobreza e à desigualdade, sob a “vigilância muito atenta” dos cidadãos para evitar “os erros do passado” de Zuma.

“Chegou o tempo de a África do Sul parar e pensar no que fazer. Ramaphosa tem vindo a dizer, com consistência, que quer assumir as suas responsabilidades para com a África do Sul. E que os que estão zangados devem canalizar a energia para ajudar o país a tornar-se grande outra vez”, sugeriu.

Sello disse não acreditar que Ramaphosa possa seguir o mesmo caminho de Zuma — “está rodeado de boa gente, de gente que quer, de facto, mudar a África do Sul” -, mas destacou que, sem uma grande participação cívica na fiscalização, as coisas podem descarrilar.

Sobre o papel que a Fundação pode desempenhar nesse caminho, Sello destacou as acções já em curso, no combate à pobreza, desigualdade, violência baseada no género e violência, no geral — “está outra vez em crescendo” -, e também ao racismo — “algo de que nos temos esquecido de lidar, que ainda provoca divisões na nossa sociedade”.

“Ainda estamos todos feridos e ainda estamos todos a sarar as feridas”, disse, aludindo aos 24 anos já passados sobre o fim do “apartheid” na África do Sul.

Questionado pela Lusa sobre se todas as acusações de corrupção que pendem sobre Zuma podem condicionar a vitória do ANC nas eleições gerais de 2019 — o partido no poder na África do Sul venceu com maioria absoluta todas as votações desde 1994 -, Sello, admitiu que sim, mas que “dificilmente perderá” o poder.

“A verdade é que as pessoas estão desligadas [da política]. Acredito que ganhe, mas por uma margem muito menor de votos. Passa pela forma como o ANC conseguir trazer também os cidadãos para uma participação activa e de como Ramaphosa conseguir recuperar os eleitores descontentes. Mas tenho muita esperança em Ramaphosa”, frisou.

 

Fonte: https://noticias.mmo.co.mz/2018/05/fundacao-mandela-lamenta-corrupcao-de-zuma.html#ixzz5Ev5UB0aF

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Corrupção, nepotismo e impunidade trazem muitos prejuízos aos angolanos

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O Presidente da República, João Lourenço, afirmou ontem, em Luanda, que a corrupção, o nepotismo e a impunidade têm causado elevados prejuízos ao povo e que têm contribuído para agravar a imagem de Angola no exterior.

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O Chefe de Estado, que falava na abertura do ano judicial, reafirmou que uma das prioridades do Executivo é o combate à corrupção, ao nepotismo e à impunidade.
João Lourenço disse que o Executivo tomou algumas medidas que, embora importantes, se afiguram ainda insuficientes, mas que “assinalam de forma clara o caminho sem retorno a seguir,  não só pelos servidores públicos,  mas pela sociedade no geral”.

“Não basta vivermos no multipartidarismo com a realização periódica de eleições, não basta haver liberdade de expressão e de imprensa; só existe um verdadeiro Estado de Direito Democrático, e lá onde houver um sistema de justiça eficiente, ao serviço dos cidadãos, das empresas, da sociedade”, disse.

Para o exercício econômico deste ano, disse, o Executivo aumentou o orçamento dos órgãos de justiça face a 2017. O objetivo é dotar o sistema de justiça de maior capacidade em termos materiais e de recursos humanos, com vista ao combate contra o tráfico de drogas, de moeda, contra os crimes violentos de todo o tipo, mas sobretudo contra a corrupção, pelo facto deste último se ter tornado no pior mal do país a seguir à guerra.

Tribunal Supremo, Rui Ferreira,

O presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira, garantiu ao Presidente da República o apoio de todos os juízes no combate à corrupção. Rui Ferreira entende que o combate à corrupção “é uma luta que vai ser longa e difícil, mas senhor Presidente conte com a justiça, os tribunais, e os juízes farão certamente a sua parte”, garantiu.
Rui Ferreira pediu aos juízes para julgar os casos de corrupção com independência e exemplar rigor sem perda de garantia de defesa e um processo justo.

Esquema de Corrupção no Senado nigeriano é denunciado

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Um senador nigeriano, Shehu Sani, revelou que muitos colegas seus recebem “doações” de homens de negócios como forma de compensar os baixos salários que recebem mensalmente do Estado.

Denúncia de Shehu Sani visa desmascarar atitudes erradas

De acordo com este politico, que foi eleito senador pelo partido no poder, disse que “é normal” este tipo de pagamento, que nalguns casos atinge o equivalente em moeda nacional,  37.500 dólares norte-americanos.
Essas “doações” são feitas sem qualquer tipo de comprovativo e os senadores que delas beneficiam podem gastar o dinheiro naquilo que muito bem lhes apetecer sem terem que prestar contas a quem quer que seja.
“Toda a gente sabe que esses pagamentos são feitos, mas como não existem documentos a comprová-lo muitos têm medo de os revelar”, disse o referido senador.
Esta denúncia, segundo Shehu Sani, deve-se a um “dever moral” de “desmascarar” uma situação que vem revelar toda a opacidade que rodeia o funcionamento do Senado nigeriano, considerada uma das instituições menos transparentes da Nigéria.

Fontehttp://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/senadores_nigerianos_recebem_doacoes_1

Juventude da Guiné Bissau apoia sanções da CEDEAO e pedem que incluam o Presidente

Os jovens do movimento de Cidadãos Inconformados com a crise política na Guiné-Bissau pediram ontem à Comunidade da África Ocidental que sancione o Presidente do país, José Mário Vaz, que acusam de ser o mentor da crise.

Chefe de Estado José Mário Vaz alvo de críticas
Fotografia: Francisco Bernardo| Edições Novembro

Sumaila Djaló, porta-voz dos Inconformados, movimento constituído por jovens dos liceus e universidades, indicou à Lusa, à margem de uma manifestação realizada ontem nas ruas de Bissau, que José Mário Vaz “tem de ser sancionado” pela Comunidade Econômica E de Estados da África Ocidental (CEDEAO).
Os Inconformados manifestaram diante da sede da CEDEAO a sua solidariedade para com a organização africana por ter decretado sanções contra 19 personalidades guineenses, que acusa de serem os responsáveis pela persistência da crise política no país, mas querem que o nome de José Mário Vaz passe a figurar na lista de castigados. “Sendo José Mário Vaz o autor desta crise o nome dele tem que figurar numa futura lista, queremos que seja sancionado pela CEDEAO”, defendeu Sumaila Djaló, agradecendo à organização “pela sábia decisão” de aplicar sanções aos responsáveis do país.

Denúncias sobre a “galinha dos ovos de ouro” a Sonangol, são muito graves

sonangol_sO consultor de empresas Galvão Branco considera que, pela sua gravidade, as declarações do presidente do conselho de administração da Sonangol, Carlos Saturnino, apelam “a uma intervenção dos órgãos judiciais especializados no tratamento” das denúncias.
Além disso, prosseguiu, instam a uma tomada de posição do principal accionista da petrolífera – o Estado -, por se tratar de uma empresa cuja estabilidade económica e financeira “incide significativamente sobre a soberania do país e a vida dos cidadãos”.
Galvão Branco falou mesmo na “responsabilização e tomada de medidas adequadas contra todos os que criam obstáculos para que os poderes públicos instituídos exerçam as melhores práticas de  monitorização e controlo da gestão na actividade corrente da Sonangol”.
Rui Malaquias considerou que uma auditoria para a certificação das contas de 2016 e confirmação dos resultados de 2017 “impõe-se”, uma vez que a nova administração “deparou-se com uma série de actos de gestão danosa”.
“Nada mais natural do que apurar e, consequentemente, criminalizar tais actos”, afirmou, acrescentando que “só com uma auditoria completa, a nova administração poderá ter plena noção da situação financeira e operacional da empresa, bem como da dimensão dos danos que a antiga administração causou ao grupo e ao próprio sector petrolífero angolano, com a inviabilização dos contratos das operadoras.
Sérgio Calundungo estima que, depois dessas revelações, os desafios já não se resumem às perspectivas de estratégia e visão de negócios pois, antes, é necessário esclarecer, “e muito bem, a divergência de dados sobre a situação da companhia entre a anterior e a actual gestão”.

Regularização do passivo 
Galvão Branco considera “adequado e correcto” que o Estado tenha decidido retirar dez mil milhões de dólares do passivo da Sonangol, posto que, enquanto accionista, deve adoptar todas as medidas necessárias para sanear o seu balanço, como ocorreu.
“A credibilidade externa da Sonangol, traduzida na sua solvabilidade, boas práticas de governação e parcerias justas e equitativas, são críticas para garantir o crescimento técnico e operacional e o acesso aos mercados financeiros internacionais para garantir a execução dos investimentos necessários”, sublinha. Rui Malaquias acrescenta que, ao retirar dez mil milhões de dólares do balanço da Sonangol, o Governo liberta a companhia, habilitando-a a obter, no mercado, financiamentos a menores taxas de juros e prazos mais alargados para o reembolso.
A empresa está, assim, em melhores condições para investir no sector petrolífero, de forma a aumentar a produção nacional e a arrecadação fiscal em moeda estrangeira, criando condições para investir nos restantes sectores produtivos à luz do processo de diversificação económica. Galvão Branco e Rui Malaquias também comentaram o projecto de edificação de refinarias, com o último a considerar que “poupar-se-ão dólares aos cofres do Estado, acabando com a importação de derivados e reduzindo as importações de forma geral”.
Galvão Branco propõe que se assegure “rapidamente a auto-suficiência nos derivados de petróleo, criar excedentes para a exportação e dinamizar a produção de adubos, fertilizantes e de matérias utilizadas pela indústria dos plásticos”, pela multiplicidade dos produtos gerados pelo investimento em petroquímica.
Mas, conclui Sérgio Calundungo, “não é prudente nem recomendável – pelo menos não me parece ser de interesse da maior parte da população – estarmos a falar de projectos e estratégias de futuro, sem que as instituições competentes apurem o que se passou e informem de maneira objectiva aos cidadãos, pois trata-se de uma empresa pública”.

Fonte:http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/sonangol_termina_este_mes_com_o_voo_houston_express_1

União Africana está reunida em Adis Abeba

33614-img_0157.jpgA 30ª  Cimeira da União Africana aberta ontem, em Addis- Abeba (Etiópia), pode ser o ponto de viragem de uma série de problemas que afetem o continente. Sensibilizados com as preocupações dos respectivos povos, os líderes africanos acreditam que podem fazer muito mais para mudar a realidade no continente, caracterizada por conflitos armados, fome, pobreza extrema, corrupção a todos.

Os países africanos contribuem muito pouco para o aquecimento global, mas pagam um preço elevado, admitiu ontem, em Addis Abeba, o Secretário-Geral das Nações Unidas, onde participa na Cimeira da União Africana. António Guterres frisou que as alterações climáticas afectam os processos de desenvolvimento e avançam mais rapidamente do que os homens.”As alterações climáticas têm sérias implicações em matéria de paz e segurança e avançam mais rapidamente do que nós”, enfatizou.

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Entretanto, António Guterres manifestou-se esperançoso de que a situação pode ser revertida se houver maior engajamento. Sublinhou que o mercado do carbono está a há um amplo reconhecimento de que a economia verde proporciona negócios vantajosos. Segundo o Secretário- Geral das Nações Unidas, isto cria vastas oportunidades para os países africanos. António Guterres sublinhou que para a implementação do Acordo de Paris sobre as alterações climáticas precisa-se de um enorme acréscimo de financiamento e investimento. Apelou aos países desen- volvidos para assumirem o compromisso de mobilizar, até 2020, 100 mil milhões de dólares por ano, para financiar o combate às alterações climáticas.
O Secretário-Geral das Nações Unidas anunciou para Setembro de 2019, uma cimeira para dar um novo impulso a este desígnio.
António Guterres abordou também a paz e segurança em diversas regiões do mundo, como na RDC, no Sudão do Sul, na Somália e a necessidade de se reforçar as forcas intervenientes das Nações Unidas. Na capital etíope, Guterres manteve reuniões com vários líderes que incluem o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Maha- mat, e Chefes de Estado

Combate a corrupção está nas prioridades dos chefes de Estado Africano

 

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O combate à corrupção, ao branqueamento de capitais e à imigração ilegal são as prioridades dos Chefes de Esta­do africanos, que defendem uma organização mais atuan­te e dinâmica.
A União Africana é acusada, algumas vezes, de ser demasiado lenta na resposta a determinadas situações, particularmente no que diz respeito às ameaças de segurança.
No ano passado, os líderes africanos chegaram a um acordo de princípio para reformar a União, mas o bloco debate-se com problemas financeiros. A União Africana ainda depende muito dos apoios externos e grande parte do orçamento operacional vem de doadores internacionais como os Estados Unidos e a União Europeia.
O Presidente do Rwanda, Paul Kagame, que vai suceder o Chefe de Estado da Guiné-Conacri, Alpha Condé, na presidência rotativa da organização, lidera os esforços para a reforma.
Para este objectivo, Kagame conta com o apoio de Angola, conforme garantias recebidas pela ministra rwandesa dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Louise Mushikiwabo, durante a sua recente visita a Luanda.
O plano de ação comum sobre a emigração dentro do continente é outro tema que vai estar em alta nesta cimeira.
O plano visa criar condições para que a emigração se torne uma opção e não uma necessidade, na perspectiva de se valorizar a contribuição dos que abandonam os seus países aos outros de acolhimento. Diplomatas em Addis-Abeba afirmam que o plano de ação tem de ser bem coordenado entre os países africanos, para que se possa mudar a imagem estereotipada do emigrante de África.
O tema é discutido numa altura em que milhões de africanos fogem da miséria em busca do sonho de prosperidade na Europa, muitas vezes submetidos a um tratamento desumano e degradante.
Os números indicam que, de um total de 258 milhões de migrantes registados em todo o mundo, em 2017, um total de 14 por cento são do continente africano.
O plano de acção é uma estratégia migratória que deve ter em consideração a dimensão do desenvolvimento dos diferentes países, bem como questões ligadas aos direitos humanos e à luta contra a imigração clandestina.
O combate à corrupção vai merecer uma atenção especial dos líderes africanos. Não é por acaso que os trabalhos da cimeira vão decorrer sob o tema “Vencer a luta contra a corrupção: um caminho sustentável para a transformação de África”.
Ao declarar 2018 como o Ano de Luta contra a Corrupção no continente, os órgãos formuladores de políticas da União Africana deram um forte impulso aos esforços colectivos destinados a combater este mal que desgraça as sociedades africanas.
As comunidades econômicas regionais e a União Africana tomaram a seu cargo uma série de instrumentos reguladores e criaram diversas instituições para combater a corrupção em África.
Dentre as atividades propostas para o Projeto 2018, consta a designação de Embaixadores Africanos Contra a Corrupção, criação do Instituto Africano Contra a Corrupção, galardões relacionados à luta contra a corrupção, diálogo de alto nível no decurso da Cimeira de Junho/Julho de 2018, além da ratificação de instrumentos da União Africana relativos à luta contra a corrupção.
A Cimeira dos Chefes de Estado está a ser antecedida de vários encontros preparatórios. Depois da 35.ª sessão Ordinária do Comité Permanente de Representantes (CPR), de que fazem parte os embaixadores africanos, começa amanhã a reunião do Conselho Executivo.
Os embaixadores debateram, entre vários assuntos, o Relatório sobre a Posição Comum Africana em relação ao Futuro do Grupo ACP e das relações ACP-UE pós-2020, bem como o projeto do Subcomité de Supervisão Geral e Coordenação de Questões Orçamentais, Administrativas e Financeiras.
Analisaram também o Relatório sobre o Orçamento Complementar da União Africana para o Exercício de 2018, o Projeto sobre o Documento-Quadro Orçamental para 2019, o Projeto de Estatuto sobre a Criação do Fundo Especial da UA para o Combate ao Terrorismo.

General angolano processa Portugal e Brasil

Bento dos Santos Kangamba

Sobrinho do ex-presidente Eduardo dos Santos pretende indemnização após decisões favoráveis de tribunais portugueses e brasileiros

O general angolano Bento dos Santos “Kangamba” anunciou hoje pretender processar os Estados português e brasileiro, após as recentes decisões favoráveis dos tribunais daqueles países nos processos em que é visado, dizendo-se vítima de vários anos de “humilhação pública”.Bento dos Santos

“Afetou a minha imagem, afetou a imagem da minha família, enfim, a do próprio povo angolano”, afirmou, em entrevista à agência Lusa, aquele general angolano, absolvido este mês por um tribunal do Brasil no processo que corria desde 2012, sobre o alegado envolvimento no tráfico internacional de mulheres para prostituição, com o juiz a criticar a atuação do Ministério Público Federal pela falta de provas.Bento-dos-Santos-Kangamba-2_Jose-Soares_Jaimagens

“Fui humilhado”, insistiu na entrevista, durante a qual garantiu já ter dado instruções aos advogados, em Portugal e no Brasil, para avançarem com processos e pedidos de indemnização alegando a má administração da Justiça de que diz ter sido alvo nos últimos anos, ao ver o nome associado a estes processos mediáticos.

 

https://www.dn.pt/mundo/interior/general-angolano-processa-portugal-e-brasil-apos-decisoes-favoraveis-dos-tribunais-9059064.html

A percepção dos nigerianos sobre a corrupção melhorou, mas temem por retaliação

A percepção dos nigerianos sobre a corrupção no país melhorou substantivamente desde de 2015 de acordo com o site Afro barômetro (http://www.afrobarometer.org/). Há um reconhecimento do esforço do presidente Buhari ter colocado como meta o combate à corrupção. Entretanto 90 % dos nigerianos acredita que os funcionário públicos são corruptos.

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A instituição pública nigeriana considerada mais corrupta é a policia por 70% das pessoas entrevistadas, mas a pesquisa mostra que a maioria dos nigerianos, 77%  tem medo de denunciar a corrupção e sofre retaliação pelo órgãos públicos.

A segunda instituição desacreditada por 60% dos nigerianos é Assembléia nacional, o que mostra uma descrença no poder legislativo.

O judiciário, também tem um alto registro  de cerca de 51% dos nigerianos considera os juízes, promotores como corruptos.

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Afro barômetro é uma rede de pesquisa pan-africana, não-partidária que pesquisa o comportamento e atitude pública dos africanos sobre democracia, governança, condições econômicas e outras  questões relacionadas em mais do que 35 países da África.

União Africana prepara agenda de ação comum contra a corrupção

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A próxima cimeira da União Africana (UA), marcada para 28 e 29 deste mês em Adis Abeba (Etiópia), vai analisar um projeto de ação comum, ainda a definir, sobre emigração dentro do continente, bem como o combate à corrupção.

Subordinada ao lema “Vencer a Luta contra a Corrupção: Um Caminho Sustentável para a Transformação de África”, os trabalhos da cimeira da UA, que começam a 22 deste mês com a 35.ª sessão Ordinária do Comité Permanente de Representantes, estão a ser preparados em Rabat pelos chefes da diplomacia africanos com a elaboração de um plano conjunto sobre emigração, que consideram “vetor de desenvolvimento” em África.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Burita, anfitrião de uma reunião em Rabat que junta cerca de duas dezenas de homólogos africanos, além da questão da emigração, terá de ser salientada a necessidade de combater o tráfico humano e o êxodo forçado das populações.

“O plano de ação tem de ser bem coordenado entre os países africanos para que se possa mudar a imagem estereotipada do emigrante de África”, defendeu Burita, lembrando que a emigração, bem estruturada, “beneficia os países de acolhimento”.

“Há que recordar que a emigração beneficia os países de acolhimento em 85% (…) e que a emigração africana é sobretudo para países do próprio continente, já que quatro em cinco permanecem em África”, observou o chefe da diplomacia marroquina.

A este propósito, Burita salientou que os emigrantes africanos apenas representam 14% de um total de 258 milhões registados em todo o mundo em 2017.

Para o ministro marroquino, o plano de ação comum visa criar condições para que a emigração “se torne uma opção e não uma necessidade”, para se valorizar a contribuição dos que abandonam os seus países aos outros de acolhimento.

mamady_tourePor seu lado, o presidente do Conselho Executivo da UA, também chefe da diplomacia da Guiné-Conacri, Mamady Touré, precisou que a estratégia migratória deve ter em consideração a dimensão do desenvolvimento dos diferentes países, bem como questões ligadas aos direitos humanos e a luta contra a emigração clandestina.

“Temos de assegurar que a emigração regular esteja ao serviço do desenvolvimento”, sustentou Touré, denunciando o “tratamento desumano e degradante” que sofre grande parte dos migrantes.Mamady Touré'

Touré pediu um reforço da cooperação regional e internacional entre os países emissores, trânsito e acolhimento de emigrantes para que se encontrem soluções, sobretudo para a juventude, maioritariamente desempregada, tema que foi o centro da 5.ª Cimeira União Europeia/África, realizada em Abidjan (Costa do Marfim) em novembro de 2017. Ao discursar na reunião, a ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Maite Nkoana Mashabane, disse acreditar que a solução para a questão migratória passa por combater a pobreza e a instabilidade econômica e política em vários países africanos.

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“A emigração é um movimento humano, não um problema. O problema é o êxodo forçado de seres humanos por falta de segurança e pelos conflitos armados”, sustentou.

A cimeira de 28 e 29 deste mês é antecedida, a 22 e 23, pela 35.ª sessão Ordinária do Comité Permanente de Representantes e, a 25 e 26, pela 32.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo.

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/uniao-africana-prepara-agenda-de-acao-comum-sobre-emigracao-para-30a-cimeira-9036913.html