CPLP reúne-se com o presidente Temer durante a 72.ª Assembleia-Geral da ONU

cplp e o presidente do brasil 19 de setembro de 2O Presidente da República Federativa do Brasil, Michel Temer, reuniu nove representantes dos Estados membros e a Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua-Portuguesa (CPLP) para debater a política internacional, com destaque para o alcance os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável proposto pela ONU.

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O encontro agendado pela presidência pro tempore da CPLP decorreu após a abertura da sessão do debate-geral da 72ª Assembleia Geral das Nações Unidas, a 19 de Setembro de 2017. De acordo com uma nota da presidência brasileira, “trocamos impressões, trocamos ideias”, resumiu Temer, devendo ocorrer nova ronda de conversas este dia 20 de setembro.

cplp e o presidente do brasil 19 de setembro

Para a Secretária Executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, “ a CPLP é hoje sobretudo um instrumento de política externa dos nossos países, é o palco onde os países de língua portuguesa podem conversar sobre as grandes questões da atualidade internacional”, salienta a mesma nota, realçando os temas de políticas empresariais, para a juventude e de promoção da igualdade de género.

cplp e o presidente do brasil 19 de set de 2017

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Universidade de São José de Macau recebe estatuto de observador consultivo da CPLP

A Universidade de São José passou a integrar desde 20 de Julho o grupo dos observadores consultivos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. O novo estatuto é acolhido pela instituição como um “reconhecimento” do trabalho desenvolvido ao longo dos anos. A Universidade mostra-se preparada para responder a novos desafios.

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A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) atribuiu à Universidade de São José (USJ) o estatuto de observador consultivo durante a última reunião ordinária do Conselho de Ministros da organização, que decorreu em Brasília. A distinção significa para a instituição de ensino superior “um reconhecimento” do trabalho que a Universidade tem vindo a desenvolver, indicou ao PONTO FINAL Maria Antónia Espadinha, vice-reitora da USJ: “Significa muito porque significa que reconhecem o esforço que nós estamos também a fazer. Neste momento temos [em português] uma licenciatura, temos um ‘associate degree’ que vai começar e que tem bastante procura, temos um mestrado que até há dois anos não existia,”salientou a responsável.

Para além de constituir um reconhecimento, o novo estatuto traz também à Universidade de São José novos desafios que se irão traduzir num maior investimento no português e numa maior promoção da língua e da cultura portuguesas. À instituição podem ser pedidos “pareceres em relação a eventuais bolsas de estudo que a CPLP pretenda atribuir [e] a prémios que a CPLP institua.” Mas de que forma é que a Universidade de São José tenciona dar resposta aos novos desafios? “Na prática fazendo todos os possíveis para responder a esses desafios [e] nós, da nossa parte, faremos sempre o possível para dar maior importância à divulgação da língua e da cultura da língua portuguesa”, garantiu Maria Antónia Espadinha.

À emissora em língua portuguesa da Rádio Macau, Peter Stilwell, reitor da Universidade de São José, explicou que a iniciativa de candidatar a instituição partiu do Governo de Portugal: “[O pedido] tem de ser submetido sempre por um Governo da CPLP. No nosso caso, foi o Governo português que se mostrou interessado em apresentá-lo”, indicou o responsável.

“Significa que, em princípio, podemos beneficiar de contactos ao nível académico entre universidades que também fazem parte da rede de observadores consultivos. A nível de bibliotecas, vai ser possível partilhar publicações e revistas”, elencou Peter Stilwell, citado pela TDM – Rádio Macau.

Para além da Universidade de São José, receberam também o estatuto de observadores consultivos a Parceria Portuguesa para a Água, a Fundação Getúlio Vargas, a Academia Galega da Língua Portuguesa e a Sociedade Portuguesa de Hipertensão.

O estatuto de observador foi criado em 1998 no decorrer da segunda Conferência de Chefes de Estado e de Governo. Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP, foram estabelecidas as categorias de observador associado e de observador consultivo. Actualmente são mais de setenta, as instituições que receberam o estatuto de observadores consultivos, entre as quais se inclui também o Instituto Internacional de Macau.

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2017/07/27/universidade-de-sao-jose-recebe-estatuto-de-observador-consultivo-da-cplp/

22° Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

2017O presidente Michel Temer destacou, hoje (20), na abertura da 22° Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), a importância da cooperação entre os países integrantes da CPLP em áreas como saúde, educação, justiça e direitos humanos. A comunidade tem noves países-membros e o Brasil ocupa a presidência de turno do organismo no biênio 2016-2018.

2017 REPRESENTANTES DOS ESTADOS“O destino da CPLP é crescer cada vez mais e firmemente apoiada nos pilares da concertação político-diplomática, da cooperação, da promoção do nosso idioma e das nossas relações”, disse aos representantes dos países-membros da CPLP.

BRASILA reunião tem como objetivos definir a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável nos países do bloco, aprovar resolução sobre a nova visão estratégica da CPLP e discutir o aumento da cooperação com os observadores associados à Comunidade.

REUNIÃO 2017Criada em 1996, a CPLP tem nove países-membros: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Outros dez países são observadores associados: Geórgia, Hungria, Japão, Maurício, Namíbia, República Eslovaca, República Tcheca, Senegal, Turquia e Uruguai.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-07/temer-comunidade-dos-paises-de-lingua-portuguesa-deve-crescer-com

Jovens do Brasil, Angola,Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste na ONU

ONU(Programa Jovens Profissionais 2017 da ONU, que procura novos talentos em países com pouca representação profissional dentro da organização mundial.incluiu o Brasil, Angola,Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste, membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

 

Os jovens interessados em aderir ao programa devem inscrever-se através do “site” inspira.un.org, até ao dia 22 de Agosto. Haverá uma triagem e os candidatos selecionados nessa primeira etapa vão ter direito a fazer a prova. Quem for aprovado na parte escrita do exame passa depois por uma entrevista.

Os candidatos que forem bem sucedidos em todas as fases recebem um convite para trabalhar nas Nações Unidas. Para a edição deste ano, o concurso envolve três setores de trabalho – Política, Paz e Sector Humanitário -, e as áreas de direitos humanos, assuntos civis, políticos e humanitários, direito e segurança.

São vários os critérios para a candidatura, como ser cidadão de um dos países-membros da ONU que participam no Programa Jovens Profissionais 2017. Para o efeito, é preciso também ter pelo menos um diploma de bacharel, ter 32 anos ou menos e ser fluente em inglês ou francês.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/angolanos_podem_trabalhar_para_a_onu

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A IX Reunião dos Ministros do Turismo da CPLP, que decorreu recentemente no Brasil, reiterou o compromisso dos Estados membros da CPLP com a Agenda 2030 e implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável ( ODS), em particular com os números 8, 12 e 14.

CPLP: Reunião dos ministros do Turismo reitera compromissos dos Estados membros com a agenda 2030

A cimeira decidiu partilhar e implementar políticas públicas e boas práticas de participação social, transparência e integridade que promovam o turismo sustentável, criem trabalho digno e incentivem a cultura e os produtos locais.

A instituição lusófona quer também estimular a promoção de investimentos no turismo sustentável, incluindo o ecoturismo e o turismo cultural, bem como promover o desenvolvimento, a aplicação e o uso de novas tecnologias de informação e comunicação no setor de turismo.

O encontro deliberou também incentivar um ambiente favorável à criação de pequenas e médias empresas, facilitando o acesso ao financiamento por meio de iniciativas de microcrédito para população mais pobre e as comunidades locais em áreas com alto potencial de ecoturismo.

A reunião de Brasil decidiu, por outro lado, promover o intercâmbio de ações e o diálogo articulado e estruturado com as Reuniões Ministeriais Setoriais da CPLP cujas agendas contribuam para a implementação das resoluções desta Reunião Ministerial.

Diante dos desafios referidos, a CPLP vai envidar esforços para aprovar o seu Plano Estratégico de Cooperação em Turismo, que será levado a ratificação da XXII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, a realizar-se em Brasília, a 20 de julho de 2017. Isto sem contar com a proposta no sentido de aprovar o Plano de Ação da Reunião de Ministros do Turismo da CPLP para o biênio 2017-2019.

http://www.asemana.publ.cv/?CPLP-Reuniao-dos-ministros-do-Turismo-reitera-compromissos-dos-Estados-membros

Biblioteca virtual é criada para os países da lusofonia

cplp

O Brasil vai criar uma biblioteca virtual sobre saúde para as nações que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse a embaixadora brasileira junto da ONU, em Genebra, Maria Farani Azevedo, durante a conferência sobre Doenças Tropicais Negligenciadas, terminada sábado, na cidade suíça, e em entrevista concedida à Rádio ONU.

“Estamos a ultimar alguns preparativos para poder anunciar, ainda na presidência do Brasil na CPLP, que vamos colocar à disposição dos países de língua portuguesa uma biblioteca virtual sobre saúde”, disse.
Por sua vez, o presidente do conselho de administração da farmacêutica brasileira EMS, Carlos Sanchez, anunciou à Rádio ONU a doação de remédios para combater a bouba, uma doença infecciosa que atinge a pele, os ossos e as cartilagens.
Carlos Sanchez disse que o gesto é resultante da disponibilidade manifestada pelo Brasil na luta mundial para a erradicação da bouba. A doação é concedida à Organização Mundial da Saúde para ser distribuída por países de África e da Ásia, onde a doença é “muito comum”, atingindo especialmente crianças dos seis aos dez anos. A bouba foi erradicada do Brasil em 1950.

http://jornaldeangola.sapo.ao/sociedade/biblioteca_virtual_e_criada__para_os_paises_da_l

Comércio entre a China e os países lusófonos cresceu 32,6 %

O Brasil continua a chamar a si o estatuto de principal parceiro económico de Pequim, à frente de Angola e de Portugal. Nos dois primeiros meses do ano, a China e os países de língua portuguesa trocaram bens e produtos no valor de 14,84 mil milhões de dólares norte-americanos, revelaram as autoridades do Continente.

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As trocas comerciais entre a República Popular da China e os países de língua portuguesa subiram 32,6 por cento até Fevereiro, em termos anuais homólogos, para 14,84 mil milhões de dólares, indicam dados oficiais ontem dados a conhecer.

Dados dos Serviços de Alfândega do Continente, publicados no portal do Fórum de Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, indicam que a China comprou aos países de expressão lusófona bens avaliados em 10,28 mil milhões de dólares – mais 43,74 por cento – e vendeu produtos no valor de 4,56 mil milhões dólares – mais 12,97 por cento comparativamente aos primeiros dois meses do ano passado.

O Brasil manteve-se como o principal parceiro económico da China, com o volume das trocas comerciais bilaterais a cifrar-se em 10,35 mil milhões de dólares, valor que traduz um aumento de 35,64 por cento em termos anuais homólogos.

As exportações da República Popular da China para o Brasil atingiram 3,69 mil milhões de dólares, reflectindo uma subida de 27,61 por cento, enquanto as importações chinesas totalizaram 6,66 mil milhões de dólares, mais 40,54 por cento face aos primeiros dois meses de 2016.

Com Angola – o segundo parceiro chinês no universo da lusofonia – as trocas comerciais cresceram 42,40 por cento, atingindo 3,48 mil milhões de dólares.

Pequim vendeu a Luanda produtos avaliados em 252,1 milhões de dólares – menos 7,72 por cento – e comprou mercadorias avaliadas em 3,23 mil milhões de dólares – ou seja, mais 48,69 por cento do que em igual período de 2015.

Já com Portugal, terceiro parceiro da República Popular da China entre os países de língua portuguesa, o comércio bilateral cifrou-se em 704,9 milhões de dólares – menos 12,84 por cento –, numa balança comercial favorável a Pequim que vendeu a Lisboa bens na ordem de 425,3 milhões de dólares – menos 35,73 por cento – e comprou produtos avaliados em 279,5 milhões de dólares, isto é, quase o dobro (+90,26 por cento).

A China, recorde-se, estabeleceu a Região Administrativa Especial de Macau como plataforma para a cooperação económica e comercial com os países de língua portuguesa em 2003, ano em que criou o Fórum Macau, que reúne a nível ministerial de três em três anos.

São Tomé e Príncipe passou a fazer parte Fórum Macau no final de Março, após Pequim ter anunciado o restabelecimento dos laços diplomáticos com São Tomé e Príncipe, o que sucedeu dias depois de o país africano ter cortado relações com Taiwan e reconhecido a República Popular da China.

https://pontofinalmacau.wordpress.com/2017/04/18/comercio-entre-a-china-e-os-paises-lusofonos-cresceu-326-por-cento/

Presidente português reconhece injustiça da escravatura em visita a Gorée – Senegal

 

visita Gorre

O Presidente português considerou na quinta-feira, no Senegal, que o poder político reconheceu a injustiça da escravatura quando a aboliu em parte do seu território, “pela mão do Marquês de Pombal, em 1761”.

 

Marcelo Rebelo de Sousa deixou esta mensagem no final de uma visita a uma antiga casa de escravos do tempo dos holandeses, na ilha de Gorée, ou Goreia, em frente a Dacar, capital do Senegal, lugar que foi um entreposto do tráfico desde o século XVI, sob domínio português, até ao século XIX, e onde o Papa João Paulo II pediu perdão pela escravatura.maison des esclaves.jpg
Marcelo Rebelo de Sousa iniciou na terça-feira uma visita de Estado de dois dias ao Senegal, a primeira de um Presidente português a este país da África Ocidental, antiga colónia francesa, que se tornou independente em 1960.
Ao falar primeiro em francês, o Chefe de Estado português declarou que “quando nós abolimos a escravatura em Portugal, pela mão do Marquês de Pombal, em 1761 – e depois alargámos essa abolição mais tarde, no século XIX, demasiado tarde -, essa decisão do poder político português foi um reconhecimento da dignidade do homem, do respeito por um estatuto correspondente a essa dignidade”.
“Nessa medida, nós reconhecemos também o que havia de injusto e de sacrifício nos direitos humanos, como diríamos hoje em dia, numa situação que foi abolida”, acrescentou o estadista.

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Depois, Marcelo Rebelo de Sousa repetiu a mensagem em português: “Recordei que Portugal aboliu, pela mão do Marquês de Pombal, pela primeira vez, a escravatura, numa parte do seu território em 1761 – embora só alargasse essa abolição definitivamente no século XIX -, e que nesse momento, ao abolir, aderiu a um ideal humanista que estava virado para o futuro”.
Essa decisão reconhecia o que tinha havido de injusto, o que tinha havido de condenável no comportamento anterior, relativamente a séculos em que esses direitos não foram devidamente reconhecidos, reiterou o Presidente.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, o que fica de mais importante desta visita à “Casa dos Escravos” de Gorée é “a lição de esperança num futuro melhor” e a ideia de que “é preciso continuar a lutar pelos direitos humanos, contra as formas de escravatura que existem, contra as opressões, contra as ditaduras, contra os totalitarismos”. “Ainda hoje, infelizmente, é tão necessário”, lamentou o Chefe de Estado de Portugal. No segundo dia em Dacar, o Chefe de Estado português foi também à Casa-Museu Léopold Senghor, primeiro Presidente do Senegal, e participou num debate com professores e alunos de língua portuguesa.

Integração na CPLP

O Presidente português considerou que o Senegal “fala português” e tem “uma porta aberta” para assumir “um papel essencial” na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), da qual já é membro observador. Em declarações aos jornalistas na ilha de Gorée, Marcelo Rebelo de Sousa disse que é impressionante a presença da língua portuguesa neste país, que tem 46 mil jovens a falar português. O Senegal fica próximo de dois países lusófonos. As ilhas de Cabo Verde estão em frente à sua costa, a cerca de 600 quilómetros, e faz fronteira com a Guiné-Bissau a sul, aproximando-se de Portugal também pela sua importância regional e pela língua portuguesa, que ali é estudada por milhares de alunos. Desde 2008, tem estatuto de observador da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
A comunidade portuguesa ronda as 200 pessoas, embora apenas cerca de 50 estejam registadas nos serviços consulares. A ilha de Gorée é um património da Humanidade classificado pelo Fundo das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) em 1978 e representa um memorial da escravatura. De Gorée, foram embarcados escravos de África para as Américas até ao século XIX e a ilha mantém como memória e símbolo desse passado uma “Casa dos Escravos”, do tempo dos holandeses, ligada ao mar por uma “Porta do Não Retorno”.
Foi nesta ilha, a menos de 20 minutos de barco da capital do Senegal, que o Papa João Paulo II pediu perdão pela escravatura em 1992, quando afirmou: “A partir deste santuário africano do sofrimento negro, imploramos o perdão do céu.”
Em 2005, dias depois da morte do Papa João Paulo II, o então Presidente do Brasil, Lula da Silva, visitou Gorée e repetiu esse gesto. Embora referindo que não tinha “nenhuma responsabilidade com o que aconteceu” no período da escravatura, declarou “Perdão pelo que fizemos aos negros”.
Os navegadores portugueses foram os primeiros a chegar a esta ilha, em 1444, num feito atribuído a Dinis Dias, e deram-lhe o nome de Ilha da Palma. Depois, no período filipino, foi tomada pelos holandeses e posteriormente pelos franceses, pelos ingleses e novamente pelos franceses.
Além de João Paulo II e de Lula da Silva outras personalidades mundiais visitaram a histórica ilha de Gorée. O então primeiro-ministro francês, Michel Rocard, visitou a região em 1981. Também três Presidentes norte-americanos, Bill Clinton em 1998, George W. Bush em 2008 e Barack Hussein Obama em 2013 visitaram a ilha senegalesa e aí assumiram o “mea culpa” dos respectivos Estados na escravatura. Estima-se que pelo menos 12 milhões de escravos africanos tenham sido capturados e retirados do continente, ao longo do triste período do comércio negreiro.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/portugal_reconhece_injustica_da_escravatura

CPLP ouve os políticos em Guiné Bissau

Maria do Carmo Silveira,
 
 
Bissau – A secretária executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Maria do Carmo Silveira, iniciou hoje, sábado, uma visita a República da Guiné-Bissau.
 
 
A deslocação se enquadra nos esforços coordenados para ultrapassar a crise político-institucional reinante no país.
 
Maria Silveira, segundo uma nota de imprensa a que a Angop teve acesso, junta os seus esforços aos de outras entidades em prol do entendimento político na Guine-Bissau.
 
A secretária executiva da CPLP vai auscultar os principais actores políticos do país e incentivá-los a implementar o acordo de Conacri.
 
Este importante documento tem sido referenciado como a única via possível para saída do impasse
político-institucional instalado na Guiné-Bissau, acrescenta uma nota de imprensa da Embaixada de Angola em
Bissau.
 
A permanecer em Bissau até ao próximo dia 6 de Abril, Maria Silveira vai encontrar-se com Embaixadores
dos Estados-membros da CPLP representados em Bissau (Angola, Brasil e Portugal), o grupo dos cinco
(Nações Unidas, União Africana, União Europeia, CEDEAO e CPLP), assim como os membros do corpo
diplomático acreditado na Guiné-Bissau.
 
Reuniões com os titulares dos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o presidente
da Assembleia Nacional Popular e com o Primeiro-Ministro, além de partidos políticos e representantes da
Sociedade Civil, estão igualmente agendados.
 
A Guiné-Bissau vive uma crise político-institucional desde a queda do primeiro Governo da actual legislatura liderado pelo então Primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira.
 
A crise político-institucional que o país vive data desde Agosto de 2015.
 
 
 
 

CPLP vai criar rede para monitorizar cumprimento da Agenda 2030 da ONU

cp
 
 
Os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) acordaram criar uma rede para monitorizar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a cumprir até 2030, cujo balanço pretendem apresentar dentro de alguns anos às Nações Unidas.
 
Representantes dos nove países da comunidade lusófona estiveram reunidos em Lisboa na 34.ª reunião dos pontos focais da cooperação, em que aprovaram o financiamento de projetos, incluindo um sobre ética no desporto, uma iniciativa no âmbito da campanha ‘Juntos Contra a Fome’, o apoio a um congresso sobre educação ambiental (São Tomé e Príncipe) e o relativo às terminologias científicas, a cargo do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP).
 
No final do encontro, o diretor de Cooperação da CPLP, Manuel Lapão, adiantou que os países pretendem criar uma rede de pontos focais dedicada ao cumprimento dos ODS (Agenda 2030 das Nações Unidas), tema que foi o escolhido para a presidência brasileira da organização lusófona, atualmente em curso.
 
A ideia passa por encontrar denominadores comuns aos nove membros e criar “um documento, uma plataforma eletrónica com uma bateria de indicadores estatísticos da CPLP, associados ao cumprimento da agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, explicou.
 
Se, por um lado, é “um grande desafio” encontrar estes denominadores comuns numa comunidade composta por nove países que se localizam em quatro continentes e têm níveis de desenvolvimento diferentes, a iniciativa pode também ser “uma oportunidade”.
 
“Se daqui a três ou quatro anos conseguirmos estar nas Nações Unidas apresentando um relatório de execução da CPLP nesses indicadores que identificámos como comuns, quer do ponto de vista da visibilidade quer do ponto de vista de afirmação da comunidade como um todo, é uma vitória que não podemos negligenciar”, realçou o responsável.
 
Na última cimeira da CPLP, que decorreu em Brasília em novembro passado, os chefes de Estado e de Governo dos Estados-membros comprometeram-se a cumprir a Agenda 2030, nomeadamente com a “implementação dos 17 ODS e das 169 metas associadas, de forma equilibrada e integrada, de acordo com as diferentes realidades, as capacidades, os níveis de desenvolvimento, respeitando as políticas e prioridades nacionais”.