Novo presidente angolano tem a obrigação de retirar a economia do “lixo”

Alberto Cafussa

O terceiro Presidente de Angola, que jura fidelidade à Pátria amanhã sob o “olhar silencioso” de Agostinho Neto, ladeado por José Eduardo dos Santos, o Chefe de Estado cessante que conquistou a paz, reconciliou os angolanos e lançou as bases da reconstrução nacional, tem a obrigação de retirar a economia do “lixo”, como a caracterizou, no início deste ano, a agência de notação financeira Standard & Poor’s.

O Presidente eleito prometeu rigor na gestão da coisa pública
Fotografia: Francisco Bernardo| Edições Novembro

Aos angolanos, João Lourenço prometeu ser o reformador da economia nacional, ao ponto de se ter comparado a Deng Xiaoping, o líder chinês que elevou a economia do “dragão asiático” a um lugar de destaque no Mundo.
Deng Xiaoping foi secretário-geral do Partido Comunista Chinês e Presidente da República Popular da China entre 1978 e 1992. Criou o designado “socialismo de mercado”, regime vigente na China moderna, que é hoje a segunda economia mundial.
João Lourenço começa o teste numa altura em que as previsões da economia nacional são pouco animadoras, com a corrupção, a impunidade, a fragilidade das instituições públicas, as desigualdades sociais e regionais, bem como a informalidade da economia a constituírem o “cancro” contra o desenvolvimento do Estado angolano. O Presidente eleito abordou esses temas bastante incómodos com coragem e determinação, por isso, sabe que não pode falhar, num país onde predomina uma população jovem que, cada vez mais, atinge altos níveis de literacia.
Como ele mesmo garantiu, vai pôr fim à mediocridade e promover o mérito, combater a promiscuidade na gestão pública para introduzir a transparência, desencorajar a impunidade e exigir a prestação de contas. É desses actos que depende a sua sobrevivência política e a manutenção no poder pelo seu partido que governa há 42 anos.
As estimativas do novo ciclo macro-económico, que começa amanhã com a investidura do novo Presidente da República, João Lourenço, e a subsequente formação do Governo, não são animadoras. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê um crescimento de 1,5 por cento para o próximo ano, uma estimativa muito abaixo da consultora BMI Research, que antevê uma subida de 4,1 por cento em 2018, mas com a inflação muito elevada e o fraco ambiente empresarial a impedirem uma recuperação mais rápida. Já a Capital Economics prevê um crescimento de 2,5 por cento para o próximo ano.
O Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola antevê um incremento médio anual, até 2021, de apenas 240 dólares no PIB por habitante (o equivalente a 1,5 por cento).
As estimativas apontam para um abrandamento de 2,4 por cento em 2019 e 2020, o que é insuficiente para um país em desenvolvimento com bases magras da economia.
Mas a favor da “equipa” de João Lourenço, além da população jovem, estão os abundantes recursos naturais, como diamantes e hidrocarbonetos, outros minérios, recursos florestais, solos férteis e água abundante.

Diversificar a economia

O desafio do terceiro Presidente de Angola consiste em reduzir a dependência da economia nacional dos “petrodólares” e explorar os recursos que foram subaproveitados durante as décadas de conflito.
João Lourenço, que apelou para “esquecer um pouco o petróleo”, tem um programa ambicioso para executar em cinco anos, com a promessa de “melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”.
Além de promover 500 mil empregos e dar uma bolsa de rendimento mínimo às famílias mais desfavorecidas, o programa aprovado nas eleições de 23 de Agosto de 2017 prevê a construção de 1.100 quilómetros de estradas, ao mesmo tempo que propõe reabilitar 7.083 quilómetros de estradas em acréscimo aos 10.219 reabilitados até ao ano passado.
O objectivo do partido no poder é facilitar o escoamento dos produtos do campo para os maiores centros de consumo e garantir a circulação do capital financeiro e humano por todo o território nacional, combatendo desta forma as assimetrias regionais.
A par disso, o MPLA promete concretizar o programa de construção das estradas do Leste, de vias estruturantes e a planificação de vias circulantes, anéis rodoviários e radiais nas principais cidades do país, nomeadamente Cabinda, Benguela-Catumbela-Lobito, Lubango, Huambo-Cáala, Saurimo, Ondjiva e Malanje.
Para tornar este desejo numa realidade, o Executivo de João Lourenço terá de incentivar e apoiar o sector privado na melhoria da oferta do transporte rodoviário de mercadorias, numa visão integrada com as redes logísticas das cadeias de abastecimento das populações e das empresas.
O novo Governo deve consolidar uma rede estruturada de transportes públicos de passageiros aos níveis municipal, provincial e das cidades do país, que garanta maior mobilidade das pessoas e mercadorias. O MPLA quer promover a integração da rede nacional de plataformas logísticas com a rede de transportes e capitalizar a inter-acção ao serviço do desenvolvimento e da internacionalização da economia.
Assim, durante o mandato do novo Presidente da República, serão concluídos e/ou reabilitados os aeroportos de Luanda, de Mbanza Congo, Cuito e Cabinda, a extensão do Caminho-de-Ferro de Benguela, os terminais marítimos de Cacuaco, Panguila, Porto Amboim, Benguela, Lobito e Moçâmedes, bem como o porto de águas profundas de Cabinda.
Nesta legislatura, começa a construção do Porto da Barra do Dande, em apoio ao congestionado Porto de Luanda. Também está prevista a conclusão das plataformas logísticas transfronteiriças de Santa Clara, Luvo, Kimbata, Massabi, Yema e Luau, bem como o projecto de cabotagem do Norte de Angola, com a ligação Cabinda/Zaire/Luanda, e a subvenção dos preços dos bilhetes de passagem aérea de Cabinda para Luanda.
O Executivo de João Lourenço promete implementar a rede logística nacional e melhorar os sectores da distribuição, com a conclusão de centros e entrepostos logísticos provinciais de média e grande dimensão, bem como operacionalizar estes centros nas províncias e municípios, numa parceria com o sector privado.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/o_desafio_e_tirar_a_economia_da_estagnacao

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Conselho de Segurança da ONU aprovou o cumprimento do Acordo de Conacri na Guiné Bissau

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O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje uma declaração presidencial a pedir o cumprimento do Acordo de Conacri e a nomeação de um novo primeiro-ministro na Guiné-Bissau.

A declaração diz que o Acordo de Conacri, que prevê a formação de um governo consensual integrado por todos os partidos representados no parlamento e a nomeação de um primeiro-ministro de consenso e de confiança do chefe de Estado, é “a ferramenta principal para uma resolução pacifica da crise política” e diz que o documento oferece uma “oportunidade histórica”.

“O Conselho de Segurança expressa preocupação profunda com o impasse político na Guiné-Bissau, devido à incapacidade dos seus líderes atingirem uma solução consensual e duradoura, como fica demonstrado com o falhanço da Assembleia Nacional em realizar sessões plenárias desde janeiro de 2016 e com o falhanço de quatro governos consecutivos em aprovar um programa de governo e um orçamento nacional”, lê-se na declaração.

Os membros do Conselho de Segurança lembram “os efeitos negativos da crise política na população civil” e pedem “a todos os atores políticos que coloquem os interesses do povo da Guiné-Bissau acima de quaisquer outras considerações”.

“O Conselho de Segurança sublinha a importância de preparar as eleições legislativas e presidenciais, calendarizadas para 2018 e 2019, sobretudo atualizando o registo de eleitores”, defende a organização.

A declaração do presidente do Conselho de Segurança elogia a extensão por três meses da missão Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) no país, sublinhando o seu “papel positivo na estabilização do país.”

As notícias do crescimento económico são bem recebidas, mas os estados membros dizem que “com as causas da instabilidade por resolver”, estes ganhos “podem não ser sustentáveis.”

O organismo volta a pedir uma reforma do setor da segurança, um combate à corrupção reforçando o sistema judicial e uma melhoria da administração pública da Guiné-Bissau.

“O Conselho de Segurança mostra preocupação para com os desafios colocados pelas ameaças terroristas e outras ameaças, como o extremismo violento, que podem conduzir a terrorismo e crime organizado internacional, como tráfico de drogas e pessoas”, lê-se no documento.

A declaração não se refere à revisão das sanções impostas a 10 militares da Guiné-Bissau, algo que foi defendido pelo presidente do Comité de Sanções para o país, Elbio Rosselli, embaixador permanente do Uruguai na ONU.

Segundo o “What`s in Blue”, uma publicação do Conselho de Segurança, “vários estados membros parecem estar contra a retirada de indivíduos da lista” porque “acreditam que manter essa designação cria um desincentivo a possíveis interferências pelos militares numa situação que ainda é muito frágil.”

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/conselho-de-seguranca-pede-implementacao-de-acordo-de-conacri-na-guine-bissau_n1026951

Africanos querem controle dos recursos minerais:”É raro os mais pobres lucrarem”

Leis duras, impostos altos: vários Governos africanos exigem às mineradoras estrangeiras cada vez mais contribuições monetárias para o país. Analistas criticam, no entanto, as estratégias de alguns dirigentes.

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O Presidente tanzaniano, John Magufuli, já tem bastantes opositores. Desde que tomou posse, em novembro de 2015, insurgiu-se contra jornalistas críticos, funcionários públicos preguiçosos e contra a União Europeia (UE). Agora, o chefe de Estado, conhecido como “Bulldozer”, arranjou um novo opositor: as empresas de mineração estrangeiras.

“Temos de lucrar com o dom divino que são as nossas riquezas minerais”, apelou o Presidente durante um comício no mês passado. O Parlamento cumpriu a vontade de Magufuli e aprovou uma nova lei de mineração. No futuro, as empresas estrangeiras terão de pagar impostos mais altos. E as suas operações no país deverão ser participadas em 16% por cidadãos tanzanianos. Além disso, o Governo poderá renegociar contratos em vigor.

A mineradora britânica Acacia terá ainda de se haver com o Fisco tanzaniano, pois é acusada de declarar menos exportações de ouro do que as que foram feitas, para pagar menos impostos. A empresa disse não estar a par da situação e disponibilizou-se para cooperar com as autoridades. Não valeu de nada. Atualmente, os trabalhadores estrangeiros da mineradora não conseguem visto para entrar no país.

Menos receitas

Só serão atribuídas novas licenças mineiras quando as “coisas estiverem organizadas”, afirmou o Presidente John Magufuli. As medidas deverão agradar a muitos. A Tanzânia é o quarto maior produtor de ouro em África, mas poucos habitantes lucram com as receitas da extração deste metal precioso. Um terço da população vive na pobreza.

North Mara Gold Mine in TansaniaMuitos tanzanianos não beneficiam dos lucros da extração de ouro

A pressão sobre as empresas estrangeiras cresce igualmente noutros países. “Muitos Governos africanos tentam seguir uma linha populista”, diz Ross Harvey, do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais. “Dizem que o seu país não lucra com a mineração, que as receitas se evaporam e que o país não ganha nada com as exportações.” Isso tem consequências diretas na indústria: O Governo zimbabueano pretende confiscar quase 28.000 hectares de terra pertencentes a uma subsidiária da gigante da mineração sul-africana Impala Platinum. O caso está em tribunal. Na África do Sul, o Governo decidiu que 30% das ações das empresas mineradoras terão ser detidas por sul-africanos. Até junho, eram apenas 26%.

Os especialistas entendem bem o que leva a estas medidas. Em alguns países, as empresas estrangeiras pagam menos impostos, pois esses benefícios fiscais estão previstos nos contratos assinados com o Governo, recorda Robert Kappel, do Instituto GIGA de Estudos Africanos, em Hamburgo. Enquanto os preços no mercado internacional estiveram altos, o Estado lucrou com as exportações dos materiais, apesar dos impostos reduzidos. Mas essa época já passou. “Os preços das matérias-primas estão em queda há vários anos. Por isso, os impostos sobre as exportações diminuíram e vai menos dinheiro para os cofres do Estado”, lembra Kappel em entrevista à DW. A reação dos Governos africanos deve-se à diminuição das receitas.

Südafrika Platinmine30% das empresas de mineração na África do Sul terão de pertencer a sul-africanos

Mas receitas de impostos mais elevadas não significam necessariamente uma melhoria da vida das populações, diz Kappel. “São os Governos que decidem o que fazem com as receitas dos impostos. E, se olhar para os Orçamentos do Estado da maioria dos países, há muito dinheiro que não se destina à melhoria da situação das camadas pobres da população.”

É raro os mais pobres lucrarem

O economista Ross Harvey concorda com a renegociação de alguns contratos com as empresas estrangeiras, mas critica a forma como isso tem sido feito: “Não se cria confiança com ataques populistas nos média ou com a proibição de exportações da noite para o dia”, afirma. Os países precisam das mineradoras, apesar de tudo. A África do Sul, por exemplo, perdeu nos últimos cinco anos mais de 70 mil postos de trabalho no setor da mineração, contribuindo ainda mais para o crescimento da taxa de desemprego já elevada no país.

Em vez de fazer discursos políticos simbólicos precipitados, os Governos deveriam conversar discretamente com as multinacionais, argumenta Harvey. O Burkina Faso, a Namíbia ou o Quénia são bons exemplos neste domínio. “Perceberam que precisam dos investimentos estrangeiros, mas que têm de lucrar com esses investimentos a longo prazo”. Os Governos devem assegurar que as populações nas zonas de mineração lucram com as operações. “Há muitas formas de fazer com que as empresas contribuam mais para as infraestruturas, para o sistema de saúde ou para a educação nas suas zonas. Há países que introduziram isso nos contratos e em que isso acontece”, defende.

Produção de proteína animal em Angola tem ótimas perspectivas de crescimento

A produção interna de carnes está aquém das necessidades do mercado, uma situação que o Governo pretende inverter nos próximos anos com os investimentos em curso em todo o país, afirmou o secretário de Estado da Agricultura para o Sector Empresarial.

Feira do Lubango exibiu potencialidades agropecuárias durante quatro dias
Fotografia: Arimateia Baptista | LubangoCarlos Alberto, que falava no encerramento da 14.ª edição da Feira Agropecuária, enquadrada nas Festas da Nossa Senhora do Monte, referiu que no ano passado o país importou 420 mil toneladas de carne bovina, suína e aves.
No mesmo período, salientou, a produção interna foi de, aproximadamente, 50 mil toneladas.  “Temos de modificar essa situação, porque as potencialidades da região são enormes, carecendo apenas de esforço, tanto do sector empresarial, como do Executivo, que continuará a prestar o seu apoio institucional”, disse.
O secretário de Estado afirmou que, juntar criadores para trocar experiências, sensibilizar outros intervenientes na cadeia produtiva, na tentativa de obter consensos para que haja uma participação efectiva de todos, é uma iniciativa valiosa.
O governante considera que o reconhecimento, a entrega de troféus, a exposição de animais e a realização de leilões devem constituir um estímulo para os criadores de gado. “É preciso aproveitar todas as oportunidades que a feira oferece não só para a realização de negócios, como para muita diversão”, referiu.
O presidente da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Luís Nunes, defendeu um serviço técnico que reúna as condições para prestar uma assistência veterinária e zootécnica capazes de assegurar a profilaxia, a sanidade, o bem-estar e gestão dos animais. A assistência técnica eficaz na produção e conservação de pastagens e forragens, é outra acção defendida pelo presidente da CCGSA, que congrega mais de 82 fazendas. “É esta a nossa responsabilidade, enquanto cooperativa de criadores de gado, mas é necessário um maior investimento público de interesse para este sector, que deve ser garantido pelo Governo”, afirmou.
Luís Nunes disse que os associados depositam confiança e expectativa no futuro da região e do sector pecuário, alavanca do desenvolvimento económico e social.
“É fundamental uma atenção muito especial do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural nos apoios que devem ser prestados ao sector, para que os resultados de cada empresa e criador de gado sejam efectivos e contribuam, de facto, para o crescimento da economia angolana e não sejam apenas simples números estatísticos”, frisou.
O responsável defendeu a construção de um matadouro moderno e respectivas estruturas complementares, capazes de garantir o  abastecimento do mercado com gado produzido na região sul.
Luís Nunes defendeu a criação de uma estrutura de assistência técnica nos vários domínios da produção, abate e comercialização da carne. Neste momento, está em execução um programa de fomento e requalificação do gado do Sul de Angola, cujo protocolo já foi assinado com o Governo provincial da Huíla.
O programa visa o melhoramento genético do gado, principalmente ao nível dos pequenos criadores, com o objectivo de elevar o índice de crescimento e rentabilidade da produção, assim como melhorar a qualidade da carne. “São prioridades da Cooperativa de Criadores de Gado do Sul de Angola a defesa dos superiores interesses dos nossos associados e dos criadores de gado na sua generalidade”, indicou.

Mais carne e maior rentabilidade

A direcção da CCGSA está ciente da necessidade de estruturar o sector, com vista a uma melhor rentabilidade das explorações agro-pecuárias, empresariais e individuais, e aumentar a produção de carne e leite com mais qualidade. Luís Nunes garantiu que a direcção da cooperativa tem consciência de que os objectivos não serão conseguidos apenas pelos associados, mas também com a participação dos criadores individuais e, fundamentalmente, com o apoio do Governo, com linhas de crédito acessíveis e subsídios à produção. “Estamos de acordo e disponíveis para dar o nosso contributo neste processo, mas é necessário que se faça uma distribuição mais equitativa das disponibilidades do Orçamento para esse fim”, defendeu.
O líder cooperativo solicitou mais atenção das autoridades, numa altura em que sector primário da economia constitui uma prioridade na diversificação económica, “porque ele garante mais emprego e mais riqueza”.
Luís Nunes garantiu que a CCGSA tem capacidade para satisfazer uma parte significativa das necessidades do país, desde que lhes sejam garantidos os apoios necessários.
“Estamos conscientes de que os novos tempos vão trazer-nos uma realidade diferente, que o futuro vai exigir mais trabalho, mais sacrifícios, controlo da actividade e uma nova filosofia de gestão, mas acima de tudo sabemos que o país vai ser diferente”, referiu
A feira do Lubango, que terminou ontem com a presença de criadores de gado das províncias do Cuanza Sul, Namibe, Benguela, Huambo, Huíla e Cunene, expôs 390 bovinos de diferentes espécies durante os quatro dias do certame. Mais de 200 cabeças de gado foram leiloadas.Angola possui cerca de 3.850.000 cabeças de gado, cuja maioria se encontra na região Sul. A CCGSA enquadra 82 associados, todos eles grandes produtores.
Na sexta-feira, o Governo procedeu à inauguração do matadouro da Camabatela, na província do Cuanza Norte, com a finalidade de aumentar a oferta de carne, melhorar a dieta da população e criar mais de 200 postos de trabalho directos e indirectos para a juventude.
O projecto foi financiado pelo Governo espanhol com custos avaliados em 13,4 milhões de dólares norte-americanos . Construído a cinco quilómetros da sede municipal de Ambaca, o matadouro tem uma capacidade de abate de 200 bovinos e 300 caprinos por dia, perfazendo 52.800 animais por ano, além de sete toneladas de gordura animal que se prevê produzir por dia.

Botswana o país africano que deu certo

Seretse KhamaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionSeretse Khama foi o primeiro presidente de Botswana.

Quando Charles King, correspondente do Serviço de Notícias Sul-Africano, fez seu relato sobre a independência de Botswana, em setembro de 1966, ele descreveu o país como um “grande terreno sem estradas” e pouco para celebrar. Afinal, dois anos de seca e más colheitas haviam, nas palavras de King, “espalhado o caos e a fome por uma população camponesa dispersa”.

Na opinião do jornalista, o recém-formado país tinha poucas esperanças de estabilidade econômica. Apesar de ter um território comparável ao da França, Botswana tinha apenas 12 quilômetros de estradas asfaltadas e poucos hospitais. A maioria da população vivia da agricultura de subsistência.

Porém, a história não poderia ser tão diferente cinco décadas depois: Botswana é hoje aclamado como uma história de êxito na África. O PNUD, órgão das Nações Unidas para o desenvolvimento, descreve o país como um caso verdadeiro de sucesso em termos de progresso humano e econômico.

Encanto natural

Isso é algo evidente quando se chega a Gaborone, a capital de Botswana. As ruas estão limpas e organizadas, e o trânsito flui com facilidade em meio a modernos arranha-céus. Diferentemente do caos pós-colonial de tantas capitais africanas, as coisas aqui funcionam. E bem.

Greg Mills, da Fundação Brenthurst, um grupo sul-africano de pesquisas em economia, explica que a transformação é o resultado de uma visão a longo prazo, de estabilidade política e de “governos prudentes”.

Diamante brutoDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionBotswana tem uma poderosa indústria mineradora

Mills poderia ter acrescentado ainda o fator sorte. Botswana foi abençoado com vastas reservas de diamantes e imensas áreas de deserto virgem, onde grandes felinos andam livres. E é ainda o país que tem mais elefantes no mundo. Tudo isso ajudou o país a, em apenas 50 anos, aumentar em mais de 100 vezes sua renda per capita, desenvolvendo setores como a mineiração e o eco-turismo.

Botswana map

Mas recursos naturais por si só não explicam o sucesso de Botswana. Foi com um gerenciamento cuidadoso levado a cabo por seus governantes que o país evitou a chamada “maldição dos recursos”, em que a falta de governança resultou em desperdício de riqueza mineral, como no caso da Nigéria e o petróleo, por exemplo.

Kebapetse Lotshwao, professor de política da Universidade de Botswana, explicas que as primeiras quatro décadas de independência foram particularmente vitoriosas.

Resort en BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionA indústria turística de Botswana é bem desenvolvida

“O país teve a sorte de contar com líderes como Seretse Khama e Ketumile Masire (os dois primeros presidentes)”.

Esses políticos priorizaram o desenvolvimento e usaram a ajuda financeira internacional e as receitas das vendas de diamantes para investirr fortemente em políticas de saúde e educação. Houve uma queda grande na pobreza, ainda que a carência ainda afete um em cada cinco habitantes de Botswana – a população total é de pouco mais de 2 milhões de pessoas.

As taxas de alfabetização são altas e o índice de comparecimento à escola primária até 13 anos é de quase 90%.

Problemas

No entanto, alguns especialistas se preocupam com a situação do país. Um dos problemas é o desemprego, que se mantém na casa de 20%.

Analistas veem uma falta de diversificação em uma economia concentrada demais no garimpo e no turismo.

Protesto en Gaborone, BotswanaDireito de imagemGETTY IMAGES
Image captionPaís foi palco de protestos recentemente

E, apesar dos investimentos em saúde, a expectativa média de vida em Botswana é de 54 anos, uma das mais baixas do mundo. Quase um quarto da população é HIV positiva.

Há ainda problemas políticos: o Partido Democrático de Botswana (BDP), no poder desde a independência, está perdendo sua popularidade. Críticos do governo falam em atitudes autoritárias e de perseguição a jornalistas que investigam denúncias de corrupção.

Mineiração em BotswanaDireito de imagemAFP
Image captionA indústria dos diamantes foi chave para o desenvolvimento

Um relatório da Freedom House, ONG americana denuncia corrupção em licitações públicas, diz que não há grandes restrições às atividades empresariais de funcionários públicos – incluindo o presidente, um importante investidor do setor do turismo.

Lotshwao diz que o governo “não distribui ude maneira uniforme, os frutos do crescimento econômico”.

“Há uma necessidade de encontrar uma maneira de reduzir a disparidade entre ricoss e pobres”, argumenta.

“Tal como está, a situação pode levar à instabilidade política”.

Para Lotshwao, o país precisa ainda de uma reforma política para diminuir o poder da presidência – o cargo hoje é ocupado por Ian Khama, filho de Seretse, o primeiro mandatário pós-independência.

Política de consenso

“A democracia de Botswana não progrediu. Seguimos utilizando uma constituição imposta pelo Reino Unido como parte do processo de independência. O presidente tem poderes para governar por capricho”, opina o acadêmico.

Ian KhamaDireito de imagemAFP
Image captionO atual presidente de Botswana, Ian Khama

Em um informe do Banco Mundial, publicado recentemente, o economista Michael Lewin, fala de uma tradição local chamada kgotla, em que os membros de uma comunidade se sentam para conversar durante horas sobre um problema comum. À medida que a receita dos diamantes vai diminuindo, por conta do esgotamento das jazidas, a kgotla pode ajudar Botswana a encontrar um novo caminho de êxito.KGOTLA

http://www.bbc.com/portuguese/internacional-37306069

Economia da África do Sul volta a crescer

 

O governador do banco central da África do Sul declarou que a economia do seu país voltou a crescer no segundo trimestre deste ano, saindo da recessão em que estava desde o início do ano em curso, noticiou ontem a imprensa internacional.

África do Sul regista ligeira expansão e sai da recessão
Fotografia: Edições Novembro
“Acreditamos que o pior ficou para trás e que o crescimento no segundo trimestre será positivo”, disse o governador no final da reunião do banco central que analisou as estimativas de crescimento naquele período.
“Tivemos de reduzir significativamente as nossas previsões para o crescimento, estimando agora 0,5 por cento para o total deste ano, o que é claramente muito baixo para melhorar a situação do desemprego”, acrescentou Lesetja Kganyago, citado pela AFP.
A África do Sul é a economia mais industrializada do continente africano e entrou em recessão no início deste ano pela primeira vez desde 2009, no seguimeto da crise financeira e económica mundial.
O PIB caiu 0,7 por cento nos primeiros três meses deste ano, agravando a queda de 0,3 no último trimestre do ano passado.
A taxa de desemprego está nos 27,7 por cento e nos últimos meses viu o “rating” de duas agências de notação  ser degradado para o nível de não investimento.
Nos últimos meses, a crise política contribuiu para o aumento da instabilidade económica, com sucessivos apelos para a demissão do Presidente da República, Jacob Zuma, incluindo o Congresso Nacional Africano (ANC), partido que sustenta o Governo.

Angola deseja reforçar o sistema de empregabilidade e o incentivo ao empreendedorismo.

JOSE

O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, orientou ontem, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, os trabalhos da 11ª reunião ordinária conjunta das comissões Econômica e para a Economia Real do Conselho de Ministros.

 

A reunião aprovou o Relatório de Balanço do Plano de Caixa do mês de Junho, cujas despesas foram executadas em 91 por cento do montante programado.

 

O Presidente foi informado do Relatório de Atividades sobre “As medidas para fazer face à situação econômica atual/Junho de 2017”destacando no seu conteúdo as ações levadas a cabo no sentido de promover-se a inserção dos jovens na vida ativa, o reforço da capacidade institucional do sistema de emprego e formação profissional, o incentivo ao empreendedorismo, a valorização e mobilização dos recursos humanos e a qualidade e sustentabilidade do sistema de segurança social.

Para fazer face à diminuição das receitas, em função da acentuada redução da queda do preço do petróleo no mercado internacional, o Governo definiu ações de resposta em vários domínios, para, entre outros objectivos, manter o ritmo de crescimento econômico, acelerar a diversificação da economia, através do apoio a projetos empresariais privados dirigidos, inseridos no sector produtivo não produtivo, como a agricultura, pescas, indústria, comércio, transportes, logística e hotelaria e turismo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/executivo_aprova_despesas

Governo de Cabo Verde celebra conquistas, oposição discorda

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Ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população, UCID.

Após quinze meses de governação, o Movimento para a Democracia faz um balanço positivo do estado da nação, por considerar que a economia está e crescer e o governo a caminhar no rumo certo para a resolução de vários problemas que o país enfrenta.

Mas o maior partido da oposição, PAICV, diz que as coisas não vão bem, uma vez que há sinais de regressão na democracia, incumprimento do programa sufragado e aprovado no Parlamento em matéria de segurança, criação de emprego, transportes e outras áreas.

A UCID afirma que apesar de se notar alguma melhoria no crescimento da economia, não se pode fazer balanço positivo, tendo em conta, que volvidos quase ano e meio, ainda não se nota na prática a melhoria da segurança e justiça, criação de emprego, entre outras áreas importantes para a vida do país e da população.

O analista politica, António Ludgero Correia entende que as principais matérias podem estar a ser equacionadas pelo Governo, mas ainda não se nota efeitos práticos, o que coloca algum desconforto no seio dos cidadãos tendo em conta as promessas de campanha.

Para Correia, a pressão resulta de algumas promessas feitas quando se sabia que o país não possuía condições financeiras para resolver um conjunto de situações.

“Faz-se as propostas passando a ideia de que com um clique ou passo de mágica passaria a haver leite e mel em abundância, e na prática as pessoas estão vendo que até os sinais se atrasam de que isso possa estar atrás do horizonte (…) penso que uma coisa é elaborar os planos em ambiente climatizado e quando se vai a tapadinha – terreno – se percebe que afinal não temos muitos recursos para resolver determinados problemas”, considera Correia.

O analista político faz também menção à oposição, que para ele precisa ser mais acutilante na fiscalização e ajudar com apresentação de propostas concretas para o desenvolvimento do país. Uma sociedade civil mais activa também se recomenda, diz Ludgero Correia.

Daniel Medina também é de opinião que o Governo ainda não conseguiu apresentar na prática os resultados desejados para projectar a criação de mais empregos, melhorar a segurança, justiça e outras questões como as populações esperam.

Ainda assim, Medida reconhece que há sinais de melhoria no crescimento económico, situação que poderá a medio prazo permitir a criação de empregos e resolver outros problemas.

“ Julgo ser necessário a formação de um triângulo que é desenvolvimento da economia para que possa haver mais geração de emprego, menos desemprego e naturalmente menos insegurança. De resto os partidos como já nos apercebemos, o que está no Governo vai dizer que está tudo bem, para a oposição tudo mal, por isso vamos dar mais um espaço ao executivo para demonstrar trabalho e resolver os problemas candentes do país que ainda enfrenta muitas dificuldades”, frisa Medina.

O estado da Nação vai estar em debate esta sexta-feira, 28, no Parlamento cabo-verdiano.

 

https://www.voaportugues.com/a/cabo-verde-partido-no-poder-celebra-crescimento-economico-oposicao-desqualifica/3961729.html

Empresas moçambicanas terão dificuldades para retomar as atividades depois da crise

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O Standard Bank prevê que o atraso do arranque dos projectos de gás natural pode adiar a recuperação económica do país

 

“Se houver atraso no arranque desses projectos de gás natural, significa que, provavelmente, vamos viver períodos difíceis por mais tempo”, defendeu, ontem, o economista-chefe do Standard Bank, Fausio Mussa, durante o “2017 Economic Briefing”, um evento onde o banco apresenta o sumário e as projecções da economia nacional e internacional. É que a demora adia os investimentos e, como consequência, não haverá cobrança de impostos e taxas a essas empresas.

Para o Standard Bank, é muito arriscado alimentar as expectativas de crescimento económico com base nos projectos de gás natural, apesar da decisão final de investimento aprovada recentemente pelo consórcio liderado pela companhia italiana ENI, que vai explorar a Área 4 da bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, norte do país.

Este posicionamento surge numa altura em que o Governo publicita que “Moçambique está de volta” e o Banco de Moçambique diz que a gestão da crise no sistema financeiro chegou ao fim.

Sobre as dúvidas em relação ao fim da crise, o economista do Standard Bank diz que, do lado militar e bancário, há sinais de melhoria, mas ainda faltam reformas profundas que devem ser feitas pelo Governo.

“Enquanto não houver uma maior consolidação fiscal, uma restruturação das empresas públicas e melhorar as perspectivas de evolução desse tipo de negócios, provavelmente o Banco Central não vai poder fazer muito do ponto de vista da redução das taxas de juro. Eu penso que, do ponto de vista fiscal, a palavra crise se mantém”, diz o economista-chefe do Standard Bank.

Fausio Mussa explica, no entanto, que o anúncio da decisão final de investimento e a aprovação das concessões marítimas pelo Governo, para permitir o avanço dos projectos nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, constituem  sinais encorajadores para o país. isso mostra, segundo Mussa, que os investidores continuam a olhar para Moçambique como um mercado potencial e apetecível.

Por outro lado, o economista prevê que muitas empresas que fecharam devido à crise terão enormes dificuldades em retomar as actividades. Para Fausio Mussa, o actual crescimento económico do país é, de certa forma, irrealista. “Um elevado número de empresas não sobreviveu à crise, muitas empresas fecharam e não terão a oportunidade de voltar a abrir.  Isso faz-nos questionar toda a discussão à volta do Produto Interno Bruto (PIB), porque o produto está a recuperar, provavelmente, depois de ter crescido ao nível mais baixo no último trimestre do ano passado. A perspectiva deste ano é que continue a acelerar, mas é preciso compreender que grande parte dessa aceleração do PIB vem de um sector exportador, que é o sector mineiro, o carvão“, afirma Fausio Mussa.

Participaram no “2017 Economic Briefing” banqueiros, economistas, gestores públicos e privados, empresários, académicos e outras individualidades.

Angola inaugura fábrica de clínquer, matéria prima básica do cimento

20170712064800cliquerUma unidade fabril com capacidade para 2,4 milhões de toneladas de cimento e cerca de dois milhões de clínquer por ano é inaugurada hoje, no município de Cacuaco, em Luanda.

A Nova Cimangola II  resulta de um investimento comparticipado pelas empresas Ciminvest e  Nova Cimangola e surge com suficiente potencial para cobrir o deficit de clínquer que se registava na indústria cimenteira nacional.
O recurso à importação de clínquer pesava significativamente nas contas da Nova Cimangola, que gastava anualmente cerca de 70 milhões de dólares na compra da matéria-prima, com implicações nos custos de produção e no preço do produto final.
A Nova Cimangola, a segunda mais antiga fábrica de cimento do país depois da Secil Lobito, há muito que fabrica clínquer, mas em quantidade insuficiente para as suas necessidades e com tecnologia anacrónica (via húmida), que torna o processo mais moroso e dispendioso, quando na actualidade, as grandes indústrias do sector já migraram, quase todas, para a chamada via seca, com graus de eficácia a superar, de longe, o antigo método. A entrada em funcionamento da nova unidade fabril liberta da importação a Nova Cimangola e a indústria cimenteira em geral, que vê aumentada a oferta de clínquer.  Orçado em cerca de 400 milhões de dólares, as obras foram executadas em 21 meses pela empresa Sinoma International Engineering.
Com o arranque da fábrica, de acordo com assessoria de imprensa da Nova Cimangola,  são criados 220 postos trabalhos, 85 por cento dos quais reservados a cidadãos de nacionalidade angolana.
A fábrica ocupa uma área de 700 hectares, numa zona com grandes jazidas de calcário, matéria-prima indispensável na feitura de cimento. Na antiga fábrica, localizada na zona do Kikolo, a 14 quilómetros do centro da cidade de Luanda,  apurou o Jornal de Angola, o calcário caminha para o esgotamento.
Com a entrada em funcionamento desta fábrica, espera-se  que a Nova Cimangola duplique a sua produção, passando de 1.800.000 toneladas anuais para 3.600.000 toneladas, as mesmas quantidades que são produzidas actualmente pela China Internacional Fund Angola, com a qual passa a disputar a liderança do mercado.
A Nova Cimangola II surge numa altura em que os níveis de produção já alcançados na indústria cimenteira nacional, mais do que satisfazer as necessidades

do país, garantem a estabilidade do preço do produto no mercado face às oscilações cambiais a que estava sujeito, quando a procura era superior ao que era então produzido.
Dados do Ministério da Indústria indicam que Angola atingiu, há dois anos, uma capacidade de produção instalada de 8.030.000 toneladas de cimento anuais, valor que está acima das necessidades actuais do país, que andam à volta de seis milhões de toneladas anuais.
O Jornal de Angola apurou que o país produz actualmente 4,8 milhões de toneladas de clínquer, quantidade que pode chegar a  7,9 milhões de toneladas anuais, o bastante para as necessidades do país, caso se concretize um outro investimento na produção de clínquer da Cimenfor, outra cimenteira nacional com perspectivas de vir a produzir clínquer no curto ou médio prazo. O investimento tem tudo para devolver à Nova Cimangola a liderança do mercado perdida para a China Internacional Fund Angola ou colocar as duas empresas em pé de igualdade, mas com vantagens comparativas para a Nova Cimangola, que junta  prestígio à antiguidade no mercado.

Incentivos fiscais

O projecto está em linha com a estratégia do Executivo destinada a aumentar a produção nacional, a criação de novos postos de trabalho, a redução das importações e o fomento das exportações, o controlo da saída de divisas e a estabilização dos níveis de inflação.
Por esta razão, o Estado resolveu conceder benefícios fiscais e aduaneiros à Nova Cimangola II, por um período de cinco anos, a contar da data em que a fábrica passa a incorporar 90 por cento da mão-de-obra prevista.
No quadro dos benefícios fiscais que o Estado oferece, a Nova Cimangola II fica isenta de impostos industrial e de aplicação de capitais sobre os lucros distribuídos e beneficia de uma redução de 2,5 por cento nos impostos de aplicação de capitais sobre os juros dos empréstimos contraídos no âmbito do projecto.
Além dos benefícios fiscais, o Estado isenta a nova empresa do pagamento de direitos aduaneiros em bens e equipamentos.

O Clínquer é um material granular de 3mm a 25mm de diâmetro, resultante da calcinação de uma mistura de calcário, argila e de componentes químicos como o silício, o alumínio e o ferro. O clínquer é a matéria prima básica de diversos tipos de cimento, inclusive o cimento Portland, onde, no seu processo de fabricação, o clínquer sai do forno a cerca de 80°C, indo diretamente à moagem onde é adicionado ao gesso. Outras adições, tais como escória de alto forno, pozolanas e cinzas são realizadas de modo a se obter o cimento composto.clinquer

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/importacao_de_clinquer_chega_ao_fim