João Lourenço: Perfil do Presidente eleito de Angola

João Lourenço será o próximo Presidente de Angola. Quem é o homem que concorreu pelo MPLA, o partido no poder há mais de quatro décadas?

Joao Manuel Goncalves Lourenc Verteidigungsminister Angola (picture alliance/dpa/R. Jensen)

João Lourenço é considerado um soldado leal ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) , um homem que sempre esteve pronto para assumir “responsabilidades”. Já teve várias posições dentro do partido. Foi governador em províncias angolanas, deputado e secretário-geral do MPLA.

Lourenço ocupou o cargo de ministro da Defesa de Angola e passou a ser o cabeça-de-lista do MPLA às eleições de 23 de agosto de 2017. Mas a ambição quase lhe custou a carreira política.

A trajetória política de Lourenço é marcada por altos e baixos dentro do partido. Em 2003, quase caiu numa armadilha. Foi o primeiro a oferecer-se como o sucessor de José Eduardo dos Santos ao mais alto posto de Governo, quando o então Presidente apenas “pensava” em deixar o poder.

João Lourenço só recupera uma década depois. Em dezembro de 2016,  o sonho cumpre-se: é escolhido pelo partido como primeiro possível sucessor de dos Santos, por indicação do próprio. Torna-se, assim, o candidato ao posto de Presidente.

Nas últimas eleições, em 2012, o MPLA obteve mais de 70% dos votos. Celebrou a vitória, apesar da grande insatisfação entre os angolanos, e da crise económica e financeira. O facto é que o partido controla o dinheiro, a comunicação social e também conta com muitos recursos nas suas campanhas eleitorais. A oposição, mal organizada, tem poucos recursos para transmitir as suas mensagens aos angolanos.

“Mais do mesmo”

Angola Wahl José Eduardo dos SantosJosé Eduardo dos Santos, Presidente cessante de Angola

Mas o MPLA promete mudanças. “Somos a garantia do desenvolvimento e do progresso. Vamos criar novos empregos e melhorar o sistema de saúde e educação”, prometeu João Lourenço. Mensagens como esta podem ser vistas e ouvidas por angolanos em todos os canais.

O partido produz programas de rádio e televisão, além de jornais e panfletos. Organiza campanhas eleitorais em todas as províncias. Pelas ruas, distribui camisolas e outros presentes à população. As campanhas eleitorais do MPLA são sempre bem abastecidas. Se for preciso, as pessoas também são levadas, mesmo que de longas distâncias, para os eventos do partido. Por isso, Lourenço foi construído como uma grande “estrela”.

Críticos

Mas o ativista e jornalista Rafael Marques tece críticas ao MPLA e ao Presidente eleito. “A tarefa de João Lourenço é garantir a continuidade”, diz. Sobretudo, a continuidade do aparato policial, militar e dos serviços de inteligência, sublinha.

Muitos angolanos interrogam-se sobre como será a capacidade de ação do Presidente eleito, segundo os resultados provisórios: será limitada pelas decisões anteriores ou não? João Lourenço, que é um general, vai submeter-se plenamente às decisões do seu antecessor ou vai querer tomar as suas próprias decisões?

Angola MPLA Wahlkampagne Jose Eduardo dos Santo (DW/ A. Cascais)O MPLA em campanha eleitoral

“Corrupção”

oposição acusa o MPLAde incompetência, má gestão e corrupção. Mas ele devolve as críticas na mesma moeda: acusa  opositores políticos e anuncia “uma ofensiva contra a corrupção em Angola”. O país precisa de transparência e segurança jurídica. Apenas assim o MPLA poderá promover seus novos objetivos: diversificar a economia angolana e atrair investidores estrangeiros.

Mas o ativista Rafael Marques não dúvidas: João Lourenço não vai combater a corrupção. Justamente por isso terá sido escolhido por dos Santos como sucessor. “O Presidente cessante sempre escolheu corruptos. Sempre os protegeu”, diz o jornalista.

Por sua vez, o secretário para os assuntos eleitorais do maior partido da oposição, a UNITA, Vitorino Nhany, recorda um escândalo financeiro: a falência do Banco Espírito Santo Angola (BESA), filial angolana do Banco Espírito Santo (BES), de Portugal. Dirigentes do MPLA são acusados de terem beneficiado ilicitamente de empréstimos. Fala-se em quase seis mil milhões de dólares desaparecidos.

“Lourenço diz que os da oposição são malandros. Nós vamos buscar outros dados. Sim, ou não? O senhor João Lourenço terá de dizer se ele também não recebeu 30 milhões de dólares do Banco Espírito Santo. Então, quem é malandro?”, questiona o membro da UNITA.

Uma vida pelo partido

João Lourenço nasceu em 1954, na cidade portuária de Lobito. Quando Angola se tornou independente de Portugal, em 1975, tinha 21 anos. Rapidamente se juntou ao marxista MPLA, um dos três movimentos de libertação que disputavam o poder em Luanda. Liderou ainda uma sangrenta guerra contra os rebeldes da UNITA e do FNLA.

O Presidente eleito, segundo os resultados provisórios, é de origem modesta: o pai é enfermeiro e a mãe costureira. A guerra do MPLA contra os rebeldes torna-se a primeira

grande atividade do jovem Lourenço.

No norte do país, na fronteira com o Congo, ganha o primeiro reconhecimento como soldado. Lá, também participa em vários exercícios militares e cursos de treino a cargo de cubanos.

Em 1978, João Lourenço viaja para a União Soviética e estuda história na Academia Militar Vladimir Lenin. Quando regressa a Angola, torna-se general e consolida a sua posição no partido, formando uma família. Casa-se” com o partido, onde alcança vários postos. Do casamento com Ana Dias Lourenço tem seis filhos, também ligados ao MPLA.

http://www.dw.com/pt-002/jo%C3%A3o-louren%C3%A7o-perfil-do-presidente-eleito-de-angola/a-40211696

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Confirmado , João Lourenço é o novo Presidente de Angola

João Lourenço é o novo Presidente de Angola. Os resultados finais das eleições gerais de 23 de agosto foram divulgados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE). Confirmam João Lourenço como novo Presidente de Angola com 61% dos votos alcançados pelo MPLA.

Em conferência de imprensa o presidente da CNE angolana divulgou os resultados definitivos das eleições gerais. Bornito de Sousa será o novo vice-Presidente da República.

O MPLA venceu com mais de 4,1 milhões de votos e conseguiu 150 deputados – maioria qualificada – na Assembleia Nacional, que conta com 220 assentos. Menos 25 do que nas eleições de 2012.

A UNITA é a segunda força política mais votada, com 26,67% dos votos e mais de 1,81 milhões de votos. Garantiu 51 deputados.

A coligação de partidos Convergência Ampla de Salvação de Angola-Coligação Eleitoral (CASA-CE) obteve 643,9 mil votos, o que corresponde a 9,44% da votação global e 16 assentos na Assembleia Nacional. Nas eleições de 2012, a CASA-CE tinha conseguido apenas oito mandatos.

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O Partido da Renovação Social (PRS) alcançou 92,2 mil votos (1,35%), elegendo dois deputados, enquanto a Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA) conseguiu 63,6 mil votos (0,9%) e elegeu um parlamentar.

A Aliança Patriótica Nacional (APN) reuniu 34,9 mil votos, ficando sem representação parlamentar.

De acordo com a Constituição angolana, o cabeça de lista do partido mais votado em eleições gerais é automaticamente nomeado Presidente da República.

Desta forma, João Lourenço sucede a José Eduardo dos Santos, que liderava o país desde 1979.Quem é João Lourenço, o novo Presidente de Angola
O general João Lourenço, ex-ministro da Defesa angolano, é um militar na reserva que gosta de xadrez e de andar a cavalo.

É casado e pai de seis filhos. De acordo com a biografia oficial no Ministério da Defesa, fala, além de português, inglês, russo e espanhol.

Tem formação em artilharia pesada, exerceu as funções de comissário político das FAPLA, o antigo exército do MPLA, e entre 1991 e 1998 foi secretário do Bureau Politico para a informação.

João Lourenço chegou a chefe da bancada parlamentar do MPLA e entre 1998 e 2003 desempenhou as funções de secretário-geral do MPLA e de presidente da Comissão Constitucional.

Demonstrou nessa altura disponibilidade para concorrer à liderança do partido, depois de José Eduardo dos Santos ter admitido a saída, passando então, até 2014, para as funções de primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, mudança que foi conotada publicamente com uma travessia no deserto, por ter assumido a vontade de avançar com a candidatura.

Nascido a 05 de março de 1954 na cidade do Lobito, província de Benguela, João Lourenço formou-se, militarmente, na antiga União Soviética, entre 1978 e 1982, de onde trouxe igualmente uma formação superior em Ciências Históricas.

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Numa entrevista à agência de notícias EFE após as eleições, João Lourenço prometeu ser reformador, ao estilo Deng Xiaoping, rejeitando a classificação de “Gorbachev angolano”, por suceder à prolongada liderança de José Eduardo dos Santos.

“Reformador? Vamos trabalhar para isso, mas certamente não Gorbachev, Deng Xiaoping, sim”, afirmou João Lourenço, militar formado na União Soviética.

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Deng Xiaoping foi secretário-geral do Partido Comunista Chinês e líder político da República Popular da China entre 1978 e 1992, tendo criado o designado socialismo de mercado, regime vigente na China moderna e que posteriormente foi adaptado MPLA para Angola.

Tal como na campanha eleitoral, João Lourenço relativizou a convivência com José Eduardo dos Santos como presidente do MPLA: “O Presidente Dos Santos é uma personalidade muito respeitada, tanto dentro do partido como por um conjunto da sociedade e não é anormal que o presidente do partido no poder não seja ele próprio o Presidente da República. Apenas para citar um caso, Donald Trump é o Presidente dos Estados Unidos mas não do Partido Republicano”, afirmou.João Lourenço garante abertura ao diálogoO futuro Presidente de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, assegurou hoje “abertura ao diálogo permanente com as demais forças políticas do país”, propondo-se ainda “incentivar e praticar ambiente de concórdia” para o engrandecimento de Angola.

“Aos líderes dos demais partidos concorrentes gostaria de manifestar também os nossos agradecimentos pela sua participação no processo eleitoral, manifestar a nossa abertura para o diálogo permanente nas instituições, desde que isso concorra para o engrandecimento do nosso país”, disse João Lourenço, na sua primeira declaração após o anúncio dos resultados das eleições gerais de 23 de agosto, da qual saiu vencedor o MPLA, com 61,07% dos votos.

João Lourenço convidou as forças concorrentes a juntarem-se à cerimónia de investidura. “Para a qual seguramente estão, à partida, convidados, o que contribuirá para este ambiente de concórdia que nos propusemos incentivar e praticar”, referiu.

O terceiro Presidente da República de Angola, em 42 anos de independência, considerou ainda que com este desfecho das eleições, “a vitória não é apenas do MPLA”, mas “de todo o povo angolano”, para quem prometeu “trabalhar com dedicação e total entrega”.

“Convido assim todos os angolanos a darem a mão e comemorarem, em conjunto, de forma efusiva, alegre e entusiasta esta vitória, sem excessos e dentro do respeito ao próximo e apelamos as autoridades que desencorajem qualquer ato de intolerância política, que eventualmente possa surgir em qualquer parte do território nacional”, apelou.

João Manuel Gonçalves Lourenço, que terá como vice-presidente, Bornito Baltazar Diogo de Sousa, garantiu ainda na sua comunicação que o próximo Governo vai trabalhar no sentido de “afastar as práticas e comportamentos reprováveis”, que “provavelmente estarão na base de tanta abstenção”.

Estas eleições, assinalou, “decorreram dentro dos padrões internacionais, num clima de paz e harmonia, salvo alguns casos prontamente identificados, condenados e repudiados pela sociedade”, tendo os observadores internacionais declarado “por sua honra que as eleições foram livres e justas e que tiveram um alto nível de organização”.

O recém-eleito Presidente da República de Angola criticou ainda a onda de contestações, sobretudo dos partidos concorrentes, em torno dos resultados que, à partida, davam já vitória ao Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), face aos dados provisórios divulgados anteriormente pela CNE.

“A tentativa de incitação à desobediência civil só vem demonstrar que essas forças políticas não respeitam a vontade popular expressa nas urnas, porque entendem haver formas ilegais de anular essa mesma vontade popular e desta forma constituir o tão propalado Governo Inclusivo e Participativo, mas que no caso concreto o povo não sufragou”, apontou.

Ou ainda, “qual cabula malfeita, enveredar pela chamada geringonça, que terá acontecido em outras paragens, onde o povo não deu 61% dos votos válidos, nenhuma maioria qualificada de mais de dois terços a nenhum dos concorrentes”, disse, referindo ao acordo de Governo em Portugal

https://www.rtp.pt/noticias/mundo/joao-lourenco-confirmado-novo-presidente-de-angola_n1025469

Bispos católicos pedem transparência e serenidade na apuração das eleições angolanas

A Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST) apelou ontem, em Luanda, às formações políticas concorrentes às eleições gerais de 23 de Agosto, a respeitarem a vontade expressa nas urnas pelo povo angolano.

Arcebispo de Luanda exortou as forças concorrentes a aceitarem a vontade do povo expressa nas urnas
Fotografia: Kindala Manuel|Edições Novembro

O apelo dos bispos católicos vem expresso numa mensagem pastoral sobre as eleições lida pelo porta-voz da CEAST, Dom Manuel Imbamba, no final de uma conferência de imprensa, orientada pelo presidente desta instituição e arcebispo de Luanda, Dom Filomeno Vieira Dias.
Na mensagem, os bispos católicos saúdam o povo angolano que “respondeu com alegria, nobreza, civismo e dignidade à convocatória eleitoral” no dia 23 de Agosto de 2017, acrescentando que os angolanos demonstraram ser um povo que pugna pelo convívio social multicultural, fomentador da unidade na diversidade, da reconciliação efectiva, do desenvolvimento autêntico e da paz que parte do coração.
“Neste momento cabe aos políticos dar corpo e sentido ao convívio da vontade expressa nas urnas, aceitando com serenidade e responsabilidade o veredito final”, refere a mensagem dos bispos católicos, que apelam ao recurso às leis para dissipar possíveis equívocos.
A mensagem sublinha ainda que “o olhar de todos os angolanos e dos amigos de Angola está virado para a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), a quem cabe o peso da responsabilidade de gerir e publicar, com a máxima transparência e nos termos da Lei, tudo quanto os leitores exprimiram nas urnas”. A CEAST apelou aos órgãos de comunicação social e utentes das redes sociais a não transformarem instrumentos de promoção do bem, da integração da paz, do diálogo e do convívio em instrumentos de instigação e propagação do terror, do medo, da insegurança, da desordem, da divisão e da desinformação gratuita.

“Unamos as nossas vontades e inteligências e trabalhemos por uma Angola fraterna, plural, inclusiva, bela e próspera”, referem os bispos, que apelam ainda os angolanos a  manterem acesas as lâmpadas da fé, harmonia, diálogo, calma, paz e do respeito mútuo.

No período de perguntas e respostas, Dom Filomeno Vieira Dias disse que a comunicação social pública não  tratou de forma igual os partidos políticos durante a campanha, mas sublinhou o papel desempenhado por todos os órgãos de informação, que permitiu aos eleitores reflectirem sobre vários assuntos. Sublinhou que deve haver um esforço por parte daqueles que procuram ser veículos e transmissores da verdade. Por seu lado, o vice-presidente e porta-voz da CEAST disse que é precioso trabalhar para se evitar o mal estar que paira entre as pessoas depois das eleições.

“Hoje estamos a sentir que as pessoas estão muito tensas, nervosas e querem mudanças imediatas”, referiu Dom Manuel Imbamba, acrescentando que todos os procedimentos seguidos no processo eleitoral devem estar de acordo com a Lei.
“A CNE deve ter coragem de procurar o diálogo inclusivo com as partes em jogo, para que nenhuma delas se sinta lesada naquilo que lhe cabe como direito”, disse.

Técnicos de Guiné Bissau acompanham eleições do Amazonas

Uma comitiva de Guiné-Bissau acompanha o segundo turno das eleições suplementares para o Governo do Amazonas, neste domingo (27). Representantes do país africano estiveram no interior do estado e em Manaus para verificar como funciona a organização e gestão do processo eleitoral brasileiro.

A comitiva deixa Manaus neste domingo. Em 2018, Guiné-Bissau terá eleições legislativas e a Comissão Nacional pretende colocar em prática conhecimentos do processo eleitoral brasileiro. “Os conhecimentos vão nos ajudar no aumento de credibilidade, integridade e confiança ao nosso processo eleitoral”, afirmou o diretor da Comissão Nacional de Guiné-Bissau.

O grupo com seis representantes chegou ao Brasil em 13 de agosto e permaneceu uma semana em Brasília para troca de conhecimento e experiências eleitorais.

O diretor de administração e recursos humanos da Comissão Nacional de Eleições de Guiné-Bissau, António Iaia Jau, explicou que em outubro do ano passado foi firmado um protocolo de cooperação entre o Tribunal Superior Eleitoral e o órgão eleitoral de Guiné-Bissau.

“Esse protocolo tem como finalidade a troca de informações, conhecimentos e experiências no domínio de gestão e organização do processo eleitoral”, disse o representante africano.

A comitiva desembarcou em Manaus no dia 19, e, desde então, tem acompanhado os preparativos para votação. Os representantes do país africano visitaram áreas de difícil acesso, como Tabatinga. O grupo verificou como é feito o transporte de urnas e a logística das eleições no município amazonense situado na tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru), no sábado (26).

Pela manhã, a comitiva da Comissão Nacional de Eleições da Guiné-Bissau esteve no Instituto Federal do Amazonas (Ifam) com o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), Yedo Simões.

Os representantes também visitaram um dos maiores colégios eleitorais de Manaus, a Escola Estadual Eldah Bitton Telles da Rocha, que fica localizada no bairro Compensa III, na Zona Oeste da capital.

Frente Favela Brasil :”As famílias negras hoje mobilizam R$ 1,5 trilhão por ano.”

População angolana mostra insatisfação com o partido que está no poder

1156354Resultados provisórios confirmam perda da hegemonia do partido de José Eduardo dos Santos, que cede o cargo de Presidente ao fim de 38 anos no poder. MPLA vai ter de promover reformas.

Com 98% dos boletins das eleições gerais angolanas já escrutinados, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) liderava a contagem dos votos, com uma parcela de 61% que lhe garantia uma nova maioria qualificada na Assembleia Nacional.

Se os números não sofrerem alterações, o único partido que formou Governo em Angola contará com uma bancada de 150 deputados, mais três do que os 147 necessários para ultrapassar o bloqueio da oposição no Parlamento com 220 deputados.

A confirmar, será a maioria mais curta de sempre para o MPLA, que nos últimos três ciclos eleitorais perdeu cerca de dez pontos em cada sufrágio — caiu dos 81% obtidos em 2008 para os 71% em 2012 e os 61% de agora.

Pela primeira vez, o partido do Presidente José Eduardo dos Santos, que vai abandonar o cargo depois de 38 anos no poder, viu a sua hegemonia comprometida em Luanda, a capital e maior círculo eleitoral do país: com apenas 48%, o MPLA foi ultrapassado pelos dois maiores partidos de oposição, que juntos conquistaram 50%.

O cabeça-de-lista do MPLA, João Lourenço, será o próximo Presidente da República — trata-se de uma eleição indirecta, com o cargo a ser ocupado pelo líder do partido com mais votos. O antigo general e actual ministro da defesa, escolhido por José Eduardo dos Santos para assegurar a transição do poder, ainda não fez qualquer comentário sobre o desfecho eleitoral.

Para o diretor do programa africano da londrina Chatham House, Alex Vines, trata-se de “um bom resultado para o MPLA”, mesmo se não foi a “grande maioria” que o partido anunciou quando se antecipou à CNE e anunciou a sua vitória nas eleições. “O partido sabe que tem sérias reformas a fazer no futuro imediato”, notou aquele especialista na política angolana, que antecipa dificuldades do novo Governo para combater a corrupção e conter a crise econômica, que resulta da redução para metade do valor de mercado do crude nos últimos três anos.

Durante a campanha, João Lourenço falou em medidas para diversificar a economia angolana (dependente das receitas do petróleo para financiar as importações de bens de consumo). Eleições marcam o fim de uma era, mas pode não ser o início de uma era nova Eleições marcam o fim de uma era, mas pode não ser o início de uma era nova Não afastou a possibilidade de recorrer ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional para reestruturar as contas do país e torná-lo um destino mais atrativo para o investimento estrangeiro.

Oposição demarca-se da CNE Segundo os resultados provisórios avançados ontem pela Comissão nacional Eleitoral, a União para a Independência Total de Angola (UNITA) consolidou a sua posição como o maior partido da oposição, tendo obtido 26% dos votos (perto de 1,8 milhões de eleitores), que lhe permitirão aumentar em mais 19 eleitos a sua representação parlamentar — presumivelmente para os 51 deputados.

Formada apenas em 2012, a Convergência Ampla de Salvação de Angola — Coligação Eleitoral (CASA-CE) também aumenta a sua bancada na Assembleia Nacional: o movimento formado pelo antigo dirigente da UNITA Abel Chivukuvuku e que aglutina vários partidos, duplicou a sua votação face às últimas eleições, alcançando 9,5% dos votos e elegendo 16 deputados.

No entanto, tanto a UNITA como a CASA-CE puseram em causa os valores provisórios avançados pela autoridade eleitoral, dizendo que os dados da sua contagem paralela e as informações recolhidas pelos seus delegados nas assembleias de voto mostram números muito diferentes dos oficiais. Por exemplo, segundo a UNITA, o partido do Governo não ficou à frente em Luanda.

“O MPLA não ganhou em Luanda e nós vamos prová-lo, com actas e não com um discurso de uma folha e muita água”, disse o porta-voz da UNITA, Estevão José Pedro Katchiungo, aos jornalistas que acompanhavam o anúncio na sede da CNE.

Mas “há muito tempo para verificar tudo; vamos manter a calma”, acrescentou. Os comissários nacionais dos dois partidos demarcaram-se da CNE, dizendo que “não se revêem” na forma como foram coligidos e comunicados os resultados provisórios. “Não posso assumir nem posso subscrever um documento cuja origem eu desconheço”, explicou o representante da UNITA, Isaías Chitombe.

O secretário do gabinete político do MPLA, João Martins, repetiu os apelos à calma, aconselhando os porta-vozes da oposição a guardar as suas reclamações para depois do anúncio dos resultados definitivos, que serão oficialmente publicados a 6 de Setembro.

“Se tiverem queixas a fazer, deverão usar os canais oficiais previstos para o efeito e fazê-lo em sede de contencioso eleitoral e não na praça pública, como parece ser a sua estratégia”, criticou. Um comportamento que, interpretou, pretende “antecipar uma situação de perturbação, pouco condicente até com a lisura e a transparência do processo conforme atestado pelos cidadãos e os observadores internacionais”.

Os dados provisórios da Comissão Nacional Eleitoral apontam para uma taxa de abstenção de 23%, com 2.134.057 eleitores a ficar em casa num universo de 9.317.294 inscritos.

https://www.publico.pt/2017/08/25/mundo/noticia/mpla-com-a-maioria-mais-curta-de-sempre-em-angola-1783431

Empresas brasileiras estão no centro do debate sobre as pesquisas eleitorais em Angola

zedu.pngUma empresa brasileira realiza uma sondagem em Angola e surge uma empresa angolana a desmentir que essa sondagem tenha sido feita, apenas e através dos órgãos de comunicação social do Estado, com destaque para o Jornal de Angola.

Parece anedota, e é.

Mas foi o que se passou com a história da sondagem feita pela empresa brasileira Sensus, que, além de colocar o MPLA em minoria nas eleições que aí vêm, apresentou um quadro catastrófico, divulgado pelo Maka Angola, da opinião da população relativamente ao governo do MPLA.

Depois da publicação da sondagem apareceu um tal de consórcio Marketpoll Consulting a desmentir os dados, acusando o Maka Angola de todos os desmandos e mais alguns, e ameaçando com mais processos judiciais, mantendo a táctica do regime de submeter Rafael Marques de Morais à ameaça e à pressão constante de acções judiciais contra si.

A questão é que a Marketpoll Consulting não é uma entidade independente, imparcial ou sequer neutral. É uma sociedade recente, constituída em 23 de Junho de 2015, no Cartório Notarial do Guiché Único da Empresa, por Frederico Manuel dos Santos e Silva Cardoso, secretário do Conselho de Ministros e membro do Comité Central do MPLA. O director do Departamento para a Política de Quadros e membro do Comité Central do MPLA, Joaquim José Miguéis, também é sócio.

O objecto social da empresa é o planeamento e execução de campanhas, execução de pesquisas, desenvolvimento e produção de materiais de campanhas, entre outros. Facilmente se percebe que é um braço do MPLA para a execução da campanha eleitoral de 2017.

Entre 2003 e 2008, Frederico Cardoso exerceu as funções de director do Gabinete de Coordenação de Estudos e Análises do Comité Central do MPLA, e, de 2004 a 2008, foi, cumulativamente, chefe de gabinete do vice-presidente do MPLA Pitra Neto.

Em 2008, então na qualidade de director da Valleysoft, Frederico Cardoso foi um dos pivôs da fraude eleitoral desse ano, e com isso foi recompensado com o cargo de chefe da Casa Civil do presidente da República. Na altura, Frederico Cardoso também concorria às eleições e conquistou um assento no parlamento.

Esta Valleysoft, da qual Frederico Cardoso era sócio e gestor, formou consórcio com a infame empresa espanhola Indra para a provisão de soluções tecnológicas para o processo eleitoral. O custo inicial do contrato era de 61 milhões de dólares, mas foi logo inflacionado para 200 milhões de dólares.

Não há muito mais que possa dizer-se sobre a promiscuidade deste dirigente do MPLA e das razões de tão desastrada defesa ao declarar a inexistência de um relatório encomendado pelos seus superiores.

Portanto, o que temos aqui é um desmentido mentiroso. Trata-se de Frederico Cardoso, o homem do aparelho e do controlo das eleições do MPLA, a vir, por intermédio de supostas empresas de fachada, negar a sondagem publicada por Rafael Marques de Morais. Não é por se colocarem uns nomes em inglês que as empresas passam a ser credíveis.

Sejamos muito claros: esta Marketpoll é MPLA, é Frederico Cardoso. Os seus desmentidos nem valem o papel em que foram escritos. São apenas fases da ofensiva de propaganda em curso.

Além de se revelar a falsidade deste desmentido por parte de uma empresa de fachada do MPLA, há que averiguar, afinal, por que razão está a Sensus, empresa brasileira, associada a um dirigente do MPLA?

Será que estamos novamente perante as confusões milionárias de dinheiros entre MPLA e o Brasil, que levaram à prisão e condenação de João Santana? João Santana foi o marqueteiro brasileiro responsável pelas campanhas de JES e do MPLA, e devido a lavagem de dinheiro foi condenado a uma pena efectiva de prisão de oito anos pelo juiz Sérgio Moro.

Não podemos deixar de colocar a questão: que dinheiros andam a circular entre a Marketpoll do MPLA e a Sensus brasileira? Haverá aqui outra vez a possibilidade de lavagem de dinheiro?

Se querem processos judiciais, talvez seja de começar a investigar estas relações financeiras que, mais uma vez, se estabelecem para efeitos de campanha eleitoral entre o MPLA e o Brasil.

https://www.makaangola.org/2017/08/o-desmentido-mentiroso/

Pesquisas eleitorais divergem em Angola

Uma pesquisa realizada entre os dias 8 e 12 deste mês em todo o país pelo Consórcio Marketpoll Consulting, empresa angolana, e Sensus Pesquisa e Consultoria, empresa brasileira, dão vitória do MPLA e do seu candidato, João Lourenço, com 68 por cento dos votos.

João Lourenço vence as próximas eleições gerais
Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

Para o inquérito nacional, foram realizadas quatro mil entrevistas nas 18 províncias do país, tendo como base os dados do Registo Eleitoral de 2017. Em cada comuna, procedeu-se ao cálculo estatístico das quotas por sexo, idade e escolaridade, com base no Registo Eleitoral de 2017 e no Censo de 2014. A margem de erro da pesquisa é de  2,5 por cento para mais e para menos.
A Sensus é uma empresa constituída há mais de 30 anos, tendo entre os seus clientes, instituições credíveis brasileiras, angolanas e outras, a nível internacional, como a ONU/PNUD, o Banco Mundial, a Universidade de Chicago, a Universidade de Michigan, a London Business School e outras de grande, médio e pequeno porte, registando, nos seus mais de 30 anos de actuação, a realização de cerca de 150 pesquisas por ano, totalizando mais de 4.500 pesquisas.
Os dados da Sensus são divulgados pela imprensa nacional e internacional, como a Globo, a Record, o Estado de São Paulo, o Jornal de Angola, a revista Sábado de Portugal, o Washington Post, o New York Times, o Financial Times, a revista Economist, dentre outros. A Sensus é membro da ABEP (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa), tendo integrado o seu Conselho Director por oito anos, pautando-se, na realização das pesquisas, pelo Código de Ética da ESOMAR.

Sondagem falsa

O Consórcio Marketpoll Consulting e a Sensus Pesquisa e Consultoria desmentiram uma suposta sondagem eleitoral, veiculada pelo site “Maka Angola” no dia 10 de Agosto, e atribuída às duas empresas, que, de acordo com as consultoras, nunca foi realizada, sendo todos os dados contidos na matéria” falsos e irresponsavelmente difundidos”.
Num comunicado , as duas empresas afirmam que a matéria veiculada pelo “Maka Angola” socorre-se de uma fonte não credível, sendo completamente falsa e passível de responsabilização judicial, nos termos da lei angolana e no quadro internacional dos crimes cibernéticos.
“A Marketpoll/Sensus não reconhece e não aplicou qualquer questionário com o conteúdo veiculado por esse site, lê-se no comunicado, que acrescenta que atribuir à Sensus a “paternidade de tais dados demonstra uma clara tentativa de desinformação e manipulação da opinião pública nacional e internacional, com o objectivo de prejudicar o normal desenvolvimento do processo eleitoral em Angola”.
“ A Sensus não reconhece e demarca-se da autoria do conteúdo integral dessa sondagem (dados, tabelas, citações, conclusões), considerando-a da inteira e exclusiva responsabilidade do site Maka Angola, produto da sua imaginação e invenção, que reputa de irresponsável”, indica o comunicado.
A Marketpoll/Sensus afirma que trabalha em Angola em respeito à lei e dentro dos critérios técnicos e académicos nacionais e internacionais, de realização de inquéritos populacionais e rege-se pelo Código de Ética da ESOMAR World Research, entidade internacional que regula a conduta técnica e ética dos institutos de pesquisa.
Neste caso, acrescenta o comunicado, os dados das pesquisas, realizadas pela Marketpoll/Sensus diferem, radical e frontalmente, dos dados apresentados pelo site “Maka Angola” e que a Marketpoll/Sensus nunca realizou qualquer sondagem de opinião, com uma base amostral de 9.155 entrevistas no país.
“A Sensus Pesquisa e Consultoria repudia as ilações difamatórias e destituídas do mais elementar rigor científico, divulgadas pelo site Maka Angola, cuja autoria lhe é erroneamente atribuída, não devendo, por conseguinte, merecer crédito junto da opinião pública nacional e internacional”, lê-se no comunicado, em que acrescenta que tal procedimento é passível de responsabilização judicial, pelos danos morais aos promotores e à imagem da Sensus, a nível nacional e internacional.

Comício no Sumbe

O candidato do MPLA a Presidente da República orienta hoje, no Sumbe, Cuanza-Sul, um comício de apresentação das linhas de força do programa de governação para o período 2017-2022, caso vença as eleições gerais.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/sondagem_eleitoral_da_vitoria_ao_mpla

Obama apela aos quenianos para se empenharem na realização de eleições “pacificas e credíveis”

 

obam no quenia

Washington – O ex-presidente norte-americano, Barack Obama, instou todos os quenianos a empenharem-se em eleições “pacíficas e credíveis” no Quénia, num escrutínio fundamental para o país leste africano, terra natal do seu pai, noticiou a Reuters.

 

“Apelo aos dirigentes quenianos a rejeitarem a violência e respeitarem a vontade do povo”, escreveu segunda-feira Obama, há algumas horas do início do escrutínio que opõe o presidente Uhuru Kenyatta a Raila Odinga, candidato já três vezes derrotado.

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O antigo chefe de Estado democrata, que deixou o poder em Janeiro deste ano, apelou ainda “a todos os quenianos para que se comprometam em eleições pacíficas e credíveis, para reforçar a confiança na nova Constituição e no futuro do país”.

Quase 20 milhões de quenianos são chamados nesta terça-feira às urnas para escolher o seu presidente, os governadores, deputados, senadores e representantes locais.Kenya-Obama-GSF2A7QD4.1

Estas eleições realizam-se dez anos após a onda de violência políitico-étnica de 2007-2008 que deixou mais de mil mortos e mais de 600 mil deslocados.

Sublinhando que os quenianos conhecem melhor que ninguém “os sofrimentos inúteis” suportados aquando da crise de 2007, Obama instou-os a desenvolver o país a partir dos progressos dos últimos anos “em vez de os colocarem em perigo”.

“O conjunto dos quenianos perderá se o país mergulhar na violência. Durante as três décadas que passaram desde a minha primeira visita ao Quénia, em 1987, fui testemunha dos vossos progressos notáveis”, repetiu, para sublinhar a que ponto as eleições desta terça-feira constituem “uma etapa fundamental” que não pode ser desperdiçada.

“Enquanto amigo do povo queniano, exorto-vos a trabalharem para um futuro que não seja sob o signo do medo e da divisão, mas sob o da unidade e da esperança”, concluiu.

Paul Kagame é adorado pela população de Rwanda, com 98% dos votos é reeleito

mediaPresidente Paul Kagame, reeleito por mais 7 anos nas presidenciais de 4 de agosto, no RuandaREUTERS/Jean Bizimana
Como se esperava o presidente do Ruanda, Paul Kagame, foi reeleito, ontem, nas eleições presidenciais com mais de 98 por cento dos votos. Os ruandeses estão a festejar mais esta vitória do presidente reeleito, Kagame, que dirige o país com mão de ferro, mas tem conseguido criar riqueza, desenvolvimento, escolas, hospitais e empregos, para a população ruandesa.

Sem grandes expectativas, já se sabia, segundo todas as sondagens e análises,  o presidente ruandês, Paul Kagame, foi reeleito, nas eleições presidenciais, desta sexta-feira, 4 de agosto, pela terceira vez consecutiva.

Foi, como aconteceu no passado, uma vitória esmagadora, com o chefe de Estado-candidato, Paul Kagame, a ser plebiscitado, por mais de 98% dos ruandeses.

Paul Kagame, continua assim por mais 7 anos neste terceiro mandato, estando no poder, há 23 anos anos.

De 59 anos, Paul Kagame, é tido como um herói no país, por ter posto fim ao genocídio de 1994 e desenvolvido o Ruanda, país com indicadores de crescimento económico, criação de empregos, escolas e hospitais, dos mais altos de África.

O autoritarismo de Paul Kagame e as críticas que lhe são feitas por ONG’S, passam para segundo plano, porque para o povo ruandês, o que mais interessa, é ter um presidente forte, que cria empregos e melhora as suas condições de vida.

De notar que a Comissão eleitoral, publicou ontem à noite resultados com base em 80%de boletins escrutinados, dando uma vitória a Paul Kagame, com 98,66% dos sufrágios expressos, resultados superiores às suas vitórias, em 2003, com 95% e em 2010, com 93% dos votos.

Em segundo lugar, veio o independente, Philippe Mpayimana, com 0,73% dos sufrágios e em terceiro, Frank Habineza, líder do Partido demcorático, que ficou pelos 0,45% dos votos.

Observadores consideram que as candidaturas de Mpayiamana e Habineza, não passavam de fachada, fazendo crer a comunidade internacional, que houve eleições pluralistas, livres e justas no país.

O facto é que Paul Kagame é adorado pela população que, ainda em termos de números, votou SIM no referendo de 2015, com 98%, para modificar a constituição permitindo-lhe concorrer para este terceiro mandato, que ganhou, facilmente.

Sobre a personalidade autoritária de Paul Kagame, oiçamos a análise, do psicólogo e ex-ministro caboverdiano do MPD, José Reis, que prefere destacar  as capacidades do presidente ruandês, enquanto reconstrutor do Ruanda.

http://pt.rfi.fr/africa/20170805-paul-kagame-reeleito-presidente-do-ruanda