África Subsaariana é vítima da escravatura moderna

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foto de Nona Faustine

A África Subsaariana, com cerca de 15 por cento do total de pessoas vítimas da escravatura moderna, é a segunda região mais afectada pelo tráfico, perdendo apenas para a Ásia, revelou ontem a ONG australiana  Walk Free.

 

No “Índice de Escravatura Global 2016”, a fundação   estima em 45,8 milhões o número de pessoas que são vítimas de qualquer forma de escravatura moderna, mais dez milhões do que há quatro anos.
Guerras, desastres naturais e tráfico de pessoas registados nos últimos anos provocam números sem precedentes de deslocados, refugiados e migrantes, tornando-os “vulneráveis” a qualquer forma de escravatura moderna, refere o relatório.
Sobre as causas da escravatura em África, a Walk Free aponta a violência na Nigéria, a acção do Boko Haram, que gerou uma crise humanitária nos países vizinhos, e evidências de trabalho forçado na indústria do sexo, na construção e nas cadeias de produção.
“Os estudos regionais identificaram a destruição ambiental, os desastres naturais e o tráfico de pessoas, o impacto de conflitos em casamentos forçados, a exploração comercial de sexo, crianças soldado, instrução limitada e oportunidades de emprego forçado” como as principais razões para o aumento da fragilidade e vulnerabilidade das pessoas, lê-se no documento.
O índice divide o mundo em seis regiões, Ásia, Europa, Rússia e Eurásia, África Subsaariana, Médio Oriente e Norte de África e Américas, e refere que em todas há indícios de escravatura moderna.

http://jornaldeangola.sapo.ao/mundo/africa_subsaariana_lesada_pelo_trafico

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