Uma viagem por Namíbia

‘Nama’, de Raoni Maddalena e Maurício Pisani, registra em livro viagem da dupla de fotógrafos ao país africano. É um dos lançamentos deste sábado da Feira Plana, o maior evento de editoras independentes de São Paulo

    • A dupla de fotógrafos Raoni Maddalena e Maurício Pisani embarcou numa expedição de oito dias a bordo de um jipe de safari pelos desertos da Namíbia no ano passado. Dormiu em barracas e conviveu mais intimamente do que gostaria com leões. O resultado são quase 3.000 fotos que são parte do projeto @sem.frame, destinado a registrar viagens.
      1A dupla de fotógrafos Raoni Maddalena e Maurício Pisani embarcou numa expedição de oito dias a bordo de um jipe de safari pelos desertos da Namíbia no ano passado. Dormiu em barracas e conviveu mais intimamente do que gostaria com leões. O resultado são quase 3.000 fotos que são parte do projeto @sem.frame, destinado a registrar viagens.R. MADDALENA / M. PISANI
    • Na esteira do projeto, nasceu o livro 'Nama', uma refinada curadoria com as melhores imagens da jornada. A publicação, da editora Bebel Books, é um dos lançamentos da Feira Plana, o maior evento de editoras e artistas independentes de São Paulo, que acontece neste fim de semana na cidade. O local de exposições e performances será a Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana.
      2Na esteira do projeto, nasceu o livro ‘Nama’, uma refinada curadoria com as melhores imagens da jornada. A publicação, da editora Bebel Books, é um dos lançamentos da Feira Plana, o maior evento de editoras e artistas independentes de São Paulo, que acontece neste fim de semana na cidade. O local de exposições e performances será a Cinemateca Brasileira, na Vila Mariana.R. MADDALENA / M. PISANI
    • No sul da África, a Namíbia permaneceu como colônia alemã até o fim da Primeira Guerra Mundial. “O país ainda preserva uma arquitetura alemã no meio do deserto, o que dá uma sensação de um grande parque temático”, conta o fotógrafo Maurício Pisani.
      3No sul da África, a Namíbia permaneceu como colônia alemã até o fim da Primeira Guerra Mundial. “O país ainda preserva uma arquitetura alemã no meio do deserto, o que dá uma sensação de um grande parque temático”, conta o fotógrafo Maurício Pisani.R. MADDALENA / M. PISANI
    • “No livro, tentamos levar as pessoas para passear, olhar a paisagem surrealista da Namíbia, mas sempre com uma sensação de vazio e um toque de artificialidade”, diz Maddalena. O vazio é um dos principais elementos de 'Nama'. “O calor é um elemento inerente ao deserto, mas o livro foi feito com cores sutis e em tons pastéis para trazer paz e amenidade a essas paisagens tão diferentes”, explica.
      4“No livro, tentamos levar as pessoas para passear, olhar a paisagem surrealista da Namíbia, mas sempre com uma sensação de vazio e um toque de artificialidade”, diz Maddalena. O vazio é um dos principais elementos de ‘Nama’. “O calor é um elemento inerente ao deserto, mas o livro foi feito com cores sutis e em tons pastéis para trazer paz e amenidade a essas paisagens tão diferentes”, explica.R. MADDALENA / M. PISANI
    • A expedição da dupla percorreu quase 2.000 quilômetros. Na estrada, os fotógrafos passaram por quatro grandes parques, o Etosha National Park, Skeleton Coast Park, Dorob National e Naukluft National, fazendo registros em fotos e vídeos.
      5A expedição da dupla percorreu quase 2.000 quilômetros. Na estrada, os fotógrafos passaram por quatro grandes parques, o Etosha National Park, Skeleton Coast Park, Dorob National e Naukluft National, fazendo registros em fotos e vídeos.R. MADDALENA / M. PISANI
    • As imagens captadas retratam elementos fantásticos em meio ao nada. E não é por acaso. Namíbia quer dizer algo como "imenso espaço vazio".
      6As imagens captadas retratam elementos fantásticos em meio ao nada. E não é por acaso. Namíbia quer dizer algo como “imenso espaço vazio”.R. MADDALENA / M. PISANI
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Mauritânia é o país das oportunidades para o empresário brasileiro

download (1)São Paulo – Empresas exportadoras brasileiras dos setores de calçados, cosméticos, alimentos industrializados e construção civil podem encontrar boas oportunidades na Mauritânia, país do norte da África ainda com pouca tradição comercial com o Brasil. São os setores em que o embaixador do País em Nouakchott, Leonardo Carvalho, identifica espaço para os brasileiros explorarem.

“A economia da Mauritânia deve alavancar quando as empresas começarem a pagar os royalties da exploração de gás, lá para 2020 e 2021”, disse Carvalho, em visita à sede da Câmara de Comércio Árabe Brasileira nesta segunda-feira (5), em São Paulo. As reservas da commodity são grandes, segundo o embaixador, e empresas como a Kosmos Energy, dos Estados Unidos, e a britânica BP estão investindo para extrair o produto.

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Os empresários brasileiros devem, portanto, aproveitar para marcar presença na nação árabe antes disso. As exportações ainda são tímidas. No ano passado, somaram US$ 102 milhões, valor altamente concentrado em açúcar. Trigo, aparelhos elétricos, carne de frango e componentes de maquinário foram outros itens com destaque na pauta.mauritania-africa-map

Mas é no setor de alimentos industrializados que o embaixador enxerga potencial para os brasileiros. “Há um grande domínio de empresas espanholas e francesas nesse setor. Vale explorar também os cosméticos e podemos ampliar a presença nos calçados, que já somos fortes”, ponderou.

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Segundo o embaixador, a proximidade da Mauritânia – de Recife à capital Nouakchott são pouco mais de 3,6 mil quilômetros atravessando o Atlântico – é outro fator vantajoso para o empresário brasileiro. Ele citou a possibilidade de o país servir de entrada para mercados vizinhos, como Mali e Burkina Faso.

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Carvalho ressaltou também o boom no setor de construção civil em Nouakchott. Segundo ele, há muitas obras ocorrendo na capital, o que abre espaço para as empresas brasileiras dessa indústria exportarem. “Há dinheiro circulando lá”, afirmou.

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É possível viajar do Brasil à Mauritânia em voos ofertados pela marroquina Royal Air Maroc, com conexão em Casablanca, pela turca Turkish, com parada em Istambul, ou pela Air France, via Paris. Os turistas europeus chegam ao país africano por meio de voos fretados: “O exotismo do deserto chama muito a atenção dos turistas”, contou o embaixador, que destacou também a existência de duas culturas no país: a árabe, mais ao norte, e a da África negra, ao sul. “É o que chamo um país de transição”, explicou.

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Carvalho está no país há cerca de um ano e meio, mas a embaixada brasileira em Nouakchott foi aberta em 2010, mesmo ano em que a Mauritânia abriu sua embaixada em Brasília. Segundo o Itamaraty, as relações diplomáticas entre os dois países foram estabelecidas em 1961, um ano após o Brasil reconhecer a independência da nação africana.

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Em abril, a Câmara Árabe fará a sua primeira missão empresarial para a Mauritânia. Dos dias 23 a 25 serão realizados seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios com empresários do país africano. Antes, a missão passará por Jordânia, Egito e Tunísia.

“Nossa expectativa é abrir mercado para o empresário brasileiro nesses setores que identificamos com potencial”, contou o embaixador. Segundo ele, já há produtos brasileiros de empresas como JBS e Tramontina no país, mas sua vontade é ampliar essa oferta.1-DSC_1041.jpg

As inscrições para a Missão ao Norte da África podem ser feitas pelo link http://bit.ly/2F7IsOU. Após o preenchimento do cadastro, o departamento de Inteligência de Mercado da Câmara Árabe entrará em contato com os interessados.

Luta contra a desertificação em Cabo Verde vai continuar a ter apoio da FAO

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A FAO vai continuar a ajudar Cabo Verde na luta contra a desertificação, assegurou hoje o representante da organização no arquipélago, Remi Nono Womdim.
O diplomata deu essa garantia, na Cidade da Praia ao presidir ao encerramento da sessão informativa no âmbito do Dia Mundial de Combate à Desertificação.
“Vamos continuar a ajudar o Governo de Cabo Verde na luta contra a desertificação”, afirmou no final da sessão que contou com a parceria do Ministério da Agricultura e Ambiente, sustentando que a FAO tem acompanhado e ajudado o país na implementação de políticas estratégicas de luta contra a desertificação e não só, desde a independência a esta parte.
Já Luciano Fonseca, encarregado de programas da FAO em Cabo Verde, explicou que a FAO tem, atualmente, a decorrer no país um programa de apoio à florestação “urbana e peri-urbana que abrange as cidades da Praia, Espargos, Mindelo e Porto Novo”. Intervenções piloto que, conforme referiu o responsável, “deverão, numa fase posterior, ter uma projeção nacional”