Aumentou em 54% o desmatamento da Amazônia

desmatamentoO número de janeiro do Boletim do Desmatamento do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) acusa um aumento no desmatamento na Amazônia de 54% quando comparado ao ocorrido em janeiro do ano passado. Para variar, os estados que mais desmataram foram o Pará e o Mato Grosso. Parte do desmatamento continua ocorrendo em Terras Indígenas e Unidades de Conservação, o que é crime, e com todos os indícios de crime organizado. É preciso processar e punir os culpados. Alô ministro Moro, vamos combater o crime organizado, o que você diz ser uma prioridade?

 

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Cotado para ministro ignora aquecimento global e apoia desmatamento na Amazônia

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Amigo de Jair Bolsonaro e cotado para assumir o Ministério da Agricultura em eventual governo do candidato do PSL, Luiz Antonio Nabhan Garcia, 60, defende a fusão da pasta com o Desenvolvimento Agrário e o Meio Ambiente para, segundo ele, acabar com o que chama de “misturança ideológica” na questão ambiental.

“Criou-se uma fantasia, uma lenda, onde, no Brasil, o cara que degrada o meio ambiente é o produtor rural. É exatamente o contrário. Esse produtor rural é o maior conservador do meio ambiente”, diz Nabhan, presidente da UDR (União Democrática Ruralista) e conselheiro de Bolsonaro sobre o tema.

Nabhan se fia no Código Florestal para dizer que há espaço para desmatar legalmente a Amazônia. De acordo com a lei, o proprietário de terras deve manter 80% da floresta preservada na Amazônia Legal —área que engloba nove estados com o mesmo bioma e que corresponde a 59% do território brasileiro. 

Assim como o presidenciável, Nabhan defende a saída brasileira do Acordo de Paris e fala no fim da “indústria da multa” pelos fiscais do Ibama. Para ele, há “muita fantasia, muita lenda” sobre o aquecimento global.desmat

Fonte: https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/cotado-para-ministerio-de-bolsonaro-fala-em-desmatamento-na-amazonia-e-saida-do-acordo-de-paris/

Desmatamento no Brasil cresceu: 2414 km² de florestas tombaram

Dados do Inpe mostram que 2.414 km2 de floresta tombaram na Amazônia entre junho e setembro; secura, câmbio, “efeito Bolsonaro” e estrada no AM podem estar entre as causas

Queimada em área desmatada em Mato Grosso (Foto: OC)

Queimada em área desmatada em Mato Grosso (Foto: OC)
DO OC – A taxa de desmatamento subiu 36% na Amazônia entre junho e setembro, período da pré-campanha e campanha eleitoral. Foram 2.414 km2 de floresta derrubada nesses quatro meses, comparados a 1.769 km2 no mesmo intervalo do ano anterior.

Os dados são do Deter B, o sistema do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) que monitora a Amazônia em tempo quase real por satélites. Embora não sirva para fazer cálculo de área desmatada, o Deter B tem uma correspondência alta com o Prodes, o sistema usado para computar a taxa oficial anual de desmatamento.

Isso significa que a tendência observada pelo método mais rápido de detecção, caso se confirme no restante do ano, provavelmente também será refletida no número oficial.

Para obter os dados no sistema, o OC considerou três categorias de dano à floresta que também são analisadas pelo Prodes: desmatamento com solo exposto, desmatamento com vegetação e mineração. O Deter B monitora também outras cinco categorias, entre elas degradação por fogo e extração de madeira. Nem todas essas, porém, se convertem no final em áreas de corte raso identificadas pelo Prodes.

O desmatamento na Amazônia é medido de agosto de um ano a julho do ano seguinte. A série de dados de 2018-2019 começou com forte alta na taxa: 79% de aumento nos meses de agosto e setembro em relação ao mesmo bimestre do ano passado. Quando se somam os meses de junho e julho a elevação cai para 36%.

A alta no ritmo das motosserras não é novidade em períodos eleitorais. Segundo Paulo Barreto, pesquisador do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), em ano de eleição os governos locais tacitamente diminuem a fiscalização. Na Amazônia, neste ano, as polícias têm reduzido seu apoio às operações do Ibama.

“A questão é se isso será um pico causado pela conjuntura da campanha, que depois suaviza, ou se é uma tendência”, disse André Guimarães, diretor executivo do Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia). “Um risco é [o desmatamento] mudar de patamar como mudou nos últimos anos. Ele pode sair de controle se não houver uma ação coercitiva forte, que o contexto político não favorece.”

Em 2018, o componente político é explosivo não apenas na esfera local, mas também na nacional. O candidato líder nas pesquisas de opinião, Jair Bolsonaro (PSL), tem feito campanha pela Amazônia prometendo extinguir o Ministério do Meio Ambiente, que seria fundido com o de Agricultura e entregue aos ruralistas, e “acabar com a indústria das multas do Ibama”.

Segundo um agente público ouvido pelo OC, há relatos de que em algumas regiões esse discurso esteja sendo levado a sério e grileiros e produtores rurais estejam desmatando confiando numa anistia futura.

Os dois candidatos que disputam o segundo turno, Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), também prometeram pavimentar a polêmica BR-319, rodovia que liga Manaus a Porto Velho. O asfaltamento da estrada é uma reivindicação antiga dos amazonenses, mas até agora não saiu porque implicaria em muito desmatamento numa das últimas regiões intocadas da floresta. Dois dos três municípios mais desmatados no período (Porto Velho, 2o lugar e Lábrea, no Amazonas, 3o lugar) estão no eixo da rodovia, uma das novas frentes de ocupação da Amazônia.

Mas há outros fatores que podem explicar a alta. Um deles é o clima: no ano passado, o período chuvoso em grandes porções da Amazônia se estendeu até o meio do ano, normalmente época de seca. Neste ano, a estiagem está forte e favorece as derrubadas.

Outro possível motivo é o câmbio. Com o dólar no patamar dos R$ 4 durante quase todo o período eleitoral, as exportações foram favorecidas e os produtores, em especial em Mato Grosso e Rondônia, ficaram com mais dinheiro na mão para abrir novas áreas.

Fonte:http://www.observatoriodoclima.eco.br/desmatamento-cresce-36-no-periodo-eleitoral/