E Então, Quem é Cão Vira-Latas no Brasil?

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Reservas morais e intelectuais do naipe do economista Paulo Kliass, um dos colunistas do brilhante sítio na Internet da Revista Caros Amigos, foram achincalhadas nos anos do PT no governo federal.

Edu Montesanti 

Em junho de 2011, em uma análise do então partido neo-oligárquico no poder, Kliass observou sobre a agressividade petista em relação a toda e qualquer crítica no artigo Não ao Patrulhamento e ao Medo da Crítica:

“[Vigora hoje] a velha e conhecida chantagem do ‘quem não está comigo, então é porque está ‘contramigo’ [sic] (…) No interior do governo, e mesmo em algumas áreas do próprio movimento social, não se compreendia que a crítica era necessária justamente para que fossem apresentadas alternativas (…) Chega a ser mesmo surpreendente ler e ouvir as tentativas de algumas pessoas buscando defender o indefensável, justificar o injustificável. Quando se trata, então, de indivíduos cujo passado conhecemos e sabemos o que defendiam até anteontem, aí a coisa fica ainda mais triste ou esquisita. Imagino o que estariam a dizer e argumentar esses mesmos responsáveis pelo patrulhamento, caso tais políticas estivessem sendo desenvolvidas por outro governo, em um contexto em que estivessem na oposição. Mas agora, não! A coisa é diferente, pois se trata do ¿nosso governo¿, como acontece de eu ouvir, baixinho por aí, de alguns ainda envergonhados pelo argumento chinfrim”.

Em um passado não muito remoto, mesmo enquanto a ex-presidente Dilma (sim, em grande medida vítima de preconceito de gênero neste País reacionário por natureza) era “fritada”, especialmente nos anos em que Luiz Inácio era presidente e gozava de ampla popularidade, para e caricata esquerda brasileira era inadmissível qualquer crítica à sociedade brasileira: uma simples menção crítica neste sentido valia o raivoso título de “cão vira-latas”, dando a entender que o crítico sofria de complexo de inferioridade. Todos nos lembramos bem dessa chantagem psicológica, como observou Kliass.

Enquanto hoje abundam entre a própria “esquerda” brasileira delirante, no maior cinismo, as mesmas críticas à sociedade nacional que passou, repentinamente, a não prestar mais após o bico nos fundilhos do PT pela mesma oligarquia a quem ele outrora abraçou, este que escreve agora foi publicamente achincalhado quando escrevia no Observatório da Imprensa em 2013, tempos nada distantes: por observar a despolitização e falta de dedicação à leitura da sociedade brasileira em geral, um militante petista passou a fazer ataques pessoais no espaço de leitores, para posteriormente, em seu blog, voltar a atacar o autor nominalmente com fotos de cães vira-latas que, na opinião dele, retratavam a mentalidade deste que escreve. Hoje, este tipo de apontamento crítico é “fichinha” em comparação ao que andam dizendo do brasileiro em geral os militantes petistas.

Em outras oportunidades – quando o PT esteve no poder – tachado também por militantes do PT de reprodutor da versão da grande mídia, de desmerecedor imperialista da sociedade brasileira (!). Pois uma rápida busca nos arquivos deste autor em comparação ao que essa mesma “esquerda” anda agora dizendo, evidencia a profunda hipocrisia, o descarado mau-caratismo, o jogo baixo de muitos: muda-se de posição facilmente por medo, por interesses, ou por uma combinação de ambos como diz o romancista norte-americano David Zeman.

Ontem deslumbrados e raivosamente agarrados ao poder sobre seus  cães de guarda, hoje desesperados pela retomada do poder, a “esquerda” nacional vive de distração em distração (ela mesma o que – agora – tanto critica na outra vertente política) tem se “esquecido” de uma questão: como é possível que, em quase dois anos após Dilma ter começado a “balançar”, não se foi capaz de projetar ou ao menos colocar em discussão uma alternativa realmente popular no Brasil em relação ao mestre na retórica, Luiz Inácio? Note-se que uma simples menção de opção já gera a raiva de “esquerda” no País. Ou seja: a história não anda sendo capaz de dar lições ao nosso povo em geral.

Está-se há mais de um ano das eleições presidenciais – as quais nem se term certeza que ocorrerão -, enquanto se trata a questão de “luta” por Luiz Inácio “contra” as oligarquias como se estivéssemos em outubro de 2018, às vésperas do segundo turno eleitoral: excesso de fanatismo que cega o indivíduo, ou a desavergonhada defesa de interesses polítio-partidários segue imperando no País?

O óbvio: a “esquerda” tupiniquim não foi nem será capaz de sequer colocar em pauta uma alternativa popular muito mais que pela falência dos partidos políticos, mas porque as críticas que ela mesma anda tecendo à sociedade valem tanto para ela quanto para os outros segmentos sociais.

A ausência de uma sombra alternativa popular no Brasil justificam que este autor insista em destacar “esquerda” com aspas, e todos os adjetivos que, mesmo quando gozava do poder, aplicava, a saber: apática, inerte, sisuda, despolitizada, mesquinha, sectária, reacionária, rancorosa, corrupta.

Em epítome, a fim de ajudar a responder à questão derradeira, palavras do próprio Luiz Inácio a seguir, abraçado com as oligarquias as quais, nem poderia ser diferente neste País perdido, acabam gerando por parte de não poucos raiva e ódio… contra o comunicador que as divulga, e não contra o autor da gargalhada política abaixo!!

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) arrancou, na noite desta segunda-feira [dezembro de 2006], risos e aplausos de uma platéia formada por empresários e intelectuais ao, de certa forma, desmerecer a esquerda brasileira. Segundo ele, trata-se de uma ideologia típica da juventude.

“‘Se você conhece uma pessoa muito idosa esquerdista, é porque está com problema’ [risos e aplausos]. ‘Se você conhecer uma pessoa muito nova de direita, é porque também está com problema’, afirmou o presidente depois de receber o prêmio ‘Brasileiro do Ano’ da revista IstoÉ.
“Lula explicou que, em sua opinião, as pessoas responsáveis tendem a, conforme amadurecem, abrir mão de suas convicções radicais para alcançar uma confluência. Tal fenômeno ele classificou de ‘evolução da espécie humana’.

“‘Quem é mais de direita vai ficando mais de centro, e quem é mais de esquerda vai ficando social-democrata, menos à esquerda. As coisas vão confluindo de acordo com a quantidade de cabelos brancos, e de acordo com a responsabilidade que você tem. Não tem outro jeito'”.+

Brasil: só podia dar no que deu, e só não percebeu quem não quis. Mas, afinal, diante das palavras acima em contexto, quem é cão vira-latas neste País mesmo?

O Brasil precisa, urgentemente, de uma alternativa popular autêntica!

http://port.pravda.ru/cplp/brasil/06-08-2017/43781-vira_latas-0/

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Igreja Católica de Moçambique estimula a participação politica

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Decorre em Maputo o ciclo de conferências sobre a Doutrina Social da Igreja como força transformadora da sociedade.
Numa palestra proferida pelo Núncio Apostólico em Moçambique, sobre a participação dos cristãos na política, Dom Edgar Penã Parra, disse que os cristãos devem participar na política, promovendo a paz, a harmonia e o espírito de concórdia na sociedade.

Questionado sobre qual o papel da Igreja Católica no processo de restauração da paz efectiva em Moçambique, o Núncio Apostólico respondeu nos seguintes termos:

“Nós temos uma missão muito importante como Igreja importante, temos o dever de falar ao povo moçambicano de reconciliação. A paz não se decreta, a paz é um regalo, é um dom de Deus para o Povo. Estamos satisfeitos com o curso do diálogo para a restauração da paz efectiva em Moçambique”.
Sobre as tréguas militares estabelecidas pelo líder da Renamo, Afonso Dhakama, desde Dezembro do ano passado até o momento, Dom Edgar Penã Parra, acredita não só no prolongamento da trégua, como também numa paz efectiva e duradoura em Moçambique.
“A paz tem dado bons frutos, a alegria, tranquilidade ao povo moçambicano. Os políticos devem continuar a estender esta paz, até que ela seja duradoura e estável”.
Participantes satisfeitos

E os participantes da palestra sobre “A Participação dos Cristãos na Política”, afirmaram terem tirado o maior proveito da aula proferida pelo Núncio Apostólico em Moçambique. A seguir, o Padre António, da comunidade Vila Regia, Paróquia Santíssima Trindade em Maputo:
“A aula do Núncio foi muito iluminadora. Reflectimos sobre a importância dos cristãos a partir da Doutrina Social da Igreja. Como cristãos temos um papel muito importante na vida política”.

Refira-se que o ciclo de conferências sobre a Doutrina Social da Igreja decorre até o dia 9 de Maio próximo e é organizado pela Comissão Episcopal da Justiça e Paz de Moçambique.
por Hermínio José, Maputo.

http://pt.radiovaticana.va/news/2017/05/01/mo%C3%A7ambique_n%C3%BAncio_crist%C3%A3os_participem_na_pol%C3%ADtica/1309284

Moçambique: Primeiro-ministro indiano Narendra Modi inicia visita ao país

Maputo – O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, inicia hoje, quinta-feira, em Maputo, um périplo de cinco dias a quatro países africanos.

NARENDRA MODI RECEBIDO PELO PRESIDENTE FILIPE NYUSI

FOTO: CEDIDA PELA AIM

Durante a visita, Moçambique e Índia deverão assinar dois acordos nos domínios agrícola e alimentar e também da aviação civil.

Segundo o jornal Times of India, o Executivo de Nova Deli aprovou terça-feira um memorando de entendimento para a produção de leguminosas a ser apresentado às autoridades moçambicanas e que prevê apoio a Moçambique na obtenção de sementes de qualidade.

Consta ainda no entendimento, a melhoria das técnicas agrícola, bem como a aquisição de toda a produção alcançada ao abrigo do acordo.

O jornal cita o Alto Comissariado (embaixador) da Índia em Moçambique, referindo que a visita de Modi deverá ser igualmente marcada pelo aprofundamento da cooperação entre os dois países nas áreas de hidrocarbonetos, segurança marítima, comércio e investimento.

A deslocação de Modi, a primeira de um primeiro-ministro da Índia a Moçambique em 34 anos, prevê reuniões ao mais alto nível com as autoridades moçambicanas, nomeadamente com o chefe de Estado, Filipe Nyusi, uma visita ao parlamento e um encontro com a diáspora indiana em Maputo.

Segundo dados divulgados pelo Times of India, um quarto dos investimentos indianos na África Oriental estão aplicados em Moçambique.

O comércio entre os dois países aumentou cinco vezes nos últimos cinco anos e representa actualmente cerca de dois mil milhões de dólares anuais (1,8 mil milhões de euros).

Depois de Moçambique, o primeiro-ministro segue para a África do Sul, tendo ainda previstas visitas à Tanzânia e Quênia.

http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/africa/2016/6/27/Mocambique-Primeiro-ministro-indiano-Narendra-Modi-inicia-visita-pais,20c1c93d-5f1b-4d48-aa61-f6f15eb14582.html

União Européia e Igreja Católica formalmente convidadas para mediarem crise em Moçambique

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A União Europeia (UE) e a Igreja Católica já foram formalmente convidadas pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, para mediarem o fim da crise política entre Governo e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), disseram à Lusa fontes das duas instituições.

Segundo fonte comunitária, a delegação da UE em Maputo recebeu uma carta do chefe de Estado na sexta-feira, endereçada ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, com o convite formal para integral a equipa de mediadores nas negociações de paz.

O porta-voz da Conferência Episcopal de Moçambique e bispo auxiliar de Maputo, João Nunes, bispo, também confirmou à Lusa um convite de Filipe Nyusi entregue na Nunciatura Apostólica na capital moçambicana, na qualidade de representante do Vaticano, convidando a Igreja Católica a assumir igualmente o seu papel de mediação na crise.

A Lusa procurou ouvir a representação em Maputo da África Sul, cujo Governo corresponde à terceira entidade envolvida no processo de mediação, mas ainda não obteve resposta.

Na semana passada, José Manteigas, deputado e membro da equipa negocial da Renamo, adiantou que as duas delegações chegaram a consenso sobre os termos de referência da participação dos mediadores nas conversações, mas remeteu a divulgação de pormenores para o momento em que as entidades tomem parte no processo.

Filipe Nyusi e o líder do principal partido de oposição, Afonso Dhlakama, anunciaram em junho terem chegado, por telefone, a um consenso sobre a participação de mediadores internacionais nas negociações para o fim dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança moçambicanas e o braço armado da Renamo.

Apesar de as duas partes terem reatado as negociações, os ataques de supostos homens armados da Renamo a veículos civis e militares em vários troços do centro do país não têm cessado e o movimento acusa as Forças de Defesa e Segurança de intensificarem os bombardeamentos na serra da Gorongosa, onde se presume encontrar-se Afonso Dhlakama.

Num comício na segunda-feira na província de Nampula, norte do país, o Presidente moçambicano defendeu que o líder da Renamo “deve parar de matar pessoas”.

“Ele deve parar de matar, porque esse nunca foi o caminho mais correto para governar”, afirmou Nyusi, declarando ainda que tem estado a falar com Dhlakama sobre um eventual encontro entre os dois líderes para o fim da instabilidade militar no país.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

http://www.rtp.pt/noticias/mundo/ue-e-igreja-catolica-formalmente-convidadas-para-mediarem-crise-em-mocambique_n931522

Moçambique: Nyusi aceita mediadores nas conversações com a Renamo

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Em nome da retoma do diálogo político, franco e aberto, e para o fim das hostilidades sobretudo na região centro de Moçambique, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, disse aceitar a presença dos mediadores nas negociações entre o Governo e a Renamo.

 Era uma das exigências da Renamo, o principal partido da oposição, para que as conversações retomassem.

O presidente moçambicano disse que “a situação não é a melhor para deixar que as coisas aconteçam. Para evitar que haja moçambicanos que morram, adultos ou não, guerreiros ou não, nós vamos aceitar que haja esse tipo de pessoas para podermos falar. O importante é falarmos, terminar a guerra e desenvolver Moçambique”.

No mês passado começaram as conversações entre o Governo e a Renamo que têm como objectivo cessar as hostilidades entre os dois. No entanto, o presidente moçambicano alertou que as conversações voltaram a cessar. Filipe Nyusi, ao aceitar a presença de mediadores, espera que estas retomem.

No primeiro dos seus três dias de presidência aberta na Matola, o presidente moçambicano sublinhou que espera que a Renamo fique assim sem argumentos que lhe permitam justificar os ataques no centro do país.

 

Diálogo político em Moçambique entre ceticismo e otimismo

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A comissão mista que prepara o encontro entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, continua a dizer que os trabalhos decorrem de forma cordial e que há avanços no trabalho.

Entretanto, nem a data, nem o local de realização foram anunciados e há muitos observadores e sectores da sociedade Moçambique que começam a demonstrar algum ceticismo.

Alguns analistas interrogam-se sobre o que mudou do lado do Governo que o leve a aceitar entregar à Renamo, por exemplo, a gestão das províncias onde reclama vitória nas eleições gerais de 2014, bem como o que mudou do lado do partido de Afonso Dhlakama para que aceite entregar, de facto, as armas.

Esta semana, Afonso Dhlakama veio a público reiterar a exigência da Renamo relativa à governação das seis províncias, afirmando que “queremos que a Frelimo aceite que a Renamo nomeie governadores para essas províncias”.

Entretanto, há quem se manifeste otimista, tendo em conta a forma como têm decorrido os encontros da comissão mista e afirme que o pronunciamento do líder da Renamo faz parte da pressão que exerce sobre o Governo para pôr termo à tensão político-militar no país.

 

http://www.voaportugues.com/a/dialogo-politico-mocambique-/3360757.html