Câmbio direto entre o Kwanza e o Dólar Namibiano em agências bancárias poderá ocorrer

 

OLYMPUS DIGITAL CAMERAO Banco Nacional de Angola (BNA) consolidou as relações institucionais com o Banco da Namíbia (BoN) assente no reforço da conversão monetária e na exploração de novas áreas de cooperação, numa visita efectuada, na sexta-feira, por uma comissão chefiada pelo governador Valter Filipe da Silva.

BNA consolidou as relações institucionais com o Banco da Namíbia
Fotografia: Edições NovembroRecebido pelo Presidente da República da Namíbia, Hage Geingob, a delegação angolana foi constituída pelos Administradores Ana Paula do Patrocínio e António Ramos da Cruz, e pelos os directores dos departamentos de Estatística, Controlo Cambial e Gabinete de Relações Internacionais.
A comitiva cumpriu a agenda de trabalhos, em Windhoek, com o sentido de harmonizar algumas cláusulas do Acordo de Conversão Monetária rubricado a 22 de Setembro de 2014. Além do encontro entre Valter Filipe da Silva e o seu homólogo Ipumbu Shimi, bem como da visita de constatação do funcionamento do BoN, os gestores angolanosestabeleceram uma plataforma de facilitação do comércio transfronteiriço entre Santa Clara (Angola) e Oshikango (Namíbia).
O Acordo de Conversão Monetária incide principalmente sobre a viabilização do câmbio direto entre o Kwanza e o Dólar Namibiano em agências bancárias, casas de câmbio ou outros agentes autorizados em cada um dos países, por cidadãos angolanos e namibianos; a conversão legal das duas moedas sujeita à taxa de câmbio do dia aplicável e o limite das transações de moeda (Kwanza), pelas pessoas singulares residentes cambiais maiores de 18 anos.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bna_consolida_o_acordo_de_conversao_monetaria_1

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Dinheiro físico acaba dentro de cinco anos

 

A morte anunciada do dinheiro como o conhecemos já tem data marcada. “O dinheiro vai desaparecer dentro de cinco anos. A directiva europeia que será transposta no final do ano incluirá a possibilidade de se fazer transferências em menos de dez segundos. E isso vai acelerar muito a desmaterialização do dinheiro”, explica o fundador da Easypay.

Pagamento digital acelera o fim do dinheiro físico
Fotografia: Francisco Lopes | Edições Novembro

Sobre quem ganha e quem perde com a revolução financeira, Sebastião Lancastre não tem dúvidas. “Os comerciantes vão ter muito interesse nisto porque vão pagar comissões mais baixas. Os consumidores terão a vida simplificada e ganharão tempo para fazer outras coisas. Quem está verdadeiramente ameaçado são os bancos.”
Conceitos como contas à ordem ou créditos à habitação terão de ganhar um novo significado, sublinha o especialista, caso contrário, “os bancos um dia acordam e os clientes desapareceram”.
Em vez de contas à ordem, Sebastião Lancastre antevê a massificação das contas de pagamentos, “onde o dinheiro existe ou não existe, não há instrumentos de dívida como cheques ou saldo a descoberto”, explica.
“Os créditos à habitação são processos kafkianos e já há fintechs a aprová-los em três dias. Os clientes hoje querem coisas que os bancos não oferecem. Eu num banco não posso transferir dinheiro para uma pessoa sem lhe pedir o NIB, ou chegar a um restaurante e no fim dividir a conta, ou abrir uma conta à distância. Os bancos ainda funcionam na lógica de vender produtos.”

África subsaariana é mais de 50% das implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira

dinheiro-movel 1África subsaariana representa mais da metade de todas as implantações de dinheiro móvel em todo o mundo e é pioneira em vários casos novos de uso, de acordo com dados recentes da GSMA. A última apresentação sobre o “Estado do dinheiro móvel na África subsaariana”, disponibilizada pela GSMA na Tanzânia nesta semana, revela que o número de programas de dinheiro móvel na região chegou a 140 em 39 países no final do ano passado, o que representa mais da metade das 277 implantações de dinheiro móvel no mundo todo.

O novo estudo aponta para uma década de crescimento nos serviços de dinheiro móvel na região após o lançamento do M-Pesa no Quênia em 2007. Ele observa que atualmente existem sete mercados na região com mais de 40% dos adultos sendo usuários ativos de dinheiro móvel: Gabão, Gana, Quênia, Namíbia, Tanzânia, Uganda e Zimbabwe.

“O dinheiro móvel agora está sendo adotado pelo mercado de massa em toda a África subsaariana, permitindo que milhões de pessoas acessem serviços financeiros pela primeira vez e contribuam para o crescimento econômico e para o desenvolvimento social”, disse Mats Granryd, diretor geral da GSMA. “As operadoras móveis atualmente na região usam dinheiro móvel para criar novos ecossistemas financeiros que podem oferecer uma série de novos serviços inovadores em vários setores da indústria, incluindo serviços públicos e agricultura”.

Os dados mais recentes destacam a maneira como o mercado do dinheiro móvel na região evoluiu do uso principalmente para recargas de celular e transferências de pessoa para pessoa (P2P) para se tornar uma plataforma que permite a realização de outros serviços financeiros, incluindo pagamentos de contas, pagamentos de mercadorias e remessas internacionais. O volume desses novos tipos de “pagamentos de ecossistema” quase quadruplicou entre 2014 e 2016 e agora representa cerca de 17 por cento de todas as transações de dinheiro móvel, impulsionado por um aumento significativo no número de pagamentos de contas em dispositivos móveis.

Havia 277 milhões de contas de dinheiro móvel registradas em toda a África subsaariana no final de 2016, além de 1,5 milhão de agentes registrados. Os usuários de dinheiro móvel historicamente concentravam-se no leste da África, onde há grandes mercados de dinheiro móvel, como Quênia, Tanzânia e Uganda. No entanto, dados mais recentes sugerem que o crescimento dos usuários agora está sendo conduzido por outros mercados da região, principalmente na África ocidental. Quase 29 por cento das contas ativas de dinheiro móvel na África subsaariana agora estão localizadas na África ocidental, em comparação com somente 8 por cento cinco anos atrás.

 

https://www.terra.com.br/noticias/dino/gsma-africa-subsaariana-conduzindo-o-mercado-global-para-o-dinheiro-movel,598077c9e2b60c97337dcd020206ceecrjas2s3t.html

Bolsa de Valores de Moçambique tem dificuldade em receber um valor estrangeiro

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Maputo, 05 Jul (AIM) – Os bancos comerciais existentes em Moçambique ofuscam a principal função da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), revela um estudo do Programa de Apoio à Política de Ambiente para o Desenvolvimento Económico (SPEED+) da Agência Norte-Americana de Desenvolvimento (USAID, sigla em inglês), divulgado, hoje, em Maputo.
 
O estudo conclui ser necessário incentivar a criação de operadores de bolsa, bem como de um banco de investimento propriamente dito.
 
Um dos consultores do SPEED+ da USAID, o economista moçambicano, Hipólito Hamela, explicou que a BVM não está em altura de receber um valor estrangeiro.
 
Hamela falava á imprensa, à margem da apresentação do estudo, acto que teve lugar numa das estâncias hoteleiras da capital moçambicana.
 
“Porque a lei cambial não permite que uma pessoa compre acções em Moçambique e de repente as venda e receba o seu dinheiro de volta. É preciso uma autorização para meter dinheiro em Moçambique”, disse Hamela, acrescentando que também constitui um entrave “tirar o dinheiro de Moçambique para fora, isso também é um problema”.
 
Sobre a abertura do Governo para ultrapassar os equívocos relacionados com a BVM, Hamela afirmou que nota uma vontade de buscar soluções.
 
“O que senti do Banco de Moçambique é que está aberto para discutir. O mesmo sentimento verifiquei no Ministério da Economia e Finanças”, vincou.
 
Por seu turno, falando momentos antes da apresentação do estudo, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da BVM, Salim Valá, disse ser um dos desafios impulsionar a abordagem da instituição de modo que os moçambicanos e agentes econômicos conheçam melhor a BVM e façam uso dos seus produtos e serviços como instrumentos financeiros relevantes para o seu empoderamento econômico e financeiro.
 
Valá apontou a necessidade de ampliar o escopo, bem como a sustentabilidade da BVM visando fortalecer o mercado de capitais.
 
“A Bolsa de Valores de Moçambique esteve envolvida numa multiplicidade de atividades visando fortalecer os alicerces de um mercado de capitais promissor e de um sistema financeiro vibrante”, frisou.
 
Actualmente, apenas cinco empresas estão cotadas na BVM, nomeadamente a Cervejas de Moçambique (CDM), com uma capitalização de acções registadas até 31 de Dezembro de 201, de 23.808.085.439 meticais (um dólar equivale a 60 meticais ao câmbio corrente); CETA, uma empresa de construção civil (2.100.000.000 meticais); Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (459.894.300 meticais); Empresa Moçambicana de Seguros (314.000.000 meticais) e a MATAMA, uma empresa agro-industrial que se registou recentemente.
 
Criada em Maio de 1999, a BVM é uma instituição cujo objectivo consiste em organizar, gerir e manter um mercado central de valores mobiliários no país.
 
 
 
 

Moçambicanos devem ser inteligentes e aprender com os turcos a fazer negócios com pouco dinheiro

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Tayyip Erdogan exorta autoridades moçambicanas a aprender a gerir a informação e recursos humanos existentes
 
O Presidente da República, Filipe Nyusi, e o seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, participaram, ontem, no Fórum Empresarial Moçambique-Turquia, evento que durou um dia e juntou, na capital do país, 150 empresários turcos e 650 moçambicanos, com o objectivo de discutir negócios.
 
Filipe Nyusi disse, na ocasião, que os negócios firmados entre os empresários dos dois países devem reflectir-se no aumento do emprego no país. “A nossa presença neste fórum empresarial é uma demonstração inequívoca do quão valorizamos a parceria com o empresariado para o alcance dos nossos objectivos de desenvolvimento e criação do bem-estar de todos”, realçou Filipe Nyusi.
 
Por sua vez, o estadista turco alertou que os moçambicanos devem ser inteligentes, para tirarem o máximo proveito da exploração dos recursos naturais, uma das principais riquezas do país. “Vocês podem aprender como fazer negócios sem ter muito dinheiro nos vossos bolsos. Nós, da Turquia, não tínhamos muito dinheiro, mas temos a nossa inteligência, a nossa sabedoria, por isso, crescemos bastante. Vocês devem saber gerir a vossa informação e gerir os recursos humanos de que dispõem”, disse Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia.
 
Os empresários, por sua vez, representados pelas confederações empresariais dos dois países, manifestaram interesse em cooperar, mas querem que os governos dos dois países criem mais facilidades. “Na interacção entre os empresários, foi constante a preocupação de uma mais fácil movimentação de homens de negócios entre Moçambique e Turquia, tendo-se sugerido aos dois governos avançarem para a supressão de vistos entre os nossos países”, disse Rogério Manuel, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
 
O reforço da cooperação empresarial, com destaque para a exploração dos recursos minerais, foi uma das principais razões que levaram o presidente da Turquia a visitar Moçambique. Recep Tayyip Erdogan partiu ainda ontem de regresso ao seu país.
 

A cúpula do Partido do Governo de Angola passa por renovação e autocrítica

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por Ivair Augusto Alves dos Santos
 
 
O MPLA, a maior força politica de Angola, realizou o VII Congresso Extraordinário, entre os dias 17 e 20 de agosto, com eleição de um novo Comite Central. Segundo a direção do partido houve uma renovação de 44%.
 
Foi uma oportunidade para o partido reconhecer os seus erros, fazer críticas, autocríticas, estar mais consciente de que é preciso fazer mais e melhor. O discurso de José Eduardo dos Santos no Congresso foi revelador. Falou da corrupção, da pressa no enriquecimento, no enriquecimento ilícito e do merecimento que se deve ter para se chegar aos órgãos de decisão do partido. Há que moralizar o partido, quereria dizer, e poupá-lo ao papel de trampolim para quem quer chegar de forma fácil ao dinheiro e ao poder. E mais, Dos Santos disse que é hora de deixar de parte os bons projetos que não são executados. Ele sabe que ao eleitorado vale mais uma pequena obra que mil projectos bonitos no papel.
 
O MPLA vai anunciar já na próxima terça-feira a composição do Bureau Político e do Secretariado deste que é o seu órgão de cúpula.
 
Além do presidente do partido, fazem parte do Bureau Político o vice-presidente do partido, o secretário-geral, o coordenador da Comissão de Disciplina e Auditoria do Comité Central, o presidente do Grupo Parlamentar, o primeiro secretário nacional da JMPLA e a secretária-geral da OMA.
 
Os estatutos dizem ainda que o Bureau Político pode ter um número de membros correspondente a até 15 por cento do Comité Central, sob proposta do presidente do Partido, respeitando a proporcionalidade da composição do Comité Central, o que permite admitir que venha a ter até 54 membros. Mais oito que o cessante.
 
As eleições para a presidência em Angola serão em 2017, a maior força politica sabe que o apaís vive em uma de suas maiores crises econômicas , devido a queda do preço do petróleo. Será uma das eleições mais duras, em que provavelmente o presidente Jose Eduardo dos Santos não concorrerá.
 
As próximas decisões do Partido, a nova composição terá grandes desafios principalmente combater as desigualdades sociais, a corrupção, a fome, desemprego e a pobreza extrema.