Nota do Itamaraty: Visto humanitário para haitianos

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 10 de Abril de 2018 – 15h33

O governo brasileiro decidiu atribuir a haitianos e apátridas residentes no Haiti tratamento prioritário para fins humanitários. Nesse sentido, foi publicada ontem, 9 de abril, a Portaria Interministerial nº 10, de 6 de abril de 2018, que “dispõe sobre a concessão do visto temporário e da autorização de residência para fins de acolhida humanitária para cidadãos haitianos e apátridas” que residam naquele país. Novas portarias poderão ser publicadas oportunamente para contemplar outras situações concretas.

Esse visto será emitido exclusivamente pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe e permitirá a concessão de residência temporária de dois anos no Brasil, passível de transformação em residência por prazo indeterminado ao final desse período.

A edição da portaria regulamenta o visto temporário para acolhida humanitária previsto na Lei de Migração (lei nº 13.445/2017). A medida permitirá a manutenção da política humanitária brasileira no Haiti no campo migratório.

http://www.itamaraty.gov.br/pt-BR/notas-a-imprensa/18622-visto-humanitario-para-haitianos

Jeuneafrique: Lula o Africano

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Escrito por Élise Colette

Dos ritmos “africanos” do samba aos ingredientes picantes da feijoada, nas ruas de São Paulo ou do Rio, a África está em toda parte. Como lembrou o presidente Luiz Inácio “Lula” da Silva, durante sua viagem pela África de 2 a 8 de novembro, o Brasil tem uma “dívida histórica” ​​para o continente. “A obrigação política, moral e histórica” ​​de fortalecer os laços entre o gigante latino-americano e os países africanos valeu a pena uma peregrinação para o chefe de estado brasileiro, um ano após sua eleição. Um passeio Africano que teve o mérito de enviar um sinal de reconhecimento para os 76 milhões de brasileiros eles africanos, que fazem do Brasil o segundo país população negra do mundo depois da Nigéria e a maioria ainda formam os batalhões das classes desfavorecidas .1488825404_331609_1488832390_noticia_normal

Começando a sua visita a três países de língua portuguesa – São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique -, Lula enviou uma mensagem forte aos seus parceiros históricos. Para o presidente angolano, José Eduardo dos Santos, assegurou que o Brasil, como “o país lusófono mais ruidoso, mais populoso e mais rico, teve que fazer gestos de solidariedade para com a África”. Saia do antigo poder colonial Português! Afinal, os filhos das elites angolanas e moçambicanas escolhem hoje o Brasil para estudar, em vez de Portugal?
Acompanhado por nove ministros e uma centena de empresários, Lula proclamou porta-estandarte da revolta contra os países do Norte, colocou sua jornada sob o signo da “G3”, criado recentemente nas Nações Unidas pelo seu África do Sul e Índia, lançando as bases para a cooperação “Sul-Sul”. Em São Tomé, onde a Agência Nacional do Petróleo brasileira já está envolvido na gestão de hidrocarbonetos, Lula prometeu que a Petrobras, a companhia petrolífera brasileira já está presente em Angola, vai explorar as costas do arquipélago. Em Luanda, o quarto maior parceiro comercial do Brasil, os dois lados concordaram com a assistência brasileira no setor de petróleo. Mas as autoridades angolanas sublinharam a necessidade de desenvolver outros sectores, O ministro do Comércio brasileiro decidiu investir 100 milhões de dólares no relançamento da indústria canavieira. Em Moçambique, finalmente, o Brasil, interessado em diversos projetos de extração e transporte de carvão, chegou a pleitear sua causa. Mas os brasileiros prometeram principalmente às autoridades moçambicanas para ajudá-los a lutar contra a AIDS. Reconhecido por dominar a propagação da pandemia, o Brasil anunciou o estabelecimento de um laboratório de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. Enquanto esperava para resolver a questão do financiamento da usina (US $ 23 milhões), Lula assegurou ao seu homólogo moçambicano, Joaquim Chissano, o apoio científico de seus especialistas. interessado em vários projetos relacionados à extração e transporte de carvão, chegou a pleitear seu caso. Mas os brasileiros prometeram principalmente às autoridades moçambicanas para ajudá-los a lutar contra a AIDS. Reputado por ter dominado a disseminação da pandemia, o Brasil anunciou o estabelecimento de um laboratório de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. Enquanto esperava para resolver a questão do financiamento da usina (US $ 23 milhões), Lula assegurou ao seu homólogo moçambicano, Joaquim Chissano, o apoio científico de seus especialistas. interessado em vários projetos relacionados à extração e transporte de carvão, chegou a pleitear seu caso. Mas os brasileiros prometeram principalmente às autoridades moçambicanas para ajudá-los a lutar contra a AIDS. Reconhecido por dominar a propagação da pandemia, o Brasil anunciou o estabelecimento de um laboratório de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. Enquanto esperava para resolver a questão do financiamento da usina (US $ 23 milhões), Lula assegurou ao seu homólogo moçambicano, Joaquim Chissano, o apoio científico de seus especialistas. O Brasil anunciou o estabelecimento de um laboratório de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. Enquanto esperava para resolver a questão do financiamento da usina (US $ 23 milhões), Lula assegurou ao seu homólogo moçambicano, Joaquim Chissano, o apoio científico de seus especialistas. O Brasil anunciou o estabelecimento de um laboratório de medicamentos anti-retrovirais em Moçambique. Enquanto esperava para resolver a questão do financiamento da usina (US $ 23 milhões), Lula assegurou ao seu homólogo moçambicano, Joaquim Chissano, o apoio científico de seus especialistas.

Para completar sua viagem pela África Austral, Lula também viajou para a Namíbia, onde o Brasil participa de um programa militar desde a independência do país. Mas ele manteve o melhor para o fim: o alter-ego africano da África do Sul, Thabo Mbeki. O encontro deve reforçar a estratégia da “borboleta” cara a Mbeki, que consiste em fazer do seu país (o corpo dos Lepidoptera) uma ponte entre a América Latina e a Ásia (suas duas alas). Fortemente concordando com a necessidade de reformar o sistema de relações internacionais, os dois homens de esquerda, convertidos ao livre comércio e aficionados diplomáticos, já exigiram lugares de escolha para seus países dentro das Nações Unidas – como um assento ao Conselho de Segurança, por exemplo. De mãos dadas, eles começaram
Em seu retorno a Brasília, apesar de a África representar atualmente apenas 5% do comércio do Brasil, o presidente Lula pode ficar satisfeito com sua viagem. A recepção entusiasmada que recebeu nos cinco países foi a prova de que ele acabara de ganhar parte do continente para sua causa. Quase 50 anos após a Conferência de Bandung e o nascimento do Não-Alinhados, que tem esmaecido desde o fim da Guerra Fria, um novo eixo Sul-Sul nasce na família das nações.

fonte:http://www.jeuneafrique.com/118250/archives-thematique/lula-l-africain/

Ministro das Relações Exteriores do Brasil visita Angola

 

O ministro Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores) realiza hoje , 9 de fevereiro, sua terceira visita de trabalho à África, desta vez a Angola. Em Luanda, o chanceler será recebido pelo presidente João Lourenço, que visitará o Brasil ainda neste ano, e manteve reuniões com os ministros Manuel Domingos Augusto (Relações Exteriores) e Archer Mangueira (Finanças).

Angola é um dos principais parceiros brasileiros na África, com o qual mantemos relações políticas de alto nível há mais de 40 anos – o Brasil foi o primeiro país a reconhecer sua independência, em 1975.

Em 2017, o intercâmbio comercial foi de US$ 936,1 milhões, o que representou incremento de mais de 53% em relação ao ano anterior. Os dois países também atuam pelo fortalecimento da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e pela propagação do idioma comum.

Luanda – As repúblicas de Angola e Federativa do Brasil, aliados históricos e membros da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), trabalham para uma nova dinâmica e incremento da cooperação bilateral.

 

Conversações entre delegações de Angola e do Brasil

FOTO: LINO GUIMARAES

CONVERSAÇÕES ENTRE DELEGAÇÕES DE ANGOLA E DO BRASIL

O posicionamento foi reiterado nesta sexta-feira, em Luanda, pelo chefe da diplomacia angolana, Manuel Augusto, quando falava na abertura das negociações oficiais entre delegações dos dois países nas quais a parte brasileira foi liderada pelo seu homólogo, Aloysio Nunes.

Manuel Augusto referiu que o encontro serviu para reafirmar o compromisso de continuar a fortalecer e aperfeiçoar os laços de amizade e de cooperação que unem os dois países e povos.

De acordo com o ministro, o encontro serviu para passar em revista o estado da cooperação e avaliar os resultados alcançados nos diversos domínios, bem como estancar os possíveis constrangimentos existentes que impedem o desenvolvimento harmonioso dessas relações.

“Estamos convencidos que essa visita irá contribuir para o seu engrandecimento, conferindo-lhe uma nova dinâmica que conduza os dois estados ao progresso e bem-estar comum”, disse.

Fez saber igualmente que Angola atribui um significado especial às relações existentes com a República Federativa do Brasil, que simbolizam um percurso cheio de realizações e um futuro promissor.

Isto, de acordo com Manuel Augusto, por existir vontade política e interesse vital do desenvolvimento da cooperação em áreas como energia, agricultura, agro-indústria, indústria transformadora, saúde, educação, ensino superior e económico-financeira.

Ainda no domínio económico, o ministro referiu que, apesar das dificuldades que os dois países enfrentam, os dois governos devem encontrar soluções viáveis para ultrapassa-las.

Novo instrumentos jurídicos  

Ainda esta sexta-feira, foram assinados dois novos instrumentos jurídicos, sendo o primeiro o Protocolo de Entendimento entre o Instituto de Relações Internacionais (ISRI) e o Instituto Rio Branco na área de formação de quadros, isto pelos responsáveis da diplomacias dos dois países, respectivamente Manuel Augusto e Aloysio Nunes.

De igual modo, rubricaram o Memorando de entendimento entre o Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) e a fundação brasileira Alexandre de Gusmão, Alfredo Dombe (Angola) e Sérgio Lima (Brasil).

Histórico das relações politico-diplomáticas

As repúblicas de Angola e Federativa do Brasil estabeleceram relações político-diplomáticas a 12 de Novembro de 1975, um dia após a proclamação da independência dos angolanos, e em Junho de 1980, assinaram em Luanda o Acordo de Cooperação Económica, Científica e Técnica, instrumento jurídico que define o quadro legal para a cooperação entre os dois países.

Já em 2010, os países estabeleceram a Parceria Estratégica que colocou estas relações num novo patamar.

 

Fonte:http://www.angop.ao/angola/pt_pt/noticias/politica/2018/1/6/Angola-Brasil-estabelecem-nova-dinamica-cooperacao-bilateral,08d4e988-5a49-4fa2-862a-20f655df3ba2.html

Ministro das Finanças de Angola visita o Brasil em busca de reabertura de linha de crédito

                  Archer Mangueira, ministro das Finanças de Angola                                   Foto: Angop

De acordo com uma nota de imprensa do Ministério das Finanças, a visita do governante angolano inclui a negociação para a reabertura dos desembolsos da Linha de Crédito para o financiamento de alguns projetos de investimento público, inscritos no Orçamento Geral do Estado de 2018.ministro das finanças1

Durante a visita a Brasília estão previstos, entre outros, encontros oficiais com os ministros das Relações Exteriores e da Fazenda do Brasil, respectivamente Aloysio Nunes e Henrique Meirelles, bem como Paulo Rebelo de Castro, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES).39261213464_6fd721ee26_b

Ainda em Brasília, Archer Mangueira vai reunir-se com vários CEO de empresas brasileiras com interesses em Angola, assim como altos responsáveis de instituições financeiras internacionais, como o Credit Suisse, o Standard Bank e o Banco UBS.26099171688_6edc5955da_b.jpg

O BNDES já financiou vários projetos de impacto socioeconômico em Angola,  na sua maioria realizados pelo grupo brasileiro Odebrecht, no centro do escândalo de corrupção em torno da estatal de petróleos Petrobras, investigado pelas Justiça, com realce para a construção da Barragem Hidroelétrica de Laúca, a Barragem de Cambambe, o sistema de abastecimento de águas às cidades de Benguela, Lobito e Catumbela, a construção da Via Expresso Luanda-Viana, a construção do Aeroporto Internacional da Catumbela e a construção do Pólo Industrial de Capanda, entre outros.

 

https://africa21digital.com/2018/01/29/34633/

Ex-Embaixadores dos Estados Unidos pedem a Trump para reavaliar suas opiniões sobre a África

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Prezado Sr. Presidente,

Como ex-embaixadores dos EUA em 48 países africanos, escrevemos para expressar nossa profunda preocupação com os relatos de suas recentes observações sobre países africanos e para atestar a importância de nossas parcerias com a maioria dos cinquenta e quatro países africanos. A África é um continente de grande talento humano e rica diversidade, bem como extraordinária beleza de recursos naturais quase incomparáveis. É também um continente com profundos laços históricos com os Estados Unidos.

Como embaixadores americanos no exterior, vimos as complexas e ricas culturas de África, um acolhimento impressionante e uma generosidade e compaixão de tirar o fôlego. Mesmo que haja algumas nações enfrentando desafios, contamos entre nossos contatos empresários dinâmicos, artistas talentosos, ativistas comprometidos, ambientalistas apaixonados e educadores brilhantes. Aprendemos a dar novas soluções a problemas complexos, ajudamos as empresas americanas a encontrar parceiros críticos para o sucesso e a contarmos  com funcionários públicos,  militares  de inteligência africanas que muitas vezes assumiram riscos reais para ajudar a alcançar resultados críticos para nossa segurança.

Sabemos que o envolvimento respeitoso com esses países é uma parte vital da proteção de nossos próprios interesses nacionais. Os Estados Unidos da América são mais seguros, mais saudáveis, mais prósperos e melhor equipados para resolver problemas que enfrentam toda a humanidade quando trabalhamos, ouvimos e aprendemos com nossos parceiros africanos. Nós também sabemos que o mundo inteiro é mais rico por causa das contribuições dos africanos, incluindo os muitos americanos de ascendência africana.

 
Foi uma das maiores honras de nossas vidas  representar os Estados Unidos da América no exterior. Também foi um privilégio viver e aprender com os diversos e esplendidos países  da África. Esperamos que você reavalie suas opiniões sobre a África e seus cidadãos e reconheça as importantes contribuições que os africanos e os afro-americanos criaram e continuam a fazer em nosso país, nossa história e os laços duradouros que sempre ligará a África e os Estados Unidos.

Atenciosamente,

Mark L. Asquino – Equatorial Guinea
Shirley E. Barnes – Madagascar
William (Mark) Bellamy – Kenya
Eric D. Benjaminson – Gabon, Sao Tome and Principe
Michele Thoren Bond – Lesotho
Parker W. Borg – Mali
Aurelia E. Brazeal – Kenya, Ethiopia
Pamela Bridgewater – Benin, Ghana
Reuben E. Brigety II – African Union
Kenneth L. Brown – Ivory Coast, Ghana, Republic of the Congo
1Steven A. Browning – Malawi, Uganda
Edward P. Brynn – Burkina Faso, Ghana
John Campbell – Nigeria
Katherine Canavan – Botswana
Timothy Carney – Sudan
Johnnie Carson – Uganda, Zimbabwe, Kenya, Assistant Secretary of State for African Affairs
Phillip Carter – Ivory Coast, Guinea-Conakry
Herman Cohen – Senegal, Assistant Secretary of State for African Affairs
Frances D. Cook – Burundi, Cameroon
Walter L. Cutler – Democratic Republic of the Congo, Tunisia
Jeffrey S. Davidow – Zambia
Ruth A. Davis – Benin, Director General of the Foreign Service
Scott H. DeLisi – Uganda, Eritrea
Christopher Dell – Angola, Zimbabwe, Deputy Ambassador at AFRICOM
Harriet Elam-Thomas – Senegal, Guinea-Bissau
Gregory W. Engle – Togo
James F. Entwistle – Nigeria, Democratic Republic of the Congo
Robert A. Flaten – Rwanda
Robert S. Ford – Algeria
Patrick Gaspard – South Africa
Michelle D. Gavin – Botswana
Donald H. Gips – South Africa
Gordon Gray – Tunisia
Robert E. Gribben – Central African Republic, Rwanda
Patricia McMahon Hawkins – Togo
Karl Hofmann – Togo
Patricia M. Haslach – Ethiopia
Genta Hawkins Holmes – Namibia
Robert G. Houdek – Uganda, Eritrea
Michael S. Hoza – Cameroon
Vicki J. Huddleston – Madagascar, Mali
Janice L. Jacobs – Senegal
Howard F. Jeter – Botswana, Nigeria
Dennis C. Jett – Mozambique
Jimmy J. Kolker – Burkina Faso, Uganda
Edward Gibson Lanpher – Zimbabwe
Dawn M. Liberi – Burundi
Princeton N. Lyman – Nigeria, South Africa
Jackson McDonald – The Gambia, Guinea
James D. McGee – Swaziland, Madagascar, Comoros, Zimbabwe
Roger A. Meece – Malawi, Democratic Republic of the Congo
Gillian Milovanovic – Mali
Susan D. Page – South Sudan
David Passage – Botswana
Edward J. Perkins – Liberia, South Africa, Director General of the Foreign Service
Robert C. Perry – Central African Republic
Thomas R. Pickering – Nigeria
Jo Ellen Powell – Mauritania
Nancy Powell – Uganda, Ghana
Anthony Quainton – Central African Republic
Elizabeth Raspolic – Gabon, Sao Tome and Principe
Charles A. Ray – Zimbabwe
Fernando E. Rondon – Madagascar, Comoros
Richard A. Roth – Senegal, Guinea-Bissau
Robin Renee Sanders – Republic of the Congo, Nigeria
Mattie R. Sharpless – Central African Republic
David H. Shinn – Burkina Faso, Ethiopia
A. Ellen Shippy – Malawi
George M. Staples – Rwanda, Cameroon, Equatorial Guinea, Director General of the Foreign Service
Linda Thomas-Greenfield – Liberia, Director General of the Foreign Service, Assistant Secretary of State for African Affairs
Jacob Walles – Tunisia
Lannon Walker – Senegal, Nigeria, Ivory Coast
Melissa F. Wells – Cape Verde, Guinea-Bissau, Mozambique, Zaire (Congo-Kinshasa)
Joseph C. Wilson – Gabon, Sao Tome and Principe
Frank G. Wisner – Zambia, Egypt
John M. Yates – Cape Verde, Benin, Cameroon, Equatorial Guinea, Permanent Charge (3 years) Zaire, Special Envoy for Somalia
Mary Carlin Yates – Burundi, Ghana, Sudan
Johnny Young – Sierra Leone, Togo

Brasil reaproxima-se de Angola e reabrirá linha de crédito.

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Josina de Carvalho

O Brasil poderá reabrir a linha de crédito fornecida pelo Banco de Desenvolvimento Económico e Social do Brasil, através de empresas brasileiras  que têm compromisso de vender bens e serviços em Angola, anunciou o embaixador daquele país.

Fotografia: Jaimagens | fotógrafoEm entrevista ao Jornal de Angola, Paulino Neto explicou que a suspensão da linha de crédito decorreu no âmbito da operação “Lava Jato” e que as empresas envolvidas fizeram um acordo com o Ministério Público, que neste momento analisa essa situação jurídica complexa, para a retomada da linha de crédito para Angola e outros países.
A suspensão, referiu, gerou um impacto inegável nas relações comercias com Angola, mas as relações diplomáticas e políticas continuam muito próximas e fraternas. O embaixador  garantiu que as autoridades dos dois países estão a trabalhar para que a situação seja resolvida no próximo ano. “Acho que  a partir de 2018 teremos uma luz no fundo do túnel”, reforçou.

Visita de Estado
O diplomata disse que as autoridades brasileiras aguardam uma resposta positiva do convite do Presidente Michel Temer ao Presidente João Lourenço para fazer uma visita de Estado ao Brasil no primeiro semestre do próximo ano.
Em declarações este diário, no final da visita de cortesia ao Jornal de Angola, para conhecer as suas instalações e o seu funcionamento, o diplomata brasileiro disse que entregou recentemente o convite oficial ao ministro angolano das Relações Exteriores, Manuel Augusto, mas até ao momento não obteve uma resposta formal da parte angolana. “Acreditamos que a resposta será positiva”, disse o embaixador, revelando ainda que as autoridades do seu país pretendem que a visita de Estado do Presidente João Lourenço tenha a mesma dimensão da sua visita efectuada recentemente à África do Sul.brasil e angola

Pedidos de asilo

Paulino Neto informou igualmente que autoridades brasileiras receberam três mil  pedidos de asilo político de cidadãos angolanos, que estão a ser analisados pelo Conselho Brasileiro de Refugiados.
Enquanto aguardam a decisão deste órgão colegial, que integra representantes do governo e da sociedade civil, o embaixador assegurou que estes angolanos requerentes de estatuto de refugiado podem viver no Brasil e beneficiar de assistência médica e social.
O diploma alertou que o governo brasileiro não vê motivos para ceder ao pedido dos angolanos, uma vez que não estão a ser perseguidos por razões políticas, nem religiosas. “Nos parece que os pedidos são impertinentes, mas como os poderes públicos no Brasil têm cada um a sua função, vão analisar os casos a nível do Conselho de Refugiados”, disse, adiantando que os pedidos de asilo por condições de vida precária no país de origem também não dão direito ao estatuto de refugiado.
Aos angolanos que pretendam fazer o mesmo pedido, Paulino Neto aconselha a desistirem da ideia, podendo apenas solicitar  vistos de turista, de trabalho, temporários para os estudantes ou de outra natureza com a devida justificação.
Relativamente à sua visita ao Jornal de Angola, Paulino Neto disse ter sido a primeira vez e ficou “bem impressionado” com o seu funcionamento, sobretudo porque no Brasil não existem jornais públicos. “Temos um sistema de comunicação social apenas com uma televisão e rádio públicas, cuja programação é distribuída a nível nacional, mas não é obrigatório que  esta seja retransmitida por  órgãos privados”, explicou.
Por ser o principal jornal diário e noticioso do país, considerou a publicação um guia dos temas candentes da sociedade e de leitura obrigatória. “Sei que o Jornal está a passar por um período de transição. Vamos acompanhar com interesse esse novo período e o seu conteúdo com maior curiosidade”.800px-Map_of_South_Atlantic_Cable_System_route.svg

                                              Procedimentos para vistos estão mais acessíveis e rápidos

O embaixador do Brasil em Angola aconselhou os cidadãos angolanos a dispensarem os intermediários para obtenção de vistos, em troca de compensação financeira.
Paulino Neto disse que o pedido de vistos de entrada para o Brasil e os procedimentos para a sua obtenção já estão acessíveis  e mais rápidos com a entrada em funcionamento, desde o mês de  Setembro, do Centro de Processamento de Dados denominado “Visa Center”, gerido por uma empresa de renome internacional.
Há um ano no cargo, Paulino Neto disse que  os requisitos contestados anteriormente, particularmente a obrigação de uma renda igual ou superior a 400 mil kwanzas, foram eliminados, porque a maioria dos angolanos não aufere tal salário. “Podem ir ao site da embaixada ver os requisitos e entregar directamente o processo ao Visa Center e não vão pedir 100.000 kwanzas para o visto, como já ouvi”, garantiu o diplomata, dando a conhecer que o visto de entrada é tratado em dez dias úteis.
Em média, informou, são passados cerca de 20.000 vistos de entrada  por ano. O número reduziu nos últimos anos devido à crise económica que Angola vive, mas nos últimos meses, frisou, tende a elevar-se. Para facilitar os cidadãos angolanos que viajam com frequência para o Brasil, Paulino Neto disse que a embaixada está a conceder vistos de um ano para múltiplas entradas e já não perdem validade após 90 dias sem o seu  uso. No futuro, disse, terão validade de dois anos.  “Esperamos melhorar ainda mais o atendimento e a rapidez no processamento de vistos”, disse o diplomata, acrescentando que vivem em Angola cerca de 15.000 brasileiros.

Chanceler brasileiro de volta à Africa pela segunda vez

37477862580_690399599d_bEntre os dias 11 e 16 de outubro (2017), o Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, esteve em sua segunda viagem oficial ao continente africano. Na primeira oportunidade, em maio deste ano (2017), ele visitou cinco países: África do Sul, Botsuana, Malawi, Moçambique e Namíbia. Desta vez, foi a outros quatro: Gana, Nigéria, Costa do Marfim e Benin.

Conclusão da assinatura de Protocolo Trilateral de cooperação – Gana, ABC (Brasil) e GIZ (Alemanha) – sobre a produção de caju

Antes do início do período de viagens, o Chanceler publicou artigo no jornal Folha de São Paulo, no qual enaltecia as relações Brasil-África, denominando-as de “parceria natural”. Lá, realçou algumas conquistas econômicas, como o crescimento médio do PIB africano nos últimos anos, que ampliou o consumo e a participação dos cidadãos na classe média. Em decorrência disso, o Chanceler mencionou a participação brasileira em exportações para o continente, que somaram quase US$ 8 bilhões de dólares em 2016.

No primeiro quarto da viagem, Nunesvisitou a capital de Gana, Acra, onde teve uma audiência com o presidente Nana Akufo-Addo. Entre as principais realizações dos encontros que se seguiram a essa audiência está a reunião com o Ministro da Agricultura e Abastecimento, Owusu Afryie Akoto, para a assinatura de acordo de cooperação sobre a produção de caju, na qual também participa a agência de cooperação alemã, GIZ.

Segundo nota publicada na página oficial do Itamaraty no Facebook, essa iniciativa objetiva ampliar a produtividade e a competitividade do setor no país. O Brasil ainda possui outros dois projetos de cooperação em execução em Gana, sendo eles voltados para o reforço à alimentação escolar.

O próximo destino foi a Nigéria, que tem se destacado como uma das principais economias africanas. O Chanceler foi recebido pelo ministro dos Negócios Exteriores, Geoffrey Onyeama. Na ocasião, discutiram sobre acordos, ainda em negociação, nas áreas de cooperação e facilitação de investimentos; transferência de presos; desenvolvimento agrícola; e extradição.

Aloysio Nunes na Costa do Marfim

A oportunidade também serviu para que Aloysio Nunes se encontrasse com o Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, Chefe Audu Ogbeh. Eles conversaram sobre o Programa Mais Alimentos Internacional (PMAI), do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) brasileiro, que objetiva fornecerlinhas de créditos para agricultores familiares africanos comprarem maquinários e demais equipamentos agrícolas. Além disso, debateram a situação da pecuária na Nigéria.

Entre os dias 13 e 15, foi a vez de o chanceler estar no Benin. Ele foi recebido pelo presidente Patrice Tolon e teve audiência com o Ministro dos Negócios Estrangeiros e de Cooperação. Basicamente, discutiram sobre a ampliação da cooperação em áreas-chave. Atualmente, existem quatroprojetos em execução neste país, sendo um deles o Cotton-4, que trata da difusão de práticas brasileiras no cultivo de algodão. Inclusive, em seuartigo, Nunes também afirmou que esta iniciativa representa benefícios para o Brasil, a partir dos novos cultivos criados e das expertises adquiridas pelos técnicos brasileiros em ação, especificamente os funcionários da Embrapa.

Na última parte da viagem, o Chanceler esteve na Costa do Marfim em audiência com o presidente Alassane Ouattara e com o Ministro dos Negócios estrangeiros, Marcel Anon-Tanoh. Eles discutiram a ampliação da cooperação bilateral em diversas agendas e concordaram em buscar soluções para a suspensão temporária das exportações de cacau para o Brasil.cogte ivoire presidente

A comercialização foi suspensa por questões fitossanitárias, como o riscode praga. Para tanto, Nunes propôs que o Governo criasse um grupo técnico para fazer uma visita ao Brasil e receber capacitações sobre normas e procedimentos que podem ser úteis para a solução do impasse. Além do cacau, a Costa do Marfim também exporta para o país peixes, crustáceos e outros produtos de origem animal.

http://www.jornal.ceiri.com.br/segunda-visita-do-chanceler-brasileiro-africa/

Embaixadas de Portas Abertas visita o Gabão

Estudantes do Centro de Ensino Fundamental 21 de Taguatinga estiveram na residência oficial do país africano nesta quinta-feira (24)

LARISSA SARMENTO, DA AGÊNCIA BRASÍLIA

Trinta alunos do Centro de Ensino Fundamental 21 de Taguatinga conheceram hoje um pouco da cultura do Gabão, por meio do Embaixada de Portas Abertas.

O embaixador do Gabão, Jacques Michel Moudoute-Bell, e a embaixatriz, Julie Pascale Moudoute-Bell.
O embaixador do Gabão, Jacques Michel Moudoute-Bell, e a embaixatriz, Julie Pascale Moudoute-Bell. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Na visita à residência oficial do país africano, no Lago Sul, eles puderam assistir a documentários e experimentar comidas típicas. Além disso, conheceram artefatos locais como máscaras, esculturas, roupas e adereços.

Idealizadora do programa, a colaboradora do governo Márcia Rollemberg participou do encontro de hoje e ressaltou as semelhanças do Brasil com o Gabão, por causa da origem africana. “Conhecer os países da África é sempre uma descoberta do próprio Brasil.”

Ela reafirmou ainda que cuidar das crianças é uma prioridade de governo — as atividades do Embaixadas de Portas Abertas fazem parte do programa Criança Candanga, conjunto de políticas públicas voltadas para a infância e a adolescência em Brasília.

O embaixador do Gabão, Jacques Michel Moudoute-Bell, disse ter aceitado o convite de imediato porque acredita que crianças são os melhores canais para captar informação. “É muito bom ajudar meninos e meninas dessa idade a conhecerem um novo país.”

A embaixatriz local, Julie Pascale Moudoute-Bell, fez questão de mostrar como o prato oferecido foi feito. Segundo ela, a culinária gabanesa é parecida com a brasileira. Foi servido aos alunos espinafre com camarão e algumas receitas com banana-da-terra.

A embaixatriz do Gabão, Julie Pascale Moudoute-Bell, demonstrou aos alunos e à colaboradora do governo e idealizadora do projeto, Márcia Rollemberg, como a banana-da-terra é amassada em pilão de madeira
A embaixatriz do Gabão, Julie Pascale Moudoute-Bell, demonstrou aos alunos e à colaboradora do governo e idealizadora do projeto, Márcia Rollemberg, como a banana-da-terra é amassada em pilão de madeira. Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Na cozinha da residência, Julie demonstrou como a banana é amassada com a ajuda de um grande pilão de madeira, o que é, de acordo com ela, uma tradição.

Entusiasmado após ter contato com a comida diferente, o estudante Guilherme Kauã, de 11 anos, ficou com vontade de conhecer mais países. “Foi uma experiência nova aprender sobre outras culturas”, disse.

Segundo o colega Ryckellme de Souza, também de 11 anos, o interessante foi ver as esculturas de pedras raras apresentadas. “A gente ganha aprendizado, antes eu não conhecia o Gabão.”

Para a coordenadora da escola, Alexandra Pereira, apresentar novas possibilidades para os alunos é importante para ampliar a visão de mundo deles. “É aumentar em cada um o sonho de ir mais longe e construir uma vida diferente.”

O programa Embaixadas de Portas Abertas tem como objetivo proporcionar visitas de estudantes de 9 a 11 anos da rede pública às representações diplomáticas sediadas na capital do País.

As atividades ocorrem às quintas-feiras, e os alunos conhecem mais sobre a história, a geografia, a cultura e a língua dos 12 países que até agora se tornaram parceiros na iniciativa. gabão é a segunda representação diplomática a receber alunos neste ano. A primeira foi a de Israel, em 17 de agosto. A próxima será a Embaixada do Chile, na quinta-feira (31).

Neste ano, ainda estão previstas visitas às embaixadas dos seguintes países: Paraguai, Nicarágua, Argélia, Países Baixos, Coreia do Sul, China, Vietnã, Suécia e Itália.

Embaixadas interessadas em participar devem procurar a Assessoria Internacional do governo de Brasília, pelo e-mail assessoria.internacional@buriti.df.gov.br.

Desde a criação do piloto do projeto, em 2015, 500 crianças já participaram.

Grupo Parlamentar Brasil-Marrocos é criado com a presidência de Cristovam Buarque

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Senadores reuniram-se nesta quarta-feira para criar o colegiado, presidido por Cristovam Buarque (PPS-DF). Objetivo é incentivar as relações entre os poderes legislativos dos dois países.

 Senadores brasileiros instalaram na tarde de quarta-feira (09) no Senado Federal, em Brasília (DF), o Grupo Parlamentar Brasil-Marrocos, que visa incentivar as relações bilaterais entre os poderes legislativos dos dois países. Proposto originalmente em 2015, o “grupo de amizade”, como foi chamado pelos presentes na reunião, elegeu o senador Cristovam Buarque (PPS-DF) como seu presidente.

O grupo parlamentar teve a sua criação aprovada em outubro de 2015 na forma do Projeto de Resolução do Senado (PRS) 20/2015, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ). A proposta prevê que a cooperação interparlamentar ocorra por meio de visitas recíprocas, troca de publicações e trabalhos legislativos, além da realização de congressos, seminários, simpósios, debates, conferências, estudos e encontros direcionados para áreas específicas.

O relator da matéria foi o senador Cristovam Buarque (PPS-DF). Ele argumenta, em seu voto favorável à criação do colegiado,  que a “atuação do Grupo Parlamentar Brasil-Marrocos contribuirá para o estreitamento das relações entre as duas nações, ao possibilitar o conhecimento mútuo entre os respectivos parlamentos”. O senador também destaca que o Marrocos é um país-chave no contexto africano e de política externa extremamente ativa e multidirecionada.

 

“O mundo ficou global, mas os parlamentos são ainda muito locais. Cada vez mais vamos ter que abrir as nossas relações e nossos contatos”, afirmou Buarque, que destacou a relação de proximidade que o Brasil possui com o país do Norte da África.

Compõem ainda a diretoria executiva a senadora Ana Amélia (PP-RS) e o senador Jorge Viana (PT-AC), vice-presidentes, e Antonio Anastasia (PSDB-MG), Armando Monteiro (PTB-PE) e José Agripino (DEM-RN), secretários. Acir Gurgacz (PTB-RO), Fernando Collor (PTC-AL), Roberto Requião (PMDB-PR) e Wilder Morais (PP-GO) também fazem parte do grupo, que é de livre adesão.

Collor, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado Federal, presidiu a reunião. Ele esteve no Marrocos no mês passado, onde reuniu-se com parlamentares do país africano que prometeram visitar o Senado brasileiro ainda este ano. “A missão deverá vir em outubro ou em novembro, talvez coincidindo com a visita do ministro das Relações Exteriores Nasser Bourita ao Brasil”, disse o senador.

A visita do chanceler marroquino está prevista para o começo de novembro. Na ocasião, deverão ser retomadas as negociações técnicas para o acordo de comércio entre o Marrocos e o Mercosul.

O embaixador do Marrocos em Brasília, Nabil Adghoghi, presente na reunião, afirmou que é vontade do país africano avançar nesse assunto. “Esperamos dentro em breve alcançar um acordo de livre-comércio com o Mercosul. Não é possível darmos as costas a um mercado tão promissor como este”, disse, após lembrar que o Marrocos possui acordos bilaterais com União Europeia, Turquia, países do Golfo e Estados Unidos, entre outros.

Outros acordos entre os dois países também devem ser assinados nos campos de defesa e educação, além do Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). Este, segundo Adghoghi, já está pronto, só esperando pelo momento oportuno para a assinatura. “2017 está sendo um ano rico e muito promissor para as relações entre o Brasil e o Marrocos”, destacou o embaixador.