Empresa de petroleo angolana ajusta produção à quota da OPEP

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Nunca é demais lembrar da dependência  do petróleo na economia angolana que é muito grande e qualquer alteração na produção afeta a profundamente a vida dos angolanos, o mesmo para os nigerianos e venezuelanos .

A Sociedade Nacional de Combustíveis de Angola (Sonangol) ajustou, a partir do dia 1 de Janeiro, a produção diária do petróleo a um milhão e 673 mil barris, o que corresponde à meta atribuída pela OPEP ao país, anunciou a companhia em comunicado.

 

A medida resulta do acordo entre os países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) de 30 de Novembro de 2016, em reduzir a produção de petróleo bruto de 33.7 milhões para 32.5 milhões de barris por dia.

 
A redução estabelecida pela OPEP visa elevar o preço do barril de petróleo bruto no mercado internacional. O corte de produção diária para Angola é de 78 mil barris em relação ao valor de referência considerado pela OPEP de um milhão e 751 mil barris dia.
A Sonangol instruiu formalmente os diferentes operadores em Angola sobre os limites de produção mensais por concessão, baseado no potencial de produção actual de cada uma delas e a programação de intervenções nas mesmas, acrescenta a nota. A produção da OPEP caiu 310 mil barris por dia (bpd) em Dezembro, influenciada, sobretudo, pelas interrupções na produção petrolífera na Nigéria.
Com uma queda de 200 mil barris – para os 1,45 milhões de barris por dia em Dezembro -, a produção petrolífera da Nigéria perdeu três meses de ganhos no último mês de 2016,  quando teve dificuldades para repor a capacidade de produção afectada por ataques militares a infra-estruturas de produção um ano antes. A produção da Arábia Saudita caiu cerca de 50 mil bpd, enquanto a da Venezuela caiu 40 mil. “A produção do crude na Nigéria, em Dezembro, teve um impacto significativo uma vez mais, em grande parte devido à manutenção de um campo de produção, bem como de uma greve dos trabalhadores portuários”, disse a agência de notícias económicas Bloomberg Amrita Sen, analista da consultora Energy Aspects, em Londres.
A queda da produção em Dezembro acontece numa altura em que a OPEP, que controla 40 por cento da oferta mundial, leva avante o acordo estabelecido em Novembro para limitar a produção do petróleo e equilibrar o mercado. O acordo, que inclui países não membros da OPEP como a Rússia, revela-se histórico, nota a Bloomberg, porque o corte estabelecido foi de 1,8 milhões de barris por dia a partir deste mês de Janeiro.
Apesar da queda verificada na produção, no total, a OPEP produziu 33,1 milhões de barris de petróleo por dia em Dezembro, declararam analistas consultados pela Bloomberg.

Medidas de contenção

Em Novembro, a produção da organização chegou aos 33,41 milhões de barris por dia, e aos 34,14 milhões de barris caso se tenha em conta a produção petrolífera na Indonésia. Em Janeiro, e com o acordo estabelecido, estima-se que a produção na Indonésia caia para os 32,5 milhões de barris por dia.
Por seu turno, a petrolífera estatal saudita Saudi Aramco começou a negociar com os seus clientes internacionais possíveis cortes de 3,00 a 7,00 por cento nos carregamentos de petróleo em Fevereiro, para cumprir o acordo de cortes acertado no âmbito da OPEP. Submetida ao acordo, a Arábia Saudita, maior exportador mundial de petróleo, aceitou cortar a produção em 486 mil bpd, ou 4,61 por cento da produção de Outubro, de 10,544 milhões de bpd.
Em Novembro, a nova administração da Sonangol anunciou medidas de contenção que permitiram poupar 240 milhões de dólares nos primeiros cinco meses em funções.
A companhia garantiu na altura que as acções, enquadradas no processo de reestruturação, visam “tornar a Sonangol uma empresa mais eficiente e eficaz, diminuindo custos, racionalizando recursos e optimizando processos”.
As poupanças foram feitas, lê-se ainda, com medidas de contenção de custos e de reforço de eficiência para aumentar a rentabilidade no negócio de petróleo e gás, como o “cancelamento de contratos de ‘shipping’ não prioritários”, a optimização do número de navios rebocadores e de cabotagem ou o início da distribuição de produtos derivados do petróleo por transporte ferroviário, entre Lobito e Luena.
Também foram negociados ou cancelados contratos a nível central e nas subsidiárias do grupo Sonangol, bem como revistos modelos de operação e promovida a “racionalização de diversos gastos e consumos considerados supérfluos”.
Em termos de investimentos, “com foco na sustentabilidade e na criação de valor para a economia angolana”, foi feita a reavaliação dos investimentos na refinaria do Lobito e no terminal oceânico do Dande, “para assegurar a viabilidade a longo prazo dos investimentos”. A Sonangol afirma igualmente ter identificado áreas da empresa para reforço das competências e arrancou com o “recrutamento interno e externo para colmatar as lacunas identificadas”.
No plano interno, foram criados dez comités de gestão por área de acção, envolvendo administradores.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/sonangol_ajusta_producao_a_quota_da_opep

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Denúncia de corrupção na maior empresa de petróleo de Angola

COMO SE MONOPOLIZA A CORRUPÇÃO NA SONANGOL

Chegamos ao fim de mais um ano, desta vez com novos conceitos de transparência e de gestão que nos prometem dias melhores. É o processo de transformação em curso na Sonangol, a cargo de Isabel dos Santos, que muitos aplaudem como sendo uma vassourada contra os corruptos que faziam da Sonangol um bataclã.

A recente varridela do conselho executivo da Sonangol Pesquisa e Produção (P&P), a galinha dos ovos de ouro da Sonangol E.P. (Empresa Pública), foi o ponto alto. Mas, tendo os membros dos anteriores conselhos executivos da P&P sido acusados indiscriminadamente de envolvimento em desvios financeiros, há um pormenor que escapa. Paulino Jerónimo fez parte das administrações da P&P, quer sob a liderança de Sebastião Pai Querido Gaspar Martins (como director de Exploração) quer de Bento Lourenço, o período dos alegados graves desvios financeiros denunciados por Isabel dos Santos. Como pode, então, Paulino Jerónimo ser o presidente da comissão executiva do Conselho de Administração da Sonangol E.P.?

Há uma pergunta que procuramos evitar. Como é que a filha conseguirá gerir com competência e transparência o que o pai não consegue em todos os domínios do Estado, exceptuando a sua capacidade de ficar colado ao poder e manter o saque do país?

Já nos esquecemos de que, em 2009, o presidente José Eduardo dos Santos praticamente acusou o MPLA, o partido no governo e do qual é presidente desde 1979, de não ter feito o seu trabalho de fiscalização dos actos de governo. Essa incúria do MPLA, segundo o presidente, “foi aproveitada por pessoas irresponsáveis e por gente de má-fé para o esbanjamento de recursos e para a prática de acções de gestão ilícitas e mesmo danosas ou fraudulentas”. Ora, o chefe do governo era o próprio presidente! Ou seja, José Eduardo dos Santos, presidente do MPLA, não exerceu o seu papel de líder que deveria ter ordenado uma fiscalização rigorosa dos actos de gestão do governo comandado pelo próprio José Eduardo dos Santos, também presidente da República. Cinismo, hipocrisia, leviandade, falta de vergonha, etc., são sinónimos irrelevantes para explicar essa “autocrítica”.

No mesmo discurso, José Eduardo dos Santos anunciou, então, a implementação da política de tolerância zero contra a corrupção. De lá para cá, há mais corrupção, mais esbanjamento, mais danos, mais fraude. A manutenção de um governo com 35 ministros e 55 secretários de Estado, em tempo de grave crise económica, é a prova inequívoca de que o presidente é o chefe-promotor dos esbanjamentos.

O saque na P&P foi oficializado pelo presidente José Eduardo dos Santos em 1992, quando promulgou a transferência dos 10% da Sonangol P&P para um grupo privado desconhecido mas representado por Albina Assis (na altura, PCA da Sonangol), através da Resolução n.º 4/91 da Comissão Permanente do Conselho de Ministros. Só em 2008 as referidas acções foram devolvidas à petrolífera. Portanto, durante 16 anos, 10% dos lucros da P&P “desapareceram” formalmente por ordem presidencial.

Agora, a filha repete as acções do pai. Paulino Jerónimo, seu número dois, seu adjunto e testa-de-ferro na Sonangol, faz parte do grupo daqueles a quem Isabel dos Santos acusa indiscriminadamente de graves desvios financeiros. Assim fica como, como diz o povo?

Mas vamos dar o benefício da dúvida à filha. Passemos então a uma questão central para aferir a sua capacidade de transparência.

Em seis meses de gestão da Sonangol, na qualidade de presidente do Conselho de Administração, Isabel dos Santos já revelou o custo mensal dos mais de 50 consultores estrangeiros da Boston Consulting Group, Vieira de Almeida e Associados e PwC, que a assessoram? Quanto recebe mensalmente cada uma dessas empresas? Como são pagos? O que fazem realmente? Por exemplo, o PCE demitido da P&P, Carlos Saturnino, tinha um plano de reestruturação da subsidiária sob seu controlo, elaborado com a consultoria das multinacionais Accenture, Capgemini e Deloitte, o qual foi submetido à E.P. Esse plano está a ser usado por Isabel dos Santos, que o apresenta como obra da sua lavra, sob consultoria da BCG.

Qual é o custo do actual Conselho de Administração da Sonangol E.P.? Os trabalhadores só têm conhecimento dos salários auferidos pelos administradores Paulino Jerónimo e César Paxi Pedro. Porquê? A administradora Eunice de Carvalho propalou em encontros com os trabalhadores que estes deveriam ter conhecimento dos benefícios recebidos pelos membros do Conselho de Administração, para se dedicarem ao trabalho e a aspirarem a tais posições. Então, por que razão é que até agora os trabalhadores não sabem quanto ganha a PCA e os outros membros do CA? Na gestão anterior, era do conhecimento público que os salários e outros benefícios dos membros do CA atingiam o equivalente a US $50 mil.

Há mais um elemento que escapa ao cidadão comum. No âmbito do seu processo de transformação, a requalificação dos recursos humanos, envolvendo os mais de oito mil trabalhadores do Grupo Sonangol, está a ser realizada pela Ucall, registada como Youcall, uma empresa particular de Isabel dos Santos criada em 2008.

Quanto é que Isabel dos Santos ganha da Sonangol através dos serviços prestados pela sua empresa Youcall? Para além do Candando (cabazes), da empresa de fachada Wise Intelligence Solutions (consultoria) e da Youcall, a PCA da Sonangol colocou mais uma das suas muitas empresas a prestar serviços à petrolífera nacional. Trata-se da Efacec Power Solutions, que tem recebido mais de dois milhões mensais em pagamentos, ao passo que os outros prestadores de serviço têm os pagamentos congelados.

Quando é que foi anunciado o concurso público para contratação de uma empresa com vista à requalificação dos recursos humanos da Sonangol? E o que dizer da transparência? Quem garante, à semelhança do que fizeram os anteriores conselhos, que esse processo não culmine com o “enchimento” da Sonangol com os amigos e escolhidos de Isabel dos Santos, ao invés do mérito.

Temos, pois, uma situação em que medidas que se impõem na Sonangol estão a ser tomadas mais para benefício pessoal de Isabel dos Santos do que da empresa em si.

 

https://www.makaangola.org/2016/12/como-se-monopoliza-a-corrupcao-na-sonangol/

Quadro macroeconômico de Angola para 2017 é preocupante

Mapa de Angola
 
 
O quadro macroeconômico de referência para o exercício orçamental de 2017 aponta para uma melhoria do desempenho da economia angolana, considerando uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto real de 2,1 por cento, maior do que a projetada para 2016, que foi de 1,1 por cento. O sector petrolífero deve crescer 1,8 por cento e o não petrolífero 2,3 por cento.
 
 
O desempenho do setor não petrolífero angolano é positivamente determinado pelos setores de Energia com 40,2 %, a Agricultura com 7,3 %, a Construção com 2,3 % e a Indústria Transformadora com 4 %, na proporção dos respectivos pesos na composição do Produto Interno Bruto (PIB), sustenta. O OGE 2017 contempla fluxos globais de receita fiscal de 3 mil 667,8 mil milhões de kwanzas e de despesas fiscais fixadas em 4 mil 715,6 mil milhões de kwanzas, correspondendo, respectivamente, a 18,6 % e 23,9 % do PIB, resultando num déficit global de mil e 47,8 mil milhões de kwanzas, ou seja, 5,3 % do Produto Interno Bruto.
O cenário fiscal para 2017 prevê ainda uma redução considerável nas despesas com os subsídios de cerca de 19,3 %, comparativamente ao OGE revisto de 2016, traduzindo uma postura de racionamento de gastos fiscais com as subvenções.
 
 

Angola consolida liderança na produção de petróleo

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A produção petrolífera em Angola alcançou, no ano em curso, uma média diária de 1,775 milhões de barris, colocando o país como o maior produtor africano de petróleo, superando a Nigéria, cuja produção está fixada em 1,468 milhões.

A meta de produção obtida por Angola representa 90 por cento das exportações, 50 PIB (produto interno bruto) e 80 dos seus rendimentos de impostos. Os 1,775 milhões de barris por dia reflectem sobre o aumento na produção de 8.800 diários, face ao mês de Junho deste ano.

Para comprovar a tendência crescente, Novembro teve um valor especial, tendo sido Angola o terceiro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que registou um incremento na produção.

Em Novembro, a produção angolana foi de 24,4 mil barris por dia, a par do Kuwait, que produziu mais 25,9 mil, mas longe da subida da produção iraquiana, que verificou um acréscimo de 247,5 mil barris diários.

A aceleração imprimida na produção interna de petróleo não encontrou uma correspondência no preço de venda no mercado internacional, onde o valor do barril de petróleo, na referência para as exportações angolanas, se situava, em média, no mercado de futuros de Londres, em 45,93 dólares.

Em menos de dois anos, o país viu o barril exportado passar de mais de 100 dólares para vendas médias, no primeiro semestre deste ano, para 36, segundo dados do Ministério das Finanças.
Para contornar as dificuldades económica, financeira e cambial resultantes da forte quebra nas receitas petrolíferas, a Sonangol, numa parceria com os fornecedores do sector, reduziu os custos de produção do barril em 12 dólares. Durante este ano, a insuficiência na produção de refinados se manteve, face à procura do mercado interno. A produção nacional de refinados representou perto de 20 por cento do consumo total interno.
Na implementação dos projectos programados para 2016, o sector petrolífero angolano foi feliz apenas no bloco 15, onde se registou uma produção cumulativa de dois mil milhões de barris de petróleo. sonag
Trata-se de um acumulado da produção de 13 anos, que vem desde o início da operação do bloco em 2003, a partir do projecto de desenvolvimento Xikomba. Com uma área de 4.144 quilómetros quadrados e localizado aproximadamente a 145 quilómetros em águas profundas, a oeste da província do Zaire, no offshore angolano, o bloco 15 produz, actualmente, cerca de 320 mil barris de petróleo por dia.
Na senda do desempenho do sector petrolífero, salta também, entre os destaques, a primeira conferência africana de conteúdo local, evento que reuniu representantes ligados às áreas de petróleo e gás.Contudo, para o registo do ano 2016 fica a queda das receitas brutas da Sonangol, que baixam desde o ano de 2013, ao situar-se, no ano de 2016, em 40.070 milhões de dólares. Em 2014, a receita foi de 24.657 milhões e em 2015 de 16.212 milhões.
As receitas deste ano provenientes da petrolífera angolana Sonangol devem registar uma queda de um terço, posicionando-se em 15,325 mil milhões de dólares, comparativamente aos resultados verificados há quatro anos, de acordo com dados provisórios tornados públicos, recentemente, pelo conselho de administração da companhia nacional de bandeira.

http://jornaldeangola.sapo.ao/…/pais_consolida_lideranca_na…

Exonerada direção da Sonangol, a empresa petrolífera de Angola

 
A presidente do Conselho de Administração da Sonangol, EP, Isabel dos Santos, procedeu ontem à exoneração do presidente da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, Carlos Saturnino Guerra Sousa e Oliveira.
A Sonangol P&P é a empresa do grupo Sonangol que durante a avaliação efectuada apresentou maiores debilidades de gestão e, consequentemente, de desvios financeiros, refere uma nota de imprensa da Sonangol.naom_53623204e3d8f
 
Esta decisão é estendida a toda a Comissão Executiva da referida empresa, sendo também exonerados os vogais Carlos Alberto Figueiredo, Walter Costa Manuel do Nascimento, Guilherme de Aguiar Ventura e Ricardo Jorge Pereira A. Van-Deste.
É indicada, para o cargo de presidente da Comissão Executiva da Sonangol Pesquisa & Produção, Isabel dos Santos, e são nomeados como vogais Edson Santos, Sarju Raikundalia, Bernardo Domingos e Carlos Cardoso.
 
Esta decisão está alinhada com a postura do novo Conselho de Administração da petrolífera de ser consequente com os princípios de rigor e transparência que baseiam a sua gestão.
A Sonangol Pesquisa e Produção é uma subsidiária da petrolífera angolana e tem como objectivo o exercício de atividades de prospecção, pesquisa e produção de hidrocarbonetos líquidos e gasosos. A operar desde 1994, tem hoje uma produção de 46.000 barris por dia. A Sonangol P&P é parceira em vários blocos em Angola, Brasil, Cuba e Iraque.
 
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Em entrevista ao diário económico britânico “Financial Times” (FT), Isabel dos Santos assumiu que a Sonangol perdeu “o foco no seu negócio ‘core’, o petróleo”, razão pela qual a petrolífera vai ser dividida em três unidades: exploração e produção, logística e uma divisão que agregue as concessões petrolíferas às companhias estrangeiras. Já os negócios que não tenham a ver com a actividade petrolífera serão reunidos num fundo- há mais de 90 empresas e até um clube de futebol que vão integrar esta entidade.
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“Não estávamos a controlar os nossos activos – os nossos activos no petróleo – tanto quanto queríamos e, principalmente, faltava-nos visão estratégica”, declarou Isabel dos Santos ao FT. “A minha visão é tornar a Sonangol muito rentável”, acrescentou a responsável.
Desde que Isabel dos Santos assumiu o controlo da Sonangol, a dívida da companhia estatal baixou dos 13,6 mil milhões de dólares em 2015 para os 9,8 mil milhões de dólares este ano. E a sua intenção é reduzir ainda mais o nível de endividamento, para os oito mil milhões de dólares até final do próximo ano. Pressionada pelos baixos preços do petróleo, a Sonangol viu os lucros caírem dos três mil milhões em 2013 para os 400 milhões este ano.
 
“Até 2021 ou 2022 esta companhia estará numa situação completamente diferente”, assume a empresária, adiantando que não vai haver lugar a pagamento de dividendos este ano (o Estado é o único accionista), enquanto tenta reequilibrar as contas da Sonangol.
“Elaborámos um plano com o Governo para explicar a situação financeira da empresa e isso foi importante para reduzir a dívida, no sentido de reforçar a capacidade para investir no futuro. Investir no desenvolvimento de novos campos petrolíferos é crítico para nós”, afirmou.
 
 

São Tomé e Príncipe rescinde contrato com petrolífera angolana

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
O governo de São Tomé e Príncipe, liderado por Patrice Trovoada, rescindiu contrato com a petrolífera angolana Sinoangol, com sede em Luanda, por «incumprimento e violação do contrato de partilha de produção do Bloco 2 da zona marítima», anunciou o diretor da Agência Nacional de Petróleo (ANP), citado pelo site macauhub.

Em comunicado, Orlando Pontes sublinha ainda que «entre vários incumprimentos e violações, a Sinoangol jamais prestou ao Estado são-tomense informações relativas ao montante recebido da transferência de 30% de interesses participativos no Bloco 2, a 31 de março de 2014».

«Além da violação sistemática e continuada das leis das operações de tributação e receitas petrolíferas», o comunicado adianta que a Sinoangol «jamais permitiu sequer o cálculo e pagamento a São Tomé e Príncipe do respetivo imposto em virtude da transferência de 30%».

Consultora independente audita contas da Sonangol

 

Fotografia: Jaimagens.com

As contas da Sonangol deste ano e o fecho do ano fiscal vão ser submetidos a uma auditoria externa pela consultora independente PricewaterhouseCoopers (PwC), anunciou a companhia num comunicado.

A decisão de contratação foi tomada pelo Conselho de Administração a 27 de Setembro, após uma reavaliação do concurso anterior, em que participaram quatro empresas de auditoria, tendo a PwC “apresentado a proposta financeira mais vantajosa” para a empresa.
Em processo de reestruturação para se concentrar na actividade de concessionária do sector petrolífero, a Sonangol justifica a contratação de “serviços de auditoria para o segundo semestre e fecho do ano fiscal de 2016” como uma medida que “faz parte de uma nova cultura e de uma nova forma de trabalhar”, que “prima pela redução de custos, pelo rigor e pela transparência.”
“Com esta adjudicação, a Sonangol-EP conta que a reputação nacional e internacional de independência e qualidade da PwC possam contribuir para o reforço da qualidade dos processos internos de ‘compliance’ e para a qualidade e credibilidade das contas do grupo”, conclui a nota. A Sonangol garantiu 65 por cento das receitas que o Estado angolano angariou em Agosto com a exportação de crude, totalizando 77.822 milhões de kwanzas (421 milhões de euros), uma quebra de 1,6 por cento em relação ao mês anterior.
Os dados constam de um relatório do Ministério das Finanças e comparam com os 84.659 milhões de kwanzas (458 milhões de euros) arrecadados em Junho, que foi então o melhor registro da Sonangol em 2016. O barril exportado por Angola no primeiro semestre do ano chegou a valer apenas 28 dólares, contra os 45 que o Governo previa arrecadar, segundo o Orçamento Geral do Estado de 2016.
Na revisão aprovada na Assembleia Nacional desceu para 41 (a média esperada para todo o ano). Angola exportou em Agosto 53.906.745 barris de petróleo, mais 2.524.590 face a Julho, a um preço médio que desceu para 43,7 dólares (contra a média de Junho de 46,6), o que totaliza vendas globais de mais de 2,35 mil milhões de dólares num mês. No total, o Estado arrecadou em receitas com a exportação de petróleo, em Agosto, cerca de 119,4 mil milhões de kwanzas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/consultora_independente_audita_contas_da_sonangol

Empresa de petróleo de Angola – Sonangol desmente dívida de mais um bilhão de dólares

 

sonagA Sonangol E.P. desmente categoricamente a notícia veiculada por certo semanário, segundo o qual, a petrolífera nacional tem uma dívida de 1,2 bilhões de dólares norte- americanos junto do Banco Millennium Atlântico (BMA) em regime de empréstimos sindicados.

Em nota de imprensa, a companhia informa que, através da Sonangol Holdings, tem, actualmente, um passivo de cerca de 5 milhões de dólares norte-americanos junto da referida instituição financeira, cujo reembolso está previsto até 31 de Julho de 2017.

Face à magnitude das diferenças apresentadas (cerca de 1,195 bilhões de USD), a Sonangol E.P. condena a notícia veiculada pela sua falta de rigor e pela sua natureza puramente especulativa.

A Sonangol E.P. reitera uma vez mais a aposta num ciclo de transparência, cooperação institucional, rigor e competência que permitam criar uma empresa mais robusta e que melhor contribua para o desenvolvimento econômico e social do País.

 

http://tpa.sapo.ao/noticias/economia/sonangol-desmente-divida-de-usd-12-mil-milhoes-ao-milennium-atlantico

1ª reunião do Conselho de Administração da Sonangol E.P. reúne com operadoras em Luanda



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O Conselho de Administração da Sonangol E.P., sob direção da sua Presidente, Isabel dos Santos, manteve hoje, quinta-feira (09 de Junho), no edifício sede da concessionária angolana, em Luanda, uma reunião informativa com empresas petrolíferas a operar no país.
O encontro, o primeiro do gênero levado a cabo pelo atual Conselho de Administração da Sonangol E.P., teve como objectivo principal apresentar às operadoras os novos membros deste órgão diretivo da empresa, a essência da reestruturação da Sonangol E.P. e do sector petrolífero angolano, assim como as suas vantagens.
Durante a sessão foi realçada a arquitetura hierárquica do sector à luz da nova postura, o objectivo funcional de cada um dos novos entes, a necessidade de manutenção da normal operatividade com o mínimo de constrangimentos possíveis, a pretensão de um exercício com transparência e o incremento da rentabilidade.

Falando à imprensa no final da reunião, o Presidente da Comissão Executiva da Sonangol E.P., Paulino Jerónimo, considerou que, enquanto parceiros, as operadoras devem ter conhecimento do que está a ser planificado no âmbito da referida reestruturação.

A redução de custos de produção foi um dos aspectos que mereceu referência particular do PCE, pois, como afirmou, “este é um tópico actual e muito importante para a nossa indústria”. Ainda a este propósito, Paulino Jerónimo sublinhou que qualquer projecto petrolífero que seja feito neste momento em Angola não terá sucesso sem a redução de custos.

No que concerne à “transparência na gestão”, assunto igualmente abordado pelos jornalistas, a resposta foi dada pela Administradora Executiva da Sonangol E.P. Eunice de Carvalho: “Em termos de transparência, na nossa óptica está já a ser demonstrada. Eu acho que os vários comunicados que foram feitos, as várias apresentações já feitas ao público, foram todas com a intenção de partilharmos os planos para a maior empresa de Angola”.

O novo membro do Conselho de Administração acrescentou que o encontro hoje realizado também constituiu uma oportunidade para a Sonangol E.P. demonstrar, aos parceiros da empresa, a sua transparência. “Vamos continuar a trabalhar desta forma”, concluiu a Administradora.

Entretanto, reagindo à apresentação feita pelo CA da Sonangol E.P., o Director Geral da BP Angola, Darryl K. Willis, realçou a experiência que os novos membros do CA trazem para a petrolífera angolana e o seu otimismo em relação ao futuro.

“Angola tem grande potencial e a direção da empresa (Sonangol E.P.) pediu para trabalharmos juntos para conseguirmos alcançar este potencial, e como membro da indústria estou bastante encorajado e optimista”, disse Darryl Willis, garantindo que a BP vai continuar em Angola por muito mais tempo.

O Director Geral da Chevron, John Bahz, também corrobora da opinião segundo a qual o encontro foi muito proveitoso. John Bahz afirmou que a redução de custos, a transparência e a eficácia anunciados pela Sonangol E.P. são objectivos bons para Angola, que também estão alinhados com os da Chevron.

Para além da Presidente do Conselho de Administração e do Presidente da Comissão Executiva da Sonangol E.P., Isabel dos Santos e Paulino Jerónimo, respectivamente, participaram igualmente da sessão, todos os Administradores Executivos da concessionária nacional, bem como representantes das mais diversas companhias petrolíferas a exercer actividade em Angola.

 

http://www.sonangol.co.ao/English/News/Pages/NewsHome.aspx?NewsID=257

Isabel dos Santos desmente buraco nas contas da Sonangol

Isabel dos Santos, presidente da petrolífera angolana Sonangol, desmentiu, esta terça-feira, pelo Twitter, que tenham sido detetadas imparidades na empresa no valor de 44 mil milhões de euros.

Em causa está uma notícia do jornal “Valor Económico”, replicada hoje pela imprensa internacional, sobre uma avaliação do comité de reestruturação da Sonangol – que Isabel dos Santos já integrava antes da posse como presidente do conselho de administração – que terá encontrado este buraco nas contas da empresa, o equivalente a metade de toda a riqueza produzida em Angola num ano (Produto Interno Bruto).

Confrontada pelos jornalistas na segunda-feira, após a tomada de posse, com esta notícia – que alega discrepâncias entre os fundos recebidos e os investidos pela petrolífera, sobrevalorização de ativos e contratos prejudiciais para o Estado -, Isabel dos Santos não se pronunciou, mas fez o desmentido através do Twitter.

Contudo, em comunicado emitido hoje, a assessoria de imprensa da Sonangol escreve que a administração da petrolífera estatal angolana “desmente categoricamente” a notícia sobre a existência destas imparidades e que a avaliação feita pelo Comité de reestruturação tenha detetado discrepâncias entre os fundos recebidos e investidos pela empresa pública.

“O Comité não efetuou qualquer análise financeira detalhada pelo que é absolutamente falso e descabido o teor da notícia veiculada”, enfatiza-se no comunicado.

Recorda que o trabalho do Comité de Avaliação e Análise para o Aumento da Eficiência do Setor Petrolífero teve como propósito a identificação de “novas formas de organização” para “tornar o setor competitivo e atrativo para os operadores internacionais”, melhorando a “performance” da Sonangol.

“Adicionalmente, pretendeu-se identificar formas de se estabelecer capacidade de produção interna, de apoio à indústria petrolífera em Angola, reduzindo por esta via as importações e custos produtivos”, lê-se ainda.

A petrolífera estatal de Angola apresentou uma queda de 34% na receita do ano passado, face a 2014, registando igualmente uma descida dos lucros na ordem dos 45%, atribuíveis principalmente à queda do preço do petróleo.

A receita total da Sonangol em 2015 foi de 2,2 biliões de kwanzas (11,9 mil milhões de euros).

Na segunda-feira, depois de tomar posse como presidente do conselho de administração e administradora não executiva da Sonangol, a empresária e filha do chefe de Estado angolano, Isabel dos Santos, explicou que o modelo de reestruturação da Sonangol prevê a criação de uma holding operacional, outra de apoio e serviços logísticos e a função concessionária do setor petrolífero propriamente dito, para “aumentar a rentabilidade, a eficácia a transparência” da empresa.

Como presidente da comissão executiva – novo órgão entretanto criado pelo Governo angolano para a petrolífera estatal -, e administrador executivo, tomou posse Paulino Fernando de Carvalho Jerónimo, que transita do conselho de administração anterior, que era liderado desde 2012 por Francisco de Lemos José Maria, exonerado das funções quinta-feira pelo chefe de Estado angolano.

A nova equipa da Sonangol é composta ainda pelos administradores executivos César Paxi Manuel João Pedro, Eunice Paula Figueiredo Carvalho, Edson de Brito Rodrigues dos Santos, Manuel Luís Carvalho de Lemos, João Pedro de Freitas Saraiva dos Santos e Jorge de Abreu.

Conta ainda com os administradores não executivos José Gime, André Lelo e Sarju Raikundalia.

http://www.jn.pt/economia/interior/isabel-dos-santos-desmente-imparidades-na-sonangol-5215957.html