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Política externa do presidente eleito piora as exportações brasileiras

Embarques de carne halal, quando o abate segue os preceitos da religião muçulmana, podem ser os mais prejudicados

Foto: Alexandre Rocha/ Agências de Notícias Brasil-Árabe

Uma retaliação dos países árabes ao Brasil por conta de declarações pró-Israel do presidente eleito, Jair Bolsonaro, teria impacto negativo nas exportações brasileiras a médio prazo, especialmente de carnes, segundo especialistas em comércio exterior. O Brasil é o maior exportador de carne halal do mundo, isto é, quando o abate segue os preceitos da religião muçulmana.

“Não acredito em rompimento de relações diplomáticas e comerciais, mas os árabes poderão preferir outros concorrentes brasileiros, não certificar novas plantas para o abate halal ou não renovar a certificação”, alerta Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Ministério de Indústria e Comércio. Ele destaca que o mercado árabe paga preço adicional pelo produto.

No ano passado, as exportações de frango halal, por exemplo, renderam ao Brasil US$ 3,2 bilhões e responderam por 45% das receitas totais de vendas externas do produto, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

“Algumas palavras políticas hoje poderão ter reflexos negativos na área econômica”, ressalta José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Segundo ele, todos os desencontros que ocorreram na semana pós-eleição mostram a descoordenação da novo governo. “O reflexo negativo recai na economia e, no caso das exportações, o dano só não será maior porque não há fornecedores alternativos a alguns produtos”, pondera.

Castro destaca que, juntos, os países do Oriente Médio representaram 4% das exportações totais brasileiras de janeiro a outubro deste ano, cerca de US$ 8 bilhões, uma participação superior à da África , que foi de 3,4%. O economista ressalta que os países árabes têm muito dinheiro e, por isso, são mercados com potencial de crescimento muito grande.

O presidente da AEB lembra que o Egito é um dos poucos países que o Brasil tem acordo comercial porque negocia muitos produtos, cerca de 800. Isso significa que, a princípio, a retaliação que o país poderia fazer em relação ao produtos brasileiros não seria imediata porque existe um precedente que é o bom relacionamento.

De toda forma, o mercado já coloca no radar os efeitos negativos no lado comercial. A XP Investimentos chamou a atenção para os possíveis impactos futuros desta medida ao agronegócio brasileiro, seja por parte do Egito ou por parte de algum dos outros países envolvidos no conflito Palestina/Israel. O Egito foi o 3.º maior comprador da carne bovina brasileira, 146,95 mil toneladas e participação de 12,1%.

Procurada, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), que reúne os exportadores de carne, não quis se pronunciar. A ABPA, por meio de nota, disse que acredita que esta questão será novamente avaliada no início do novo governo.

Para o diretor da MB Agro, José Carlos Hausknecht, o estremecimento das relações entre Brasil e Egito pode afetar as vendas de açúcar para os países árabes. O Brasil exporta cerca de 28 milhões de toneladas de açúcar por ano-safra. Só para o Egito, foram embarcadas no ano passado 1,5 milhão de toneladas.

“Não dá para se ter um impacto sobre as exportações ainda, mas o bloco árabe é um importante mercado para o Brasil”, disse Hausknecht. Procurada a União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica) não se posicionou

Presidente do Brasil eleito se recusa a falar sobre a situação do Egito

País árabe cancelou a visita em retaliação ao reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel

Talita Fernandes
BRASÍLIA

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), não quis responder a um questionamento feito pelo jornal a  Folha de S. Paulo  sobre o cancelamento de uma vista da diplomacia brasileira  ao governo do Egito.

“Não, outro assunto, outra pergunta aí”, disse o capitão .

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o vice-eleito, general Mourão, participam da sessão solene do Congresso nesta terça (5)
O presidente eleito, Jair Bolsonaro, e o vice-eleito, general Mourão, participam da sessão solene do Congresso nesta terça-feira (5) –  Pedro Ladeira / Folhapress

Após a insistência de repórteres para que ele se pronunciasse, ele repetiu o pedido de que ele fosse feito de outra maneira: “Outra pergunta, vamos embora”, disse, ao dar as costas e uma entrevista na saída do Ministério da Defesa.

O governo egípcio cancelou uma visita do Ministro das Relação Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, faria ao país árabe. O chanceler brasileiro embarcaria nesta quarta-feira (7) e cumpriria uma agenda de compromissos entre os dias 8 e 11 de novembro.

Formalmente, a mudança foi justificada pelo governo egipcio por uma mudanças  de agenda de autoridades do país.

Como este tipo de cancelamento é incomum na diplomacia, o processo foi visto como retaliação por membros da chancelaria brasileira,  por conta das manifestações de Bolsonaro sobre a política externa.

Ele prometeu, logo depois de eleito,  transferir uma embaixada brasileira em Tel Aviv para Jerusalém, o que desagradou a comunidade árabe.

Parece que o presidente eleito está repetindo a estratégia do presidente americano Donald Trump de só responder o que lhe interessa e a quem lhe interessa. Não sei se terá o mesmo sucesso, mas diante do que ocorreu hoje, receberá muitas críticas. parece que fazer discursos tem consequências.

O líder da bancada ruralista no Congresso, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), se mostrou preocupada com as reações que países árabes possam ter diante da decisão anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
Em entrevista à DW nesta terça-feira (06/11), ela declarou que “esse assunto preocupa” e lembrou que o Brasil é um grande exportador de carne para o mundo árabe. “Haveria um impacto ruim caso esses países decidam retaliar. Vamos conversar com a equipe de transição”, disse.

Egito desmarca viagem da diplomacia brasileira, por causa de fala de Bolsonaro

Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora

Após fala de Bolsonaro, Egito cancela viagem de comitiva brasileira

 

 

 

Ogoverno egípcio cancelou uma visita que o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira (foto), faria ao país árabe. O chanceler brasileiro desembarcaria na quarta-feira (7) e cumpriria uma agenda de compromissos entre os dias 8 e 11 de novembro.

Nesta segunda-feira (5), o governo brasileiro foi informado pelo Egito que a viagem teria que ser cancelada por mudança na agenda de autoridades do país.

Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora.

 

As autoridades do governo brasileiro temem que a medida seja uma retaliação às declarações recentes do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Ele disse que pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que irá transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade, o que tem desagradado a comunidade árabe.

Segundo relatos de diplomatas, a Liga dos Países Árabes enviou inclusive uma nota à embaixada brasileira no Cairo condenando as declarações do presidente eleito.

Juntos, os países árabes são o segundo maior comprador de proteína animal brasileira. Em 2017, as exportações somaram US$ 13,5 bilhões e o superávit para o Brasil foi de US$ 7,17 bilhões.

Para o presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Rubens Hannun, a mudança da embaixada pode abrir as portas para países concorrentes do Brasil no setor de proteína animal, como Turquia, Austrália e Argentina.

“Já tivemos ruídos com a [Operação] Carne Fraca e com a paralisação dos caminhoneiros, mas conseguimos superar. Temos a fidelidade dos países árabes”, afirma. Para Hannun, porém, a questão da embaixada é algo muito mais forte e sensível. Com informações da Folhapress.

Egito cancela viagem de diplomatas brasileiros após declarações de Bolsonaro

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Publicado em 5 novembro, 2018 2:33 pm

Segundo informação da Folha, o governo egípcio cancelou uma visita que o ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes Ferreira, faria ao país árabe. O chanceler brasileiro desembarcaria na quarta-feira (7) e cumpriria uma agenda de compromissos entre os dias 8 e 11 de outubro.

Nesta segunda-feira (5), o governo brasileiro foi informado pelo Egito que a viagem teria que ser cancelada por mudança na agenda de autoridades do país.

Não é comum no protocolo da diplomacia desmarcar viagens em cima da hora.

As autoridades do governo brasileiro temem que a medida seja uma retaliação às declarações recentes do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Ele disse que pretende reconhecer Jerusalém como capital de Israel e que irá transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para a cidade, o que tem desagradado a comunidade árabe.

Segundo relatos de diplomatas, a Liga dos Países Árabes enviou inclusive uma nota à embaixada brasileira no Cairo condenando as declarações do presidente eleito.

 

Fonte:https://www.diariodocentrodomundo.com.br/essencial/egito-cancela-viagem-de-comitiva-brasileira-apos-declaracoes-de-bolsonaro/

Comércio entre Brasil e África gerou saldo de US$ 3,2 bilhões até outubro

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Da Redação

Brasília – Após atingir o recorde histórico de US$ 25,931 bilhões em 2008, a corrente de comércio (exportação+importação) entre o Brasil e os países da África de janeiro a outubro deu sequência a uma recuperação iniciada ano passado, mas não o suficiente para sequer se aproximar das melhores marcas registradas no passado recente.

Até o mês passado as exportações brasileiras totalizaram US$ 7,940 bilhões (alta de 26,16% comparativamente com o mesmo período de 2017), enquanto as vendas africanas ao Brasil cresceram a um ritmo mais lento, de 16,01% e somaram US$ 4,739 bilhões. No período, o intercâmbio comercial com os países africanos gerou para o Brasil um superávit de US$ 3,201 bilhões, segundo dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Os números do MDIC mostram altas expressivas em todas as categorias de produtos por valor agregado. As exportações de produtos básicos atingiram o montante de US$ 2,42 bilhões graças a um aumento de 50,7% e responderam por 31% de todo o volume embarcado pelas empresas brasileiras para os países africanos. Os bens semimanufaturados também tiveram suas vendas ampliadas em 45,9% e somaram US$ 2,7 bilhões (participação de 34,3% nos embarques). Por sua vez, os produtos manufaturados, responsáveis por 34,4% no total exportado, tiveram alta de 11,8% e geraram receita da ordem de US$ 2,73 bilhões.

O açúcar ocupou nos dez primeiros meses do ano a liderança entre os principais produtos exportados para os países africanos. O açúcar de cana registrou vendas no valor de US$ 2,42 bilhões, correspondentes 31% do volume total embarcado para aqueles países. O açúcar refinado também figurou entre os produtos importantes da pauta exportadora, com uma receita de US$ 1,1 bilhão. Outros destaques foram carne de frango (US$ 610 milhões), milho em grãos (US$ 522 milhões) e carne bovina (US$ 506 milhões).

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Em relação aos países, o Egito vem se consolidando este ano como o principal parceiro comercial do Brasil na África, superando a Nigéria, que ocupou o posto nas últimas décadas. As vendas ao mercado egípcio totalizaram US$ 2 bilhões (com destaque para o açúcar, carne bovina e milho em grãos), correspondentes a 25% das exportações totais brasileiras para o continente.

Responsável por 16% dos embarques brasileiros para o continente africano, a África do Sul importou produtos no valor total de US$ 1,2 bilhão, à frente da Argélia, com um volume de compras da ordem de US$ 1,02 bilhão (13% do total vendido à África). Outros mercado importantes para o Brasil foram a Nigéria (US$ 645 milhões) e a Argélia (US$ 597 milhões). Os dois países foram o destino, respectivamente, de 8,1% e 7,5% de todas as exportações brasileiras para os países da África.

Do lado africano, os principais produtos vendidos ao Brasil foram naftas (US$ 1,5 bilhão e participação de 36% nas vendas totais), petróleo (US$ 1,13 bilhão, equivalentes a 24% dos embarques) e adubos ou fertilizantes (US$ 434 milhões, com participação de 9,2% nas vendas ao Brasil).

No tocante às exportações para o Brasil, a Argélia foi o país líder nos embarques ao país, com vendas no total de US$ 2 bilhões (42% do total exportado), seguida pela Nigéria com US$ 778 milhões (16% das vendas), Marrocos, com US$ 704 milhões (15% nas exportações) e a África do Sul, com um total de US$ 385 milhões exportado para o Brasil no período.

https://www.comexdobrasil.com/intercambio-comercial-com-africa-volta-crescer-e-gera-saldo-de-us-32-bilhoes-ate-outubro/

Acordo de cooperação entre Brasil e Egito projetam missão empresarial em 2017

Câmaras de comércio do Brasil e do Egito firmam acordo e projetam missão empresarial em 2017

São Paulo – A Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a Câmara de Comércio do Cairo firmaram um acordo de cooperação nesta quinta-feira (02), na capital do Egito. O documento foi assinado pelo presidente da entidade brasileira, Rubens Hannun, e pelo primeiro vice-presidente da instituição egípcia, Aly Shoukry, e prevê intercâmbio de informações, incentivo à realização de missões comerciais, entre outras ações.

Divulgação

Da esq. p/ dir., Shoukry, Mansour, Hannun e Alaby

Hannun, o diretor-geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, e o gerente de Relações Governamentais da entidade, Tamer Mansour, foram recebidos pela diretoria da organização egípcia.

Segundo Hannun, a Câmara do Cairo tem intenção de organizar uma missão comercial ao Brasil ainda este ano e um dos diretores disse que pretende participar da Feira da Associação Paulista de Supermercados (Apas), que será realizada de 02 a 05 de maio, em São Paulo. O empresário é do ramo de especiarias e condimentos.

A Câmara do Cairo ainda disponibilizou um espaço em seus escritórios para uso da Câmara Árabe em viagens ao Egito e a utilização de seu moderno auditório para 450 pessoas em eventos da entidade brasileira.

Os executivos da Câmara Árabe se reuniram também com representantes do Ministério da Cooperação Internacional. Com a expectativa que a Argentina ratifique em breve o acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Egito, assinado em 2010, foi discutida a possibilidade de organizar no Egito e no Brasil seminários sobre o tratado, que só depende da ratificação dos argentinos para entrar em vigor.

“A ideia é fazer seminários sobre as oportunidades que passarão a existir para o Mercosul e o Egito com este acordo”, destacou Hannun. As oportunidades de investimentos entre o Brasil e o Egito também podem ser abordadas, pois o Itamaraty já encaminhou ao país árabe uma proposta de Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). A ministra egípcia Sahar Nasr acumula as pastas da Cooperação Internacional e dos Investimentos.

Mais tarde, os representantes da Câmara Árabe tiveram um encontro com o presidente do Conselho de Exportação Agrícola do Egito e parlamentar, Abdel Hamid Demerdash, que quer promover cooperação com o Brasil nas áreas de agricultura de pequeno porte e de pesquisa agropecuária.

Os executivos permanecem no Cairo até domingo e ainda terão uma série de reuniões com autoridades e lideranças empresariais egípcias.

https://www.comexdobrasil.com/camaras-de-comercio-do-brasil-e-do-egito-firmam-acordo-e-projetam-missao-empresarial-em-2017/

A situação na República Democrática do Congo preocupa os angolanos

Fotografia: Vigas da Purificação | Edições Novembro

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) prevê instalar um órgão permanente para o acompanhamento do processo político na República Democrática do Congo (RDC), informou em Luanda o ministro das Relações Exteriores de Angola .

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Georges Chikoti, ministro de Angola,  que falou na terça-feira à Angop no seu regresso do Cairo, afirmou que, com o fim do mandato da Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO), há necessidade de redefinir a ajuda da SADC à RDC.
O chefe da diplomacia angolana informou que a anteceder a conferência dedicada à Região dos Grandes Lagos, realizada no Cairo, capital do Egipto, participou em Dar-es-Salam, capital da Tanzânia, na reunião do Comité Inter-Estatal de Política e Diplomacia da SADC, que decorreu entre os dias 24 e 25 de Fevereiro.
De acordo com o ministro angolano, a reunião da SADC tratou de questões ligadas à segurança na região, particularmente na República Democrática do Congo e no Lesoto, países onde a comunidade da África Austral quer encorajar os diferentes partidos políticos a trabalharem na consolidação da paz, por forma a prevenir futuras crises.
Relativamente à Conferência sobre Paz e Segurança na Região dos Grandes Lagos, organizada pelo Governo egípcio, adiantou que o objectivo era olhar para os desafios e as perspectivas de oportunidade da consolidação da paz naquela região, uma vez que o Egipto substituiu Angola como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. “O Egipto quer empenhar-se mais nas questões do continente. Então, convidou-nos, na qualidade de presidente [da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos para, em conjunto com as Nações Unidas e outros parceiros, fazermos um debate sobre as questões da RDC, Burundi, Sudão do Sul e da República Centro Africana”, esclareceu.
Os participantes no encontro, disse, chegaram à conclusão que a dimensão do conflito na RCA não evoluiu. Logo, é necessário intensificar os esforços de coordenação entre países para obter uma resposta melhor. “De forma geral, pode-se dizer que o encontro foi muito bom e que se podem esperar outros esforços, particularmente do Egipto”, concluiu Georges Chikoti.
No Cairo, além de participar na conferência, o ministro das Relações Exteriores reuniu com o seu homólogo egípcio, Sameh Shoukry, com quem passou em revista as relações bilaterais e a possibilidade da realização de encontros entre Luanda e Cairo, para estreitar a cooperação, fundamentalmente nas áreas econômicas.
Além de presidir à Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos, Angola é vice-presidente do Órgão de Defesa e Segurança da SADC.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/situacao_na_rdc_mobiliza__a_sadc

África do Sul volta a ser maior economia da África

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São Paulo – A África do Sul voltou a ser, pelo menos por enquanto, a maior economia do continente africano, de acordo com os últimos números do Fundo Monetário Internacional (FMI).
 
A liderança estava com a Nigéria, alçada ao posto há dois anos após uma revisão estatística revelar que seu PIB era quase duas vezes maior do que se imaginava.
 
 
 
O terceiro lugar é agora do Egito, que chegou a ficar em segundo por um breve período, segundo uma estimativa da consultoria KPMG.
 
Os últimos cálculos colocam o PIB da África do Sul em US$ 301 bilhões, o da Nigéria em US$ 296 bilhões e o do Egito com US$ 270 bilhões.
 
O grande responsável pela ultrapassagem é a força recente do rand sul-africano, que se valorizou 15% só nos últimos 3 meses.
 
O processo também aconteceu com outras moedas de emergentes, especialmente o nosso real, impulsionadas pela liquidez internacional em um cenário de incerteza na Europa e adiamento da alta de juros nos Estados Unidos.
 
A naira nigeriana foi uma exceção e perdeu muito valor desde meados de 2014 quando começou a despencar o preço do petróleo, principal produto de exportação do país.
 
O país chegou a estabelecer câmbio fixo por 16 meses, mas voltou a liberar a cotação há cerca de um mês – o que levou a um novo tombo.
 
Cenário
 
Movimentos cambiais podem mudar esses cálculos de um dia para o outro, mas o que importa mesmo para o longo prazo é o crescimento.
 
E infelizmente, nesse quesito nenhum dos países no topo do ranking pode respirar tranquilo.
 
Nigéria e África do Sul tiveram queda do PIB no primeiro trimestre e basta um outro resultado negativo para configurar uma recessão técnica. No caso da Nigéria, é difícil imaginar uma recuperação com o petróleo tão depreciado.
 
O PIB per capita sul-africano ainda é bem maior que o egípcio ou nigeriano, mas a previsão é que com população crescendo e atividade parada, ele complete em 2017 quatro anos consecutivos de queda.
 
A incerteza política também está pesando: no final do ano passado, a África do Sul chegou a ter três ministros de Finanças diferentes no espaço da uma semana.
 
Um em cada quatro sul-africanos está desempregado, mas sua infraestrutura e ambiente de negócios são reconhecidamente melhores do que de seus pares.
 
E ao contrário deles (e do Brasil), o país também tem grau de investimento (pelo menos por enquanto).
 
Aside

Moçambique e Angola parceiros prioritários da China em África

jindal

Moçambique e Angola fazem parte do grupo de três países africanos onde a China vai investir com prioridade na industrialização, construção de estradas, linhas férreas, portos, parques industriais e zonas económicas especiais, de modo a desenvolver a economia, escreve o jornal Notícias.

O jornal refere que a informação foi dada pelo director para a África no Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Li Songtian, durante a Quinta Conferência dos Estrategistas Sino-africanos, a “China-Africa Thinks Tanks Forum”, que juntou estudiosos africanos e chineses na província de Zhejiang.

A China escolheu como parceiros prioritários na denominada Cooperação Para a Criação da Capacidade Produtiva além de Moçambique, Angola e o Egipto.

Li disse ainda que a Etiópia, Quénia, Tanzânia e República Democrática do Congo estão na lista dos países onde irão ser instalados os projectos-piloto e serão pioneiros no alinhamento industrial, enquanto a África do Sul servirá como vector para a industrialização.

Intervindo na cerimônia de abertura do fórum, Li Songtian explicou que a China pretende seguir o modelo de desenvolvimento intensivo para garantir a interação e harmonia entre a construção de infra-estruturas e o desenvolvimento industrial.

“A África tem potencial em termos de recursos humanos, mercado e recursos naturais, enquanto a China tem experiência em tecnologias, formação de recursos humanos pelo que precisamos exportar a nossa capacidade industrial para os países africanos”, afirmou.

A delegação moçambicana era composta por representes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), Ado Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI), e directores das faculdades da UEM, UniZambeze, UniLúrio e Instituto de Línguas.(Macauhub/MZ)

http://www.macauhub.com.mo/pt/2016/04/20/mocambique-e-angola-parceiros-prioritarios-da-china-em-africa-2/