Angola exporta madeira para China, Turquia, Itália, Emiratos Árabes, Espanha e Portugal

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A exportação de 1.026 metros cúbicos de madeira em tora para a China e a Turquia, 209,160 para a Itália, 4.160,207 para os Emiratos Árabes Unidos, pouco mais de 49 para a Espanha e 109, 909 metros cúbicos de madeira serrada para Portugal.
 
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A exportação de madeira do Bengo iniciou entre 2013 e 2014, quando foram enviadas para o estrangeiro as primeiras amostras das duas espécies mais abundantes naquela província, como a moreira e a undianunu, que também possuem qualidade aceitável naqueles mercados.
 
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Presidente da Gâmbia está no poder há mais de 22 anos.

Banjul – A Gâmbia que elege quinta-feira o actual c Chefe de Estado gambiano, Yahya Jammeh, pela quinta vez ou o seu sucessor a frente do país, registou desde a chegada do actual presidente no poder as seguintes datas chaves.

PRESIDENTE DA GÂMBIA, YAHYA JAMMED, QUE CONCORRE A SUA SUCESSÃO

FOTO: LUCAS NETO

Chegada ao poder do presidente Jammeh, através de um golpe de Estado em 1994, tendo sido eleito pela primeira vez em 1996 e reeleito três vezes.

Desta vez concorrem para o escrutínio três candidatos, nomeadamente, Yahya Jammeh, presidente cessante, Adama Barrow designado por uma coligação da oposição, e Mama Kandeh, um ex- deputado do partido no poder que se apresenta sob as cores de uma nova formação.

Pelo menos 890 mil gambianos – sobre um universo de dois milhões de habitantes – serão chamados para escolher o seu novo presidente por um período de cinco anos.

Eis o rescaldo das importantes datas – chaves do governo de Yahya Jammeh, que dirige a Gâmbia desde 1994 e disputa um novo mandato de cinco anos, depois de sobreviver a numerosas tentativas do seu derrube:

A 22 de Julho de 1994, o Exército derrubou Dawda Jawara, “Pai da Nação”, que estava no poder há quase 30 anos, depois de um motim e  Yahya Jammeh é empossado para ocupar o cargo de um conselho militar provisório das Forças Armadas.

Em Novembro do mesmo ano, é frustrado um golpe de Estado  e mortas 40 pessoas em dois campos militares na capital. Inúmeras tentativas de golpe de Estado já foram denunciadas pelas autoridades.

A 26 de Setembro de 1996, Yahya Jammeh ganhou a eleição presidencial face o seu principal rival, Ousainou Darboe.

Em Janeiro de 1997, a Aliança Patriótica para a Reorientação e Construção (APRC) de Jammeh ganha as legislativas que garantem o regresso a uma ordem constitucional, após 29 meses de governo militar.

O Presidente Jammeh foi reeleito três vezes (2001, 2006 e 2011)

A 30 de Dezembro de 2014, a guarda presidencial repele um ataque de homens armados contra o palácio presidencial, dirigido por opositores gambianos com apoio dos Estados Unidos, na ausência de Yahya Jammeh, em viagem à Dubai, Emirados Árabes Unidos.

Três soldados acusados de estar envolvidos no ataque e são condenados à morte e três à prisão perpétua, após julgamentos secretos perante um tribunal militar, segundo a Amnistia Internacional e os militares.

A 14 de Abril de 2016, um dirigente do Partido Democrático Unido (UDP), principal formação da oposição, Solo Sandeng, é preso com várias outras pessoas durante um comício para exigir reformas políticas, na altura em que o presidente Jammeh encontrava-se na Turquia para a cimeira da Organização da Cooperação Islâmica (OCI). Solo Sandeng morre na prisão.

Dois dias depois, uma manifestação denunciando a sua morte é reprimida e resulta em novas prisões, incluindo a do chefe do partido, Ousainou Darboe, advogado e defensor dos direitos humanos.

A 20 de Julho, vários responsáveis da UDP, incluindo Ousainou Darboe são condenados a três anos de prisão por várias  acusação, por manifestação ilegal.

 

A 20 de Agosto de 2016, um outro quadro da UDP, preso em Maio, morre detido, provocando críticas da comunidade internacional.

A 31 de Outubro deste ano, após meses de discussões, quase todos os partidos da Oposição elegem um candidato comum, dando a sua escolha à Adama Barrow, 51 anos, membro da direcção da UDP.

A 25 de Outubro de 2016 à noite, seguindo o caminho do Burundi e da África do Sul, a Gâmbia anunciou a sua retirada do Tribunal Penal Internacional (TPI), acusado de “perseguir os Africanos, em particular dos seus líderes”.