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O milionário Cyril Ramaphosa é o novo presidente da Africa do Sul

Cyril Ramaphosa é o novo presidente do país no mesmo dia em que o  pedido de renúncia foi  entregue  por Jacob Zuma.

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Ramaphosa desempenhou um papel fundamental na fundação do poderoso Congresso dos sindicatos sul-africanos e, como secretário-geral do ANC no início da década de 1990, fez parte do time que negociou o fim do apartheid e redigiu a nova constituição progressiva da África do Sul. Em seus empreendimentos, Ramaphosa trouxe a franquia do McDonald’s para a África do Sul, e segundo a revista Forbes estima que valeria mais de 450 milhões de dólares (360,4 milhões de euros) em 2015.

 
O que Ramaphosa está oferecendo: Ele prometeu combater a corrupção e o nepotismo que mancharam a presidência de nove anos de Zuma, que desistiu após o ANC após a ameaça de um voto de não-confiança.

Sul-africanos depositam grande esperança no novo Chefe de Estado Cyril Ramaphosa que dias antes prometeu cortar o espaço aos dirigentes corruptos
Fotografia: MIKE HUTCHINGS | AFP

Deste modo é colocado um ponto final na “novela” em que se estava a transformar o braço de ferro entre Jacob Zuma e o ANC, que durante os últimos dias concentrava as atenções nacionais e internacionais no que se estava a passar no país.
O suspense quanto à definição desse braço de ferro arrastou-se até às últimas horas de quarta-feira, pois só nessa altura é que Jacob Zuma decidiu enfrentar a realidade e reconhecer, implicitamente, que já não tinha os apoios suficientes para continuar a dirigir os destinos da nação sul-africana.
Horas antes de aparecer perante os seus concidadãos a anunciar que tinha acabado de assinar o seu pedido de resignação, embora não concordasse com quem exigia a sua saída, Jacob Zuma tinha dado uma entrevista à cadeia SABC a garantir que iria continuar até ao fim do seu mandato. Mas, terá sido a decisão do ANC avançar com a apresentação de uma moção de censura para o derrubar, caso não aceitasse demitir-se, que terá feito Jacob Zuma perceber que se encontrava num beco cuja única saída apontava para a porta das traseiras, onde do lado de lá o espreitava (e ainda espreita) a justiça pronta a ajustar com ele as contas que considera estarem pendentes.

Uma sucessão natural
Face à resignação de Jacob Zuma, não restava outra alternativa legal ao ANC que não fosse a de indicar o nome do seu presidente, Cyril Ramaphosa, para acumular esse cargo com o de Presidente da República. Porém, até à última da hora surgiu a possibilidade de Ramaphosa ir ontem a votos no parlamento com um outro candidato apresentado pela oposição, mas que nunca foi sequer identificado.
Essa possibilidade gorou-se pois a interpretação que foi feita da constituição apontava no sentido de ser o vice-presidente da República, neste caso Cyril Ramaphosa, o único candidato que os deputados teriam que ratificar num gesto meramente simbólico, mas constitucionalmente imprescindível. Alguns observadores referem que Cyril Ramaphosa está com um olho na presidência da República praticamente desde que o ANC che-
gou ao poder em 1994.

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Essa percepção é atribuída ao fato de em 1994 Ramaphosa não ter conseguido disfarçar alguma mágoa pelo facto de Nelson Mandela não o ter escolhido como seu sucessor. Terá sido, aliás, essa decepção que o empurrou para o mundo dos negócios e para os sindicatos, interrompendo uma carreira política que ele próprio já nessa altura tinha a certeza de estar condenada ao sucesso. Finalmente, Cyril Ramaphosa tem a oportunidade de concretizar o sonho de ser presidente da República, eventualmente muito melhor preparado do que estava em 1994. Essa preparação, sobretudo a sua passagem pelos sindicatos e a experiência que tem do mundo dos negócios será fundamental para vencer a sua primeira grande batalha e relançar a economia sul-africana.
Trata-se de uma batalha que não será fácil de vencer, numa altura em que o desemprego atingiu uma taxa de 30 por cento e quase metade dos jovens andam à procura do seu primeiro emprego.
Ontem, o mercado financeiro parece ter apreciado e agradecido a demissão apresentada por Jacob Zuma, com o rand a atingir a maior valorização dos últimos três anos face ao euro e ao dólar norte-americano.
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O futuro de Jacob Zuma
Mas, enquanto Cyril Ramaphosa começa a dar os primeiros passos para impor o seu programa e o seu estilo de governação, a grande pergunta que agora se coloca relaciona-se com o futuro que está reservado a Jacob Zuma. Para já não se sabe se ele conseguiu, nas reuniões privadas que teve com Cyril Ramaphosa, garantir algum tipo de acordo que lhe permita ter como garantido o apoio político do ANC.
Embora se saiba que o poder judicial é independente do poder político, seria reconfortante para Jacob Zuma ter a certeza de que poderia contar com uma “retaguarda segura” e, sobretudo, “solidária” para enfrentar as malhas que a justiça tece para enredar aqueles que têm contas para ajustar com ela, como é inegavelmente o seu caso.
A última informação disponível, tornada pública no calor dos esforços para levar Zuma a demitir-se, refere que Cyril Ramaphosa não garantiu qualquer tipo de imunidade para proteger o antigo presidente das garras da justiça. Mas isso foi no início deste mês.
Daí para cá ocorreram diversas reuniões entre os dois, durante as quais alguma coisa pode ter ficado acordada no segredo das quatro paredes sem que disso fosse dado conhecimento à opinião pública. Tratando-se de um assunto extremamente sensível, por envolver um ex-Presidente da República, é natural que a própria justiça tenha, também, um especial  cuidado para não dar passos em falso. Por isso, aconselha a experiência de casos recentes, que se espere para ver o que se passará nos próximos dias e então se poder ajuizar, com mais rigor, o que pode estar reservado para Zuma.

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Angola apoiará o setor privado e silencia sobre as desigualdades sociais e a pobreza

Angola tem uma das menores taxas globais de investimento da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), de apenas 13% entre 2004 e  2016, situando-se abaixo de países como o Botswana, Lesotho ou Namíbia, reconheceu ontem o ministro da Economia e Planejamento de Angola .

Pedro Luís da Fonseca, que falava no Fórum de Auscultação da Classe Empresarial da Indústria Transformadora sobre o Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações(PRODESI), realizado em Luanda, considerou que, com uma taxa de investimento  desse nível, “não se pode promover o crescimento econômico”.

Estado versus iniciativa privada 
A causa de tão baixos níveis de investimento , apontou o ministro, está no papel do Estado, que, ao longo dos anos, rivalizou com o mercado com o setor privado, ficando muitas vezes com os recursos necessários para apoiar o surgimento de iniciativas empresariais.
Pedro Luís da Fonseca declarou ter-se chegado à conclusão de que é necessário “alterar” este quadro e remeter o Estado ao papel de coordenador e, quando muito, de regulador da atividade econômica, deixando-a para quem tem capacidade de a exercer efetivamente: o setor privado”.
“O Estado deve garantir a estabilidade macroeconômica, democratizar a atividade e garantir infra-estruturas, que são o suporte da atividade econômica  do sector privado”, enfatizou o ministro para defender a redução do papel do Estado na economia.
A ministra da Indústria concordou com a afirmação do titular da Economia e Planeamento acerca da taxa global de investimento, afirmando que “muitas indústrias instaladas em Angola funcionam abaixo da sua capacidade produtiva, ou  mesmo com a produção paralisada”.
Bernarda Martins declarou que as prioridades  do PRODESI não farão com que o Estado deixe de apoiar os outros domínios do setor.
Os encontros de auscultação ao empresariado, realizados com maior incidência na semana passada, são uma fase prévia à adoção do programa de iniciativa institucional, destinada a recolher contribuições para melhorar o documento.

Limite do papel de Estado na economia

A atividade econômica e produtiva fica agora reservada ao setor empresarial privado passando o Estado a limitar-se à promoção do crescimento da economia, declarou segunda-feira o ministro da Economia e Planejamento, Pedro Luís da Fonseca.

Fotografia: EDIÇÕES NOVEMBRO

Essa decisão do Estado angolano foi apresentada por Pedro Luís da Fonseca a empresários da indústria transformadora, no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituição das Importações (PRODESI) e decorre do facto de o Estado, que procura alavancar a produção interna, concorrer com o sector privado, o que se afigura desfavorável.

Em relação à melhoria do ambiente de negócios, o ministro apontou, entre outros, a necessidade de se melhorar os indicadores de qualidade do procedimento de criação de empresas, pelo facto de nessa altura Angola estar no lugar 134 no cômputo de 190 países, segundo o Banco Mundial (BM)

A receita de incentivar o setor empresarial, parece ser o caminho escolhido pelos novo dirigentes. O que não está claro e o ministro do planejamento não menciona em sua fala,  é com combater as desigualdades sociais de Angola, pois o caminho parece concentrar a renda no setor privado, com  investimentos que gerem empregos, mas até agora nenhuma  preocupação com os ni veis de desigualdade e os baixos salários

Angola pode abrir crédito de 2,4 bilhões de dólares aos empresários

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Adelina Inácio

 

O MPLA propõe 500 bilhões de kwanzas (2,4 bilhões de dólares) no Orçamento Geral do Estado   destinados ao crédito para empresários, através de um Fundo de Garantia do Estado.

Grupo parlamentar do MPLA defende um Fundo de Garantia de Crédito para projectos
Fotografia: Kindala Manuel|Edições Novembro

O grupo parlamentar do partido em maioria no Parlamento defende que este valor deve ser entregue aos bancos comerciais para onde os empresários devem recorrer. Os deputados do MPLA vão propor ao Executivo um aumento de verbas no Orçamento Geral do Estado para apoiar o empresariado nacional.
Os parlamentares reúnem-se hoje com o ministro de Estado do Desenvolvimento Econômico e Social, Manuel Nunes Júnior, e os membros da equipa econômica do Governo para apreciar e aprovar, na especialidade,  as propostas do relatório-parecer conjunto da Lei do Orçamento Geral do Estado.
Em declarações ao Jornal de Angola, Salomão Xirimbimbi disse que o objectivo do aumento das verbas para o OGE prende-se com a concretização de projectos tem em vista a diversificação da economia e a geração de mais empregos e de receitas para que o Executivo, no próximo ano, esteja em condições de aumentar os salários, com base na taxa de câmbio.
No OGE, que vai à aprovação final global no próximo dia 14, o Executivo indica as acções de política para optimizar o sector empresarial público e propõe a redução efectiva da acção empresarial do Estado, criando unidades produtivas mais competitivas, através de um programa de ajustamento estrutural do tecido empresarial público.
O Executivo propõe também a redução do esforço do Tesouro junto das empresas públicas, através da revisão dos subsídios operacionais, no quadro de um programa de rendimento e reestruturação do sector empresarial.
A proposta indica ainda a definição do Programa Nacional de Competitividade para alavancar a competitividade estrutural, acelerar a diversificação econômica e melhorar a posição de Angola nos “rankings” internacionais. Ajustar os principais instrumentos de promoção empresarial e industrial (FND, Angola Investe, IFE, FACRA), para que se consigam produzir efeitos positivos num contexto de restrições no financiamento, também é intenção do Executivo.

Energia e Águas
O presidente do grupo parlamentar do MPLA declarou que o partido também propôs, para o setor da Energia e Águas, um incremento de 200 milhões de dólares para financiar projectos nas sedes dos municípios.
Todas as solicitações do sector energético e das águas foram aceites pelo grupo parlamentar do MPLA, garantiu Salomão Xirimbimbi, para quem “as sedes municipais que não têm cobertura recomendamos que as encontrem, porque temos de ter água e luz em todos os municípios do país”.
Na proposta de OGE, o Executivo entende que o sector da Energia e Águas deverá crescer a uma taxa de 60,6 por cento, e que a previsão da produção do mesmo resulta da evolução física dos projectos estruturantes para a entrada em operação das turbinas a vapor do Ciclo Combinado do Soyo e igual número do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca.

ERCA tem verbas 
As verbas antes atribuídas ao extinto Gabinete de Revitalização e Execução da Comunicação Institucional (GRECIMA) passam, doravante, para a Entidade Regulado-
ra da Comunicação Social (ERCA). A proposta foi feita ao Executivo pelo grupo parlamentar do MPLA.
Salomão Xirimbimbi ga-rantiu que a direcção da ERCA vai trabalhar com o Ministério das Finanças para definir as modalidades para a atribuição do dinheiro.
A ERCA é uma pessoa co-lectiva de direito público, dotada de autonomia administrativa, financeira e patrimonial. O conselho diretivo é o órgão colegial responsável pela definição e implementação da catividade reguladora e de supervisão da ERCA, composto por 11 membros eleitos pela Assembleia Nacional.
O mandato dos membros da ERCA. que já foram todos indicados, é de cinco anos, a contar desde a tomada de posse, que é conferida pela Assembleia Nacional.

 

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/500_mil_milhoes_de_kwanzas_para_credito_aos_empresarios

Cabo Verde é uma “estrela” segundo o empresário sudanês Mo Ibrahim

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Cabo Verde é uma “estrela”, Angola tem problemas de gestão e não tem sabido estar à altura do seu potencial e Moçambique estagnou nos últimos anos, lamentou hoje o empresário sudanês Mo Ibrahim, presidente da Fundação Mo Ibrahim.

“Cabo Verde é uma estrela. Claro que está a emperrar aqui e acolá. Mas é uma força enquanto país e o primeiro em termos de Participação e Direitos [Humanos] em África. É um grande feito. Vocês os portugueses fizeram algo que foi diferente, não sei”, afirmou, em entrevista à agência Lusa.mo ibrahuim1

Lembrou também que um ex-dirigente cabo-verdiano, o antigo presidente Pedro Pires, foi um dos quatro Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana, dizendo que “é uma grande prova da saúde do país”.

Sobre Angola, disse ser um grande país, com recursos, mas que “sofre de um grande problema de gestão”.

Comentando as avaliações aos países lusófonos feitas pelo Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) de 2017, publicado hoje pela Fundação Mo Ibrahim, o empresário e filantropo lamentou o desempenho de Angola e Moçambique.

“Em muitas categorias, Angola falhou em estar à altura do seu potencial. É uma pena. Moçambique fez alguns avanços, mas estagnou nos últimos anos e começou num leve declínio, infelizmente. É muito triste, porque é outro país que deu um vencedor para o nosso prémio, o presidente Chissano. É pena ver o que foi alcançado nesse período ser desperdiçado mais tarde. É lamentável”, acrescentou.chissano

Segundo o documento, 40 dos 54 países avaliados registaram progresso nos últimos 10 anos e 18 apresentaram um crescimento acelerado desde 2012, entre os quais a Guiné Bissau, que, mesmo assim, desceu uma posição para 43º. lugar.

Os números apontam para uma trajetória positiva em desaceleração, ou seja, o ritmo de crescimento dos últimos cinco anos é inferior ao da última década entre 2007 e 2016: mais de metade dos 40 países está atualmente em crescimento desacelerado ou inverteu a tendência desde 2012, nomeadamente Cabo Verde e Angola, em 4º. e 45º. lugares, respetivamente.

Oito dos 54 países evidenciaram uma deterioração acelerada, incluindo Moçambique, que caiu dois lugares, para 23º.

São Tomé e Príncipe manteve a 11ª. posição no índice, enquanto a Guiné Equatorial subiu para a 46ª., apesar de se manter no grupo dos 10 piores.

Lançado pela primeira vez em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africano (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados estatísticos.

O Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) pretende oferecer uma avaliação anual da governação nos países africanos graças a uma compilação de dados, que este ano reuniu 100 indicadores de 36 instituições independentes, africanas e globais.

A Fundação Mo Ibrahim foi criada em 2006 com o objetivo de promover a qualidade da liderança e da governação em África, sendo também responsável pelo Prémio Ibrahim para a Excelência na Liderança Africana, pelo Fórum Ibrahim e pelas Bolsas de Investigação e de Estudo Ibrahim.

https://www.dn.pt/lusa/interior/cabo-verde-e-uma-estrela-angola-e-mocambique-uma-desilusao—mo-ibrahim-8931104.html

Empresário guineense investe milhões de euros em academia de futebol

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Academia, refere Cátio Baldé, vai estar equipada de acordo com os padrões da FIFA.

A Guiné-Bissau vai ter a partir do próximo ano uma academia de futebol e um centro de estágios conformes com os padrões internacionais, um investimento de cinco milhões de euros realizado pelo empresário guineense Catió Baldé.

“A Guiné-Bissau gerou em termos de lucros de futebol em Portugal mais de 50 milhões de euros. Este é um investimento que vai ter o seu retorno. O novo futebol hoje não compadece daquilo que era a cultura dos anos 60, 70 e 80”, afirmou o empresário à Lusa.

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A academia de futebol vai estar equipada com refeitório, dormitório, escola, piscinas, uma unidade hoteleira para o centro de estágio e dois campos de futebol, que se podem transformar em quatro campos de futebol de sete.catio baldé.jpg

Tudo conforme as regras da Federação Internacional de Futebol (FIFA).

“Antes, os europeus vinham a África buscar jogadores altos, corpulentos, com força, mas hoje o futebol mudou e os grandes clubes da Europa querem jogadores com formação base e nós somos obrigados a exportar anualmente centenas de jovens para a Europa sem formação base”, disse.

catioO objetivo, segundo o empresário, é o negócio, mas também “oferecer aos jovens as melhores condições de trabalho”.

“Quando saem daqui para a Europa saem preparadíssimos. Hoje, na Europa, querem jogadores inteligentes, porque hoje é preciso saber que um jogador é capaz de decidir um jogo numa fração de segundos”, salientou.

Apaixonado pelo futebol, Catió Baldé assumiu à Lusa que está naquele desporto pelo negócio, mas “acima de tudo porque acredita no talento dos jovens guineenses”.

“Dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa), a Guiné-Bissau é o país mais próximo do Brasil tecnicamente e eu acredito neste talento”, salientou.

Com investimento já feito de cinco milhões de euros, porque todo o equipamento foi importado da Europa, Catió Baldé não tem dúvidas que a “academia vai estar preparada para exportar jogadores para a Europa e para os grandes mercados internacionais”.

A Guiné-Bissau podia ganhar anualmente milhões de euros se houvesse legislação que protegesse os jogadores guineenses e a forma como saem do país para a Europa.

 

Relatório sobre a economia africana insiste sobre a diversidade econômica e o empreendedorismo

Trabalho da OCDE sobre perspetivas económicas em África será apresentado a 9 de outubro em Lisboa, no auditório da CPLP.


Portugal Digital



O secretariado executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e o Camões – Instituto da Cooperação e da Língua vão apresentar a 9 de outubro em Lisboa a edição em português do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) intitulado “Perspetivas Económicas em África 2017: Empreendedorismo e Industrialização”.

A apresentação decorrerá no auditório da sede da CPLP. A secretária executiva da CPLP, Maria do Carmo Silveira, e a presidente do Camões, Ana Paula Laborinho, vão participar na sessão de abertura do evento e a secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Teresa Ribeiro, intervém no encerramento.

O relatório vai ser apresentado pelo diretor adjunto do Centro de Desenvolvimento da OCDE, Federico Bonaglia, seguindo-se uma mesa-redonda – com a participação do presidente da Confederação Empresarial da CPLP, Salimo Abdula, do vice-presidente da Associação Industrial Portuguesa, André Magrinho, e do diretor de inovação social da Fundação EDP, Guilherme Colares Pereira, e moderação do professor do ISEG Manuel Ennes Ferreira – e um momento de debate.

Esta publicação foi elaborada conjuntamente pelo Banco Africano de Desenvolvimento, pelo Centro de Desenvolvimento da OCDE e pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Lei do Investimento privado angolano está sob críticas

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Nos dois anos de vigor da Lei do Investimento Privado, “nem tudo foi bom”, considerou sexta-feira, num denominado “Chá jurídico”, em Luanda, o director-geral adjunto da Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP) do Ministério do Comércio.

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Custódio Armando adiantou que, bom base no funcionamento das UTAIP – os organismos que lidam com as questões do investimento nos departamentos ministeriais -, o balanço que se pode fazer da lei aprovada a 11 de Agosto de 2015 “não é muito bom”.
O responsável declarou que o modelo já foi ensaiado no passado ao abrigo de leis anteriores e que já é consensual a ideia de que deve haver um único interlocutor institucional para os investidores.
“Este modelo seria o melhor, porque o investidor não precisaria de ‘bater várias portas’ para realizar o seu investimento”, apontou Custódio Armando.
“Há necessidade de se corrigir alguns aspectos da lei” e acautelar os da formação dos recursos humanos para a lei ser bem aplicada, reforçou o responsável, que secundou, nas suas afirmações, o presidente Associação Industrial de Angola (AIA).
José Severino defendeu, no encontro, que a Lei de Investimento Privado deve ser reformulada, para o que é necessário um balanço coordenado pela Unidade Técnica de Investimento Privado (UTIP) ou o Ministério da Economia, para avaliar se está aplicada, onde há ou não investimento e se está a reger as UTAIP.
José Severino disse que a Lei do Investimento suportava mais o crescimento da capacidade cambial do país mas, a partir do momento em que o preço do petróleo baixou, ficou desajustada.
O investimento estrangeiro em infra-estruturas, notou, que obriga que haja participação de capital nacional mínimo de 35 por cento nas empresas operadoras e a ausência de incentivos para a promoção de obras nas zonas do interior para se combater as assimetrias regionais são duas deficiências de lei.
Em relação às UTAIP, o presidente da AIA defende a descentralização, embora deva ser concedido poder de harmonização e a observação à Agência de Apoio à Importação e Exportação (APIEX).
A maior parte dos ministérios, apontou, não se prepararam para receber os serviços de investimento e aplicar a lei, o que cria constrangimentos.
De realçar que, na altura de adopção da lei, o presidente da AIA declarou discordar da redução, no novo texto, das Zonas de Desenvolvimento para efeitos de atribuição de incentivos fiscais, de cinco para duas.
José Severino afirmou naquela altura que a AIA era da opinião que se deveria manter as cinco zonas de incentivos fiscais e criarem-se mais incentivos para as zonas do Leste de Angola.
Notou que a região do Leste do país precisa de mais competitividade e, se o diploma que regula o investimento privado mantivesse as zonas existentes na antiga lei e aumentasse os incentivos e benefícios fiscais e aduaneiros para ali destinados, obter-se-ia competitividade empresarial com os países vizinhos e a integração na Zona de Comércio Livre.
O coordenador do debate, Moisés Caiaia, avançou, em declarações ao Jornal de Angola, que o “Chá jurídico”, o programa de debates iniciado sexta-feira, tem uma periodicidade mensal e visa discutir questões académicas e técnicas sobre algumas leis que, no dia-a-dia, são aplicadas com resultados positivos ou negativos.

Como resultados positivos, apontou Moisés Caiaia, no caso da Lei do Investimento Privado, a atribuição de competência aos titulares dos departamentos ministeriais para decidir sobre matérias de investimento, e, como negativas, as parcerias obrigatórias entre naturais e estrangeiros, uma prática que inibe o capital externo.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/lei_do_investimento_da_pouco_resultado

“Barão do ananás”exportou  16 toneladas para a   Namíbia e África do Sul

O município do Bocoio, na Província do Benguela, exportou  16 toneladas de ananás para a   Namíbia e África do Sul, através do empresário Simão Cavalo.

Produção de ananás aumentou em quantidade e qualidade
Fotografia: Eduardo Pedro|Edições Novembro
Conhecido por “barão do ananás”, o agricultor tem uma produção superior a mil hectares.
O anúncio foi feito pela administradora municipal do Bocoio, que falava por ocasião do 59.º aniversário daquela circunscrição.
Deolinda Valiangula  disse que a natureza proporcionou à comuna do Monte-Belo terrenos aráveis propícios para a produção em grande escala do produto.
A administradora municipal garantiu que os passos já estão a ser dados para utilizar o ananás na indústria de transformação (sumos e fruta em calda).  Parte da maquinaria já está no município, estando a restante tramitação a aguardar apenas pela melhoria da conjuntura económica e financeira.
“A produção do ananás no município aumentou, pois, os produtores estão muito motivados para o cultivo desse produto, devido à sua solicitação no mercado e a excelente qualidade que possui. Está a servir de uma das fontes para a diversificação da economia e da entrada de divisas para o país”, reconheceu Deolinda Valiangula, que disse ser necessário   o município crescer e ganhar uma dinâmica  mais ativa para atração de mais investimento privado. “Só desta forma podemos alcançar o desenvolvimento econômico e social e dar mais emprego a juventude”, salientou Deolinda Valiangula
Localizado a 102 quilômetros  da cidade de Benguela, o Bocoio possui uma superfície de 5.612 quilômetros quadrados. Com quatro comunas,  Monte-Belo, Chila, Cubal do Lumbo e Passe, tem uma população estimada em 154.446 habitantes, que se dedicam à agricultura e pastorícia.
Jesus Silva

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/bocoio_vende_ananas__para_paises_da_regiao

Odebrecht em Angola vende sua participação na mina de Catoca

 

A Sociedade Mineira de Catoca anunciou ontem ter autorizado a venda da quota equivalente a 16,4 por cento do capital pertencente ao Grupo Odebrecht.

Presidente do Conselho de Administração da Endiama Carlos Sumbula
Fotografia: Edições Novembro |

A decisão foi divulgada no final da 62.ª Assembleia Geral do Catoca, que decorreu em Moscovo (Rússia) sob a orientação do presidente do Conselho de Administração da Endiama, Carlos Sumbula.
De acordo com o comunicado de imprensa, este é mais um importante passo liderado pela Endiama no sentido de reforçar a participação nacional nos grandes investimentos do sector diamantífero, não apenas no que respeita ao capital maioritariamente angolano, mas também à constante formação de quadros nacionais que passam a ocupar, com mais frequência, cargos de gestão e de direcção.
A participação de 50,05 por cento de Catoca na mina do Luaxe vai facilitar a atracção de financiamento externo e aumentar a produção de diamantes em Angola. Estimativas preliminares mostram que as reservas do Luaxe representam uma vida útil de 30 anos, podendo criar até dois mil empregos directos.
Os sócios de Catoca endereçaram o devido agradecimento à Odebrecht pela sua contribuição no sector mineiro angolano, ao longo dos mais de 30 anos de presença ininterrupta no país. Na oportunidade, Carlos Sumbula reforçou que a Odebrecht continuará a ser um parceiro estratégico nos diversos projectos de infra-estrutura em Angola.

http://jornaldeangola.sapo.ao/economia/investimentos/odebrecht_vende_participacao_na_mina_de_catoca

Quem é Bozoma Saint John?

Gazing at the goodness of God as I read my cover story article in the Sunday style section of the @nytimes on my way to church this Sunday morning... and I feel like testifying! 🙌🏿 Listen here... my journey has had its share of ups and downs, but what I know for certain is that the adage is true-- the Will of God will never take you where the Grace of God can not keep you.  So this morning I give thanks knowing that my steps are divinely ordered... so get out of my way! I'm coming for what is mine! AMEN?? I'm also giving thanks for my 15,000 @uber colleagues who are doing an amazing job of evolving the company and our service. Teamwork makes the dreamwork... AMEN?? Last but certainly not least, I'm thankful for the incredible talent of @sheilaym who has told my story so well (link in bio) #thankfulheart #SundaySermon #blackgirlmagic

Nasceu no Gana, passou pelo Quénia, fixou-se no Colorado com 14 anos, trabalhou marcas como Spike DDB, Ashley Stewart e PepsiCo e chefiou o marketing global da Apple. . Uber.

Bozoma Saint John fotografada na Casa Branca, onde marcou presença no jantar de Natal organizado por Barack Obama

“Tem de estar preparado para queimar-se na própria chama; como é possível renovar-se sem primeiro ficar em cinzas?”, dizia Friedrich Nietzsche. Este é um dos principais mandamentos de vida de Bozoma Saint John, a grande contratação deste Verão. E não, nem tudo se resume ao futebol, ao PSG e ao Real Madrid. Mas também envolve milhões. Com a perspetiva de gerar mais milhões. E não deixa de ser transferência entre grandes: a executiva que trata por tu a elite americana vai trocar o marketing global da Apple pela Uber.

Há uma história publicada pelo The New York Timesque retrata bem essa situação: no ano passado, a primeira chefe de marca da companhia, contratada no passado mês, fez uma viagem entre o Four Seasons de Austin e um restaurante. E começou a meter conversa. “Não me vai acontecer nada neste carro, pois não? Sabe conduzir, certo?”, atirou na brincadeira. Não teve seguimento no tom, mas mereceu resposta – o condutor começou a lamentar-se de um ataque à viatura que tinha sofrido no aeroporto por parte de taxistas e que precisava de dinheiro para levar a viatura à oficina para arranjar os danos que tinham ficado. E para mais uma coisa, admitiu: poupar para comprar bilhetes para o South by Southwest, festival que contaria com a presença do mais recente ídolo do irmão Iggy Pop.

Bozoma, que era então chefe do marketing global do iTunes e da Apple Music, tinha convites para o evento. E melhor: ia jantar nesse dia com Iggy Pop. Vai daí, agarrou no condutor no final da viagem e levou-o consigo até ao restaurante.“Estava toda a gente a perguntar: ‘O que se passa? É o seu companheiro? Não percebo. Quem é este gajo? Foi um momento humano lindo. Andamos todos apressados com as nossas vidas, estava tão preocupada em chegar lá e se não acabássemos por falar nunca teria acontecido esse momento lindo”, contou à publicação, que cita essa história dizendo que foi um dos pontos que convenceu Arianna Huffington, fundadora do The Huffington Post e executiva da Uber, a avançar com a sua contratação para estancar a onda de escândalos em torno da Uber.

Nascida no Gana há 40 anos, a música sempre foi a grande paixão de Boz, como também é conhecida Bozoma Arthur, que mudou o apelido depois do casamento (que entretanto terminou) com Peter Saint John: o pai, a grande inspiração, tocava clarinete e fazia parte do Parlamento ganês entre 1979 e 1981. A família mudou-se em definitivo para Colorado quando tinha 12 anos, depois de já ter passado por Quénia, Connecticut e Washington, tendo estudado etnomusicologia na Universidade de Wesleyan (fez também parte da equipa de atletismo e foi cheerleader). Ficou adiado o curso “original”: medicina.

Começou por trabalhar marcas como a Spike DDB (de Spike Lee) ou Ashley Stewart, onde foi vice-presidente do marketing, antes de ser líder do marketing de entretenimento e música da PepsiCo com grande sucesso durante uma década. Em 2014, muda-se para a Beats Music (por “aposta” de Jimmy Iovine, indo de Nova Iorque para Los Angeles) e torna-se chefe do marketing global da iTunes e da Apple Music, que entretanto comprou a Beats Music. O seu trabalho foi de tal forma reconhecido que passou a figurar em todas as revistas da especialidade como uma das mais carismáticas líderes, que terá agora o maior desafio da carreira.

Mas esta poderia ser apenas uma mera aposta, uma tentativa de melhorar, uma perspetiva de abrir novos horizontes. Mas, enquadrada no contexto, ganha outra dimensão: a Uber atravessa uma crise de imagem pública, no seguimento das acusações de assédio sexual e discriminação de género. Travis Kalanick, fundador da companhia, demitiu-se do cargo de presidente-executivo, depois dademissão do número 2, Jeff Jones.

A festa que deu em janeiro, quando fez 40 anos, convenceu de vez Arianna Huffington. Boz trata a elite por tu, mas num estilo que cativa toda a gente. Sabe o que faz, sabe para onde vai. E tinha o discurso preparado para este novo desafio na Uber. “Para mim não faz sentido abordar essas questões assim porque sei que posso fazer o trabalho – estou qualificada para o cargo, posso fazer um grande trabalho. Ser apresentada como uma mulher negra é suficiente para ajudar algumas das mudanças que pretendo e procuro”, confessou.

http://observador.pt/2017/07/25/nasceu-no-gana-chefiou-o-marketing-da-apple-e-quer-recuperar-a-imagem-da-uber-quem-e-bozoma-saint-john/