Presidente de Moçambique quer que as universidade forme pessoas para servir

 

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A Universidade Nachingwea realizou, hoje, pela primeira vez, a cerimónia de graduação, desde a sua fundação em 2013. São, ao todo, 48 técnicos-profissionais formados em Ciências Político-Jurídicas, Ciências Político-Econômicas, Economia Agrária, além de Economia e Desenvolvimento e Gestão de Empresas.

A cerimônia foi dirigida pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi. Na sua intervenção, o Chefe de Estado lembrou que as universidades não devem ensinar apenas as pessoas a conhecer a ciência, mas devem educá-las para a vida.

Aos estudantes, Nyusi recomendou que não se aliassem aos que apenas reivindicam e limitam-se a analisar o trabalho dos outros e disse que os recém-graduados foram formados para servir.una

A cerimônia teve momentos de premiação da melhor estudante, do estudante mais velho e da mais nova formada pela Nachingwea. Os recém-graduados dizem que esta é apenas a celebração pelo fim de uma etapa, mas que há agora o desafio de se enquadrarem no mercado.

O reitor da Universidade Nachingwea, Luís Covane, falou dos desafios que a sua instituição dirige, e destaca a necessidade de construção de um campus universitário definitivo, dado o facto de a instituição estar num local provisório.UNIVERDIDADE-NACHINGWEA-1024x680

A UNIVERSIDADE Nachingwea (UNA) foi a primeira instituição do Ensino Superior aberta no país pertencente a uma formação política: a Frelimo.

A Universidade Nachingwea está  localizada no posto administrativo da Machava, na província de Maputo, vem funcionando desde os princípios deste ano, com 140 estudantes, sendo 69 do sexo feminino e 71 do sexo masculino, distribuídos pelas faculdades de Ciências Políticas e Administração, Economia e Informática; Ciências Jurídicas e Ciências Agrárias.

Refira-se que a Universidade Nachingwea herda um patrimônio político concebido, desenvolvido e aprimorado ao longo da luta de libertação nacional.

Em Nachingwea, na Tanzânia, os combatentes da luta de libertação nacional lutavam com vigor e determinação contra o tribalismo, o regionalismo, o racismo e os complexos de inferioridade e de superioridade, bem como as tentativas de formulação de uma distinção estanque entre quadros militares e quadros políticos, pois qualquer membro da organização – a Frelimo – podia assumir uma ou outra missão.

No centro também se batia pela emancipação da mulher, integrando-a nos treinos também como instrutoras.

Em Nachingwea foram formados os primeiros quadros da Polícia que incluíam jovens recrutados no interior do país depois do 25 de Abril de 1974. Ali treinaram-se alguns guerrilheiros da ZANU que depois continuaram na Frente de Tete, antes de iniciarem as operações militares dentro do Zimbabwe.

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Gratuidade do ensino superior em debate na África do Sul

 

estudantes

 
Pretoria, 23 jan (Prensa Latina) A viabilidade da educação superior gratuita na África do Sul continua no foco da atenção nacional, ao retomar hoje seus trabalhos uma comissão que avalia o tema.

Segundo se revelou aqui, o estatístico geral Pali Lehohla testemunhará nesta segunda-feira diante do grupo de especialistas.

O painel -instaurado sob proposta do presidente Jacob Zuma- iniciou suas sessões no ano passado no meio dos fortes protestos universitários ocorridos na África do Sul depois de no mês de setembro o governo anunciar uma elevação em 2017 de até oito por cento das quotas de matrículas.

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Apoiadas pelo movimento #FeesMustFall (os impostos devem cair), as manifestações estudantis estenderam-se por numerosas universidades públicas do país.

As audiências recolhem opiniões de diferentes setores com vistas ao informe final que será entregue a Zuma em meados do ano.

O Ministro da Educação Superior Blade Nzimande fez declarações à comissão em outubro, quando recordou que o governo deu importantes passos em matéria de apoio ao setor.

Nzimande já tinha alertado que, por diferentes fatores, é pouco provável que a gratuidade se converta em uma realidade nas universidades da África do Sul.

No entanto, reiterou que o governo logrou grandes avanços na provisão de fundos a estudantes universitários e continuará financiando os pobres, mas descartou a ideia de educação terciária gratuita.

‘Não podemos ter um sistema sem honorários. Os que podem pagar, devem pagar. Um país como o nosso não pode se dar o luxo de ter educação superior gratuita para todos’, enfatizou Nzimande.

Este ensino recebeu aumentos significativos em seus fundos para o ano fiscal 2016/17, apesar das pressões orçamentais provocadas por uma recessão econômica mundial.

Um levantamento estudantil em 2015 derivou na decisão de Zuma de declarar o aumento ‘Zero’ destes valores nas universidades para 2016. rob/dfm/cc

http://www.prensalatina.com.br/index.php?o=rn&id=4873&SEO=estuda-se-a-viabilidade-da-educacao-superior-gratuita-na-africa-do-su

30 mil concorrentes disputam mais de 5 mil vagas nas universidades de Moçambique

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Medicina, Contabilidade e Finanças, Direito, Administração Pública e Economia entre os cursos mais concorridos
Mais de 21 mil candidatos concorrem para cinco mil vagas na Universidade Eduardo Mondlane. Os exames de admissão vão decorrer a partir de amanhã em todo o país, segundo avançou Maida Khan, directora pedagógica da maior instituição de ensino superior no país.
 
Ao todo são 30 mil candidatos que vão ser submetidos a exames de admissão pela UEM, UNIZAMBEZE e UNILÚRIO, instituições de ensino superior públicas. A directora pedagógica revelou durante conferência de imprensa realizada Sexta-feira em Maputo que as províncias de Tete e Niassa são as que têm menor número de candidatos. De acordo com a directora pedagógica os cursos mais concorridos são: Medicina, Contabilidade e Finanças, Direito, Administração Pública e Economia.
 
“Vão decorrer de 9 a 13 de Janeiro de 2017 os exames de admissão à UEM, UNIZAMBEZE e UNILÚRIO. Destes cerca de 30 mil candidatos, 21 mil concorrem aos cursos da UEM. Este ano concorrem para 5265 vagas contra as 5065 de 2016. Este ano temos 200 vagas a mais do que no ano anterior”, explicou a directora pedagógica.
 
 
Tolerância zero à fraude
Ainda durante a conferência de imprensa a directora pedagógica mostrou-se preocupada com casos de fraudes. Neste contexto, Maida Khan disse que as autoridades académicas não vão tolerar quaisquer tipos de fraude. Para combater a ocorrência de fraudes, a nossa fonte revelou que serão montadas equipa de vigilância durante o período de exames.
 
“Os examinandos devem estar munidos com os documentos válidos, lápis, caneta de tinta azul ou preta. Não devem levar consigo objectos electrónicos, como telefones celulares, máquinas calculadoras e outros dispositivos cuja utilização não é permitida. Em caso de uso desses dispositivos haverá sanções como o previsto no edital”, alertou a directora pedagógica da UEM. Os exames vão iniciar às 08:00 horas para os que serão examinados no período da manhã e às 14:00 horas para os do período da tarde. Entretanto, as autoridades académicas alertam que os candidatos devem estar nos locais dos exames trinta minutos antes.
 

Guiné-Bissau considera que CPLP tem “muito potencial e futuro”

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A Guiné-Bissau considera a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) um espaço “com muito potencial e futuro”, disse o representante do país na organização.
 
 
A CPLP é “uma das grandes organizações mundiais” com “potencial em vários domínios”, acrescentou Mbala Fernandes, representante guineense na comissão de concertação permanente da CPLP e encarregado de negócios da Guiné-Bissau em Portugal.
 
 
 
Se o espaço da CPLP for aproveitado na plenitude, poderá ajudar a mudar a vida dos cidadãos lusófonos, destacou, em declarações à Lusa a propósito da XI conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP, que se realiza na segunda e na terça-feira, em Brasília.
 
Para o diplomata guineense, “é errado afirmar-se que a CPLP é uma organização parada no tempo”, limitando-se apenas a cumprir com os pressupostos da sua fundação de concertação político-diplomático e promoção da língua portuguesa.
 
“A CPLP há muito que deixou de ser só isso”, observou Mbala Fernandes, frisando, no entanto, que a concertação político-diplomática se mantém vincada entre os países lusófonos, citando o caso da Guiné-Bissau, que disse ser um laboratório da organização nessa vertente.
 
“A CPLP ganhou visibilidade com os problemas da Guiné-Bissau. Hoje fala-se e muito do nosso país a nível da CEDEAO, União Africana, União Europeia e Nações Unidas. Infelizmente a Guiné-Bissau deu destaque à CPLP”, notou o diplomata.
 
Mbala Fernandes também não tem dúvidas de que a Guiné-Bissau é o país da comunidade lusófona onde mais se ouve falar da CPLP, isto é, onde os cidadãos conhecem mais a organização, salientou.
 
O representante da Guiné-Bissau no espaço de concertação permanente é da opinião que a CPLP “é hoje uma organização alinhada com a globalização”, e aberta cada vez mais aos cidadãos em espaços próprios, sobretudo vocacionados para intercâmbio comercial e troca de conhecimentos.
 
Apontou os casos da comissão empresarial, fórum de agricultura, da ciência e tecnologia, do ensino superior, entre outros espaços de dinamização do ideal lusófono, embora lamente a falta de mobilidade que ainda se regista na comunidade.
 
“Hoje em dia há mais iniciativas na área econômica do que política”, defendeu Fernandes, que se congratulou com o facto de o Brasil assumir a presidência da organização, apontando os ganhos possíveis para países africanos em espaços como Mercosul e os BRICS (economias emergentes), mercados, que, notou, podem ser explorados.
 
A nível bilateral, lembrou que o Brasil “nunca virou às costas à Guiné-Bissau” e desde que abriu a sua embaixada em Bissau, nos primeiros anos de independência, nunca a fechou, disse.
 
Em relação às expetativas sobre o desempenho da nova secretária-executiva da CPLP, a são-tomense Maria do Carmo Silveira, Mbala Fernandes afirmou que a Guiné-Bissau espera que tenha a mesma atenção para com os problemas do país, tal como fizeram os anteriores responsáveis.
 
Disse não estar na posse das melhores informações sobre a nova secretária-executiva da CPLP, mas afirmou saber tratar-se de uma ex-governante em São Tomé e Príncipe, logo, observou, pessoa com competência para o cargo.
 
“É uma escolha de um país amigo, uma pessoa que trabalhou no Governo do seu país, com experiência governativa, de quem esperamos que faça superior ou igual em relação ao desempenho dos anteriores secretários executivos da CPLP em relação à Guiné-Bissau”, concluiu Mbala Fernandes
 

Segregação vertical impacta trajetória das mulheres cientistas, apontam especialistas

 

Scientist examining laboratory samples

Scientist examining laboratory samples

A discriminação contra a mulher na universidade e na ciência é um triste denominador comum entre todos os países do planeta. Esta foi a afirmação da presidente da Rede Francófona de Mulheres Responsáveis pelo Ensino Superior e Pesquisa (Resuff, na sigla em francês), Leila Saadé, que discutiu o assunto nesta quinta-feira, 15, no Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA-USP), em São Paulo.

Saadé conta que pediu para incluir a universidade no título de sua apresentação porque, segundo ela, um problema muito grande da mulher cientista é a questão do poder dentro da universidade. Um problema histórico, que depende de transformações em sistemas culturais e sociais. “A mulher não é aceita no domínio do poder”, disse.

Segundo dados que ela apresentou, 58% dos mestrandos na França hoje são mulheres. Mas, à medida que se progride, a participação feminina diminui: elas contam 48% dos doutorandos; 23% dos professores titulares e apenas 10,5% dos presidentes das universidades francesas – número que caiu vertiginosamente desde 2008, quando 20% das universidades eram presididas por mulheres.

Mulheres na Ciência: novos olhares !

Créditos: Lugar de Mulher
Na Europa, os dados confirmam a tendência: apenas 11% dos altos cargos acadêmicos são ocupados por mulheres. “É como um tubo furado, que vai provocando perdas no percurso”, resume.

A pesquisadora, que é jurista por formação, aponta que a descriminação generalizada na universidade impacta na trajetória acadêmica das mulheres. E um fator que alimenta esse comportamento são os estereótipos que são inculcados nas pessoas desde a mais tenra infância.

“Uma pesquisa realizada pela Fundação L’Oréal sobre a percepção pública das mulheres na ciência mostrou que para 67% dos europeus, a mulher não está qualificada para ocupar cargos de alta função na ciência. E as explicações foram as mais ‘poéticas’ possíveis: as mulheres não tinham espírito prático, racional ou analítico. O que é mais grave é que mulheres compartilham a mesma percepção”, contou Saadé. O mesmo estudo foi feito na China, e os resultados foram semelhantes, segundo ela. “Os estereótipos impactam essa visão. O que nos ensinam, desde bebês, é isso”.

Teto de vidro

Para se conseguir reverter esse quadro, a jurista acredita que é preciso formar uma rede de ações para ajudar as mulheres a “quebrarem o teto de vidro”. Criar frentes que valorizem e incentivem o avanço da mulher cientista, que promovam um olhar para a trajetória de vida da mulher – que inclui a maternidade -, além de romper o círculo vicioso de projetos feitos por homens serem avaliados por homens e aceitos por homens. “Quanto mais houver uma rede feminina se espalhando por todas as esferas, mais avançaremos”, disse.

Saadé criticou ainda a falta de dados consistentes sobre a real situação da mulher na ciência e nas universidades. “Os indicadores ainda são muito imprecisos. É necessário elaborar índices que apresentem uma visão mais detalhada das mulheres para podermos desenhar estratégias mais precisas”, comentou, acrescentando que este é um dos pedidos da Unesco que a Resuff pretende desenvolver.

Observatório de Gênero na Universidade

Desde sua criação, em 2014, a Resuff, rede criada pela Agência Universitária da Francofonia (AUF), desenvolveu módulos de ensino a distância sobre gênero, oferecendo a mulheres ferramentas para capacitá-las em estratégias profissionais e institucionais. Além disso, a rede abriu uma chamada de propostas para a criação de um “Observatório de Gênero na Universidade”, que tem por objetivo justamente identificar os fatores que dificultam a ascensão de mulheres na universidade e oferecer instrumentos metodológicos de monitoramento e medição da evolução de suas carreiras. A ideia é que cada universidade participante tenha ao menos um representante da rede responsável por esse levantamento.

Saadé ressaltou que todo esse empenho deve ir na direção de fazer com que a questão da igualdade se torne um indicador de qualidade das universidades. “A primeira missão da universidade deveria ser formar cidadãos, dentro de uma política de igualdade. Depois se pensaria em formar bons médicos, bons físicos, bons juristas, bons matemáticos. Abrir mão da presença feminina é abrir mão de grandes potenciais “, concluiu.

Efeito tesoura

Carolina Brito, física e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi a debatedora da discussão. Para ela, a falta de bons indicadores é, de fato, um problema que atrapalha ter a real dimensão da situação das mulheres nas universidades e na ciência. Mas, a partir de dados espalhados, uma história vai sendo construída. E essa história é que, apesar de as mulheres serem a maioria entre os que concluem o ensino fundamental e médio, e a maioria nos cursos de graduação, quando se analisa a distribuição desses números, observam-se sérias discrepâncias.

“Quando olhamos a distribuição das mulheres por áreas, vemos que estamos segregadas”, afirma. Uma área crítica é a das engenharias: de 100 pessoas que concluem a graduação no Brasil, 15 se formam em alguma engenharia e apenas 5 são mulheres.

A segregação vertical é ainda mais notável. Na física, área que Brito estuda com mais profundidade, 30% dos alunos de iniciação científica são do sexo feminino. No mestrado, esse percentual cai para 20%; doutorado, 15%; até que apenas 5% das bolsas de pesquisa nível 1A são de mulheres. “É o chamado efeito tesoura. Ao subir na carreira, o percentual de mulheres cai”, comenta, corroborando os dados apresentados por Saadé.

Além do preconceito implícito, da questão família e carreira, e da falta de modelos femininos na alta hierarquia acadêmica, um fator de alto impacto, que precisa ser analisado são os comitês científicos, que avaliam projetos e pesquisadores. “No comitê de física do CNPq, apenas 10% dos membros são mulheres. Na farmácia, área tradicionalmente dominada pelas mulheres, 100% do comitê é masculino”, destacou a pesquisadora.

Brito é coordenadora do projeto Meninas na Ciência, ação de extensão do Instituto de Física da UFRGS desde o final de 2013, e, segundo ela, o efeito tesoura traz um desafio ainda maior para se compreender e promover a equiparação de gêneros na academia. “O efeito tesoura é muito dramático porque a gente poderia pensar que a entrada na ciência é uma solução. Mas esse fenômeno mostra que despertar esse desejo não é suficiente”, analisou.

Nota do Managing EditorEsta matéria é de autoria de Daniela Klebis para o Jornal da Ciência foi veiculada em 16 de setembro de 2016. A ilustração apresentada não consta da matéria original e foi introduzida pela Editoria do Boletim.

Universidade em Gana vai remover estátua de Ghandi ‘racista’

gandhi RIO — As autoridades de Gana anunciaram nesta quinta-feira que uma estátua de Mahatma Gandhi, doada há alguns meses pelo governo da Índia para a Universidade de Gana, na capital Acra, será removida. A decisão foi tomada após uma petição assinada por professores destacarem o caráter “racista” do líder indiano e exigirem prioridade para personalidades africanas.

“Mais vale levantar-se para nossa dignidade que curvar-se à vontade de uma superpotência euro-asiática”, diz a petição, citando que Gandhi dizia que os indianos eram “infinitamente superiores” aos africanos.

A estátua foi inaugurada em junho no campus universitário pelo presidente da Índia, Pranab Mukherjee, como um símbolo de aproximação entre os dois países. Mas em setembro, um grupo de professores solicitou sua retirada.

O Ministério de Relações Exteriores de Gana informou que o assunto gera “profunda preocupação”, destacando que sua intenção é “realocar a estátua para assegurar sua integridade e evitar polêmicas”.

“Gandhi era humano e pode ter tido seus defeitos, mas devemos recordar que as pessoas mudam”, disse a pasta, em comunicado, acrescentando que a Índia e Gana “foram campeões na luta pela liberação dos povos oprimidos em todo o mundo”.

http://oglobo.globo.com/sociedade/universidade-em-gana-vai-remover-estatua-de-ghandi-racista-20253476

Direitos Humanos no ensino superior em Angola

mapa de Angola

O ensino dos direitos humanos nas universidades propicia mudanças de atitudes que favorecem relações calorosas e respeitosas, afirmou ontem o secretário de Estado dos Direitos Humanos, António Bento Bembe.

 

Ao discursar na abertura das primeiras jornadas científicas de direitos humanos, organizadas pela Universidade Óscar Ribas, em parceria com o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos, Bento Bembe defendeu o início da implementação dos Direitos Humanos nos planos curriculares das universidades angolanas.
Acrescentou que a educação em direitos humanos faz parte da formação integral dos estudantes do ensino superior, pois a mesma permite-lhes alcançar um equilíbrio entre o desenvolvimento intelectual e o desenvolvimento moral. “A reflexão, diálogo e debate colaboram na formação integral dos estudantes”, afirmou o secretário de Estado, apontando como acções a empreender, a promoção de pesquisas, a nível nacional e local, com o envolvimento de instituições de ensino superior públicas e privadas.
Bento Bembe defendeu ensinar e projectar os valores universais para a sociedade, para que as pessoas sejam capazes de analisar e criticar os comportamentos que não promovem a dignidade humana.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/direitos_humanos_no_ensino_superior_1