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Intercâmbios esportivos entre Brasil e países africanos

africanos

 

A Confederação Brasileira de Desporto Universitário e a Federação Africana de Desporto Universitário (Fasu) prepararam um protocolo de intenções para fazer com que atletas e comissões técnicas façam intercâmbios entre Brasil e países da África, participando de competições fora de seus países de origem.

Vice-presidente da confederação e presidente da representação da Federação Internacional de Esporte Universitário nas Américas, Alim Maluf Neto afirmou que agora é preciso que universidades se interessem a participar da construção do convênio.

“Queremos essa troca de experiências e de know how com a África para capacitar mais os nossos profissionais e permitir a troca de experiência entre os atletas”, disse Maluf, que espera ter times africanos competindo nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) já no próximo ano.

O presidente da Federação Africana de Esporte Universitário (Fasu), Michael Malumbete Palete, fez uma visita ao JUBs e acompanhou partidas de futsal. Ele destacou que a parceria também pode desmistificar preconceitos sobre o continente africano.

“O mito de pessoas vivendo com leões em suas casas precisa ser apagado. Nós não somos só pobreza, somos desenvolvimento, somos avanço científico, pesquisa, desenvolvimento em esporte e instalações”, disse o sul-africano.

Com o acordo, Malumbete também espera atrair patrocínio para o esporte universitário no continente, uma de suas maiores dificuldades. “Há muito mais que pode ser desenvolvido”, diz ele, que defende que os patrocinadores que apoiam universidades e esporte universitário não estão apenas apoiando a formação de bons profissionais. “Estarão investindo em um mundo mais pacífico.”

Um acordo do mesmo tipo está sendo costurado com a China, mas a proposta ainda esbarra no desejo dos chineses de promover intercâmbios esportivos mais longos entre os atletas.

Intercambistas

Os JUBs deste ano já contaram com atletas africanos no futsal masculino. O time de estudantes foi a Cuiabá representando a Universidade Federal de Roraima, onde estudam por meio do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação, que oferece vagas de nível superior no Brasil para estudantes de países em desenvolvimento. Com atletas de diversos países da África, a equipe disputou a terceira divisão da competição.

Edvrard Bambock, de 22 anos, nasceu no Camarões e cursa agronomia na universidade brasileira. Ele está no país há sete meses e brinca que achava que tinha aprendido a falar português quando se deparou com a variedade de sotaques dos atletas dos jogos

“Percebi que tem muito sotaque que não dá para entender diretamente. Conversei com pessoas que falavam que eram de lugares que eu não sabia que existiam no Brasil”, disse Bambock. “Cada estado no Brasil tem a sua cultura. Bahia tem uma cultura mais africana e Santa Catarina parece mais com a Alemanha. Nem sabia que o Brasil tinha pessoas que falam alemão”.

Bambock chegou a defender a seleção juvenil de futebol no seu país e fez testes para jogar na Alemanha, França e Espanha. No período que jogava na Europa, lesões o impediram de assinar os contratos e a família pressionou que ele voltasse a estudar.

“Não queria decepcioná-los, e eles realmente tem razão. Se eu eu não tiver nada na cabeça, não vou fazer nada da vida”.

O atleta e os colegas de equipe se conheceram no Brasil, jogando futsal na universidade. “Ajudou muito minha integração no Brasil, porque passei a jogar com meus irmãos africanos e os brasileiros e entender melhor a língua”.

Há quatro anos na Universidade Federal de Roraima, estudando relações internacionais, Onogifro Euclisio, de 25 anos, conta que aprendeu a admirar a espontaneidade e a informalidade dos brasileiros. O estudante da Guiné Bissau se surpreendeu ao encontrar pessoas de camiseta regata na universidade e professores com tatuagens e brincos. “Lá, a gente tem isso de que professor é exemplo e não pode ser assim. Aqui, aprendi um novo jeito de estudo e que está me ajudando”, afirmou. Ele disse que quer seguir carreira acadêmica em seu país.

“Quando eu voltar, quero colocar em prática tudo o que aprendi, principalmente em questão de conservadorismo. Já abri mão disso e agora acredito em uma cultura mais liberal”.

Labiou Ayigbebe, aluno de jornalismo, e outros colegas, contam que começaram a se interessar pelo Brasil vendo atletas como Ronaldinho Gaúcho vestirem a camisa verde e amarela. Com 17 anos, ele não se abate com as duas derrotas que eliminaram o time do futsal no JUBs e comemora: “Fiz um golaço. Coloquei no Facebook e mandei o vídeo para o meu técnico no Benin. Ele ficou muito feliz”.

http://istoe.com.br/parceria-busca-intercambios-esportivos…/

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Rivalidade entre irmãos ajudou a moldar 1ª negra campeã olímpica na natação

Adam Pretty/Getty Images

Simone Manuel chora no pódio após virar a primeira negra medalhista na natação olímpicaimagem: Adam Pretty/Getty Images

Quando tinha nove anos, Simone Manuel interpelou os pais na sala da casa em que a família morava e fez um aviso em tom decisivo: “Eu vou ser uma atleta olímpica na natação”. Parecia um sonho distante para uma menina que tinha começado a nadar quatro anos antes e que ainda flertava com outras modalidades – principalmente o basquete, esporte praticado pelo pai e pelos irmãos mais velhos. Também parecia uma escolha ousada devido a um aspecto que era tabu na época – no alto rendimento, as piscinas ainda eram território inóspito para afrodescendentes nos Estados Unidos.

Simone é a filha mais nova entre três irmãos. Os mais velhos, Chris e Ryan, sempre foram ligados ao esporte – os pais da nadadora foram atletas até a universidade, e isso influenciou os gostos dos rebentos. Chris e Ryan já praticavam natação quando a caçula começou a frequentar as piscinas.

“Ela não gostava de perder. Era menor, mas queria sempre competir com os meninos e queria chegar ao nível deles”, relatou a mãe da nadadora, Sharron, em entrevista concedida ao UOL Esporte durante a seletiva norte-americana de natação para a Rio-2016, em Omaha, em julho deste ano.

A rivalidade com os irmãos mais velhos acabou fazendo com que Simone se tornasse uma atleta sempre acima da média para sua faixa etária. Isso acelerou consideravelmente o desenvolvimento da nadadora e a ajudou a escolher definitivamente as piscinas. Chris e Ryan já haviam trocado as águas pelas quadras de basquete, mas ela ficou.

Em 2013, aos 17 anos, Simone conseguiu um lugar na equipe que representaria os Estados Unidos no Mundial de esportes aquáticos de Barcelona (Espanha). Conseguiu uma medalha de ouro no revezamento 4×100 m livre. Dois anos depois, em Kazan (Rússia), perdeu rendimento e não conseguiu ajudar o time nacional a manter o título na prova – as norte-americanas ficaram com o bronze em 2015.

Entre os dois Mundiais, Simone empilhou bons resultados nas provas de velocidade disputadas em âmbito local. No entanto, também acumulou performances decepcionantes para alguém que era cercada por tanta expectativa. O rendimento claudicante criou dúvidas sobre a capacidade de desenvolvimento da nadadora.

Mike Ehrmann/Getty Images
Simone Manuel ficou surpresa ao ver que tinha ganho a prova e quebrado recorde olímpicoimagem: Mike Ehrmann/Getty Images

Essas dúvidas começaram a se dissipar em 2016, quando Simone encaixou um bom desempenho na seletiva nacional disputada em Omaha. Conseguiu vagas para representar os Estados Unidos em quatro provas das Olimpíadas (50 m livre, 100 m livre, 4×100 m livre e 4×100 m medley). A atual seleção, que também tem Lia Neal, 21, é a primeira equipe norte-americana de natação em uma edição de Jogos que tem duas mulheres negras.

“Eu penso muito nisso e luto para hoje. Tentei tirar o peso da comunidade negra dos ombros – é uma coisa que carrego comigo hoje –, mas gostaria que chegasse um dia em que nós sejamos mais numerosos. Gostaria que não fosse Simone, a nadadora negra. Esse título significa que não devo ganhar ou quebrar recordes, mas eu quero isso tanto quanto todo mundo”, disse a nadadora na última quinta-feira.

Instantes antes, Simone havia feito história. Bateu na parede da piscina ao mesmo tempo em que a canadense Penny Oleksiak e conquistou a medalha de ouro nos 100 m livre.

“Significa muito para mim. Essa medalha não é só minha, mas de todos os afrodescendentes que vieram antes de mim e foram inspirações para mim. Espero poder ser inspiração para outros. Essa medalha é para as pessoas que virão depois de mim. Que entrem nessa guerra e tenham entusiasmo”, pediu a nadadora.

Assim como havia feito na infância, Simone resolveu ignorar o discurso da diferença. Na primeira oportunidade, isso ajudou a forjá-la como atleta – e campeã – olímpica. E agora, afinal, até onde a norte-americana pode chegar?

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Primeira negra a ser campeã olímpica na natação exalta peso histórico do feito

“Significa muito para mim, mas essa medalha não é só minha. É de muitos afrodescendentes americanos que vieram antes de mim e me inspiraram”

O empate com direito a recorde olímpico entre a norte-americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak tem um significado histórico que vai muito além de uma rara igualdade no alto do pódio. Com o ouro, Simone se tornou a primeira mulher negra a vencer uma prova olímpica na natação.

Simone Manuel foi ouro na prova dos 100m nado livre
USA Today / Reprodução

Simone Manuel foi ouro na prova dos 100m nado livre

A nadadora afirmou que chorou muito após a conquista, e dedicou a vitória a ídolos negros do passado. “Significa muito para mim, mas essa medalha não é só minha. É de muitos afrodescendentes americanos que vieram antes de mim e me inspiraram, como Cullen Jones e Maritza Correia, pra citar apenas dois. Espero que eu também inspire muitos no futuro”, afirmou.

A atleta acha que seu pódio pode servir de exemplo para que a discriminação racial mude em seu país. “Eu acho que essa medalha representa muito nesse momento, com alguns problemas de brutalidade policial que têm acontecido. Essa vitória ajuda a trazer momentos de esperança”, continuou a campeã olímpica.

Logo que viu seu nome no placar eletrônico com o número um do lado, a nadadora ficou radiante. “Eu não encontro palavras para descrever como estou me sentindo, mas estou realmente eufórica”, afirmou a garota, que completou 20 anos pouco antes da Olimpíada começar. Ela também conquistou uma prata no revezamento 4×100 metros livre dos Estados Unidos.

Na hora da cerimônia de premiação dos 100m livre, tanto ela quanto Penny ficaram no lugar mais alto do pódio, ouviram dois hinos e viram duas bandeiras tremularem como primeiro lugar, uma em cima da outra. Tudo porque houve o empate. Primeiro, o sistema de som tocou o hino dos Estados Unidos e depois do Canadá. “Eu chorei muito depois da prova. Foi uma grande jornada e eu estou superanimada. Quando ouvi o hino nacional tocando, foi emocionante.”

Como as duas nadadoras fizeram tempos iguais na prova, ambas ficaram com a medalha de ouro. A norte-americana Simone Manuel e a canadense Penny Oleksiak nadaram a distância em 52s70 e chegaram ao lugar mais alto do pódio. O bronze ficou com a sueca Sarah Sjostrom. E ninguém levou a prata.

O mais curioso é que no momento que houve a chegada da prova, as duas atletas olharam para o placar eletrônico, no alto do Estádio Aquático, e comemoram. Em um primeiro momento, não perceberam que havia sido empate. Mas depois que a ficha caiu, elas festejaram ainda mais e se abraçaram na piscina.

Não é comum as provas de natação terminarem em empate, até porque o sistema de cronometragem conta com grande precisão que marca os centésimos. Tudo é feito eletronicamente e por isso, quando o placar mostrou resultados iguais de tempo, não existia dúvida de que havia ocorrido mesmo um empate.

Fonte: iG Olimpiadas – iG @ http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-12/primeira-campea-negra-natacao.html

 

http://esporte.ig.com.br/olimpiadas/2016-08-12/primeira-campea-negra-natacao.html

Campeã olímpica brasileira levanta voz contra racismo e discriminação

A judoca Rafaela Silva conquistou a medalha de ouro na segunda-feira.

Rafaela Silva
Foto: FACUNDO ARRIZABALAGA / EPARafaela Silva com a medalha de ouro.

Por SAPO Desporto c/ Lusa sapodesporto@sapo.pt

A judoca Rafaela Silva, que conquistou na segunda-feira a medalha de ouro em -57 kg, categoria em que Telma Monteiro arrecadou o bronze, levantou na quarta-feira a voz contra o racismo e a discriminação.

A atleta brasileira, uma mulher negra, lésbica e oriunda de uma favela, deu a cara numa campanha contra o racismo no desporto.

“Estou muito feliz por estar a realizar o meu sonho, mostrar às pessoas que me criticaram em Londres [2012], que disseram que eu era uma vergonha para a minha família, que o lugar para o macaco era numa jaula e não nos Jogos Olímpicos”, afirmou a judoca na apresentação da campanha.

Rafaela recorda a infância como uma “menina que não gostava de estudar e que nunca pensou em sair da favela” e incentiva os jovens a procurar motivação e a aproveitar as oportunidades, dando o exemplo da medalha de ouro que agora exibe e que inspira jovens e adolescentes de zonas marginais, não só do Brasil, mas de todo o mundo.

“O macaco que teria que estar numa jaula em Londres, saiu da jaula e foi campeã olímpica aqui no Rio de Janeiro”, continuou a atleta brasileira.

Rafaela lembra que vencer as resistências à condição de mulher numa modalidade como o judo não foi fácil, mas a seleção feminina brasileira deu grandes passos e conta já com medalhas de ouro olímpicas e cinco em campeonatos mundiais.

A atleta assumiu-se também como uma feminista: “Estamos a conseguir conquistar o nosso espaço e temos que aproveitar isso, porque temos ficado muito tempo esquecidas e espero que outras mulheres possam ter esta iniciativa, continuar o legado e que o feminismo cresça no Brasil”.

Para a secretária brasileira de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), Luislinda Valois, os feitos da população negra são o resultado de “muita luta, muitos sacrifícios, muitas mortes e sofrimento”, um país onde 52 por cento da população é negra.

Os Jogos Olímpicos são um “grande espelho” e “uma oportunidade extraordinária”, disse Valois.

Rafaela Silva ainda acrescentou: “Geralmente, quando sai um tema acerca da raça negra é só para falar de que um negro assaltou alguém. Agora não é um negro que está a assaltar alguém, mas sim a dar uma alegria ao povo brasileiro.”

http://desporto.sapo.mz/jogos_olimpicos/brasil_2016/artigo/2016/08/11/campea-olimpica-brasileira-levanta-voz-contra-racismo-e-discriminacao

Ausência dos Jogos da CPLP cria polêmica na Guiné-Bissau

O Ministério das Finanças guineense não encontrou verbas para financiar a comitiva aos Jogos que decorrem em Cabo Verde.A

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A Guiné-Bissau já falhou as edições de 2012 e 2014

A ausência da Guiné-Bissau dos Jogos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) prejudica o desporto do país, disse hoje à Lusa o secretário-geral do ministério da Juventude, Cultura e Desporto, José da Cunha. “A ausência nos jogos da CPLP tem sempre custos enormes para o nosso desporto”, referiu.

Mesmo reduzindo de 94 para 40 o número de pessoas que integrariam a delegação guineense, não foi possível encontrar fundos no Ministério das Finanças, disse o secretário-geral, que lamenta a situação.

Os jogos que arrancaram no domingo e decorrem até dia 24 em Cabo Verde constituem a terceira edição consecutiva em que a Guiné-Bissau não toma parte: o país não participou nos jogos de Moçambique, em 2012, nem de Angola, em 2014.

Além dos jogos em si, o secretário-geral do Ministério do Desporto guineense lembrou que, à margem dos eventos desportivos, os países lusófonos aproveitam para “afinar estratégias em termos de cooperação” ao abrigo da conferência dos ministros.

O encontro de governantes teve lugar entre sábado e domingo na ilha do Sal e é um momento de assinatura de protocolos multilaterais entre os titulares das pastas do desporto do espaço lusófono, lembrou José da Cunha.

 

http://desporto.sapo.pt/mais_modalidades/artigo/2016/07/18/ausencia-dos-jogos-da-cplp-cria-polemica-na-guine-bissau

Guiné-Bissau desiste de participar por falta de dinheiro

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A Guiné-Bissau desistiu de participar na X edição dos Jogos da CPLP, que arrancam no domingo na ilha cabo-verdiana do Sal, alegando “limitações de ordem financeira”, informou hoje a organização do evento multidesportivo.
 
“Os motivos desta inesperada não-participação, explicaram os responsáveis daquele país, prendem-se com limitações de ordem financeira e que ultrapassam a Comissão de Organização destes X Jogos da CPLP”, informou a organização em nota de imprensa.
 
A mesma fonte indicou que a Guiné-Bissau informou sexta-feira à noite da sua não-participação nos Jogos da CPLP que acontecem até ao dia 24 deste mês.
 
“Por esta inesperada situação, resta-nos lamentar, na certeza de que até o último momento tudo se fez para que a Guiné-Bissau estivesse presente neste certame”, prossegue a organização, que promete “tudo fazer” para que os jogos decorram “da melhor forma e venham a ser uma verdadeira festa da Lusofonia”.
 
A Guiné-Bissau deveria participar nas modalidades de futebol, andebol, basquetebol, voleibol de praia e atletismo.
 
Os guineenses são o segundo país a desistir de participar nas competições nos Jogos da CPLP, depois da Guiné Equatorial, que, no entanto, vai estar presente com uma delegação ministerial na Conferência de Ministros que acontece domingo de manhã.
 
Nesta que era a primeira edição em que se perspetivava a participação de todos os nove países da comunidade, vai contar agora com sete: Cabo Verde, Brasil, Angola, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Moçambique.
 
A cerimónia de abertura será domingo à noite, no Estádio Municipal Marcelo Leitão, em Espargos, que a par de Santa Maria vai ser o palco dos jogos, realizados pela segunda vez em Cabo Verde, depois de 2002.
 
O evento multidesportivo vai contar com a presença de cerca de 500 atletas, que vão competir nas modalidades de futebol, atletismo, andebol, taekwondo, basquetebol, natação e voleibol de praia.
 
Além da vertente desportiva, os Jogos da CPLP têm como objetivo reforçar a solidariedade, interação, convívio e camaradagem entre os povos e atletas dos países que falam português.
 
A primeira edição foi realizada em 1992, em Lisboa, seguindo-se Bissau (1995), Maputo (1997), Praia (2002), Luanda (2005), Rio de Janeiro (2008), Maputo (2010), Mafra (2002) e Luanda (2014).
 
Aside

Com ajuda brasileira, trio africano faz história e conquista vaga olímpica inédita na canoagem

Mussa Chamaune e Joaquim Lobo, de Moçambique, e Bully Triste, de São Tomé e Príncipe, contaram com o treinamento do brasileiro Figueroa Conceição e com a infraestrutura do Centro de Treinamento de Curitiba em sua preparação

Mussa Chamaune e Joaquim Lobo conseguiram vaga histórica para o Rio 2016 (Divulgação/CBCa)
Mussa Chamaune e Joaquim Lobo conseguiram vaga histórica para o Rio 2016 (Divulgação/CBCa)

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Com participação direta do Brasil, três atletas africanos conquistaram pela primeira vez uma vaga em uma Olimpíada. Treinados pelo brasileiro Figueroa Conceição Souza, Mussa Chamaune e Joaquim Lobo, de Moçambique, e Bully Triste, de São Tomé e Príncipe, conquistaram, por meio do Campeonato Africano de Canoagem Velocidade, a chance de representarem seus países nos Jogos do Rio de Janeiro.

A história dos três países foi entralaçada por meio de um intercâmbio entre as federações, proporcionando aos atletas africanos a chace de desfrutarem da estrutura do Centro de Treinamento de Canoagem Velocidade, em Curitiba.  Para João Costa Alegre, presidente do Comitê Olímpico de São Tomé e Príncipe, a parceria está ajudando a desenvolver o esporte em seu país.

 

“Quero agradecer muito ao presidente João Tomasini [presidente da Confederação Brasileira de Canoagem] e à Canoagem Brasileira. Essa parceria está sendo fundamental para o desenvolvimento da canoa na África. O período de treinamento no Brasil foi muito importante para atingirmos esse feito histórico. O fato de também colocar a canoa de São Tomé e Príncipe como referência no continente africano surpreendeu a todos”, afirmou João Costa.

Assim como Bully Triste, Mussa Chamaune e Joaquim Lobo também serão os primeiros canoístas representando o  seu país em Jogos Olímpicos. Para Figueroa Conceição, a classificação de seus atletas é resultado de um bom trabalho conjunto e, principalmente, da garra do trio africano. “Eles são exemplos de dedicação e, junto com uma boa estrutura oferecida, melhoraram muito. Agora estão colhendo os frutos”, disse o comandante.

http://www.foxsports.com.br/news/248040-com-ajuda-brasileira-trio-africano-faz-historia-e-conquista-vaga-olimpica-inedita-na-canoagem

Atleta de luta da Guiné-Bissau qualifica-se para Jogos Olímpicos do Brasil

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Augusto Midana, atleta de luta da Guiné-Bissau, apurou-se para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, a realizar em agosto, disse hoje à agência Lusa o presidente da federação da modalidade, Muniro Conté.

O atleta conseguiu o apuramento na sequência “de bons resultados” no campeonato africano de luta que decorreu no fim de semana na Argélia e onde alcançou “mais uma medalha de ouro” na categoria de 74 quilos, disse Conté.

Com a vitória em Argel, Midana conquistou a sua quarta medalha de ouro, sendo líder africano na categoria.

Augusto Midana, que beneficia de uma bolsa olímpica há quatro anos num centro de alto rendimento no Senegal, apurou-se para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, constituindo-se como a “esperança maior” para a conquista da primeira medalha da Guiné-Bissau nuns Jogos. acrescentou o presidente da federação de luta.

Em declarações à Radio Nacional da Guiné-Bissau e ainda a partir da Argélia, Augusto Midana agradeceu o apoio “de todos os guineenses” e prometeu tudo fazer para conquistar a primeira medalha do país nos Jogos Olímpicos.

Augusto Midana vai assim participar nos seus segundos Jogos, depois de ter estado em Londres em 2012.

A Guiné-Bissau já se fez representar nos Jogos de Atlanta em 1996 e em Atenas em 2004.

O atleta agradeceu também o facto de o governo guineense ter decidido em conselho de ministros atribuir-lhe uma casa na sua vila natal e um subsídio mensal.

http://www.dnoticias.pt/actualidade/desporto/578926-atleta-de-luta-da-guine-bissau-qualifica-se-para-jogos-olimpicos-do-bras

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Brasil investiu para que São Tomé e Príncipe estivesse pela primeira vez nas Olímpiadas

Baiano faz história na África

Luiz Teles

  • Figueroa Conceição (de mochila); no pódio, Bully e Altamiro (com braço na tipoia), e Mussá e Joaquim - Foto: Figueroa Conceição | Arquivo Pessoal

    Figueroa Conceição (de mochila); no pódio, Bully e Altamiro (com braço na tipoia), e Mussá e Joaquim

Técnico da seleção brasileira feminina de canoagem e fora da Rio-2016, já que a modalidade só terá mulheres nos Jogos em Tóquio-2020, o técnico baiano Figueroa Conceição recebeu um desafio do presidente da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), João Tomasini: treinar dois atletas da africana São Tomé e Príncipe em busca de uma inédita participação do país em uma Olimpíada.

E o acordo de cooperação entre as duas nações deu um fruto para entrar na história: após somente um ano de preparação, o treinador fez o canoísta Bully Afonso, 23, baixar seu tempo na categoria C1-1000 (de 1 km) em 23 segundos na seletiva olímpica africana, ocorrida no último sábado, na África do Sul, e carimbar a primeira vaga do país no maior evento esportivo do planeta.

“O que o Figo [apelido de Figueroa] fez foi um milagre. Acho que ele ainda não tem uma ideia do que isso representa para o nosso país, que hoje está em festa e tem ele como um herói nacional. É a primeira vez que a bandeira de São Tomé e Príncipe estará em uma Olimpíada”, explica o entusiasmado João Costa Alegre, que é presidente do Comitê Olímpico de São Tomé e Príncipe e da Confederação Africana de Canoagem.

E por pouco o ‘milagre’ não veio em dobro para o país. O barco do C2-1000, remado também por Bully Afonso, em parceria com Altamiro de Ceita (outro que veio ao Brasil treinar com Figueroa), perdeu a vaga na Rio-2016 por um milésimo de segundo, após Ceita se contundir na reta final (ele finalizou a prova, mas terá de passar por uma cirurgia após um grave estiramento no músculo do braço).

Figo classifica Moçambique

Mas, se a ‘graça’ dobrada não aconteceu para São Tomé e Príncipe, ela veio para o ubaitabense: quem ganhou a vaga de Bully e seu parceiro foi justamente a dupla Joaquim Lobo, 23, e Mussá Chamaune, 25, de Moçambique, também treinada por Figo. “Eles chegaram depois e tivemos apenas seis meses de treino. Fiquei muito sentido pelo que aconteceu com o Altamiro, mas fiquei igualmente feliz e orgulhoso por Joaquim e Mussá”, diz o baiano, que também fez os Moçambicanos superarem seus recordes em mais de 20 segundos. “Os tempos deles [agora de 4m37s, no C1-1000, e 4m16s, no C2-1000], em nível mundial, não são fortes ainda, mas são ótimos para a África. Sabíamos que tínhamos uma chance de ir à Olimpíada”, completa Figueroa.

A vaga para Moçambique também é histórica: foi a primeira da canoagem do país, que é até aqui a única modalidade fora do atletismo a carimbar passaporte na Olimpíada Rio-2016. “É uma festa da lusofonia, porque são dois países lusófonos que vão aos Jogos e que serão sediados pela primeira vez por uma nação que fala português. Só temos a agradecer ao Figo e ao João Tomasini, que embarcaram com a gente nessa aventura e nos deram essa oportunidade”, comenta João Costa Alegre, que quer ‘roubar’ o baiano para trabalhar em solo africano. “Todos na África ficaram impressionados com o desenvolvimento do esporte em tão pouco tempo”, completa o dirigente.

Figueroa, que será recebido em breve, em audiência, pelo presidente de São Tomé e Príncipe, desconversa sobre o convite. “Fico lisonjeado, mas hoje estou muito feliz na CBCa. Vamos ouvir a proposta, mas meu foco agora é a Rio-2016”.

Revelador de Isaquias Queiroz, Figueroa comanda seleção feminina desde 2014


Erlon (de preto), Figueroa (centro) e o pequeno Isaquias, abraçados à beira do Rio de Contas, em 2006 (Foto: Figueroa Conceição | Arquivo Pessoal)

Filho de Ubaitaba, Figueroa Conceição, 30, começou cedo na canoagem, aos 11 anos. Treinava sob a tutela do professor Jefferson Lacerda, conterrâneo presente nos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992. Mesmo dedicado, sua carreira de atleta não decolou, mas o dom de ensinar e o conhecimento técnico do esporte rapidamente o levaram a uma direção que mudaria sua história: seria, a partir dos 20 anos, treinador.

Foi em 2005 que chegou a Ubaitaba, por meio do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, destinado à formação de atletas pela Confederação Brasileira de Canoagem  (CBCa) em parceria com a prefeitura local. O projeto, que existe até hoje e atende 150 crianças e jovens, é responsável hoje por grande parte das seleções adulta e de base, e revelou o fenômeno Isaquias Queiroz, campeão mundial e favorito ao ouro no C1-1000 na Rio-2016.

Figueroa era um dos instrutores do projeto e sua carreira alavancou após a descoberta de Isaquias e outros pupilos, como Erlon de Souza, que também vai à Rio-2016 ao lado de Isaquiais na C2-1000 (veja eles ainda muito jovens, em 2006, na foto abaixo). Muitos bons resultados vieram e, em 2014, foi convidado pela CBCa para assumir o cargo de técnico de canoa das categorias Júnior, Sub-23 (homens e mulheres), além da Sênior Feminino.

“A canoa faz parte do sangue de quem nasce em Ubaitaba [que significa, em tupi, cidade (taba) das canoas (Ubá)] e, de maneira geral, de toda aquela área no Sul da Bahia. Todos tivemos muita dificuldade de estrutura para chegar onde estamos,  mas, quando ela finalmente ficou pronta, e depois com o centro de canoagem no Paraná e a vinda dessa lenda e mestre do esporte, que é o técnico Jesus Morlan [espanhol], mostramos que podemos ser uma potência”, comenta Figo, apelido pelo qual é conhecido no esporte.

Orgulhoso dos resultados de seus pupilos – nacionais e, agora, estrangeiros –, Figueroa não esquece de suas raízes e divide a alegria com a avó, falecida no ano passado. “Ela sempre me acompanhou e é uma pena que não está aqui para ver esse momento tão feliz, e também a Olimpíada. Mas sei que ‘Ubacity’ está vendo tudo de pertinho torcendo muito, e mando um abraço para todo mundo lá”.

http://atarde.uol.com.br/esportes/noticias/1759531-baiano-faz-historia-na-africa-premium

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Lutador da Guiné-Bissau conquista ouro

Apesar de o futebol ser a principal modalidade desportiva na Guiné-Bissau, a luta é a que mais medalhas já deu ao país.

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Foto: AFP ImageForum; OLIVIER MORINLutador da Guiné-Bissau conquista ouro

O lutador da Guiné-Bissau Augusto Midana conquistou hoje a sua terceira medalha de ouro consecutiva no Campeonato Africano de luta livre olímpica, na categoria de 74 kg num torneio realizado no Egito.

De acordo com Muniro Conté, presidente da Federação Guineense de Luta, esta é a sétima medalha de ouro conquistado por Midana nos torneios africanos.

“A meta agora é conseguirmos a nossa primeira medalha olímpica, o que vamos tentar nas olimpíadas do Rio de Janeiro”, afirmou Conté, apontando as baterias para os Jogos Rio2016.

A Guiné-Bissau já participou nos Jogos Atalanta96, Atenas2004 e Londres2012 e agora prepara-se para ir aos do Brasil, levando os atletas de luta Augusto Midana (74 quilos) e Quintino Intip (86), precisou Muniro Conté.

“Já estivemos em três jogos olímpicos. É certo que nunca ganhámos qualquer medalha, mas acalentamos essa esperança, tendo em conta o facto de Midana ter sido considerado nos Jogos de Londres o melhor atleta africano”, observou o presidente da federação guineense de luta.

Augusto Midana, de 31 anos, recebeu esta menção por ter sido o único atleta africano a participar em todos os combates (três) até ao fim, isto é, sem desistir, destacou Muniro Conté.

A esperança guineense para os Jogos do Rio de Janeiro também reside em Quintino Intip, o qual obteve no torneio africano no Egito uma medalha de bronze.

Os dois atletas guineenses, Augusto Midana e Quintino Intip são beneficiários de uma bolsa olímpica com a qual vivem e treinam num centro especializado no Senegal há quatro anos.

 

http://desporto.sapo.pt/mais_modalidades/artigo/2016/03/09/lutador-da-guine-bissau-conquista-ouro-em-campeonato-africano