Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro

 

Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro

O livro Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro já tem o primeiro lançamento marcado para o dia 11 de maio, no Al Janiah, São Paulo. O evento contará com debate sobre o livro com o professor Dennis de Oliveira e Deivison Mendes Faustino. Para encerrar o evento, intervenção musical a cargo de Conde Favela Sexteto.

11|05 (sexta-feira) às 19h30, Al Janiah – Rua Rui Barbosa, 269 – Bela Vista.

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SOBRE O LIVRO | Há mais de cinco décadas de seu falecimento, Frantz Fanon, publicado em diversos países e analisado por destacados estudiosos do pensamento crítico contemporâneo, é, sem dúvidas, um dos intelectuais negros mais importantes do século XX, que atuou como psiquiatra, filósofo, cientista social e militante anti-colonial.

Sua obra influenciou movimentos políticos e teóricos em todo o mundo e suas reflexões seguem reverberando em nossos dias como referência obrigatória em diversos campos de estudo. Por isso, em Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro, Deivison Mendes Faustino apresenta a trajetória política e teórica de Fanon desde a sua infância na Martinica até a sua participação nos movimentos de libertação na África. Trata-se de uma rigorosa investigação, em que a obra do intelectual martinicano é revisitada com vistas à sua biografia, de forma a oferecer ao leitor brasileiro um panorama mais amplo a respeito do contexto e dos dilemas enfrentados por Fanon no momento de cada escrito seu.

O presente ensaio aqui apresentado é, nesse sentido, corolário de uma séria atividade intelectual e se constitui como uma fundamental contribuição para o debate sobre a presença do pensamento negro e sua resistência política e intelectual na sociedade contemporânea. Que seja este, portanto, um livro para ler e refletir.

SOBRE O AUTOR | Deivison Mendes Faustino, também conhecido como Deivison Nkosi, possui doutorado em Sociologia pela Universidade Federal de São Carlos.

É Professor Adjunto da Universidade Federal de São Paulo – Campus Baixada Santista, onde também atua como pesquisador do Núcleo Reflexos de Palmares e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros – NEAB da UNIFESP e integrante do Instituto AMMA Psique e Negritude e do grupo Kilombagem. Recebeu, em 2015, a Menção Honrosa do Prêmio CAPES pela tese intitulada Por que Fanon, por que agora? Franz Fanon e os fanonismos no Brasil.

https://www.youtube.com/watch?v=mVFWJPXscm0

 deivisno.jpg Introdução ao pensamento de Frantz Fanon – Deivison Nkosi (CyberQuilombo)

www.youtube.com

CYBERQUILOMBO Queremos facilitar a aplicação da lei: 10.639/03 Com base na Lei nº 10.639, assinada e promulgada em 2003 que define que a temática afro-brasileira …


SOBRE A EDITORA | A Ciclo Contínuo Editorial é uma editora independente que se dedica à publicação de obras literárias e pesquisas na área das Humanidades, com enfoque especial na Cultura Afro-brasileira.

O catálogo da Editora reúne autores como Oswaldo de Camargo, Cuti, Carolina Maria de Jesus, Abelardo Rodrigues, Lívia Natália, entre outros.

Somado as publicações, a Ciclo Contínuo Editorial também promove ações educativas por meio de seminários, encontro com autores e cursos livres de Literatura.

Saiba mais através do site: www.ciclocontinuoeditorial.com

LANÇAMENTO:

11|05 (sexta-feira) às 19h30, Al Janiah – Rua Rui Barbosa, 269 – Bela Vista – São Paulo

Link evento FB: goo.gl/pwuB2t

www.ciclocontinuoeditorial.com

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Título | Frantz Fanon – Um revolucionário, particularmente negro.

Autor | Deivison Mendes Faustino

Editora | Ciclo Contínuo Editorial

Páginas | 144

Ano | 2018

Preço | $40,00

ISBN | 978-85-68660-35-5

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Angolanos confirmam presença no Fórum Mundial da Água a ser realizado no Brasil

O maior evento de água do Planeta

sua voz - agua e saude

O 8º Fórum Mundial da Água é organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC, sigla em inglês) desde 1996. Pela primeira vez, o evento será realizado em país do Hemisfério Sul: o Brasil. A oitava edição do evento é promovida pelo Governo Federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA), pelo Governo do Distrito Federal, representado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa), e pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).
A saúde está diretamente relacionada à qualidade da água, assim como a produção de alimentos também é dependente da água saudável. Segundo a agência da ONU para a saúde, 844 milhões de pessoas ainda não possuem um serviço básico de água potável e, globalmente, pelo menos dois bilhões de pessoas usam uma fonte de água contaminada com esgoto doméstico.

Você sabia que apenas meio por cento da água do planeta é doce e que um bilhão de pessoas no mundo não tem acesso à água potável? Para discutir a gestão sustentável desse recurso o Brasil vai receber o mais importante evento sobre o tema no mundo: faltam menos de 30 dias para o 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília.

Sete mil  conferencistas em representação de 400  instituições de 70  países, vão participar desta reunião enquadrada na prossecução do Objectivo nº 6 da Agenda  2030 sobre os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ao  fórum, a delegação angolana, a ser integrada por responsáveis dos Ministérios  da Energia e  Águas e do Ambiente, o país leva como lema “Angola, Compartilhando Recursos Hídricos, Rumo à Sustentabilidade”.

De acordo com uma nota do Ministério da Energia e Águas, além das conferências, Angola vai exibir as suas potencialidades hídricas, com a exposição de informação diversa,  tendo já reservado um espaço na zona de exposições.

Durante a exposição,   empresas públicas  do sector  da  Energia e Águas angolanas vão  estabelecer a troca de  experiências e parcerias com outras instituições.

O 8º Fórum Mundial da Água tem como  foco principal a promoção de interesses políticos, técnicos, académicos e comerciais e  sobre a partilha dos recursos hídricos.

À margem haverá oportunidade de acertos sobre a gestão de recursos hídricos a nível dos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

No  encontro da CPLP,  em que estarão  reunidos os ministros, será discutido o  tema “8º Fórum Mundial de Água: Sinergia, Água, Meio Ambiente no  contexto da Agenda 2030”.

A  revitalização do portal de Rede Ambiental da CPLP, o lançamento de rede de Recursos Hídricos  dos países que integram a  comunidade de língua portuguesa e a assinatura  de  duas declarações, constam das actividades agendadas.

O Fórum Mundial da Água é uma Organização internacional fundada em 1996, com sede permanente na cidade de Marselha, na França,  enquanto o Conselho Mundial da Água é uma organização internacional que reúne 400 instituições relacionadas à temática de recursos hídricos em aproximadamente 70 países.

O Conselho é composto de representantes de governos, da academia, sociedade civil, de empresas e organizações não-governamentais, formando um significativo espectro de instituições relacionadas com o tema água.

Já o Fórum Mundial da Água contribui para o diálogo do processo decisório sobre o tema em nível global, visando o uso racional e sustentável deste recurso.

Por sua abrangência política, técnica e institucional, o Fórum tem como uma de suas características principais a participação aberta e democrática de um amplo conjunto de actores de diferentes sectores, traduzindo-se em um evento de grande relevância na agenda internacional.

O Fórum é organizado a cada três anos pelo Conselho Mundial da Água, juntamente, com o país e a cidade anfitriã.

Até ao  momento   foram  realizadas sete edições do evento em igual número de países dos  quatro continentes: África, América, Ásia e Europa.

Morre Alberto Caó, autor da lei que tornou o racismo crime inafiançável

por Redação — publicado 05/02/2018 12h28
Nascido em 1941, em Salvador, Caó foi deputado federal por dois mandatos, entre 1983 e 1991, e participou da Assembleia Nacional Constituinte
Divulgação
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Militante do movimento negro, advogado e jornalista foi autor da chamada Lei Caó

Faleceu no domingo 4, aos 76 anos, o jornalista, advogado, militante do Movimento Negro e ex-deputado Carlos Alberto Caó de Oliveira, autor da chamada Lei Caó, que transformou o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil em contravenção penal, e a emenda constitucional que tornou o racismo crime inafiançável e imprescritível.

Nascido em 1941, em Salvador (BA), Caó foi deputado federal pelo PDT por dois mandatos, entre 1983 e 1991. Em seu segundo mandato, participou da Assembleia Nacional Constituinte. Caó foi autor na Lei 7.437/1985, que mudou o texto da Lei Afonso Arinos, de 1951, tornando contravenção penal o preconceito de raça, cor, sexo e estado civil. O texto ficou conhecido como Lei Caó.

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Deputado constituinte pelo PDT, foi responsável pela inclusão na Carta Magna de 1988 do inciso ao Artigo 5º que tornou racismo crime inafiançável e imprescritível. Mais tarde, foi autor da Lei 7.716/1989, que regulamentou o texto constitucional determinando a prisão para o crime de preconceito e discriminação de raça ou cor.

Entre os casos punidos pela legislação, está impedir que cidadãos negros entrem em restaurantes, bares ou edifícios públicos ou utilizem transporte público (pena de reclusão de um a três anos).

Além dos crimes de racismo, também há a conduta chamada de injúria racial (artigo 140 do Código Penal), que se configura pelo ato de ofender a honra de alguém valendo-se de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem. A injúria racial se dirige contra uma pessoa específica, enquanto o crime de racismo é dirigido a uma coletividade.

Antes, como líder estudantil, foi presidente da União de Estudantes da Bahia e vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE). Como jornalista, passou pelas redações do Diário Carioca, da Tribuna da Imprensa, de O Jornal, do Jornal do Comércio, da TV Tupi e do Jornal do Brasil.

 

Fonte:https://www.cartacapital.com.br/sociedade/morre-alberto-cao-autor-da-lei-que-tornou-o-racismo-crime-inafiancavel

União Africana prepara agenda de ação comum contra a corrupção

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A próxima cimeira da União Africana (UA), marcada para 28 e 29 deste mês em Adis Abeba (Etiópia), vai analisar um projeto de ação comum, ainda a definir, sobre emigração dentro do continente, bem como o combate à corrupção.

Subordinada ao lema “Vencer a Luta contra a Corrupção: Um Caminho Sustentável para a Transformação de África”, os trabalhos da cimeira da UA, que começam a 22 deste mês com a 35.ª sessão Ordinária do Comité Permanente de Representantes, estão a ser preparados em Rabat pelos chefes da diplomacia africanos com a elaboração de um plano conjunto sobre emigração, que consideram “vetor de desenvolvimento” em África.

Segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros marroquino, Nasser Burita, anfitrião de uma reunião em Rabat que junta cerca de duas dezenas de homólogos africanos, além da questão da emigração, terá de ser salientada a necessidade de combater o tráfico humano e o êxodo forçado das populações.

“O plano de ação tem de ser bem coordenado entre os países africanos para que se possa mudar a imagem estereotipada do emigrante de África”, defendeu Burita, lembrando que a emigração, bem estruturada, “beneficia os países de acolhimento”.

“Há que recordar que a emigração beneficia os países de acolhimento em 85% (…) e que a emigração africana é sobretudo para países do próprio continente, já que quatro em cinco permanecem em África”, observou o chefe da diplomacia marroquina.

A este propósito, Burita salientou que os emigrantes africanos apenas representam 14% de um total de 258 milhões registados em todo o mundo em 2017.

Para o ministro marroquino, o plano de ação comum visa criar condições para que a emigração “se torne uma opção e não uma necessidade”, para se valorizar a contribuição dos que abandonam os seus países aos outros de acolhimento.

mamady_tourePor seu lado, o presidente do Conselho Executivo da UA, também chefe da diplomacia da Guiné-Conacri, Mamady Touré, precisou que a estratégia migratória deve ter em consideração a dimensão do desenvolvimento dos diferentes países, bem como questões ligadas aos direitos humanos e a luta contra a emigração clandestina.

“Temos de assegurar que a emigração regular esteja ao serviço do desenvolvimento”, sustentou Touré, denunciando o “tratamento desumano e degradante” que sofre grande parte dos migrantes.Mamady Touré'

Touré pediu um reforço da cooperação regional e internacional entre os países emissores, trânsito e acolhimento de emigrantes para que se encontrem soluções, sobretudo para a juventude, maioritariamente desempregada, tema que foi o centro da 5.ª Cimeira União Europeia/África, realizada em Abidjan (Costa do Marfim) em novembro de 2017. Ao discursar na reunião, a ministra dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Maite Nkoana Mashabane, disse acreditar que a solução para a questão migratória passa por combater a pobreza e a instabilidade econômica e política em vários países africanos.

Maite Nkoana Mashabane1

“A emigração é um movimento humano, não um problema. O problema é o êxodo forçado de seres humanos por falta de segurança e pelos conflitos armados”, sustentou.

A cimeira de 28 e 29 deste mês é antecedida, a 22 e 23, pela 35.ª sessão Ordinária do Comité Permanente de Representantes e, a 25 e 26, pela 32.ª Sessão Ordinária do Conselho Executivo.

Fonte:https://www.dn.pt/lusa/interior/uniao-africana-prepara-agenda-de-acao-comum-sobre-emigracao-para-30a-cimeira-9036913.html

Rei da Baixa de Cassanje quer o “Dia dos Mártires da Repressão Colonial” como feriado nacional.

Fula Martins |

As autoridades tradicionais da Baixa de Cassanje apelam ao Executivo para fazer maior divulgação da revolta registada naquela região, para que as pessoas tenham em mente a real dimensão do que aconteceu a 4 de Janeiro de 1961.

Soberano considera que a atribuição de pensões de reforma aos sobreviventes deve ser extensiva a outros angolanos com participação directa no acto
Fotografia: João Gomes | Edições Novembro

Falando ao Jornal de An­gola, o Rei da Baixa de Cassanje, Dianhenga Aspirante Cambamba Nginge Kulaxingo, disse que a data deve ser mais exaltada por ser histórica, porque foi o dia que despertou a consciência patriótica e a unidade dos angolanos em prol da liberdade.
“Em cada região do país registaram-se revoltas contra a repressão colonial, em solidariedade com os camponeses da Baixa de Cassanje”, disse Cambamba Nginge Kulaxingo, acrescentando que a opressão colonial uniu o povo angolano e a região da Baixa de Cassanje deu início à revolta nacional.
“Não morreram apenas povos da Baixa de Cassanje, morreram outros povos de­vido a esse acontecimento”, sublinhou.
O Rei da Baixa de Cassanje pede o regresso do Dia dos Mártires da Repressão Colonial da Baixa de Cassanje à lista dos feriados nacionais.
Cambamba Nginge Kulaxingo considera que a atribuição de pensões de reforma aos sobreviventes da repressão colonial deve ser extensiva a todos os angolanos que tiveram participação directa no acontecimento, esclarecendo que existe um programa do Executivo para o enquadramento dos antigos combatentes na Caixa Social das Forças Armadas. “Muitos mártires deixaram filhos e netos que são sobreviventes que devem ser enquadrados e beneficiar de subsídios dos seus antepassados”, disse.
O Rei da Baixa de Cassanje solicita igualmente a construção, na região, de um monumento histórico em memória aos camponeses tombados durante a repressão colonial. Cambamba Nginge Kulaxingo disse, por outro lado, que o Presidente João Lourenço tem dado provas de boa governação, na medida em que incute nos angolanos um sentimento de esperança, materializando acções para o bem-estar dos cidadãos”.

História da repressão

A revolta começou em Outubro de 1960, quando os camponeses se recusaram a receber sementes para plantarem em Janeiro.
Os encarregados da companhia luso-belga Cotonang aperceberam-se do movimento grevista porque anos antes as autoridades coloniais tinham subido o Imposto Geral Mínimo de 250 para 350 escudos e o quilo do algodão era adquirido a um escudo.
Um camponês, para pagar o Imposto Geral Mínimo, tinha de vender dez sacos de 50 quilos de algodão ou contrair dívidas para pagar na próxima colheita.
Nos primeiros dias de Janeiro de 1961, começam a ser ensaiadas várias movimentações para enfrentar a máquina de repressão colonial. A 4 de Janeiro tem lugar a Revolta da Baixa de Cassange (Malanje), onde se dá o levantamento popular de milhares de trabalhadores dos campos de algodão da companhia luso-belga Cotonang. As duras condições de trabalho e de vida e a constante repressão aliada à influência da independência do Congo (actual RDC), em Junho de 1960 (na região do Cassanje viviam  povos bakongo que tinham origens comuns com povos do Congo), foram os principais factores que deram origem à sublevação destes angolanos. Os trabalhadores decidiram fazer greve e armaram-se de catanas e canhangulos (espingardas artesanais).
Em resposta, a força aérea portuguesa lançou bombas incendiárias provocando milhares de mortos. O Dia dos Mártires da Baixa de Cassange é comemorado em Angola como o acontecimento que despertou a consciência patriótica dos angolanos em prol da liberdade.
A Baixa de Cassanje é uma  depressão geográfica com 80.000 quilómetros distribuídos entre as províncias de Malanje e da Lunda Norte.
Em 1961, a região tinha 150 mil habitantes e os campos de cultivo do algodão tinham quase 85 mil agricultores, forçados a cultivar e vender o algodão.
Os acontecimentos da Baixa de Cassanje provocaram a fuga de milhares de angolanos para o Congo e são considerados por vários historiadores como um dos principais marcos da luta de libertação nacional contra o jugo colonial em Angola.
Depois desta revolta, contou o Aspirante Cambamba Kulaxingo, seguiram-se o 4 de Fevereiro e o 15 de Março, que deram origem à Luta Armada de Libertação Nacional que culminou com a proclamação da Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975.

         MPLA valoriza a bravura dos heróis de 4 de Janeiro 
 O melhor tributo a ser dado pela sociedade angolana aos heróis da Baixa de Cassanje é o de fazer florescer os ricos campos desta imensa Angola, cujos cidadãos e famílias são o seu primeiro e mais importante activo, refere o bureau político do MPLA numa declaração divulgada ontem.
Ao celebrar-se o Dia dos Mártires da Repressão Colonial, em homenagem às vítimas do Massacre da Baixa de Cassanje, em 4 de Janeiro de 1961, o bureau político do MPLA expressa o seu renovado reconhecimento ao Povo Angolano, cujos filhos, heróicos e generosos, continuam a manter viva a chama da Independência Nacional e da liberdade, refere.
O MPLA reitera que o desenvolvimento integral e a me­lhoria das condições de vida dos cidadãos e das famílias angolanas estão no centro das suas políticas para o presente mandato, numa aposta assente na solidariedade en­tre gerações, em mais oportunidades para os jovens, na protecção e valorização do papel do idoso e da criança e na promoção da família, como pilar da Nação. Parafraseando João Lourenço, Vice-Presidente do MPLA e Presidente da República, na mensagem de fim-de-ano, o bureau político refere que “precisamos de dar, com al­guma coragem e determinação, novos passos em frente, vencendo os constrangimentos ainda existentes e encarando, com re­a­lis­mo, os novos desafios, de modo a diversificarmos, decisivamente, a nossa economia e atingirmos o desenvolvimento sustentável, com inclusão económica e social”.
“O MPLA, no espírito do 4 de Janeiro de 1961, como fonte de inspiração política para a Independência Nacional, está optimista que o ano de 2018 será bom para An­gola, para as empresas, para as famílias e para os cidadãos em geral, no quadro da sua ingente missão de melhorar o que está bem e corrigir o que está mal”, conclui a declaração do MPLA divulgada ontem.

http://jornaldeangola.sapo.ao/politica/trabalhar_os_campos_para_honrar_cassanje

Prêmio Mandela atribuído a Agostinho Neto

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O primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi agraciado, a título póstumo, com o Prémio Mandela de Audácia 2016, pela sua contribuição heróica na luta pelas independências de Angola, Namíbia e Zimbabwe e pelo fim do apartheid na África do Sul e a consequente libertação de Nelson Mandela.
De acordo com uma nota da Fundação Dr. António Agostinho Neto, de que o Fundador da Nação é patrono, com mais este reconhecimento póstumo, o Prémio Mandela 2016 destaca a audácia de Agostinho Neto, que continua a ser uma fonte de inspiração e de orientação para as novas gerações, em Angola e no Mundo.

“Na Namíbia, no Zimbabwe e na África da Sul está a continuação da nossa luta”. Com esta palavra de ordem, Agostinho Neto resumiu a sua estratégia de solidariedade para com os povos da África austral, hoje reconhecida internacionalmente.

Esta palavra de ordem, segundo a Fundação, foi materializada com atos políticos e militares que conduziram à libertação da Namíbia e do Zimbabwe e ao fim do apartheid na África do Sul.
A solidariedade de Angola teve um pesado custo em vidas humanas, em mutilações e na destruição de infra-estruturas. Sem a visão estratégica de Agostinho Neto, provavelmente a Namíbia, o Zimbabwe e a África do Sul hoje não seriam países libertos. A audácia ora premiada é um sinal de reconhecimento, ainda que tardio, de um líder e de um povo que ousou vencer o mito da superioridade de uma raça e da invencibilidade de um exército. O Prémio Mandela é uma distinção tutelada pelo Instituto Mandela, um “think tank” (grupo de reflexão) com sede na Universidade de Bordéus (França), subdividido em 15 categorias, cujo objectivo principal é prestar reconhecimento a pessoas individuais e colectivas que se tenham destacado na realização de acções em prol do continente africano e da paz, dentro do espírito de Nelson Mandela.

Para a edição de 2016, o Instituto Mandela (www.institutmandela.com), presidido pelo Dr. Paul Kananura, anunciou a recepção de 3.623 candidaturas, sendo 3.191 candidaturas populares, 25 individuais, 388 diplomáticas e 19 oficiais. Destas candidaturas, no decorrer da primeira fase de avaliação, o Comité Organizador do Prémio descartou 867 candidaturas, por considerá-las pouco motivadoras para concorrerem ao Prémio.

De um universo de 2.755 candidaturas, que foram submetidas a uma segunda fase de avaliação do júri, o número ficou reduzido a 75 dossiers, à razão de cinco dossiers por cada categoria concorrente, que resultou na selecção dos 15 laureados do certame.
O Rei Mohamed VI de Marrocos foi o grande vencedor do Prémio Mandela 2016, pela sua contribuição para a construção de uma sociedade justa e pacífica entre homens e nações e também pela sua participação na manutenção da paz em África e no mundo. Mohamed VI, além de pan-africanista, tem conduzido desde a sua entronização, em 1999, muitos projectos políticos de grande alcance social, tanto em Marrocos e África, como em países do Golfo, da União Europeia e das Américas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/premio_mandela_atribuido_a_neto

 

 

 

Angola celebra a rainha Nginga Mbande

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Nginga Mbande viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região cresciam rapidamente. Irmã de Ngola Mbande, que, tendo-se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado
pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos.
O seu nome surge nos registos históricos três anos mais tarde, como uma enviada do seu irmão, numa conferência de paz com o governador português de Luanda.
 
 
A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, aconselhou, sexta-feira, em Luanda, aos jovens a seguirem o legado da soberana rainha Njinga a Mbande, de forma a salvaguardar a soberania e o amor à pátria.
 
A governante deixou este conselho no final de uma palestra sobre o 353.º aniversário da morte da Rainha Njinga, apelando as jovens mulheres a investigarem mais sobre a vida da soberana dos reinos do Ndongo e da Matamba, que durante o seu reinado deu mostra de firmeza , amor e sobretudo o desejo de liberdade.
A ministra afirmou que atividades de divulgação da vida dos soberanos de Angola devem servir de exemplo para os jovens, para aprenderem os valores socioculturais e a História nacional. Carolina Cerqueira manifestou a disponibilidade do pelouro cultural em continuar a divulgar as figuras que lutaram contra os colonos para manterem a integridade do território nacional.
A ministra destacou a importância de se salvaguardar os arquivos e monumentos que contam histórias das figuras que fazem parte do passado de Angola.
 
Durante a sua intervenção, Carolina Cerqueira referiu que Njinga a Mbande demonstrou toda a sua força e firmeza como mulher, por este motivo as raparigas, hoje, devem ter como exemplo a vida da soberana dos antigos reinos do Ndongo e da Matamba.
A palestra sobre Njinga a Mbande decorreu no Museu de História Natural e teve a participação de directores do Ministério da Cultura, estudantes e membros da JMPLA.
 
 
 

MPLA celebra o 60.º aniversário em Angola

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O partido fundado a 10 de Dezembro de 1956 e que conduziu à vitória sobre o colonialismo e à conquista da Independência Nacional de Angola, sob liderança do Presidente Agostinho Neto. Refundado em 10 de Dezembro de 1977 como partido, pôs fim às agressões militares externas, garantiu a conquista da paz e tem vindo a consolidar o Estado democrático de direito.

O MPLA deve passar por um grande tese nas eleições de 2017, onde tudo indica  José Eduardo dos Santos não deverá concorrer às eleições. O pa´s vive uma crise econômica com a queda do preço do petróleo que levou a um empobrecimento dos seus cidadãos.

“Neste momento, por exemplo, o principal desafio é a próxima ida às urnas. E a dificuldade que esse desafio apresenta, pode dizer-se, é uma consequência de causas normais.
O natural desgaste que é provocado junto de quem detém o poder, facto agravado pelos efeitos de uma profunda crise econômica internacional, obriga o MPLA a mais uma vez unir as suas fileiras para, apoiando-se no povo, prosseguir com o trabalho de criar as condições para encarar esta nova fase da vida do país de modo positivo, aumentando a convicção de que as dificuldades serão ultrapassadas.(…) Tudo isto, nos conturbados momentos atuais, fruto da referida crise econômica internacional mas também consequência das armadilhas colocadas nas redes sociais por parte de forças anônimas ” Editorial do Jornal de Angola

A diversificação da economia, com a diminuição da dependência do petróleo foi  o caminho escolhido, mas esta distante de diminuir as desigualdades sociais. Acusar as redes sociais e a conjuntura internacional é muito pouco. A incompetência, a corrupção, a falta de transparência, nepotismo e uma estrutura  muito fechada impedem que se avance para uma democracia plena em Angola.

JANTAR EM HOMENAGEM AOS CHEFES DE DELEGAÇÃO DA XI CONFERÊNCIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CPLP

Presidente Michel Temer durante Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP no Palácio da Alvorada (Brasília – DF 31/10/2016)

Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP - 02Presidente Michel Temer durante Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP no Palácio da Alvorada. (Brasília – DF 31/10/2016)Foto: Beto Barata/PR