Prêmio Mandela atribuído a Agostinho Neto

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O primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, foi agraciado, a título póstumo, com o Prémio Mandela de Audácia 2016, pela sua contribuição heróica na luta pelas independências de Angola, Namíbia e Zimbabwe e pelo fim do apartheid na África do Sul e a consequente libertação de Nelson Mandela.
De acordo com uma nota da Fundação Dr. António Agostinho Neto, de que o Fundador da Nação é patrono, com mais este reconhecimento póstumo, o Prémio Mandela 2016 destaca a audácia de Agostinho Neto, que continua a ser uma fonte de inspiração e de orientação para as novas gerações, em Angola e no Mundo.

“Na Namíbia, no Zimbabwe e na África da Sul está a continuação da nossa luta”. Com esta palavra de ordem, Agostinho Neto resumiu a sua estratégia de solidariedade para com os povos da África austral, hoje reconhecida internacionalmente.

Esta palavra de ordem, segundo a Fundação, foi materializada com atos políticos e militares que conduziram à libertação da Namíbia e do Zimbabwe e ao fim do apartheid na África do Sul.
A solidariedade de Angola teve um pesado custo em vidas humanas, em mutilações e na destruição de infra-estruturas. Sem a visão estratégica de Agostinho Neto, provavelmente a Namíbia, o Zimbabwe e a África do Sul hoje não seriam países libertos. A audácia ora premiada é um sinal de reconhecimento, ainda que tardio, de um líder e de um povo que ousou vencer o mito da superioridade de uma raça e da invencibilidade de um exército. O Prémio Mandela é uma distinção tutelada pelo Instituto Mandela, um “think tank” (grupo de reflexão) com sede na Universidade de Bordéus (França), subdividido em 15 categorias, cujo objectivo principal é prestar reconhecimento a pessoas individuais e colectivas que se tenham destacado na realização de acções em prol do continente africano e da paz, dentro do espírito de Nelson Mandela.

Para a edição de 2016, o Instituto Mandela (www.institutmandela.com), presidido pelo Dr. Paul Kananura, anunciou a recepção de 3.623 candidaturas, sendo 3.191 candidaturas populares, 25 individuais, 388 diplomáticas e 19 oficiais. Destas candidaturas, no decorrer da primeira fase de avaliação, o Comité Organizador do Prémio descartou 867 candidaturas, por considerá-las pouco motivadoras para concorrerem ao Prémio.

De um universo de 2.755 candidaturas, que foram submetidas a uma segunda fase de avaliação do júri, o número ficou reduzido a 75 dossiers, à razão de cinco dossiers por cada categoria concorrente, que resultou na selecção dos 15 laureados do certame.
O Rei Mohamed VI de Marrocos foi o grande vencedor do Prémio Mandela 2016, pela sua contribuição para a construção de uma sociedade justa e pacífica entre homens e nações e também pela sua participação na manutenção da paz em África e no mundo. Mohamed VI, além de pan-africanista, tem conduzido desde a sua entronização, em 1999, muitos projectos políticos de grande alcance social, tanto em Marrocos e África, como em países do Golfo, da União Europeia e das Américas.

http://jornaldeangola.sapo.ao/cultura/premio_mandela_atribuido_a_neto

 

 

 

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Angola celebra a rainha Nginga Mbande

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Nginga Mbande viveu durante um período em que o tráfico de escravos africanos e a consolidação do poder dos portugueses na região cresciam rapidamente. Irmã de Ngola Mbande, que, tendo-se revoltado contra o domínio português em 1618, foi derrotado
pelas forças sob o comando de Luís Mendes de Vasconcelos.
O seu nome surge nos registos históricos três anos mais tarde, como uma enviada do seu irmão, numa conferência de paz com o governador português de Luanda.
 
 
A ministra da Cultura, Carolina Cerqueira, aconselhou, sexta-feira, em Luanda, aos jovens a seguirem o legado da soberana rainha Njinga a Mbande, de forma a salvaguardar a soberania e o amor à pátria.
 
A governante deixou este conselho no final de uma palestra sobre o 353.º aniversário da morte da Rainha Njinga, apelando as jovens mulheres a investigarem mais sobre a vida da soberana dos reinos do Ndongo e da Matamba, que durante o seu reinado deu mostra de firmeza , amor e sobretudo o desejo de liberdade.
A ministra afirmou que atividades de divulgação da vida dos soberanos de Angola devem servir de exemplo para os jovens, para aprenderem os valores socioculturais e a História nacional. Carolina Cerqueira manifestou a disponibilidade do pelouro cultural em continuar a divulgar as figuras que lutaram contra os colonos para manterem a integridade do território nacional.
A ministra destacou a importância de se salvaguardar os arquivos e monumentos que contam histórias das figuras que fazem parte do passado de Angola.
 
Durante a sua intervenção, Carolina Cerqueira referiu que Njinga a Mbande demonstrou toda a sua força e firmeza como mulher, por este motivo as raparigas, hoje, devem ter como exemplo a vida da soberana dos antigos reinos do Ndongo e da Matamba.
A palestra sobre Njinga a Mbande decorreu no Museu de História Natural e teve a participação de directores do Ministério da Cultura, estudantes e membros da JMPLA.
 
 
 

MPLA celebra o 60.º aniversário em Angola

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O partido fundado a 10 de Dezembro de 1956 e que conduziu à vitória sobre o colonialismo e à conquista da Independência Nacional de Angola, sob liderança do Presidente Agostinho Neto. Refundado em 10 de Dezembro de 1977 como partido, pôs fim às agressões militares externas, garantiu a conquista da paz e tem vindo a consolidar o Estado democrático de direito.

O MPLA deve passar por um grande tese nas eleições de 2017, onde tudo indica  José Eduardo dos Santos não deverá concorrer às eleições. O pa´s vive uma crise econômica com a queda do preço do petróleo que levou a um empobrecimento dos seus cidadãos.

“Neste momento, por exemplo, o principal desafio é a próxima ida às urnas. E a dificuldade que esse desafio apresenta, pode dizer-se, é uma consequência de causas normais.
O natural desgaste que é provocado junto de quem detém o poder, facto agravado pelos efeitos de uma profunda crise econômica internacional, obriga o MPLA a mais uma vez unir as suas fileiras para, apoiando-se no povo, prosseguir com o trabalho de criar as condições para encarar esta nova fase da vida do país de modo positivo, aumentando a convicção de que as dificuldades serão ultrapassadas.(…) Tudo isto, nos conturbados momentos atuais, fruto da referida crise econômica internacional mas também consequência das armadilhas colocadas nas redes sociais por parte de forças anônimas ” Editorial do Jornal de Angola

A diversificação da economia, com a diminuição da dependência do petróleo foi  o caminho escolhido, mas esta distante de diminuir as desigualdades sociais. Acusar as redes sociais e a conjuntura internacional é muito pouco. A incompetência, a corrupção, a falta de transparência, nepotismo e uma estrutura  muito fechada impedem que se avance para uma democracia plena em Angola.

JANTAR EM HOMENAGEM AOS CHEFES DE DELEGAÇÃO DA XI CONFERÊNCIA DE CHEFES DE ESTADO E DE GOVERNO DA CPLP

Presidente Michel Temer durante Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP no Palácio da Alvorada (Brasília – DF 31/10/2016)

Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP - 02Presidente Michel Temer durante Jantar em homenagem aos Chefes de Delegação da XI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP no Palácio da Alvorada. (Brasília – DF 31/10/2016)Foto: Beto Barata/PR